Olá, meu amigo, minha amiga. É um gosto enorme reencontrarnos. Se esteve conosco no programa anterior, sabe que iniciamos uma viagem transformadora. Se chega agora, seja muito bem-vindo ao Palavras e Virtudes. Eu sou o Jorge Machado e hoje damos mais um passo nesta caminhada mergulhando ainda mais fundo nos valores que edificam a nossa vida espiritual. A palavra que escolhemos para a nossa reflexão é precisamente virtude. Isso mesmo, virtude, o antónimo de defeito ou de tudo aquilo que é mau.
Mais do que um conceito, a virtude é uma força em ação. Vamos descobrir juntos como cultivar virtudes. Acompanhe-nos nesta emissão especial do canal Novo Tempo Portugal. É uma honra ter a sua confiança para prosseguirmos juntos nesta caminhada. Antes quero mostrar-lhe algo interessante que irá ajudá-lo ou ajudá-la na busca incessante do saber. Trata-se de um guia de estudo dedicado ao tema Mente Feliz. Se procura equilíbrio, paz interior, estratégias para uma vida mentalmente saudável, esta leitura é indispensável.
Não tem qualquer custo, é totalmente gratuita. Fique atento aos contactos que surgem no ecrã, ligue agora ou no final do nosso encontro para o 933 93 92 91 ou acede ao site da Novo Tempo Portugal para pedir já o seu exemplar e começar a sua leitura. A Novo Tempo Portugal faz questão de oferecer este recurso porque não queremos apenas emitir conteúdos, queremos estar ao seu lado em cada passo. apoiando o seu bem-estar em todos os momentos. Receba gratuitamente este guia de estudo Mente Feliz.
Voltemos então ao nosso tema de hoje. Vimos no último episódio que as palavras têm poder e provavelmente muitos não imaginam o impacto que elas causam na vida das pessoas. Afinal, nós nascemos, crescemos e aprendemos com palavras. As palavras definem e expressam um sem número de pensamentos, ideias, filosofias, conceitos, regras e até valores. Mas disso já falamos no episódio anterior. Hoje trago-vos algo novo. É que as palavras também traduzem as virtudes que ao longo da vida vamos acrescentando e que acabam por espelhar aquilo que afinal somos ou não somos.
Virtude. A palavra virtude remonta à antiga Grécia. Os gregos usavam o termo areté para designar tudo o que correspondia à excelência. A raiz da palavra era a mesma de aristos, da qual nasceu a nossa palavra portuguesa aristocracia. E aristos significava habilidade ou superioridade e era normalmente usada para denotar nobreza. Mais tarde, os romanos usavam a palavra virtus para designarem a excelência tanto em termos da moralidade como da intelectualidade.
Daí, então, a nossa palavra virtud. Neste contexto, a virtude era vista como aquilo que se completa de forma excelente na natureza de um ser humano. Aristóteles, o filósofo grego, defendia uma correlação entre virtude e ventura. Ele dizia que, enquanto para um pássaro a virtude pode ser o voar depressa, para o homem a virtude será agir conforme a razão. Segundo este conceito, ser virtuoso tanto será aquele que é um exímio violinista ou que domina perfeitamente um piano, mas também pode ser aquele que possui atitudes nobres de um caráter refinado.
Deste modo, as virtudes distinguem-se por aquelas que são as virtudes intelectuais, que estão relacionadas com a inteligência, e as virtudes morais, que são relacionadas com o bem. A virtude intelectual baseia-se na capacidade de aprender ouvindo e refletindo em busca do sabor, aliás, do saber e do verdadeiro conhecimento. Resulta, sobretudo, do ensino recebido pelo que requer perseverança e tempo. Já a virtude moral, por sua vez, está ligada ao comportamento. Pode ser também o conjunto de ações e hábitos considerados bons, de acordo com a consciência da ética e com os conceitos.
Será, pois, uma disposição constante que nos incentiva na prática do bem e a evitar o mal. Creio que nenhum de nós terá qualquer dúvida de que a virtude moral é um conceito que remete para a conduta do ser humano e que existe uma perfeita relação entre valores, princípios morais e a vontade humana. Ora, isso não se dá sem uma vontade educada e determinada para esse fim. Então, não pensemos que a virtude conquista-se apenas por um único ato isolado e sem relação com o restante da vida. É preciso intencionalidade na virtude e no bem. O que eu quero dizer é que não se é virtuoso ou virtuosa por acaso.
