Gabriel Ferreira

Gabriel Ferreira

27 de Fevereiro de 202655 min 33 s

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Seja muito bem-vindo a mais um Olhos nos Olhos, aqui na Novo Tempo Portugal. Hoje recebemos alguém cuja vida é feita de imagens, música e muita criatividade. Cresceu em Liria, sempre rodeado de tecnologia, de desenhos, de projetos improvisados e, claro, de muita música. Desde pequeno desmontava brinquedos de pilhas, rádios e relógios, criando o seu próprio laboratório de curiosidade. Quando voltava a montar, sobrava sempre alguma coisa, mas nem poderia ser de outra forma. O importante era explorar e não deixar nada como estava. Aliás, por onde passou, nunca deixou as coisas como estavam antes de chegar. O nosso convidado é Gabriel Martins Ferreira. É professor no Centro Universitário Adventista de São Paulo, sócio da EOKIÁ Filmes em São Paulo, chefe de edição de vídeo há quase 20 anos e com uma pós-graduação em Global Strategic Communication pela University of Florida e durante anos foi também o primeiro tenor do grupo vocal Novo Tom.

É marido da Suzette, pai da Melissa e da Marianne, e é reconhecido pelos seus colegas e alunos como alguém criativo, generoso, exigente e profundamente apaixonado pela arte de contar histórias em movimento. Hoje queremos olhar para lá da técnica, vamos conhecer o homem, a infância, os sonhos, as aventuras, as quedas, a bicicleta, a fé e a missão. Vamos conhecer a pessoa por trás das lentes. Hoje vamos estar olhos nos olhos com aquele a quem a maioria trata por Gabas.

O profissional do século

Olá, Gabas. Olá, Gabriel. Vou começar por ler um comentário que eu encontrei no teu LinkedIn, que deves certamente conhecer. Alguém escreveu o seguinte. O Gabas, como é conhecido, é o profissional do século. Sem tempo para o que não dá certo, ele aposta e sempre faz acontecer. Foi o meu supervisor direto quando trabalhei no programa Concerto de Ideias da TV Novo Tempo. Com uma vasta experiência, você meio que precisa andar com ele atrelado a um caderninho de mão, anotando todas as dicas que saem dele com a maior facilidade.

Além, é claro, da qualidade técnica dos seus trabalhos e depois ela termina dizendo, o mundo precisa de mais gavas. Achas que o mundo precisa de mais gavas? Olha, não sei. Na realidade, eu nem lembro desse comentário. Tem que dar uma olhada no LinkedIn quem que escreveu. Mas... Foi alguém que deste boa nota, com certeza. Deve ter sido. Alguém que fez jornalismo ou rádio e TV, que andou comigo nesse momento aí das produções de... de matérias audiovisuais para a novo tempo. Quando ela diz que o mundo precisa de mais gabas, como é que tu achas que seria o mundo se fosse repleto de gabas por todo o lado? Eu digo uma frase para os meus alunos que se a Apple alguma vez criar um clonador de pessoas, uma máquina de clonagem, eu seria o primeiro a comprar.

Eu gostaria de me clonar para poder produzir mais. Talvez seja por esse ponto de vista, de produção, produzir mais, fazer mais coisas. Eu teria um só no vídeo, teria outro só a ler livros, teria outro só vários clones do Gabas a fazer coisas diferentes, especialmente muito criativas, não é que eu gosto muito dessa área. És hiperativo, sentes que és hiperativo. Acho que talvez pela necessidade dos clones, sim. Consegue estar sossegado ou tens dificuldade em se sossegar? Não, eu consigo estar bem sossegado, eu gosto de ambientes bem silenciosos, tanto que eu moro numa região ando do Brasil bem de interior, assim, longe, numa cidade pequena, pacata, acordo com o barulho de pássaros, vou dormir com o barulho de grilos, então, gosto do silêncio, gosto de ficar em casa, sou uma pessoa muito caseira, por aquilo que parece, então, eu...

e realmente, se eu não tenho, talvez, um estímulo grande, assim, de conversa, de pessoas, de malta em volta, alunos e juventude, eu sou bem tranquilo, sou bem

Raízes portuguesas no Brasil

parado. A minha esposa pode... Podes confirmar isso. As minhas filhas também. Estou sempre tranquilo, quieto, calado na minha casa. Mas vamos então por partes. Já sabemos que atualmente vives no Brasil, és português, falas duas línguas, português e brasileiro. No entanto, a tua infância, tu consideras-te português. Já estás praticamente metade da tua vida no Brasil, metade em Portugal. Se alguém te perguntar, tu és português. Sim, português total. Na realidade, eu não tenho nem sequer nenhum tipo de nacionalidade brasileira, por mais que a minha mãe é brasileira. Eu até tentei, quando cheguei no Brasil, ver se dava vantagem tirar a nacionalidade brasileira, mas naquela época, hoje em dia, não sei se até mudaram os documentos, mas naquela época, pelo Brasil, por ser mais de 18 anos, eu teria que optar. Ou eu era brasileiro, ou eu, para poder ganhar a do Brasil, e eu deixaria de ser português.

Eu, não, mas espera aí, então não precisa. Basta tirar um visto permanente aqui. por estudo, ou sei lá, por trabalho, por casamento, que eventualmente foi o que aconteceu. Se perdesse a nacionalidade... Eu estava com o visto de estudante e depois acabei por casar, então peguei o permanente por casamento. Mas se perdesse a nacionalidade portuguesa, do ponto de vista simbólico, sentir-te exórfão, ou não é assim tão importante para ti? Talvez, porque naquela época, principalmente, 22 anos aqui e ainda não tinha tanto tempo lá, com certeza eu dava muito mais valor a ser português. E até hoje dou bastante valor mesmo. Então eu realmente só sou português, tenho um visto permanente no Brasil e só tenho o passaporte que eu sempre renovo, de 5 a 5 anos, e a própria carteira de cidadão. Como é que os portugueses são vistos no Brasil? Tens uma visão privilegiada disso? Ainda fazem muitas anedotas, muitas piadas?

Por acaso, eu acho que essa geração foi acabando ou envelhecendo. Então não é o tipo de piadas que hoje em dia há muito. Eu realmente parei muito de ouvir disso, eu mesmo sendo português, e todas as aulas que eu dou no Nasca, a primeira coisa que eu dou no início do semestre, logo a primeira aula, eu já digo, olha, sou português, vim de lá, trabalho aqui há tantos anos e tal. Nunca ninguém fala mais nada, então no início sempre tinha umas piadinhas. É que é do professor e tem medo. Talvez, talvez. No início sempre tinha umas piadinhas e tudo, mas não, nada demais, acho que bem tranquilo. E mesmo no início, eu também contava piadas de português só para também caber ao gelo, então sempre bem bem tranquilo e na realidade o que existia sempre é sempre uma cópia muito do que naquela época no início dos anos 2000 aqui em portugal contava-se muita piada de loiras ou de angolanos coisas assim que havia muito naquela época eram exatamente as mesmas piadas, só que lá eles colocavam português na piada.

