Liberdade

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09 de Junho de 202624 min 35 s

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Olá, obrigado por estar na nossa companhia. As palavras dão forma ao mundo, mas as virtudes dão-lhe sentido. Bem-vindos ao Palavras e Virtudes. Eu sou Jorge Machado e é um privilégio contar com a sua companhia aqui no canal Novo Tempo Portugal. Prepare o seu coração e a sua mente, pois hoje vamos continuar a falar de palavras que renovam a esperança e de virtudes que dão sentido à vida. Sabe, muitas vezes o nosso dia-a-dia é preenchido por sons que se perdem por aí.

Falamos e ouvimos palavras que nascem no pensamento, são pronunciadas, mas que acabam por morrer logo ali à porta do ouvido. No entanto, existem palavras e palavras. Algumas possuem uma força diferente. Elas não morrem. São aquelas que criam raízes, que sobrevivem nas nossas lembranças e encontram morada definitiva no nosso coração. Eu quero falar-lhe da palavra liberdade, o exercício sagrado de assumir o leme e a responsabilidade por cada uma das nossas escolhas. Começa agora o seu Palavras e Virtudes. Mas antes de prosseguirmos, deixe-me apresentar-lhe o nosso Guia de Estudo Evidências.

Já parou para pensar no que realmente move a sua vida? Num mundo depressa, encontrar tempo para refletir sobre o propósito da nossa existência é mais do que um exercício mental, é um ato de liberdade. O Guia de Estudo Evidências é uma publicação dedicada a explorar as realidades ligadas à mente e às questões mais profundas do coração humano. trazendo luz e conforto para o seu dia-a-dia. A melhor parte é esta, este manual de conhecimento é um presente para si. O Guia de Estudo e Evidências é inteiramente gratuito e pode ser entregue diretamente na sua casa. Não espere mais tempo para encontrar respostas ou a resposta que procura.

Peça já o seu exemplar gratuito através do nosso número 933 93 92 91. 933 93 92 91. Encontre o sentido que procurava. Viva com verdadeiro propósito e deixe que a esperança guie o seu caminho. Muito obrigado por estar na nossa companhia.

O conceito de liberdade

Hoje trago-lhe a palavra liberdade e começo por citar Evelyn Beatrice Owell, uma escritora biógrafa britânica mundialmente conhecida por ter cunhado a frase que melhor resume o ideal de liberdade de expressão. Ela escreveu. Posso não concordar com nenhuma das palavras que tu me disseres, mas defenderei até à morte a tua liberdade de as pronunciares. A frase continua a ser um pilar em debates sobre a tolerância e os limites do discurso, sendo frequentemente citada por juristas e políticos para defender o direito à divergência. Pois é, certamente todos nós estaríamos dispostos a fazer algo para defender a nossa liberdade ou mesmo a liberdade de alguém, se esta fosse por qualquer circunstância posta em causa.

Essa perceção de que a liberdade é um valor caro é partilhada por muitos pensadores ao longo da história, refletindo tanto o seu preço, o sacrifício para obter, quanto o seu valor inestimável. Liberdade. Comecemos pela palavra. A palavra liberdade tem origem no latim e surgiu da raiz liber, que significa livre. Assim, liberdade, que em latim se diz libertas, significa a condição do indivíduo que possui o direito de ser livre ou fazer escolhas de acordo com a sua própria vontade. Mas então, liberdade, o que é liberdade?

O notável ativista indiano Mahatma Gandhi afirmou, a prisão não são as grades e a liberdade não é a rua. Existem homens presos na rua e livres na prisão. O que retiramos desta afirmação é que a verdadeira liberdade não depende tanto de um lugar físico que nos limita ou nos encerra, mas de um estado de consciência. Ao afirmar que a prisão não são as gradas, ele, Gandhi, convida-nos a refletir sobre como as nossas próprias amarras internas, como o medo, o ódio e o preconceito, podem ser muito mais restritivas do que os muros de uma prisão.

Para uns, a liberdade poderá ser uma forma de estar ou sentir aquilo que chamamos de estado de espírito. Para outros, a liberdade poderá ser um conceito meramente ideológico ou filosófico. Para Aristóteles, por exemplo, o filósofo da Antiga Grécia, a liberdade está baseada na possibilidade de realizar escolhas orientadas pela vontade, sendo um ato de autodeterminação com o qual o homem dá a si mesmo os motivos e os fins da sua ação, sem ser coagido por ninguém. Mas, afinal, onde nasce essa liberdade? A liberdade nasce no íntimo, baseada na possibilidade real de realizarmos escolhas orientadas pela nossa vontade.

