O Abuso Espiritual
Ser FamíliaT1 · E32

O Abuso Espiritual

08 de Dezembro de 202526 min 58 s

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O abuso espiritual

Seja bem-vindo a mais um programa Ser Família. Cá estou eu e também Daniel Bastos para lhe trazer mais um programa nesta série de programas a que chamamos FEL e MEL, ou se preferir MEL e FEL. Hoje ainda vamos olhar para as partes menos positivas do casamento, do relacionamento familiar, ou seja, para a parte do fel, e depois, no programa anterior, temos falado sobre violência doméstica, os diferentes tipos de violência, hoje vamos falar de um abuso que eu diria que é um pouco misto, Daniel, que é, por um lado, pode ser muito específico, como um tipo de violência, mas, por outro lado, ele em si mesmo pode englobar os diferentes tipos de violência.

Estamos a falar do abuso espiritual. Daniel, em primeiro lugar quero-te fazer uma pergunta provocatória. Isto existe? E depois, do que é que se trata? Não faz sentido existir, mas a realidade é que existe. É um tema menos estudado, mais recente. Depois de ouvir uma pequenina palestra de uma senhora inglesa, doutora Karen Oldford, pareceu-me que era interessante trazer este tema aqui para o nosso programa também. E, por definição, o abuso espiritual é uma forma de abuso emocional, mas que tem, no seu sentido amplo, tem a fé envolvida aqui.

Utiliza a fé, o abuso espiritual, utiliza a fé como instrumento manipulativo e de exercício de poder no sentido de prejudicar a outra. Se é um abuso, obviamente que irá sempre prejudicar alguém. Mas, ou seja, tenha curiosidade, imagino eu, não tendo visto tal entrevista, que mesmo com o motivo, o pretexto da religião, depois possa-se exercer a violência física, económica, emocional e por aí fora. Ou seja, esse mesmo pretexto pode dar aso às diferentes violências que mencionámos no programa anterior. Podem acontecer, sendo um abuso, pode se estender a várias áreas.

Dizendo que normalmente está muito colado à parte emocional. É uma manipulação psicológica. usando para o efeito a religião, os meios, as crenças da religião. É interessante que a própria Bíblia fala sobre abuso espiritual e nós encontramos, por exemplo, um texto, um texto bíblico, que é o texto de Ezequiel 34, versículos 2 a 6, que fala sobre alguns pastores de Israel que se apachentam a si mesmos e que não estão nada preocupados com as ovelhas fracas, doentes, aquelas que estão quebradas, desgarradas.

Portanto, o texto diz, à perdida não buscaste, mas dominaste sobre elas com rigor e dureza. É uma descrição aqui do que se passa quando estamos diante deste fenómeno que é o abuso espiritual, não é? A maior parte dos exemplos que nos vem à mente quando estamos a falar de abuso espiritual é de um líder, alguém com alguma ascendência numa determinada comunidade espiritual que utiliza esta vertente da fé, da crença, instala uma cultura tóxica dentro de uma certa comunidade, uma igreja, um grupo, aproveitando-se da sua posição e para atingir determinados objetivos, não é?

No entanto, e isto acontece na nossa sociedade, a prevalência ou a existência de situações deste género não deveria servir como argumento para desmerecer, descartar a religião no seu todo, aquela que é genuína, e o próprio Deus. Porque, de facto, disseste bem, o abuso espiritual é quase que uma coisa que não devia existir, não é? Uma coisa não bate com a outra. Mas imaginemos, como exemplo aqui, um grupo de madrões que se vestem de polícia e praticam alguns roubos por aqui e por ali com essa identidade falsa, não é?

