E aí Estamos de volta para trazer mais um médico de família neste seu consultório aqui na Novo Tempo e na Rádio RCS. Hoje vamos falar de saúde. E esta noção tão grande, alargada e profunda do que é ter saúde. Comigo tenho a Lani Soares, doutora Lani Soares que é ao mesmo tempo biomédica, investigadora, professora universitária. e, portanto, tem dedicado um pouquinho da sua vida, eu diria toda a sua vida, em várias áreas, já confidenciou, todas elas dedicadas à saúde, mas também à formação e informação, e hoje temos o prazer de a ter aqui no nosso médico de família.
Lani, mais uma vez, bem-vinda. Muito obrigada pelo convite, é um prazer estar aqui com vocês. Vamos aproveitar que está connosco e que tem a possibilidade de estar connosco
nos próximos programas, precisamente para abordarmos esta noção de saúde, que nem sempre foi vista como vemos nos dias de hoje. Durante séculos a saúde foi apenas definida como ausência de doença, mas hoje já percebemos que a saúde tem diferentes dimensões. Começo, desde logo, por aí, por lhe perguntar, mesmo que a resposta seja um pouco mais difícil, o que é isto de ter saúde? Então, quando a gente olha o contexto global, né, no início da história, as pessoas foram entendendo a saúde de formas diferentes, né? No início do século XIX, no meio do século XVIII, as pessoas nem entendiam muito sobre como é que as pessoas ficavam doentes, relação, por exemplo, com higiene, relação com estilo de vida, essas coisas foram vindo progressivamente.
E muito menos a prevenção, não é? Aí não tinha noção, né? Então, os protocolos, às vezes, eram realizados, cirurgias, entre aspas, eram realizadas, as pessoas nem lavavam as mãos. Então, a gente tá falando de uma compreensão muito distante do que a gente entende hoje, Mas, interessante que até pouco tempo atrás, a gente via e entendia a saúde como ausência de doença. E hoje a gente faz uma análise muito mais ampla, né? Às vezes as pessoas, teoricamente, não têm um diagnóstico, mas elas não têm saúde. E com a compreensão da complexidade da vida humana, vieram a ideia das dimensões, então, dimensões totalmente interconectadas, que no resultado final a gente tem o que hoje a gente define como saúde.
Alguns chegam a dizer que essa nossa definição de hoje, que não é apenas ausência de doença, é um completo bem-estar. E aí o completo bem-estar nas quatro dimensões é quase que impossível, né? Daí tem uma discussão teórica. É impossível ou é possível? Se é impossível, a gente mantém a definição? Na minha compreensão, a gente mantém a definição, esse é o que a gente deve buscar, né? Completo bem-estar. E aí, toda vez que a gente discute, eu discuto isso com os diferentes públicos, eu faço a pergunta, e você? Pode dizer agora, você tá com saúde? Você pode dizer que você tem um completo bem-estar?
Físico, mental, social, espiritual? Essa é a pergunta que a gente faz hoje. Na resposta, a Lani já nos apresentou as quatro dimensões da saúde.
Essas quatro dimensões também foram evoluindo ao longo do tempo e a Organização Mundial de Saúde foi percebendo que esse bem-estar holístico e completo do ser humano só acontece quando todas estas facetas, como a Lani estava a dizer, se alinham. Lá está o tal conceito de como é possível ter tudo isto perfeitinho. Mas como é que surgiu essas dimensões? Como é que podemos definir essas quatro grandes dimensões? A física, ela foi a primeira a ser entendida, né? Então, são o que a gente hoje entende de... Muita gente ainda acha que saúde se resume à física. Então, são as dores, os sintomas. Depois a gente foi entendendo a parte mental.
o cérebro humano, o sistema nervocentral, é o sistema mais complexo, altamente complexo. E aí, como é que você estuda a parte mental? Você estuda a parte mental normalmente quando você tem uma pessoa que era normal e por alguma razão deixou, teve um trauma, teve alguma coisa que teve um comprometimento A gente tem uma história muito clássica, por exemplo, de um trabalhador de uma estrada de ferro nos Estados Unidos chamado Finesse Gage. Ele era uma pessoa de vinte e poucos anos, teve um trauma enorme na parte frontal do cérebro, que a gente chama de lobo frontal, e ele mudou completamente.
