Estamos de volta para lhe trazer mais um médico de família deste que é o seu já habitual consultório aqui na Novo Tempo Portugal. Hoje vamos falar de gravidez, vamos falar de saúde e vamos conhecer este que é um dos assuntos mais complexos mas também onde o Serviço Nacional de Saúde tem tido muito cuidado. Para nos falar sobre este assunto temos mais uma vez connosco a doutora Cláudia. Mais uma vez Cláudia, bem-vinda. Olá, obrigada. É um prazer estar aqui. Hoje com tema um bocadinho diferente, não é? É verdade, bastante específico, mas também ele cheio de muitas dúvidas e sobretudo num período em que traz normalmente muita ansiedade, que é para os papás, que é para as mamães. E eu começo já exatamente por essa questão. Como estava a falar na introdução, O Serviço Nacional de Saúde tem muita preocupação com a gravidez, tanto que começa desde logo, muito antes até da gravidez, já com vários programas que estão a dispor das famílias para prepararem de uma forma bastante programada a gravidez.
É sinal de que o Serviço Nacional de Saúde presta muita atenção a este assunto? Correto. É verdade, normalmente as consultas estão programadas para grupos de risco também, para vigilância de toda a população, mas temos os chamados grupos de risco em termos de patologia, em termos de mortalidade. A gravidez é uma fase da vida que é importante a vigilância médica e é nesse sentido que existem as consultas especificamente nas unidades de saúde, que se chamam as consultas de saúde materna. e que são acompanhadas realmente desde a concessão, mas como tu disseste, é importante esse planeamento na chamada consulta pré-concessão, que está dentro das consultas de planeamento familiar. Consulta de saúde materna, portanto, é a partir do momento em que a senhora está grávida, marca uma consulta e passa a ser vigiada na unidade de saúde.
E é isso que é o objetivo deste programa, falarmos um bocadinho do que se faz e porquê e os contextos específicos da gravidez.
Vamos partir do princípio que essa consulta primeira já aconteceu, já foi tudo preparado, há ali um momento de grande indecisão que é como saber se estou grávida? E também depois, mais à frente, certamente vamos falar sobre isso, como saber desde quando contar? Mas para já, como as mamães podem saber que realmente estão grávidas? É algo que é muito simples e normalmente a mulher nota o primeiro sinal, é o atraso na menstruação. A menstruação tem uma data específica que deveria devir, que é mais fácil nas mulheres que têm uns ciclos regulares e quando existe um atraso nessa menstruação. Claro que existem outros sinais, maior sonolência, o aumento do volume dos seios e ficam mais sensíveis, mas isto é variável de mulher para mulher.
As náuseas e os vómitos. maior cansaço. Mas, na dúvida, basta o período estar atrasado, o período menstrual, fazer um teste de gravidez que está acessível normalmente em qualquer farmácia, até nos supermercados, e que é fidedigno o seu resultado. Disseste que varia de mulher para mulher, mas eu até vou mais longe, se me permites. Às vezes varia de gravidez para gravidez, não é? É verdade. É verdade. As gravidezes na mesma mulher podem ter sinais diferentes. Também é verdade. Falaste na questão da saúde materna. Realmente a mãe é muito acompanhada logo nesse momento e também dentro da mesma consulta a criança, mas eu pergunto desde já, qual a importância desta consulta a ter a ver com a tua prática clínica?
O grande, tem vários objetivos, as consultas de saúde materna, isto está até determinado pelo nosso Serviço Nacional de Saúde, e é essencialmente o acompanhamento da mulher grávida, o seguimento não só do exame objetivo, o exame clínico, mas através do pedido de vários exames complementares, análises, ecografias, aqueles que forem necessários, para garantir o bem-estar máximo que nós conseguirmos da mulher e do feto, do bebê, e para prevenir algum problema de saúde também da mulher e da criança. Nesta consulta, Tentando atingir esse objetivo é disponibilizada informação sobre a gravidez, sinais de risco, alerta para ir a uma urgência, o que é importante comer, não comer na gravidez, o exercício físico, relações sexuais, a vacinação, a atividade física, a saúde oral dentária da mulher grávida, os próprios sinais da alerta, como já falei, mas também segurança rodoviária, E durante toda essa gravidez que decorre ao longo de um tempo, que já vamos falar como é que se faz a contagem, são pedidos exames nesse sentido para avaliar o bem-estar da mãe e da criança.
