Volvido a mais uma semana, cá estamos para lhe trazer mais um médico de família. Prometemos no programa anterior que iríamos ter a oportunidade, quando estivéssemos novamente com a doutora Cláudia Neves, de falar sobre o Programa Nacional de Vacinação. Fizemos um programa sobre vacinas, somente teve a oportunidade de ver e de ouvir aconselho que o possa fazer, quer no YouTube da Novo Tempo Portugal, quer na Rádio RCS, Mas, para cumprir aquilo que tínhamos prometido, hoje vamos falar sobre o Plano Nacional de Vacinação. Mais uma vez, temos connosco a doutora Cláudia Neves. Cláudia, mais uma vez, bem-vinda. Muito obrigada, mais uma vez. O que é a vacina, o que é a vacinação, falámos de como ela reage no nosso organismo, da importância da vacina num programa anterior, mas não falámos do PNV, o Programa Nacional de Vacinação, conhecido por todos como o Plano Nacional de Vacinação.
Por isso, a minha pergunta, sem rodeios, começa por aí. Fala-nos de uma forma genérica o que é o Programa Nacional de Vacinação.
O Programa Nacional de Vacinação, de uma forma geral, foi um programa inserido no nosso país mais ou menos em 1965, mantém os seus princípios básicos. O ser universal para toda a população que está em Portugal, neste momento, os que vão entrando vão sendo inseridos neste programa. ser gratuito para todos os utilizadores, as vacinas inseridas nesse programa, a fácil acessibilidade, a equidade, tratamos de forma igual todas as populações, e que aproveitamos todas as oportunidades para vacinação. Quem está a ouvir ou a ver nos pode perguntar, mas o que é isso de aproveitar todas as oportunidades? Por exemplo, uma pessoa vem a uma consulta médica ou dê em farmácia por qualquer motivo, consultamos realmente o seu Programa Nacional de Vacinação a ver se está em dia ou não.
Isto faz parte da nossa rotina. É quase, eu diria, um termo técnico interno. É oportunístico. Exato, é isso. No fundo, a vacinação é oportunista e nós, felizmente ou infelizmente, realmente tratamos muitas pessoas que não se apercebem, é normal, e que têm as vacinas em atraso e aproveitamos no momento em que estão na Unidade de Saúde, propomos, aqueles que aceitam, fazem no momento logo e ficam com o seu PNV atualizado. sendo que muitas vezes é feito quase um exercício, eu diria, bem, ia usar um termo que vou decidir não usar, mas é muito difícil e muitas vezes são os próprios profissionais de saúde a contactar diretamente as pessoas para que possam ter as suas vacinas em dia ou porque as possam fazer num momento adequado.
Muitas vezes são os próprios profissionais de saúde a ir atrás das pessoas Contactam telefonicamente e agendam essa administração. Essa administração. Por outro lado, como estás a dizer bem, as portas estão sempre abertas para que a pessoa possa fazer a sua vacina. Mas qual é o objectivo, apesar de já o teres dito como funciona, qual é o objectivo do Programa Nacional de Vacinação? como o grande objetivo das vacinas realmente é a prevenção, a proteção da população, do indivíduo e da população em geral, dessas doenças infectocontagiosas que é possível prevenir com a vacinação. No fundo é proteger todo um país destas doenças que podem matar ou podem trazer grande morbilidade à maior parte da população e assim diminuir a ameaça, por assim dizer, à saúde pública e a vacinação é eficaz, é uma grande arma realmente neste sentido.
O Programa Nacional de Vacinas não tem todas as vacinas que temos à nossa disposição. É um conjunto de vacinas muito específicas, escolhidas ao longo do tempo. Têm sido também acrescentadas vacinas a este programa. Como é que esta escolha é feita? Ou seja, porquê foram escolhidas estas vacinas? Claro que todas elas são aconselhadas pela DGS, mas há outras vacinas aconselhadas pela DGS que não fazem parte do próprio programa. Porquê que esta escolha é feita desta maneira? Pensa sempre na proteção individual, ou seja, a partir do momento em que um determinado indivíduo recebe uma vacina, ele vai estar protegido contra aquela doença ou doenças, porque temos vacinas combinadas e que realmente numa única administração temos a inoculação de vários antigénios de doenças infectocontagiosas diferentes.
