Principais doenças da boca e a sua prevenção

Principais doenças da boca e a sua prevenção

04 de Março de 202626 min 30 s

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Volvido a mais uma semana, cá estamos para lhe trazer mais um médico de família. Hoje abrimos mais uma vez as portas do nosso consultório, aqui do seu médico de família, para falarmos sobre saúde oral e volto a ter na minha companhia mais uma vez a Débora. Débora, mais uma vez bem-vinda. Olá, é um prazer sempre estar aqui contigo. Debra, hoje vamos voltar outra vez a falar de saúde oral, mas vamos concretamente falar sobre algumas doenças e os problemas que podem acontecer que sabemos que não é só nos dentes. Por isso começo desde logo por te perguntar então quais são as principais doenças que afetam a nossa boca, enfim, os nossos dentes, sendo que normalmente a cara é aquela que é mais conhecida e provavelmente aquela que é mais

Carie dentaria

prevalente, não é? Hoje queria falar convosco e contigo especialmente sobre realmente as doenças mais prevalentes na boca, que são a carie dentária, que atinge o tecido dentário em si, e a periodontite, que atinge não o dente, mas os tecidos que o rodeiam. E sem dúvida que a carie dentária é a doença mais prevalente a nível da boca, afeta cerca de 90% da população Felizmente eu vejo que as novas gerações já têm um cuidado maior com a boca e também como falamos num dos programas anteriores, através do cheque dentista, eu vejo que os jovens têm cada vez uma boca mais cuidada. Hoje em dia é frequente os jovens chegarem à idade adulta sem nunca terem tido uma cárie, o que é um avanço muito bom.

No entanto, a cárie ainda afeta 90% da população e, portanto, é muito significativo. O que é cárie dentária? A cárie é uma desmineralização dos tecidos duros do dente, que é provocada por bactérias que existem na nossa boca e que, ao se alimentarem especialmente do açúcar, vão libertar ácidos que vão começando a desmineralizar o dente. Inicialmente, pode nem se ver, o dente começa a ficar desmineralizado, mas ainda não tem cavidade. Algo só superficial, não é? Só superficial. E, posteriormente, se não for tratada, vai acabar por chegar ao interior do dente, provocar dores, como já falámos sobre esse assunto, e, em última instância, podemos acabar por perder o dente porque a cárie não foi tratada.

Sendo que essas mesmas bactérias podem entrar na corrente sanguínea também, não é? Ou seja, não é só propriamente a questão do dente, mas podem acabar por afetar mais do que a própria região da boca, não é? Exatamente. Geralmente as bactérias que acabam por atingir outras partes do corpo são mais as bactérias relacionadas com a periodontite, com a doença gengival, e não propriamente estas que produzem a cárie. Mas sim, como já vimos noutras alturas, as bactérias orais acabam por ter consequências se não forem devidamente eliminadas no restante do corpo. Mas o problema é que muitas das cáries, sobretudo aquelas primeiras manchas que surgem, as primeiras cáries, até são em zonas que nós não vemos, ou na parte interior dos dentes, ou normalmente até entre os dentes, o que dificulta até, assim, muitas vezes também uma higiene oral defeituosa, sem uso, enfim, do fio dental, entre outras coisas, mas realmente muitas vezes elas surgem sem nós nos apercebermos.

É quase silenciosa. Exatamente. O problema é que quando já surge uma dor é porque a cáris já avançou muito. Muitas vezes as cáris, nós vemos um pequeno pontinho e quando vamos abrir o dente já está a cáris muito evoluída porque há cáris que são cáris silenciosas e que, portanto, há pessoas que têm muita tendência para este género de cáris e têm que estar sempre a vigiar. Também há cáris que aparecem em zonas escondidas, como entre os dentes, e muitas vezes as pessoas não se apercebem e por isso é que é tão importante ir regularmente ao dentista que vai fazer um exame clínico e visível, ver o que é que há de visível e também quando necessário fazer uma radiografia, uma radiografia panorâmica devemos fazer regularmente, anualmente ou no máximo dois em dois anos, vai nos permitir ver o que não é visível a olho nu e vai nos permitir detectar cáries que muitas vezes estão escondidas.

