Voltamos a estar na sua companhia para lhe trazer mais um médico de família. No programa anterior falámos sobre gravidez e saúde. Tivemos a oportunidade de conhecer mais de perto a consulta de saúde materna, também as alterações que ocorrem na mulher durante a gravidez. Também alguns sinais, alertas e muitas coisas ainda que abordámos nesse programa. Quero aproveitar neste momento para dizer que se não teve a oportunidade de escutar esse programa, ele está disponível quer no YouTube da Novo Tempo Portugal, quer em podcast na rádio RCS. Mas ficou ainda muito para falar sobre esse assunto e por isso temos mais uma vez connosco a Dra. Cláudia Neves. Cláudia, mais uma vez bem-vinda. Obrigada, mais uma vez. Cláudia, muita coisa ficou por dizer e também sentiste a necessidade de irmos mais ao pormenor em algumas questões.
Porquê sentiste essa necessidade? Por exemplo, é importante especificar os sinais de alerta para uma mulher grávida dirigir-se a uma unidade de saúde para uma consulta aberta ou uma consulta urgente. É importante também a grávida ser elucidada e as famílias. Há cerca de exames que nós pedimos durante a gravidez e porquê que os pedimos. Vacinas a fazer durante a gravidez, o que é que pode ser atualizado, não pode ser atualizado. O que nós aconselhamos em termos de estilo de vida na grávida, que é o considerado saudável. Tudo isto vamos tentar dizer em mais pormenor neste programa. Reparei que, portanto, daquilo que vamos falar hoje, enfim, que já mencionaste e
que certamente teremos oportunidade de mais à frente abordar, que não mencionaste as análises, mas também são pedidas várias análises em momentos diferentes. Se calhar começaria por aí, se não te importasses. Que tipos de análises é que normalmente são pedidas à grávida? Ok. Quando nós pedimos exames em qualquer consulta, não só na consulta de saúde materna, tem que ter um porquê. Mesmo quando dizemos assim, é de vigilância, mas porquê que eu peço esta? Porquê que peço aquela? Porquê que não peço a outra? Na gravidez, todos os exames que nós pedimos normalmente são análises ao sangue e à urina e são as ecografias obstétricas. Têm um porquê e são importantes para o rastreio, a detecção precoce de vários problemas, a vigilância de alguma falta que possa haver e detecção precoce de alguma doença infectocontagiosa.
Normalmente, de uma forma simplista, numa gravidez que esteja a decorrer bem e saudável, são três períodos de análise, uma vez em cada trimestre, e também uma ecografia obstétrica uma vez em cada trimestre. As primeiras análises devem ser feitas entre as 11 e as 3 semanas. Gostaria aqui de salientar que quando a gravidez é planeada, já foram feitas algumas análises antes da gravidez. Por exemplo, a determinação do grupo sanguíneo é importante, ver como estão os valores da hemoglobina no sangue, o açúcar e o despiste a algumas doenças infetocontagiosas. Quando a grávida vem à primeira consulta, são-lhe pedidas as análises do primeiro trimestre. Algumas pode já não ser necessário pedir, porque já foram feitas na pré-construção.
Uma delas, por exemplo, o grupo sanguíneo. Depois, normalmente são pedidas as análises no segundo trimestre. Pode ser necessário, se a mulher não for imune, por exemplo, à rubeula. uma entre as 18 e as 20 semanas, e todas as mulheres têm que fazer análise entre as 24 e as 28 semanas. No terceiro trimestre, entre as 32 e as 34 semanas, são pedidas mais análises, quando falamos de análises em qualquer laboratório, ao sangue e à urina. São várias as patologias que são rastreadas. Importante, por exemplo, vigiar, como já falámos, a hemoglobina, ver se a mulher está com anemia, porque pode acontecer e acontece muitas vezes, sobretudo a partir do segundo trimestre. Então, hemograma, uma das análises que se pede logo no primeiro trimestre.
A seguir, o rastreio da diabetes estacional, um tipo de diabetes que pode surgir na gravidez. Faz-se logo nas primeiras análises o valor da glicose em jejum. até 92 normal, 22 ou mais já é diabetes gestacional. Não é necessário voltar a fazer um rastreio porque já está o diagnóstico logo no início. Se por acaso a mulher tiver diabetes gestacional é referenciada para uma unidade hospitalar, consulta de obstetrícia. Se esse valor for inferior a 92 mg por decilitro, no segundo trimestre, entre as 24 e 28 semanas, volta-se a fazer um rastreio da diabetes estacional. Mas a análise aqui é diferente. Em vez de ser só avaliada a glicose em jejum, é avaliada a glicose em jejum, depois dá-se uma dose standard à mulher a beber, que é de 75 g de glicose em água, e depois volta-se a avaliar a glicose uma hora depois e duas horas depois.
