A Previsão da Cruz

A Previsão da Cruz

01 de Junho de 202628 min 23 s

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Olá, olá, seja bem-vindo. Estamos de regresso aqui à Voz da Esperança. É um prazer estar na sua companhia mais uma vez, juntar-se a mim aqui na Novo Tempo Portugal ou na Rádio RCS, no podcast, onde quer que esteja nesta hora. É tempo de fazermos sempre aqueles que são os ingredientes da nossa Voz da Esperança. Aqui cantamos sobre a esperança, olhamos para a palavra de Deus e, sobretudo em Jesus, buscamos encontrar razões para hoje ainda nos mantermos fiéis a este caminho de fé, porque Jesus é, sem dúvida, a voz da esperança.

Oh, que esperança Vibra em nosso ser Pois aguardamos o Senhor Fé possuímos Que Jesus nos dá O presente é que nos fez Eis que o tempo logo vem Das nações aqui além Vem a lenda, vão cantar Aleluia!

Sermos a Deus a trombeta tocar Preve Jesus voltará A todo mundo a mensagem levar Preva de Jesus voltará. Ondas e valas, o sol e o coelho Preva de Jesus voltará.

Ondas do mar, a canção e o coelho Jesus voltará Preva virá Preva virá Preva Jesus voltará

Histórias de esperança

Hoje, antes de entrarmos dentro do nosso tema, tenho uma oferta, como habitualmente. Hoje uma oferta muito especial, o manual Histórias de Esperança. São 15 histórias da vida de Jesus. Por isso tem tudo a ver com esta grande temporada que estamos a fazer aqui na Voz da Esperança, em que também vamos acompanhando quase uma biografia completa de Jesus. E aqui também são histórias da vida de Jesus que podem transformar a sua. É este o mote. Estas 15 histórias abrem horizontes para diferentes temas da Bíblia, da fé. Por isso fica este convite a que peça. É uma oferta, portanto é totalmente gratuito, é sempre com este objetivo de o ajudar a ir mais longe, a aprofundar os temas que aqui vamos partilhando semana após semana.

Eu vi então uma mensagem, um WhatsApp, será o mais simples até, para o 933 É o nosso número e será através dele que teremos todo o gosto em fazer chegar até si esta oferta.

O caminho da cruz

Hoje vamos explorar um tema que está no centro do que é o Evangelho, do que é a história de Jesus, uma antecipação daquele que será, claro, o momento central da vida de Jesus, a cruz. Mas hoje, antes de chegar à cruz, vamos antecipar um pouco com aquilo que Jesus nos ensinou. Há momentos na caminhada cristã em que nós, claro, seguimos Jesus com sinceridade, com verdade no nosso coração, mas, ainda assim, É possível fazer isso, mas com ideias erradas sobre o que significa realmente estar com Jesus.

Foi exatamente isto que aconteceu com os seus discípulos. Claro, eles queriam em Jesus, como Cristo, Messias, amavam o seu Mestre e mesmo reconheciam nele o Filho de Deus. Mas, ainda assim, eles sonhavam com uma glória que não tivesse a cruz. perspectivavam um reino que não incluísse sofrimento ou uma coroa que não tivesse sacrifício. E hoje vamos olhar para este facto de que Jesus levou os discípulos a uma viragem, uma viragem nesta perspectiva e nesta visão. Até aqui Os discípulos e tantos outros tinham sido testemunhas de milagres, de multidões a ouvir e a seguir Jesus, de curas e sinais extraordinários e de grande poder.

Mas agora, a partir do momento em que vamos observar hoje com mais detalhes, Jesus começou a abrir diante deles o caminho da cruz, podemos dizer assim. A antecipação de uma realidade para a qual, claramente, eles não estavam preparados. E o que Jesus lhes mostra é também uma verdade que cada um de nós precisa de aprender. Há por isso uma aplicação para a nossa vida, como sempre aqui fazemos. Não há salvação sem cruz. Foi isto que Jesus deu exemplo. Assim como não há discipulado, não há forma de ser discípulo de Jesus sem ter alguma forma de renúncia. Agora, o que isto significa? Que tipo de sacrifício é este? A verdade é que a obra de Jesus na Terra estava a aproximar-se do seu ponto culminante, do seu clímax.