Eu ria das coisas, mas já conhecia essa piada. Só que colocaram português em vez de colocar a loira. É fácil um português integrar-se atualmente no Brasil. Nós sabemos que os treinadores de futebol atualmente se calhar eram uma visibilidade diferente daquilo que é ser português. Notas isto nos últimos anos? Então, na realidade, eu sempre notei que foi fácil o tempo todo. Nunca achei nenhuma entrave, nenhuma dificuldade em um português se adaptar ao Brasil. Eu achei sempre que os brasileiros gostavam muito de portugueses, gostavam muito do suar, do sotaque daqui. E, ótimo, sempre fiz amizades. Nunca tive nenhuma entrave que eu perdia algum trabalho, ou perdia alguma amizade, ou perdia alguma oportunidade por ser português ou pelo sotaque. Nunca senti isso, em nenhum momento.

quer seja dentro da operação da Igreja Adventista, dos trabalhos, ou fora. Eu tenho muitos trabalhos feitos para fora também. Nada, zero. Então não há qualquer tipo de xenofobia? Não achei nada. Eu acompanho muitas notícias que acontecem hoje em dia aqui em Portugal. fica muito claro, especialmente no ambiente das escolas, com pais e filhos e colegas de escola e tudo, em Portugal está um caso um pouco difícil, complicado ali. Mas isso que eu vejo que acontece hoje, aqui em Portugal, Nunca senti lá, nunca vi lá e, até na época, quando eu morava aqui e vinham muitos brasileiros para cá, também não sentia que acontecia tanto. Eu sentia que, pelo menos, acho que há 20 anos atrás, era muito mais bem aceito, muito mais bem tranquilo, assim, essa parte do português.

que sempre foi imigrante, lidar com outros imigrantes que vinham para cá. Nunca achei que viria a dar esses problemas ou essas situações que acontecem como hoje. Vamos então regressar, não 20, mas 40 anos atrás. Temos algumas imagens que eu gostava que documentasses. Esta primeira aqui, que nós conseguimos ver, é uma imagem, aliás, é uma fotografia tua, já de alguns anos atrás.

Infância e tecnologia

que acho que agora não conseguimos ver, mas se calhar mais à frente vamos ver, são fotografias que revelam um pouco da tua infância. A tua infância foi marcada por desmontar brinquedos e aparelhos. O teu pai sempre gostou muito de tecnologia, tu cresceste também a ter tecnologia acessível, que se calhar não haveria na maior parte das casas com pessoas da tua idade, ou com crianças da tua idade, mas tu tinhas. Como é que foi crescer assim? Olha, foi interessante. Era realmente algo diferente. Na realidade, como eu não estava em outra casa, não sabia o que as outras crianças tinham. Mas eu tinha aquelas coisas diferentes. Gravadores de cassete, dois gravadores de VHS para poder fazer cópias de uma para outra. Coisas que às vezes não se tem numa casa normal. O meu pai sempre lidou na área de artes gráficas, então chegava a um ponto onde ele tinha máquinas...

Já estamos a ver ali esta... Quem és tu? Bom, eu sou o do meio, mais alto, sou mais velho, então estou um pouco mais alto ali. Nesta foto aí, lá na foto, à minha direita, tem a Amanda, que é a mais alta das meninas. E à minha esquerda, na foto, é a do meio. Eu sou o mais velho, a Amanda é a do meio. E a Marisa, do meu lado esquerdo, na foto. Isto és tu também? Isto é algum par que provavelmente devia ser... Por aquela foto de lá, eu acho que devia ser uma foto ali no Parque Eduardo VII, alguma coisa assim. Esta foto aqui também já devia ser em Lisboa. Eu já devia ter uns 7 anos, 7 para 8. Aqui também devia ser em Lisboa também. Já devia ter uns 10 anos, talvez em Santo António dos Cavaleiros, ali perto de Louros.

Porque nós vivemos boa parte da nossa vida ali. Aqui a data do meu batismo. Isto é no Rio Tejo, não é? No Rio Tejo, um dos afluentes ali do Rio Tejo. Quem é o pastor? É o pastor... Ai, como era o nome? Cazaquinha? Não. Cazaquinha, sim. Acho que era o Cazaquinha, não é? Talvez, sim, sim. Eu não consigo ver daqui. O Cazaquinha era o pai, acho que era o Cazaquinha. Sim, sim. E, justamente, desbravador já. Eu tinha 12 anos nessa foto. Mas, então, faltando ao que estavas a dizer. Estavas a falar que o teu contacto com tecnologia era uma coisa muito normal. Tratavas a tecnologia por tu, digamos assim. Justo, justo. Então, por exemplo, o meu pai tinha uma máquina de fazer ampliação de PSTAP. Para quem não sabe, era tipo um acetato, onde eram cortados pedaços de textos, colados, e depois, para poder isso virar uma página impressa, tinha que ser ampliada, fotografada, para ter mais qualidade, e depois viravam as chapas para fazer os fotolitos, e depois, mais tarde, chapas.

Hoje em dia, já nem mais é assim, é tudo digital. Mas então, por ter esses tipos de maquinários diferentes em casa, mesas de transparência, projeção de slides, câmaras fotográficas, cromas, slides coloridos e tudo mais, isso dava uma vantagem tecnológica mais à frente. Eu cheguei a entregar trabalhos na escola, eu me lembro claramente, no sétimo ano, eu fiz um trabalho de uma diagramação paginada certinha em computadores no PageMakers, Fiz uma diagramação linda de um trabalho sobre o grupo The Doors. Era para a aula de inglês. E eu fiz, assim, paginado com duas colunas, foto ao meio, número de canto de página, letra capitular. Eu entreguei para a professora e a professora disse que não ia aceitar. E se tirasse de uma revista, não ia aceitar. Só arrancaste da revista e me entregaste.

Não, professora, mas fui eu que fiz. Eu aprendi. Eu fiz a paginação. Ela disse que não ia aceitar. Meu pai teve que ir comigo à escola. E falar, não, eu sou técnico de artes gráficas, ensinei meu filho, ele sabe fazer. Ele aprendeu, foi ele que fez mesmo o trabalho. Ela ficou assim, como é que é possível? Nem eu, que sou professora, faço um trabalho deste para a minha faculdade, sei lá. Olha, Gabriel, deixa-me só fazer aqui uma correção, é bom da verdade, é o Pastor Alberto Nunes que te batizou. Por isso pedimos desculpa aqui por este lápis e também à família, quer do Pastor Cazaquinha de quem falamos, quer do Pastor Alberto Nunes. Continuando, falando sobre a tua vida, sobre a tua infância, custou a decisão de saires de Portugal para ires para outro país? Tinhas quantos anos? Dezoito, dezenove? Eu já tinha 22. Na realidade, não custou.

Já era um sonho que eu tinha. Eu e os irmãos já tínhamos esse sonho de querermos cursar um curso superior em alguma instituição adventista. Onde seria isso? Em Portugal? Se tivesse, nós teríamos feito aqui. Não teríamos saído daqui, com certeza. Infelizmente, não tem. Até hoje, não existe em Portugal. Mas também das outras opções que existiam na Europa, ou não tinham os cursos que nós queríamos, das áreas, principalmente de comunicação, que era a área que eu queria, não tinha nenhum, ou então era muito caro, para podermos custear, em outro país da União Europeia, fazer esse custo superior. Então, o Brasil foi uma opção muito boa, na altura o Nasper estava bem forte, o Nasper Campos Engenheiro Coelho. Ele tinha os cursos que nós queríamos, de comunicação, ou de jornalismo, ou de publicidade e propaganda, tinha pedagogia, que a minha irmã já tinha começado um ano aqui, em Portugal, E ela já queria, então, continuar lá.