Eu nem vou mais longe, vou aproveitar a tua deixa, já que falaste na contagem, porque muitas vezes, enfim, sabemos que é nove meses, quarenta semanas, a questão, a dúvida está desde quando? Como é que começamos a contar? Qual é o dia número um? É verdade. De uma forma geral, as pessoas contam por meses, têm essa tendência. Nós contamos por semanas, porque cada semana tem as suas características especiais e contamos por trimestres. Portanto, são três trimestres divididos, que no conjunto constituem as 40 semanas de gestação. Essas 40 semanas normalmente são contadas a partir do primeiro dia da última menstruação. E é uma pergunta que fazemos à grávida e ela vai ouvir essa pergunta muitas vezes, sobretudo no início.
Logo na primeira consulta, tanto pelo enfermeiro como pelo médico, primeiro dia da sua última menstruação. E algumas mulheres já me puseram a questão. Mas o que é que tem a ver isso? Porque normalmente deve ser quando nós tivemos relações e achamos que foi nessa altura que engravidámos. Não. Porque a contagem é exatamente pelo tempo de ausência de menstruação. É chamada depois, a partir daí, conta-se as 40 semanas e essa contagem vai nos dar a chamada data provável do parto. Que pode variar, não é? Exatamente. Essa data provável do parto, a contagem é feita a partir da menstruação, da data que a mulher nos dá. Mas depois, na primeira ecografia, que é realizada entre as 11 e as 13 semanas, pela contagem, pelas medidas do feto, o obstetra faz uma avaliação novamente desse tempo de gestação.
Ou seja, a partir daí pode ser uma data provável do parto corrigida pela ecografia. Até a ecografia, o que temos é da menstruação. Quando temos, temos várias mulheres que não se lembram ou que não têm a menstruação há muito tempo. Que é muito provável, não é? Pode acontecer. Porque há mulheres que não fazem um registro normal da sua menstruação. Ou têm menstruações irregulares, ciclos irregulares. Exatamente. Depois, até à primeira ecografia. Na primeira ecografia é determinada a data provável do parto, corrigida. e é essa que passa a contar até o final da gestação. Portanto, 40 semanas é o tempo de gestação. A criança pode nascer a partir das 37 e não é prematur. Se for antes das 37 é prematur. E, normalmente, se não tiver sinais de parto às 40, Aguenta-se até às 41.
Às 41, se não houver sinais de parto, o parto é induzido, habitualmente. Porque pode haver outras complicações se o feto estiver tanto tempo dentro do outro. Este é um período em que as grávidas fazem muitas perguntas e as mães têm muitas respostas. E é por isso, aproveitando a tua presença aqui no Médico de Família, que aproveito para fazer esta pergunta porque ela carece, enfim, de muitas dúvidas e
há muitos argumentos que têm a ver com os Quer a consulta de saúde materna, quer o guia das grávidas indicam alguns suplementos. Sei que alguns são indicados, outros nem tanto, e por isso a importância de ir à consulta e de ser o médico-família, mas podes indicar quais são os suplementos que normalmente são indicados às grávidas. E já agora, porquê? A gravidez é uma fase da vida da mulher com necessidades fisiológicas e metabólicas diferentes. Até ao longo da gestação. Exatamente. E claro que é importantíssimo a mulher ter uma alimentação saudável e variada para evitar ter falta de algum nutriente.
