Mais um Ser Família e voltamos a estar na sua companhia para o terceiro programa desta nova série onde estamos a abordar assuntos contemporâneos que afetam a família de hoje. Vamos estar mais uma vez com Daniel Bastos. Daniel, mais uma vez bem-vindo. Obrigado. Enfim, tu decidiste trazer para o programa de hoje um assunto que já foi tabu durante muito tempo, evitava-se falar, não se podia falar de todo, passou a ser comum ou até mesmo banal. Eu diria que hoje em dia parece que é novamente tabu falar sobre este assunto, que é a questão da homossexualidade. Porquê é tão importante continuarmos a falar sobre este assunto? Sem dúvida, é um assunto que é bastante polémico, controverso, porque existem opiniões fortes contra e a favor.
E porque tem havido um debate bastante grande sobre esta temática. A realidade é que nós temos a sociedade até dividida nestas questões, igrejas também e as famílias também. Agora, é preciso falarmos sobre isto, porque este é um assunto que afeta a família e, sobretudo, causa muita dor. Imaginem uma família em que um membro vive estes sentimentos, esta luta interior durante anos e um dia acaba por se manifestar e revelar a sua orientação sexual.
Isto é um choque, há ali um sentimento de grande dor, sofrimento, perda, sentimentos muito confusos. Eu tenho um livro que adquiri há pouco tempo que é a história de uma mãe a contar o que se passou quando o filho, que estava para casar, acaba por adiar o casamento e finalmente decide não casar e depois a razão era esta, não é? Portanto, é um tema que mexe muito com a família, que tem tudo a ver com a família e ao mesmo tempo é um tema que é debatido, mas que continua a ser um bocadinho desconhecido.
Porque, por exemplo, é importante conhecermos que existem diferentes tipos de homossexuais. Existe, por exemplo, aquele homossexual invertido ou constitucional, que é definido como sendo uma pessoa que tem uma atração erótica constante e quase exclusiva por pessoas do mesmo sexo e uma indiferença em relação a relações sexuais com pessoas do sexo oposto. Depois existe o homossexual de contingência, que são normalmente adolescentes cuja identidade sexual ainda não foi completamente desenvolvida, ou então heterossexuais, que podem ser adultos, entediados.
com a sua heterossexualidade e dispostos a experimentar uma sexualidade diferente com uma pessoa do mesmo sexo. E, finalmente, existem os homossexuais circunstanciais. Na falta de encontros heterossexuais, recorrem a escapes homossexuais. Portanto, há aqui diferenças profundas nas pessoas. Calcula-se que pode afetar uma porcentagem de 5% da população, mas eles são, entre eles, todos diferentes e é preciso que nós compreendamos isto. Eu poderia dizer que não são só nuances diferentes, porque cada um deles tem impactos profundos e diferentes, quer neles próprios, quer no meio onde estão envolvidos, e se já tiverem famílias, quer na família.
E isso mostra que este assunto devia ser olhado de forma séria, mas também, eu diria, até de forma estudada, ou seja, de uma forma mais científica devido à complexidade de tudo isto, E a forma como muitas vezes isto afeta profundamente, e tu até mencionaste no início do programa de hoje, usaste a expressão dor, porque muitas vezes isto é extremamente doloroso para os próprios e para as famílias, não é? É, não foi sequer há um ano que eu tive a oportunidade de estar num lugar onde um senhor, publicamente, não o conhecia, mas ele contou a sua história. E uma história dolorosa, eu tive vontade de chorar mesmo.