Até então, A gente não entendia, mas o que essa parte do cérebro faz? As outras partes, parietal, ocipital, temporal, a gente já entendia um pouco, ah, perdeu a visão, perdeu o movimento motor. Mas essa parte frontal, por exemplo, ah, tá lá, mas ela não faz nada. Com o acidente dele, a gente viu, não, essa parte é importantíssima. Isso não é o mais importante, né? É, ela tem o controle da vontade, essa parte onde o ser humano elabora os pensamentos. Então, poxa, essa parte é muito importante, é aqui que acontece a tomada de decisões, a nossa racionalidade. Aí a gente hoje, às vezes, vê as pessoas falarem saúde mental, tá bom, mas...
Não existe saúde mental sem saúde física, não existe saúde física sem saúde mental. Daí, a gente incorporou, compreendeu melhor uma terceira dimensão, que é a social. Ó, emocional também, muitas vezes, não é? Como que o ser humano se relaciona? A emocional tá muito ligada com a mental também. Aí a social, como que a gente precisa pra viver em sociedade? O ser humano depende um dos outros, o ser humano ele tem essa necessidade de se relacionar, de viver em família, viver em sociedade, viver de forma harmônica. O quanto que a gente ganha quando a gente Por exemplo, desenvolve o altruísmo, quando eu ofereço, quando eu como mãe, como pai, como profissional, eu atendo à necessidade humana, o quanto a gente ganha também.
E por fim, A Quarta Dimensão, que ela foi... começou a ser mais definida e os trabalhos começaram a ser mais publicados pela Organização Mundial de Saúde a partir de 2011, onde você vê... Já viemos tão cedido em relação às outras. Ela veio depois, né? Então, a OMS faz um chamado. Vamos... começar a entender melhor, vamos trazer mais essa quarta dimensão para as nossas discussões, para o nosso contexto. E aí hoje a gente vê um crescimento, assim, é interessante a ciência, né? A partir do momento que a gente tem um start de uma compreensão, um número grande de pesquisadores começa a se envolver e a gente vê um crescimento, assim, dessa Desse momento pra cá, a gente vê um crescimento exponencial do número de pesquisas que começam a relacionar a saúde com a quarta dimensão, por exemplo.
Que é a parte espiritual. A parte espiritual, mas a social também. A social também teve um crescimento significativo e a mental também, mas dentro dessa sequência mais... Quando falamos de parte espiritual, não no sábiamente da parte religiosa, não é? Não, não, não. Religiosidade e espiritualidade são duas coisas diferentes. É, são duas coisas diferentes... Muitas vezes andam de mãos dadas, diga-se. Andam de mãos dadas. A religiosidade é uma expressão, é uma das formas de expressar a espiritualidade. A espiritualidade a gente entende como uma necessidade intrínseca humana, natural. Então, quando a gente fala de saúde dentro desse contexto, onde não é apenas a ausência de doenças, a gente está entendendo o ser humano dentro da complexidade que a vida humana exige.
Você entende o ser humano Eu sempre lembro de uma história muito... eu conto bem rápido. Eu tava em casa e a minha ajudante falou assim, olha, tem alguma coisa errada aqui debaixo da pia da cozinha que tá pingando água. Eu fui olhar e nessa entrou uma ferpa dentro da unha do meu dedo até a metade da unha embaixo. E aí eu tinha que atender, eu tinha que ir pra universidade, eu tinha um monte de coisa pra fazer E aí eu falei, bom, vou ter que lidar com isso, é aquele negócio latejando debaixo da minha unha. Eu fui na enfermaria da universidade e falei pra pra enfermeira que tava lá, ela falou, aí professora, vai doer, eu não vou mexer, eu não vou mexer nisso.
Falei, tá bom. Aí fui lidando com aquilo e a minha cabeça tava trabalhando, mas meu pensamento tava naquilo. Aí eu fui pro Centro de Vida Saudável, que é nosso vizinho lá, E a enfermeira falou, olha, eu não vou poder te dar anestesia porque nesse momento os médicos já foram embora. Eu falei, não tem problema, faz o que você entender que é melhor. Ela pegou um disturido dermatológico e fez uma incisãozinha em cima da unha e puxou a ferpinha. Quando ela puxou e botou na gasei, eu falei, gente, não é possível. Uma coisa tão pequenininha. Mal tô enxergando aqui na Gaza, eu estou a manhã inteira trabalhando, mas minha cabeça tá ali. Preciso tirar aquilo, porque aquilo tava gerando uma pressão. Você fala assim, como um negócio tão pequeno traz um desconforto, um desconforto geral, porque o ser humano é assim, né?
