A Importância da Saúde Oral no Bem-estar

A Importância da Saúde Oral no Bem-estar

18 de Fevereiro de 202625 min 42 s

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Saúde oral e bem-estar geral

Seja bem-vindo a mais um Médico de Família. É um prazer enorme estar na sua companhia. Hoje vamos falar de saúde oral. Mais concretamente, sobre saúde oral no bem-estar geral. Para nos falar sobre este assunto, hoje temos connosco a Dra. Debra Lopes, médica dentista ortodontista. Debra, mais uma vez, bem-vinda. Olá, obrigada. Débora, a verdade é que no Serviço Nacional de Saúde, apesar, enfim, da Benson, que é o nosso Serviço Nacional de Saúde, a questão da saúde oral parece ser o parente pobre, enfim, do SNS ao longo de todos os anos, apesar, enfim, de recentemente termos tido alguns avanços, como a questão do cheque dentista, ou também, enfim, mesmo que apenas para um grupo muito específico, a saúde oral nos cuidados primários.

Na tua opinião, e logo assim de caras, porquê é que é tão importante olharmos para a saúde oral? Antes de mais, queria agradecer pela oportunidade de estar aqui. É muito bom poder falar daquilo que eu faço e que trabalho todos os dias e espero ser útil com algumas informações que possam melhorar a vida de alguém que possa estar assistindo. Nós é que agradecemos. E realmente eu concordo contigo, penso que a saúde oral acessível a toda a população ainda tem um grande caminho a percorrer. Mas devo dizer que eu no próximo ano faço já 20 anos que sou médica dentista e noto já uma grande melhoria na saúde oral da população. Tanto porque sinto as pessoas mais conscientes da necessidade de tratar da sua boca e também devido a essas medidas que tu falaste.

Em especial, eu gostava de chamar a atenção para o cheque dentista. que realmente é uma oportunidade muito boa e que vejo que há muitos cheques dentista que não estão a ser utilizados. E então queria chamar a atenção das pessoas para esta oportunidade. As crianças que nasceram após a implementação do cheque dentista têm acesso gratuito a tratamentos nos dentes de leite, nos dentes, especialmente os dentes definitivos, mas também para dentes de leite, ao longo da sua infância, e se os cheques forem bem utilizados, permitem chegar à idade adulta com a boca completamente tratada e a custo zero. Portanto, é uma oportunidade que todos deviam aproveitar. Também existem cheques dentistas para grávidas e também existem para grupos restritos da população e, portanto, aconselho a todos os que têm filhos ou que têm possibilidade de ceder ao cheque dentista ao fazerem ou porque as crianças recebem através da escola e se elas não receberem, falar com o médico de família para solicitarem esses cheques dentistas.

A verdade é que também há evolução por parte da medicina na área da saúde oral, as tecnologias foram evoluindo, mesmo a questão das próprias anestesias, antigamente as pessoas iam para o dentista com sofrimento. Esta era a verdade. Ou seja, eu lembro-me que na minha infância nós sofríamos horrores. Hoje em dia, eu acho que não há justificação sequer para alguém que vá ao dentista sentir qualquer tipo de dor. Claro que há tratamentos mais invasivos do que outros. Mas, na tua opinião, achas que também o facto de as pessoas desconhecerem que hoje em dia é possível ir ao dentista sem sofrer leva a que muitas pessoas tenham ainda aquele medo e o receio de ir ao dentista? O que eu vejo, especialmente até mais ou menos a nossa geração, ainda há pessoas que trazem esse trauma.

Há pessoas que têm um medo inexplicável do dentista e que não é fácil de ultrapassar muitas vezes, apesar de muitas vezes não ser uma coisa racional. Eu acho que isso pode ultrapassar também através de escolher um dentista em que confie e através dessa relação de confiança as pessoas vão se sentindo mais À vontade. Até sem problema de expor, não é? Porque quer queiramos, quer não. Enfim, explica-me tu que estás desse lado. Não sou especialista. A minha especialidade é só no banco, na cadeira. É que quando nós expomos esse nosso receio, há também um pouquinho de maior cuidado. Não quer dizer que ele não exista, mas há um pouquinho de maior cuidado por parte do médico.

