Palavras

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26 de Maio de 202624 min 24 s

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Apresentação e boas vindas

E aí Meu amigo, minha amiga, que enorme prazer estar consigo. Seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda ao canal Novo Tempo Portugal. Estamos a iniciar uma série muito especial de reflexões, um convite para pensarmos juntos sobre algo fundamental, as palavras e virtudes. Ao longo das próximas semanas, terei o privilégio de partilhar consigo este espaço e este tempo. O meu nome é Jorge Machado e serei o seu anfitrião nesta caminhada de autodescoberta e crescimento espiritual.

É uma honra poder entrar em sua casa com esta mensagem de esperança e renovação. Explore conosco como as palavras moldam o nosso caráter e como podemos cultivar virtudes essenciais no nosso dia a dia. Como não poderia deixar de ser, vou começar hoje por falar precisamente de palavra. Afinal, a palavra é a semente de tudo o que construímos. Ela tem o poder de erguer pontes ou criar abismos, de curar feridas ou de inspirar grandes mudanças. Antes de qualquer gesto ou virtude, existe sempre uma palavra que nos define e nos guia.

E é sobre essa força invisível, mas transformadora, que vamos refletir daqui a pouco neste canal Novo Tempo Portugal. E a propósito do nosso tema de hoje, gostaria de lhe apresentar algo muito especial. Esta revista, o título deste número é profundamente sugestivo. Deus me ouve. Nos dias de hoje, quantos se questionam, Deus me ouve? Essa dúvida, quando alimentada, motiva incrédulidade ou até revolta. Instala-se o sentimento de que Deus é alguém distante, que não se importa.

Mas será que é si mesmo? Quero oferecer-lhe a revista Deus Me Ouve para que encontre respostas a essas e outras inquietações. Não tem que pagar nada. É totalmente gratuita. Então não hesite. Peça hoje mesmo através do nosso contacto direto. Tome nota. 933-93-9291. 933-93-9291. Estamos aqui, para si, no canal Novo Tempo Portugal.

O poder da comunicação

Meu querido amigo, minha querida amiga, todos sabemos, há palavras e palavras. Muitas vezes, no nosso dia-a-dia, deixamos escapar palavras de forma quase automática, sem darmos conta do seu peso. No entanto, existem palavras que nos obrigam a refletir, porque carregam um significado profundo. Eu diria que muito do que vemos acontecer no mundo à nossa volta é o reflexo direto do que se pensa e dos desejos internos que inevitavelmente se traduzem no que se diz e no que se faz. Todos, todos aprendemos a falar muito cedo e o processo parece-nos até instintivo.

Nenhum de nós guarda a memória do momento em que começou a falar, mas os nossos pais recordam quase de certeza e com detalhe a emoção da nossa primeira palavra. E é assim porque o ser humano é, na sua essência, um ser de comunicação. Pois é, comunicar faz parte da nossa natureza. Falar está ao alcance de quase todos, mas saber falar é um exercício contínuo, exige propósito, conhecimento e, acima de tudo, disponibilidade interior. Repare, quando escrevemos e damos voz às nossas frases, estamos a gerar algum impacto.

A palavra falada tem o poder de transformar o semblante de quem ouve. Pode provocar um sorriso ou uma expressão grave. Pode trazer paz ou despertar indignação. Pode levar ao choro ou alegria contagiante. No fim de tudo, o efeito depende sempre da intenção e da força daquilo que partilhamos. Saiba que a palavra texto tem a sua origem ligada à ideia de tecido ou textura. É verdade. E faz todo sentido. Imagine uma peça que vamos tecendo pacientemente. Os fios verticais e horizontais vão se interlaçando e, no final, o que temos é uma obra completa, um tecido.

Esta é a imagem perfeita do que as palavras fazem na nossa comunicação. No fundo, cada palavra que escolhemos é como uma ligação numa extensa cadeia. É como se cada palavra fosse um elo de uma corrente onde todos juntos formam o que chamamos de gulossário ou vocabulário de uma língua. As palavras têm vida e cada uma carrega a sua própria história e a história de cada palavra é o que chamamos de etimologia, o estudo fascinante que investiga a origem das palavras, a sua composição e a forma como evoluíram ao longo dos séculos.