É importante evitar aqueles alimentos que são prejudiciais à saúde, mas nós sabemos, mediante as necessidades da própria mulher na fase de gravidez, as próprias necessidades do feto que está a crescer dentro do seu utero, a Direção-Geral de Saúde, em Portugal, isto também é variável, mas há muitos anos se considera três suplementos que são importantes, que é o ácido fólico, o ferro e o iodo. E porquê? Porque são nutrientes que são importantes para o bom desenvolvimento do feto e para evitar até partes prematuras. O ácido fólico é uma vitamina, é chamada vitamina B9. Dentro das vitaminas B, elas são divididas em números. A B9 é o ácido fólico.
Ela é muito importante na produção do nosso código genético, o ácido desoxirribonucleico, o ADN. e também de outras substâncias que ajudam a produzir neurotransmissores e as proteínas. Durante a gravidez, a absorção normalmente do ácido fólico é normal, mas como existe o crescimento da placenta, o próprio crescimento do feto, o aumento do útero e do volume de sangue, e as perdas que podem acontecer através da parte renal, aumenta a necessidade do organismo do próprio ácido fólico. e normalmente o nosso corpo não consegue produzir ácido fólico, ele tem que ser ingerido na nossa alimentação. E existe nos cereais integrais em geral, quando falo em cereais integrais é massa, arroz, pão, que são derivados dos cereais integrais, as leguminosas, feijão, grão, favas, lentilhas, e frutos e hortícolas de folha verde, espinafres, brócolos, covos, tudo isto é rico em ácido fólico.
Mas, claro que a forma como nós cozinhamos ou armazenamos os alimentos também há perda de quantidade da vitamina. Ou até a forma como é absorvida, não é? Sim. Neste caso vou falar, portanto, estes alimentos têm ácido fólico, mas ao confeccionar perde-se uma parte. Claro. Durante a gravidez, se houver baixos níveis de ácido fólico, isto pode estar associado depois a aborto espontâneo, baixo peso do bebê ao nascer, parte prematuro e aumenta a probabilidade de malformações do tubo neural. O tubo neural é uma estrutura no embrião que depois vai dar origem ao sistema nervoso central do cérebro e à espinhal medula. O ácido fólico, de preferência, para evitar estas malformações, deve ser começado a ser tomado para a mulher antes da gravidez.
Por isso é que é importante programar a gravidez. Claro que, se a mulher não programou, Vem à primeira consulta e iniciamos aí o ácido fólico. Quando a mulher, e algumas fazem isso, programam e dizem, olha, estou a pensar em engravidar este ano. Pelo menos dois meses antes de parar o anticoncepcional deve começar a tomar o ácido fólico, para não ter a falta. A necessidade diária em suplemento é de 400 microgramas por dia, portanto é uma quantidade pequena. E, em algumas situações, mulheres que já tiveram bebés com problema do tubo neural ou que tiveram outros partos prematuros, pode ser os 5mg por dia. Mas, essencialmente, é isto. Antes da gravidez e durante a gravidez, pelo menos o primeiro trimestre, é essencial tomar o ácido fólico.
Normalmente prolongamos durante toda a gravidez e até depois no período do aleitamento materno exclusivo. Outro suplemento que eu falei foi o iodo. O iodo é um mineral que é essencial, por exemplo, à produção das nossas hormonas tiroideias. A tiroide é uma glândula que todos nós temos aqui no pescoço sob a forma de borboleta. Normalmente ela não é palpável, mas ela está lá e, funcionando bem, dela dependem muitas coisas no nosso corpo. O iodo é essencial para a produção dessas hormonas. Sabemos que, durante a gravidez, as necessidades do iodo aumentam. Então iniciamos, normalmente, 7 nas mulheres que tenham problemas da tiroide. Ou que já estejam... Ou está quando há contraindicações. Exatamente. Começamos no início da gravidez ou antes também, a começar a tomar o suplemento de iodo.
