Vontade

Vontade

16 de Junho de 202625 min 18 s

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Abertura e reflexao

e aí Seja muito bem-vindo, muito bem-vinda, que alegria contar consigo. É um privilégio partilhar este ecrã e este tempo com quem procura todos os dias algo novo na busca de um novo rumo. Prepare o seu coração, pois o convite para a reflexão sobre como potenciar o lado positivo da sua rotina começa agora. Seja então muito bem-vindo ao Palavras e Virtudes.

Aqui, na sua novo tempo, abrimos este espaço semanal para, com palavras, contemplar as virtudes que transcendem o comum. Afinal, as palavras que preferimos moldam o nosso mundo, mas são as virtudes que cultivamos no silêncio do coração que definem realmente quem somos. Eu sou o Jorge Machado e convido-o a estar connosco nos próximos minutos. Embora a busca pela felicidade seja frequentemente focada em conquistas externas, a Bíblia ensina que a verdadeira plenitude nasce de dentro, num coração onde Cristo possa habitar.

Contudo, existe uma força fundamental que transforma esse ensinamento em prática. Hoje proponho-lhe como tema para a nossa reflexão a palavra vontade. Qual é o papel da vontade na caminhada da fé? como alinhar o nosso querer com os princípios eternos para encontrar a paz que tanto buscamos. Hoje, vamos descobrir que a maior virtude da vontade é saber onde ela deve repousar. Antes de avançarmos, permita-me partilhar algo que será um seu aliado na busca pelo conhecimento.

Tenho em mãos este guia de estudo, o guia de estudo de sentimentos, a ciência do existir. Uma obra essencial para quem não abre mão do equilíbrio emocional e de uma mente sã. Este guia foi elaborado pela doutora Rosana Alves, especialista em neurociência, com larga experiência na área da neuropsicologia, a ciência que estuda as relações entre o cérebro e o comportamento humano. Quer saber a melhor notícia? O Guia de Estudos Sentimentos é um presente para si, sem qualquer custo. É gratuito. O Anovo Tempo Portugal quer caminhar ao seu lado oferecendo as ferramentas necessárias para o seu bem-estar integral.

Faça já o seu pedido, entre em contato conosco pelo telefone 933 93 92 91. Não deixe para depois, ligue agora ou no final do programa, repito, 933-939291. Ou então aceda ao site oficial da Novo Tempo Portugal para solicitar o seu exemplar gratuito. Comece hoje mesmo a compreender mais profundamente qual é a melhor forma de

O motor da personalidade

viver. Hoje escolhi falar-lhe sobre aquilo que podemos considerar o motor da personalidade humana. Estou a referir-me à nossa vontade. Não há muito a dizer sobre a origem da palavra vontade. Todos sabemos que se trata de um substantivo feminino que tem origem no latim, voluntas, que advém do verbo latino volere, que quer dizer querer. Com o decorrer do tempo, esta palavra foi evoluindo em termos do seu significado e nos nossos dias ela passou a ter a conotação de propósito, ou seja, a disposição ou a intenção firme que se origina primeiro mentalmente e nos impulsiona para uma qualquer ação de acordo com um determinado objetivo.

Quando falamos em desenvolvimento pessoal, falamos de três fundamentos importantes, a inteligência, a liberdade e a vontade. A inteligência atua como uma luz para a vontade, pois é pela inteligência que se obtém conhecimento e informação que são indispensáveis para a tomada de decisões. A liberdade atua como a capacidade fundamental do indivíduo agir por si próprio, tomando decisões independentes de coações externas. Por sua vez, a vontade atua como uma força que nos impulsiona para um determinado objetivo alcançar.

É aquilo que nos leva à superação, indo por vezes além dos nossos próprios limites. Durante anos fiz parte de uma equipa para ajudar pessoas a deixar de fumar e constatei que o primeiro passo para se deixar de fumar é ter-se bem claro esse objetivo, uma forte vontade ou uma grande força de vontade para o realizar. Sem essa força de vontade é muito mais difícil a chegar. num dos melhores compêndios que já li sobre educação e que tem esse mesmo título, o livro chama-se Educação, encontramos uma citação que se encaixa perfeitamente no que acabei de afirmar.