E, ajuntando estes três valores, temos valores que são considerados normais, um alterado, diabetes tradicional. Esta análise foi feita entre as 24 e as 28 semanas. Importante também despiste de outras infecções, como a toxoplasmose, a rubéola, o citomegalovírus. São também feitas antes da concessão e também na primeira avaliação das análises, assim como hepatite B, HIV e sífilis. HIV eu penso que sabem, o vírus da imunodeficiência humana. Claro. Outra análise que é muito importante, como já falei, é a determinação do grupo sanguíneo, se a mulher ainda não souber, e do fator RH. Porquê? Porque isso pode determinar ou não a necessidade da mulher fazer uma determinada vacina imunoglobulina antide se for RH negativo, depois mais no final da gravidez.
Normalmente, estas análises também incluem a análise à urina, não só para despistar alguma alteração na urina, mas para também de infeção urinária. Ou seja, além da urina tipo 2, podíamos muitas vezes, nas análises da grávida, a uro-ocultura, que é mesmo uma pesquisa, ver se tem alguma bactéria, e se tiver uma bactéria, ou seja, uma infeção urinária, quais os antibióticos a que essa bactéria é sensível, quais antibióticos podem matar essa bactéria. Porquê? Porque na gravidez é muito frequente a chamada bacteriúria assintomática. Ou seja, a mulher ter bactérias na urina e não sentir, não ter as queixas típicas de infeção urinária. O ardor a urinar, urinar muitas vezes, dor ao fundo da bexiga.
Então, na gravidez, é essencial despistar sempre infeções urinárias, porque uma infeção urinária na grávida não tratada, ou que evolua sem ser tratada durante muito tempo, pode dar outras complicações, até ameaça de parto prematuro. Claro que, se a mulher tiver outras doenças antes de engravidar ou, entretanto, tiver algum outro problema, pode ser necessário pedir mais análises do que estas. Estas são a estándar nas chamadas gravidezes que decorrem sem problema nenhum. Falaste logo no início do nosso programa de um dos aspectos importantes também é a questão da vacinação, mas eu até vou mais longe na pergunta que estou a fazer, porque muitas vezes a dúvida já não é só em relação à mãe, se devo ou não tomar
esta vacina porque estou grávida, mas também as dúvidas surgem que vacinas podem ou não afetar o bebê, se é de imunidade, se o bebê fica imuno ou não. É muita dúvida, muita confusão e normalmente leva muitas mães ao centro de saúde apenas uma coisa tão simples como saber se pode ou não tomar determinada vacina. O que é que nos podes dizer? Ok. De uma forma geral, durante a gravidez As vacinas que sejam por vidros atonuados ou fragmentos dos micro-organismos podem ser administradas. Estamos a falar das gripes e por aí fora. Não podem ser administradas. Eu já explico as quais. Não podem ser administradas vacinas de vírus ou bactérias vivos, por assim dizer. Claro que todas estas informações, nós estamos aqui a dizer, agora aqui um bocadinho, um parênteses, estão disponíveis normalmente em vários sítios, no Boletim de Saúde Materno, o livrinho que é facultado logo na primeira consulta de gravidez.
Conhecido como o Guia das Grávidas, não é? É, chama-se mesmo Boletim de Saúde Materna. E também está facultado, cada unidade de saúde normalmente disponibiliza folhetos panfletos, que realmente têm toda este tipo de informação, incluindo a vacinação. E podem ir também ao site da DGS, que tem muita informação sobre a gravidez e respostas a perguntas frequentes. Relativamente à vacinação, há uma que é administrada sempre, que é chamada TDPA, que é da tosse convulsa tétano e difteria. Mesmo que as mulheres tenham tido já esta vacina, noutra gravidez ou antes da gravidez, têm que ser vacinadas novamente. Porquê? A tosse convulsa é uma doença infecciosa do aparelho respiratório.
provocada por uma bactéria. E as crianças até aos dois meses, os bebés mais pequeninos, são mais vulneráveis à tosse convulsa. No entanto, a vacinação do bebé não pode ser feita antes dos dois meses, não é segura. Assim, a vacinação da mãe leva à produção de anticorpos que passam para o bebé e ele já fica imune até aos dois meses, fica mais protegido quando a mãe é vacinada. Esta vacina, idealmente, é administrada entre as 20 e as 32 semanas de gravidez. Normalmente, a sua equipa de saúde, o enfermeiro de família, planeia também esta administração. Esta vacina pode ser administrada em simultâneo antes ou depois da antide, a tal imunoglobulina antide, que é administrada às mulheres que têm um grupo de sangue RH negativo.