Não deveria ser este o motivo para nós dizermos a polícia não presta, não precisamos da polícia, vamos é acabar com a polícia. porque estes senhores utilizaram-se, usurparam uma identidade que não era a deles para fazer aquilo que pretendiam. Ora, uma pessoa pode ter uma posição religiosa, pode estar numa determinada comunidade com uma posição de liderança, mas se age de forma a prejudicar alguém e a beneficiar-se a si mesmo, digamos, se for o caso, Então, ela de facto está a fazer um uso ilegítimo daquilo que é a verdadeira religião ou daquilo que a religião cristã, pelo menos, preconiza nas suas premissas básicas, não é?

De amor a Deus e amor ao próximo. Eu percebo o que estás a dizer, enfim, por muito triste que seja admitir que há essa realidade, não é apenas o abuso por parte da entidade religiosa, mas sabemos que no seio familiar, entre cônjuges, esse mesmo abuso pode acontecer. E o mais surpreendente é com o uso do próprio texto bíblico. Nós conhecemos textos bíblicos que aparentam querer dizer que o homem deve dominar a mulher, ou seja, entre muitos outros, o comportamento das mulheres na igreja, a forma como se vestirem, todos esses textos bíblicos, eu diria, podem causar alguns pressupostos errados, tirando os textos do seu contexto, Porque, de certamente, a Bíblia que tu conheces, a Bíblia que eu conheço, não pode defender qualquer tipo de abuso.

Portanto, estamos sempre a partir aqui de alguma coisa que, mesmo que seja o uso da palavra de Deus ou o uso da religião, não são os pressupostos corretos. Exatamente. Disseste, e bem, que não é apenas numa comunidade religiosa que isto vai e pode acontecer, dentro do próprio lar, e muitas vezes as pessoas que perpetuam este tipo de comportamento ou de atos até nem têm a consciência do que estão a fazer, muitas vezes, ou partem de premissas ou de ideias distorcidas sobre aquilo que é o seu papel e sobre aquilo que É o caráter de Deus e aquilo que realmente Deus quer para a humanidade e para cada ser humano.

O que é mais perigoso, porque não só pode legitimar, como estavas a dizer mesmo de uma forma consciente, o abusador, como também pode legitimar, por parte da vítima, o ser-se vítima. Exatamente. Eu imagino, por exemplo, esta linha de pensamento e de raciocínio. Eu sou responsável pela minha família ou pela minha igreja. Tenho que fazer o que for preciso para que eles sejam perfeitos. Mesmo que isto cause dor. Por exemplo, ou foi assim que eu fui educado e, portanto, tem que ser assim que as coisas são ou funcionam. Se eu não tivesse sido tratado desta maneira, ou seja, a forma como eu estou a tratar agora alguém, ainda que seja de uma forma um bocadinho abusiva, Mas se eu não fosse tratado assim, eu tinha-me perdido, não é?

Então, há determinados conceitos que podem estar na mente da pessoa e a pessoa até pode achar que está a fazer a coisa certa. Porque se não o fizer... alguém pode se perder, alguém pode se desviar daquilo que é o caminho reto, não é? Portanto, é preciso ter a noção do que estamos aqui a tratar e precisamos também

Violência nas relações familiares

de perceber muito bem qual é a mensagem, qual é a atitude que, como cristãos, devemos ter no trato uns com os outros. É uma realidade que para mim é muito difícil de imaginar, de aceitar, e seria interessante nós sairmos deste âmbito mais conceptual e ir mais para a prática. Como é que a religião pode, então, efetivamente ser motivo de violência doméstica? Bem, dentro da família, por exemplo, quando alguém se julga no direito de ridicularizar ou de insultar mesmo a crença religiosa do outro, não é? É uma forma de abuso espiritual.

Quando uma pessoa impede que a outra dentro da própria família, viva os seus princípios, viva de acordo com as suas crenças religiosas e espirituais. Quando eu utilizo as minhas crenças para manipular ou envergonhar o outro, quando... Isto é uma situação muito delicada quando o casal está dividido nas suas crenças, não é? E agora eu vou obrigar contra o... A vontade. A vontade do outro que os meus filhos sejam educados de uma determinada maneira.

