A última jornada na Galileia

A última jornada na Galileia

31 de Agosto de 202625 min 28 s

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Seja bem-vindo aqui à nossa casa, à Novo Tempo Portugal. Já estamos aqui no nosso espaço cenário da Voz da Esperança. Se está connosco na TV já percebeu exatamente onde estamos. Para os próximos minutos estamos juntos para os grandes ingredientes deste programa. Sempre a vida de Jesus, o Evangelho, a esperança. Estamos sempre em busca de encontrar esperança para a nossa vida. descobrir como os ensinos, os encontros de Jesus têm tanto a nos dizer ainda hoje. É por isso que aqui falamos sobre esperança, mas também cantamos sobre esperança. E para isso temos sempre connosco o nosso querido quarteto, o quarteto Voz da Esperança, precisamente.

Vamos ouvir as vozes do nosso quarteto, abrir este programa, porque chegou a hora de cantarmos e de falarmos sobre a esperança. Vibre em nosso ser Porta guardamos o Senhor Fé possuímos que Jesus nos dá Diz que o tempo logo vem E as nações daqui a lã Têm alegria, vão cantar Aleluia!

Aleluia! Aleluia! E se a trombeta tocar, mesmo Jesus voltará A todo mundo a mensagem levar, mesmo Jesus voltará estrangeira estrangeira

O caminho para Jerusalém

Há momentos na vida em que nós sabemos o que nos espera no fim do caminho, ou as consequências de algumas escolhas, mas avançamos na mesma. Não quero dizer que estejamos ignorantes sobre o que vai acontecer, mas às vezes temos que fazer escolhas deliberadas quando temos um propósito e não queremos recuar. Foi exatamente assim que Jesus começou aquela que podíamos chamar a sua última jornada, que foi desde a Galileia para Jerusalém. Havia alguma coisa que tinha mudado. Até aqui, Jesus procurava evitar agitação, publicidade que não fosse muito necessária, quase como se Jesus se movesse em silêncio.

Aliás, é por isso que vemos várias histórias em que Jesus recusava homenagens ou que passava rapidamente de um lugar para outro. Mas agora alguma coisa estava diferente. Jesus avançava publicamente e fez-se preceder por um anúncio da sua aproximação, da sua chegada a Jerusalém, como nunca tinha feito antes. Ora, Jesus ia em direção à cruz e ele queria que todos soubessem o que ia acontecer. Como Moisés lá no deserto tinha levantado uma serpente para que todos a vissem e fossem curados, agora, de forma real, não simbólica, Jesus também ia ser levantado e ele queria que todos os que nele crescem tivessem acesso à vida eterna.

Esta era a promessa. Ora, ao fazer este caminho, os discípulos tentaram dissuadi-lo, até porque, também como já várias vezes vimos aqui, estavam sempre muito confusos sobre qual era a obra de Jesus. Eles conheciam qual era a hostilidade até mortal daqueles chefes religiosos que estavam em Jerusalém contra Jesus. Eles lembravam-se das suas próprias palavras, porque Jesus tinha dito diretamente o que é que o aguardava quando lá chegasse. Só que Jesus diz o texto que manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém. Aliás, a única lei, podemos dizer, da vida de Jesus era uma, era a vontade do Pai. Portanto, quando a hora estava marcada nesse plano que Deus tinha estabelecido, então o momento Jesus sabia que estava a chegar.

Neste caminho, claro que Satanás, o grande inimigo de Cristo, do Nosso Senhor Jesus, não ficou quieto, não. Começou a sussurrar tentações cruéis. Podemos imaginar essas frases, para quê agora? Quando ainda havia tantas almas famintas por toda a parte. Se ainda nem começaste a tua obra. Se os teus discípulos ainda são tão frágeis na fé. Por que não aproveitar o vigor da vida para tentar fazer mais, alcançar mais? Por que entregar-se à morte e deixar uma obra tão bonita e incompleta? Jesus ouviu, só que não se deu um único passo a esta voz. Porque o amor de Jesus era tão verdadeiro que não dava espaço para cálculos antes de agir.