Por outro lado, essa pessoa fica protegida. Se voltar a ter o contacto direto com o micro-organismo, vírus ou bactéria, reage o sistema imunitário e não sente nada ou tem uma doença mais ligeira e atenuada. Por outro lado, estamos a proteger, por assim dizer, a população em geral. Porque ao proteger o indivíduo, protegemos todos os outros que poderiam ter contacto com essa pessoa que tem a doença. Atualmente as que estão inseridas é sempre o risco-benefício em termos não só de proteção individual, mas o que é estudado normalmente antes de introduzir uma vacina no PNV é realmente qual vai ser o benefício da população geral com esta imunização, por assim dizer, da população toda. se realmente vai ser custo-efetivo positivo.
É o que ia dizer, também não podemos esconder essa parte financeira da questão, não é? Sim, sim. O Estado, que é ele que oferece as vacinas, porque do momento em que a vacina faz parte desse programa, ela automaticamente tem o princípio que mencionaste no início do programa. É gratuita, universal. É gratuita. Portanto, o Estado, neste caso o Estado português, fará também essa avaliação, ou seja, os custos de inclusão desta vacina no programa. E os custos que teriam se as pessoas adoecessem destas doenças. E nós temos isto ao longo dos últimos anos, muitas vacinas que não estavam incluídas no programa e que agora já estão incluídas. Porque muitas das coisas, das doenças infectocontagiosas, só o tempo é que vai demonstrar realmente este custo-benefício. da imunização ou não imunização contra essas doenças. E, claro, se for uma doença, por exemplo, que não é assim tão mortal ou que o problema de saúde pública não é assim tão grave se várias pessoas tiverem esta doença, não é, por assim dizer, grave, não vai ser incluída no plano nacional de vacinação.
Se for uma doença que já gera muita morbilidade, muitos internamentos e muita mortalidade, já é mais importante, já se pensa mais na hipótese de introduzir no PNV. Tem a ver com esta questão realmente de custo-benefício. Sendo que uma determinada vacina, ela pode não estar dentro do programa, mas não significa que ela não seja disponível para ser administrada. Ou seja, se eu de livre vontade quiser, eu posso ter acesso a essa vacina, só não será gratuita porque não estará dentro do programa, mas ela existe. Eu quero muito falar, claro, vamos aproveitar que tu estás aqui até para divulgar essas vacinas, mas se me permites antes, ainda, falares daquelas que são as recomendadas, porque, eu diria, são mais vacinas recomendadas do que aquelas que estão dentro do programa, não é?
É assim, nós temos as que estão inseridas no Programa Nacional de Assinação, o PNV, é mais fácil dizer assim porque são três palavras grandes, e que são gratuitas para toda a gente e que todas as pessoas devem fazer, são aconselhadas a fazer desde o nascimento. Depois temos aquelas recomendadas para grupos específicos que estão disponíveis. As pessoas podem comprar com receita médica e estão comparticipadas pelo SNS. Ou seja, mesmo comprando não é gratuito, as pessoas pagam uma parte só. Por sua vez, temos outras que estão disponíveis Mas depois mais adiante eu falo quais são. Que estão disponíveis para venda, não são comparticipadas, mas são só vendidas mediante receita médica para alguns grupos de pessoas específicos também.
Mas mesmo no PNV, Isto está tudo online, no site da DGS, e muito bem esta informação. Existem aqueles grupos de risco, que algumas vacinas são gratuitas, administradas na Unidade de Saúde, outras são grupos de risco mas não é assim tanto o risco, é um risco relativo, e as pessoas com receita médica é com participado e são administradas. Existem várias formas das pessoas serem imunizadas, ou gratuita, mas só no PNV. Ou então pagam uma parte, ou então têm que pagar a totalidade se assim decidirem pessoalmente fazer essa imunização. Mas elas estão disponíveis. Sim, sim. Muito bem. Então vamos lá falar um pouquinho das vacinas que fazem parte do programa.
