O toque da fé

O toque da fé

06 de Abril de 202627 min 11 s

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Olá, seja bem-vindo. É um prazer estarmos de regresso aqui à Novo Tempo, consigo ou na RCS, onde estiver, para mais um episódio da Voz da Esperança. Já sabe que os nossos ingredientes aqui são simples. Temos a música, É por isso que já a seguir vamos ouvir o quarteto Voz da Esperança. Temos a Palavra de Deus, especialmente os Evangelhos. Estamos focados em ler a história de Jesus, os seus muitos encontros. E claro, aqui o ingrediente principal é ajudá-lo a encontrar, na palavra de Deus, os fundamentos para hoje ainda termos esperança.

Aplicamos esses grandes princípios à nossa vida e é isso. Esta meia horinha não chega bem à meia hora, por isso eu desafio para os próximos minutos passá-los aqui comigo na voz da esperança.

Momento musical

Venha daí connosco. Oh, que esperança vibra em nosso ser, pois é a verdade do Senhor. Repetimos que Jesus Vês que o tempo logo vem E as nações daqui além Bem alerta vão cantar Aleluia!

Aleluia! Aleluia! Servos de Deus, a trombeta tocai, breve Jesus voltará. A todo o mundo a mensagem levai, breve Jesus voltará.

Se balas o som ecoar, breves Jesus voltará. Ondas do mar a canção entoar, breves Jesus voltará. breve Jesus voltará, breve Jesus voltará.

Apresentação do livro

Ó que esperança é esse grito que nos sai da alma como um clamor de confiança naquilo que Deus está a fazer e também nas suas promessas. E se há uma razão para querermos nas promessas que Jesus nos deixou é a sua vida, a sua história, o que ele aqui disse, ensinou. as pessoas com quem se encontrou e que transformou. Tudo isso está registado num livro que tenho aqui na minha mão. Na verdade, são quatro pequenos livros, mas que é uma edição de uma grande obra chamada O Desejado, que eu quero partilhar consigo. Cada uma delas tem uma fase, se quiser, da vida de Jesus. Temos aqui o Desejado nasceu, o Desejado vive, o Desejado chama e o Desejado voltará. Como vê, é um percurso que vai desde o nascimento até às promessas da volta de Jesus.

Tudo isso se pode encontrar nesta maravilhosa obra que hoje estamos a oferecer. Não é a primeira vez que eu faço aqui. Hoje volto a este livro porque este é um dos que eu tenho mais alegria em oferecer. Se porventura não tem esta obra, ainda não teve oportunidade de a pedir, eu peço-lhe Faço-lhe este desafio que não deixo passar hoje, ok? Envie uma mensagem para nós a dizer apenas isso, o desejado. Eu quero receber o desejado e nós vamos enviar-lhe gratuitamente esta oferta. 933-939291, ok? Este é o nosso número e queremos muito oferecer-lhe este livro extraordinário. 933-939291. Faça o seu pedido. que nós queremos fazer chegar até si, esta obra. Hoje vamos voltar, claro, à vida de Jesus, porque é esse percurso que estamos a fazer, e vamos a mais duas histórias, dois encontros extraordinários do Mestre.

E há encontros, desses que Jesus teve, que são extraordinários. Eles todos diferem um pouco, porque uns acontecem no meio da multidão, com ruído à volta, na pressão das urgências, das perdas, das necessidades das pessoas. Outros são mais particulares e íntimos. Mas, em geral, estes encontros de que os evangelhos nos falam não são encontros marcados, nem organizados. São encontros reais que nascem do desespero, em muitas situações. Noutras pessoas nascem da esperança, talvez até o atrever-me a dizer da teimosia de uma fé que não desiste até encontrar o mestre.

Hoje vamos abordar uma história a vida de Jesus, que nos guia precisamente

O pedido de Jairo

através de um percurso onde estes elementos que eu acabei de lhe descrever estão todos. São duas histórias que estão entrelaçadas, porque são dois corações aflitos, são duas situações em que a vida humana se sente encurralada, sem saída, mas as duas histórias cruzam-se num percurso fisicamente que Jesus está a fazer, E o que exune é isto, é um mesmo Salvador. Um Salvador que responde não ao barulho, ao aperto da multidão, mas consegue, apesar disso, estar sensível ao clamor da fé. É por isso que a fé, mais uma vez, é o tema central desta história, como em tantas outras que aqui temos lido e analisado Jesus. O que é que aconteceu?