Porque este homem conta como aquele menino que era uma criança cheia de vida, muito espontânea, muito genuína, sempre com um sentido de justiça e de querer fazer o que era reto e o que era bom. Foi crescendo, torna-se num adolescente. e depois vai fracassando em tudo aquilo que faz. Passa pelo exército, passa por determinada atividade. Tentou fazer um curso universitário. Ele não consegue fazer nada. Nada com sucesso. Até o momento de ele revelar a sua orientação sexual, E depois disto, uma cirurgia para mudança de sexo e sempre isto acompanhado com uma grande depressão, com um sentimento de frustração enorme.
uma dor agonizante e aquele pai a dizer que aquele filho agora tem uma série de problemas de saúde, vive sozinho e nunca sabe quando vai receber a notícia de que o filho já se suicidou. Portanto, um problema extremamente doloroso, difícil. Por isso é que nós devemos falar sobre este assunto, sim, porque estamos aqui para falar da família e devemos ter este cuidado de sentir que ele é um assunto
que traz muita dor e por isso não podemos falar de qualquer maneira deste assunto, mas por outro lado também é preciso dizer aquilo que é o que é correto, o que é certo sobre esta temática. É interessante que, neste caso, como cristãos, ver que Jesus lidou e conversou e tratou com respeito e com dignidade todas as pessoas. fossem elas quem fossem, tivessem elas em que situação tivessem. Nenhuma destas pessoas se sentia condenada por Jesus, porque Jesus não veio condenar, Jesus veio salvar.
Por outro lado, nenhuma delas sentiu que alguma prática que estivesse a ter menos correta estava a ser validada por Jesus. O que Jesus queria era dar uma oportunidade a todas as pessoas. E é preciso, então, ter esta noção de fazer distinção entre aquilo que é uma orientação e aquilo que é uma prática. Este aspecto é muito importante. Compreender de forma inequívoca aquilo que a Bíblia realmente diz sobre isto, na mesma medida em que a Bíblia oferece esperança e promove o arrependimento e uma nova vida para qualquer pessoa, independente da sua orientação sexual, porque todos nós somos humanos, temos falhas e temos os nossos erros também.
Mas, no meio de todo este diálogo, é preciso ter em conta que a Bíblia é uma fonte de autoridade e compreendê-la e saber interpretar a Bíblia e a natureza daquilo que está escrito da forma devida, para também não ficarmos desorientados entre o que poderá ser certo, normal ou errado e anormal. É preciso não perdermos também os parâmetros, não é? Então, seria interessante nós, quem sabe até, deixarmos esse assunto para depois do intervalo, percebermos o que é que a Bíblia diz, porque, sobretudo para aqueles que têm a sua Bíblia como livro orientador de vida, temos a certeza do que é que a Bíblia ensina sobre o assunto nas diferentes práticas.
Mas, antes mesmo, gostaria de perguntar isto. Isso dá-me a sensação que a noção que tu trouxeste agora de como lidar com o homossexual e com a homossexualidade não é diferente de todos os outros assuntos. Porque o princípio é que Jesus sempre olhou para o erro e não para o errante. Em qualquer área. Nós estamos a falar só desta área, não é Daniel? Claro. É preciso fazer a distinção entre a pessoa e a prática, não é? E nós precisamos de amar as pessoas. Lembro-me de programas que fizemos no passado, mesmo na educação dos filhos, quando acontece algo que os filhos fizeram de errado, tão simples quanto isso, o princípio já se aplica aí.
Não vamos valorizar nem dizer que é sempre assim, tu és um desastrado, qualificando a criança, mas se há algum problema vamos olhar para o erro em si, para a falha em si, não qualificando a criança. O princípio extrapolando é o mesmo, não é? Exatamente. É. Nós devemos fazer a diferença entre o ato e a pessoa. Claro. Muito bem. Porque não queremos fazer a indiferença, dizer-lhe que já a seguir vamos continuar com este assunto, na segunda parte. Para já vamos fazer um pequenino intervalo e logo a seguir estarei aqui com uma oferta muito especial para si. Até já. TV Novo Tempo.