E nada do que estava para acontecer, obviamente, era desconhecido para Jesus. Antes mesmo dele se tornar homem, Jesus já conseguia contemplar toda essa estrada, esse roteiro da sua própria existência. que iria daquela manjedoura, humilde, onde nasceu, até ao calvário, onde entregaria a sua vida. Jesus conseguia antecipar os insultos, a rejeição, a agonia e a cruz que estava por vir. Mas mesmo sabendo isto, desde a eternidade, Jesus veio. Aliás, já dizia o salmista, também numa antecipação profética, no Salmo 40, eis que aqui venho, no rolo do livro está escrito de mim, deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu.

Jesus não foi surpreendido pela cruz e tudo o que ela significou. Jesus caminhou para ela, em direção a ela, com plena consciência. O que é que movia, então, Jesus? O seu amor pela humanidade, a certeza de que o seu sacrifício não seria em vão. Por isso podemos dizer que aquilo que sustentava Jesus era esta alegria do que lhe estava proposto, como dizem as Escrituras. a redenção dos perdidos, a reconquista deste mundo para Deus, a salvação de tantos e tantos que crescem dela. Mas se Jesus via claramente este fim que se aproximava, os discípulos ainda não.

Quem dizeis que eu sou

Na verdade, os discípulos precisavam de ser preparados para essa realidade. Por isso é que em Cesareia de Filipe, Jesus aproveitou um momento para levar os discípulos a compreenderem, a terem uma compreensão mais vasta desta realidade. Então Jesus aproxima-se dos discípulos e pergunta-lhes quem dizem os homens ser o filho do homem? Ou seja, a pergunta significa, vocês que estão na sociedade, que ouvem as pessoas, o que as pessoas comentam sobre quem eu sou? Sobre a minha identidade? Os discípulos deram ali algumas respostas do que obviamente ouviam, escutavam, e então Jesus, de forma mais direta, pergunta-lhes, e vós, quem dizeis que eu sou?

Nesta altura, Pedro vai responder com inspiração e bastante clareza, e Simão Pedro diz, tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Podemos dizer que esta confissão de Pedro é uma espécie de fundamento da fé crista. Jesus declara que esta verdade não foi revelada, neste caso a Pedro, nem pela carne, nem pelo sangue, mas pelo próprio Deus. E assim compreendemos, claro, que ninguém chega ao verdadeiro conhecimento de Jesus apenas por o raciocínio humano. Tem de ser o Espírito de Deus abrir os olhos para podermos entender.

Aliás, isso também está registado em 1 Coríntios 2, versículo 10. O apóstolo Paulo diz que para nós sabermos a verdade e compreendermos os mistérios de Deus, tem de ser através da revelação do seu Espírito. Só que logo depois desta tremenda e sublime confissão do apóstolo Pedro, então vem uma revelação e um diálogo aqui um pouco mais duro. Porque o texto diz que desde este momento Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém e padecer muito para ser morto e ressuscitar ao terceiro dia. Continuamos no mesmo capítulo, Mateus 16.

Ora, para os discípulos isto era uma verdade impensável, uma coisa que eles não podiam admitir. Como é que o Messias, esse que vinha enviado de Deus, ungido de Deus, podia sofrer e morrer? Como é que isto é possível? Como é que o Filho de Deus, vindo do Céu, podia ser rejeitado? Como é que a esperança de Israel podia terminar numa coisa tão horrível como era a cruz? Como dizia há pouco, a glória eles estavam preparados para aceitar, era o que eles antecipavam. O que eles não podiam compreender era esta hipótese de haver sofrimento em vez de glória. Ou seja, os discípulos aceitavam o Cristo como um ser poderoso, mas não podiam entender o Cristo como um ser que seria humilhado.

É aqui que Pedro, mais uma vez, sempre ele, nas suas reações rápidas, podemos acreditar que estaria movido por sinceridade e até por um amor genuíno a Jesus, no entanto, o seu pensamento, a sua estrutura espiritual ainda era muito carnal. E quando Jesus está a falar sobre este caminho da cruz, Então, Pedro chama Jesus à parte e diz-lhe, Senhor, tenho compaixão de ti, porque de modo nenhum te acontecerá isso. Pedro não podia compreender. E chama Jesus à parte quase que para lhe dizer, não digas asneiras, não faz sentido dizeres isso.

Fica tranquilo, isso não vai acontecer. Quase que se ele me dissesse, eu não vou deixar. Só que a resposta de Jesus é que Pedro não antecipou seguramente. E é, eu até arrisco-me a dizer, é uma das respostas mais severas que Jesus alguma vez teve para os discípulos ou fosse para quem fosse. Jesus vira-se diretamente para Pedro e diz-lhe, para trás de mim Satanás, porque não compreendes as coisas que são do Deus, mas só as que são dos homens. E nós vemos aqui palavras duríssimas da parte de Jesus, mas muito necessárias. Porque Pedro, claramente, estava a falar aqui como homem, na sua compreensão humana.