Aqueles que se dedicavam à vida ou dedicavam a vida ao estudo das palavras eram os filólogos. E filólogo tem um belíssimo significado. Quer dizer, textualmente, amigo da palavra. A filologia é muito mais do que a gramática, é o mergulho na literatura e na língua de um povo. É através dela que acedemos à manifestação mais pura da cultura e da própria essência de uma civilização. Por isso, ao olharmos para as palavras, estamos a olhar para o ADN de um povo e para a forma como ele expressa a sua alma. À primeira vista, parece simples, um conjunto de letras, um som, um termo num dicionário, mas a palavra é muito mais do que gramática.

Ela é viva, orgânica e está carregada de intenção. Como vimos, ela é o fio do tecido social e o elo da nossa história. Quando tentamos definir o que é a palavra, estamos, no fundo, a penetrar no mistério da nossa própria existência. Definir a palavra é tentar traduzir a complexidade do ser humano, essa criatura que sente, que sonha e que precisa de se expressar para existir. Mais do que um som ou um conjunto de letras, a palavra não é apenas um rótulo para as coisas, ela dá forma ao pensamento. Mas muito mais do que isso.

A palavra é a ponte pela qual o homem se liga a Deus e através da qual estende a mão ao seu próximo. É o sopro que transforma o pensamento em comunhão. Quando falamos com verdade e amor, ativamos essa ligação divina que nos recorda que não estamos sós. É um desafio que ultrapassa os livros técnicos, porque uma palavra pode ser um

A palavra criadora

sopro de esperança, mas também pode ser um peso insuportável. Há uma pergunta importante nesta reflexão que hoje fazemos juntos. Desde quando existem palavras? Ou quem as preferiu pela primeira vez? Segundo a perspectiva teológica e bíblica, a palavra tem um papel primordial e criador. A palavra, meus amigos, não é um instrumento humano. Ela tem uma marca de eternidade. Já existia antes mesmo de o mundo ter sido criado. Deus a usou para criar todas as coisas no universo.

O texto bíblico de Génesis capítulo 1 e versículo 1 diz-nos que quando Deus criou todas as coisas no princípio, no princípio criou Deus os céus e a terra. Logo a seguir, a Bíblia trata do assunto da criação do mundo e diz-nos que Deus falou, Deus ordenou. O primeiro ato criativo de Deus neste mundo foi a luz. Ele usou o poder da sua palavra para iluminar o mundo. A Bíblia diz que Deus disse, haja luz e houve luz. É absolutamente impressionante. Se continuarmos a leitura de todo o capítulo 1 de Génesis, vamos reparar num padrão fascinante.

Por sete vezes, sim, sete vezes, a narrativa repete a mesma frase. E disse Deus. Portanto, a conclusão é poderosa. Deus falou, Deus usou a palavra, o poder da sua palavra para fazer todas as coisas existirem. Ora, nesta perspectiva, a palavra pronunciada por Deus é vista como uma força de ação pura. Ela não apenas comunica um desejo, ela executa a realidade, é a própria materialização da sua vontade. E isso muda tudo o que pensamos sobre o poder da palavra que sai da boca de Deus.

Já no livro de Salmos, no capítulo 33 e no versículo 9, podemos ler sobre o poder da palavra criadora de Deus. Vamos ler Salmos capítulo 33 e versículo 9. O salmista Davi escreveu, Salmos 33 9, pois ele falou e tudo se fez, ele ordenou e tudo surgiu. Esta passagem bíblica celebra o poder da palavra criativa de Deus. Ela revela que a vontade divina não requer esforço físico ou processos complexos. A sua autoridade é absoluta e imediata.

Foi pelo poder da palavra que Deus trouxe à existência todas as coisas. Deus é todo poderoso e a sua palavra é toda poderosa. Vamos fazer uma breve pausa na nossa reflexão sobre palavra. Mas não saia daí. No próximo bloco voltamos com algo mais sobre este tema e também para lhe falarmos sobre uma oferta que temos para si. São apenas alguns instantes. Continuamos juntos aqui na Novo Tempo Portugal. Estamos de volta ao nosso tema.