Temos muitas, não é? E começa logo à nascença, logo que o bebê nasce. Antigamente havia uma logo que era a BCG, relativamente à tuberculose, que atualmente só é feita para grupos de risco, é feita em todas as crianças após o nascimento uma avaliação do risco da criança vir a ter tuberculose e após essa avaliação de risco, só as crianças com risco elevado é que são realmente administrado o BCG. Nas restantes, na maioria, quando nasce é a primeira dose da vacina que protege da hepatite B. Depois nós temos vacinas aos dois meses de idade. Isto são todas as que são gratuitas e estão incluídas realmente no PNV. Temos logo aos dois meses de idade uma vacina que uma inoculação protege de seis doenças.
exavalente, é assim que se diz, protege da difteria tetanetossoconvulsa, de uma outra bactéria hemófilosinfluenza tipo B, que dá pneumonia homeningite, da poliomielite, por exemplo, hoje em dia nós não vemos ninguém doente com poliomielite, e a segunda dose é hepatito B, aos dois meses de idade. E temos ainda, isto tudo na primeira numa só inoculação. Numa só seringa, por assim dizer. E lembrei-me agora de um aspecto interessante. Nós conhecemos, se calhar, pessoas com sequelas de poliomielite. Graças à vacinação, nós não temos pessoas a ficar doentes com poliomielite atualmente. Depois leva uma outra administração, que é a primeira dose da vacina para um tipo de microorganismo que pode provocar pneumonia, o streptococcus pneumonia, que a vacina é prevenar 20, e a primeira dose para um outro tipo de meningite, que é a Neisseria meningitis B.
Pronto, são assim os palavrões, mas aos dois meses o Bebé recebe três injeções, por assim dizer, que protegem uma delas de seis doenças e as outras duas de duas doenças diferentes. Aos quatro meses, levam a segunda dose daquela da difteria tetanotoxiconvulsa do hemófilosinfluenza e da poliomielite, levam a segunda dose da Prevnar 20 e a segunda dose da Nyserium meningitidis B. Aos seis meses levam a terceira dose da hexavalente, que tem aquelas seis doenças todas. No cocktail. Exatamente. Aos seis meses. O intervalo já começa a ser maior. Depois temos aos 12 meses a terceira dose da Prevnar 20, que protege das pneumonias, terceira dose da Nysera meningitis B e a vacina contra a doença invasiva por outro tipo de meningite, que é a SIRP, designa-se por letras.
e levam a primeira dose da vacina que numa sopra o teste 4, de 3, o sarampo, a papeira e a rubéola. E é esta vacina que pode dar realmente uma reação de febre mais prolongada do que as outras em geral. É uma reação adversa expectável. Isto aos 12 meses. Normalmente, a partir desta idade, as vacinas já começam a ser inoculadas no braço, aqui no músculo deltoide. Coitadinhos. É verdade. É um momento muito doloroso, muitas vezes até para os pais, pelo choro das crianças, porque dói, a picada dói, claro que dói, e alguns deles, à própria administração do líquido também dói. E às vezes, quando têm vacinas e atraso, estão recebendo os dois bracinhos na mesma consulta. Isto normalmente são as idades-chave, o que eu estou a dizer.
Todos os que, por alguma razão, não estão Por alguma razão tem alguma outra em atraso. Existem os planos alternativos que são seguidos e a equipa de enfermagem está muito bem formada nesta área. E, por exemplo, crianças migrantes que virão de outros países, se tiver alguma em atraso, quando é que pode levar-as, quais é que pode juntar, qual o intervalo entre elas. Está tudo programado. Depois temos, aos 18 meses, a vacina pentavalente, difteria, tetra, mitose convulsa, o hemófilos e a poliomielite. Portanto, cinco numa só. E depois já temos só os 5 anos. Aqui depois temos aqui este período que felizmente as crianças não têm memória. Vemos aqui que a grande quantidade de inoculação é até os 18 meses e nós não nos lembramos das vacinas que levámos até essa idade.
Felizmente não temos essa memória. Aos 5 anos temos a 5ª dose da tetravalente, difteria tetra, tosse convulsa e hemófilos influenza. e poliamielite, e temos a segunda dose da VASPR, que é tal para o sarampo, para a parotidita epidémica e arrubela. A parotidita é a papeira, mais conhecida assim, que antigamente também não havia vacinação e agora existe. E depois passamos só aos 10 anos. Aqui é um reforço da vacina do tétano e da difteria, que já tinham levado anteriormente, e duas doses separadas pelo menos de seis meses, um intervalo uma da outra, de uma vacina que é para o papiloma vírus humano, o HPV. Se calhar as pessoas conhecem mais como o micro-organismo pode provocar o cancro do colo do útero.