E eu, por ser o mais velho, tinha acabado o secundário primeiro. Esperei elas terminarem o secundário. E depois, então, fomos os três juntos. Fizemos o vestibular para o UNASP e fomos os três juntos, porque a ideia já era fazermos uma faculdade admitidista. Graças a Deus, pela diferença monetária do euro, a força do euro, dava para um salário dos meus pais poder pagar a nossa faculdade. Mesmo numa faculdade confissional e privada, particular, como é no Brasil que é paga. Mas explica-me uma coisa, ainda aqui em Portugal, em território português, havia algo que tu gostavas muito de fazer, e confirma-me se isto é verdade, que era pegar em cassetes VHS e montar uma espécie de roteiro para um rato, para um hamster. Isto é verdade ou não? Sim, isso foi uma coisa que eu sempre gostei, animais de estimação. Nós sempre tivemos muitos animais de estimação.

E tinham muitas cassetes também lá. Muitas cassetes, muitos vídeos, eu gravava tudo, eu tinha horas e horas gravadas de todos os programas que eu revia e revia também. Portanto, todos nós, na época, não tínhamos CDs nem DVDs nem tudo, mas na época das cassetes de VHS Nós tivemos hamster, tivemos tartaruga, tivemos peixinhos, peixe de água salgada, peixe de água doce, quente, tudo. Gato, cão, vários. E o hamster sofria nos labirintos que nós criávamos com as cassetes. Era bem engraçado, né? Pena que hamsters deram um pouco, né? E que programas é que tu gostavas de ver aqui em Portugal quando eras criança? Olha, eu sempre fui muito fã de assistir os programas da BBC Prime, por incrível que pareça, porque eram programas até muito criativos.

Então tinha aqueles de make-overs, os seus do-overs, de pegam uma cómoda e refaz a cómoda, pinta e reconstrói. Ou pegam um quarto todo e refaz toda a mobília toda intera e refaz o interno. Hoje em dia tem muitos desses programas. Nem sei se tem tantos mais programas desses make-overs, mas na época eu era... extremamente fã desses programas e de esportes. Era totalmente viciado em esporte. Sempre o Extreme Games, de esportes radicais e tudo mais. Os esportes radicais sempre foram a minha paixão. Tu gostavas de esporte e música ao mesmo tempo. Bastante. Tecnologia. O que é que tu não gostavas, no fundo? Porque parece que tu fazias tudo e mais alguma coisa. O que eu não gostava é o que eu não gosto até hoje, que é a matemática. Tudo que é exata nunca foi o meu forte. Mas também cozinhavas, também gostasinha. Sim, gosto de cozinha, faço muita coisa em casa.

A minha esposa pode falar por mim. Crochê, fazes crochê. Por acaso, eu cheguei a fazer três pontos quando estava ali no 6, 7º ano. Fiz algumas coisas em três pontos, mas nunca passei dos três pontos para mais. Ou crochê, ou amigurumi. Chegaste a treinar mesmo? Chegaste a conseguir fazer? Fazia, fiz uns panos. prato, umas coisas assim em três pontos. Sabia até um pouco, hoje em dia acho que não lembro mais. Chegas ao Brasil com 22 anos, lembras-te do dia em que o avião aterrou e que tu foste diretamente para lá? Lembro, a coisa que mais me marcou, o que mais me marcou quando eu aterrei no Brasil e saí do aeroporto foram três coisas. Primeiro, o ar extremamente pesado, muito denso, muita umidade no ar, que aqui não há. Então, dificuldade de respirar, eu fiquei uns 5 dias com uma certa dificuldade de respirar, até me habituar à densidade do ar.

Segundo, o verde mais verde que eu já vi na minha vida. porque eu nunca tinha ido a um país tropical. A primeira vez que foste ao Brasil foi quando já fui para ir e não voltar praticamente. Voltei para férias, mas poucas vezes. Mas então, muito, muito verde e, a terceira coisa, um presídio, uma prisão. Naquela época, hoje em dia já não tem mais, mas assim que saímos do aeroporto de Guarulhos tinha uma grande prisão logo ali perto. Então, o ar pesado, o verde da relva e a prisão. E nunca chegaste a pensar, se calhar não fiz bem em ter vindo para cá, nunca te assaltou esse pensamento? Não, por acaso não. Na realidade eu tinha um propósito, que era fazer faculdade de Adventista, era um ambiente Adventista e tudo, então isso era o meu maior propósito.

Eu me lembro que no primeiro dia que eu cheguei no Naspe, foi um dia onde me bateu saudade assim, meu, estou no Naspe, vim para cá. deixei 22 anos para trás, vou ter que fazer novos amigos, novos profissionais, vou ter que me provar como profissional. Eu já trabalhava aqui em Portugal, meu pai já tinha uma produtora de vídeo, eu já comecei na parte de vídeo, já mexia com isso um pouco, já era uma área que eu gostaria de seguir, quem sabe, ainda não estava muito definido, mas era uma área que eu gostava, toda a área de comunicação em geral, fotografia, design gráfico, web design na época, muito forte também. Então, mas aí o... Vou ter que criar de novo um nome, né? Começar de novo tudo isso. Naquele primeiro dia, bateu uma saudade assim que eu fiquei mal, né?

Como se diz lá no Brasil, fiquei na bad. Fiquei mal, assim. No dia seguinte eu acordei e eu, vamos em frente, novo desafio, vamos aceitar e nunca mais perdemos. Até hoje. E depois, como é que foi até tu seres conhecido, digamos assim? Atualmente, pelo menos no meio mais adventista, mais destas áreas, toda a gente conhece o Gabas.

Os anos no grupo Novo Tom

Quem vem aqui a Portugal e conhecem o Gabas, sim, conhecem. E normalmente quando dizem que conhecemos o Gabas, começam-se a rir, porque pensam em alguma história que tenham vivido contigo. Começaste a ser, se calhar, um pouco mais reconhecido no Brasil devido à música, sendo que tu já cantavas aqui em Portugal, mas depois, curiosamente, foste para o Brasil numa altura em que, se calhar, o grupo musical adventista mais famoso do Brasil te convidou para tu cantares nesse grupo. Temos algumas imagens dessa altura. Temos esta imagem aqui, que foi mais ou menos nesta altura. Estamos a falar que é em 2002, por aí. É, e esta formação já é uma das últimas que eu participei. Esta formação já deve ser ali 2013, 2012. Tu cantaste no grupo Novo Tom, de que ano a que ano? Eu cantei de julho de 2005.

até janeiro, início do ano, março de 2015. Ainda foram bastantes anos. Não chegaram a ser 10 anos certinhos, foram exatamente 9 anos e 6 meses. 9 anos e meio. Quase 10 anos. Já eras casado na altura? Sim, eu o casei no final de 2006, em dezembro de 2006. E eu já estava no Grupo Novo Tom já desde o meio de 2005. Foi bem no lançamento do CD Pode cair o mundo, estou em paz. Tinham acabado de lançar o CD e feito uma turnê nos Estados Unidos, que foi a Conferência Geral em 2005. E quando eles voltaram da turnê do Novo Tom, o Denis Versiani saiu, foi justamente para o Novo Tempo para cantar no Arautos do Rei, e eu entrei.

