Uma revolução silenciosa

Uma revolução silenciosa

30 de Setembro de 202626 min 54 s

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Abertura e introducao

Seja bem-vindo a mais um Médico de Família. Obrigado por estar desse lado, quer seja na MEO, quer seja através da Rádio RCS. No programa de hoje venho mais uma vez estar na companhia da Dra. Lani. Doutora, mais uma vez, bem-vinda. Obrigada por estar presente. Sempre um prazer. Tem sido muito bom as nossas conversas. Até porque temos a oportunidade de a ter connosco agora, nesta temporada que está em Portugal, para fazer estes programas. Sei que, para além da investigação que faz, da parte de investigação, é também professora universitária. e leciona num NASP, numa escola, numa universidade adventista, que não tem só alunos adventistas, mas é uma universidade adventista.

Eu vou aproveitar, enfim, todo o seu conhecimento médio, que é aquilo que é a sua área de intervenção, para abusar, e peço desculpa a ousadia, um pouquinho também de que é essa vertente, se calhar, para muitos de nós que não conhecemos. porque eu sei que a Igreja Adventista do sétimo dia sempre olhou para a questão da saúde de uma forma muito perto. E a Eleni é Adventista do sétimo dia, é também cientista e, portanto, tem estas duas visões. Na sua prática na área da investigação, como é que tem visto a Igreja

A igreja adventista e a saude

Adventista? Porque em Portugal não é muito conhecido, mas mundialmente a Igreja Adventista é muito reconhecida pela área da saúde, não é? extremamente conhecida. Então, deixa eu contar um pouco da minha experiência. Eu estudei em escola Adventista, até o ensino médio. E depois fui pra universidade pública, e aí eu fiz minha graduação, fiz meu mestrado, fiz meu doutorado, continuei com parcerias de pesquisa. E aí, o que que eu vejo? Eu vejo dentro da comunidade científica, quem trabalha com estilo de vida, quem trabalha com estudos populacionais, conhece o material que os pesquisadores dentro das Universidades Adventistas têm produzido.

Em especial, tem um destaque muito grande da Universidade de Loma Linda, na Califórnia, um centro de ciência avançado e, ao mesmo tempo, um centro promotor de um estilo de vida saudável. Penso que, provavelmente, não vou errar, se é um dos sítios onde as chances de média de vida é mais alta, não é? Isso. A gente vai falar num próximo programa sobre isso, sobre as blue zones, ou zonas azuis. Uma dessas zonas azuis, populações extremamente longevas, reconhecidas, é uma comunidade adventista que vive exatamente ao redor dessa universidade. Então, o que a gente vê? A gente vê estudos muito sólidos, populacionais, que cada vez mais vem crescendo, mostrando o quanto o estilo de vida faz diferença.

Então, aí a gente começa a ver, alguns estudos falam de fatores ambientais. O que que seriam fatores ambientais? Tudo aquilo que um ser humano, de alguma forma, é impactado. Não só o ar que ele respira, a gente fala de princípios de saúde, né? A água, a alimentação, o estresse, o exercício físico. Então, tudo aquilo que de uma forma ou de outra impacta o ser humano. Então, a Igreja Adventista, ela é reconhecida mundialmente como uma igreja que promove saúde, que orienta seus membros em relação ao cuidado com a saúde por uma questão espiritual, mas não só pela questão espiritual. A Igreja Adventista é reconhecida pelo número de instituições de saúde que ela tem.

A gente tem um número enorme de instituições ao redor do mundo, sejam elas hospitais, sejam elas clínicas de vida saudável, sejam elas escolas, Sejam elas centros de influência, restaurantes, a gente tem um complexo, né? Então, ela é muito conhecida. Eu, dentro do meu contexto de universidade, em alguns momentos eu fui confrontada, né? Então por exemplo, Lani, agora a gente vai ter um trabalho de sistema imunológico com estilo de vida, então você que vai apresentar. Porque ele já via uma referência, uma referência do estilo de vida dentro do contexto. Às vezes assim, Lani, olha, esse trabalho aqui, olha, tá confirmando o que a Bíblia fala em relação aos animais, por exemplo, os peixes com escama ou os peixes sem escama.

