Olá, seja muito bem-vindo. É um prazer estar de novo consigo aqui na Voz da Esperança. Uma marca que tem mais de 50 anos. Voz da Esperança significa palavra de Deus, significa comunicar os grandes valores do Evangelho e, claro, esperança. Essa é a palavra-chave que nos une aqui há tantos anos, agora aqui também na antena da Novo Tempo Portugal, o canal da esperança, precisamente. Mas sei que também pode estar a escutar-me na Rádio RCS, quem sabe aí no seu YouTube, nalguma plataforma.
É um prazer estar consigo para mais um episódio da Voz da Esperança. Desverdade vivem no teu ser Pois a glória do teu Senhor Reproduímos que Jesus nos dá Vês que o tempo logo vem E as nações daqui além têm alerta a vão cantar Aleluia!
Aleluia! Aleluia! Servos de Deus, a trombeta tocai Prevos, Jesus voltará A todo mundo a mensagem levai Prevos, Jesus voltará Voltas e volos do som em coelhos, breve Jesus voltará.
Ondas no mar a canção entoar, breve Jesus voltará. Breve Jesus, voltará Breve Jesus, voltará Que esperança há
Por falar em esperança, como acabámos de ouvir, a ser cantada, hoje tenho uma oferta muito especial para lhe apresentar. Já não é a primeira vez que trago aqui este pequeno livrinho. É muito especial até para mim. Eu próprio também fiz parte da equipa que o escreveu, redigiu este manual. Chama-se Histórias de Esperança. E ele tem muito a ver com o que nós estamos a fazer aqui na Voz da Esperança nesta temporada. São precisamente histórias da vida de Jesus, que nelas buscamos inspiração, lições para a nossa vida. Grandes temas, aliás, da Bíblia que são tratados aqui. São 15 histórias de esperança. Se quiser receber este livro, envie uma mensagem para nós, já sabe. Escreva histórias de esperança, para sabermos exatamente qual é o livro que pretende.
E envia um SMS, envia um WhatsApp, talvez ainda melhor, para o 933 939291 e vai ver que vai gostar muito de ler este livro. Ele é um pouco dinâmico, tem algumas coisas para preencher, pequenos desafios para conhecer mais a fundo estas histórias. da vida de Jesus. Aliás, a primeira das histórias que aqui é contada, no primeiro capítulo, é precisamente a história sobre a qual hoje lhe quero falar neste episódio. É uma história que diz no Evangelho de Mateus que Jesus, a certa ocasião, entrou no barco e os seus discípulos seguiram-no. Vou ler uma porçãozinha mesmo aqui no Histórias de Esperança.
Diz o texto, conta a história que o mar se levantou com uma tempestade tão grande que o barco era coberto pelas ondas. Mas Jesus dormia. E os seus discípulos aproximaram-se, despertaram-no e diziam, Senhor, salva-nos porque morremos. E então Jesus disse-lhe, porque têm medo, homens de pouca fé? E então Jesus levantou-se, repreendeu os ventos e o mar e seguiu-se uma grande bonança. E aqueles que estavam à volta, em outros barcos, maravilhavam-se e diziam que
homem é este que até o mar e os ventos lhe obedecem. É precisamente sobre este homem a quem os ventos obedecem que eu hoje quero falar-lhe aqui na Voz das Praças. Todos nós sabemos o que é enfrentar tempestades. Estamos de acordo? E agora não estou a falar de mar nem de ventos, embora às vezes também podemos ter que atravessar algumas intempéries, mas há tempestades na vida que são mais significativas do que essas. Há as tempestades que vêm de fora, é certo, mas há tempestades e ondas que se levantam dentro de nós. Sabemos bem. Há dias em que a vida parece tranquila e, de repente, sem aviso, o vento muda de direção, as ondas crescem e nós começamos a sentir que estamos a perder o controle da nossa própria vida.
Esta história que hoje vamos olhar, ela mostra-nos, precisamente, Jesus no meio das tempestades. Nós temos estados visíveis, mas que são, claro, um reflexo para aquelas que são invisíveis. E esta história revela quem Jesus é. Precisamente quando tudo à nossa volta parece desabar. Este tinha sido um dia longo. Um dia intenso na vida de Jesus. Aliás, como quase todos. À beira daquele mar da Galileia, Jesus tinha ensinado o povo. através de parábolas, aquelas parábolas maravilhosas, simples e profundas ao mesmo tempo, que revelavam sempre a natureza do reino de Deus. Este é o tema central do ensino de Jesus.
