Verdade

Verdade

23 de Junho de 202621 min 39 s

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Abertura e reflexão

e aí Seja muito bem-vindo, muito bem-vinda. Está no ar Palavras e Virtudes. Este é o nosso habitual encontro semanal aqui no canal Novo Tempo Portugal. Eu sou o Jorge Machado e estou aqui para convidá-lo a percorrer conosco mais uma etapa na descoberta do sentido das palavras que traduzem as virtudes que engradecem a vida.

A palavra escolhida para a reflexão de hoje é verdade. A busca permanente da verdade é inerente ao ser humano. Distinguir entre o falso e o verdadeiro, comprovar a veracidade dos factos ou desfazer qualquer dúvida a respeito, seja do que for, está entre aquilo que nos caracteriza como pessoas. Esta procura pela verdade surge muito cedo e prolonga-se durante a nossa existência. Ninguém se sente confortável sem a verdade e, por isso, também a questionamos a todo o tempo e, acerca dela, por vezes, levantamos até dúvidas.

Apesar de toda a argumentação que possa haver acerca da verdade, uma coisa é certa, ela é muito valorizada. Mas o que é verdade? Essa pergunta que ecoa há milénios nos corredores da filosofia é muito mais do que um simples exercício intelectual. É a base sobre a qual construímos a nossa compreensão do mundo e a compreensão acerca de nós mesmos. Há factos que levam tempo a processar, mas a verdade não espera. Fique connosco, pois o tema de hoje certamente despertará muita curiosidade.

Mas vamos fazer aqui uma curta pausa para lhe apresentar uma sugestão de leitura, este estudo que certamente lhe irá interessar. Falo-lhe deste guia de estudo à procura da verdade, nem a propósito. O que lhe propomos é inteiramente gratuito. Uma jornada profunda pelos grandes temas da Bíblia Sagrada. São 15 estudos. que clarificam as verdades fundamentais da Palavra de Deus, desenhados especialmente para transformar e elevar o seu conhecimento bíblico. Peça então, hoje mesmo, o Guia de Estudo à Procura da Verdade.

Através do nosso habitual contacto, o 933-93-9291, 933 939291. Descubra a verdade que liberta, aqui no canal Novo Tempo Portugal. Voltamos então à questão.

Origem da verdade

O que é verdade? Bom, definir verdade não é uma tarefa fácil. Ao longo do tempo foram surgindo vários conceitos e definições para a verdade. No entanto, dispensando qualquer conceito filosófico, eu direi que, no sentido mais prático, verdade é tudo que está diretamente ligado ao que é sincero, autêntico ou genuíno. A verdade será também a afirmação do que é certo, do que é exato e do que não suscita qualquer dúvida. Ora, a palavra verdade, na sua origem, possui três fontes muito próprias, herdadas do hebraico, do grego e do latim.

A mais próxima da nossa palavra portuguesa é a oriunda do latim, veritas. A palavra traduz o sentido de exatidão ou rigor no que se refere a factos passados, ou seja, a verdade a respeito do que aconteceu. A segunda fonte remete-nos para o grego koine ou grego antigo. A palavra é aleteia e refere-se ao presente, à manifestação do que é, do que existe. A terceira fonte tem origem, como dissemos no hebraico, a palavra emuná e refere-se às coisas futuras, no que diz respeito à verdade acerca do que ainda não aconteceu e, por essa razão, surge com frequência ligada às profecias, cujo cumprimento é dado como certo.

Neste caso, verdade está relacionada com a esperança no cumprimento do que foi

A verdade sobre nós mesmos

prometido. Mas, o que é essencial considerar acerca da verdade? Esta é uma pergunta importante. Provavelmente, os aspectos mais relevantes sobre este tema complexo encontram-se nas três medulares descobertas sobre a verdade. a verdade acerca de nós mesmos, a verdade acerca dos outros e a verdade acerca de Deus. Atribui-se ao filósofo grego Sócrates o célebre aforismo, conhece-te a ti mesmo. Segundo se diz, esta expressão encontrava-se gravada num dos pórticos do templo de Apolo, na cidade de Délphos, na Grécia.

No entanto, presume-se que, na realidade, o filósofo simplesmente tomou aquela inscrição como inspiração para construir a sua filosofia, a qual pretendia usar como padrão na busca do autoconhecimento, no conhecimento do mundo e da verdade. Conhecermos-nos bem é fundamental para o equilíbrio da vida. Vivemos num mundo inundado de mentira onde o homem vive enganado e, na maioria e na maior parte das vezes, enganado a respeito de si mesmo. Conhecer-se a si mesmo, mais do que uma máxima da filosofia socrática, é uma grande verdade sobre uma das maiores necessidades humanas.