Jesus regressa da região de Jorceba e é recebido com muita alegria. E há um entusiasmo enorme. A multidão está à volta dele, cerca o mesmo. E entre aqueles rostos anónimos, de repente surge um homem que era um homem conhecido de muitos os que ali estavam. Jairo é o seu nome, é dele que lhe quero falar. Se calhar isto já lhe diz alguma coisa. Jairo, um príncipe da sinagoga, era assim que era conhecido e que é descrito nos evangelhos. Ou seja, era um líder religioso, um homem respeitado, um homem habituado a ter autoridade e agora desprende-se dessas aparências às vezes superficiais e vai prostrar-se, derramar-se aos pés de Jesus.

É caso para dizer que a dor sempre tem este poder de nivelar tudo, de nivelar as pessoas, de fazer desaparecer as posições, o estatuto, o prestígio. Nada disso importa. Porque este homem tem um filho que está a morrer. Neste caso, uma menina. E o que ele lhe diz é a minha filha está moribunda, dizem algumas versões. A minha filha está à morte. É esta a sua expressão. Não é um discurso teológico, não é uma dissertação sobre o sentido da vida ou sobre a fé. Mesmo se ela era um príncipe da sinagoga, o que nós vemos aqui é o que podemos chamar do grito de um pai.

Jesus não hesita. Depois do apelo de Jairo para que Jesus pudesse vir à sua casa, Jesus levanta-se e vai. Sabe, Jesus nunca ignora a fé de quem se apresenta humildemente em busca do seu auxílio. Mesmo quando vem alguém que está habituado a ser servido, como é o caso aqui, Jesus não olha à posição. Como que é dizendo, ah, tu não mereces, porque tu és grande demais, eu só ouço os pequenos e aflitos. Não. Jesus não faz essa acessão de pessoas, nem num sentido nem noutro. Jesus atende a quê? Ao coração que está quebrantado e à necessidade sincera. Por isso é que nós sabemos, pelos Evangelhos, pelo exemplo de Jesus, que a fé verdadeira nunca se mede pelo cargo que nós ocupamos, pela posição que temos, nem se somos maiores ou menores aos olhos dos homens.

A fé verdadeira mede-se pela confiança que nós depositamos em Jesus e no que ele é capaz de fazer. Ora então, no caminho para casa de Jairo, vai acontecer alguma coisa? Jesus vai andando, a multidão aperta-o. Este pai já estava em casa, sofre com a demora. Só que Jesus tem o seu ritmo. Jesus nunca se deixa governar pela pressa ou pela ansiedade humana. Aliás, há muitas histórias nos Evangelhos que mostram precisamente isto. Jesus move-se no tempo certo. O tempo de Deus, podíamos dizer. E esse nunca está atrasado. Acredite nisto. Mesmo quando estamos a viver certas lutas e desafios, o tempo de Deus é um tempo certo. Às vezes é difícil para nós entendermos.

Mas porquê é que eu estou a falar-lhe de tempo? Porque é precisamente no caminho, no percurso até a casa de Jairo, que vai surgir... Lembra-se que eu disse há pouco a tal segunda história que se vai cruzar com a história de Jairo? Há uma história muito bonita que aqui vai acontecer. Agora não é uma mulher, é um homem. Perdão, contrário. Agora, não é um homem em busca de ajuda, é uma mulher.

A cura da mulher

Esta não sabemos o nome, não era seguramente ninguém desta classe alta. Muitas coisas tornam, portanto, esta história muito diferente. É uma mulher anónima. O que é que nós sabemos dela? Doze anos de dor, de sofrimento, de doença. Doze anos de exclusão, porque ela tinha uma doença feminina. Uma doença que fazia ter uma vida, com certeza, de muitas formas, afastada da sociedade. Doze anos de tentativas falhadas. Também nos diz a história. Ela tinha ido a todos os médicos que podia. A doença roubou-lhe a saúde, mas não apenas. Roubou-lhe a dignidade. Roubou-lhe vida social.

E, claro, ao fim de 12 anos, seguramente roubou-lhe a esperança numa possível solução. A história diz-nos que esta mulher já tinha gasto tudo, tinha investido tudo o que podia, já tinha ouvido todas as respostas humanas possíveis, obviamente neste tempo, e por isso para esta mulher anónima restava-lhe talvez uma certeza silenciosa, pelo menos uma indagação, que talvez se ela tocasse em Jesus pudesse ser curada. Uma hemorragia que a atormentava há 12 anos. Ela não pediu a palavra, não pediu a atenção de Jesus, não o chamou para ir a sua casa, não usou, portanto, interromper o percurso de Jesus.

Veja como esta história é muito diferente de Jairo. Perdão. Mas esta mulher diz apenas no seu coração, se tão somente eu puder tocar o mestre. Por isso é que esta é uma história de um toque de fé. Toque de fé não é superstição. Não é magia. É confiança no poder de Cristo. Aquela confiança de que quando toca, a cura acontece. Foi isso que lhe aconteceu. Ela conseguiu chegar perto de Jesus, tocar nas suas vestes e sentiu de imediato que o milagre tinha acontecido. E Jesus parou.