A verdade é que se nós formos ao dentista de uma forma regular, o próprio dentista ele vai dizer quando é que é feita a ortopantomografia. Ele não vai dizer, está na altura de voltarmos a fazer aqui o raio-x geral. Sendo que até mais simples hoje em dia, enfim, as tecnologias aumentaram, evoluíram, hoje em dia é feito até localmente, só no momento, ou seja, não há nada como não ir ao dentista de forma regular, E porque muitas vezes somos surpreendidos. Eu mesmo, de vez em quando, nós fazemos, como família, no mínimo de seis a seis meses, vamos ao dentista e quando lá aparece, olha, já está aqui uma coisinha, a gente diz, mas como é que é possível? Eu lavo os dedos. Ou seja, isso é a solução. A verdade é que muitas vezes já aparecem alguns sinais e sintomas que também nos devem, mesmo que seja entre esse período devido ao dentista, dizer assim, ui, passa-se aqui, estou a ver aqui uma manchinha, deixa-me lá e ver o que é que é isto, não é?

Essa é a altura ideal para agir. Mais vale pecar por zelo, em excesso, do que pecar por desmazelo. E, portanto, o que é que nos pode alertar para a possível existência de uma CARI? Muitas vezes nós associamos CARI a manchas pretas, escuras, mas quando a mancha está. Preta, Já avançou, não é? Das duas, uma. Pode ter existido ali uma cárie que, entretanto, remineralizou e fica ali uma mancha preta e o dentista até vai chegar lá e ver que está duro, é um tecido que já está duro e que já nem sequer deve ser tratado porque já está o próprio organismo, remineraliza com a saliva, remineralizou aquela cárie, ficou ali uma manchinha, mas não tem que ser removida porque não tem cárie. E, por outro lado, as manchas de cárie em fases mais iniciais até são brancas.

Muitas vezes quando nós olhamos, o paciente não vê nada, mas nós que temos olho clínico já estamos habituados a ver, vemos uma mancha opaca. e quase nem é preciso raiz X, confirmamos sempre com raiz X, mas já sabemos que quando abrirmos aquela mancha lá por dentro já vai haver uma cavidade. E portanto, é importante ir notando alterações nos dentes e essas manchinhas brancas ou às vezes um bocadinho mais amareladas podem ser o início de uma cárie. E a alteração da sensibilidade, ou seja, muitas vezes pode não ser nada, até pode ser circunstancial, mas também já pode ser indicativa de alguma coisa. Eu diria que é assim mais visível, não é? Ou seja, nós conseguimos perceber mais. Temos ali mais resistência ou menos resistência ao frio ou ao quente e isso já deve dizer assim, passa-se aqui qualquer coisa, não é?

Quais são os sinais em termos de sensibilidade de uma carie em fase inicial? Muitas vezes é o doce. Quando comemos um chocolate e começa ali o dente a sentir ali uma impressãozinha, pode ser sinal que está uma carie a iniciar-se. o doce, às vezes com um alimento muito ácido, por exemplo, se comemos aquelas maçãs verdes mais ácidas e o dente começa a sentir ali uma sensibilidade, pode ser o início de uma cárie e também o frio, geralmente as cáries iniciais têm uma sensibilidade ao frio. Se temos algum destes sintomas, o melhor será consultar o médico dentista para perceber se existe cárie ou não, porque às vezes pode não ser uma cárie. Pode ser só hipersensibilidade dentária com outras origens.

Por exemplo, um dente, se a gengiva começa a ter alguma retração e começa a ficar a raiz do dente exposta, a raiz está preparada para estar coberta pela gengiva. Assim que a raiz começa a estar exposta, pode começar a ter mais sensibilidade ao frio, neste caso também ao quente, e não é propriamente uma cária apenas, que já é outra doença que vamos falar a seguir, mas que não é uma cária, é sensibilidade. Por exemplo, se fizermos um branqueamento, também vamos ter uma hipersensibilidade dentária. Pelo menos durante algum período, uma semaninha. Exatamente. Se tivermos uma dieta muito ácida durante um período, podemos ficar também com alguma sensibilidade dentária, portanto atenção aos alimentos muito ácidos e, portanto, Se temos alguma dúvida quanto à existência ou não de uma cárie, o melhor é irmos visitar o dentista para termos a certeza se estamos na presença de uma cárie ou de sensibilidade dentária.