Esta vacina foi introduzida mais recentemente nos últimos 10 anos em Portugal, não estava incluída no PNV. Inicialmente era só às meninas, inicialmente só duas doses, depois três doses. por volta da adolescência, atualmente é meninas e meninos aos 10 anos e fazem as duas doses separadas por 6 meses. Isto tem vindo a mudar pensando sempre naquele custo-benefício, não é? Porque realmente as meninas é que podem ter o câncer, mas os meninos são os que podem fazer a transmissão do papiloma vírus humano. Essencialmente, nos jovens, são estas as vacinas. Muito bem. Eu vou querer também saber aquelas que não estão dentro do próprio programa, mas falamos disso já já a seguir. Vamos só fazer uma pequena pausa, está bem?
Para se gostar desse lado, a mesma pausa muito pequenina, voltamos já a seguir com uma oferta especial para si. Até já. TV Novo Tempo, o canal da saúde, o canal da esperança. Foi nos tantinhos, já estamos de volta para lhe trazer a segunda parte e a oferta especial que tenho para si é o Guia de Estudo à Máquina Humana. Provavelmente já ouviu falar sobre este Guia de Estudo. São vários conselhos práticos que foram preparados por especialistas para lhe falar e lhe trazer estilos de vida, hábitos de vida mais saudáveis. em todas as áreas da nossa vida, desde a parte física, a parte mental, a parte emocional e também a parte espiritual.
É totalmente gratuita e é mesmo muito prática, desde, por exemplo, o que pode fazer para preparar alimentos de forma mais saudável, ou como, por exemplo, algumas dicas práticas do que pode fazer antes de ir para a cama para ter um melhor descanso. Como está a ver, são mesmo coisas muito, muito práticas. E o melhor é que é totalmente gratuita. Basta enviar-nos uma mensagem a dizer Máquina Humana para o 933 93 92 91. 933 93 92 91. Está à distância de uma SMS. Não hesite. Voltamos então para a segunda parte e Falta falar, enfim, já mencionaste algumas
delas, mas mesmo assim dou-te a oportunidade, se quiseres ser mais específica, que vacinas achas que são relevantes mencionar que estão fora do programa, extra-programa? Talvez, Daniela, ainda falar um bocadinho das que estão incluídas no programa nos adultos. Ainda não falámos. Porque vimos até aos 10 anos que temos o reforço do tétano e da difteria e realmente as do papiloma vírus humano e depois o reforço do tétano nós lembramos se calhar na nossa geração que era sempre de 10 em 10 anos e isso também mudou. Faz aos 10 anos, depois faz aos 25 anos e depois aos 45 aos 65 em intervalos de 20 anos Isto é só o tempo que demonstrou, a ciência que demonstrou que realmente não era preciso reforço. E também a própria prevalência da doença, não é? Exatamente.
Diminuiu drasticamente. E nesta idade realmente a imunidade dura mais tempo e ela só a partir dos 65 anos é que passa a ser novamente de 10 em 10 anos. Até aos 65, portanto é aos 10, depois 25, 45, 65 e depois de 10 em 10 anos. O tétano e a difetria numa só administração. Em cada gravidez, todas as grávidas são vacinadas para o tetandifteritose convulsa, microorganismo em doses mais reduzidas, durante a gravidez. Não só para proteger a si, mas também para a imunidade para a criança que vai nascer. Claro que já falámos aqui da BCG, que naquelas pessoas, crianças com risco acrescido, fazem o BCG, que não está incluído no PNV da população em geral.
Temos outras vacinas que não estão incluídas, como por exemplo a que protege dos streptococcus pneumonia. Há vários tipos de vacinas desta área. Temos, por exemplo, a 23. Não está incluída no PNV, mas é conselhada a todas as pessoas, aos idosos, e a todos aqueles que têm alguns tipos de patologias, por exemplo, diabéticos, pessoas com asma, com doença pulmonar obstrutiva crónica ou que tiver algum tipo de problema pulmonar ou respiratório. Ela é possível ser prescrita com receita médica e o grau de comparticipação é variável de pessoa para pessoa mediante o grau de participação que tem nos medicamentos e é administrada. Algumas pessoas basta esta dose e fica para o resto da vida.