Então, questões assim. Traz também maior responsabilidade. Traz maior responsabilidade. Eu já, eu tenho oportunidade de frequentar alguns eventos científicos em Loma Linda. Você chega lá, você vê os pesquisadores os mais renomados da ciência lá. Aí você olha e você olha, esse aqui publicou aquele trabalho que foi um diferencial, esse aqui publico, e a gente conversa sobre estilo de vida em várias áreas, no contexto do ambiente em si, o quanto o planeta é impactado positivamente ou negativamente. Por exemplo, a gente sabe que a alimentação vegetariana, ela impacta positivamente o planeta, né? Então, a gente vê um reconhecimento. Há uns anos atrás, a igreja foi chamada pela OMS os líderes da igreja na área de saúde, para serem conselheiros dentro da Organização Mundial de Saúde por esse reconhecimento que a Igreja Adventista hoje tem pelas suas publicações

Origens historicas e pioneiros

excelentes, extremamente reconhecidas, relacionando saúde e estilo de vida. O que é que leva, historicamente, a Igreja Adventista do Sétimo Dia a dar essa importância à saúde? Se a gente estuda o contexto da saúde, a gente vê lá em 1840, 1830, você começa a ver que as pessoas ainda não entendiam coisas que a gente hoje chama de básico. Então, vamos falar assim, lavar as mãos. Então, não, não faz diferença se lava a mão ou se não lava a mão. A água, a água precisa ser uma água potável, de qualidade, a água não pode estar contaminada.

Então, a gente vê o quanto que a humanidade já sofreu, por exemplo, a peste bubônica. A peste bubônica tá totalmente relacionada com higiene. Ou a falta dela. Ou a falta dela, tá totalmente relacionada com o modo de viver. As casas das pessoas, por exemplo, às vezes não tinham aberturas, não tinham janela. As pessoas cuidavam de tuberculosos em ambientes fechados, até se entender, olha... tem uma história famosa da Rainha Elizabeth, da Austro-Húngara, do Império Austro-Húngaro, ela era uma uma rainha diferente, né?

Porque ela tinha uma academia dentro do palácio, isso aí no final 1800, início de 1900, mais pra 1800 do que pra 1900. Ela já tinha a vaso sanitário, trouxe pra dentro dos aposentos dela. Ela teve tuberculose, ela foi levada pra Ilha da Madeira, vocês sabem essa história, foi levada pra Ilha da Madeira. O que que era aquilo? Na prática, os princípios de saúde. Ela estava tomando sol, que a gente entende hoje a importância enorme da vitamina D, e eu poderia fazer um programa só sobre vitamina D. Ela estava respirando um ar puro, ela estava num ambiente saudável, não estava trancada dentro de um quarto.

Os tuberculosos achavam que a doença vinha do ar. E a Igreja Adventista foi pioneira. Por quê? para quebrar esses paradigmas, porque nós entendemos que Deus deu a uma jovem, no início da juventude dela, uma missão especial, e Deus revelou para ela o nome dela, Ellen White, ela morava nos Estados Unidos, e ela escreveu muito dessas revelações sobre várias áreas da vida, e muito do que ela escreveu sobre isso foi sobre saúde. E interessante que Antes dela começar a escrever, já haviam movimentos nos Estados Unidos, na Europa, movimentos de temperança.

As pessoas começaram a entender isso, uma palavra em desuso hoje. Mas o que é temperança? Daquilo que é bom, é bom, mas eu tenho que fazer um uso equilibrado, não é porque é bom que eu vou exagerar, né? E aquilo que não é bom, eu não falo em equilíbrio, eu falo em abstinência. Então, eles já começaram a perceber. Um pioneiro da Igreja Juventista, por exemplo, até anterior às Revelações de Elion Aydin, era José Bates. Ele começou a fazer parte dessa sociedade de temperança. Ele já entendeu, por exemplo, o impacto das bebidas estimulantes. A bebida alcoólica, por exemplo. Ele era capitão de navio e a última viagem dele ficou famosa como capitão de navio, porque ele falou, essa viagem não tem bebida alcoólica.