no sentido de pôr aquela pessoa à vontade, explicando o que é que vai acontecer, dando-lhe o seu próprio tempo necessário e as coisas evoluem naturalmente. Com o tempo e as visitas mais regulares, o medo acaba por passar. Exatamente. Mesmo as pessoas mais receosas, quando conseguem ter esta relação de confiança, com o tempo conseguem ter uma experiência agradável no dentista. Tenho muitos pacientes que acabam por adormecer na cadeira E é um bom sinal, é um sinal que estão relaxados e, portanto, hoje em dia ir ao dentista não tem que ser uma experiência má, pelo contrário. E queria também, já agora que falas nisso, chamar a atenção dos pais. As crianças não têm medo de ir ao dentista, naturalmente, porque nem sabem muito bem o que é que vão fazer ao dentista. muitas vezes elas ganham esse medo pela experiência transmitida pelos próprios pais.

Já vão pelo caminho a dizer que vai doer um bocadinho. Ou dizer que não vai doer nada. Se está a dizer que não vai doer nada, provavelmente a criança começa a pensar alto. Portanto, o que é que eu aconselho? Sejam o mais naturais possível, o mais relaxados possível. Se estiverem muito nervosos, se calhar é melhor ficarem do lado de fora do consultório para a criança não receber esse estímulo negativo e confiarem no profissional. Escolhem um profissional, confiem e deixem nas mãos dele e de certeza que tudo vai correr bem. Por que é que é tão importante olharmos para a saúde oral e não descurarmos essa

A boca como porta de entrada

parte da nossa saúde? Olha, em primeiro lugar porque a boca é a porta de entrada por excelência no nosso organismo, através do sistema digestivo, porque a boca faz parte do sistema digestivo, porque fica em um contacto anatómico muito próximo com o sistema respiratório e também através do sistema circulatório. Muitas vezes as pessoas não têm noção, mas há muitos problemas com origem na boca, bactérias com origem na boca, que se vão espalhar pelo resto do organismo e que vão ser fatores desencadeantes de doenças noutras partes do corpo distantes. Ou seja, a higiene oral também acaba por prevenir esse tipo de bactérias, é isso? Exatamente. Com uma boa higiene oral, com um cuidado oral, que nós vamos falar noutro programa correto, vamos prevenir o avanço, o desenrolar de muitas destas doenças.

Por exemplo, existem 57 patologias já estudadas que de alguma forma têm origem em doenças periodontais ou têm alguma ligação a doenças periodontais, que são doenças da gengiva e dos tecidos adjacentes ao dente. doenças como doenças cardiovasculares, diabetes, partos prematuros, demências, doença renal crónica, artrite reumatoide, infecções pulmonares e até alguns tipos de cancro. Portanto, há estudos que relacionam a doença periodontal com todas estas doenças e também há estudos que revelam que o tratamento das doenças periodontais se manifesta positivamente na evolução de certas doenças, como por exemplo os cardiovasculares.

Portanto, a boca tem que estar bem cuidada para podermos ter uma saúde geral também cuidada. Basta uma unhazinha encravada para já afetar a nossa saúde.

Identificar e prevenir a dor

Sendo que quando olhamos para a saúde oral, sobretudo muitas vezes, as pessoas percebem que há um problema quando surge a dor. E sabemos que, enfim, aqueles que já passaram por essa circunstância, a dor de dentes acaba por ser muito grande ou muito acentuada. Às pulpites, por exemplo, dão dores horríveis. Como é que podemos, para o bem-estar, evitar a dor? Claro que há outros... Vemos evitar chegar à dor. A dor já significa que há um problema maior. Exatamente. Mas como é que podemos fazer para evitar a dor dentro? Portanto, a dor de dentes, eu felizmente nunca tive dor de dentes, mas já vi muitas pessoas completamente desesperadas, portanto é uma dor muito forte e que com certeza é uma das razões que nós queremos evitar e umas das razões que nos deve levar a ter um bom cuidado com a nossa boca.