Antes de avançarmos para mais doenças, falar sobre a questão da dor, que é, muitas vezes há pessoas que até sentem ali uma sensibilidade, sentem uma dor, tomam o comprimidinho um dia, tomam o comprimidinho em outros dois dias e a dor acaba por passar. Passou a dor, passou o problema. Acontece muitas vezes. Acontece e isso normalmente acaba mal. Porque quando a dor provocada pela cárie começa, como eu disse, com uma dor pelo frio. Se a cara não for tratada, começa também uma dor com o quente. Inicialmente a dor com o frio é só quando recebemos o estímulo. Eu bebo uma água gelada, dói-me, mas para. Aí estamos ainda numa fase em que é mais fácil o tratamento.

Se a dor já começa a prolongar-se alguns minutos após o estímulo, é sinal que a polpa está a ficar inflamada. Então aí existe uma pulpite. pode ser reversível, mas se deixarmos progredir pode se tornar uma polpite irreversível com um tratamento já muito mais invasivo que é a endodontia do dente, o tratamento da polpa, vamos ter que tirar a polpa, desinfetar e pode eventualmente... Chamada desvetilização, não é? Exatamente, e pode até chegar à necrose do dente. Portanto, um dente que está a doer com o frio começa depois, passado uns dias, a doer com o quente. Às vezes começa a doer muito com o quente e alivia com o frio. Quando chegamos aí já é irreversível, porque já o nervo e a polpa dentária já estão muito inflamados.

E quando às vezes deixa doer, a pessoa pensa, olha, afinal... está tudo bem, só que quando volta, depois já volta com um abscesso, porque entretanto o dente necruzou, já deixou de ter sensibilidade, já não sente o frio e o quente, mas necruzou e depois vai dar origem a uma infecção com um abscesso muitas vezes, o que ainda é pior. Desculpa lá, sendo que quando te ouvimos falar dá a sensação que eu até consigo ter alguns estágios, porque já sei como é que a dor funciona, eu já sei quando é que devo ou não ir ao dentista. Ora, se for só assim ainda não é preciso ir já a correr, se for assado é melhor ir já a correr. Só que acontece uma circunstância, que enfim, que a mim também já me aconteceu, que às vezes a cárie pode acontecer em determinados sítios do dente, até muito junto à gengiva, ou até por vezes debaixo da gengiva, que ela é muito rápida a chegar à raiz.

Eu, sem ter dores nenhums, sem ter sintoma algum, até porque estava inferior à gengiva, a minha médica disse, ainda bem que veio já cá, lá estava por causa das visitas regulares, porque se demorássemos mais um bocadinho ela já ia... já podia estar numa situação difícil. Eu não tive dor nenhuma, nem sabia que ela existia, porque, eventualmente, nem a própria médica na visita anterior conseguiu detectar que ela estava lá por ser inferior à gengiva. Portanto, o mesmo não devemos esperar por ter a dor ou por ser de frio ou ser de quente. A visita regular é, diria, a melhor prevenção. Exatamente. É a visita regular e, mesmo entre as visitas, se sentimos alguma coisa, mais vale ir ver logo o que se passa porque nós não queremos que chegue a estas fases mais adiantadas. Até porque o tratamento é muito menos invasivo.

Não é que seja menos doloroso, mas demora menos tempo. É menos invasivo e até para nós é muito melhor. E até menos dispedioso por vezes. Praticamente sempre. Porque se tratarmos uma cárie numa fase inicial, vamos limpar a cárie e restaurar. É um tratamento super simples. Muitas vezes nem precisa de anestesia. porque nem sequer sente nada, portanto é um tratamento muito simples. Quando chegamos à fase de ter que fazer uma endodontia, uma desvitalização, já vai ter que ir várias sessões, o dente vai ficar morto, portanto vai ficar muito mais fragilizado, facilmente vai partir, facilmente vai ter que pôr uma coroa e poderá chegar a ter que extrair o dente e acabar por ter que pôr um implante ou uma prótese e, portanto, nós não queremos chegar a esta fase.

Muitas vezes as pessoas não vão ao dentista porque não querem estar a gastar dinheiro, porque compreendem que também às vezes não é fácil, só que quando deixam avançar as coisas, depois acabam por ter que fazer tratamentos muito mais complexos, muito mais dispendióticos. E gastam muito mais. E acabam por gastar muito mais dinheiro. Muito bem. Vamos fazer agora uma pequenina pausa. Já a seguir voltamos para a segunda parte. Vamos falar certamente de outras doenças que têm a ver com a saúde oral. Mas também é muito, muito barato. Até porque é grátis. Oferta que lhe vou fazer já, já a seguir. TV Novo Tempo. O canal da saúde. O canal da esperança. E cá estamos para a segunda parte do nosso Médico Família de hoje.