Você imagina praquela época tomar uma decisão dessa. Então, Ellen White quebrou paradigmas, ela começou a dizer assim, precisa ter higiene, precisa limpar os arredores da casa. Numa altura em que não se falava... Não se via uma relação. Você vê, os médicos nessa época tinham uma formação de algumas semanas. O que se entendia de terapêutica era muito feito na base do erro e acerto. Acertou, continua, não deu certo. Então, hoje a gente olha para aquilo que era feito e a gente sabe que algumas doses eram, literalmente, venenos de alguns calomelano. Estricnina, ópio.

Tudo bem, a gente tem esses fármacos, hoje a gente utiliza, mas hoje a gente entende as dosagens, a gente entende as preparações, a gente entende... E a gente não entende tudo ainda, né? Pra quem dar? Em que momento dar? O quanto dar? Então, Ellen White trouxe uma visão ampla de uma ligação de existem princípios fundamentais da vida, que a gente chama de princípios de saúde. Isso nada mais é, o que Deus revelou para ela foram princípios de respeito às leis da vida, que Deus estabeleceu desde o início na criação. Então, foram estabelecidas leis e Ellen White começou a explicar mais na prática os protocolos pra gente entender.

Bom, a gente precisa limpreza do corpo, a gente precisa que a água seja bebida. Não tem uma outra bebida que substitui a água. A gente precisa do que ela chamou de trio da natureza. O exercício físico, o ar puro e a água. Então, assim, a gente começou a entender dentro desse movimento adventista, o que hoje a ciência consolida. o que a ciência recomenda, do que a ciência valida. Para a Lani, como cientista e investigadora, é com algum religiosismo que depois reconhece que muitas das coisas que só agora estão a ser descobertas, essa jovem Ellen White já tinha divulgado há mais de 100 anos.

Nós vemos a ciência, a ciência não é uma verdade. Absoluta. Absoluta. Ela é uma verdade transitória e ela se reconhece assim, né? Para esse momento, a gente... Com conhecimento presente. Com conhecimento presente, a gente entende isso. Então, hoje, a gente vê um número enorme de publicações e de cientistas sérios, renomados, porque a ciência também tem que lidar com, infelizmente, com uma certa forma de ausência de neutralidade. O melhor é que a gente fosse totalmente neutro, né? Eu diria que é quase impossível, né?

É quase impossível. Porque aquilo que eu sou vai pisar naquela avaliação que eu faço, não é? É, então, mas o que eu digo assim, às vezes interesses que não são ligados diretamente com a saúde, interferem na comunicação que é feita com as pessoas em geral. Então, às vezes eu me pergunto assim, por que que isso é tão importante e isso não tá tão divulgado? Por causa desse interesse. Porque existem interesses outros que também, de uma certa forma, impactam essa comunicação com a comunidade em geral. A verdade é que estamos a falar de mídias em geral, estamos a falar de comunicação em massa, não é? Muitas vezes com governos por detrás, por aí fora.

Vimos, historicamente, como foi no início do tabaco, a desinformação que foi feita por governos. Mas hoje em dia, pelo menos é a minha percepção de que está por fora, enfim, no contexto da rádio, a trabalhar com vários profissionais de saúde, dá-me a sensação que as pessoas são mais livres para decidir e para ter opinião, mas também vivemos num mundo em que as pessoas parecem mais desinformadas, com contra-informação através das redes sociais. Já voltando ao nosso assunto, mas como tenho o prazer de ter aqui na frente e também como professora, como lidar com estas duas realidades? Por um lado parece que somos muito informados, mas por outro lado parece, peço desculpa pela expressão e pelo palavrão, parece que em alguns assuntos estamos a emburrecer.