Substituí o Denis Versiani. Ainda fiquei mais uns seis meses junto também, compartilhando tenor junto com o Jairo Souza. Éramos dois tenores, o Lineu também tenor. E depois o Jairo também saiu e daí eu fiquei com o solo, inclusive, de Pode Cair o Mundo, Estou em Paz, que era do Jairo, eu que fiquei a solar até a minha saída do grupo. Temos um vídeo para recuperar esse momento para aqueles que nunca viram o Gabriel Ferreira a cantar. Vamos ver um bocadinho desse vídeo. O homem sonha as glórias do progresso Ainda cantas?

No chuveiro e nos cultos de Porto Sol. Porquê? Tempo, né? Falta de tempo. Não existe tempo para fazer a apresentação. Na verdade, a vida é feita de muitos projetos, muitos estágios diferentes. Então, quando eu saí em 2015 do grupo, foi realmente um momento em que eu até tinha conversado com o Linneu numa viagem de carro. Estava eu, o Lucas, que é filho do Linneu, um grande amigo meu. Eu, o Lucas e o Linneu, íamos conversar e soltei assim. Já estou cansado de participar, é muita saída e tal, dez anos. Quem sabe eu estou pensando em sair e tal. Falei assim por alto e o Linneu ficou na dele, não falou nada. Passado uns meses, nós estávamos para gravar Um dos últimos CDs, de cima do Novotone, agora o Novotone lançou um outro, antes de o Alineu sair do grupo, mas foi o CD Justificado, que saiu em 2015.

E eu já estava a ensaiar essas músicas há três anos e meio, já junto com toda a formação do grupo, para gravar esse CD ali e lançar em 2015. Mas justamente nessa época eu estava no meu processo de pós-graduação da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, que era online, era à distância. Mas eu precisava de entregar um artigo científico no final, para ser aprovado. E o meu professor de pós-graduação antecipou a entrega em uma semana, ou quase duas semanas. E eu precisei de fazer a escolha. Ou eu gravo o CD do Novo Tom, que era bem na época da entrega disso, ou eu faço a entrega e continuo empregado. E continuou a trabalhar no NASP, por ser professor e tudo mais. Precisava da pós-graduação. E eu tive que falar com o Línea. O Línea, olha, ou eu saio e continuo empregado e ganho pão e coloco pão na mesa de casa, ou então eu gravo sendo de novo tom e...

Eu tive que, literalmente, sair na semana da gravação. Eu fui no primeiro dia da gravação, como eu lido com áudio e vídeo. Eu fiz imagens da gravação, mas como bastidores. Nem estava lá a gravar no estúdio. E o grupo gravou uma ou duas músicas naquele dia. E eu voltei para casa depois dessa pequena gravação de making-of, meio assim de bastidores, e fiquei literalmente todos os dias, das 7 da manhã às 11 da noite, a escrever o artigo em inglês. Até ao prazo da entrega, porque se eu não tivesse feito isso, eu não teria dado conta da entrega. E tens saudades de cantar? Pode ser sincero? Eu digo que sim. Tenho saudades de cantar, acho muito bom. O Enasco é um lugar que dá muito espaço para muitas pessoas cantarem. Mas justamente também gosto de curtir o momento das outras pessoas, curtir o trajeto das outras pessoas.

Vejo tantos talentos bons. a cantar no NASP e tudo, eu não fico aqui levantado, ah, gostaria de cantar no grupo ao lado dele, ou voltar a cantar no coral. Não, tranquilo. Estás tão preenchido com tanta coisa. Estou bem tranquilo, exatamente. Estou tão preenchido com tantas coisas académicas e também relacionadas, ou tantos outros projetos da igreja Adventista num todo, que não tenho mais esse vazio para ser preenchido. Até, propriamente dito, com as minhas irmãs, que cantamos muito tempo juntos também, eu fico assim, ah, se dá para cantar, nós cantamos, se não, não faz mal. Estou tranquilo, não estou a sofrer, vamos dizer. Gabriel, vamos fazer a primeira pausa no nosso programa. Já voltamos para saber um pouco mais sobre como é ser professor e como é dar aulas numa instituição de ensino gigantesca como é o Unaspe. Mas voltamos já a seguir.

O início na docência

Segunda parte do programa Olhos nos Olhos, estamos com Gabriel Ferreira, ele que é o nosso convidado, onde já estivemos aqui um bocadinho, Gabriel, a falar da tua vida seja em Portugal, seja também no início dos primeiros anos em que viveste como estudante no Brasil, que um dia alguém te contactou e disse que nós queremos que tu dês aulas nesta escola. Como é que foi esse dia? Já estavas mais ou menos a perceber que isso ia acontecer? O interessante desse momento é que tem que se voltar um pouquinho para trás, porque quando eu estava para me formar em 2006, Eu já sabia que eu gostava de trabalhar para a igreja, em algum lugar, quer seja campo missionário, quer seja em alguma instituição conhecida lá do Brasil, da igreja, como a Casa Publicadora, o Novo Tempo, que nem tem agora aqui, Novo Tempo Portugal também.

Eu queria trabalhar para algum órgão da igreja, alguma coisa ligada à igreja. Então eu já tinha, seis meses antes de me formar, eu tinha feito uma oração para Deus e falei, senhores, o primeiro lugar que me chamares, eu aceito. Não sei para onde, mas o primeiro que me chamar, eu aceito. Duas semanas depois dessa oração, entra na minha sala de edição de vídeo o professor Martin Kuhn, que hoje em dia é reitor geral do Unaspe. Na altura, ele era só coordenador de publicidades. E faz-me uma proposta. Gabriel, gostaríamos que tu trabalhasses com a gente aqui no Unaspe, como profissional na edição de vídeo e tudo o que já estás a fazer até agora. Já fazia um ano e meio como bolsista. No meu final da faculdade já fazia um ano e meio que era bolsista. Já tinhas boas notas, já tinhas algum destaque. Eu tinha uma bolsa para poder trabalhar ali de 50% e até 100%, cheguei até 100% no último ano.

Eu tinha 100% de custeamento ao trabalhar no NASP e estudava. E qual era o teu trabalho? Porque tu fazias publicidade, mas era mais ligado ao vídeo, é isso? Era ao vídeo. Eu trabalhava numa produtora de vídeo que atendia os cursos de publicidade e jornalismo. Então, como trabalhador ali, eu fazia tudo o que era de vídeo para os alunos, que precisavam ter ajuda de vídeos nas matérias de vídeo, nas produções dos TCCs, que é os trabalhos de conclusão de curso. de cada ano, os quartanistas precisavam de fazer trabalhos, então eu que ou dirigia, ou filmava, ou editava, eu e uma pequena equipa. E depois ele entrou na tua sala de aula... E fez a proposta e foi a conversa mais rápida da minha vida. À frente de toda a gente, ou como é que foi? Na realidade entrou no meu departamento, ali na minha sala de edição, só estava eu sozinho, e ele fez a proposta. E eu falei, professores, eu já orei sobre isso, o primeiro que me convidasse eu aceitaria, e eu aceito.