De acordo com o pensamento cristão, Deus incentiva o homem a buscar virtudes para que possa agir como o seu filho e para viver uma vida diferente, a qual Cristo chamou de vida abundante. Vemos aqui a imagem ou atitude natural de um pai que desejava ver as suas virtudes refletidas na vida do filho a quem ama. Virtudes são hábitos constantes e não intermitentes que levam o homem, quer como indivíduo, quer como espécie, quer pessoalmente, quer coletivamente. São uma disposição adquirida de fazer o bem e elas aperfeiçoam-se com o hábito.
Eu diria que as virtudes não são aquilo que nos tornam apenas mais felizes, mas aquilo que nos tornam dignos de ser felizes. No Novo Testamento da Bíblia, a palavra virtude tem o sentido de excelência e também força mental. Esse vocábulo figura por quatro vezes no Novo Testamento, numa das epístolas de Paulo e em duas cartas de Pedro. Tem a sua Bíblia por perto? Vamos olhar para o que o apóstolo Paulo afirma quando escreve aos filipenses. Filipenses, capítulo 4, versículo 8. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, se há algum louvor e existe, seja isso que ocupe o vosso pensamento.
Não há dúvida, Paulo simplesmente está a exaltar os aspectos da excelência moral, chamando a atenção para as virtudes que deviam e devem permear a vida de cada pessoa. Sobretudo, tinha em mente tudo o que sabia de Cristo e que procurava, com a sua ajuda, ver espelhado na sua própria vida. Ver todas essas que Deus deseja também ver reproduzidas na vida dos seus filhos hoje. O texto de 2ª de Pedro, capítulo 1, versículos 3 a 11, bom, é longo, mas é um dos roteiros mais práticos do Novo Testamento para quem busca as mais excelentes virtudes.
Se tiver disponibilidade, anote e leia com atenção. 2ª de Pedro, capítulo 1, versículo 3 até 11. Ali, o apóstolo destaca a fé, a paciência, o domínio próprio, a piedade, a fraternidade e outras mais virtudes. No entanto, ele afirma que essas virtudes não são o resultado do esforço isolado, mas são dádivas que Deus vai depositando no íntimo daquele que o busca. Poderíamos imaginar esse desenvolvimento como uma escadaria cujo topo se alcança subindo de grau a degrau. Eu diria como o apóstolo afirma, de virtude em virtude.
Como eu disse, isso não acontece por acaso. O próprio apóstolo Paulo apresenta o segredo desse crescimento e o progresso. Na sua Epístola aos Hebreus, no capítulo 12 e no versículo 2, vamos ler, Hebreus 12, 2, conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio dele que a nossa fé começa e é ele quem a aperfeiçoa. Paulo está a falar do aperfeiçoamento do caráter e diz que isso se inicia pela fé e só é possível se os nossos olhos se conservarem em Cristo, ou seja, só é possível se tivermos Jesus como o nosso único modelo.
Paulo via a vida cristã como uma corrida. Fixar o olhar em Jesus significa determinar um alvo, claro, ignorando distrações laterais ou desejos de desistir perante os obstáculos. Não é um ato de contemplação passiva, mas uma postura de vida prática e resiliente. Olhar para Jesus envolve imitar a sua postura de servo, colocando-nos ou colocando os interesses de Deus acima dos nossos e os interesses, ou os nossos interesses, pelo menos próximos, no mesmo patamar dos interesses do nosso próximo.
Ter os olhos fixos em Jesus no contexto cristão é tê-lo como o nosso maior exemplo. é tê-lo como exemplo no perdão, na fraternidade, nos relacionamentos e em todos
os outros aspectos da vida. Ter os olhos fixos em Jesus é caminhar com ele, seguindo-lhe o exemplo e aceitar o seu incentivo. Mas que incentivo? Um dia Jesus olhou para os seus discípulos e para aqueles que o seguiam para toda a parte e ele disse-lhes o seguinte, Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para a vossa alma. O convite Aprendei de mim é o incentivo mais prático de Jesus. Ele não pede para estudarmos um conceito, mas para observarmos uma pessoa que está diante de nós como um modelo.
