De volta para mais um Ser Família. É um prazer enorme estar na sua companhia. Hoje damos início a uma nova série. O que se mantém, como sempre, é a presença do Daniel. Mais uma vez, Daniel Bastos, bem-vindo. Obrigado. Daniel, tu escolheste como título desta nova série, e vamos aproveitar este primeiro programa da série, exatamente para dar introdução àquilo que será o assunto que nos vai levar ao longo de vários programas, assuntos contemporâneos que afetam a família. Eu diria que isto se calhar daria para fazermos o Ser Família quase para sempre, não é? Porque está sempre em atualização, infelizmente, e a realidade hoje é bem diferente, como já vimos no passado, das realidades das famílias do antigamente, não é? É, é exatamente isso.
Mas há verdades que se mantêm e podemos analisar todas as coisas a partir da família, não é? A sociedade é feita de famílias e quanto melhores forem as famílias, melhor será a sociedade. Existia um autor, Karl Zimmermann, que ele escreveu uma obra, chamava-se Família e Civilização, e ele demonstrou que as sociedades onde a estrutura familiar estava mais sólida, era uma sociedade mais próspera e mais estável. Portanto, é quase senso comum, podemos dizer aqui.
Só que, se é verdade que família contribui para a sociedade, no sentido positivo ou negativo, também é verdade que a sociedade afeta a família. Somos frutos do meio, não é também? Exatamente. E nesta série de programas o que vamos trabalhar e ver exatamente é como aquilo que foi acontecendo na sociedade depois acaba por repercutir na própria família. E a família de hoje é, sem dúvida, muito desafiada por todas as transformações que a sociedade foi experimentando. até chegarmos ao ponto em que estamos, não é? Então, eu diria, dentro desses assuntos contemporâneos, concretamente, especificamente, que assuntos ou que problemas, questões tu queres abordar?
Vamos dedicar, então, a alguns episódios, programas a alguns temas. Por exemplo, a questão das uniões de facto e a coabitação. É um tema bastante atual. Vamos falar também da questão da homossexualidade. Vamos falar sobre os casamentos sem sexo, casamentos sem filhos. Vamos falar sobre novos métodos de fazer bebés, vamos falar sobre a questão da adoção das crianças e também vamos falar sobre questões éticas relacionadas com doenças crónicas ou também com dinheiro. A realidade é que, tendo a sociedade mudado tanto, hoje nós vemos as coisas de uma maneira diferente daquilo que, por exemplo, eu via há 34 anos, quando me casei, ou daquilo que era a sociedade há 50, quando eu ainda era uma criança, ou há 100, quando o meu avô era um jovem, ou então há 200 e mais anos, quando a sociedade passou por profundas transformações.
E na tua opinião, que mudanças foram essas? Que mudanças é que nós podemos atribuir na sociedade, socioeconómicas em geral, que possam fazer das famílias aquilo que elas são hoje?
Bem, nós temos que entrar aqui um bocadinho na história, fazer aqui um passeio de cultura geral, não é? Para perceber como a família foi sendo transformada pela sociedade ao longo dos anos. Poderíamos, talvez, começar com o século XVII, XVIII, com o Iluminismo. Este foi um movimento filosófico e intelectual que, sim, surgiu contra as instituições. Substituiu, vamos dizer, a autoridade da Igreja Católica pela razão e pela ciência. Ora, o que aconteceu é que a razão, a liberdade, a paixão, todas elas ganharam voz, não é?
Com este grande movimento que teve lugar. Neste movimento se inspirou, por exemplo, a Revolução Francesa, depois a Revolução Americana e, nesta última, o casamento passou a ser um contrato civil. o que foi uma mudança brutal daquilo que tínhamos até então. O divórcio passou a ser um processo civil, relativamente simples, e tentou-se, não quero dizer que isso foi alcançado, tentou-se alcançar a equidade dos géneros. Na realidade, isto não foi atingido nessa altura. Há sempre coisas positivas nestes grandes movimentos que foram transformando a sociedade e depois afetando a família.