A autora diz o seguinte, a vontade é o poder que governa a natureza do homem, pondo todas as outras faculdades sob o seu comando. Interessante! A vontade não é o gosto nem a inclinação, mas o poder que decide, o qual opera no homem para o bem ou para o mal. Neste contexto, a vontade e a liberdade estão muito próximas, pois orientam as nossas decisões. A vontade, como suporte da liberdade, impele o ser humano a fazer as suas próprias escolhas, a tomar diferentes opções para o bem ou para o mal.

No episódio anterior, se se lembra, falamos sobre a liberdade. Vimos que quando Deus criou o homem, o dotou com a capacidade de poder decidir, fazer as suas escolhas, usando aquela faculdade que denominamos de livre-arbítrio. Depois, chegamos à conclusão de que essa liberdade dada ao homem deveria ser dirigida pela razão, pois a liberdade sem razão pode tornar-se prejudicial e até perversa. Agora, analisamos tudo isto sob o ponto de vista da vontade, que é, antes de tudo, uma faculdade do próprio Deus.

É verdade. Deus é um ser livre por excelência e ao concedernos a nós humanos o livre arbítrio foi uma escolha da sua própria vontade. Porém, essa escolha reflete a total medida do seu grande atributo que é o amor. O apóstolo João Quando quis referir-se aos grandes atributos de Deus, disse apenas, Deus é amor.

A soberana vontade de Deus

E Deus ama-nos. Isso faz parte da sua soberana vontade. Ora, partindo deste princípio de que Deus é amor, então perguntamos, qual é a vontade de Deus a nosso respeito? Se, na verdade, quisermos conhecer a vontade de Deus, será necessário recorrermos à Sua Palavra para sabermos como Ele age e como Ele se revela ao homem. Em primeiro lugar, precisamos de entender que, segundo a Bíblia, a vontade de Deus tem três elementos distintos. O primeiro diz respeito à sua soberania, aquilo a que chamamos de soberana vontade de Deus, aquela vontade pela qual Deus faz com que aconteça tudo o que Ele determina.

Por exemplo, Ele criou o Universo e o Mundo de acordo com a sua vontade. Tudo isso foi por ele planeado e a sua ação criadora é fruto de sua exclusiva, inalterável e soberana vontade. O segundo elemento diz respeito àquilo que chamamos de vontade diretiva de Deus. Nisso estão implícitas as suas orientações, os seus preceitos, enfim, as suas leis que constituiu para o benefício do homem. É aqui que entra a nossa vontade, pois somos inteiramente livres e responsáveis para obedecer ou não, de acordo com a nossa vontade.

Mas há um terceiro elemento. O terceiro elemento diz respeito à disposição de Deus, ou seja, àquilo que lhe agrada. Há uma citação no Novo Testamento que traduz claramente aquilo que realmente agrada a Deus e que clarifica o seu propósito em relação ao homem. Foi o próprio Jesus Cristo que ao abordar a grande questão acerca da vontade de Deus afirmou, e a vontade do Pai que me enviou é esta, que nenhum de todos aqueles que me Deus se perca, mas que o ressuscite no último dia. Portanto, a vontade daquele que me enviou é esta, que todo aquele que vê o filho e crê nele tenha a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia.

Esta promessa registada no Evangelho de João, no capítulo 6, versículos 39 e 40, revela o amor sublime de um Deus que recusa perder qualquer um dos seus filhos. A isso Jesus estava a falar da vontade de Deus o Pai em relação a cada um de nós e então disse que nenhum de todos aqueles que me deu se perca. E isto revela a firme vontade de alguém que está disposto a atravessar o val da morte, não por obrigação, mas por um compromisso selado com o Pai. Jesus apresenta-se como o Salvador, enviado como uma missão específica, garantir que ninguém que lhe foi confiado fique pelo caminho.

É um decreto de segurança espiritual. No entanto, na última parte do texto, realça o respeito de Deus pela vontade humana. Repare, vamos ler o que Jesus disse, lembra-se ainda João capítulo 6 e versículo 39. Porque a vontade daquele que me enviou é esta, que todo aquele que vê e crê nele tenha a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia. Deus oferece a graça salvadora que capacita o pecador a responder ao Evangelho, mas não anula a sua liberdade de rejeitá-lo.