Antes, porém, falo-lhe uma vez mais desta revista editada com todo o cuidado a pensar em si. Deus me ouve? Para muitos, o silêncio de Deus é interpretado como ausência ou indiferença, gerando uma amargura profunda. Quantos vivem com a sensação de que o céu está fechado e Deus é um espectador distante? Mas, e será que é si mesmo? Faço questão de oferecer-lhe esta revista para que possa encontrar clareza no meio dessas inquietações. Ela é inteiramente gratuita. Pode fazer o seu pedido através do 933-9291.

Jesus o verbo

Vou repetir. 933-9291. É assim no canal Novo Tempo Portugal. Estamos sempre ao seu lado. Avançando para o Novo Testamento, encontramos os quatro Evangelhos, cujo propósito central é revelar Jesus, o seu ministério, os seus ensinos e a missão que o trouxe ao mundo. No entanto, um deles distingue-se de todos os outros pela sua estrutura e profundidade teológica. Estou a referir-me ao Evangelho segundo João. No início da introdução, João utiliza um termo grego extraordinário para se referir a Jesus, a palavra Logos.

Na maioria das nossas versões bíblicas, traduzimos Logos por palavra ou verbo. É fascinante perceber que ao escolher este termo, João está a resgatar um conceito do Antigo Testamento para expressar a força criadora e reveladora de Deus. Certamente, o apóstolo tinha em mente aquele primeiro texto de Génesis capítulo 1, versículo 1. No princípio, criou Deus os céus e a terra. João quer que compreendamos que o autor da criação e o protagonista do seu evangelho são a mesma coisa. É esta convicção que o leva a escrever as palavras imortais do seu primeiro versículo, João capítulo 1, versículo 1.

No princípio era a palavra e a palavra estava com Deus e a palavra era Deus. Ao identificar Jesus com uma palavra viva, João revela-nos que ele é a expressão máxima da vontade do Pai. Jesus é a palavra que estava lá no princípio e que hoje continua a querer comunicar vida ao nosso coração. Mas João não fica por aqui. Ele quer que não restem dúvidas na nossa mente. Logo a seguir, ele reforça a sua convicção absoluta sobre a divindade de Cristo, declarando no versículo 3, todas as coisas foram feitas por ele e sem ele nada do que foi feito se fez.

Para um pouco. Pense comigo na profundidade desta afirmação. O apóstolo Paulo, ou aliás o apóstolo João, está a pensar em Jesus e a dizer-nos que ele é o arquiteto do universo. Nada, absolutamente nada do que existe ganhou vida sem intervenção dele. Ora, isto significa que a palavra que é Jesus não é apenas um conceito abstrato ou uma ideia bonita. É a força motriz que sustenta cada átomo e cada batida do nosso coração. Quando João liga Jesus à criação de todas as coisas, ele está a dizer-nos que o mesmo poder que acendeu as estrelas é o poder que está disponível para reconstruir a nossa vida hoje.

Há pouco eu citei um dos textos mais poderosos das Escrituras, o Salmo 33, versículo 9. Ainda se lembra? Sim, diz assim, pois ele falou e tudo se fez, ele ordenou e tudo surgiu. Mas convido agora a pensar comigo. Enquanto o Salmo destaca o modo da criação, ou seja, a fala e a autoridade da ordem de Deus, o Evangelho de João vai mais longe, identifica o agente dessa criação. João revela-nos o Logos, a palavra viva que o cristianismo reconhece como Jesus Cristo. Ah, quando o apóstolo afirma que sem ele nada do que foi feito se fez, ele está a fechar uma porta a qualquer dúvida.

Não existe um único elemento no cosmos, uma única estrela, um detalhe na sua vida que tenha surgido de forma independente da vontade divina. Tudo o que existe é fruto de uma palavra que foi dita com propósito. E se a sua vida existe hoje, é porque houve uma palavra de Deus que a sustentou. É com esta confiança soberana no Criador que nós podemos continuar a nossa jornada neste mundo cheio de perplexidades. Por vezes, dou comigo a pensar, como era o tom da voz de Jesus Cristo? Como eram articuladas as suas palavras?

Que privilégio! Tiveram aqueles que o acompanharam de perto, que o ouviram falar, que ouviram os seus ensinos. Também não sabemos como era a linguagem de Deus ou a que Deus usou no princípio, nem a que usou para falar com Adão e Eva quando os criou. O que sabemos é que houve sempre comunicação ou troca de palavras entre ambos. A Bíblia dá-nos a entender que todos os dias Deus vinha junto do homem, ao encontro do homem, para falar com ele. Podemos imaginar como seria essa comunicação, mas mesmo sem sabermos muito a esse respeito, o facto é que era uma comunicação que certamente se traduzia numa comunhão perfeita.