E estou já há 20 anos ali. No caso, a trabalhar não nasce mesmo de carteira assinada, como se fala no Brasil. 18 anos ali a trabalhar. Como é que foi? Recordas-te do primeiro projeto em que tu fizeste, em que estiveste desde a sua origem, se calhar desde a sua ideia, até o final, e tu disseste, é mesmo isto que eu quero fazer, é mesmo isto que eu sinto que posso fazer a diferença, seja na minha vida, seja no avanço da obra de Deus? Olha, na minha atuação profissional de vídeo, especialmente por causa do Brasil, que foi onde eu comecei a desenvolver mais isso, o vídeo sempre é uma profissão em conjunto. Ele não é uma profissão solitária. É tudo em qualquer área do vídeo, que seja pré-produção, produção ou pós-produção. Na pós, às vezes, é um pouco mais solitário, é um só editor, um ou dois ali, dependendo do tamanho da equipe e do orçamento, mas em quase tudo é sempre um trabalho em conjunto.

Mas a ideia muitas vezes é só de uma pessoa. Sim, a ideia principal, quem sabe, é a fagulha de um programa como este. Quem sabe surgiu no teu coração, na tua ideia. Mas depois compartilhas com outras pessoas. Mas aconteceu-te alguma vez de teres tido uma ideia mesmo original tua que depois viste como é que ela acabou? Sim, várias vezes. Já ocorreu várias vezes. Uma das últimas que me aconteceu isso foi um videoclipe para uma música justamente do grupo Novo Tom, que é a música Tudo O Que Há. Onde eu tinha ouvido, eu ouvi essa música já lançada pelo Novo Tom, nestas duas últimas versões de formações do grupo Novo Tom, ainda com o Lino Soares, e eu ouvi a música, não conhecia nada da música, só ouvi e pensei, se eu pudesse fazer um videoclipe desta música, eu ficaria assim, ficaria satisfeito da minha vida profissional, podia não fazer mais nada.

Se eu fizesse este videoclipe, eu já estaria feliz e realizado profissionalmente. Mas não falei com o Linneu. Linneu, amigo de vários anos. Dez anos de Novotão juntos e Coral, tanto tempo juntos. Mas não falei nada. Fiquei na minha. Passado uns três meses ou dois meses, o Linneu entra em contato comigo. Gabas, que tal você fazer um videoclipe do Tudo que há, Ion? Sensacional, excelente. Eu já tinha algumas ideias, né? Todas elas milenárias, né? Todas elas que envolviam filmar nas falésias da Escócia, em algum grande cânion dos Estados Unidos, coisas assim que mostrava a grandiosidade da música, né? Que tem a ver com montanhas e mares e a grandiosidade de Deus e tudo, né?

Tudo que passa pelo controle dEle e a nossa vida também. Mas daí, claro, tivemos que adaptar para um orçamento reduzido que nós tivemos. Mas esse foi um dos projetos que realmente eu quebrei a cabeça, literalmente, a ter a ideia para que funcionasse, fazer um roteiro que funcione, ir atrás do local, encontrar o local, fazer visita técnica junto com o Lineu, irmos atrás da montanha certa e tudo, marcarmos as gravações, ensaiarmos com o grupo e daí então... executarmos a gravação e a edição. Para teres uma ideia, foi filmado num domingo de manhã, das três da manhã que nós saímos até chegar onde era para gravar, começamos a gravar às seis e quarenta, quando nascer do sol, terminamos de gravar lá pelas dez da manhã, e no dia seguinte eu tinha aulas do mestrado, o dia todo, de manhã e de tarde, e à noite eu dava aulas, das sete às onze.

Tinha o dia cheio. Durante as aulas do mestrado, o que é que eu fiz? Editei o vídeo. Editei o videoclipe. Enquanto o ouvido ouve, a mão edita. Editei o videoclipe. Quando deu seis da tarde, mandei mensagem para o Linhão. Assista aqui. Mandei o link. Estava pronto o vídeo. E hoje quem quiser ver, basta escrever tudo o que há no botão. Tudo o que há no botão aparece no YouTube já. É um dos clipes que tem bastantes views e um dos mais recentes. Gabriel, eu vou aproveitar agora estes próximos minutos que vamos ter para que, de alguma forma, possas aqueles jovens que estão a estudar nesta altura, que estão com alguma dúvida da sua vertente profissional, se devem seguir esta

Conselhos para jovens criativos

carreira de multimédia que, enfim, é tão transversal e tão necessária este tipo de competências hoje em dia, para explicares um bocadinho o que é que é preciso por um jovem que não se esteja a ver para poder ser um profissional na área e chegar um bocadinho ao nível com que tu chegaste. Bom, a primeira coisa que eu diria é, uma profissão que tu vais aprender, ou no caso um curso que tu vais fazer na faculdade, independentemente de qual é a área, ele sempre é um curso que vai te dar 200 possíveis profissões. Tu vais encontrar várias possibilidades. E era isso. Como tu já mencionaste, neste pequeno flashback da minha vida, que eu tive, eu fui para várias áreas. Eu andei em várias áreas, naveguei por várias áreas da comunicação. E isso ajuda muito para teres opções de, depois, na área de quereres ter uma profissão, dizer que é por esta que eu quero ir.

Já fui para foto, já fui para isso e para aquilo, mas é por esta que eu quero. Ou seja, o vídeo nem sequer era a tua primeira opção no início. No início, não. Eu justamente dediquei muito tempo primeiro em arte. Desde os 12 anos a mexer com Photoshop, Illustrator, InDesign. Dos 12 até os 18. Arte, arte, arte. Muita arte, gráfica, arte gráfica, impresso. Tudo que era impresso, sempre. Aí depois, web. Muito web. Web e flash, animação, movimento, fotografia, iluminação. Aí depois, vídeo. aí no vídeo fui, comecei pela ponta, comecei pela edição de vídeo, edição, edição, muitos anos, mais de 10 anos só em edição de vídeo e depois afincando mais a edição de vídeo, 3D, 2D, animação autoração de DVD, que nem mais se fala mais hoje em dia em autorar DVDs, mas o authoring de DVD também, DVDs e tudo.

E tu filmavas nessas alturas ou começaste a filmar desde o início? Filmava, depois também comecei em filmagem, em direção de fotografia, vários cursos, fiz mais de 20 cursos na área de direção de fotografia. Cursos livres, não de faculdades. Vários cursos livres na área de Direção de Fotografia. Aliás, tem escolas ótimas online. Todas que eu fiz foram online. Na Austrália, Vancouver, Canadá. Várias, várias. Fiz vários cursos, sempre a buscar mais conhecimento. Até que eu fui me encontrando. O vídeo é mais a área mesmo. Esquece artes graves, esquece fotografia, esquece música. Vou ficar no vídeo e é isso que eu vou me aprofundar mais. Então, ao me aprofundar mais no vídeo, aí eu pude realmente ficar expert, um pouco mais numa área só. para depois, eventualmente, ser professor também nessa área e fazer cursos nessa área e mais coisas alinhadas nessa área.