Em última análise, Deus não quer que ninguém se perca. mas que todos se salvem. Mas ser salvo depende também da nossa vontade. É por isso que Jesus disse que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna. É esta expressão utilizada por Jesus, todo aquele que vê o Filho e crê, que pressupõe uma ação da vontade humana. Deus não crê pelo homem. Ele não apresenta... Ele apresenta a verdade, apresenta o Salvador, o seu Filho, que se ofereceu para pagar pelos nossos pecados. Mas o passo da confiança e da aceitação é fruto da vontade de cada pessoa.

Deus é soberano. Nós dizemos que nada para Deus é impossível, mas há coisas que Deus não pode fazer e uma delas é salvar-nos contra a nossa própria vontade. Agora vamos para um curto intervalo, não saia do seu lugar, daqui a pouco voltamos. TV Novo Tempo, o canal da adoração, o canal da esperança. Estamos de volta ao nosso tema. Antes, porém, falo-lhe uma vez mais desta revista editada com todo o cuidado a pensar em si, o Guia de Estudo Sentimentos, a ciência do existir.

Estamos a oferecer um material pensado para quem busca compreender a fundo as engrenagens e a mente do coração. Este manual foi preparado para si e tem como autora a doutora Rosana Alves, a especialista em neurociência. Faço questão de enviar-lhe o Guia de Estudos Sentimentos para que possa encontrar clareza no meio de alguma inquietação. A revista é inteiramente gratuita. Não adie esta oportunidade. Peça agora mesmo pelo telefone 933 93 92 91. Repito, 933 9.3, 9.2, 9.1.

O resgate da humanidade

É assim no canal Novo Tempo Portugal. Continuamos do seu lado. O grande interesse e vontade de Deus é a salvação da humanidade perdida. E foi por essa razão que Jesus veio pela primeira vez a este mundo e fez conhecer o seu plano para a salvação do homem pecador. Jesus Cristo, pela sua vontade, deu a sua vida para resgate de todo aquele que nele crê. Um dia, um homem de elevada reputação procurou Jesus pela calada da noite. Era um mestre em Israel, um doutor da lei.

Provavelmente, pretendia surpreendê-lo com a sua eloquência e com o seu conhecimento acerca dos profundos temas da teologia. A verdade é que, depois de uma breve conversa, esse mesmo homem saiu daquele lugar levando consigo a maior e a mais elevada certeza deixada por Deus à humanidade. O texto que vou citar revela o cumprimento da vontade divina sustentada pelo seu mais profundo e eterno amor. Foi o próprio Jesus quem o preferiu depois do diálogo com o mestre Nicodémus. E Jesus dizia, porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho único para que todo aquele que nele crê não pareça, mas tenha a vida eterna.

Porque Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Ah, estas palavras de Cristo dirigidas a um homem confuso reforçam não só a elevada preocupação de Deus quanto ao estado do nosso mundo, como também apontam para a sua mais firme vontade de salvar o homem. A mensagem central do Evangelho revela que o propósito da vinda de Cristo não foi a condenação do homem, mas o seu resgate. Jesus, como ele próprio afirma, não veio para condenar o mundo, mas para resgatar o homem do pecado.

Diante de um mundo fragmentado e de um ser humano desorientado, aquelas palavras funcionam como um contraponto ao pessimismo e às visões puramente catastróficas sobre o futuro da humanidade. A iniciativa divina demonstra que a preocupação de Deus não é passiva, ela é uma vontade ativa de restauração. Enquanto teorias contemporâneas focam apenas a degradação e a extinção do planeta, o plano bíblico aponta, antes de tudo, para a reconciliação do homem com o seu Criador, oferecendo uma saída para a humanidade através da aceitação do sacrifício e da graça de Jesus.

Todos provavelmente conhecemos a oração modelo de Jesus Cristo. Essa oração ficou conhecida como a oração do Pai Nosso. Ela é hoje proferida por milhões de cristãos em todo o mundo. Se repararmos, ela contém uma curta frase onde é realçada a soberania de Deus. Quando oramos, seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. Estamos a reconhecer a soberania de Deus nos céus e na terra e na nossa vida também. Deus, na sua infinita soberania, cumprirá a sua vontade em relação ao nosso mundo desgastado pela inclamência do homem que o vai destruindo aos poucos.