No caso do iluminismo, nós poderíamos dizer que a família, de alguma forma, foi liberta de um conceito errado que persistiu durante séculos, de que o sexo tinha o único objetivo da procriação. E até um lado pecaminoso. Exatamente. Esta conotação começou a esvanecer-se a partir daí. Por outro lado, alguns valores que a Bíblia considera, os cristãos consideram quase que morais e básicos, começaram a ser desafiados, começaram a ser postos em causa. Depois disto, vem a revolução industrial.
Na sociedade pré-industrial, as famílias viviam e trabalhavam juntas, não é? Normalmente no campo, o serão era passado em família, os pais eram verdadeiramente mentores para os filhos, ensinavam-os a fazer tudo, os laços eram fortes. Nós vemos Isto ainda em alguns lugares do mundo, eu poderia citar, por exemplo, as famílias Amish, que resistiram estas revoluções, em que são extremamente, basicamente, sociedades agrícolas e ainda vivem esse estilo de vida da sociedade pré-industrial, não é?
Mas sem dúvida que esta revolução que começa na Inglaterra e já no final do século XVIII e por aí afora, ele vai transformar a sociedade. Também surgem os países industrializados que vão se tornar ricos e os países que não são industrializados que são pobres. Sendo que vai haver muita coisa que surgiu já no iluminismo, não é? A própria emancipação da mulher, entre outras coisas, as famílias que acabam por se separar para irem trabalhar nas grandes fábricas que surgiram na altura, ou seja, muito dessas coisas também já bebe do que vem de trás, não é? Exatamente. Vamos dizer que uma revolução lança...
Empunga a outra. Exatamente. E então, o que nós temos aqui são as famílias a deslocarem-se para as cidades, E agora elas vão trabalhar nas indústrias, nas fábricas, não apenas o marido, mas principalmente o marido, mas às vezes também a mulher. E, desculpe-me, mais tarde até muito as mulheres, por causa das guerras que entretanto surgiram, empurram muitas mulheres para o mercado de trabalho. Exatamente. Portanto, a família está agora a desenraizar-se das suas... do seu lugar de nascimento, vai para um lugar diferente, com turnos de trabalho que às vezes vão às 14 horas, comumente 12 horas, o pai trabalha fora, a mãe, como tu disseste, cada vez mais, às vezes os filhos mais velhos 14 anos e por aí diante também.
Então, o que acontece é que a família está irremediavelmente alterada na sua estrutura, no seu funcionamento. O homem acaba por sair praticamente daquela presença constante que tinha. A partir daí, deixa de ser aquela pessoa presente no seu agregado familiar. Nós também, como na Revolução anterior, não podemos dizer que foi tudo mal, a partir da Revolução Industrial, alguns acessórios, alguns utensílios que vão... O consumismo começou a surgir também aí. Exatamente. Vão agora ser acessíveis a mais E.
Facilitadores de vida doméstica também. Exatamente. Portanto, a família vai ter algumas facilidades, que vem sempre com o manjo. No entanto, A sua rotina da família foi completamente alterada e agora o desenvolvimento pessoal, que era a ênfase e o foco nos períodos anteriores, dá lugar a uma produção coletiva industrial e as famílias estão distanciadas do seu círculo doméstico. Portanto, tudo isto vai ter um impacto e vai ter o seu reflexo nos anos que vão seguir, até aos nossos dias, não é?
Nós poderíamos, entretanto, continuar neste percurso e poderíamos falar de uma terceira revolução importante.
Chamaríamos-la de revolução marxista. Por causa dos novos ricos que, entretanto, por causa das fábricas foram surgindo. Exatamente. O que é que acontece? Os salários eram muito baixos para aqueles que trabalhavam. Portanto, continuava-se num nível de pobreza muito significativo, talvez até pior, porque agora eles estavam desenraizados, já não tinham o que o campo produzia para lhes favorecer. Enquanto isso, aqueles que dirigiam estavam a enriquecer tremendamente. E é neste contexto que surge a revolução marxista. Dois alemães foram expoentes desta revolução. Estamos a falar de Marx e Engels, não é? E isto também é uma reação ao capitalismo.