Sim, Deus e o homem tinham prazer em estar juntos, em conversar um com o outro.

A Bíblia sagrada

Sabemos que após o pecado, o homem não podia mais dialogar com Deus face a face, No livro do profeta Isaías, no capítulo 59 e no versículo 1, podemos ler sobre a mais triste condição humana. O profeta Isaías, o porta-voz de Deus, dizia, certamente com tristeza no seu coração, mas as nossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós para que não vos ouça. O que vemos aqui expresso nas palavras do profeta é que o problema está em nós. Os únicos que podem impedir Deus de agir em nossas vidas somos nós mesmos.

Não é Deus que se esconde do homem. Não é Deus quem desiste do homem. É o homem quem se esconde de Deus. É o homem quem constantemente foge de Deus e desiste de Deus. Apesar dessa separação, Hoje, Deus continua a falar aos homens e mulheres deste século e fala sim a cada um de nós. Sim, estimado amigo, estimada amiga, Deus quer falar ao seu coração. Deus está interessado em dizer-nos algo especial, algo importante que se relaciona com o seu futuro eterno. Ele fala-nos através da sua palavra escrita, a Bíblia Sagrada. O apóstolo Pedro escreveu algo muito importante sobre este livro, a Palavra de Deus.

Vamos ler? Na sua segunda carta, no capítulo 1 e no versículo 21, podemos ler o que está escrito. Porque a palavra, porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo. O texto diz-nos que a palavra de Deus não chegou a nós pela vontade do homem, mas pela inspiração divina. Pense comigo, a linguagem é humana, mas a palavra vem de Deus. Homens santos de Deus, homens que Deus escolheu para que a sua palavra pudesse chegar até nós.

Deus falou-lhes e eles reproduziram em palavras humanas aquilo que de Deus receberam como verdade. Por isso, a Bíblia é a palavra de Deus, a verdade presente, a verdade para este tempo. A Bíblia não é apenas um livro, é a palavra viva, o manual que Deus nos confiou para guiar cada passo da nossa existência. Podemos confiar nela porque nela encontramos uma fonte inesgotável onde o Criador nos revela as suas promessas, os seus ensinos mais profundos. Ao abrirmos essas páginas com dedicação e reflexão, permitimos que a voz de Deus ecoe no nosso pensamento.

É esse estudo que ilumina os nossos caminhos, repetindo em nós o milagre da criação. Tal como no princípio Deus ordenou, haja luz e a luz surgiu, assim Ele o faz hoje no nosso coração através da sua palavra. Essa mesma voz que dissipou o caos no princípio, agora penetra as nossas sombras interiores, trazendo-nos clareza onde havia dúvida, paz onde reinava intranquilidade. A Bíblia não é apenas um eco do passado, mas uma força presente que cria novas realidades em nós todos os dias.

Meu amigo, minha amiga, estamos a chegar ao final deste nosso primeiro encontro. Porém, antes de nos despedirmos, falo-lhe novamente da revista Deus Me Ouve. Receba em sua casa um exemplar, sem qualquer custo. É totalmente gratuita. Peça hoje mesmo. Esta revista, Deus me ouve, através do nosso contacto direto. Tome nota, 933 939291. Estamos aqui para caminhar ao seu lado, consigo, no canal Novo Tempo Portugal. Ficamos hoje por aqui, mas a nossa jornada de descoberta não terminou.

Que a luz da palavra continue a guiar os seus passos e até ao próximo encontro de palavras e virtudes. Eu sou o Jorge Machado e espero por si aqui, mesmo na Novo Tempo Portugal, o canal da esperança. Até breve.

Sobre este episódio

Neste episódio, Jorge Machado inicia uma série especial de reflexões sobre palavras e virtudes, convidando-nos a pensar no poder transformador da palavra na nossa vida diária e na nossa caminhada espiritual.

Série
Palavras e Virtudes · 21 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 1
Estreou
26 de Maio de 2026
Categoria
Outros