Paternidade onde a graça está presente
Ser FamíliaT1 · E27

Paternidade onde a graça está presente

03 de Novembro de 202523 min 54 s

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Bem-vindo a mais um Ser Família. Agradecemos muito o estar desse lado e hoje vamos terminar uma série de quatro programas. O título desta série era Famílias, Graça ou Maldição? Depois de já termos falado da maldição, já termos olhado, então, para o desejo e a vontade de Deus para as nossas famílias, vimos também a graça no seio da família em geral. mas hoje, neste último programa, vamos ter uma particularidade. Vamos olhar para a parentalidade, precisamente nas famílias onde a graça está presente. Para nos falar mais uma vez sobre isto, tenho mais uma vez Daniel Bastos comigo. Daniel, mais uma vez, bem-vindo. Obrigado. Hoje escolheste, enfim, para terminar esta série de quatro programas, olhar para a parentalidade de uma forma muito específica.

Imagino que também tenha sido assim que o autor terminou o livro, é isso? Sim, sim. E vamos dizer que hoje vamos concluir com alguns aspectos que têm a ver, porque no fundo já falamos também sobre parentalidade antes, não é? Agora, o que nós queremos é analisar essa perspectiva, o que é que acontece realmente quando a graça existe e não existe. na relação parental. Aproveito para lembrar todos aqueles que nos veem e que nos ouvem que esta série de quatro programas está baseada precisamente no livro de Jeff Van Vonderen, Famílias onde a Graça está presente, é este o título, até porque quem nos está a

O papel dos pais

ouvir e está a nos ouvir falar do livro pode querer e desejar adquiri-lo. Eu começo desde já por te perguntar, no lar onde as coisas não correm segundo o plano deles, onde as coisas entre pais e filhos não correm bem. Onde é que está o problema? Os pais dirão que o problema são os filhos. A realidade é que quando os pais têm problemas emocionais não resolvidos, quando eles vivem um vazio existencial, eles necessariamente estarão inaptos e não estarão numa posição bem equilibrada para ajudar, dar todo o apoio que os filhos precisam.

Portanto, eu diria que, embora as crianças, todas elas, num mundo de pecado também tenham os seus problemas, uns mais, outros menos, a grande dificuldade é mesmo com os pais. E esse problema pode tornar-se no limite, pode-se depois tornar em traumas. Temos muitas crianças, muitas pessoas que na sua infância tiveram traumas, situações adversas graves. Considera-se que dois terços da população passaram por infâncias complicadas. com situações de violência doméstica, abuso, entre outros, todo o tipo de abuso, não apenas físico, sexual e etc.

E é este tipo de situações, às vezes motivadas pela falta de proteção e ensino adequado dos pais, tudo isto, Isto depois vai potencializar um monte de problemas para estas crianças que se tornam adultas. Provavelmente terão mais comportamentos de risco, serão mais dados às dependências químicas de comportamento, entre outras. Portanto, de facto, quando estamos a falar de famílias, nós temos que começar sempre com o pai e com a mãe. São eles que estão no início e, portanto, são os primeiros responsáveis.

Sendo que, mesmo quando podemos atribuir questões de desobediência por parte dos filhos, ou naquele período da adolescência onde os filhos tendem a desafiar mais os seus pais, o ideal é que os pais, antes de olhar para as questões, antes de olhar para o problema, deveriam olhar também para si mesmos, olhar para aquilo que está a ser a sua atitude, se realmente estão debaixo da graça no seu relacionamento com os filhos, antes de olhar para uma atitude acusatória perante, eu diria, os filhos, claro. Nós vivemos numa...

Autoridade e obediência

mudamos de paradigma de educação. Houve uma altura que a obediência era imposta. Hoje, em alguns casos, nem sequer é ensinada. Vivemos num mundo... cada um faz o que quer, não é? Mas a obediência deve ser ensinada, mas deve ser tornada fácil. e isso pela atitude dos próprios pais, pela clareza como se fazem as coisas. Poderíamos dizer que devia ser conquistada essa obediência? Ela deve ser promovida, eu diria assim, não é? Ok. O pai tem legitimidade para esperar a obediência do filho e deve fazê-lo na sua autoridade.