Doencas da gengiva

Voltamos a falar sobre saúde oral, mas agora volto também a fazer a nossa oferta. Se não conhece, fica a conhecer o guia de estudo A Máquina Humana. Se já conhece e já sabe quão bom é este manual e quão útil é para si quem sabe fazer a sugestão de poder pedir este manual para aquele alguém que sabe que vai precisar dele ou pelo menos então seja um de nós e divulgue este manual que traz Muitas dicas práticas para um estilo de vida saudável, mas fala também, e essencialmente, também da saúde no prato, como pode ter um estilo de vida e uma alimentação muito saudável. Estamos a falar de saúde oral e a alimentação também é muito importante na nossa saúde oral.

E o melhor de tudo é que é mesmo totalmente gratuito. Basta enviar uma mensagem para o 933-939291, depois entraremos em contato consigo para lhe fazer chegar este guia de estudo a sua casa pelo correio. Não hesite, ficamos à sua espera. Débora, vamos voltar a falar de doenças, mas não é só de dentes que falamos de doenças. Já mencionaste no início do nosso programa que as doenças na área do suporte do dente, ali na gengiva, também são um problema para a nossa saúde oral, não é? Exatamente, e se calhar é um tipo de doenças menos conhecida e que é muito importante, até porque como eu te estava a dizer há pouco, as bactérias presentes na doença periodontal, a doença da gengiva, do ligamento que liga a gengiva ao osso e do próprio osso, são elas as responsáveis por se espalharem pelo organismo e irem originar outros tipos de doenças noutras partes do corpo e portanto é muito importante controlar esta doença periodontal que geralmente começa com a gingivite, que já todos ouvimos falar, que é uma inflamação da gingiva.

Uma gingiva saudável não sangra. Portanto, quando a nossa gengiva está a sangrar, é sinal que temos que escovar mais e devemos ter mais cuidado com ela. O que me dizem muitas vezes é, mas a gengiva sangra muito, por isso eu até evito de escovar, que é para não magoar mais a gengiva, o que é completamente errado. Quando sangra sempre, é porque tem uma tenda... É pouco, mas sangra sempre. É assim, há sempre um traumazinho, pode haver um trauma na escovagem, se calhar podes estar a escovar com muita força, pode haver um trauma ligeiro, mas quando se tem gengivite, a gengiva sangra Muito. Ah, ok. Mais abundantemente. Mais abundantemente. Por exemplo, se estivermos no consultório e pusermos o jato de ar, basta pôr o jato e é o suficiente para a gengiva começar a sangrar.

Portanto, o sangramento não é normal, nestes termos, um sangramento abundante e deve ser combatido com o quê? Com uma boa higiene oral para evitar a progressão para a fase seguinte, que é a periodontite. A periodontite é uma gengivite que não foi tratada. A periodontite tem vários fatores, mas é uma doença que tem uma grande componente genética e, portanto, não é comum pessoas que tenham periodontite que refiram que, por exemplo, a sua mãe perdia muitos dentes, os dentes saiam da boca completamente intactos. Começavam a abanar e saem. Isto é muito frequente. Eu estou a ver a tua cara de espanto, mas isto é muito frequente.

E há características genéticas. Então, quem tem familiares com periodontite facilmente também terá tendência para isso. Então tem que ter um cuidado redobrado com os seus cuidados de saúde oral. Enfim, estou quase em estado de choque. Mas... Ou seja, o que tu estás a querer dizer, o que estás a querer partilhar connosco, é que só a saúde general, normal e diária, já é quase a solução para grande parte desses problemas. É, 80% da solução. Porque assim, especialmente para quem tem já esta tendência familiar, o que é que é aconselhável? Uma pessoa que vê facilmente a gengiva sangra.

Começa a ver que a gengiva parece que está a regredir e as coroas dentárias estão a ficar cada vez maiores porque a gengiva está a regredir. O osso está a regredir. Começa a sentir mobilidade no dente. Ela tem uma périodontite que está a andar muito rápido, periodontite galopante, e que se não fizer nada vai acabar mesmo por perder os dentes. Portanto, uma pessoa que tem periodontite, começa a ver que tem tendência para ter a gengiva a sangrar e começa a ver a regressão da gengiva, tem que consultar um, e eu aconselho a consultar um dentista especialista neste assunto, nesta área, que é um periodontologista. Ele vai analisar qual é o ponto de situação da pessoa e vai fazer uma série de procedimentos para impedir a progressão da doença, porque na periódontite é muito difícil reverter o que já se perdeu.