É impossível alguém ter um bem-estar geral, psicológico, físico ou social com uma dor de dentes. E, por vezes, quando nós falamos em dor na boca, associamos só à dor de dentes. Realmente, a dor mais comum é a dor originada por uma cárie. mas muitas vezes há mais razões que nos podem levar a ter dor de dentes. E eu hoje queria falar um bocadinho, queria dar algumas dicas sobre que tipo de dores é que podemos encontrar na boca. Ah, há tipos de dor diferentes? A boca tem umas dores um pouco diferentes e que realmente se nós conhecermos às vezes podemos conseguir perceber melhor onde é que ela está a vir. Uma das características da dor na boca é que muitas vezes é uma dor irradiada.

Não se sabe muito bem qual é o dente que tem. Não se sabe muito bem de onde é que vem. É uma dor às vezes difusa e muitas vezes as pessoas chegam até nós e dizem, olha eu não sei muito bem onde é que me dói. Dói-me o ouvido, dói-me a face, não sei se enxergo os dentes, não sei de onde é que vem. Então, o que é que podemos fazer para tentar? Muitas vezes até acontece, as pessoas estarem com dor e quando vem ao dentista, naquele dia não dói nada e já não sabemos de onde é que ela está a vir. Então, que características é que podemos ver para perceber qual é a origem da dor? Uma dor que irradia para o ouvido, geralmente é de um dente inferior. Uma dor que irradia para a fronte ou para o olho, geralmente é um dente superior.

Aí já fazemos aí uma exclusão. Outra questão, o que eu às vezes digo aos pacientes é, quando tiverem a dor, para se colocarem à frente do espelho e com o cabo de um garfo, ir batendo nos dentes, porque quando chegarem ao dente que está a originar a dor, aí vão saber porque a dor vai aumentar e então é uma das maneiras de se perceber qual é a origem da dor e mais tarde podemos chegar a um diagnóstico. O que revelar uma dor diferenciada às vezes é esse, porque por vezes Existe dor mesmo sem cárie e é difícil para o dentista depois perceber exatamente qual é o problema que se está a colocar.

Pronto, era esta parte aqui que eu queria explicar como é que podiam detectar qual era o dente e queria também chamar a atenção para outras causas que não a cárie. Muitas vezes um dente dói por causa da gengiva, que está muito inflamada, infetada. Outras vezes pode ser devido a um trauma, ou porque às vezes até mastigar de uma forma, por exemplo um caroço de uma azeitona, pode traumatizar um dente, pode mesmo fazer uma fratura, ou mesmo que não faça fratura, pode inflamar a zona à volta do dente, o tecido periodontal, e mais tarde vir a dar problemas e dor e ter que ser tratado. Também temos outra origem que pode ser não devido a um grande trauma, mas devido a microtraumas que podem ser originados, por exemplo, quando um dente está numa posição errada e constantemente está a ser submetido a um pequeno trauma, pode vir a desencadear uma inflamação ou até a própria necrose do dente.

Isto acontece muito no bruxismo. que é um tema que eu também trouxe para aqui porque é um tema que abrange muitas pessoas e as pessoas não estão muito cientes sobre o que é o bruxismo. O bruxismo é quando nós temos um aperto exagerado da boca Acontece sobretudo durante a noite e as pessoas sem se aperceberem ou apertam muito a boca, os músculos mastigatórios estão em muita tensão, ou então rangem os dentes. Quando se range os dentes é fácil detectar porque os dentes ficam gastos, muitas vezes fraturados, mas quando apertam às vezes os dentes acabam por ter inflamações e dor sem ter uma explicação e que nós vemos que é por causa do apego.

Mas muitas vezes acontece de uma forma reflexiva, não é? A pessoa nem dá conta que está a fazer aquilo. Completamente. É uma coisa que nós fazemos sem nos darmos conta e que pode ter também reflexo não só nos dentes, mas também em todo o sistema estomactognático, todo o sistema da boca. Os músculos mastigatórios ficam duridos, pode ter até reflexo no resto do corpo devido às interações entre os músculos da face e os músculos posturais do corpo. Portanto, o bruxismo deve ser tratado. Ou seja, ainda por cima estás-me a dizer que acontece com frequência, ou seja, há muitas pessoas que têm... Há muitas pessoas com hemorragia. Nós, desculpa lá, vou fazer um pequeno intervalo agora, vou fazer uma pequena pausa, até porque quero ainda fazer-te algumas questões sobre a questão da dor, mas para ser gostado desse lado, é mesmo apenas alguns segundinhos, voltamos já para a segunda parte.