Agora, o que nós precisamos também de ter aqui cuidado é de não confundir obediência com conformidade. Ok. Uma obediência imposta pode levar a um conformismo temporário, que depois vai se manifestar numa rebelião profunda mais tarde. Então, neste paradigma da graça, há diálogo, ouve-se o pensamento. Não é que se vai deixar o menino fazer tudo que ele quer, mas há ali uma negociação, há um diálogo, há uma ênfase especial naquilo que são as necessidades internas do coração, do interior, em detrimento de simplesmente fazer a criança conformar-se a um determinado comportamento.

Eu até diria, por exemplo, analisar e acompanhar os filhos, tendo sempre esta perspectiva. Um filho grita, dá-lhe um grito. Será um ato de rebelião ou será que o filho está a sentir sentir-se esquecido, desprezado. Às tantas, o pai está demasiado ocupado e o filho acaba por não estar a ter a atenção, o carinho, o amor incondicional que ele deseja e precisa ter também, não é? Por exemplo, o sexo premarital.

Isto é um dos assuntos que preocupam os pais desde sempre. Um jovem, adolescente, entra por este caminho. Será que ele o faz porque não resiste à força das hormonas, não é? Ou faz, na sua atitude rebelde, para desafiar a ordem, as regras que lhe foram impostas? Ou será porque ele não se sente amado? não se sente aceito e vai procurar isto de uma forma inadequada para o tempo e para a idade.

Então, o desafio para os pais é não olharem as coisas pela aparência, pelo exterior, mas terem outras preocupações. Quais são verdadeiramente as necessidades do interior do filho? Eu diria que é um desafio muito grande aquilo que nos propões, que é a capacidade dos pais que poderiam olhar para os problemas dos filhos da perspectiva certa. E a tendência é olharmos para uma perspectiva errada, apenas por aquilo que nos é aparente. Então, se calhar, se proponho que voltemos a este assunto precisamente na segunda parte. Agora, fazemos um pequenino intervalo, apenas dois minutinhos, e voltamos já a seguir, então, com este assunto.

Necessidades emocionais

TV Novo Tempo, o canal da família, o canal da esperança. Estamos de volta para a segunda parte do Ser Família de hoje e tenho uma oferta muito especial para si. Esta revista, este guia de estudo, Pais Preparados, Filhos de Karata. É este o assunto que lhes estamos a trazer no programa de hoje e esta revista é um auxílio bastante importante e interessante. Porquê é que eu digo que ele é muito interessante? Porque tem uma proposta, eu diria, diferente até de outras revistas que lhes temos oferecido aqui, quer na rádio, quer na TV. Porque esta revista, para além de ser muito prática como todas as outras, tem um conjunto de tarefas e exercícios para serem feitos em família, entre pais e filhos.

E dessa maneira crescerem em conjunto, aprendendo em conjunto e lidando com os tremendos desafios que a parentalidade traz. E o melhor de tudo é que é totalmente gratuita. Basta enviar-nos uma mensagem para o 933-939291, 933-939291, e depois entraremos em contacto consigo para lhe enviar esta revista gratuitamente para a sua casa. na mensagem que nos enviaram. Basta escrever, pais preparados, e nós já sabemos qual é a revista a que se refere. Daniel, antes de irmos para o intervalo, estávamos precisamente a falar sobre olhar para os problemas das nossas crianças, dos nossos filhos, da perspectiva correta.

Mas isso implicaria, por parte dos pais, conseguirem ver o quadro todo, não é? É um desafio tremendo. É. E eu diria que precisa-se de ir ao cerne da questão, não é? Ao coração. E há três perguntas que eles deveriam fazer e que nós, individualmente, devemos fazer. Porque, primeiro, temos que também estar nós, cientes e certos disto. São três necessidades emocionais básicas. Sinto-me aceito e amado sem condições.

Sinto-me valioso, importante e capaz. Sei que não estou só para enfrentar a vida. No fundo, são três questões absolutamente centrais. Quando estas questões não estão respondidas, estas necessidades não estão satisfeitas, isto vai se manifestar de muitas formas e com muitos problemas. Se nós fizermos um exercício, uma reflexão mais profunda, vamos ver como muitas coisas na nossa vida, muita ansiedade, muito medo, muitas preocupações têm a ver com isto.

Então, mais uma vez eu reporto à Bíblia e eu deixo-me ler aqui, Daniel, um texto bíblico, Isaías, capítulo 43, que diz assim, assim diz o Senhor Deus, versículo 1, que te criou, ó Jacob, aqui podemos colocar o nome do nosso filho, o nosso próprio nome, não é? Não temas porque eu te remi. A palavra remir tem a ver exatamente com isto. Eu paguei pelos teus pecados. Eu aceito-te como tu és. Eu dou-te a oportunidade de ser uma nova pessoa. Chamei-te pelo teu nome.