Alguns grupos de risco têm que fazer esta e têm que fazer uma outra, também para o preumocóquico, que existem várias, existe a 13, a 20, a 21. Estudos mais recentes dizem que a 21 é a mais eficaz. Existem outras para amnigite também, dos grupos ACWY. Ipaepatite A, por exemplo, é aconselhado a alguns grupos de risco mediante algumas profissões ou que vão fazer algum tipo de viagens para algumas zonas do mundo. Mais recentemente temos uma vacina. que está incluído, eu iria dizer, no PNV dos bebés, dos pequeninos que estão a nascer, que é o do vírus sensacial respiratório. Porquê? Porque nós temos muitos casos, na altura do pico do inverno, das chamadas bronquiolites, que são provocadas por este vírus.
Em muitas crianças passa-lhes de uma forma ligeira, mas muitas têm outras complicações e com insuficiência respiratórias graves quando ficam infectados. e existe a vacina que é administrada de forma gratuita aos bebés quando nascem, dependendo da altura do ano em que nascem, mas ela também está à venda, é uma dose única, não é comparticipada e é aconselhada a pessoas com 60 anos ou mais de idade, às grávidas ou pessoas com algum problema respiratório. A vacina do vírus sensicial respiratório. Outra vacina que é também conhecida, há pessoas que realmente gostavam de... que às vezes me pedem na consulta, mas depois ficam um bocado desanimadas com o preço, que é a do Herpes Zoster.
mais conhecida pela zona, ou cobrão, como algumas pessoas conhecem. É uma doença que é muito mais comum, mais prevalente, na primavera. Todos os anos na primavera eu tenho utentes com este problema. O grande caracteriza-se pelo aparecimento das lesões tipo bolha de água, aglomeradas numa determinada faixa do corpo humano. Atinge normalmente uma área do corpo humano específica, que é a área enervada por um determinado nervo, porque o vírus está no nervo, e depois vêm as lesões à superfície. O grande problema é que realmente atinge o nervo e dá uma dor que pode durar semanas ou meses, dependendo da gravidade e da pessoa, a chamada neuropatia pós-herpética e é aqui que é mais debilitante e que as pessoas ressentem-se mais, sobretudo os idosos.
Ela realmente é aconselhada a todos os adultos com 50 anos ou mais e são duas doses com dois a seis meses de intervalo. Depois temos a vacina de um outro vírus que é da família do herpes zóster, que é a varicela. Também dá as bolhinhas de água, mas mais generalizadas em todo o corpo, incluindo no corpo cabeludo, dentro da boca, nos genitais. Existem vacinas, ambas são de duas doses, podem ser administradas com 12 meses de idade, um ano de vida ou mais. Em alguns casos em que pode ser necessário administrarem bebés mais pequenos, menos de 12 meses, aí o intervalo das doses pode variar. Pode ser aconselhado em pessoas que tenham o sistema imunitário mais debilitado e têm contato com alguém com varicela, por exemplo.
Temos outra vacina que é o rotavírus. O rotavírus é muito conhecido por provocar gastroenterites nos pequeninos e nos adultos, mas com mais consequências, sobretudo risco de desidratação nos mais pequeninos. E nós normalmente aconselhamos mais nas crianças que vão estar em grupos de crianças que vão cedo para creche ou infantário e que vão estar mais expostas a este tipo de vírus. É uma vacina oral, não é injetável, é em gotas. podem ser duas ou três doses, dependendo da marca, e normalmente são administradas a partir das seis semanas de vida, uma delas até às 24 semanas, uma das marcas a outra até às 32 semanas, ou seja, normalmente nas consultas logo do recém-nascido nós falamos aos pais nesta hipótese quais os preços, não é com participada nem com receita médica, E eles depois tomam a decisão se querem ou não administrar.
E devem ser administradas, portanto, antes das 24 ou das 32 semanas de vida. Depois disso não tem muita lógica porque já não é tão grave, por assim dizer. Voltamos ao mesmo porquê fazer a vacina naquela idade e não na outra e porquê incluir esta ou não. Tem a ver com a gravidade e com as possíveis consequências. Outra vacina que já falámos é para o micro-organismo, que é o pneumococcus, que já falámos que provoca a maioria das pneumonias. Podemos pensar, muitos de nós já tivemos pneumonias e não é assim tão grave. Em alguns grupos de pessoas é, sobretudo nos idosos, nos pequeninos, pessoas com problemas respiratórios, como asma ou doença pulmonar obstrutiva crónica, ou que já tiveram algum problema realmente pulmonar, nos diabéticos também, pessoas com doenças cardíacas graves. Existem várias à venda.