Jesus sabe que alguma coisa diferente aconteceu. muitos empurram-no, tocam-no, mas a Escritura diz que houve ali um toque que foi carregado de fé. De alguma maneira extraordinária e até, eu diria, sobrenatural, Jesus vai distinguir esse contacto casual de uma entrega, de um toque de fé. Jesus até poderia ter deixado esta mulher simplesmente ir e o milagre realizado, mas ele não o fez. E sabemos isso porque esta é uma das histórias que nos mostra que Jesus não quer apenas curar o corpo, as doenças físicas.

Jesus quer restaurar pessoas. É claro que a cura da doença faz parte desse processo de restauração, porque nós somos seres completos, indissociáveis. Mas Jesus queria mais para esta mulher. Então ele chama esta mulher para fora do anonimato daquela multidão. O seu objetivo não era expor esta mulher, mas era afirmar algo muito importante. E o que é que Jesus afirmou? O Evangelho diz, filha, a tua fé te salvou. E esta mulher não foi apenas curada. Embora esse era o milagre que ela buscava. Ela foi também acolhida por Jesus, foi reconhecida, foi reintegrada.

Veja tudo o que Jesus operou. A fé que curou esta mulher, agora é a mesma fé que está a agir, o poder para libertá-la do medo, da vergonha. E nós aprendemos com esta história que a salvação não fica escondida.

A filha de Jairo

A atuação de Deus torna-se sempre testemunho. E enquanto isto aconteceu, então chega a notícia. Lembra-se, as duas histórias estão entrelaçadas. Elas não começam e acabam. Enquanto tudo isto acontece, chega, entra a multidão, quase um jogo do correio, chega a notícia trágica. A filha de Jairo morreu. Evidente, para Jairo tudo parecia perdido. Era o fim. Afinal, não tinha sido rápido o suficiente. A sua fé não tinha sido suficiente. Talvez até desse para pensar, Jesus é que tem a culpa porque não se despachou. Ou talvez aquela mulher fosse a culpada porque o atrasou.

Mas Jesus vai dizer uma frase daquelas que ficam e acoam através dos séculos. Não temas, crê somente. Que maravilha. A fé que salva. É uma fé que não apenas começa bem, é a fé que permanece, mesmo quando as coisas parecem já não ter solução. Sabe, às vezes é aí o único momento em que a fé realmente faz sentido. Jesus não se deixou impressionar por essa má notícia. Jesus seguiu em frente rumo à casa de Jairo. O resto desse percurso já deve ter tido o ruído do luto, o choro profissional, que era típico nesse tempo.

Quem sabe até um ou outro comentário de incredulidade. Mas Jesus vai avançando, afasta a multidão e vai ao quarto desta menina. Sim, chega à casa de Jairo, pergunta onde ela está e segue diretamente ao teu quarto, onde estava agora sim o corpo já sem vida, desta menina. Aliás, quando ele entrou na casa, muitos lhe disseram isso mesmo. Ela já está morta. Mas Jesus vai ao teu quarto, toma esta menina pela mão e vai falar. Nós não estamos lá para ver, mas pela descrição dos Evangelhos quase imaginamos. Jesus não grita num ritual qualquer estranho. Há ternura, há profundidade nas suas palavras.

Jesus não dramatiza. Há uma beleza poética na maneira de Jesus agir e andar. E Jesus vai dizer apenas isto. Levanta-te. Sim, menina. Levanta-te. E a vida que já tinha desaparecido vai obedecer. Porque nós aqui, mais uma vez nesta história, conseguimos perceber quem Jesus é. E estas são palavras que eu queria que guardasse para si também. Isto é quem Jesus é, o Senhor da doença, o Senhor do tempo e o Senhor da morte. Jesus, mesmo quando há desespero, nós percebemos que ele não responde com pressa, nem com violência e incredulidade.

O que Jesus trouxe à vida destas pessoas com quem ele se cruzou foi sempre este grande princípio. Jesus responde sempre com autoridade, e uma autoridade serena que lhe vem da sua confiança, da sua ligação ao Pai, do seu amor pelas pessoas. Estas duas histórias, por isso mesmo, revelam uma grande verdade. Não é a posição social ou a condição de vida de alguém que move Jesus. É a fé. A fé que se ajoelha, a fé que toca, A fé que espera. A fé que confia, mesmo quando uma notícia parece drástica e definitiva. Todas estas coisas aqui estão identificadas nesta história.