E agora a família também vai ser afetada com esta nova revolução por causa do posicionamento ideológico que vem com esta revolução. Engels, por exemplo, preconiza a remoção das bases do casamento tradicional, a propriedade privada e a dependência da esposa no marido e filhos dos pais. A religião passa, em alguns dos escritos, a se tornar supérflua e a educação que era dada no lar passa a ser substituída pela educação dada pela sociedade. Há mesmo, isto nunca passou da teoria, mas há mesmo a ideia de que a família deixaria de ser necessária, não é?
Poderia até entrar em extinção. O interessante é que a família é vista como uma instituição da burguesia, E a manutenção dela, quando já não existe o sentimento natural, também não faz sentido, por isso há uma certa liberalização em relação às questões da separação e do divórcio, não é? Todas as instituições que valorizavam a família, como a religião e muitas outras, não é? Exatamente, exatamente. Poderíamos dizer que estas ideias, no seu limite ou na sua essência, foram melhor produzidas, portanto, a continuação deste pensamento desencadeou, por exemplo, a experiência da comunidade de Oneida, no Estado de Nova Iorque, onde não havia uma família, vivia-se numa comunidade e todos eram maridos de todas, e todas eram esposas de todas.
Dizer que isto durou entre os anos 1848 e 1891, e o que aconteceu foi que os filhos eram filhos de todos também. Ninguém sabia quem era o pai, quem era a mãe, não é? E este tipo de pensamento, esta experiência, depois tem a sua continuidade com o Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt e com António Gramsci, Mas, portanto, a família também é muito afetada, com toda esta nova forma de pensar. Olha, antes de continuares com a tua história, lembra-te, por favor, então, onde vais. Vamos no marxismo, porque agora precisamos fazer um breve intervalo e já continuas. Então, por favor, para sair gostado desse lado, prometo que são mesmo apenas pouquinhos minutinhos, um ou dois minutinhos, para este intervalo.
Já a seguir estamos de volta para a segunda parte e também com uma oferta muito especial para si. TV Novo Tempo, o canal da família, o canal da esperança. Como lhe disse, estamos de volta para a segunda parte do Ser Família de hoje. Estamos a falar dos desafios que as famílias enfrentaram ao longo da história, mas sabemos, todos nós sabemos, que as nossas famílias de hoje também enfrentam grandes desafios. E é por isso mesmo que a Novo Tempo preparou para si um guia de estudo, uma revista com o título Entre Família, preparada por especialistas exatamente com os principais desafios que as nossas famílias enfrentam nos dias de hoje e também o que podemos fazer para superá-los ou até mesmo para evitá-los.
E o melhor de tudo é que é totalmente gratuita. Basta enviar-nos um SMS, uma mensagem escrita para o 933 93 92 91 933 939291, depois entraremos em contato consigo para lhe fazer chegar a esta revista, a sua casa. Daniel, desculpa, interrompi-te. Estávamos precisamente na parte do Marxismo e logo a seguir, depois disso, começam a haver os movimentos de emancipação da mulher, entre outros, não é? Exatamente. Poderíamos falar aqui de uma revolução feminista. O certo é que no final do século XVIII, as mulheres na Europa começam a abraçar a causa dos vulneráveis e também a defender a equidade de género.
Nos Estados Unidos, 50 anos depois, isto também se vai verificar, em que as mulheres vão abraçar, por exemplo, a causa da escravatura, a abolição da escravatura, a intemperança, a questão do álcool. Isto, compreende-se, é que os maridos alcoolizados não lhes tornavam a vida nada mais fácil, não é? E mais tarde elas também vão lutar por salários iguais, portanto, Há aqui um caminho muito nobre e muito justo que as mulheres vão fazer a partir de uma certa altura, mas que vai desencandear também um movimento e este movimento depois, tanto na Europa como nos Estados Unidos, em determinada altura começam a ir numa outra direção.