Saber quem somos na verdade e não apenas o que pensamos ou aparentamos ser será, porventura, um dos maiores desafios da vida. Olhar para dentro de si mesmo será o ponto de partida para a realização de mudanças e transformações sem as quais não é possível ter uma vida equilibrada e, consequentemente, mais autêntica e feliz. O segredo desse equilíbrio não está tanto no desenrolar do tempo que vamos vivendo, mas sim no resultado do desejo intenso e do empenho que cada indivíduo emprega para o conquistar.

Essa introspeção leva-nos à realidade do que somos e isso pode até causar alguma dor quando confrontados com problemas de consciência. Mas essa dor é necessária para o crescimento e estabilidade. Um dos exemplos sobre essa vontade de querer conhecer-se a si mesmo, para a busca da paz interior, encontramos na experiência do Rei Davi, quando, em sua oração, suplicava a Deus que o ajudasse na difícil tarefa do autoconhecimento. Na sua incessante busca, ele suplicava, sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração.

Prova-me e conhece os meus pensamentos e vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno. Eu citei o que encontramos aqui em Salmos 139, versículos 23 e 24. Conhecer-se exige coragem de abandonar as máscaras e ser genuinamente honesto, permitindo, como fez Davi, que a luz divina sonde as fragilidades que tentamos esconder, reconhecendo que nem sempre temos a visão clara sobre as nossas próprias motivações.

Muitas vezes vivemos reféns de padrões habituais agindo de forma mecânica e reproduzindo comportamentos que mal compreendemos. Nestes automatismos expondemos de nós mesmos medos antigos, traumas mal resolvidos ou desejos latentes que silenciosamente moldam as nossas escolhas. A Escritura confronta-nos com esta realidade. Através do livro do profeta Jeremias, Deus diz que não há nada mais enganoso do que o coração do homem.

E põe a questão, quem o conhecerá? A resposta vem do próprio Deus. Eu, o Senhor, esquadrinho o coração. Eu provo os pensamentos. E isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações. Esta palavra encontra-se no livro do profeta Jeremias, no capítulo 17 e nos versículos 9 e 10. Eu esquadrinho o coração, diz Deus. É aqui que precisamos de reconhecer que dependemos de Deus para iluminar o templo da nossa alma, trazendo à luz o que escondemos e o que a nossa visão interior, por si só, não consegue alcançar.

Vamos fazer uma breve pausa. Daqui a poucos instantes voltaremos ao nosso tema de hoje, a verdade. Até já. TV Novo Tempo, o canal da educação, o canal da esperança. Estamos de volta ao Palavras e Virtudes. Obrigado por ainda estar connosco. Aproveito este reinício para, uma vez mais, apresentar-lhe este guia de estudo à procura da verdade. Trata-se de uma série de estudos sobre os grandes temas da Bíblia Sagrada. Para além da sua riqueza gráfica, este manual contém ensinamentos profundos sobre as mais pertinentes questões a respeito da fé e dos principais ensinos bíblicos.

Estamos desejosos de o levarmos até si, pois ele é inteiramente gratuito. Pode fazer o seu pedido através do telefone ligando para o 933 939291 à procura da verdade. Antes do nosso intervalo falávamos da verdade acerca de nós mesmos.

A verdade sobre os outros

Agora é o momento de virar o foco numa outra direção e pensarmos na verdade acerca dos outros. A verdade acerca dos outros nem sempre a saberemos. Felizmente, não nos foi dado o condão de penetrarmos no íntimo do pensamento humano, nem de sabermos tudo o que se passa na vida de cada vida. E essa é uma das garantias que protege a dignidade humana. É irrefutável a verdade acerca de que o caráter individual se manifesta primordialmente por meio do comportamento.

A esse propósito, Jesus Cristo foi bem claro ao afirmar, pelos seus frutos os conhecereis. E continuava Jesus dizendo, colhem-se por ventura uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos. E perguntava, Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode uma árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda a árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis.

O que Cristo pretendeu dizer é o que foi reproduzido no Evangelho segundo Mateus e que dificilmente alguém possa, por muito tempo, encontrar a verdade a seu respeito. Pois, por muito que tente proteger a privacidade da sua personalidade ou do seu caráter, mais tarde ou mais cedo, pelas suas atitudes, os seus frutos, acabará por revelar totalmente. Por outro lado, Reprovar o erro e, como tantas vezes ouvimos dizer, chamar o pecado pelo seu próprio nome, bom, poderá ser uma atitude correta diante do que é inequivocamente censurável.