Sim, é um ato puro de autodeterminação. Mas é preciso ter em conta que a liberdade não é o simples ato de fazer o que se quer, mas a capacidade de assumir as consequências das próprias escolhas. É comum pensar-se em liberdade como o poder de dizer sim a todos os nossos desejos. Mas, pergunto, não será mais livre aquele que tem a virtude de dizer não aos seus próprios impulsos? A liberdade é fazer o que se quer ou ter domínio para fazer o que é certo. Quem diz sim a todos os desejos não é livre. Poderá ser um escravo dos seus apetites, vícios, dos seus caprichos, do momento.

Aquele que não consegue parar de agir por impulso não tem poder sobre si mesmo. Então, não é livre. A liberdade é uma escolha consciente. A verdadeira liberdade exige o domínio de si. Só somos livres quando a nossa razão, os nossos valores, as virtudes estão acima de tudo e não os nossos instintos biológicos ou pressões externas. Fazer unicamente o que se quer é mera arbitrariedade. Ter o domínio para fazer o que é certo é liberdade moral. Ou seja, é a faculdade de obedecer a uma lei que nós próprios nos impusemos

Livre-arbítrio e razão

através da razão. Vamos analisar tudo isto à luz da palavra de Deus. Na Bíblia Sagrada, a liberdade está identificada como livre-arbítrio, ou seja, a possibilidade concedida por Deus ao homem de ser livre, podendo efetuar de forma inteligente e irracional as suas próprias escolhas. Mas, eu pergunto, não tem a liberdade oferecida por Deus ao homem as suas limitações e os seus parâmetros? Ou o homem na sua liberdade é igual a Deus? Podemos consultar a Bíblia, no livro de Génesis, no capítulo 1 e no versículo 26 e 27.

Vamos ler. E disse Deus, façamos o homem à nossa imagem e semelhança. O texto indica que quando Deus decidiu criar o homem, ele decidiu criá-lo à sua imagem e à sua semelhança. A seguir, diz-nos que foi isso mesmo o que Deus fez e a narrativa continua. E criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou. Homem e mulher os criou. Na verdade, segundo este texto de Gênesis, o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, mas apenas à sua imagem e semelhança, não na sua forma exata, na sua pessoa.

Então, segundo este texto, o homem, quanto à sua liberdade, é semelhante a Deus e não igual a Deus. Outro aspecto importante que serve também de reflexão é que, diferente dos instintos animais, a liberdade humana opera sobre a luz da razão. Esta unidade de liberdade e razão, o tão livre arbítrio, permite que o indivíduo pondere, permite que descirna o bem do mal. e escolha o seu caminho, tornando a vida uma sucessão de atos deliberados e não meros reflexos ou instintos. Deus criou o homem livre, mas atenção, criou-o também inteligente, com a capacidade para pensar e discernir.

A liberdade humana não é um fim em si mesma, mas um instrumento da consciência. Ao dotar o homem de inteligência e razão, o Criador não apenas o libertou das amarras do instinto, mas o chamou ao exercício do discernimento. Assim, ser livre não é apenas ter o poder de escolher, mas a capacidade de compreender que cada escolha é um passo em direção à luz do bem ou às sombras do mal. A verdadeira liberdade é, portanto, a inteligência em ação. A Bíblia torna isso bem claro e pode ser ilustrado no apelo de Deus ao povo de Israel num momento de grande perplexidade, quando o povo relutava entre duas escolhas ou entre duas decisões.

Moisés, seguindo a orientação de Deus, faz uma poderosa exortação. Podemos encontrá-la no livro de Deuteronómio, no capítulo 30 e no versículo 19. Hoje invoco os céus e a terra como testemunhas contra vós de que coloquei dentro de vós a vida e a morte. A bênção e a maldição. Agora escolham, pois, a vida para que vivam vós e os vossos filhos. A premissa do livre-arbítrio não vai no sentido de uma licença para agir como quisermos. Deus orienta as nossas escolhas e pode fazê-lo através da sua palavra.