TV Novo Tempo, o canal da saúde. O canal da esperança. Estamos de volta para trazer a segunda parte do Médico de Família de hoje. Hoje estamos a falar de saúde oral, mas agora em particular, e como sempre, tenho uma oferta muito especial para si, o Guia de Estudo à Máquina Humana, preparado por especialistas com muitas dicas práticas para ajudar a ter um estilo de vida mais saudável nas diferentes áreas da vida. Tem também uma secção que traz oito remédios naturais e que estão todos ao nosso alcance. E o melhor de tudo é que é mesmo totalmente gratuita. Para receber esta revista, basta enviar uma mensagem escrita, um SMS, para o 933-939291 a dizer MÁQUINA HUMANA, pois nós mesmos entraremos em contacto consigo para lhe fazer chegar esta revista em sua casa totalmente gratuita pelo correio.

Débora, estavas a falar de ouro, quando eu o interrompi. Estavas a falar de bruxismo, eu quero voltar a esse assunto até para perceber como é que pode ser tratado. Mas queria-te fazer-te uma pergunta, porque como aconteceu comigo há pouquíssimo tempo, eu não fazia a mínima ideia e percebi que era uma coisa, achava que era algo ridículo. que eu comecei a ter dores de dentes, sem qualquer cárie, sem nada, dores de dentes horríveis, e depois dei-me conta que quando punha água na boca, a dor de dente passava imediatamente. Eu deitava a água fora, a dor voltava, bebia a água e voltava. Eu liguei para a minha dentista, fui ao dentista a correr tipo de urgência, e eu ia com a garrafa na mão porque eu só conseguia ter alívio da dor com água.

Quando chego ao consultório e ela me vê com a garrafa de água na mão, aliás, assim é que é quando eu ligo para as urgências, assim é que é, e eu digo, olha doutora, passa-se isto e isto e isto e eu peço desculpa, por mais absurdo que seja, quando meto água na boca e ela ri-se do outro lado e eu já sei o que é, venha imediatamente para aqui, o senhor está com uma pulpite. E quando a senhora que me atende me viu chegar com a água na mão, ela também já se viu. Olha, mais um senhor com pulpite. E eu, afinal de contas, não é assim tão absurdo quanto isso. Ou seja, aqui também há um caso que, no meu caso concreto, o dente estava impecável. Uma das raízes tinha morrido, tinha criado aquela infecção. E o dente teve que ser aberto para se tratar essa pulpite, mas eu não tinha nada. Aliás, eu tinha estado no dentista há pouco tempo até fazer a limpeza sem cárie.

Este tipo de coisas, muitas vezes as pessoas não fazem a minha medida, como eu não sabia. Isto é um tipo de dor que pode acontecer sem que as pessoas saibam sequer que se tenha um problema. O dente estava inflamado, a polpa estava inflamada por alguma razão. Portanto, se não tinhas CARI, poderá ter sido uma destas razões que eu falei anteriormente. Ou um trauma, que tu nem te apercebeste na altura, ou um microtrauma, o teu dente pode estar numa posição errada e constantemente a ser submetido. a pequenos traumas que vão acabar por inflamar o dente e, em última instância, de cruzar o dente, que foi o que aconteceu, que tu dizes, nessa raiz. E, pronto, é o que estávamos a falar sobre o bruxismo. Isto acontece frequentemente em pacientes com bruxismo devido à força exagerada que se faz com a musculatura da boca.

As pessoas que têm bruxismo têm fraturas constantes dos dentes, das restaurações, são pacientes em que é muito difícil reabilitar a boca porque tudo parte. E uma das causas que está muito associada ao bruxismo, além de fatores genéticos, há pessoas que já têm mais tendência para ter bruxismo devido às suas características genéticas, é também o stress e a ansiedade. E hoje em dia as pessoas têm muita ansiedade, muito stress e isso manifesta-se também neste bruxismo que cada vez mais pessoas têm. Eu tenho um caso muito curioso de uma paciente que estava a usar alinhadores e os alinhadores todos partiam. Partiam e ninguém percebia porquê. Era a única que acontecia isso.