Por exemplo, Simone de Beauvoir, aqui na Europa, e Betty Friedan, nos Estados Unidos, Elas começam a escrever no seu pensamento, na sua apologia das suas ideias, a dar a ideia de que o casamento é um símbolo da opressão da mulher. E elas gradualmente fazem com que o seu pensamento torne-se anti-homem, anti-família e, mais tarde, pró-lesbianismo. Portanto, Dizer que esta revolução teve impacto, sim, sem dúvida, que foi tudo negativo de todo, há aspectos muito positivos.
Por exemplo, esta revolução ajudou a combater o abuso doméstico sobre as mulheres, assim como também ajudou a mulher a encontrar espaços na sociedade para o desenvolvimento das suas competências, dos seus dons. Agora, o que há de negativo é, sem dúvida, estes sentimentos fortes contra o casar, contra o ter filhos. E mesmo quando se casa e tem filhos, a mulher, influenciada pelo pensamento que vem desta fase da história, ela vai se retirar do lar. e também vai deixar este papel fundamental, no fundo, algo que já tinha acontecido com o homem na Revolução Industrial.
Portanto, se a Revolução Industrial tira o homem do lar, a Revolução Feminista vai tirar a mulher do lar. Se mostra logo o impacto que tem nos filhos, nas crianças. É verdade que também surge neste momento, de uma forma mais genérica, a noção do ensino, das escolas e por aí fora. Passa a haver a necessidade daquilo que nós hoje conhecemos como ATL, ou Jardins de Infância, porque havia necessidade, a expressão é pensada, de depositar as crianças para os dois poderem estarem fora do lar. Logo, as crianças e as gerações futuras passaram a ter um impacto muito grande a partir daí. Exatamente. Portanto, foi-se construindo na sociedade aquilo que nós temos hoje. Não é um acidente. Não.
Há todo um percurso, foram vários degraus que se foram subindo ou descendo, não
é? Para que as coisas... Até que nós chegamos a uma próxima revolução que nós poderíamos chamar aqui de revolução sexual. No início do século XX já havia um número significativo de humanistas, filósofos, psicólogos, que consideravam a abstinência sexual fora do casamento como uma espécie de tabu religioso obsoleto e que deveria ser abandonado sobre pena de uma pessoa não alcançar verdadeiramente o seu ideal, o seu potencial, não é? Como pessoa. Paralelo a isto, nós temos o pensamento existencialista de que ninguém tem direito de dizer ao outro como é que ele irá satisfazer os seus próprios impulsos, sexuais.
Portanto, Freud nessa altura, também antes, tinha ensinado que algumas destas ansiedades psiconeuróticas tinham a ver com a repressão do líbido, com a inibição do líbido. Com certeza que alguns estudiosos da matéria e teóricos que tentam explicar a revolução sexual dizem que a urbanização, portanto um ambiente menos provinciano onde as pessoas são muito mais individualistas, a facilidade de locomoção e a comunicação de massa foram preponderantes para esta explosão que vem ser a revolução sexual.
E isso tudo se ao mesmo tempo não estivesse a acontecer a massificação da imprensa, a escrita, a televisão, o surgimento da televisão, o rádio, com as publicidades bastante sexualizadas que começam a surgir nessa altura. Ou seja, temos aqui, eu diria, um bolo completo para aquilo que foi este problema, esta revolução sexual, não é? Claro. Entretanto, chegamos aos anos 60, temos a pílula, não é? E já sabemos o que é que. Isso... E depois a pílula do dia seguinte. Exatamente. Tivemos a guerra do Vietnã. em que surge aquela frase célebre dos hippies e temos nesta altura os Beatles, faça amor e não guerra, não é? Portanto, uma apologia, uma apologia que vem-se...