Tu és único. Quando passares pelas águas, eu estarei contigo. quando pelos rios eles não te submergirão." Isto é uma certeza poderosa, são promessas lindas. Porque eu sou o Senhor teu Deus, visto que foste precioso, diz o versículo 4, precioso aos meus olhos, honrado, e eu te amei, eu dei homens por ti. O que a Bíblia nos diz é que nós podemos estar completamente seguros enquanto pessoas, se nós tivermos uma relação profunda com Deus. Ora, na dinâmica da família, é isto que os nossos filhos vão precisar de ter em primeiro lugar.

Então, eu preciso de ter essa experiência para depois passar para o meu filho. Eu estou a olhar para o que tu me disseste. Eu fiquei encantado com aquelas três perguntas que tu fizeste e confesso que estava a fazer essas perguntas a mim mesmo. E acho que... Eu estava a olhar para isto e imaginar que eu deveria escrever isto no quarto dos meus filhos. Eu vou repetir para quem está lá em casa, se não teve a oportunidade de tomar nota, porque tome nota destas perguntas, porque provavelmente cada um de nós deveríamos fazê-las. Sinto-me aceito e amado sem condições. Era tão bom que os nossos filhos pudessem ter esta certeza absoluta.

E não basta nós tentarmos passar esta mensagem de uma forma intuitiva. Tem que ser verbalizada, não é? Sinto-me valioso, importante e capaz. Sei que não estou só para enfrentar a vida. Saber que nós pais estamos presentes. Era importante que nós tivéssemos a coragem de dizer isto aos nossos filhos. Quero-te agradecer porque, enfim, tu estavas a falar e eu fiquei preso nestas frases pela importância que elas têm. Então, nesta dinâmica que estavas a dizer entre pais e filhos, eu diria que há

A responsabilidade de educar

aqui uma co-responsabilidade. Claro, grande dos pais, é isso que nos trazes no programa de hoje, mas também há uma responsabilidade dos filhos. Qual é a responsabilidade de quem? Aonde é que vai a responsabilidade dos pais e a responsabilidade dos filhos? Há aqui várias situações, mas a questão da responsabilidade é bastante importante neste contexto da graça. Por exemplo, Um pai não pode responsabilizar o filho por perder a paciência. É a sua responsabilidade como pai. O filho pode ter-se portado mal, pode ter feito, mas é a sua responsabilidade. Domine o próprio. É o domínio próprio, não é? A criança chega e diz que foi maltratada.

E agora o pai pergunta assim, mas o que é que tu fizeste para que isso acontecesse? Não é assim. ninguém tem o direito de maltratar o outro. Portanto, a outra pessoa se maltratou, fez mal, não é? Se a criança fez alguma coisa que não deve fazer, ela deve ser responsabilizada também. Os filhos devem ser ensinados a resolver os seus próprios problemas também. O que é que acontece? Uma criança está com um problema, vem ter com a mãe e faz a queixinha, não é? Ou com a professora. E o pai, o professor ou educador, ele deve ensinar a criança a responsabilizar-se.

Vou dar aqui um exemplo, para nós entendermos isto melhor. Um irmão vem se queixar do outro, que pegou nos lápis de cor sem autorização. Então, o pai, em vez de ir dizer ao outro menino para devolver os lápis, responsabiliza ele. Olha, e tu já disseste ao teu irmão que não queres que ele use os lápis sem pedir autorização? Já falaste com ele e ele disse não. Então, é a tua responsabilidade fazê-lo. Ele vai, fala com o irmão, e diz, olha, eu não gosto que tu uses os meus lápis sem autorização. Trata de nos devolver. E o irmão diz, ok, tu podias me emprestar os lápis.

E o irmão diz, podes, o assunto está resolvido. E o assunto foi resolvido por quem? Por ambos. O pai, entretanto, teve a responsabilidade de educar e ensinar o processo. Como é que as coisas... E o pai acaba por ter muito mais sossego, na medida em que os filhos aprendem a resolver as coisas, se as coisas forem tratadas nesta maneira, não é? E, por outro lado, não é um pai ausente, no sentido em que, por exemplo, com o mesmo exemplo que tu deste, se por acaso a situação se repetir constantemente e for já, eu diria, quase uma questão de atitude e não só um problema isolado, o pai não se demite também de se envolver na resolução do problema com os filhos.