Jesus neste dia tinha falado do semeador e da semente, do trio e do joio, da rede lançada ao mar, do tesouro escondido ou da pérola de grande valor. Durante horas, Jesus ensinou, Jesus curou, Jesus acolheu, quase sem tempo para comer sequer, muito menos para descansar. E ao cair da tarde, Jesus está cansado. Isto é evidente. É prova, evidência de que estamos a falar de um homem. E, portanto, Jesus decide atravessar o lago com os seus discípulos, em busca de algum silêncio, mas também de poder repousar por um pouco de tempo. É por isso que o texto diz que Jesus entrou no barco assim como estava, ou seja, exausto, não deu para outra preparação.
Jesus entrou no barco, deitou-se e adormeceu. E enquanto Jesus dormia, o céu mudou. Ventos violentos desceram das montanhas, ondas levantaram-se, a tempestade começa a tomar conta daquele lago. Ora, os discípulos, não tenha dúvida, eram pessoas habituadas a isto, eram homens do mar, experientes pescadores, e, portanto, utilizaram toda a ciência que tinham, lutaram com todas as forças, mas há tempestades que não há nenhum conhecimento que possa resultar. O barco começou a encher-se de água e, a certa altura, para estes homens, a morte já parecia mesmo uma coisa inevitável. É interessante que só este pequeno facto já nos dá uma lição que, se nós quisermos aplicá-la, é muito útil.
É o seguinte, que eu queria partilhar isto hoje consigo, como uma das ideias mais importantes que hoje lhe quero dizer. É possível obedecer a Deus, é possível estar conectado com Jesus, que é o mesmo barco que Jesus, e ainda assim ter de enfrentar tempestades. Entendo qual é a metáfora aqui. Mesmo quando nós temos a nossa vida no centro da vontade de Deus e procuramos estar em harmonia com aquilo que Deus nos diz, isto não nos isenta das crises. Mas há uma diferença. Estar no barco com Jesus muda tudo. Sim, quando Jesus está presente, a tempestade não tem a última palavra.
Este é talvez o grande ensino desta história. O que é que aconteceu? No desespero, na Apocalipse, os discípulos acordam Jesus com aquele clamor, que é um clamor mesmo de angústia. Por isso eles dizem quase chateados, podíamos dizer. Então, Mestre, tu não te importas que nós estejamos a perecer? Já não só estavam chateados da tormenta e da tempestade, mas também incomodou-os que Jesus não fizesse nada. Jesus então levantou-se com a sua serenidade habitual, ergueu a mão, disse ao mar, cala-te e aquieta-te. E imediatamente o vento parou e fez-se bonança, calma naquele mar. E nós sabemos que Jesus então comenta com os discípulos, porque sois tão fracos, tão tímidos, porque ainda vos falta fé.
O mesmo Jesus que dormia naquela paz era o Jesus que tinha autoridade sobre a tempestade. Não eram dois homens diferentes. Jesus confiava plenamente no cuidado do seu Pai, e isso é fé. Jesus não descansava na força divina para se livrar, fosse do que fosse, ele descansava na fé. E é por isso que ele chama aos discípulos homens de pouca fé. Esta história é muito útil para aprendermos que a fé verdadeira, outra grande lição aqui, a fé verdadeira não tem que eliminar o medo de imediato, mas ela acaba por nos levar a uma confiança mesmo quando nós não entendemos as coisas que acontecem à nossa volta.
Por isso, a fé não é negar a tempestade, a fé é uma memória. Uma memória de que nós sabemos quem governa o mar. Jesus ensina que muitas das nossas aflições aumentam porque nós tentamos lutar sozinhos. Por isso, os discípulos desistiram de confiar em si mesmos a certa altura e então é que reclamaram por ele. Obviamente que foi quando o livramento veio. Mas a questão é que nós também fazemos isto algumas vezes na nossa vida. Não lhe parece? Não sei se é a sua experiência, mas eu sinto, ou reconheço melhor, que já fiz isto muitas vezes na minha vida. É lutar, tentar resolver os problemas, remar, cansar-se, para, no fim de contas, chegar a um momento em que digo, Senhor, salva-me.
E quando nós fazemos isto, este clamor não fica sem resposta. É este tipo de relação de confiança e de fé com Deus que nós podemos ter. Ou seja, quando a nossa força acaba, muitas vezes é o espaço da manifestação do poder de Deus. Entende isto? Só que esta narrativa não termina logo aqui, a história ainda continua. Jesus vai chegar à outra margem, porque era para lá que ele se dirigia.
E quando Jesus chega, com os seus discípulos, claro, ele encontra uma tempestade talvez mais assustadora ainda do que esta, que era uma tempestade natural. O que é que Jesus encontra? Dois homens possuídos por demónios. É isto que a Bíblia lê. Há pouco eu partilhei consigo, aqui lendo até no nosso manual que hoje estamos a oferecer, eu li só a história em que Jesus acalma a tempestade, mas depois eles chegam ao outro lado e aparecem homens, dois homens que viviam entre os sepulcros, entre os mortos praticamente, dominados pela violência e pela destruição. Aquilo que o mar simbolizou, olhando para estas histórias também na sua vertente espiritual, podemos dizer então que o mar simboliza este caos que está fora.