Sim, meu amigo, minha amiga, a vontade de Deus sobre o futuro do nosso planeta já foi anunciada previamente e, apesar da incrédulidade humana, nada, nada do que Ele anunciou se omitirá. Veja o que Deus tem preparado para o futuro do mundo. Mais de 700 anos antes de Cristo vir ao mundo, Deus anunciou o seguinte, encontramos aqui na sua palavra. Pois eis que crio novos céus e nova terra, e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas. Podemos confirmar estas palavras aqui no livro do profeta Isaías, no capítulo 65 e no versículo 17.

Este é o plano de Deus para o mundo. Novos céus e nova terra. Esta promessa ecoa como um manifesto de esperança e renovação completa. Ela não surge apenas ou não sugere apenas uma reforma do que existe, mas uma substituição total. A criação de uma realidade onde a dor e o trauma não têm mais domínio. O que Deus propõe é um esquecimento redentor, onde o peso das coisas passadas, as perdas, os erros, as cicatrizes perderam a sua força e não farão mais parte do cotidiano humano. Nessa nova terra, a alegria é tão presente que a memória do sofrimento torna-se irrelevante, incapaz de emergir ou de ferir novamente.

Esta é a vontade de Deus. E o que move essa vontade é o seu infinito amor. É esse amor que move Deus a desejar o que é melhor para nós, mesmo quando isso envolve processos que nós humanos nem sempre compreendemos de imediato. Ah, Deus tem muito mais para nos dar do que aquilo que nós alguma vez imaginamos possuir. E isso é fruto da sua vontade. Quando o apóstolo Paulo falava da magnitude do amor e da vontade de Deus, ele afirmava que Deus é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos.

Esta premissa de que enquanto os nossos desejos são limitados pela nossa vontade

Harmonia com o Criador

finita, a vontade de Deus é guiada por uma sabedoria eterna e um propósito maior de amor infinito. Sim, Deus deseja que a nossa vontade se une à sua vontade e é nessa conformidade de vontades que Deus opera a nossa salvação. Quando conseguimos entender que o que move Deus é o seu imenso amor, então buscamos alinhar a nossa própria vontade à vontade de Deus, acreditando que ali encontraremos o nosso propósito pleno. Eu termino com uma imagem elucidativa sobre o que hoje procurei transmitir-lhe.

Pense em dois instrumentos musicais diferentes. Pode ser um piano e um violino. Ambos juntam-se para um momento musical. Os dois. Os dois, mesmo sendo diferentes, ao vibrarem juntos criam uma harmonia perfeita. Se a salvação é viver em Deus, então a nossa vontade, unida à vontade de Deus, é o próprio ensaio para a eternidade. Não se trata de uma imposição externa, mas de uma sintonização perfeita. Meu amigo, minha amiga, estamos mesmo a chegar ao final deste nosso encontro.

Porém, antes de nos despedirmos, falo-lhe novamente do Guia de Estudo Sentimentos, a ciência do existir. Este manual foi preparado para si e tem a assinatura da doutora Rosana Alves, especialista em neurociência. Não têm de pagar nada, este guia de estudo é totalmente gratuito. Para o obter, basta ligar para o nosso número 933 93 92 91. Vou repetir, 933 93 92 91. Não se esqueça, este manual para si é inteiramente gratuito. E é assim que hoje terminamos o Palavras e Virtudes.

Ao despedir-me de si, quero ainda deixar-lhe uma palavra final de esperança e certeza. Se o amor infinito é o que move a Deus, então alinhar a nossa vontade com a vontade de Deus não é uma perda de liberdade, mas a descoberta do melhor caminho, o caminho para a vida. Eu sou o Jorge Machado e se for da vontade de Deus. Então cá estarei também na próxima semana para o receber com muito prazer aqui no canal Novo Tempo Portugal. Até breve.

Sobre este episódio

Neste episódio de Palavras e Virtudes, Jorge Machado convida-nos a refletir sobre uma das maiores forças que moldam a nossa vida: a vontade.

Série
Palavras e Virtudes · 24 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 4
Estreou
16 de Junho de 2026
Categoria
Outros