Tem que ser assim e assim. É verdade que até pode ser a forma correta. mas num contexto de família... Quando se torna obrigação, não é? Imposição. Imposição. Outra coisa é, desculpe-me, está a interromper-te, é revoltar de uma negociação. Exatamente, é isso. De forma que... Tudo isto agravado com a utilização, como dizias há bocadinho, de textos bíblicos para justificar o abuso ou a maneira desrespeitosa de tratar os outros. Isto também é em si mesmo uma forma de abuso espiritual. Tu tens noção de quais são, eu diria, as atitudes mais comuns das religiões ou seitas que possam impor esse tipo de abuso?

Há várias, sobretudo por causa deste fenómeno das seitas, fala-se muito sobre isto, é importante perceber um bocadinho este fenómeno e estudá-lo, porque muitas vezes utiliza-se indevidamente a palavra seita para caracterizar alguém que pensa de uma maneira diferente de mim. Basta não ser da mesma religião que tu, não é? Já é uma seita. Já é uma seita, exatamente. Mas, por exemplo, Gui Melo, ele caracteriza esta forma institucional de abuso espiritual quando, por exemplo, se utiliza a religião para silenciar os desejos pessoais, pensamentos, planos, emoções.

No fundo, quando a religião serve para anular a individualidade da pessoa, não é? É uma forma de o fazer. E como é que isto se pode fazer? Em determinados grupos, em determinadas coletividades religiosas, muitas vezes privando as pessoas, por exemplo, das suas necessidades básicas. Por exemplo, a privação de alimentos, de descanso, longas vigílias, quando as pessoas perdem o seu juízo crítico. quando as pessoas são isoladas, interna e externamente, do contacto com outros, que pensam de maneira diferente, com o objetivo delas estarem ali, basicamente, a serem manipuladas.

Alguém usaria o termo lavadas, através da lavagem cerebral, não é? Então, a exploração do medo, eu poderia dizer. Mas poderíamos continuar, daqui a bocadinho, com mais outras formas de pensamento. Muito bem, então eu vou aproveitar a tua deixa para fazer um pequenino intervalo e voltamos já a seguir para a segunda parte, também com uma oferta especial para si. Até já! TV Novo Tempo.

Oferta do guia de estudo

O canal da família. O canal da esperança. Voltamos para a segunda parte do Ser Família de hoje e como prometido é devido, aqui estou eu para lhe oferecer o guia de estudo Entre Família. É um guia de estudo fantástico preparado por especialistas para ser até o mais abrangente possível e hoje estamos a falar de abuso espiritual. e que melhor para o assunto do programa de hoje do que ter na sua mão um manual repleto de indicações e textos bíblicos que mostram para si e para a sua família o que é que realmente Deus quer para os nossos lares nas mais diferentes áreas que dizem respeito à nossa família. e melhor ainda, totalmente gratuito.

Basta enviar-nos uma mensagem para o 933-939291 a dizer ENTER FAMÍLIA e depois entraremos em contacto consigo para lhe poder enviar gratuitamente este guia de estudo para a sua casa pelo correio. No eXIT é uma excelente ferramenta e é totalmente gratuita. Tu mesmo te interrompeste no discurso que estavas a fazer, falando precisamente sobre estas atitudes, eu diria, mais comuns, que acabam por as religiões trazer, estas seitas trazer para com o abuso, mas tu não tinhas terminado, então, por favor, continua. Eu tinha mencionado no início deste programa sobre a palestra de Karen Oldford e nesta intervenção ela, por exemplo, menciona situações onde há o abuso espiritual, onde há a opressão, E depois o texto bíblico é utilizado para validar estes comportamentos, como por exemplo, a Bíblia é clara contra o divórcio, Deus odeia o divórcio.