Ele próprio, Jesus, não nos entregou apenas um manual de regras, ele tornou-se o currículo vivo. Aprender dele significa observar a sua reação mediante a opressão, a sua prioridade na oração, a sua compaixão pelos marginalizados. O incentivo aqui é a imitação. Não tentarmos ser bons por esforço próprio, mas moldarmos o nosso caráter olhando para as suas virtudes como modelo para a nossa vida. É um longo caminho, mas vale a pena percorrê-lo. Hoje, a maioria das pessoas busca ser felizes.
Também nós buscamos ser felizes. Mas deixe que lhe diga, a felicidade e as virtudes são parceiras inseparáveis na construção de uma vida plena. Vamos fazer uma pausa, uma pequena pausa. Voltaremos daqui a pouco para continuarmos a refletir juntos sobre esta palavra virtude. TV Novo Tempo, o canal da música, o canal da esperança. Estamos de volta à sua companhia e retomamos a nossa emissão com uma oportunidade imperdível de adquirir totalmente grátis este guia de estudo. Pode já solicitar o guia de estudo Mente Feliz, uma ferramenta essencial para quem procura entender a fundo o equilíbrio entre a mente e o corpo.
O objetivo é inspirar confiança em Deus e resiliência mental para enfrentar os desafios da vida. Por isso, não hesite, contacte-nos desde agora, pois será com muito prazer que lhe enviaremos gratuitamente este exemplar do Guia Mente Feliz. Contacte-nos pelo telefone 933-939291. Eu vou repetir, 933-939291.
Estamos aqui onde o seu coração encontra companhia. Falamos de virtude. Jesus, o Mestre dos Mestres, certa vez pronunciou um sermão no Monte das Oliveiras. Esse importante sermão ficou para sempre conhecido como o Sermão da Montanha. Naquele dia, Lá no passado, Jesus revelou os princípios ou características espirituais que podem fazer-nos bem-aventurados. Ele não falava senão do viver feliz, da tal vida abundante e não estava senão a referir-se às mais excelentes virtudes que fazem dos filhos e filhas de Deus os mais dignos do reino dos céus.
No Evangelho segundo Mateus, no capítulo 5, a partir do primeiro versículo, é-nos dito que naquele tempo, ao ver a multidão, Jesus subiu ao monte e sentou-se. Rodearam-no os discípulos e ele começou a ensiná-los, dizendo, bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus.
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem, perseguirem e mentindo falarem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus, porque assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós. Jesus começa por falar dos pobres de espírito, referindo-se a eles como bem-aventurados. As suas palavras contrariam tudo o que antes o povo daquele tempo tinha ouvido dos sacerdotes e rabinos judeus.
Era algo novo para os que ali estavam, algo estranho que lhes causava profunda admiração. Mas quem são estes a quem Jesus chama de pobres de espírito? Jesus referia-se aos que rejeitam qualquer tipo de presunção espiritual, aqueles que reconhecem a sua total dependência de Deus e que sabem que não podem salvarem-se a si mesmos, nem por si mesmos praticar qualquer ação de justiça. São os que confiam inteiramente no auxílio de Cristo, o que Cristo pode conceder a todo aquele que deseja o aperfeiçoamento do caráter. E Jesus prosseguia dizendo, bem-aventurados os que choram.
Jesus não se referia a qualquer espécie de lamentação, está a referir-se à aflição da alma, daquilo que busca arrependimento, o perdão de Deus. O pranto em si mesmo não tem poder de remover a culpa do pecado, só Jesus pode remover Logo de seguida, Cristo fala da mansidão. Ele diz que aqueles que possuem essa virtude herdarão a terra. Ter mansidão é possuir o domínio de si mesmo. Essa é uma das mais elevadas nobressas. Ser manso é sobrepor-se aos menospresos, às repulsas, às provocações, a tudo que possa agir contra nós, no sentido de nos lançar sombra sobre o nosso espírito.
Cristo também não se esquece dos que têm fome e sede de justiça. Sim, sobre esses ele diz que eles serão fartos. A justiça de Deus difere da justiça humana. Um dos aspectos da justiça divina é a substituição. Essa justiça a que Cristo se refere vem através do seu sacrifício, ao dar-se em nosso lugar na cruz do Calvário. É o sentimento da própria indignidade que levará o coração a ter fome e sede de justiça e ao desejo sincero de buscar a semelhança com Cristo. E no dizer de Jesus, esse anseio não será negado.