Mas estes homens viviam outro tipo de caos, interno, na sua mente. E diante deste desafio, Jesus não recua. Porquê? Porque o mesmo Senhor, tinha o poder sobre a água, é o que tem o poder sobre as trevas. E com uma palavra, Jesus ordena que os espíritos imundos saiam daqueles homens. E eles, até ali dominados por este espírito tremendo das trevas, de repente eles tornam-se livres, lúcidos, voltam a ter a sua consciência e agora estão ali sentados aos pés de Jesus. E nesta história nós temos mais uma grande verdade essencial.
É que o maior milagre não é acalmar o mar. O maior milagre que nós vimos Jesus fazer, nesta história e em tantas outras, é diferente. Esse é o milagre de restaurar o ser humano. Ora, Jesus não veio apenas trazer paz às circunstâncias. Jesus não veio apenas agir na atmosfera, ou no planeta, ou no Sol, porque é capaz, porque é o Criador de tudo. Ele pode fazer isso, mas Jesus, o seu campo de atuação principal é na vida, é na mente humana, no nosso coração. Curiosamente havia homens e mulheres ali à volta que conheciam o que se passava com aqueles rapazes, homens, endemoniados, e a reação do povo vai ser surpreendente.
Em vez de celebrarem a libertação daqueles dois desgraçados homens, eles vão lamentar, porque uma coisa aconteceu, e o texto diz que Jesus deu uma ordem para que aqueles espíritos do mal fossem enviados para uma vara de porcos que havia ali. E de repente aquele povo começou a lamentar a perda económica, se quiser, por causa daqueles porcos que obviamente faziam parte ali da sua exploração pecuária. E encontramos aqui um fator interessante, porque nós percebemos que este grupo de pessoas, que a história aqui registra, eles preferem segurança económica à presença do Salvador, de alguém com poder para libertar do mal, ao ponto de ter impedido a Jesus que fosse embora daquela terra.
Eu sei que isto pode fazê-lo pensar que coisa horrível, só mesmo esta gente fraca para fazer isto, mas eu queria alertá-lo que, se calhar, na minha vida e na sua, às vezes também repetimos este mesmo erro. Quando a presença de Jesus parece ameaçar os nossos interesses, as nossas vontades, acredito que há muitos que escolhem afastar-se. Porque, sim, é possível rejeitar o Salvador mesmo depois de termos testemunhado o seu poder. Estes homens foram libertos, mas, por outro lado, eles agora não querem partir, querem ficar com Jesus. E Jesus envia-os de volta para casa e dá-lhes uma missão. Jesus diz-lhes para eles irem e contarem tudo o que Ele tinha feito por eles.
Eles tornaram-se, podemos dizer, os primeiros missionários daquela região. E é curioso porque nós estamos habituados a pensar em missionários como pessoas que foram formadas e treinadas, mas estes não são missionários com esta estrutura. Eles não tinham formação teológica, não conheciam os longos discursos, não conheciam as escrituras, mas eles eram missionários na essência do que é a missão. Eles tinham uma história para contar. a história viva da sua própria experiência. Sabe que quem foi alcançado pelo poder de Deus não precisa de saber tudo e de compreender intelectualmente todas as coisas, mas precisa de contar o que aconteceu na sua vida e o que Jesus fez.
E eu posso dizer-vos que a razão pela qual hoje me encontro aqui consigo, aqui no Voz da Esperança, é porque Jesus fez coisas, muitas coisas na minha vida. Essas é que me trazem aqui. O meu testemunho não é por eu conhecer a Bíblia, ou preparar-me, ou vir aqui e partilhar esta mensagem consigo. A essência do meu testemunho não pode ser isto. Porque isto qualquer um pode fazer. Podemos escrever um texto, ou alguém escreve e lemos o texto. A essência é o que Jesus está a fazer na nossa vida. Qual é a história que nós temos para contar? Este capítulo que estamos hoje aqui a ler termina com uma mensagem muito clara que eu queria partilhar consigo. Satanás, as forças do mal, elas são capazes de escravizar.
Em sentido totalmente oposto a Jesus, ele tem o poder e pode, é capaz de libertar. O inimigo degrada, Jesus restaura. Onde na vida reina o medo, a incerteza, Cristo é capaz de trazer paz, confiança. Onde há cadeias que prendem, Jesus liberta. Mesmo quando parece que Jesus está afastado, na verdade acredite, caia nisto. Ele continua a trabalhar. Ele deixa testemunhas vivas do seu amor. Hoje, talvez, o mar da sua vida esteja agitado. Quem sabe este é o seu caso. Talvez hoje o caos não esteja à sua volta porque a sua vida está bem, a sua família, o seu trabalho, mas dentro de si há uma explosão de ansiedade, de luta.