E na sua palavra nós encontramos os ensinos para a vida. Mas quem escolhe somos nós. O fazer o mal será uma escolha ou uma forma de ser livre, mas é a opção errada de ser livre. E, acima de tudo, aquilo que leva o homem a transpor os limites da perfeita liberdade que o torna, por sua vez, um escravo do mal. O homem é livre. para semear, mas torna-se responsável pela colheita e isso confere às suas ações humanas um peso ou valor eterno. O Palavras e Virtudes faz agora uma breve pausa, mas o convite que deixamos é valioso.

Você já se sentiu verdadeiramente livre? No próximo bloco vamos descobrir juntos os segredos da lei perfeita da liberdade. E como ela pode transformar o nosso caminhar não saia. Daí voltamos daqui a pouco já num instante. TV Novo Tempo, o canal da educação, o canal da esperança. Estamos de regresso com o seu Palavras e Virtudes. Obrigado por continuar conosco. Como prometido, entramos agora num dos momentos mais profundos da nossa jornada de hoje. Vamos desvendar os princípios da lei perfeita da liberdade.

No entanto, antes de avançarmos, quero apresentar-lhe uma vez mais este Guia de Estudo Evidências. Esta não é apenas uma publicação, é um mapa dedicado a explorar as verdades mais profundas do coração humano. Cada página do Evidências foi escrita para trazer à luz da compreensão e o conforto que a sua rotina merece, transformando o seu dia-a-dia em sabedoria e em paz. E a melhor parte? Bom, você já sabe. Este manual de conhecimento é um presente exclusivo para si. O Guia de Estudo e Evidências é inteiramente gratuito.

Com toda a comodidade, poderá recebê-lo e será entregue diretamente em sua casa, sem custos, sem complicações. Apenas o desejo de partilhar esperança. Não adie mais o encontro com as respostas que procura. Peça já o seu exemplar gratuito através do nosso número 933-939291, repetindo 933-939291. Encontre o sentido, viva com verdadeiro propósito e deixe a esperança guiar o seu caminho.

A lei perfeita da liberdade

Muito obrigado pela sua companhia. Há muitos séculos atrás, logo após a libertação dos israelitas, depois de 400 anos de escravatura no Egito, Deus convidou Moisés a subir ao Monte Sinai a fim de entregar-lhe duas tábuas de pedra que continham os 10 mandamentos escritos pelo dedo de Deus. A esses 10 mandamentos, a Bíblia chama de lei perfeita da liberdade. Tiago, um dos escritores do Novo Testamento, escreveu o seguinte na sua epístola. Se quiser, pode acompanhar a leitura na sua Bíblia. Tiago, capítulo 1, versículo 25.

A lei que Tiago aqui refere, qual é? Certamente a mesma lei dada por Deus a Moisés no Monte Sinai. A lei moral de Deus, a qual Tiago designa, como vimos, de lei perfeita da liberdade. A perfeição é a assinatura original do Criador. Quando o mundo e o homem saíram das mãos de Deus, refletiam a harmonia absoluta da sua vontade. Contudo, seis milénios de mal desfiguraram a obra-prima, trazendo a imperfeição e o caos. Mas em meio ao desgaste do tempo e do pecado, algo permanece intocável, inalterável, a lei de Deus.

Como Deus é perfeito, a sua lei é perfeita e sem erros. A lei de Deus não é um fardo, mas o espelho da perfeita liberdade, da perfeição original, o único mapa seguro para reconduzir o homem caído à sua reconstrução ou à reconstrução do seu caráter e levá-lo de volta ao propósito eterno de Deus. Há quem defenda que esta lei dada por Deus ao homem e expressa nas Santas Escrituras age contra a liberdade, quando em verdade é precisamente o contrário. Ela protege a liberdade do homem.

Se não vejamos, quando a lei diz, não matarás, não furtarás ou não dirás falso testemunho, aqui a proteção do homem é o objetivo principal. Eu costumo ilustrar este princípio da seguinte maneira. Pensemos num rio. Assim como as margens permitem que a água flua com força e direção, a lei de Deus define os limites onde a liberdade humana pode florescer sem causar dano a si mesma ou ao próximo. Quando as águas do rio transbordam ou ultrapassam os limites das suas margens, quase sempre causam destruição. Eis porque Deus na sua lei diz, não matarás, não furtarás ou não dirás falso testemunho.