Existem vários tipos de conjugações que são aconselhadas. Alguns bastam um deles. Alguns grupos de risco. Isto está tudo muito definido no site da Direção-Geral de Saúde. Alguns grupos têm que fazer dois tipos desta vacina separadas pelo menos seis meses, uma da outra, de marcas diferentes, porque são para estirpes diferentes. E, essencialmente, são estas as vacinas que existem à venda em Portugal. Muito bem. Eu vou fazer uma inconfidência. Há pouquinho mesmo no início do programa, estava aqui o Hélder, que hoje está a fazer a realização do programa, e a Cláudia, a primeira pergunta que fez quando o Hélder entrou foi, Hélder, tens as vacinas em dia? E estávamos aqui até a confidenciar. Provavelmente a esposa sabia mais se ele tinha as vacinas em dia do que ele
mesmo. Porque é que eu estou a brincar com esta inconfidência? Como é que na realidade nós podemos saber se temos as vacinas em dia ou não? Todos nós temos, ou deveríamos ter, o nosso boletim de vacinas. Antigamente era assim, de uma cor branco sujo, bege. Atualmente são marlinhos. Não tendo o formato em papel, existe o formato digital. As pessoas se calhar não sabem, mas todos nós temos o formato digital do nosso boletim de vacinas. É só ir à aplicação do SNS24, se tiver instalada no telemóvel. Se não tiver, vai a um computador ou um tablet, vai ao portal do SNS24 com o número do utente, uma password e está lá o seu plano nacional de vacinação. As que já fez e se tiver alguma em atraso, está lá o alerta e quando é que deve ser administrado. Eu ainda queria voltar a falar de um assunto, mas como falámos no programa anterior, que tinha a ver com o intervalo das vacinas, e já falámos no programa anterior, vou saltar para a última parte, porque acho que é muito importante e temos cerca de um minutinho.
Onde é que nós podemos vacinar? Porque também hoje em dia ouvimos falar, enfim, de várias fontes. Como médica de família, o que é que tu recomendas? Qualquer unidade de saúde pode vacinar. Todos nós normalmente estamos inscritos numa unidade de saúde e essas vacinas, todas as que fazem parte do PNV, estão lá disponíveis. Portanto, é ir a uma unidade de saúde, dirigir-se aos serviços administrativos e explicar o que precisa ou o que quer se informar ou o que precisa de uma vacina específica. Ele será realmente direcionado para uma consulta com o seu enfermeiro ou enfermeira de família E se por acaso não tiver, imagino por motivos profissionais, no seu local de habitação ou no local onde está inscrito. Imaginemos-te noutra região do país. Qualquer unidade de saúde é dirigir-se lá, temos o formato digital e pode ser vacinada em qualquer unidade de saúde.
Entra em sistema e, portanto, a pessoa fica automáticamente registada. Fica registada no seu PNV em todo o país. Muito bem, Cláudia. Mais uma vez, muito obrigado e até o próximo programa. Até à próxima. Para quem está desse lado, espero que tenha sido esclarecedor. Se não foi, se tem alguma dúvida, não hesite. Entre em contacto connosco. Temos todo o gosto em poder responder às suas dúvidas e às suas questões e, quem sabe, trazer num futuro próximo esse assunto aqui em programa. Lembre-se da oferta inicial, o Guia de Estudo Máquina Humana, totalmente gratuito. Se não teve a oportunidade de tomar nota do número, põe bem ao 933 939 291. 933 939 291. Basta enviar uma mensagem para este número a dizer Máquina Humana. Este programa chega ao fim. Se não teve a oportunidade de ouvir na íntegra ou se não teve a oportunidade de ouvir o programa anterior que falámos sobre vacinas, muito importante é complementar a este.
Este está disponível em podcast em radioexcesso.pt e também no YouTube da Novo Tempo Portugal. Fechamos mais uma vez agradecendo ter estado desse lado. Aqui neste programa todos têm médico de família. Hoje foi a doutora Cláudia Neves e sempre que possível, semanalmente, aqui neste seu espaço. Marcamos a conta no próximo programa. Até lá, se Deus quiser.