Pedro queria poupar Jesus da cruz. Mas é curioso porque, ao dizer isto, Pedro estava praticamente a repetir o mesmo que Jesus já tinha ouvido na tentação do deserto, quando Satanás lhe apareceu. A ideia de ter um reino, mas sem o sofrimento. De experimentar glória, mas sem entrega. De ser triunfante, mas sem sacrifício. Ora, isto é exatamente o contrário da obra que Jesus vem realizar. Por isso é que Jesus rejeitou completamente este caminho. E aqui está, na verdade, uma das grandes lições da experiência cristã.

O amor sincero, mesmo bem intencionado, quando ele não é iluminado por Deus, pode tornar-se um obstáculo à vontade de Deus e à nossa compreensão do plano de Deus. Porque sabe que nem tudo que parece proteção é fidelidade. Nem tudo que evita a dor vem de Deus. Porquê? Porque há sofrimentos que fazem parte do nosso caminho de obediência. Agora, eu não estou a dizer sofrimentos físicos. Estou a dizer que há escolhas difíceis que dependem da disponibilidade para a

Renúncia e seguimento

abnegação. Por isso é que esta lição dirige-se não apenas aos doze discípulos, dirige-se, na verdade, a todos nós. Talvez isso possa estar mais claro ao recordarmos uma célebre afirmação de Jesus. Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me." Isto não é uma linguagem simplesmente simbólica ou leve que Jesus está a usar aqui, porque naquele tempo a cruz tinha um significado e um contexto muito específico. A cruz, obviamente, era humilhação, morte, condenação, era uma renúncia total. E quando Jesus dizia que quem me segue, segue-me também neste caminho de entrega total.

Ou seja, ser discípulo não é um adorno espiritual. Implica uma rendição que é completa. Por isso é que Jesus dizia, qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la. E qualquer que perder a sua vida por amor de mim, achá-la. Vemos aqui o egoísmo sempre como um mau conselheiro. Quando alguém age para ser o benefício próprio, não entendeu a verdade, a essência do que é o cristianismo, a religião de Cristo. A alma que vive para se preservar a si própria, para se manter ou para ser superior, acabará por perder-se. É isto que Jesus está a ensinar.

Mas, em vez disso, aquele que se entrega a Cristo, mesmo que isso implique algum custo, alguma decisão, algum caminho de abnegação, vai encontrar a vida, a vida verdadeira. Jesus mostra, portanto, que o reino de Deus não se constrói nesta forma de tentar autopreservar-se. Às vezes tem de ser com sacrifício. Ou seja, o caminho da cruz não é um caminho de derrota. Este sacrifício que lhe falo nunca é a ideia de que alguém tem de se automutilar. Na verdade, é o caminho da vida, o caminho da vitória. Só que os discípulos não podiam compreender plenamente esta realidade. Durante vários dias eles continuaram tristes, meios perplexos, até divididos entre eles sobre o que era isto que Jesus queria dizer, divididos entre fé e incompreensão ao mesmo tempo.

Mas a verdade é que Jesus não lhes ocultou a verdade para os poupar momentaneamente, pelo contrário. Jesus, de uma maneira bem direta, expôs-lhes a realidade porque isso era a forma de os fortalecer e de os preparar. O amor de Cristo, a verdadeira fé, nunca alimenta ilusões. Em vez disso, prepara-nos para a verdade. Por isso é que Jesus preferiu avalar falsas esperanças naquele momento para que depois os discípulos não viessem a naufragar totalmente quando tivessem que viver a duríssima experiência da cruz. A previsão da cruz é um tema que hoje ainda continua a confrontar-nos.

Claro que de uma maneira simbólica, porque nós estamos a falar da cruz literal, nem de Jesus na cruz, porque isso já foi. Mas, com muita frequência, nós também somos tentados e assediados por uma espécie de cristianismo de glória mas sem haver renúncia. Dito de outra forma, nós gostamos do Cristo que multiplica bens, mas hesitamos mais diante de um Cristo que diz, toma a tua cruz e segue-me. Claro, é sempre melhor querer bênçãos, pedir e desejar bênçãos, mas às vezes somos mais hesitantes quando se trata de ser obedientes à sua palavra.