Aquilo que Jesus calculava era o valor do seu propósito e da sua missão, e isso é que o fazia avançar. Então, agora, neste caminho, voltando à descrição desta jornada, aconteceu algo que podemos dizer, no mínimo, que é revelador. Jesus fez o seguinte, enviou mensageiros a uma aldeia de samaritanos para preparar uma posada. Só que os samaritanos recusaram recebê-lo. Aliás, eu vou fazer o seguinte, vou aqui abrir a minha bíblia e vou agora ler um pouquinho aqui desta passagem para entendermos melhor este conceito. O texto diz assim, é Lucas capítulo 9 a partir do versículo 51. Aconteceu que quando se completaram os dias para a sua assunção, manifestou Jesus o firme propósito de ir a Jerusalém e mandou mensageiros adiante dele e foram, entraram numa aldeia de samaritanos para lhe prepararem uma pousada.

mas não o receberam, porque o seu aspecto era como de quem ia a Jerusalém. E os discípulos Tiago e João, vendo isto, disseram, Senhor, queres que digamos que deixa fogo do céu e os consuma, como também Elias fez? E Jesus voltou-se para eles, repreendeu-os, e disse-lhe, Vós não sabeis de que espírito sois, porque o Filho do Homem não veio para destruir as almas, mas para salvá-las. E então o texto diz que foram para outra aldeia. Podemos dizer que não há maior tentação para os que amam a Deus do que querer punir os que o rejeitam.

É uma tentação permanente. Só que o Espírito de Cristo não é um espírito de destruição. Nós sabemos, o Espírito de Cristo é o de misericórdia. É um de compaixão, mesmo daqueles que são fracos ou errados. Satanás força. Essa é a lógica do reino das trevas. A força. Cristo convida. Satanás amedronta para criar medo e temor. Cristo atrai convida. Os que querem seguir a Cristo têm de aprender muito bem na vida esta distinção. E não é só na teoria, como eu que estou aqui a dizer estas palavras, é conseguir trazer isto para a vida real, para o nosso coração, portanto, para o que nos faz agir.

O que é que nós vemos aqui? Que enquanto Jesus caminhava, ele enviou 70 discípulos, dois a dois, e enviou-os

Alegria no céu

a todas as cidades e lugares por onde havia de passar. A ideia, quando Jesus colocou este plano em ação, foi que estes homens fossem anunciar o reino, curar os enfermos e preparar os corações. E muitos depois voltaram cheios de alegria e disseram, Senhor, pelo teu nome, até os demónios se nos sujeitam. Jesus respondeu com uma visão que, naquela altura, talvez poucos podiam compreender. Estamos agora em Lucas, no capítulo 10. Jesus disse, eu vi Satanás como um raio cair do céu. É fantástico. Numa só frase, Jesus abriu a cortina para este grande conflito, mas um conflito cósmico.

Porque cada demónio expulso, cada vida libertada, cada coração que recebia a mensagem do Reino de Deus, era uma derrota do inimigo. O que estes enviados estavam a fazer em aldeias daquelas regiões, da Preia, da Santa Maria, tudo isto fazia parte de uma batalha muito maior, uma batalha que culminaria depois na cruz e que ia determinar o destino de toda a humanidade, podemos dizer. Jesus continua e ainda vai dizer uma coisa que os surpreendeu naquele dia. e dizia, não vos alegreis porque os espíritos se sujeitam a vós, alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus.

É interessante que este ensino mostra-nos que o maior motivo de alegria que nós podemos ter na vida não é exercermos poder ou demonstrarmos algum tipo de poder espiritual, não, é a relação que nós conseguimos construir com o nosso Deus. Dito de outra forma, não é o que nós fazemos para Deus, é o que Deus faz em nós. Esta ideia dos nomes estarem escritos no céu não são os nomes de grandes heróis espirituais, pessoas incríveis, com grandes feitos, são os nomes de pessoas que reconheceram a sua necessidade e vieram a Cristo. E só isso é suficiente para esta tal alegria que nada nem ninguém nos pode tirar.

Os Evangelhos continuam a dizer que depois Jesus alegrou-se no Espírito Santo e orou. Fez uma oração que dizia, Graças-te dou ao Pai, Senhor do Céu e da Terra, que escondestes estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste às criancinhas. Os grandes e os sábios deste mundo, mesmo com muita erudição e prestígio, não conseguiram ver, no tempo em que Jesus, o Filho de Deus, esteve nesta Terra, eles não conseguiram ver quem Jesus era. Até porque o julgaram e só o conseguiam entender pelas aparências. Por isso o que fizeram foi o contrário, foi rejeitaram-no, porque Jesus não veio de maneira a corresponder às expectativas que eles tinham.