O canal da família. O canal da esperança. Estamos de volta para a segunda parte do nosso Ser Família de hoje e como o prometido é devido, aqui está a oferta. Hoje o que tenho para si é o guia de estudo Mente Feliz. Um guia de estudo que fala sobre as questões da mente, a saúde mental, tem também vários desafios, aquilo que acaba por desequilibrar também esse mesmo bem-estar mental e uma das lições, neste caso concreto a lição número 4 fala sobre os grandes desafios da família e, claro, como lidar com eles e como ultrapassá-los. E é totalmente gratuito este Guia de Estudo. Basta enviar-nos uma mensagem a dizer MENTE FELIZ para o 933 93 92 91 e vai-nos fazer muito felizes a nós desse lado, porque será um prazer enorme fazer-lhes chegar gratuitamente este Guia de Estudo.
Daniel, Voltamos ao assunto difícil e polémico. Estamos a falar de sexualidade e tinha-te prometido que gostaria que tu me explicasses o que é que a Bíblia diz, o que é que a Bíblia fala e já agora, se puderes e estiveres preparado para isso, falar das duas realidades. O que é que a Bíblia diz sobre a homossexualidade, se é que fala sobre o assunto, mas também do homossexual e se faz a diferença, como estávamos a falar, entre as duas questões. Sem dúvida. O que hoje nós temos, e isto gera, sim, uma grande confusão, é que entre aqueles que utilizam a Bíblia como referência no ensino, temos aqueles que dizem claramente aquilo que a Bíblia diz sobre o tema, mas outros que vão interpretar isto de uma maneira diferente e vão dizer, não, não é bem isto que quer dizer, quer dizer alguma coisa diferente.
Então, é preciso nós termos uma ideia clara daquilo que a Bíblia ensina sobre isto e nos posicionarmos em relação a isto. na compreensão do assunto. Mas depois não invalida que utilizemos como modelo a forma como Cristo tratou todas as pessoas. Eu estava até de copé e peço desculpa por isso. Não podemos olhar para a Bíblia apenas numa determinada parte, ou num determinado capítulo, ou num determinado versículo, para tirar daí uma conclusão. Temos que olhar para ela no seu todo, não é? Claro. Logo no início, A Bíblia ensina que Deus, em Génesis capítulo 1, versículo 27, criou homem e mulher, os criou.
Aqueles que advogam uma posição diferente dizem, bem, claro, ali só está descrito isto desta maneira e é homem e mulher, uma relação heterossexual, claramente, porque era necessário para a procriação. Ora bem, Isto é reduzir a relação heterossexual só à procriação. E à própria sexualidade, não é? Exatamente. Isto é um erro crasso que o próprio cristianismo durante muito tempo advogou, mas que nós hoje compreendemos, estudando a Bíblia, que não é assim. E, estudando a anatomia e fisiologia, sabemos que não é assim. Portanto, no plano original, Génesis 1.27 deveria ser extremamente elucidativo.
Homem e mulher os formou. Depois, nós encontramos, sim, várias alusões à homossexualidade na Bíblia. Poderíamos mencionar, por exemplo, Sodoma e Gomorra, em que, assim como também uma experiência descrita em Juízes 19, quando um levita em Jibiá, em tribo de Benjamin, Ele é assediado pelos homens lá da terra, assim como os anjos foram em Sudoma, que quiseram abusar deles. Portanto, casos aqui de violência sexual. Alguém dirá. é porque o que está errado é a violência sexual.
Mas se nós estudarmos Judas, versículos 7 e 2 Pedro, capítulo 2, 6 a 10, que fazem referência à experiência de Sodoma, vamos ver que não é apenas a violência que está em causa, mas é toda a licenciosidade, uma prática incorreta da sexualidade que ali é questionada. Depois, há quem tente ler na Bíblia que a relação de Davi e Jónatas ou de Ruth e Noemi, por exemplo, eram relações homossexuais. Bem, é verdade que é preciso muita criatividade, imaginação, não é? Portanto, isto é claramente especulativo, porque os textos nunca o dizem de forma pelo contrário.