A falta de iodo, normalmente o iodo existe no sal iodado e se nós compramos e lemos os rótulos existe sal já iodado enriquecido com o iodo. No pescado, nas algas e nos produtos lácteos e nos ovos. A falta de iodo está associada normalmente ao hipotiroidismo depois do bebê logo que nasce, às malformações congénitas e ao comprometimento do desenvolvimento neurocognitivo, portanto a parte do sistema nervoso central do próprio bebê. A DGS, a Direção-Geral de Saúde, recomenda uma suplementação na forma de iodeto de potássio numa dose que vai dos 150 aos 200 microgramas por dia, na pré-concessão, na gravidez e também no período a leitamento materno exclusivo, naqueles primeiros meses em que o bebê só se alimenta do leite materno, com exceção, como eu já disse, das mulheres que tenham problemas da tiroides, em que realmente essa suplementação só deve ser feita por indicação médica.
E temos o outro suplemento que falámos, que é o ferro. É necessário para muitas funções do nosso organismo, uma delas para produzir os glóbulos vermelhos, os eritrócitos do nosso sangue, que são essenciais para o transporte de oxigênio e nutrientes, para o metabolismo energético e também para o desenvolvimento do sistema nervoso do feto. Ele está presente nos alimentos em duas formas de moléculas. E já ouviram falar nisto, de certeza. O ferro heme, que está essencialmente nos alimentos de origem animal, carne, peixe, leite, ovos e derivados. E o ferro não heme, que está presente nos alimentos de origem vegetal. e por isso às vezes existe aquela ideia de que é menos absorvido. Existe aquela ideia de que quem não come carne e peixe tem mais necessidade de ferro.
Mas não podemos esquecer que apesar do ferro não é que está nos vegetais ser menos absorvido, os vegetais têm maior quantidade de ferro do que a carne ou o peixe. E a disponibilidade destes alimentos é importante também para a absorção. Déficit de ferro na gravidez pode dar problemas de parte prematuro, baixo peso ao nascer, perturbações também do neurodesenvolvimento fetal e anemia materna. O suplemento é variável, dependendo dos valores da hemoglobina da mulher, mas cerca de 30 a 60 mg de ferro por dia e normalmente não é durante toda a gravidez. A maioria das mulheres é a partir do segundo trimestre que é necessário introduzir o ferro na sua suplementação.
O que significa que é importantíssimo ir, então, a estas consultas de saúde materna e perceber o que pode, o que não pode e quando pode, porque também o momento é indicado. Cláudia, já voltamos à nossa conversa, apenas para fazermos um pequenino intervalo, são apenas alguns segundos, prometo, estamos de volta já a seguir com uma oferta especial para si. TV Novo Tempo, o canal da saúde, o canal da esperança. Estamos de volta para lhe trazer a segunda parte do Médico de Família de hoje e como disse tenho uma oferta muito especial para si, o Guia de Estudo à Máquina Humana. Um conjunto de 8 lições, 8 lições cheias de muitos conselhos, dicas práticas para ter um estilo de vida mais saudável e até como poder fazer essa transição.
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muita tensão, muito estressante, sobretudo para a mulher que passa por muitas alterações, desde logo físicas, mas também sabemos, emocionais, fisiológicas, enfim, são muitas as mudanças para que a mulher passa e também em períodos diferentes precisamente ao longo da gravidez. Algumas delas são expectáveis, outras não. Às vezes assustam, outras não. Podes nos falar um pouquinho quais são pelo menos as mais comuns, os tipos de alterações mais comuns? Como tu já disseste, essas alterações variam um bocadinho ao longo da gestação e também na própria mulher, de gravidez para gravidez. Mas realmente é importante falarmos nisso, porque sobretudo as mulheres que estão na sua primeira gestação têm muito essa dúvida.
Isto que eu estou a sentir, isto que eu estou a notar, é normal? É um sinal de alarme? Até porque, desculpa, tenho-te interrompido, muitas vezes acontece, mães, as mães delas, que passaram por determinados sintomas na gravidez, tendem a achar que as filhas vão passar exatamente pelas mesmas circunstâncias e começam logo a dizer, não, tu vais ter que passar por isto, vais passar, ou seja, temos aí quase uma geração que quer ajudar, claramente quer ajudar, mas pode trazer desinformação, não é? Porque pode ser diferente de mulher para mulher e de gravidez para gravidez. Eu vou tentar resumir. Primeiro trimestre, que vai mais ou menos até às 13 semanas e 6 dias. Vemos que até contamos até aos dias. É normal o aumento do volume da tensão mamária, que já falámos.