Olha, eu tenho me preocupado muito e não sou a única, né? De uma forma geral, a gente tem se preocupado com aquilo que as pessoas estão entendendo como verdade. E nós cristãos temos a palavra de Deus como uma verdade absoluta e esses princípios fundamentais da vida estão claros na Bíblia, pela maneira como Deus planejou a vida humana. Então, dentro do contexto do Éden, Já tava estabelecido a alimentação, já tava estabelecido o propósito, já tava estabelecido a família, já tava estabelecido um ambiente lindo, organizado, belo e ao mesmo tempo saudável. E a gente olha praquilo e a gente vê o quanto a gente tem se afastado disso.

E aí, quando... E eu entendo que o ser humano demorou, você vê, A expectativa de vida, quando Ellen White começou a escrever, era 43 anos. Metade do que é hoje em dia. Então, você vê. Por que que as crianças, a mortalidade infantil era enorme, era gigantesca, perto do que é hoje. Então, um exemplo, um dos primeiros estudos epidemiológicos que mostrou essa questão do estilo de vida foi, foi feito em Nova York, eles perceberam que tinha duas companhias que forneciam água. E dependendo quem consumia uma determinada companhia, ficava mais doente. E aí perceberam, essa água aqui tem mais qualidade.

Um outro estudo era, simplesmente, os médicos que faziam parto, as pessoas que faziam partos, se elas lavavam a mão antes de trocar de paciente. Só lavar a mão. Então, sobreviviam mais as crianças e as mães em que naquele contexto os profissionais lavavam as mãos do que aquele outro contexto que não lavavam. E aí você começa a ver, nossa, então a gente tá falando aí de não faz tanto tempo assim que a gente não entendia o básico de micróbio, de transmissão de doenças, né? É fantástico e eu peço desculpa, Lani, tínhamos mesmo que fazer um pequeno intervalo. Já, já voltamos à nossa conversa e para si que está desse lado, voltamos já a seguir com uma lembrança especial para si.

Até já. TV Novo Tempo, o canal da saúde,

Estilo de vida e dignidade humana

o canal da esperança. Estamos de volta para a segunda parte. O assunto estava a ser tão bom, tão bom, que até foi uma pena interrompermos, mas foi por uma boa razão. Tenho esta oferta especial para fazer o Guia de Estudo à Máquina Humana. Tem vários conselhos, dicas muito práticas para o seu dia-a-dia, para lhe trazer um estilo de vida mais saudável nas diferentes áreas. Fala-se sobre alimentação, fala-se sobre o descanso, fala-se sobre o exercício físico, fala-se sobre a água, sobre o sol. Enfim, tudo aquilo que tens estado a ouvir no nosso programa de hoje, estas diferentes áreas, vai encontrar um capítulo nesta revista. E o melhor de tudo é que é totalmente gratuita. Basta enviar uma mensagem para 933 939291 933 939291 e depois nós mesmos entraremos em contato consigo.

A mensagem deve dizer a máquina humana, percebemos que é este dia de estudo a que se refere. Daniel, peço-me mais uma vez desculpas. A conversa estava a ser fantástica. Ficava aqui, enfim, o resto do tempo ouvi-la, mas temos que continuar por questões de tempo. Estávamos a falar precisamente sobre a importância que essa menina teve no contexto da visão da saúde da Igreja Adventista, mas a proximidade dessa visão com aquilo que hoje a ciência conhece e também com a informação que as pessoas têm. Estávamos a falar da informação contra a informação. A Igreja Adventista, para além de ter isso para si mesmo, ter esse conhecimento, tem como objetivo também partilhar essa informação.

É uma visão muito prática, ou seja, isto que nós sabemos não é só para nós. Nós queremos que todas as pessoas sejam saudáveis e, por isso, tantas instituições na área da saúde, tantos seminários, departamentos dentro da Igreja Adventista dedicados à saúde, da qual, por exemplo, A Leni faz parte, a nível internacional é uma das diretoras desse departamento na área da saúde. Por que é que como instituição, como Igreja Adventista se preocupa em criar também pessoas com responsabilidade para levar essa mensagem aos outros? A Igreja Adventista entende que o ser humano precisa ser atendido nas suas necessidades básicas. A gente chama isso de manter a dignidade humana. O ser humano sem saúde, ele não tem dignidade.