Deus também odeia a opressão, não é? E quando existe opressão e os textos que são utilizados contra o divórcio são invocados para a manutenção da opressão, aqui temos um caso flagrante de abuso espiritual, por exemplo. E às vezes, interessante falar sobre isso, acaba até por haver uma pressão da comunidade religiosa, exatamente como esses textos em mente, sem conhecer toda a realidade, para permitir que se perpetue essa violência. Exatamente. E em casos domésticos onde existe o abuso emocional e depois alavancado ou elencado com o abuso espiritual, em famílias que são cristãs, por exemplo, Tenta-se evitar, por exemplo, que esta vítima tenha contacto, por exemplo, com profissionais de saúde, com certos profissionais que possam expor a situação.

Invocando, por exemplo, que a pessoa, se tiver fé, não precisa de hospitais, não precisa de médicos, não precisa de ninguém. O objetivo é manter a vítima em uma situação de isolamento. Controlada, não é? Exatamente. Existe um outro autor que é uma senhora chamada Jeanne Hunt. Ela fala sobre este autoritarismo que caracteriza normalmente o abuso espiritual. Uma tentativa de manter sempre uma fachada de perfeição, perfeccionista, enquanto na prática existe um desequilíbrio muito grande, uma discriminação, inclusive legalismo muito forte.

E eu também, por último, talvez referiria um autor português, António Madaleno, que escreveu o livro O Universo das Seitas Destrutivas. Ele dá o seu testemunho pessoal e com base em estudo, num estudo mais académico, ele vai demonstrar qual é o perfil das instituições religiosas ou das comunidades, se quisermos, onde existe o abuso espiritual. E, normalmente, isto passa pelo controle do comportamento, da informação, dos pensamentos e das emoções. Um controle sobre a vida da pessoa. Um retirar da sua privacidade, da sua individualidade, não é?

Também ensinaste algo no início do programa que me deixou a pensar, que é aquela noção de que muitas vezes vamos mimar, replicar aquilo que foi a nossa educação, aquilo que nós aprendemos. Qual é o risco, nós como pais, de educarmos os nossos filhos, mesmo pensando que estamos a fazer o melhor, no temor do Senhor, mas não no medo pelo Senhor, mas

Educação e semáforo comportamental

por amor a Jesus? Nós temos que ser cuidadosos, porque, sem querer, onde há amor não há medo. Se eu estou a tentar educar o meu filho utilizando a Bíblia para infundir medo, então eu posso estar a incorrer aqui na questão do abuso espiritual. A Igreja da Inglaterra, a Igreja Anglicana, tem feito muitos trabalhos sobre esta, e tem mesmo um quadro, uma espécie de semáforo, Alguns comportamentos classificam como uma intervenção saudável, inútil, não saudável e abuso espiritual. Vamos pegar aqui uma situação em relação a uma criança desobediente.

Uma atitude saudável, por exemplo, seria dizer isto. o que estás a fazer não está bem, o amor de Deus por ti continua intacto, porque Deus não muda o seu amor por ti por causa daquilo que fizeste. Seria uma atitude saudável, na opinião daqueles que estão neste estudo. Já estás a ver onde é que isto vai, não é? Uma atitude, o segundo nível, que já não é saudável, mas eles consideram inútil, classificam mais ou menos assim. Quando me desobedeces, fazes-me triste e adeus. Já começa a entrar aqui num campo um bocadinho, não poderemos dizer que seja completamente fora da verdade, porque de facto Deus não se alegra quando nós estamos num caminho que não é o melhor.

Aqui já é, assim, arruçar... Agora, algo que não é saudável. Quando me desobedeces, desobedeces a Deus e também colocas em risco a tua salvação. E o que é que aconteceria se Jesus viesse hoje? Então já existe aqui uma pressão, uma... Ou frases do género, se fizeres isso, Jesus não gosta de ti. Ora bem, se entrarmos aí, já estamos claramente a infundir certos sentimentos, que certamente não serão tão construtivos, e no esquema que estávamos a falar, o abuso espiritual seria qualquer coisa como este.