Os mamilos mais salientes, a vontade de urinar com mais frequência, sentir-se mais cansada, as náuseas e os vómitos. Pode haver aumento ou perda do apetite por causa das náuseas, de estar sempre enjoada. Frequentemente há mulheres que têm a sensação de azia ou indigestão, sentir um inchaço abdominal, parece que não faço bem a digestão, a obstipação e podem aumentar de peso, que é o mais comum, mas podem perder de peso por causa dos vómitos. Segundo trimestre, entre as 14 semanas e as 27 semanas e 6 dias. aumenta o apetite, normalmente já melhorou os náuseas e o vómito, que são mais frequentes no primeiro trimestre. Os mamilos exaurelos ficam mais escuros, algumas até têm as estrias abdominais por causa da distensão abdominal e algumas têm uma zona mais escura, vertical, uma linha no meio do abdómen, mais escurecida, também normal.
podem aparecer as manchas castanhas na cara, também na face, os pés e os tornozelos podem inchar e começam a sentir os movimentos do bebê. A partir das 28 semanas e até ao final da gravidez sentem-se mais fortes esses movimentos fetais, uma sensação por vezes de falta de ar, a necessidade de urinar com mais frequência, o aumento do volume uterino, faz com pressão na bexiga, a bexiga aguenta menos urina, urinar mais vezes, Pode, por vezes, sair o colostro, que é um líquido mais aguado pelos mamilos, a iniciação da produção do leite, normal, no último trimestre. O umbigo pode ficar mais saliente por causa da distensão abdominal e podem sentir-se as contrações esporadicamente, que é perfeitamente normal a sensação de dor abdominal e a mulher toca na barriga e a barriga está dura.
É uma contração. e que são esporádicas e que é perfeitamente normal desde que não sejam muito frequentes. A verdade é que muitas vezes as mulheres, como já sabem alguns desses sintomas, até começam a senti-los por antecipação, o que é muito engraçado e muito curioso. Cláudia, corrija-me se eu estiver errado, mas a percepção que eu tenho é que a consulta de saúde materna, chamemos assim, ou as consultas, para sermos mais
precisos, podem ocorrer até 12 ou mais, dependendo dos casos. Portanto, são ainda substanciais as consultas que ocorrem durante a gravidez. Como é que funciona este conjunto de consultas e, de uma forma mais resumida, como é que podes explicar cada uma delas? Normalmente o funcionamento das unidades de saúde é assim, a mulher está grávida, dirige-se ao secretariado da unidade e diz que está grávida. Era-lhe marcada uma consulta de saúde materna e tem indicações para ser o mais rápido possível e normalmente temos essa disponibilidade. Que é porque automaticamente é uma consulta que passará a ser, eu ia dizer multidisciplinar, mas não equiva, porque existe a parte do enfermeiro de família e do médico de família bastante distintos, não é? Correto. Depois acompanha até o nascimento da criança. Correto. Portanto, tem sempre uma consulta de enfermagem que é a primeira e depois uma consulta médica.
Sempre. Normalmente, portanto, é marcada essa primeira consulta e depois as consultas seguintes já vão ficando marcadas. Pelo menos uma por mês, uma de quatro em quatro semanas. O mínimo, claro que há mulheres que no início não sabem que estão grávidas e quando vêm já vêm um bocadinho tarde. O ideal é que a primeira consulta seja durante as primeiras 12 semanas. Para irmos a tempo de fazer a ecografia inicial é importante. Claro que estas consultas também fazemos promoção, mais uma vez estilo de vida saudável. Indicamos os sinais de alerta para ir a uma urgência. É avaliado o plano nacional de vacinação daquela grávida. É feito um exame físico. Se a mulher não tem a citologia, o papa Nicolau, em dia, logo na primeira consulta pode-lhe ser feito o papa Nicolau. Será na primeira consulta dada a isenção de taxas moderadoras, que tem direito, não paga nem consultas nem exames até 4 a 6 semanas pós-parto.