E no entanto, veja, pecadores, de todo o tipo. Homens simples, como os pescadores ou publicanos, que eram desprezados pela sua vida. Mulheres que viviam sem voz nesta sociedade. Muitos destes foram os que conseguiram ver. Mesmo se eram pessoas simples, as mais humildes entre a sociedade, só que tinham o coração aberto. E esta é uma lição que atravessa o tempo, eu digo assim. É uma lição que chega até hoje. Nesta última jornada que Jesus fez a caminho de Jerusalém, Ele proferiu também algumas parábolas. algumas histórias maravilhosas.

Por exemplo, a ovelha perdida. Recorda-se que o pastor abandona tudo para encontrar a moeda perdida, que uma mulher varreu a casa inteira para achar. E depois, claro, a história magnífica do filho pródigo que volta para casa e encontra o pai que corre ao seu encontro. Em Lucas 15, por exemplo, dentro desta sequência, temos estas três histórias, mas que todas trazem uma só mensagem. O coração de Deus vai atrás daquele que se perdeu, sempre, sem exceção e sem condição. Mas, ao mesmo tempo, também estão aqui palavras de advertência. Jesus também as deixou, advertências sérias.

Por exemplo, nas cidades onde muitos milagres, aliás, tinham operado. Cidades como Corazim, Bethsaida, Cafarnaum. Sobre essas cidades, Jesus disse palavras como, Ai de ti. Porquê? Porque tinham recebido mais luz do que qualquer outra geração. Porque viram o Messias em carne e osso, só que escolheram não vê-lo. Lembra-se das palavras de Apocalipse 3, naquela carta maravilhosa que dizia, eis que estou à porta e bato. Cada sermão, cada mensagem, é como uma batida nessa porta. Cada momento em que temos uma convicção.

Mas se essas batidas não forem atendidas, então o que acontece é que o coração vai ficando cada vez mais duro, um pouco mais, cada vez um pouco menos sensível. Porquê? Porque essa escolha é repetida. Podemos dizer que a Jesus isto conduía-lhe o coração profundamente. Só que o ímpeto de Jesus não era como o de Tiago e João. Como lemos, que queriam que descesse fogo do céu para consumir os que não aceitavam Jesus ou a sua mensagem. Nós encontramos em Jesus uma dor que é silenciosa. a dor daquele que é rejeitado. E não é a rejeição por ser uma rejeição pessoal, é por ver, era por testemunhar como tantos estavam tão longe de Deus.

Mesmo assim, Jesus continuou a caminhar. Para onde? Em direção a Jerusalém, a caminho da cruz. No fim desta jornada, Jesus disse aos discípulos Mais algumas palavras que se tornaram uma espécie de âncora para eles depois, para se sustentarem nos dias mais difíceis que iriam enfrentar. E ele dizia, não temas, ó pequeno rebanho, porque ao vosso pai agradou dar-vos o reino. Pequeno rebanho foi a expressão. Jesus não se referiu a uma grande multidão, ou pessoas com muito poder, nem mesmo a uma instituição.

pequeno rebanho. Um pastor que avança para Jerusalém por eles, por amor a eles. Um pastor que avança e que não recua diante das tentações de Satanás. Que não se desvia nem se torna vingativo por causa da rejeição dos samaritanos. Que não se deixa deter pela hostilidade dos fariseus. Tudo isto Jesus teve que enfrentar, mas ele fez esta jornada E hoje eu queria dizer-lhe que Jesus ainda caminha. Claro que é uma caminhada espiritual, simbólica à que me refiro, mas podemos dizer isso. Jesus ainda caminha, Jesus ainda chama, Jesus ainda bate. A pergunta é o que é que nós vamos fazer com esse movimento de Jesus em direção a nós.