Então, no fundo, aquele conselho que tu darias a quem nos está a ver seria sempre explorar em várias áreas, várias vertentes. Sem dúvida, eu diria que vale a pena alimentar-se o máximo de várias áreas que tu gostas para depois veres qual delas vai colocar o sustento na mesa. Porque é isso, afinal de contas, tens que... sustentar a família no final do dia. Então, sendo bem pragmático, o que eu sempre digo para os meus alunos é, tudo bem, vamos supor que tu tenhas um conhecimento bem técnico e vais ser uma pessoa mais de dirigente, um diretor de uma rede, algo mais de gestão, na área de gestão, na administrativa e tudo mais, mas se tiveres um ofício, um ofício sempre garante pão na mesa, quer seja crochê, editar vídeos, ou sei lá, filmar, ou algum ofício.

Ter um ofício é garantido que... sapateiro, sei lá, qualquer coisa. Se tens algum ofício, isso vai te ajudar muito. E jovens alunos que te surpreenderam, que tu conheceste-os no primeiro ano e depois, quando terminaram o curso, eram absolutamente outra coisa diferente. Sem dúvida. Vários que começaram e que eu não dava nada, dar nada, não no sentido de desprezar o aluno, mas saber que ele veio completamente de uma tábua rasa, ele não sabe nada deste universo. E ele está a sair completamente preparado para encarar a direção de um programa de condição. E o que é que achas que aconteceu na vida deles para terem essa transformação? eles com certeza devem ter encontrado exemplos pelo meio do caminho, pessoas que eles apagaram e viram que é possível trilhar este caminho. Acho que isso é uma das coisas principais, ter exemplos também para podermos trilhar um caminho, uma escolha de profissão, eventual profissão e tudo mais.

Vários alunos mesmo que eu tive que realmente não eram desta área de vídeo, não eram da edição de vídeo, acabaram conhecendo, o pouco que conheceram, conheceram na faculdade pela disciplina que eu dei E se agarraram nisso, melhoraram nisso e hoje em dia são bons editores, ganhando prémios nacionais e internacionais. E tu consegues ver um filme ou ver um programa sem estar a desmontar tudo automaticamente, sem ver as técnicas que estão a utilizar, sem te preocupar com a cor? Tu consegues fazer isso ou não? Por acaso sim, sabias? Na realidade, a primeira vez que eu assisto a qualquer coisa é sem esse olhar técnico. O que eu costumo dizer em sala de aula é que o que ganha um Oscar não é a técnica. O que ganha um Oscar é o conteúdo. O conteúdo, a narrativa, como é construída a história, é o que faz vencer Oscars. Depois, os outros embelezamentos ali, que é justamente chamado de storytelling, isso é o storytelling.

O storytelling é o que embeleza a narrativa, a base. Então, as técnicas de edição de vídeos, técnicas de iluminares, as formas como são trabalhadas o ator, a direção de arte, a iluminação e tudo. Isso tudo é o que dá a beleza ao ponto principal, que é o conteúdo. Então, se tens um bom conteúdo, o resto vai ajudar essa boa obra. Então, primeiro me atento ao conteúdo. Ouço o conteúdo, vejo o conteúdo, assisto, entendo, gostei, daí eu vou começar até a querer reassistir, rever de novo e agora com olhos mais técnicos. esta luz, esta ideia, gostei desta forma como as iluminaram, como deram coloração aqui, como trabalharam a iluminação, a profundidade, a câmera, a lente, o movimento de câmeras.

E enerva-te quando vê algum erro? Enerva-me especialmente quando esse erro atrapalha a narrativa. A narrativa tem de ser o rei, tem de ser o principal. Se o erro está a atrapalhar a narrativa, então é um erro que realmente é... É assim, é inadmissível, digamos assim. Não podia nem ter acontecido num nível de produções dessas, altas, como nós vemos em qualquer streaming, por exemplo. Gabriel, já vamos voltar, mas na terceira parte, até para os nossos espectadores também perceberem, quero que me expliques o que é isto que tu aqui trouxeste e vamos falar um bocadinho sobre a tua tese de mestrado, que é do livro ao tabuleiro, que eu acho que é muito interessante a visão que tu tens de como é que os jogos podem cativar os mais novos e até os mais velhos para o estudo da Bíblia. Voltamos depois de um curto intervalo para a terceira e última parte do programa Olhos nos Olhos com o Gabriel Ferreira.

Do livro ao tabuleiro

TV Novo Tempo, o canal da família, o canal da esperança. Terceira e última parte do programa Olhos nos Olhos, sempre aqui na Novo Tempo Portugal. Estes e outros programas, são já vários aqueles que pode encontrar, recuperando-os através do nosso canal do Youtube Novo Tempo Portugal. Facilmente no Youtube encontra este e outros programas. Hoje estamos a falar com o Gabas, o nosso Gabriel Ferreira, o nosso português no Brasil. que tem partilhado um pouco e tens-nos partilhado um pouco sobre a tua história. Gabriel, agora se calhar gostaria que nos falasses um bocadinho sobre isto que aqui trouxeste. Isto é um jogo que, enfim, tiveste uma colaboração, embora que residual, mas com alguma dimensão. No entanto, além deste jogo, o que eu gostaria que tu nos falasses mais é um pouco sobre a tua tese de mestrado.

em que a tua tese de mestrado é, do livro ao tabuleiro, um estudo comparativo entre o material didático, do ensino religioso e jogos. Como é que é possível criar material como este, que permita fazer esta ponta entre o ensino religioso e os jogos? Realmente, todo esse universo de cultura pop, vamos chamar assim, o universo da cultura pop é muito rico, vai para várias áreas, desde filmes, séries e também jogos. Jogos eletrônicos ou jogos analógicos, os jogos de tabuleiro. Hoje em dia, a nomenclatura mais conhecida ficou como board games. Os jogos de tabuleiro mais modernos são chamados de board games.

E dentro dos board games existem múltiplas temáticas, múltiplas mecânicas, e uma das grandes vantagens que há das mecânicas dos jogos de tabuleiro, que é como nós jogamos, as regras que eles têm, não existe nenhum tipo de direitos autorais sobre as mecânicas. Então nós podemos conhecer jogos conhecidos, como Ticket to Ride ou Monopoly, a banca imobiliária, o Monopoly, e usarmos a mesma mecânica de comprar cartas, jogar dados, e para criar os nossos jogos hoje em dia. E não temos que pagar direitos autorais nenhums. Então, a ideia de podermos usar jogos para falar de temas bíblicos é também muito fácil, porque não vamos ficar a pagar nenhum tipo de royalties para podermos usar essa ideia de um jogo que já existe, conhecido, todos sabem jogar Uno, e que tal se fizermos um Uno bíblico?

Às vezes é possível, né? Se bem que o Uno é um jogo meio de... uma certa briga. Talvez não seja o melhor jogo para isso. A Bíblia também é cheia de histórias de conflitos. Também podíamos pegar para esse lado. Mas a ideia é justamente essa. O que eu fiz na minha dissertação de mestrado? Na realidade, o mestrado que eu fiz é em educação. É um dos primeiros mestrados que o NASP tem para oferecer, que é em educação. E, como eu gosto muito de jogos, eu quis aliar a ideia de jogos com a educação. E, especialmente, eu analisei, então, O ensino religioso, os anos de ensino religioso de 6º a 9º ano lá no Brasil, que é chamado dos anos finais do Ensino Fundamental II, de 6º a 9º ano, as apostilas, os livros, os manuais que os professores usam para o ensino religioso adventista, Quais são os verbos que eu encontro lá, nos verbos de ação, dos professores, das atividades e tudo mais?