Entretanto, ela mudou de emprego. E assim que mudou de emprego, nunca mais partiu nenhum alinhador. O stress era tanto. E isto parece uma coisa absurda, mas acontece frequentemente. Como é que podemos tratar o bruxismo? Era isso que me ias perguntar agora. Sobretudo, a maior parte das pessoas que têm bruxismo ou todas as pessoas devem usar uma placa de acrílico para dormir à noite. É um aparelho para dormir que vai permitir um relaxamento muscular, ao mesmo tempo que vai proteger os dentes destes traumas. Às vezes, em casos mais graves, é preciso fazer medicação com relaxantes musculares, até com Botox para diminuir a força mastigatória e, portanto, é um problema que existe cada vez mais e que deve ser tratado também para evitarmos esta dor que tanto perturba a nossa saúde.

Gostava de fazer-te uma pergunta, até porque nós conseguimos perceber, sobretudo nas pessoas de maior idade, que acabam por já não valorizar tanto a questão estética, porque, enfim, também é um assunto interessante que eu gostaria depois, mais à frente, quem sabe num outro programa, contarmos a falar sobre

Reposição de dentes em falta

isso, que é a reposição dos dentes em falta. Ou seja, na tua opinião, quão importante é nós não permitirmos que a nossa boca fique sem determinados dentes, não só por questões estéticas, mas por questão de alimentação e por aí fora? É assim, muitas vezes essa é uma questão desvalorizada e eu ouço muitas vezes as pessoas a dizerem, olha, vamos extrair o dente porque é um dente de trás, não se vê. Então, se fosse o da frente eu me preocupava, como é o de trás não se me preocupava. Está escondido. Só que qual é o problema? Quando há uma falta de um dente apenas, isso vai originar uma série de adaptações do nosso organismo que muitas vezes... quase sempre vão prejudicá-lo. Quando falta um dente, os dentes que estão à volta vão-se todos inclinar e querer ocupar aquele espaço vazio.

O dente de cima desce, os dentes dos lados inclinam-se e ficam em posições que muitas vezes vão dar origem a esses microtraumas e que depois vai fazer com que esses dentes tenham problemas posteriormente. de inflamações e até podem ter mesmo que ser extraídos mais tarde devido a estas alterações provocadas pela falta de um dente. E é de tal forma que há muitos casos de pessoas que por não fazerem a reabilitação na hora certa, mais tarde quando quiseram fazer a reabilitação já não têm espaço porque os dentes já estão a tocar no outro maxilar e portanto já nem sequer há hipótese de reabilitação. E, portanto, quando há falta de um dente, devemos tentar reabilitar o mais rapidamente possível.

Também porque a pessoa vai fazer alterações na mastigação, vai começar a mastigar mais para o outro lado porque mastiga melhor, isso vai criar desequilíbrio na articulação temporomandibular, que é esta articulação que nós temos que une a mandíbula à maxila, e, portanto, vai desencadear uma série de alterações que são maléficas para a nossa saúde. Então é melhor o quanto antes. Eu sei que existem várias alternativas, umas bem mais suspendiosas do que outras. Falaremos certamente noutra altura de uma forma mais profunda, mas como abordaste esse assunto, na tua opinião, independentemente de qual opção que a pessoa escolha, o importante é que haja uma solução, porque todas elas acabarão por ser efetivas, é isso?

Exatamente, é assim. Claro que a solução por excelência hoje em dia que nós temos, não quer dizer que daqui por uns anos já não haja uma melhor, é o implante, que não é perfeito, mas ainda é o que substitui mais semelhantemente um dente natural. Agora, é compreensível que nem todas as pessoas têm hipótese de pôr implante ou por questões financeiras ou porque não têm osso suficiente em boas condições ou porque têm problemas de saúde que não permite, então que coloque uma prótese removível. Mas que coloque, que é para evitar que toda a boca acabe por ficar desequilibrada por esta falta de dente.