Para Cristo, o misericordioso achará misericórdia e o puro de coração verá a Deus. Se considerarmos a palavra misericórdia na sua construção etimológica, ser misericordioso é ter coração para com alguém miserável. Ora, é exatamente isso que Deus faz connosco. Ele age com misericórdia. A pureza de coração na vida de alguém é fruto dessa misericórdia divina. Ser puro de coração é a negação de si mesmo, a renúncia daqueles que tudo entregam ao Senhor, os seus desejos, as suas vontades, as suas paixões. Sim, Cristo no seu longo sermão fala ainda daqueles a quem rotula de pacificadores.
O profeta Isaías, conhecido como o profeta messiânico, ao referir-se a Jesus, o Messias, renomeia-o de príncipe da paz. A missão de Cristo foi restituir ao mundo a paz que o pecado pirou. Todo aquele que, renunciando ao mal, abre o seu coração ao amor de Cristo, torna-se participante da paz que dele provém. coração que foi reconciliado com Deus, partilha dessa paz celestial e manifestará ao seu redor uma influência positiva e pacificadora. E quem se acha em paz com Deus e com os seus semelhantes não pode tornar-se infeliz. Será, por isso, um bem-aventurado.
Na parte final, Jesus fala dos que sofrem perseguição por causa da justiça e dos que, por amor a Cristo, são injuriados. Jesus mostrou aos seus seguidores o privilégio de trilhar com ele o caminho da abnegação. Ainda que por vezes tenham de ser mal compreendidos ou até injuriados, a
compreensão ou a compensação de andar com Cristo supera todo tipo de provação ou mesmo perseguição. É nesse sentido que esses também são chamados de bem-aventurados. Ao analisarmos o pensamento de Jesus, percebemos que a felicidade não é um evento externo, mas o resultado de um conjunto de virtudes profundamente cultivadas e arraigadas na alma. Aqueles a quem ele chamou de bem-aventurados distinguem-se por uma lucidez moral e uma força de caráter que os permite florescer mesmo na adversidade. Para Jesus, o verdadeiro sentido de felicidade reside na excelência.
na mansidão que domina a força, na fome de justiça que é um dom gratuito recebido através de Cristo e na pureza de intenção que clarifica o olhar sobre o mundo. É um modelo de inteligência espiritual que subverte a lógica comum e propõe uma satisfação baseada na integridade e no propósito. e não em circunstâncias efêmeras. Se a felicidade que o mundo oferece parece ser sempre insuficiente, estaremos nós dispostos a trocar as nossas certezas pelo conhecimento transformador dessas virtudes que atravessam os séculos? É uma pergunta que deixo para a sua reflexão.
Meu amigo, minha amiga, estamos a chegar ao final deste nosso encontro, porém antes de nos despedirmos, falo-lhe novamente do Guia de Estudo Feliz, aliás, Guia de Estudo Mente Feliz, uma fonte de saber fundamental para compreender de forma clara como a mente e o corpo interagem em total sintonia. Queremos que tenha acesso ao melhor conteúdo, informativo sobre o seu bem-estar, por isso este guia, o Guia de Estudo Mente Feliz, é um presente nosso para si, totalmente gratuito. Pode solicitá-lo a qualquer momento, através do telefone 933-939291.
Hoje tive o prazer de falar-lhe de virtude. Fica o desejo que essas virtudes recomendadas e oferecidas por Jesus não sejam apenas palavras, mas um novo alicerce no seu e no meu entendimento sobre o que significa viver sabiamente. No novo tempo, o nosso compromisso é ser a sua companhia, por isso estamos sempre aqui, sempre consigo, nesta busca contínua por conhecimento e clareza. Muito obrigado pela sua confiança e por nos deixar entrar no seu lar. Até o nosso próximo encontro de Palavras e Virtudes. Até breve.
Neste episódio, Jorge Machado continua a série Palavras e Virtudes com uma reflexão profunda sobre o significado da palavra virtude e sobre o seu papel na construção de uma vida espiritual mais plena, equilibrada e fiel a Deus.