E quais são os verbos que eu encontro em 10, só 10, dos mais de 200 jogos que a ludoteca do UNASP tem? O UNASP tem uma ludoteca chamada SavePoint e essa ludoteca tem mais de 100 jogos de fundo bíblico cristão. e 200 ao todo, de todos os tipos de temáticas. Mas mais de 100 jogos só cristãs. Destes 100 jogos, eu peguei só 10 e fiz uma análise comparativa com essas 4 apostilas, de 6, 7, 8 e 9 no ano, e comparei os verbos que eu encontrava nos 10 jogos e nos 4 manuais do professor, se existia alguma conexão entre os verbos usados, se as temáticas podiam ser usadas também, tanto a temática do jogo como a temática que é necessária daquele ano, daquele período de estudo, de ensino religioso.

Eu fiz essa pequena comparação que, no fundo, numa estrada acaba ficando longa, extensa, muita coisa para escrever. Mas fiz essa pequena comparação e foi visto que há 100% conexão dos verbos dos jogos com os verbos encontrados nas atividades que os professores requerem para as atividades. E, por aquilo que pareça, nenhuma das atividades indicava jogos. qualquer tipo de jogo, quer seja cristão ou não, as atividades não indicavam jogos para serem usados na sala de águia. Então já é uma oportunidade de usar até mesmo esses dez jogos que eu indiquei, ou outros mais, para poderem serem sugeridos para as próximas edições dos materiais, que no caso é a própria Casa Publicadora Brasileira que faz os materiais de ensino religioso, os manuais de professores e tudo mais.

para eles eventualmente pensarem em, olha, que tal então indicarmos alguns jogos para professores usarem em sala de aula. Claro que tinha alguns critérios para esses jogos poderem ser usados. O tempo de jogo tem que dar num tempo de sala de aula, tem que ser entre 30 a 40 minutos, tem que ser jogos que não sejam muito dependentes de idioma para não gastar tanto tempo a ler, jogos só em português para ser rápido acesso, não em inglês ou sei lá. Então, vários detalhes assim, que a dissertação acabou por afunilar e por mostrar resultados interessantes, mas que mostra que é possível sim termos jogos com fundos religiosos, com bíblicos e principalmente fundamentados na Bíblia, não necessariamente com uma teologia específica adventista, mas uma teologia bíblica geral. E tu sonhas um dia teres algo assim e que aqui em baixo diga criado por Gabriel Ferreira?

Eu não tenho esse sonho, mas já tive várias ideias de jogos. Pode estar aqui alguma que seja possível revelar e alguém que veja pode pegar nela. Uma das ideias que eu deixei parada ficou suspensa durante um tempo que eu não retomei, mas acho que agora já tenho mais experiência ainda para retomar. Já tinha feito até dois protótipos dessa ideia. Já estava na quarta versão, na realidade, do protótipo, que é um jogo sobre a construção de santuário. Onde nós somos representantes das 12 tribos de Israel e nós temos que ajudar a construir o santuário. o santuário terrestre ali no deserto. É isso. Então nós temos nove turnos para construir nove grandes momentos, que seriam os nove meses que a Lenoyte até comenta que demorou mais o tempo da fabricação de

Perguntas de resposta rápida

todas as peças necessárias para construir o santuário ali. É uma ideia, sim. Eu gostava agora de fazer aqui um pequeno jogo que eu faço. Não é este, mas é um outro. Que são algumas perguntas de resposta rápida. Eu gostava de saber aqui, rapidamente, que tu tens um raciocínio muito rápido. Aliás, há um mito que eu não sei se é verdade. Tu consegues editar um vídeo durante a duração do vídeo que ele tem, não é? Isso é verdade? Ou seja, te pegas naquela timeline e vais criando à medida que vais fazendo e vais editando. Tu faz isso ainda com os teus alunos ou não? Dá para fazer. Eu faço isso como um exemplo. Tipo na primeira aula para assustá-los? Não na primeira aula, mas mais para a frente quando eu preciso digitar, por exemplo, um programa como este que tem três ou quatro câmaras. Eu pego as quatro câmaras, coloco na timeline, eu dou uma vez play e eu só paro Quando eu paro já está pronto.

E não é nem por uma questão de multicam que os programas dão, mas especialmente aquele programa que eu uso mais, que é o Final Cut X, que é da Apple, dá para tu dares play e enquanto está em play podes mudar coisas de timeline. Podes retirar coisas, apagar e até mudar de local e o play continua sem ser parado. Então isso é interessante, mas é claro que depende muito da ferramenta que tu usas. Então vamos testar o teu raciocínio rápido com aqui algumas perguntas que eu gostava de saber a tua opinião. um lugar onde a tua criatividade flui melhor. No escritório, com a luz apagada e cortina fechada, o mais preto possível, eu acho que sim. Comigo, sabes onde é que é? É no ducho, porque é quando eu não tenho nada para me distrair. Tenho telemóvel, não tenho distração nenhuma. Na verdade, outro lugar que flui muito, nos meus últimos anos tem fluído muito, é durante o ciclismo.

Eu pratico muito ciclismo, então estou sozinho ali comigo mesmo e Deus só. Então ali também flui bastante. Preferes a luz natural ou a luz do estúdio? Luz natural. Um filme que gostavas de ter sido tu a realizá-lo? Lista de Schindler. Estavas rico e não estavas aqui. Um realizador que te inspira bastante? Um realizador que me inspira bastante? Steven Spielberg. Gostas mais de planos apertados ou planos mais abertos? Eu gosto dos médios. A minha lente favorita é a 35mm, que é o fim da grande-angular e o início da teleobjetiva. A minha preferida é 35mm, então eu diria com plano médio ali, mas se fosse para escolher entre só essas duas opções, aberto ou close, talvez o aberto.

Gostas de tonalidades mais quentes ou mais frias ao nível da cor? Mais quentes. Preferes o som ou o vídeo? Olha essa pergunta. Walter Murch, um dos maiores editores de Hollywood, sempre fala. Nós nunca assistimos um filme. Nós assistimos barra ouvimos um filme. Então essa pergunta é bem complicada, mas... Eu diria que talvez... Talvez ouvises. Um equipamento que tu não podes abdicar quando vais fazer algum trabalho em algum set, em alguma gravação, Bom, tem vários, mas se eu pudesse dizer um...

Um filtro específico para as lentes, chamado da marca Tiffen, Black Pro Mist de 1 a 8ª. Há de haver alguém que esteja a perceber o que estás a dizer. Mas porquê que isso é tão importante? O filtro Black Pro Mist da Tiffen é um dos filtros mais antigos usados em Hollywood. Ele é o filtro que afeta a imagem em três grandes áreas. Ele deixa a imagem com menos contraste. Então o preto não é preto. O preto fica ligeiramente mais chumbo. Uma cor mais chumbo, assim, mais acinzentada. Ele também deixa ligeiramente a cor mais quente. e ele faz com que qualquer brilho, qualquer ping de brilho da luz crie um pequeno bloom, um pequeno crescente, um estourado, vamos dizer, em volta da luz.