Temos também a vacina contra a gripe, que é sesonal, normalmente é administrada nos períodos de outono e inverno. A gripe é uma doença provocada por um vírus e que a gripe nas grávidas pode dar muito mais complicações. É chamada um grupo vulnerável. e é segura na gravidez e confere também proteção ao recém-nascido nos primeiros meses da sua vida. A vacina é gratuita no nosso Serviço Nacional de Saúde e normalmente a equipa de saúde também fala nesse assunto. Muito bem, então antes de avançarmos para o próximo assunto, vais-me permitir então uns segundinhos para fazermos um breve intervalo, é mesmo apenas alguns segundos. Voltamos já a seguir e com uma oferta especial para si. Até já.
TV Novo Tempo, o canal da saúde, o canal da esperança. Estamos de volta para a segunda parte do Médico de Família de hoje e com a oferta que lhe prometi, o guia de estudo A Máquina Humana. Um guia de estudo muito completo, cheio de dicas, muito promenorizado e com algumas dúvidas bastante frequentes de quem quer ter um estilo de vida saudável. Está tudo aqui. É totalmente gratuito. É uma oferta especial para si e para a sua família. E o que tenho que fazer para receber este guia de estudo totalmente gratuito? Tenho que enviar uma mensagem a dizer Máquina Humana para sabermos que é este o guia de estudo a que se refere para o 933-939291.
933-939291. Depois entraremos em contato consigo para lhe podermos enviar este guia de
estudo para a sua casa totalmente gratuito pelo correio. Cláudia, nós falámos num programa anterior sobre os sinais, sintomas que seriam normais numa gravidez. Nessa altura, até quando falámos sobre esse assunto, é para alertar as mães de que esses sinais são normais, essas alterações são normais e não devem assustar as mães. mas pode trazer um outro problema com tantas alterações, que é surgirem alguns sinais que sejam alerta e as mães pensarem que é normal, que é da gravidez, com tanta alteração. Há algum tipo de sinais em que as mães, se os virem, devem estar alerta e deve ser sinal de preocupação de que alguma coisa possa não estar bem? Sim.
Existem vários sinais de alértica e nós normalmente instruímos logo as grávidas acerca desses sinais. Ou seja, na própria consulta de saúde materna as mães são avisadas desses sinais, para estarem atentas a esses sinais. Tanto na consulta de saúde em farmácia como a consulta de saúde materna médica. Ou seja, se algum destes sinais que eu vou enumerar surgir numa grávida, ela deve dirigir-se imediatamente ou a uma consulta urgente na sua unidade de saúde ou a uma maternidade que esteja aberta. Atualmente, portanto, telefonando para a linha de saúde 24. Até na dúvida. Sim, sim, exatamente. Sangramento vaginal ou perda de líquido pela vagina. Mesmo que seja em pequena quantidade, na dúvida mais vale procurar os cuidados de saúde urgentes. que tenha um corrimento vaginal fora do comum com comição ou ardor.
Pode ser uma infecção vaginal que tem que ser tratada. Dor pélvica ou abdominal contínua. Não é aquelas contrações que vem e vão. É uma dor contínua e que não passa. Persistente. Persistente. Sinal da alerta. Arrepios ou febre. Temperatura igual ou superior a 37,8. Claro que deve administrar paracetamol, que pode tomar na gravidez 1 grama de 8 em 8 horas. Baixa a temperatura, mas deve procurar o serviço de saúde. Dor ou ardor ao urinar. Urinar muitas vezes. Também deve procurar. Vómitos persistentes. Não são aqueles vómitos comuns no primeiro trimestre. Não, é vómitos persistentes que a mulher não consegue nem ingerir alimentos. Está sempre a vomitar. Dor de cabeça forte ou contínua.