Uma pessoa sem saúde, ela está totalmente dependente, ela está totalmente vulnerável. Então, a Igreja Adventista pensa assim, se a gente ensina, se a gente traz uma reflexão, essa pessoa pode fazer escolhas saudáveis, ela pode fazer reflexões que tragam para a prática da vida dela e ela vai perceber. Eu tenho meus alunos e eu faço com eles desafios práticos. Eu falo assim, olha, dentro dessas determinadas disciplinas que eu dou, né? Você vai colocar o exercício físico na sua rotina. Você vai fazer um relatório pra mim de como que tá seu sono. Pra que eu quero isso? Pra ele fazer uma reflexão.

E daí, como é que eu tô mesmo? Como é que eu tô? Tô bebendo água? Eu tô dormindo mesmo? Que horas que eu tô dormindo? Porque a hora que eu durmo faz diferença, não é qualquer hora. O corpo tem leis e essas leis precisam ser respeitadas. Tem um relógio interno, né? Tem um relógio, um ciclo circadiano interno. Então, quando a gente olha no contexto de igreja Adventista, a gente entende o ser humano sendo atendido de um contexto integral, um ser humano que recebeu do Criador um atributo, uma característica que é única, que é o livre arbítrio. Não sei se em português de Portugal se fala.

Nós temos oportunidade de escolher. E isso a gente faz centenas de vezes por um dia. A gente está escolhendo o tempo inteiro. Como que nós estamos escolhendo? A maneira como nós pensamos reflete como nós escolhemos. Então, a Igreja de Adventista está preocupada desde o início. Qual é a sua maneira de pensar? Se você tem pensamentos saudáveis, você escolhe saudável, você age saudável. Ao contrário, vai acontecer também. Então, quando você vai, por exemplo, vamos voltar a citar Loma Linda, você vai naquele centro que você vê o avanço da tecnologia, o que tem de mais avançado.

da tecnologia dentro da medicina convencional, você tá vendo os profissionais recomendarem também a adoção de práticas saudáveis. Então, olha, você vai frequentar, você vai ter uma ajuda de uma nutricionista pra ajudar na sua dieta, você vai ter aqui o complexo esportivo, pra você ter um direcionamento do exercício físico, você vai procurar ter um pensamento positivo, uma visão otimista. Então, o paciente, ele é direcionado também às práticas saudáveis como um

Ciencia e habitos saudaveis

tratamento complementar. Sendo que Como há esse paralelo, ou seja, um reconhecimento científico por detrás de todos esses conhecimentos, não estamos a falar aqui de fé nem de religiosidade, porque na realidade A Organização Mundial de Saúde defende todos esses princípios do sol, do ar puro, do descanso, do exercício físico. Não estamos a falar de nada que a comunidade científica não defenda nos dias de hoje, não é? Com certeza. Quando a gente olha o número crescente de estudos que estão recomendando uma alimentação balanceada, a famosa alimentação mediterrânea, ela é basicamente aquilo que a Igreja Adventista recomenda.

que é uma dieta vegetariana, onde o vegetariano, ele não é uma pessoa que não faz uso de alimentos de origem animal, ou às vezes só a carne, às vezes outros alimentos de origem animal, mas o que que é? A base da dieta mediterrânea, a base da dieta vegetariana. Consumo abundante de frutas, legumes, verduras, integrais, castanhas, ou seja, aquilo que é in natura. Os guias nutricionais dos países estão clamando pra gente descascar mais e desembrulhar menos. Menos processado, menos ultraprocessado. Então, você lê as recomendações do Instituto de Cardiologia, do Instituto do Sono.