Nós queremos ressurreição, mas às vezes esquecemos que é precisa sexta-feira, o dia da entrega e do sacrifício, da fé e da confiança no que Deus irá fazer. Mas Jesus continua a chamar discípulos hoje, que é muito diferente de ter admiradores ou de pessoas que seguem uma religião de cultura, os famosos crentes não praticantes. Jesus nunca chamou nem apelou a esse tipo de experiência religiosa. É por isso que os seguidores de Cristo, nas palavras de Jesus, não são cristãos, para não haver confusão, são discípulos, os que seguem o Mestre.

E Jesus, por isso mesmo, continua a dizer-nos hoje Se alguém quiser vir após mim. É isso. A pergunta é muito pessoal. A pergunta não é se queres seguir uma religião. A pergunta não é se queres receber ajuda para os teus problemas. A pergunta é, queres seguir-me? E segui-lo pode vir a trazer, obviamente, todas essas bênçãos e frutos, mas segui-lo implica entrega, rendição, confiança, disposição para caminhar com Jesus, mesmo quando não conseguimos entender tudo. E esse é o caminho da cruz, é um caminho de antecipar o que vem, mesmo quando não é aquilo que me apetece melhor, que me sabe melhor.

Eu acredito que hoje, assim que está aí desse lado a ouvir-me, talvez precise de entregar a Cristo alguma coisa na sua vida. Nessa espécie de rendição. Pode ter que entregar expectativas que estão desajustadas. Quem sabe até alguns sonhos de grandeza. Para outros são medos. É preciso entregar todas essas coisas diante da perspectiva da cruz. É isso que é a cruz. É a confiança que Deus sabe e vai fazer o melhor. E ouvir de novo esse... Esse caminho que nos leva ao céu passa por este caminho, que aqui é entrega total. E lembre-se disto, aquele que o chama à cruz, à entrega ou à renúncia, é o mesmo que já lá esteve, já esteve na cruz, por si também.

E aqueles que caminham com Cristo, por este vale de renúncia, também é aquele que vai caminhar com Ele para a glória. Porque a cruz, e isto é o que Jesus ensina, não é o fim do caminho. Claro que os discípulos, quando ouviam falar de cruz neste momento, tremiam. Mas Jesus sabia, a cruz faz parte do caminho, não é o fim do caminho. Porque Jesus antecipava a vida e a vida eterna. E hoje desafio-a na sua vida também refletir sobre esta extraordinária verdade e preparar-se também para esse caminho de cruz. Ouço o som de um martelo batendo nos cravos.

Ouço o som de blasfémias de homens irados. Ouço o som de Jesus sofregante e aflito. Gargalhadas de alcozes cruéis Sombarias de homens inféis Ouça o som de maria aos seus pés chorando Ouça o som de trovões e clarões protestando Alto som de tramores de terra aos céus e florestas Alto som Alto som de angústia, de dor, de gemidos Ouço o som da esperança aos homens perdidos Vejo o Pai com o seu coração dilatarado Por estar de Jesus separado que me esperou Mas da morte abrotou a

nova vida é Vejo então que o universo inteiro contempla o seu Deus destituído de glória e beleza Vejo até a agonia dos espectadores ao olhar Nesta cena tão forte e brutal O ataque das forças do mal Vejo ali os discípulos em desespero Pois Jesus, o seu mestre, o bom verdadeiro O sangue escorre naquele madeiro Quanta dor Ouve a voz

que te chama da cruz do Calvário É Jesus que pagou o preço tão necessário Eu me entrecai por inteiro E sofri por amor verdadeiro infinito Eu morri pra poderte dar vida E da plena que nunca termina Ao alcance da casa Estamos

Conclusão e despedida

a chegar ao final do nosso programa, enquanto hoje aqui meditamos sobre este caminho da cruz que Jesus também antecipou, na sua própria vida e para a nossa vida também. Estamos a chegar ao final. Quero só relembrar-lhe que hoje temos como oferta o livro Histórias de Esperança, um manual para o ajudar a conhecer também melhor Jesus. Envie uma mensagem para nós, o 933939291, e nós teremos todo o gosto em oferecê-lo. Se Deus quiser, voltamos a estar juntos na próxima semana. Foi um gosto ter estado consigo e partilhado este tempinho consigo desse lado. Até lá, se Deus quiser. Que Deus o abençoe.

Série
Voz da Esperança · 68 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 60
Estreou
01 de Junho de 2026
Categoria
Outros