Seja o qual for, esse mar, externo ou interno, que atravessa, eu queria hoje muito se pudesse crer que Jesus é o mesmo que lhe diz, cala-te, aquieta-te, confia. Jesus tem autoridade sobre as tempestades, todas, as externas e as internas, as prisões que estão no seu coração. Jesus nunca passou ao lado do sofrimento humano, por isso é que a história de Jesus foi a de um homem que entrava no barco, entrava na casa, sentava-se à mesa, ia perto dos que sofriam. Jesus pisa a terra do caos e ele chama pelo nome, porque ele conhece os que vivem esse caos.
Ele liberta. A pergunta por isso que hoje precisa adequar para nós é esta. Quando Jesus entra na sua história, o que é que vai fazer com a sua presença? Vai deixá-lo à porta? Vai deixá-lo como quem dorme? Vai pedir que ele fique? Vai abandonar? Eu creio profundamente nisto, que onde Jesus é recebido, esse é o lugar onde há libertação, onde há uma nova vida, onde Jesus é acolhido até a tempestades, por mais duras que sejam, transformam-se num testemunho da graça de Deus. E esta é a experiência que pode viver hoje também na sua vida.
Pudesse eu não ter laços nem limites? Pudesse eu transformar a minha existência? Pudesse eu ficar na tua presença? Pois um dia nos teus lábios, algo mais. Como deve-se eu esquecer os meus planos? Como deve-se eu deleitar-me nos teus olhos?
Pensei por ti profundamente A minha voz e a alma de Senhor Pudesse eu calar o que me afasta Pudesse escutar só a tua voz Pudesse eu beber a tua palavra Sintia nos Teus olhos qual o mais Anseio por Ti profundamente A Minha Voz e a Palavra do Senhor Como sou feliz Como estou feliz de te acreditar
Pois um dia, nos teus átrios, vale mais Pois um dia nos teus ódios, vale mais que a mim.
Este é o Deus em quem nós podemos confiar, porque é bom estar na sua presença. Essa é a presença que acalma, que restaura, que liberta. Acredite, meu querido amigo, minha pesada amiga, aí desse lado, nós não nos conhecemos pessoalmente, mas se calhar semana após semana estamos aqui juntos, nesta plataforma que é a TV, a rádio, e eu estou a orar muito para que Deus opere na sua vida, Este milagre de trazer paz e de ajudá-lo a confiar. Jesus tem aquilo que a sua vida precisa. as histórias de esperança que ele trouxe à vida de tantas pessoas, essa história ele também quer escrever consigo. Hoje, aliás, ao terminar, quero relembrar-lhe que estamos a oferecer-lhe este pequeno livro, Histórias de Esperança, onde pode conhecer mais profundamente estas e tantas outras histórias, para que elas também sejam inspiradoras para a sua própria história.
havia uma mensagem por nós e peça para receber Histórias de Esperança. É o 933 939291. Acredito, foi uma bênção, uma alegria para mim ter estado consigo aqui hoje. Se Deus quiser voltamos no próximo episódio para continuarmos a explorar a extraordinária vida de Jesus e tudo o que ele pode fazer. Que Deus o abençoe. Até para a semana, se Deus quiser.
Neste episódio da Voz da Esperança, somos convidados a refletir sobre uma das histórias mais marcantes da vida de Jesus, a tempestade acalmada no mar e a libertação de vidas dominadas pelo caos interior. Uma mensagem poderosa sobre fé, confiança e transformação.
🌊 Todos enfrentamos tempestades, algumas visíveis, outras profundas dentro do nosso coração. Mesmo caminhando com Deus, as dificuldades surgem, mas há uma verdade que muda tudo, estar no barco com Jesus faz toda a diferença.
✨ Quando os discípulos, em desespero, clamaram por ajuda, Jesus mostrou que tem autoridade sobre o vento e o mar. Mais do que acalmar circunstâncias, Ele transforma vidas, restaura corações e liberta daquilo que nos prende.
🕊️ Este episódio lembra-nos que a fé não elimina imediatamente o medo, mas conduz-nos à confiança em Deus, mesmo quando não compreendemos o que está a acontecer.
📖 “Porque temeis, homens de pouca fé?” Mateus 8:26
💡 Jesus continua hoje a dizer, “Cala-te, aquieta-te”. Ele conhece a sua luta, vê a sua dor e deseja trazer paz à sua vida.
👉 Qual é a tempestade que está a enfrentar neste momento? Está disposto a confiar em Jesus?