Perturbações da visão. Elevação da sua tensão arterial. A mulher sente que está diferente, vai avaliar e tem tensão alta. Motivo da alerta. Aumento acentuado do peso num curto espaço de tempo. Ela nota. Isto pode acontecer muito no final da gravidez, com a retenção de líquidos, por mau funcionamento renal, por aí fora. Mas, normalmente, a mulher também nota inchaço anormal no corpo, não é? Isso nota-se até no próprio peso. O próprio peso exagerado e, claro, o inchaço repentino, tudo isto é um sinal de alerta. E a diminuição dos movimentos fetais. A mulher já conhece o ritmo de movimentos do seu bebé e começa a notar que está diferente. A percepção dos movimentos fetais normalmente é a partir do segundo trimestre. Claro que é mais tardio na primeira gravidez e é depois das 18 semanas e nas gravidezes seguintes, a partir das 16, as mulheres já sentem os movimentos fetais.
Claro que o padrão de movimento de cada bebê é único, mas normalmente quando, após uma refeição, a mulher se descansa, se sente ou se deita ou quando vai dormir, é quando sente mais esses movimentos fetais. Estes movimentos aumentam progressivamente, em termos de intensidade e de sensibilidade a eles, até às 28 semanas, e depois estabiliza. Porquê? Porque o próprio bebê passa a ter menos espaço para se mexer. Portanto, a partir das 28 semanas é normal estabilizar estes movimentos fetais. No entanto, a diminuição dos movimentos fetais, claro que é uma preocupação para a mulher. E acontece-nos muitas vezes, uma mulher vira felita, Fica assustada. Exatamente. Olha, eu deixei de sentir o meu bebê. Não está bem. Já me aconteceu há pouco tempo, uma senhora que veio a chorar. Por favor, veja se está tudo bem.
Só para ver se está tudo bem. Coitada. E claro que alivia a ansiedade, só nós pormos ali o Doppler fetal e a mulher ouvir os batimentos cardíacos. Claro que por vezes existem determinadas condições ou circunstâncias, da mulher ou fora dela, que podem levar a esta diminuição da percepção dos movimentos fetais. Por exemplo, uma primeira gravidez, é normal demorar mais a sentir os movimentos fetais, ser mais tardiamente, como já vimos, só depois das 18 semanas. Mulheres que tenham excesso de peso, têm menos esta sensibilidade. Mulheres que fumam, tabagismo. Mulheres que estejam a fazer um jejum prolongado, que não comam há muitas horas, também diminui essa sensação dos movimentos fetais. Depende da atividade da mãe e da posição em que está.
Depende de toma determinadas substâncias, sejam sedativos, medicamentos, seja álcool, também altera os movimentos fetais. O stress ou a ansiedade maternos também diminui os movimentos fetais. A posição da própria placenta, que isso é determinado, é visualizado nas ecografias, mas se uma placenta é anterior, é normal a mulher sentir menos movimentos fetais. a própria posição do bebê, se estiver de costas, e, claro, a quantidade de líquido amniótico que tenha realmente dentro do útero desta mulher. Estas condições podem dar a percepção de diminuição dos movimentos fetais, mas não é motivo de alerta. Agora, deve procurar os cuidados de saúde urgentes, telefonando para a linha de saúde 24 ou dirigindo-se à unidade de saúde ou à urgência da maternidade mais próxima, Se, por exemplo, se tem mais de 24 semanas de gravidez e nunca sentiu o bebê.
É o motivo da alerta. E normalmente, outro sinal de alerta, a partir das 35 semanas de gestação, nós instruímos as nossas grávidas. No final do Boletim de Saúde Materna tem uma folhinha que desdobra e abre para registros de movimentos fetais. Diariamente, está lá o dia, segundo da terça, quarta, dia da semana, por exemplo, a partir das 9 da manhã, começa a contar o número de vezes que o bebê mexeu. Quando já tiver mexido 10 vezes, põe a cruz. Perdão. Qual é o objetivo? Está bem se no período de 12 horas mexeu pelo menos 10 vezes, das 9 da manhã às 9 da noite. Agora, um bebé que num período de 12 horas não mexeu 10 vezes, é para procurar os cuidados de saúde também.