Dependendo da intensidade com que tu uses o filtro, que ele tem essas densidades de 1 para 2, ou para meio, ou para um quarto, ou para um oitavo, um oitavo é a mínima, Dependendo da intensidade de colorido, tu vês muito mais isso, não é? E no 1 oitavo é bem sutil, mas é o suficiente para... É o que difere um produto amador de um produto cinematográfico profissional. Obrigado por esta aula. Preferes gravar de manhã ou à noite? Eu prefiro gravar nos dois intermediários, ou no meio do sol da madrugada, que é da manhã, entre as nove e as dez, ou na famosa golden hour, que é o final do porto do sol, entre as quatro e as cinco da tarde, ou três e cinco. O projeto em que estiveste envolvido que mais te tirou da tua zona de conforto?

O projeto que mais me tirou da zona de conforto... Provavelmente deve ter sido algum projeto com onde eu ainda não estava tão à vontade ou por dominar tanto a técnica. Talvez o projeto que mais me tirou da zona de conforto tenha sido uma produção cinematográfica, em 2013, chamada Herói da Fé. é uma cantata onde ela foi feita uma forma de filme também e nessa altura eu já tinha feito vários cursos de direção de fotografia mas foi um grande longa metragem ali de 50 minutos, 1 hora e 8 minutos e 38 segundos que eu tive que depois editar também Mas eu tive que filmar também, então ali eu cresci bastante em termos de escolha de ângulos, o que é que passa, como é que passa essa sensação e tudo mais.

Talvez foi o meu grande, assim, longa-metragem maior. Uma palavra para descrever a tua passagem no grupo Novo Tom. Serviço. Um valor que tu aprendeste em casa e que ainda hoje utilizas no trabalho. Perfeição, dar o seu melhor, dar sempre o tudo. Consegues recordar o melhor conselho que já recebeste? O melhor conselho que já recebi... Não me lembro do conselho em si, mas com certeza tem a ver com perseverança. Perseverar, ser muito resiliente. Isso é uma das coisas que eu sempre ouvi, vi na minha família, nos meus pais e em geral dos profissionais.

Resiliência é o melhor conselho que eu podia dar para qualquer profissional. E o melhor conselho que tu achas que já deste a alguém? É justamente isso. Resiliência. É o que eu mais toco na técnica com os meus alunos. Vários alunos desistem no meio do caminho, ou do projeto, ou do trabalho. Eu digo, não há porquê desistir. Tens que resistir. Às vezes é difícil, mas tu só vais ter o benefício do final, o galardão no final, do trabalho ou da vida, se fores resiliente. O maior desastre técnico que tu já viveste? Maior desastre técnico... deixar cair um monitor de preferência e estragar o videolink.

Foi recente, até foi este ano inclusive. Vai ali uns alguns euros para ter que repor o material. Se não trabalhasses com audiovisual, trabalharias com o quê? Com certeza alguma coisa na área de comunicação. Provavelmente design gráfico, fotografia ou música também na área de comunicação. Um personagem bíblico com quem tu te identificas? Não digo que me identifico, mas talvez o meu preferido, talvez pela resiliência me identifico, José. Onde é que sentes mais a presença de Deus no teu dia-a-dia? A presença de Deus, por incrível que pareça, eu sinto na universidade. Quando eu sinto que... Quando o Ludo faz uma pergunta e é o momento onde eu posso ser um exemplo.

real, ali na hora, onde o que ouve falar vai ser a diferença entre ele poder tirar um caminho usando essa sabedoria para o bem ou para fazer dinheiro e para outros lugares. Não necessariamente para o mal, mas para outros fins que não sejam para a pregação da evangelha. O que é que as tuas filhas mais gostam de fazer contigo? passear, ir ao shopping, fazer compras, essas coisas de meninas. Tenho duas meninas. Mas também assistir séries, filmes, estarmos juntos em casa a comer pipoca e ver filmes, com certeza. E ver só quem é que gravou uma mensagem para ti.

Família e futuro

Oi, amor. Oi, papai. Queremos dizer que te amamos muito e estamos com muita saudade. Sim. Beijo. Beijo. Quem é que temos ali? a minha esposa, a Suzete, a Melissa e a Mariane. E o que é que tu não obedicas de fazer com eles? Passar tempo junto. Passar tempo junto é muito importante. Então, se há uma coisa que os professores entendem muito bem, é que... O professor, ele praticamente não tem vida dele, porque, por exemplo, eu falo isso para os meus alunos, eu dou aulas no NASP já faz 16 anos, 16 e meio, quase 17 anos, e eu não faltei nenhuma vez. Eu até me espelho isso na minha professora de alemão de secundário aqui em Portugal. que ela foi atropelada, quebrou o braço e foi dar aulas com o braço empaixado.

Mesmo atropelada foi dar aulas. Então eu já fui dar aulas com Covid, já fui dar aulas doentes. Então o professor não interessa, não falta estar sempre lá a dar aulas todas as vezes. Então... esse compromisso de ter todo o tempo lá, faz com que eu precise também de ter um tempo meu com a minha família. Então, chega a sexta-feira depois do almoço, desligo, acaba, estou com a família, vamos dar um tempo de qualidade agora, é sexta à noite, é sábado, é domingo, e depois deixo de segunda-feira ter o seu mal, que todos odeiam segunda-feiras. Que sonhos gostarias de realizar nos próximos dez anos? Nos próximos dez anos, sonhos profissionais ou de qualquer área?

Talvez, sim, fazer alguns jogos. Fazer alguns jogos seria o meu próximo maior feito para o ano que vem. Vamos ver o que dá para começar a fazer. Fazer uns jogos cristãos para várias faixas etárias e tudo. Acho bem interessante. E, com certeza, produzir muito mais para a igreja em termos de longas, séries, conteúdo de entretenimento com qualidades. Com certeza. Se algum dia alguém, imaginemos um Steven Spielberg, se lembrar de fazer um filme sobre a tua vida, que título achas que esse filme deveria ter? Difícil, não é? Mas um filme... A Lista do Gabas. Quase isso, a Lista do Gabas. Ou Crónicas do Gabas, não é? Como se fosse Crónicas de Nárnia. Algo assim, por aí. A Lista do Gabas seria interessante.

Mas como é que tu resumirias, se calhar, a tua vida numa frase? Ixi... E é difícil, não é? É difícil. Pelo que tu já viste e pelo que o público em casa viu, eu vou para todos os lados, tento abraçar de tudo um pouco. Deixas-me dar uma ideia? Se calhar uma espécie de multiverso, não? Ah, com certeza! Um multiverso do Gabas. Um multiverso do Gabas é boa. Gabriel, muito obrigado por teres aceitado o convite. Foi um prazer. Foi muito bom conhecer um pouco sobre a tua vida e vamos continuar. Se assim deus entender, a continuar a analisar e a ver os teus trabalhos e a ser impactado pela forma como tu contas as histórias. Obrigado, Gabriel. Será um prazer, obrigado.

Sobre este episódio

Neste episódio de Olhos nos Olhos, conhecemos a história de Gabriel Martins Ferreira, ou simplesmente Gabas, o português que conquistou o Brasil com criatividade, fé e paixão por contar histórias em movimento.

Série
Olhos nos olhos · 30 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 18
Estreou
27 de Fevereiro de 2026
Categoria
Outros