Ou seja, não é também colocar os filhos entregues a si mesmos para resolver todos os seus problemas. O problema é teu, foste o que o criaste, agora desenrasca-te. É realmente, como estávamos a dizer, perceber aonde é que eu devo intervir e não devo intervir. É que há uma assertividade muito grande, que sabemos, nós pais nem sempre conseguimos ser assim tão assertivos, não é? Exatamente. É isso. Vamos então a esta responsabilidade dos pais. Quer queremos, quer não, nós decidimos ter filhos. Eles não decidiram ser filhos, não é? Decidimos, em algum momento, colocar crianças no mundo. Em última análise, nós somos os responsáveis, não é? Esta é uma grande responsabilidade, mas estamos a terminar uma série de quatro programas e eu não poderia deixar de o fazer, apontando qual é a grande responsabilidade de cada pai e de cada mãe.

Tivemos a refletir um bocadinho em alguns pontos, algumas ideias que nos foram propostas pelo autor deste livro, E ele conta uma pequenina história que viveu. Ele tem três ou quatro meninas. A mais nova, um dia, estava a fazer um desenho. E era o desenho de um homem sem cabelo. Portanto, calvo. E ela já sabia fazer algumas letras e escreveu uma letra debaixo desta figura de um homem sem cabelo, que era a letra J. Bem, o pai chama-se Jeff, ele olhou para aquilo e identificou-se. Só pode estar a fazer um desenho do pai.

Então, ele perguntou, então, filha, fizeste uma fotografia minha ou um desenho cerca de mim? E ela disse, não. Então, quem é este que tu desenhaste? E ela diz, Jesus. Ora, aquela menina provavelmente nunca tinha visto um Jesus sem cabelo na escola dominical, ou sabatina, ou onde fosse, nos livros. De onde é que ela foi tirar a ideia de que Jesus não tinha cabelo? O pai dela representava Jesus. E a ideia que ela tinha de Jesus era a ideia transmitida pelo Pai. Ou seja, a ideia do Pai do Céu era a ideia que ela tinha do Pai Terrestre, não é?

Exatamente. E eu creio que esta, num contexto global da nossa vida, no seu todo, é representar a Deus. Porque as crianças vão conhecer o Pai do Céu através de mim, que sou o Pai. Por isso, eu creio que essa é a grande responsabilidade. E, obviamente, como nós já dissemos em Deuteronómico capítulo 6, não é? O mandamento de Deus é ama a Deus de todo o teu coração e ensina isto aos teus filhos. Esta é a minha grande responsabilidade. Lá está, pais preparados, filhos de caráter.

Chegámos ao fim de mais um Ser Família de hoje. Lembro que este é o último de uma série de quatro programas e que aconselho desde logo a poder escutar, poder ouvir e ver os programas anteriores. Mais à frente eu vou lhe dizer como pode fazê-lo. Por já estamos a falar de sermos pais preparados. Não nascemos ensinados para ser pai. para ser pais, temos uma bíblia, eu diria um manual de bênçãos para nos ensinar nos relacionamentos entre humanos, entre cônjuges, entre pais e filhos e entre Deus e o ser humano. Mas mesmo assim precisamos de algum auxílio e é isto que nós lhe propomos trazer até si. Este guia de estudo, Pais Preparados Filhos de Caráter, totalmente gratuito, com muitas dicas práticas e também com exercícios práticos que pode fazer, com sugestões de atividade em família para nos ajudar a crescer como família, ajudar e preparar os pais e também educar os filhos para serem filhos também eles pais no futuro.

É totalmente gratuito, basta enviar-nos uma mensagem a dizer pais preparados para o 933. 9.3, 9.2, 9.1. Como lhe disse, para poder ter acesso aos programas anteriores, é um conjunto de quatro programas. Para perceber na íntegra este assunto entre famílias, bênção ou maldição, pode fazê-lo através do podcast, escutando o podcast na rádio, através do site radioaccess.novotempo.pt ou subscrevendo também as plataformas de podcast. mas também assistir ao vídeo, à transmissão em vídeo através do canal do YouTube da TV Novo Tempo Portugal. Quanto a nós, marcamos encontro num próximo programa. Dizer-lhe que não tenha vergonha, todos nós temos problemas, todos nós enfrentamos desafios e a revista é totalmente gratuita.

Ficamos à sua espera, marcamos encontro no próximo programa. Até lá, se Deus quiser.

Série
Ser Família · 67 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 27
Estreou
03 de Novembro de 2025
Categoria
Família