Mas, ainda assim, precisamos de ter a certeza de que o fazemos sem hipocrisia, sem parcialidade e, acima de tudo, com respeito pela dignidade do outro. Quanto a isso, Jesus também foi muito claro quando alertou. Esta palavra encontramos no Evangelho de Mateus, no capítulo 7 e nos versículos

A verdade sobre Deus

1 e 2. A verdade absoluta, imutável e constante pertence unicamente a Deus e encontra-se aqui em Sua Palavra. Sobrepõe-se a todos os conceitos, sejam eles filosóficos ou científicos. Diante da complexidade da alma humana, onde muitas vezes nem nós mesmos compreendemos as nossas motivações, surge uma verdade absoluta. Deus é o único que nunca se engana. Enquanto o julgamento humano é limitado por aparências e preconceitos, Deus possui a visão plena, o conhecimento de quem somos na nossa essência mais autêntica.

Ele é o único que sabe tudo o que se passa a nosso respeito. Cada ferida escondida, cada sonho silenciado e cada intenção que ainda não se transformou em palavra. O mesmo Davi, que há pouco citei, afirmava no seu Salmo de 139 que não há lugar onde nos possamos esconder, pois, da presença de Deus, pois Ele conhece-nos antes mesmo de nascermos. Como ele dizia no seu Cântico, Deus conhece o meu assentar e o meu levantar. De longe entende o meu pensamento. Ia mais longe dizendo que conhece todos os nossos caminhos e que, sem que haja uma palavra na nossa língua, eis que o Senhor tudo conhece.

A verdadeira justiça exige uma transparência que a vista humana não alcança. Por isso, o único que exerce o julgamento com retidão e perfeita justiça é aquele que conhece o coração. Só quem vê o íntimo das intenções e compreende a soma de todas as dores e circunstâncias do indivíduo pode, de facto, pesar o seu valor. A nós resta o exercício de conceder aos outros o benefício da dúvida e o reconhecimento de que, num tribunal de consciências, todos, todos sem exceção, somos réus em busca de clemência.

Nesse sentido, Deus é o único que pode esquadrinhar o coração humano com retidão. Onde o mundo vê erros, ele vê a oportunidade de restauração. Onde nós vemos fracassos, ele vê a verdade do esforço. Confiar nesse olhar é encontrar o único julgamento que não condena por equívoco, mas que corrige e acolhe com a justiça perfeita de quem olha para o interior e sabe a verdade do que ali se passa. Por fim, fica a grande questão. É possível conhecer Deus? A resposta encontramos aqui, no precioso livro, a que chamamos Verdade.

Gosto de pensar no incentivo que Deus dirige a cada um de nós. Presta atenção no que diz a Bíblia. Então conheçamos e prosseguamos em conhecer ao Senhor. Como a alva é certa, e ele a nós virá como a chuva, como a chuva ceródea que rega a terra. Esta verdade encontramos no livro de Oseias, no capítulo 6 e no versículo 3. Minha amiga, meu amigo, busque viver com a convicção de que o relacionamento com o Criador não é um compromisso momentâneo ou intermitente, mas uma caminhada contínua.

O convite de Deus é claro. Conheçamos e prossegamos em conhecer. É um chamado à persistência e à intimidade crescente com Deus. Podemos conhecê-lo através da sua palavra. Depois vem a promessa fundamentada, na verdade, acerca do seu amor. E ele a nós virá como a chuva, como a chuva ceródea que rega a terra. A fidelidade de Deus é descrita com a precisão da natureza, Assim como o sol rompe a escuridão sem falhar, a presença divina é uma certeza para quem o busca.

Ele vem como a chuva que rega a terra para saciar a aridez da alma, trazendo renovação tanto no início quanto no fim da jornada. Estimada amiga, estimado amigo, acredite que tive muito gosto nesse nosso pequeno encontro. Antes de me despedir, porém, quero lembrá-lo de que tem à sua disposição este manual, o qual poderá receber em sua casa a custo zero, inteiramente gratuito. Falo-lhe do Guia de Estudo à Procura da Verdade. Peça-o hoje mesmo. Não hesite. Basta contactar-nos pelo telefone 933 93 92 91.

933 93 92 91. Eu sou o Jorge Machado e fico à sua espera na próxima semana para mais um Palavras e Virtudes. Até lá.

Sobre este episódio

A reflexão de hoje convida-nos a responder a uma das perguntas mais importantes da vida: o que é, afinal, a verdade? Neste episódio de Palavras e Virtudes, Jorge Machado conduz-nos por uma viagem profunda através da filosofia, da Bíblia e da experiência humana, mostrando que a verdade não é apenas um conceito, mas um caminho que transforma o coração.

Série
Palavras e Virtudes · 24 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 5
Estreou
23 de Junho de 2026
Categoria
Outros