Se não me obedeces, é meu dever castigar-te vigorosamente, de forma que possas aprender a obedecer de forma completa e imediata. Portanto, Alguns conceitos, de acordo com a cultura e a forma como nós fomos educados, podem aí fazer alguma diferença, não é? Eu poderia dizer que a questão do abuso espiritual é basicamente não reconhecer a individualidade, liberdade e dignidades humanas. Estamos com pouco tempo para a tristeza minha, porque eu gostaria de gastarmos

O verdadeiro caráter de Cristo

mais tempo com este assunto, que é perguntar do inverso. Então, o que fazer? Como, que expressões devemos utilizar para disciplinar, mas com o amor de Jesus? Devemos pedir muita ajuda a Deus, devemos procurar ter o Espírito de Cristo, porque o texto de Paulo diz que quem não tem o Espírito de Cristo não é dele. Portanto, eu devo vigiar as minhas próprias ações. De facto, o abuso espiritual é algo terrível, faz com que a imagem de Deus seja muito afetada, faz muitas pessoas desistirem de Deus e desistirem da sua comunidade de fé, o que é trágico. Por isso, acho que todos faríamos bem em mergulhar no exemplo de Cristo, no caráter de Cristo e modelar o nosso comportamento, com a sua ajuda e o seu poder, nesta linha.

Quando nós pensamos, por exemplo, na forma como Jesus atraía as crianças, se elas tivessem medo de Jesus, certamente que não iam à procura de Jesus. Quando vemos a maneira como Jesus tratou aquela mulher apanhada em adultério, Olha, vai e não peques mais. Quando vemos, por exemplo, o Salmo 23, não é? O Senhor é o meu pastor, o Senhor é aquele que supera as minhas necessidades, não é? Não temerei, porque eu tenho alguém que cuida de mim. Quando olhamos para a forma como a mulher samaritana interagiu com Jesus, ela estava completamente isolada, ela sentiu-se aceita e incluída por Jesus.

E aquela mulher não só sentiu-se extremamente encorajada pela sua interação com Jesus, como ela vai depois voltar a estar em contato com a comunidade. O texto nos diz, eu saltei isto quase que assumindo que todos sabem isto, que ela estaria provavelmente à hora do almoço no poço, não é? Ora bem, ninguém o fazia porque era a hora mais quente do dia, por isso ela estava a evitar o contacto social. O certo é que depois de estar em contacto com Cristo, ela não evita, mas procura o contacto social para partilhar aquilo que ela tem de bom. Ou seja, a verdadeira e genuína religião não infunde medo, terror, não nos exclui dos outros, Pelo contrário, aproxima-nos, porque quando eu amo a Deus e sinto o seu amor, eu tenho maior compaixão, maior aproximação pelos outros.

Eu não sinto que esteja a julgar os outros, porque eu também sei que fui perdoado e amado por Jesus, não é? As obras da carne são terríveis. O fruto do Espírito é amor, bondade e paciência. Eu termino com este versículo de Miqueias 6,8. Ele te declarou ao homem o que é bom e o que o Senhor pede de ti. Pratiques a justiça, ames a bondade e andes humildemente com o teu Deus. Ora, se seguirmos isto, não há abuso espiritual. Fantástico. Obrigado, Daniel, passo a gostar desse lado, porque não muitas vezes também procurar ajuda na literatura especializada, enfim, na igreja, com... as pessoas certas para saber como fazer, como educar os nossos filhos, mesmo que seja no caminho do Senhor.

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Até ao próximo programa, se Deus quiser.

Sobre este episódio

Neste episódio do Ser Família, aborda-se um tema pouco falado, mas profundamente real, o abuso espiritual. Uma forma de violência subtil, muitas vezes invisível, que utiliza a fé, a religião ou até textos bíblicos como instrumentos de controlo, manipulação e opressão.

Série
Ser Família · 66 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 32
Estreou
08 de Dezembro de 2025
Categoria
Família