Isto a partir das 35 semanas de gestação. Está bem? É muito preciso o que estás a dizer e requer muita atenção e são muitos pormenores, mas está tudo registrado, portanto, no tal livrinho. Botinho de saúde materno. De saúde materna em que, na dúvida, vão lá consultar quantas vezes são, quantas vezes não são. É muita informação agora que estás a dar aqui, mas as mães têm acesso a essa informação. E, essencialmente, eram estes sinais de alerta. Portanto, falei dos vários sinais de alerta e depois dos movimentos fatais, especificamente, o que é considerado condições que podem dar essa sensação e o que é considerado sinal de alerta para procurar os cuidados de saúde. Existe algo que eu retive, e disso logo tenho que falar sobre isto, tu falaste nas mães fumadoras, mulheres fumadoras, o estilo de vida é muito importante
durante a gravidez e ter um estilo de vida adequado, deixar logo, eu diria de imediato se não teve oportunidade de fazer antes em termos de preparação de gravidez, o tabaco e outras questões dessas mas a alimentação passa a ter uma ponderância muito grande para a mulher, porque ela não se está a alimentar só a ela, se está a alimentar também a criança, e há mulheres que durante a gravidez comem literalmente pelos dois. Que tipo de alimentação é mais adequada, ou eu diria, vai facilitar e vai trazer uma melhor gravidez, se é que podemos dizer isso? Eu posso até dizer que a alimentação da grávida já vai começar a determinar o futuro de saúde daquela criança. O que é substancial que estás a dizer. É verdade, é muito importante. Aquilo que comemos ou não durante a gravidez já determina, em alguns aspectos, a saúde da criança que nós vamos ter.
É essencial uma alimentação saudável, que já vamos especificar, variada, evitar alimentos prejudiciais e não tem que comer pelos dois, não tem que duplicar a quantidade, está bem? Isso é importante. Importante incluir sempre os cereais, quando falamos dos cereais é sempre trigo, arroz, milho, centeia e os seus derivados, de preferência integrais, e os seus derivados, claro, o pão, as massas, as leguminosas, ervilhas, feijão, grão, favas, os vegetais, os frutos, claro, naqueles que não são vegetarianos, ovos, leite, a carne e o peixe magros de preferência, evitar as gorduras mais prejudiciais.
Isto tudo está mesmo também no site da Direção-Geral de Saúde. E a bebida de eleição deve ser água. Nem bebidas alcoólicas, nem refrigerantes. Água. Agora, muitas vezes surge a dúvida, e por isso é que eu gostava aqui de esclarecer, claro que todas devem evitar o excesso de sal, os enchidos, as refeições pré-feitas, o excesso de açúcar. Exatamente. E vegetais, fruta diariamente, as doses recomendadas pela Organização Mundial de Saúde. Mas muitas vezes surge a dúvida como é que uma mulher vegetariana consegue ter uma gravidez sem falta de nada para o seu bebê. Normalmente é conjugando todos estes grupos alimentares. Portanto, os cereais, as leguminosas, os vegetais, as frutas, e normalmente não tem falta de nutrientes.
Pode e deve fazer os suplementos habituais, como já falámos num outro programa. O ácido fólico e o iodo, que devem ser iniciados até antes da concessão, e a partir do segundo trimestre, quando necessário, o ferro, também a forma de suplemento. As dietas vegetarianas, até na gravidez, tendem a ser importantes porque têm menos gordura saturada e têm mais quantidade de vitaminas que são essenciais para o crescimento do feto, como por exemplo o ácido fólico, a vitamina C, a vitamina E, o magnésio e até os fitoquímicos que existem nos vegetais. Pode comer os vegetais de folha verde em geral, Atenção às mulheres que não sejam imunas à toxoplasmose.
Tudo o que seja vegetais em cima da terra ou frutas devem ser criteriosamente higienizadas para evitar contrair toxoplasmose durante a gravidez. É um assunto que também falamos durante as consultas de saúde materna. Normalmente é importante incluir estes grupos, os frutos secos e as sementes, que esquecem de falar, as amêndoas, as nozes, as sementes em geral, que são fontes também de proteínas, de gorduras saudáveis, como o ômega 3, essenciais para o desenvolvimento do bebé, e os cereais integrais em geral e os pseudo cereais, como a quinoa, que também desempenha um papel importante, não só como fonte de hidratos de carbono, fibras e vitaminas do complexo B. Tofu, produtos de soja e derivados também são bons, são fortificados normalmente com cálcio e são uma ótima fonte de proteína sem ter colesterol ou gorduras saturadas e são uma ótima fonte também de cálcio e ferro que são essenciais na gravidez.