Deus sabe que se ultrapassarmos esses limites, causaremos danos a nós mesmos e aos nossos semelhantes. Então, isto faz-nos pensar ou isto faz-nos pensar o seguinte, a liberdade é apresentada nas Escrituras Sagradas como um dos fundamentos da lei, mas não é o único fundamento, pois o principal fundamento da lei é o amor, o amor divino. Assim sendo, a lei tendo o amor como principal fundamento, é apresentada na

A verdadeira liberdade em Cristo

Bíblia também como a medida perfeita da liberdade. Jesus Cristo, em apenas três anos e meio, falou inúmeras vezes acerca da perfeita liberdade. E numa dessas ocasiões, surpreendeu a humanidade daquele tempo e surpreende-nos também a nós hoje. Veja o que ele disse. As suas palavras foram registadas e podemos ler no Evangelho de João, no capítulo 8 e no versículo 32. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Jesus falava de si mesmo e estava a dizer que ele próprio é a verdade que nos liberta.

Um pouco mais adiante, neste mesmo capítulo 8 de João e no versículo 36, Jesus concluía, se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. No entender de Cristo, ser verdadeiramente livre significa ser liberto do poder da culpa e da condenação das falhas morais e espirituais e isso só é possível por meio de Jesus. No contexto jurídico da época em que Jesus aqui viveu, um escravo não tinha direitos permanentes numa casa, mas o filho, o herdeiro, tinha a autoridade total. É por isso que Jesus se apresenta como o Filho de Deus. E nessa condição, ele possui a autoridade exclusiva para conferir o estatuto de pessoa livre e adotar o crente na família de Deus.

Sim, estimado amigo, estimada amiga. Essa liberdade que todos somos convidados a conhecer realiza-se em plenitude com Cristo. Sem Cristo não é possível a perfeita liberdade. Quantos hoje perguntam, mas afinal, Jesus Cristo liberta-nos de quê? Já o dissemos em partes, Jesus liberta-nos do poder da culpa e da condenação. Mas ele também nos liberta dos piores males que assolam a humanidade. O egocentrismo, o orgulho. Cristo, a verdade, abre-nos caminhos de vida, de vida plena, de fraternidade e de solidariedade no serviço de uns aos outros. E é assim que todos, sem exceção, somos chamados a viver a perfeita liberdade.

Em suma, o Evangelho convida-nos a pensar sobre o propósito divino da liberdade, esse dom com que Deus nos dotou desde que nascemos. A liberdade que não nos deve levar a fazer tudo o que queremos, mas a fazer aquilo que é preciso para nos tornarmos mais tolerantes uns com os outros, permitindo relações mais harmoniosas e, acima de tudo, mais amigos de Deus. Jesus não alterou aquela lei que foi escrita pelo dedo de Deus, mas Ele resumiu em dois princípios de vida. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo mandamento, dizia Jesus, é este, amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Nestas palavras, Cristo, ou nestas palavras de Cristo, a liberdade não é a ausência de regras, mas a libertação do ego para o florescimento do ser através do amor, que é o fundamento da sua lei. E o amor não anula a lei, ele exalta a lei. Quando o amor assume o control, a obediência deixa de ser um peso e passa a ser uma expressão livre e de regozijo. Talvez por isso o salmista Davi dizia, os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração. O mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos. E foi assim que falando-lhe hoje de liberdade.

Pomos um ponto final no nosso encontro de hoje. Mas ainda tenho algo para si antes de nos despedirmos. Não deixe que a reflexão de hoje termine aqui. Leve consigo este Guia de Estudo Evidências. Uma ferramenta preciosa para quem deseja encontrar respostas seguras e alicerçar valores bem sólidos. Para receber o seu exemplar evidências, basta enviar uma mensagem ou ligar para o número 933 93 92 91. Eu repito, 933 93 92 91. Peça o seu guia hoje mesmo e descubra como a verdade nos torna genuinamente livres.

Muito obrigado pela sua confiança e pela sua companhia. Eu sou o Jorge Machado e espero por si na próxima semana para mais um Palavras e Virtudes. Até breve.

Sobre este episódio

Neste episódio, Jorge Machado continua a série Palavras e Virtudes com uma reflexão profunda sobre a palavra liberdade, uma das maiores dádivas concedidas por Deus ao ser humano.

Série
Palavras e Virtudes · 24 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 3
Estreou
09 de Junho de 2026
Categoria
Outros