Também é-lhe facultado o cheque dentista, que possibilita os tratamentos dentários gratuitos. Nos dentistas tem acordo com este Plano Nacional de Saúde Oral. Existe um site em que a grávida pode consultar e pode dirigir-se, marcar essa consulta com esse documento que é-lhe facultado pelo médico de família. e marcar a consulta no dentista. Se for necessário, pode ter direito a três cheques dentistas. Claro que vão ser marcadas as consultas, pedidos os exames, prescritas as receitas dos suplementos necessários, mas há determinadas situações em que uma mulher que já tenha patologiantes, por exemplo, uma mulher diabética, uma mulher hipertensa, uma mulher, por exemplo, adolescente, uma mulher com uma gravidez de gêmeos, são critérios para ser seguida num ambiente hospitalar.
E, normalmente, a Unidade de Saúde referencia para uma consulta da obstetrícia do hospital de referência. E ser-lhe-á entregue logo na primeira consulta um livrinho, que se chama o Boletim de Saúde Materna, que é importante trazer sempre para as consultas, onde tanto o médico como o enfermeiro registam os resultados dos seus exames, o do seu exame objetivo, o seu peso, a sua tensão, a altura do fundo útero, análises da urina, do sangue, as ecografias, tudo fica ali registado e a marcação das consultas seguintes. Está tudo programado e organizado desta forma. Estamos a ter, então, bastante informação. É verdade que é em poucos minutos. Cláudia, mesmo antes de terminar, só por tudo aquilo que já falámos ao longo do programa de hoje, percebemos a importância desta consulta de saúde materna.
Mas, provavelmente, algumas pessoas que nos estão a ouvir, e sabemos que em Portugal são muitas, até podem estar a pensar, mas eu não tenho médico de família. O que fazer numa situação destas, porque percebemos a pertinência desta conflita e certamente pode ser uma preocupação muito grande para as mães que estão a pensar em gravidade. Normalmente, as unidades de saúde, que estão organizadas hoje em dia, unidades de saúde com uma unidade hospitalar, as chamadas unidades locais de saúde, o LIS, têm um plano para estas mulheres. As mulheres sem médico de família devem, de qualquer forma, dirigir-se ao secretariado da sua unidade de saúde e explicar, estou grávida, preciso de uma consulta. Dependente de cada LIS, têm organizado uma consulta de seguimento das mulheres sem médico de família.
Não há razões para não ir ao médico, sobretudo para acompanhar esta gravidez, e claro, depois mais tarde a criança. Cláudia, eram muito mais assuntos que gostaríamos de falar sobre isto, fica prometido quem sabe um próximo programa voltarmos a falar sobre isto, para si que está desse lado, antes mesmo de terminar, quero lembrar a oferta que fizemos ao intervalo, o guia de estudo, a máquina humana, totalmente gratuito, muito útil, para si que quer ter um estilo de vida muito saudável. E melhor ainda, aproveito para lhe dizer que se tem problema de saúde vai encontrar aqui neste guia de estudo oito remédios naturais. É isso mesmo, oito remédios naturais que certamente lhe vão ser muito úteis. E o melhor de tudo é que é totalmente gratuito. Basta entrar em contato connosco, mandar-nos uma mensagem para o 933-939291.
Antes de fechar ainda, dizer-lhe que este programa estará disponível em podcast em rádio rcs.novetempo.pt e também no YouTube da Novo Tempo Portugal. Se quiser envie-nos pelos mesmos contactos sugestões para próximos programas. Foi um prazer estar na sua companhia. Marcamos encontro no próximo Médico de Família. Até lá, se Deus quiser.