Mas há muitos textos, ou pelo menos alguns, que são muito explícitos em relação àquilo que a Bíblia tem a dizer sobre esta prática. Eu poderia mencionar, por exemplo, Levíticos 18, 22, que diz, com o homem não te deitarás como se fosse mulher. Portanto, aqui é um texto extremamente claro. Levíticos 23 diz, quando também um homem se deitar com outro homem como com mulher, ambos fizeram abominação. Portanto, a Bíblia, ela é clara. Ela diz, onde há o Espírito do Senhor, aí há liberdade. Deus dá-nos liberdade de escolha. Cada pessoa tem e pode e deve fazer as suas escolhas.
Eu não posso é dizer que a Bíblia diz uma coisa que ela não diz, porque isto depois vai induzir em erro quem, de facto, quer se deixar orientar pela Bíblia, não é? A prática de Jesus com as pessoas que tinham algum tipo de comportamento fora daquilo que deveria ser, dentro daquilo que era correto, é uma atitude de compaixão, não é? Quando Jesus encontra aquela mulher apanhada em adultério, Jesus vai lhe dizer, eu não te condeno. Porque Jesus vem sempre, é para salvar. Mas ele depois diz, vai e não peques mais. Portanto, olha, o caminho é este. Esta prática não está correta.
Não é este o plano original. Não foi assim, não foi para isto que o homem e a mulher foram criados. Mas, eu não te condeno por aquilo que já fizeste. Agora, acredita naquilo que eu propus originalmente, e tu vais ver que vais ser mais feliz. No fundo, é isto que Jesus está a dizer. Quando Jesus é questionado sobre a questão do divórcio, e vamos encontrar isso em alguns lugares, ele vai dizer, no início não foi assim. Portanto, o modelo e o paradigma começa no Jardim do Éden, não é?
Claro que quando Jesus estava... Há pessoas que dizem, em relação aos dois textos que eu li de Levíticos, dizem, bem, mas aquilo eram regras mosaicas, não é? Quando Jesus vai no Sermão da Montanha e noutros lugares falar sobre a licenciosidade ou sobre a impureza sexual, qualquer judeu sabia do que ele estava a falar e certamente que Deuteronómio 18 e 20 estavam na mente de qualquer judeu e também de Jesus, portanto, onde estão também prescritas estas questões. Então, nós encontramos depois no Novo Testamento, Paulo, por exemplo, a dizer que no capítulo 1, versículo 26, ele diz que Deus os abandonou às paixões infamas porque até as mulheres mudaram o uso natural, contrário à natureza, e os homens, deixando o uso natural da mulher se inflamaram em sua sensualidade uns com os outros.
Claramente, Paulo está a falar sobre a questão homossexual aqui. E ele também vai usar mais à frente, em 1 Coríntios, uma referência aos homens efeminados e sudomitas. Portanto, em 1 Coríntios, capítulo 6, versículos 9 e 10. De forma que... Se nós formos rigorosos, sérios, com aquilo que uma boa interpretação da Bíblia deve ser, nós, e eu não citei todos os textos aqui, não é? Paulo ainda, em I Timóteo, também vai voltar a falar sobre os sodomitas.
Nós temos que ser claros, a Bíblia não valida a prática homossexual. a Bíblia não sanciona esta prática. Portanto, na Bíblia ela é uma prática condenada.
Nós temos que aceitar, admitir, não foi este o plano original de Deus, não é este o caminho a seguir proposto por Deus, não é? Sendo que, muitas vezes, este discurso é apelidado de discurso homofóbico. como que, sendo que muitas vezes até pessoas que defendem este mesmo princípio, têm esta mesma ideia, acabam depois por o fazer, ou seja, tendo uma atitude incorreta para com o homossexual e não para com a homossexualidade. Mas e como sociedade devemos temer estes tipos de acusação, enfim, temer sermos apelidados homofóbicos sempre que defendemos estes princípios bíblicos?