Estética e autoestima do sorriso

Eu prometi que ia voltar ao assunto até porque eu sei que é algo bem mais comum até do que possamos pensar, que é a questão estética, a questão da valorização pessoal. Muitas vezes quando alguém perde um dente, e sobretudo quando é um dente visível, lá está, quando não é um tal dente lá atrás, isso acaba por também afetar grandemente as pessoas, não é? Exatamente. E até a passagem para a prótese também às vezes é muito complexa, não é? Às vezes é complexa. É complexa e quando é a única alternativa às vezes sentimos um pouco impotentes. Por exemplo, uma pessoa que perca todos os dentes, não tem condições de pôr implantes. Em muitas situações é muito difícil esta habitação, mas é o que existe e é o que se tem e devemos tentar ao máximo repor os dentes.

por causa da mastigação, que não falámos, mas que realmente é imprescindível ter os dentes corretamente colocados na boca para termos uma boa mastigação e uma boa digestão. Mas estavas a falar da parte estética, que realmente também é super importante e uma das coisas que me dá mais alegria na minha profissão é quando vejo a melhoria da autoestima de uma pessoa quando consegue ter um sorriso de que não se envergonhe e que lhe melhora a autoestima. Muitas vezes nós vemos as pessoas, há certas pessoas que não se riem nas fotografias ou que põem a mão à frente da boca nas fotografias e que realmente aquilo impacta realmente muito na autoestima das pessoas. E quando a pessoa se sente confiante com o seu sorriso, transforma realmente a pessoa.

Já vi transformações incríveis e às vezes não é preciso muita coisa. É preciso nós dedicarmos um bocadinho e cuidarmos e se calhar termos algumas prioridades, mas eu acho que vale a pena porque é muito importante na nossa saúde e no bem-estar também pessoal. Ficou com muitos assuntos para falarmos, mas prometemos então estarmos juntos mais vezes para podermos abordar ainda outros assuntos. Fica assim combinado, está bem Débora? Ok, combinado. Para si que está desse lado, antes de fecharmos o programa de hoje, quero lembrar mais uma vez a oferta que lhe trazemos no nosso médico de família. O guia de estudo, a máquina humana, que tem um conjunto muito alargado de assuntos que vai poder encontrar.

desde dicas para ter um estilo de vida mais saudável, por exemplo, na área da alimentação, com receitas práticas e até transição de regime alimentar. Fala sobre o descanso, entre muitos e muitos outros assuntos, a importância da saúde mental. Enfim, também não deixa de lado as questões como as doenças e, o melhor de tudo, é que é mesmo totalmente gratuito. Basta enviar uma mensagem. É o custo de uma mensagem que nos faz chegar através do 933, 93, 92, 91. Depois somos nós mesmos, a nossa equipa, quem terá em contato consigo para ter os seus dados e para lhe enviar comodamente para casa e gratuitamente. Mais uma vez quero dizer também que se não tiver oportunidade de assistir este programa na íntegra, ele está disponível em podcast em radioexces.pt, mas também no YouTube da Novo Tempo Portugal.

Marcamos encontro no próximo programa. Até lá, se Deus quiser.

Sobre este episódio

Neste episódio do Médico de Família, a saúde oral está em destaque como parte essencial do bem-estar geral 🦷✨. A conversa aborda porque a boca é uma verdadeira porta de entrada para o organismo e como problemas orais podem influenciar doenças cardiovasculares, diabetes, infeções e até o equilíbrio emocional.

🔹 Falamos sobre prevenção, higiene oral e a importância de não esperar pela dor

🔹 Explicamos diferentes tipos de dor dentária e como identificar possíveis causas

🔹 Abordamos o bruxismo, o stress e os seus efeitos nos dentes e nos músculos

🔹 Destacamos a importância de substituir dentes em falta, não só pela estética, mas pela saúde global

🔹 Refletimos sobre autoestima, mastigação e qualidade de vida

Um episódio esclarecedor, prático e acessível, que mostra porque cuidar da saúde oral é cuidar de todo o corpo.

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Série
Médico de Família · 72 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 42
Estreou
18 de Fevereiro de 2026
Categoria
Saúde
Convidados
Débora Lopez