E o que é que acontece é que nós temos aqui, então, algumas coisas que aconteceram durante este período que ajudaram certamente a mudar o pensamento, a forma de estar, a prática e o estilo de vida das pessoas. É verdade que com a revolução sexual muitos conceitos errados que vinham de trás caíram por terra, o homem deixou de passar A ideia da mulher como objeto sexual do homem caiu também, foi caindo, foi ficando para trás, mas também é uma altura em que os crimes sexuais começam a multiplicar-se e assim por diante.
Bem, nós ainda tínhamos aqui uma quantidade de revoluções para mencionar, mas deixa-me mencionar a revolução tecnológica, que tem também um efeito muito grande, não é? Com depois o descartável, a cultura do divórcio na sequência disto. Depois temos a revolução digital e cibernética com os computadores e hoje nós todos sabemos o que é que se passa. Até que chegamos também à revolução do género, quando o sexo e género, que sempre foram sinónimos, agora são colocados como duas coisas distintas. Judith Butler, por exemplo, afirma que o género não é a mesma coisa que sexo e é um construto social, ou seja, é algo criado pela sociedade.
E hoje, em vez de dois sexos, nós, de dois géneros, perdão, nós temos 70, alguns livros falam de 100 ou 120. E depois a revolução Queer, que tem a ver com tudo aquilo que é estranho, tudo aquilo que não é heterossexual. Ora, tudo isto, sobre o qual vamos falar noutros programas, acaba por definitivamente alterar a forma como as pessoas veem a família, a sexualidade e o comportamento das pessoas. Sendo que eu espero que entre nós tenhamos também a oportunidade, quer em cada um desses programas, quer depois mais à frente, poder falar então quais são os
modelos e o que fazer perante toda essa evolução e revolução. Temos que trazer também a parte positiva. Claro que sim. O que nós vemos é que ao longo da história houve mudanças que trouxeram algumas coisas positivas, outras, que preocupam. Hoje, se a família tem desafios muito grandes, poderíamos dizer que estes desafios também estão relacionados com as coisas negativas ou menos boas que foram acontecendo. E, no meio de tanta mudança, é preciso compreender que a família tem uma base sólida Ela tem valores que são imutáveis, ela tem um princípio e, ao falar sobre as mudanças, é preciso, sim, defender aquilo que não deve mudar, aquilo que deve permanecer, aquilo que é imutável, aquilo que vem desde o início daquele que é o criador da família.
E eu acrescentaria saber a diferença entre ambas as coisas, não é? Claro. Para si que está desse lado, mais uma vez, obrigado pela sua companhia. Dizer-lhe, quer para si que está na TV, quer para si que nos ouve na rádio, que temos para todos esta oferta especial, o Guia de Estudo Entre Família, um guia fantástico, cheio de dicas práticas e também com alguns questionários que poderá fazer ao longo das diferentes lições que compõe esta revista, para que possa perceber, às vezes até podemos estar a ter uma dificuldade e nem nos damos conta que ela existe. E o melhor de tudo é totalmente gratuito, basta enviar-nos um SMS, uma mensagem, para o 933 939291. Dizer-lhe também que este programa estará disponível em podcast. em RadioRCS.pt e também no YouTube da Novo Tempo Portugal.
Este programa chega ao fim, mas damos início a uma nova série que desde já marcamos encontro consigo para o próximo encontro. Mais uma vez um grande abraço e até ao próximo Ser Família.
Como é que a sociedade molda a nossa família? Neste primeiro episódio de uma nova série do "Ser Família", Daniel Bastos explora as grandes revoluções históricas — do Iluminismo à era digital — e o seu impacto na estrutura familiar. Descubra como as mudanças socioeconómicas transformaram os lares e quais os valores que permanecem imutáveis. Uma viagem fascinante pela história para entender os desafios do presente. 🏠✨