Gente, precisa... Se você não tem um sono de qualidade, você tem distúrbio metabólico. Se você não tem uma dieta rica em alimentos processados, ultraprocessados, você tá mais exposto ao câncer. Você tá mais exposto... Eu poderia também falar aqui só sobre inflamação. Uma das coisas que eu mais estudei na prática foi processo inflamatório. Gente, hoje nós estamos muito inflamados. O que que é isso? É uma resposta do corpo. Porque... Uma agressão, né? Tantas agressões, e essas agressões são até o estresse meu do dia a dia, o seu estresse do dia a dia. O nível de cortisol alto que nós estamos mantendo, precisamos de cortisol, sim, em níveis adequados, mas precisamos de hormônios de bem-estar que cada vez mais estão menores e, infelizmente, os hormônios do estresse cada vez maiores.

Então, quando a gente vê hoje a ciência validando aquilo que nós, como Igreja Adventista, já conhecemos, por mais de 150 anos, por esses escritos que nós entendemos como proféticos e que a gente vê validado pela ciência. Dani, mais uma vez, muito obrigado e até a um próximo programa. Para sair gostado desse lado, e antes de terminar, lembramos a oferta que estamos a fazer-lhe, o Guia de Estudo à Máquina Humana, construído exatamente com princípios que nos trazem saúde nas diferentes áreas da nossa vida, mas também com exemplos muito práticos e com dicas também muito práticas.

E o melhor de tudo é que é gratuito. Não precisa pagar nada. Dá a distância de uma mensagem que nos pode enviar por telemóvel a dizer Máquina Humana para o 933 939291. Antes de fechar, dizer-lhe que este programa, bem como todos os outros, está disponível em podcast em radioaccesso.tv.pt e também no YouTube da Novo Tempo Portugal. Ficamos à espera também das suas mensagens, das suas sugestões com temas para podermos trazer aqui ao seu médico de família. Hoje a consulta termina, mas já sabe, na próxima semana estamos de volta. Até lá, se Deus quiser.

A nossa oferta

Sobre este episódio

Descubra como a ciência moderna está a confirmar segredos de saúde revelados há mais de 150 anos e revolucione o seu bem-estar hoje mesmo! 🌟

Neste episódio do programa Médico de Família, intitulado Uma revolução silenciosa, recebemos a Doutora Lani, cientista, investigadora e professora universitária. Numa conversa inspiradora, exploramos a surpreendente harmonia entre a ciência contemporânea e os princípios de saúde promovidos pela Igreja Adventista do Sétimo Dia desde o século dezanove. Através do exemplo de Loma Linda, na Califórnia, uma das famosas zonas azuis onde a esperança média de vida é extraordinariamente alta, percebemos como pequenos hábitos diários e um estilo de vida equilibrado têm um impacto profundo na nossa longevidade, saúde física e qualidade de vida.

A Doutora Lani, que leciona no UNASP, recorda o papel pioneiro de Ellen White, que numa época em que a medicina básica ainda dava os primeiros passos, já defendia a importância crucial da higiene, do ar puro, do exercício físico, da água e da luz solar. Hoje, a Organização Mundial de Saúde e os principais institutos científicos validam estas orientações. Como bem lembra a nossa convidada, os guias nutricionais atuais clamam para que possamos descascar mais e desembrulhar menos, evitando os alimentos ultraprocessados que inflamam o nosso corpo e prejudicam a nossa mente.

Mais do que regras restritas, estes princípios representam o respeito pelas leis da vida que Deus estabeleceu desde a criação. Cuidar do corpo é um ato de adoração e uma forma de preservar a dignidade humana e o livre-arbítrio que o Criador nos concedeu. Ao adotar o equilíbrio e a temperança, fortalecemos o nosso sistema imunitário, controlamos o stresse e vivemos de forma mais plena e feliz, aproximando-nos do plano original de Deus para cada um de nós.

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Série
Médico de Família · 72 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 70
Estreou
30 de Setembro de 2026
Categoria
Saúde
Apresentação
Daniel Galaio
Convidados
Lanny Soares