Gostaria só de salientar que devemos evitar, como já vimos, os enchidos, os fumados, os queijos curados, os enlatados, os peixes com alta concentração de mercúrio, como peixe-espado, cação, espadar, tamboril, tintureira, os patês, os doces, como já falámos, excesso de sal, o café, refrigerantes com cafeína e bebidas energéticas. Exatamente. Pode e deve ir à sua consulta de saúde materna, onde tudo isto será explicado ao pormenor, não há que haver preocupação. Algo também, estamos mesmo na reta final do nosso programa, que traz muitas dúvidas, desde logo até pelo aumento de peso, a barriga que vai crescer, a questão do exercício físico.
É importante, é aconselhável ou não? É importante e é essencial. É importante para a mãe estar bem, para o bebê estar bem. Ajuda a controlar melhor o peso também. Ajuda a reduzir as dores, as contraturas que as mulheres têm na zona da bacia ou na zona lombar, associada ao próprio crescimento do bebê. menor risco de hipertensão, diabetes da gravidez, de partos prematuros, maior probabilidade de ter um parto por via normal vaginal, melhor recuperação do pós-parto, do humor, menor risco de depressão e por aí fora. Portanto, atividade física adequada a cada tipo de grávida e normalmente na consulta também o médico ou a enfermeira aconselha o tipo de atividades que pode fazer e que não deve fazer. Faço-te uma última pergunta, até porque muitas vezes surge a dúvida e a falta de coragem muitas vezes de abordar este assunto com o médico de família, à médica de família, que é a questão das relações sexuais.
Há algum problema? Pode, não pode e em que condições? Pode ter relações sexuais, posições que sejam confortáveis para ambos, para o casal, tanto para o homem quanto para a mulher. Existem algumas situações que não podem ter relações e que normalmente são instruídos pelo médico. A ameaça de um parto prematuro, por exemplo, uma mulher que teve uma hemorragia vaginal, até ser avaliado pelo médico, não ter relações é mais seguro. Muito bem, Cláudio. Obrigado. Acho que com este programa e com o programa que fizemos anteriormente, fica coberta toda a informação, mas não dispensa à visita ao médico de família, que é muito importante. Lembro que este programa só teve a oportunidade de ouvir na íntegra ou tomar nota de todos os assuntos que falámos.
Ele estará disponível em podcast, quer na Rádio RCS, quer na TV, através do Youtube de Novo Tempo Portugal. Antes mesmo de terminar, quero lembrar a oferta que temos para si, o Guia de Estudo, a Máquina Humana. Este Guia de Estudo com muitas indicações. Hoje falámos de um estilo de vida saudável. É importante, se está, por exemplo, a pensar em engravidar, ser papá, ser mamã, aqui está. Muitas díquilas desde logo que pode começar a seguir para ter até uma gravidez. Porque o que pode fazer de melhor para o seu bebé é cuidar melhor de si. É a melhor forma de começar, desde logo, a cuidar do seu bebê. E o melhor é que é totalmente gratuito. Basta entrar em contacto connosco para o 933 939291, mandando uma mensagem a dizer MÁQUINA HUMANA e depois entraremos em contacto consigo para lhe enviar o guia de estudo totalmente gratuito.
Mais uma vez quero agradecer a sua companhia, a sua preferência. Marcamos encontro no próximo Médico de Família.
A gravidez é uma fase de grandes mudanças e muitas dúvidas. Para ajudar as futuras mamãs e as suas famílias, o programa "Médico de Família" dedica este episódio aos pormenores da vigilância pré-natal. Com a participação da Dra. Cláudia Neves, abordamos temas cruciais para uma gestação saudável:
📋 Exames e Análises: O que esperar em cada trimestre, desde as ecografias obrigatórias ao rastreio da diabetes gestacional.
💉 Vacinação: A importância da vacina TDPA e da gripe para proteger a mãe e conferir imunidade ao recém-nascido nos primeiros meses.
⚠️ Sinais de Alerta: Saiba identificar quando procurar ajuda médica imediata, como em casos de sangramentos, febre, dores persistentes ou alteração nos movimentos fetais.
🍎 Estilo de Vida: Dicas para uma alimentação equilibrada (incluindo dietas vegetarianas), alimentos a evitar e os benefícios do exercício físico.
💑 Intimidade: Esclarecimentos sobre a segurança das relações sexuais durante a gestação.
Acompanhe esta conversa esclarecedora com Daniel Galaio e garanta uma gravidez mais tranquila e informada. 🤰✨
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Este programa está também disponível em podcast na Rádio RCS e no canal de YouTube da Novo Tempo Portugal. 📺🎙️