É difícil, mesmo com enxertos gengivais, mesmo com enxertos ósseos, é muito difícil reverter a situação. porque recidiva muito, ou seja, mesmo que se façam enxertos volta rapidamente ao início. Portanto, é imprescindível na periodontite, que é uma doença crónica, estabilizar o mais rapidamente possível. O periodontologista vai tratar e vai instituir alguns cuidados que a pessoa tem que ter e vai dizer, por exemplo, uma pessoa que está com um caso muito agressivo, daqui a três meses vamos ter outro apontamento. E depois à medida que vai vendo que a doença está mais controlada, vais passando as consultas. Mas é imprescindível que alguém que veja que tem essa tendência, que vá consultar um colega dessa especialidade.

Mas e a retração da gengiva não é normal com o avançar da idade? É sim. E como é que é com as grávidas? Porque sei que as mulheres grávidas também têm ali algumas alterações hormonais que podem implicar com essa questão, não é? Exatamente. As grávidas têm alterações hormonais que levam a ter uma grande tendência para ter gengivite. E, portanto, as grávidas é um grupo que tem que ter um cuidado redobrado com a higiene oral, precisamente para que depois da gravidez não vá evoluir para uma perióde ontite, por exemplo. E, portanto, é muito importante não deixar este tipo de doenças avançar. Então, a pergunta final é o que é que temos que fazer exatamente para que elas não avancem. Exatamente. Então, o que é que nós podemos fazer para melhorar a nossa saúde oral? Primeiro ponto, alimentação.

Uma alimentação rica em fibras, legumes, maçãs.

Alimentacao e habitos

As maçãs, tipicamente, comer uma maçã. dos alimentos fibrosos. Eles vão ter uma ação de mecânica de limpeza. Por exemplo, uma pessoa quando não tem dentes, eu não falei disto no outro programa, mas uma pessoa que não tem dentes de um lado muitas vezes mastiga mais do outro. Então, o lado que não mastiga acumula muito mais tártaro. Porque não faz essa limpeza natural. Exatamente. Mesmo que uma pessoa tenha os dentes todos, mas mastiga mais para um lado do que para o outro, eu automaticamente sei qual é o lado que ela mastiga mais precisamente, porque o lado que não mastiga, não faz essa limpeza natural dos alimentos e acaba por acumular mais tártar. Portanto, preferir alimentos fibrosos, evitar alimentos açucarados, esta é a regra básica, O açúcar é o maior vilão para a cárie dentária e, portanto, evitar ao máximo os alimentos açucarados.

O risco de cárie aumenta se consumirmos açúcar mais de 4 vezes por dia ou quando o consumo é superior a 50 gramas, ou seja, cerca de 12 colheres de chá. Eu diria que estes valores devem ser diminuídos ainda ao máximo. Portanto, porque as bactérias que produzem a CARI alimentam-se dos açúcares e, portanto, é eliminar o açúcar ao máximo. Depois, quanto à consistência dos alimentos, preferir alimentos mais rígidos e evitar os alimentos pastosos, precisamente, porque secam e pegajosos. aqueles caramelos que ficam colados nos dentes, são terríveis para a progressão da cara e dentária. Evitar alimentos ácidos, já falámos um bocadinho sobre isto, os refrigerantes, mesmo alimentos que são bons, como por exemplo limão, não devemos fazer em concentrações muito elevadas, nem em quantidades muito grandes, portanto, tudo deve ser doseado, especialmente também estes alimentos ácidos.

Depois, evitar comer entre as refeições. Eu vejo que este é um ponto que muitas vezes as pessoas descuram e que faz toda a diferença. Porque se eu estiver sempre a comer, estou sempre a dar combustível para aquelas bactérias se alimentarem e produzirem cáries. Portanto, evitar comer entre as refeições. evitar o tabaco e as bebidas alcoólicas. O tabaco é um fator de risco sobretudo para a periodontite, para a doença das gengivas e também para o cancro oral. E as bebidas alcoólicas também é um grande fator de risco para o cancro oral e portanto tudo isto deve ser eliminado da nossa vida. Beber água suficiente. Porque a saliva é um protetor natural da nossa boca, ela é que lubrifica a nossa boca e, portanto, é importante bebermos água para termos saliva suficiente.