De certa ocasião, Jesus dizia, pedi dar-se-vos-á, buscai e achareis, batei e vai abrir-se. Esta é a promessa de Jesus. Um caminho que ele fez com a sua própria vida e um convite que ele deixa e que ainda está de pé hoje para cada um de nós. Hoje, ao escutarmos a música que o quarteto Voz da Esperança vai partilhar connosco, Eu queria sugerir-lhe que aproveite este momento, ao escutar esta mensagem maravilhosa, para refletir sobre as vezes e os momentos em que Jesus também bateu à porta do seu coração. em que Jesus continuou a insistir e a dar-lhe a oportunidade.

E se hoje for o dia e o momento de criar mais espaço na sua vida para que Deus faça uma mudança, então aceite, entregue-se. Este pode bem ser o momento para Jesus transformar a sua vida.

Momento musical

Vamos cantar a canção do louvor Antes que o tempo se vá Te passar no ar Vou dar então Minha vida ao Senhor Antes que o tempo se vá Este momento Siga a visita de Deus Ele é da nova vida Siga Seu amor Este momento vai acabar

Mas Deus é eterno e sabe amar Vamos sorrir, esperar seu amor Antes estrangeira Sinta seu amor Este momento não vai parar De se entregar Voltando depressa Para o seu

salvador Antes que o tempo se voe A

Encerramento e oferta

chegarmos ao final deste nosso tempo juntos, que foi uma bênção para mim poder ter partilhado consigo. Hoje tenho uma oferta especial que ainda não tinha feito. Trouxe-lhe desta vez o curso Na Mira da Verdade, que o vai ajudar a entender um conjunto de histórias, temas da Palavra de Deus, da Bíblia, às vezes, sobretudo temas um pouco difíceis de entender ou que podem causar, causam dúvidas a muitas pessoas, e hoje queria oferecer-lhe na Mira da Verdade. Na Mira da Verdade é um programa, na verdade, aqui da antena da Novo Tempo, que pode assistir, aliás, todas as semanas, aqui na nossa programação, feito na Novo Tempo Brasil, claro, pelo professor Leandro Quadros, e ele é também o autor deste curso, e vai ajudar a tirar muitas dessas dúvidas.

Portanto, o que é que precisa de fazer? Bom, já sabe, é o 933 939291. Esse é o número. Envie uma mensagem para nós. Peça o curso na Mira da Verdade para podermos fazê-lo chegar a si e aproveitar para esclarecer, quem sabe, muitas dúvidas que também possa ter. Nós marcamos encontro, se Deus quiser, na próxima semana, mas o meu desafio é que continue connosco. Não desliga aqui a sua televisão, o seu telemóvel, se está no YouTube, ou mesmo aí no seu carro, na rádio. Continue connosco, quer na TV, quer na rádio, temos tanta programação. Já a seguir continuamos com mais programas que certamente vão ser uma bênção na sua vida. Por isso, o convite está feito, deixe-se ficar por aí.

E quanto a nós, aqui na Voz da Esperança, até para a semana. Se Deus quiser.

Sobre este episódio

Jesus caminhou decidido para Jerusalém, mesmo sabendo o que o esperava. O que podemos aprender com a Sua coragem, misericórdia e amor?

Neste episódio de Voz da Esperança, acompanhamos a última jornada de Jesus em direção a Jerusalém e descobrimos o firme propósito que guiava cada passo: cumprir a vontade do Pai e salvar. Mesmo perante rejeição, oposição e tentação, Cristo não respondeu com vingança, mas com misericórdia e compaixão.

A partir dos Evangelhos de Lucas, refletimos sobre a rejeição dos samaritanos, o envio dos 70 discípulos, a queda do poder de Satanás, a verdadeira alegria de ter o nome escrito no Céu e as parábolas da ovelha perdida, da moeda perdida e do filho pródigo. Todas revelam a mesma verdade: Deus continua a procurar quem está longe e a bater à porta do coração.

Com a participação do quarteto Voz da Esperança, este programa deixa um convite muito pessoal: enquanto Jesus continua a chamar, que resposta vamos dar? No final, conheça também o curso gratuito Na Mira da Verdade, do professor Leandro Quadros, criado para ajudar a esclarecer dúvidas sobre importantes temas da Bíblia.

E para si: em que momento da sua vida sentiu Deus a chamar de forma especial? Conte-nos nos comentários e partilhe esta mensagem com alguém que precisa de esperança.

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Série
Voz da Esperança · 68 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 65
Estreou
31 de Agosto de 2026
Categoria
Outros