Uma estratégia que algumas pessoas tomam é não falar do assunto. É o mais seguro. É evitar falar do assunto. Agora, nós como sociedade, e até há quem questione porquê é que a igreja tem que se posicionar ou tem que falar sobre este tema, não é? Isto não é religião, não é? Exatamente. Não é assunto para a igreja. É. Porquê é que o tem que fazer? Bem, nós somos parte de uma fazemos parte de uma sociedade, não é? A sexualidade, embora seja um assunto que diz respeito a cada pessoa, não é um assunto privado.
Porquê? Porque vai afetar toda a sociedade, não é? As escolhas individuais afetam a sociedade e afetam a igreja cristã também. Por isso, a igreja E a sociedade tem o direito de se exprimir e de verbalizar o seu pensamento em relação a esta questão. Quando temos, por exemplo, uma infeção num membro do corpo, não podemos dizer que aquela infeção está circunscrita ao dedo, não é? E o que acontece com o meu dedo não vai... Não, afeta tudo. Portanto, é importante que a sociedade, a igreja e cada pessoa possa compreender e tomar a sua posição.
Mas, ao defender a verdade bíblica, ao defender aquilo que Deus deixou sobre isto, é importante subscrever que a Bíblia também nos ensina. a ter um profundo respeito por todas as pessoas, independente da sua orientação sexual. Ou até do seu pensamento. Podem pensar diferente de nós e terem que ser respeitadas como tal, não é? Exatamente. A Bíblia também nos ensina que cada pessoa foi criada por Deus e por tal Ele a ama profundamente. Como cristãos nós deveríamos ser contra qualquer discurso de ódio, de humilhação ou de abuso de pessoas que o são por serem homossexuais.
Há uma grande diferença, e é preciso que nós compreendamos isto, entre a pessoa ter uma orientação e a pessoa ter uma atividade, ser ativa no campo homossexual. A Igreja apoia aqueles que lutam para serem puros, para não caírem em tentação, ainda que tenham uma orientação sexual homossexual. Assim como aquelas pessoas que têm uma orientação sexual hétero, mas que não têm um cônjuge. Elas também são incitadas a viver uma vida de pureza. Portanto, a sexualidade no plano original de Deus é apenas para o casamento heterossexual. Jesus foi solteiro e por isso ele deixa aqui um modelo e um exemplo.
Nós devemos tratar a todos com compaixão porque todos somos pecadores e dependentes da graça de Deus. Somos chamados a servir a Cristo e a seguir o seu exemplo e a nos separarmos também daquilo que é o pecado. Obrigado, Daniel. Como disseste, este é um assunto bastante complexo e doloroso e não podíamos abordar todos os assuntos. Certamente ficou muita coisa por dizer nestes minutos do Ser Família de hoje. Vamos fazer mais programas, vamos voltar a estes outros assuntos, mas queremos lembrar o novo Guia de Estudo que temos para lhe oferecer. Mente Feliz é o novo Guia de Estudo totalmente gratuito. Basta enviar-nos uma mensagem para o 933 939291 para depois entrarmos a contar que consigo lhe oferecermos este espetacular manual.
Dizer-lhe também que este programa estará disponível em podcast em radioaccess.pt e também no YouTube da Novo Tempo Portugal. Vamos continuar a falar sobre os desafios da sociedade de hoje que encontramos nas nossas famílias no próximo programa e marcamos o encontro consigo. Até lá, se Deus quiser.
Neste episódio do "Ser Família", abordamos um tema sensível e muitas vezes polémico: a homossexualidade. Com o convidado Daniel Bastos, exploramos o impacto desta realidade nas famílias, a distinção entre a pessoa e a prática, e o que a Bíblia ensina sobre o assunto. Descubra como Jesus lidou com todos com compaixão e dignidade, e como podemos enfrentar este desafio com amor e verdade. 🕊️👨👩👧👦