Eu noto, especialmente em pessoas de mais idade, devido às suas características mesmo devido à idade, devido também a certas medicações que fazem, muitas vezes ficam com a boca muito seca, às vezes até ao falar nós ouvimos, a boca parece que cola. E o que é que eu vejo nesses pacientes? As cáries aumentam muito. de cada vez que vão à consulta já têm muitas caries a apostar. Eu tenho que ter um cuidado extra, porque como eu não consigo respirar pelo nariz devido a questões de rinite alérgica, eu estou sempre com a boca aberta e durmo com a boca aberta, então eu normalmente tenho a boca seca. Para além disso, como faço as bombas, as bombas também são fator de risco, então eu tenho que ter um cuidado extra.

A maior parte das pessoas que passa por estes problemas não tem noção como estas circunstâncias afetam Muito. Portanto, é assim, em situações específicas em que há uma grande falta de saliva, até pode ser preciso uns substitutos para a saliva ou fazer algumas irrigações orais. De qualquer forma, beber água é o ponto número um. Beber água suficiente para termos saliva suficiente na boca. E sudoral, ou seja, higiene oral. O que é que deveríamos fazer, porque já vimos que é neste programa, que é no

Higiene oral e prevencao

programa anterior que fizemos, que a sudoral é, eu diria, 80% dos problemas ficam resolvidos. Exatamente, a higiene oral é super importante, portanto remover estas bactérias e os restos alimentares que vão ficando na boca para prevenir estas doenças, então escovar três vezes ao dia, durante 2 minutos com pasta floretada. com pasta floretada. Porquê? Porque o flúor é muito importante para a saúde dentária. Depois, também, usar pastas específicas. Atenção às pastas muito abrasivas. Vamos fazer um programa só sobre a higiene oral. Eu vou passar isto assim um bocadinho mais à frente, está bem? Passar o fio dentário a um escovilhão, está bem?

E visitar o dentista frequentemente, que é muito, muito importante. Fica então combinado, está bem? Não serve esta consulta aqui no Médico de Família e este dentista. Tem que ser mesmo vista por um especialista que tenha olhar para os seus dentes, para o seu caso em particular. E agora antes de fechar o programa, dizer-lhe que tem aqui a oferta do Guia de Estudo A Máquina Humana. Hoje falámos sobre a importância de uma alimentação adequada e aqui tem muitas dicas práticas, exatamente até com sugestões de receitas e como até cozinhar os seus alimentos de forma mais saudável e o melhor é que é mesmo totalmente gratuito. Basta enviar-nos uma mensagem para o 933 939291. Antes de fechar fica então aqui a promessa de voltarmos a falar sobre estes assuntos, sobre saúde oral também aqui no seu médico de família.

Aqui a saúde oral não é parente pobre na saúde. mas dizer-lhe também que este programa e os outros programas estarão disponíveis em podcast em rado.rcs.pt e também no YouTube da Novo Tempo Portugal. Marcamos encontro consigo para o próximo programa. Se quiser também deixar alguma sugestão para podermos falar aqui no Seu Médico Família, faça-nos chegar através dos mesmos contactos. Teremos todo gosto em, num próximo programa, falar sobre o assunto. Até ao próximo programa, se Deus quiser.

Sobre este episódio

Neste episódio do Médico de Família, abrimos novamente as portas do consultório para falar de um tema essencial, a saúde oral. Ao longo da conversa, são explicadas de forma clara e prática as principais doenças que afetam a boca, com destaque para a cárie dentária e a doença periodontal.

🦷 Neste episódio, vai perceber o que é realmente a cárie dentária, como surge, porque pode evoluir de forma silenciosa e quais os sinais de alerta a que deve estar atento, mesmo antes de surgir dor. Fala-se também da importância das visitas regulares ao dentista e do papel fundamental da prevenção.

🪥 A conversa aprofunda ainda as doenças das gengivas, como a gengivite e a periodontite, explicando porque o sangramento gengival não é normal e de que forma estas doenças podem afetar não só a boca, mas todo o organismo.

🍎 Neste episódio, são deixadas dicas práticas sobre alimentação, higiene oral, consumo de açúcar, hidratação e hábitos diários que fazem toda a diferença na saúde da boca e na qualidade de vida.

👉 Um episódio essencial para quem quer prevenir problemas, evitar tratamentos invasivos e cuidar da saúde de forma integral.

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Série
Médico de Família · 72 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 44
Estreou
04 de Março de 2026
Categoria
Saúde
Convidados
Débora Lopez