Mas há mais ainda. Jesus faz questão de que a mulher testemunhe. Porque a fé, quando ela recebe, ela responde. É isso. É uma comunicação. Quando nós recebemos da mão de Deus, é impossível não darmos glória e não manifestarmos aquilo que Jesus fez por nós. Por isso é que a gratidão é um instrumento de apoiar a nossa fé. Ou seja, a memória das bênçãos que nós já recebemos é muito importante. Até para abrir espaço, para abrir portas para outras vitórias espirituais. Por isso é que nós não podemos guardar silêncio sobre aquilo que Deus já fez na nossa vida.

Porque, sabe, se nós guardarmos silêncio e se não contarmos e não partilharmos o que Deus já fez, isso às vezes faz-nos correr o risco de nos esquecermos. muitos homens e mulheres, às vezes até crentes, continuam a tocar Jesus, sabe, de leve, de passagem. São as palavras religiosas, são as orações meias automáticas, são os ritos, é a fé que é herdada. Não é a fé dos meus pais. Meus pais quereram assim, eu também vou querer. Há muitas maneiras de, às vezes, estar só a tocar o universo da fé. Mas o que nós precisamos, o que você precisa na sua vida, é tocar com uma fé viva, uma fé que se apropria das promessas.

Esta fé que salva não é teoria. E isto é o que eu lhe queria dizer. Eu sei que estou aqui a falar, que estou aqui a usar de palavras. Porque é o que eu posso fazer nesta hora. Mas esta fé da qual nós vamos lendo nos evangelhos, esta fé, ela é... Ela é raíz da prática, no que acontece. É uma entrega profunda, é uma confiança ativa, é uma dependência total de Deus. Estas histórias que nós hoje analisamos convidam-nos a uma decisão. Eu quero deixar-lhe, na forma de perguntas, quero confrontá-lo com esta decisão. Qual é o tipo de toque com que nós vamos até Jesus? É aquele toque distraído da multidão, porque andamos aqui à volta do mundo da religião?

Ou é um toque pessoal, íntimo, confiante, com fé? A pressa ansiosa de Jairo, é assim que nós caminhamos? ou com uma fé perseverante depois da má notícia ter chegado. Meu querido amigo, verdadeira amiga que está comigo aqui na Voz da Esperança, Jesus continua a passar. É isso que eu lhe quero dizer. Jesus continua a ser acessível. Jesus continua cheio de poder. Mas a virtude, essa, flui para aquele que crê. E por isso, Jesus hoje também assim lhe diz isto. Não temas.

Encerramento e convite

Crê. Crê somente. O céu abrir-se-á Anunciando-lhe sua vinda Trovões soará A luz do seu olhar Cobrirá os que esperam E nós o veremos Em esplendor Os anjos cantarão Canções de vitória Os mortos que dormem

para o transformar num só momento nós o veremos em esplendor Nós haveremos paz e a paz em todas as nossas vidas.

E a torre da igreja é a igreja da igreja da igreja da igreja Ouvimos esta maravilhosa mensagem desta confiança de que com os nossos próprios olhos ainda veremos a Deus.

Agarre-se a esta fé, torne-a real na sua vida. Se quiser conhecer mais sobre estas histórias da vida de Jesus, para alimentar a sua fé, envie-nos uma mensagem porque temos esta oferta muitíssimo especial, o livro O Desejado, ok? Envie essa mensagem a pedir este livro para o 933 939291. É uma oferta que queremos muito fazer-lhe. O que eu desejo muito também é voltar a estar consigo no próximo episódio, aqui na Voz das Praças. Continue com o Novo Tempo, temos tantos programas que podem ser úteis para a sua vida, mas eu conto consigo, ok? Fica o nosso encontro marcado. Que Deus o abençoe.

Sobre este episódio

Neste episódio da Voz da Esperança, somos convidados a mergulhar em duas histórias marcantes da vida de Jesus, onde a fé se revela em diferentes formas, mas com o mesmo poder transformador.

✨ De um lado, Jairo, um líder respeitado, que se ajoelha perante Jesus num clamor desesperado pela vida da sua filha. Do outro, uma mulher anónima, marcada por 12 anos de sofrimento, que encontra coragem para, em silêncio, tocar nas vestes do Mestre.

💔 Duas histórias, dois corações aflitos, um mesmo Salvador.

Ao longo deste percurso, percebemos que Jesus não responde à pressa humana, mas ao clamor sincero da fé. Mesmo quando tudo parece perdido, Ele continua a dizer, “Não temas, crê somente”.

🙏 Este episódio desafia-nos a refletir: Será que a nossa fé é apenas superficial, ou é uma fé viva, que confia, espera e persevera?

📖 “Filha, a tua fé te salvou.”

💡 Descubra como a fé pode restaurar, curar e dar nova esperança, mesmo nas situações mais difíceis da vida.

Série
Voz da Esperança · 68 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 52
Estreou
06 de Abril de 2026
Categoria
Outros