O ser humano precisa ser visto dentro desse contexto. Então quando uma das partes, quando, brincando com essa experiência, quando a unha não está bem, o emocional não vai estar bem, tudo o resto não vai estar bem.
A verdade é que ainda vou, enfim, gastarmos algum tempo da nossa conversa até para perceber a importância de todos nós entendermos que a saúde não é apenas correr atrás da parte física, que tudo, devíamos cuidar de todas essas dimensões. Quero gastar algum tempo na segunda parte para falarmos sobre isso. Mas esta primeira pergunta, porque eu também não conheço a realidade na área de investigação da professora, mas conhecendo um pouquinho a realidade em Portugal, na área da saúde a parte espiritual não é, ou seja, apesar de ser reconhecida pela Organização Mundial de Saúde, até nos efeitos, por exemplo, num tratamento, as pessoas que têm uma espiritualidade forte, tendem a recuperar mais rápido, há vários estudos, mas na prática clínica é quase um assunto tabu dentro do consultório.
Como é que é a realidade que conhece? Primeiro, a Organização Mundial de Saúde está... Samando, está fazendo um apelo para que os profissionais reconheçam essa necessidade humana e ela precisa ser atendida. Então, as crenças, os princípios, os valores, elas modificam a forma da pessoa pensar. E elas modificam, por exemplo, a forma da pessoa lidar com a diversidade. Essa é uma coisa muito clara dentro desse contexto. Então, as pessoas que têm uma espiritualidade, uma crença, elas têm mais facilidade de lidar com perdas. Perdas em todos os sentidos, lidar com a diversidade.
A diversidade para essas pessoas, ela não é um bloqueio, ela vê a diversidade de uma forma que assim, o que eu posso aprender com isso? Como eu posso crescer com isso? Então, essa é uma das formas. Existem protocolos extremamente reconhecidos, por exemplo, você fazer medicações para o controle do colesterol, o controle da hipertensão, as doenças metabólicas são muito presentes hoje no nosso contexto, né? A gente sabe que as doenças crônicas não transmissíveis são hoje as doenças que mais matam, né? Então, como é que você reconhece esses protocolos E quando você vê, por exemplo, frequência a culto, dentro de um contexto religioso agora, especificamente falando, tem estudos mostrando que você tem um impacto maior na física, muda o metabolismo, mudam os hormônios, a forma como o corpo reage é positiva e tem uma resposta, às vezes, melhor do que protocolos que são extremamente reconhecidos hoje na prática clínica.
Então, você pega os estudos e você vê lá qual é o impacto dentro desse contexto. Por quê? Porque muda a forma de pensar. Muda a forma de pensar, muda a química cerebral. Muda a química cerebral, a resposta imunológica, por exemplo. Eu sou imunologista. A minha formação principal na minha pesquisa dentro das ciências médicas é no sistema imunológico. Então, você vê uma resposta imunológico, a esperança A esperança traz uma resposta imunológica. Você vê isso com o placebo, por exemplo. A pessoa, normalmente quando ela tem, às vezes, uma doença mais grave, e ela já tentou todos os protocolos convencionais, ela entra dentro de um protocolo clínico experimental.
Então, dentro desses protocolos, está testando um fármaco, está testando... Ela precisa Dentro do estudo, normalmente, tem um grupo controle, né? Um grupo que vai, de fato, ser o grupo que vai tomar aquele princípio ativo, e outro grupo que vai ser o grupo É, que não tá... Apenas acha que sabe tomar. É o placebo. Só que nem o médico sabe. Ninguém sabe, só o pesquisador sabe quem é o grupo que tá tomando o princípio ativo, quem é o grupo que tá tomando o placebo. Ou seja, valor nenhum farmacológico. E você vê as pessoas respondendo melhor pelo fato de que ela tem uma esperança. Ela acredita naquele protocolo. Aquilo traz para ela um fôlego de vida.
O corpo dela responde psicologicamente, emocionalmente, fisicamente àquela esperança. Muito bem. Vamos fazer apenas um pequenino intervalo. A conversa está muito boa. Voltamos já já para a segunda parte para continuarmos com este assunto. Até já então, se Deus quiser. TV Novo Tempo, o canal da saúde, o canal da esperança. Estamos de volta e antes de voltarmos ao nosso assunto tenho uma oferta muito especial para si. O Guia de Estudo à Máquina Humana. No programa de hoje estamos a falar das quatro dimensões do ser humano. Pois bem, neste Guia de Estudo vai encontrar precisamente dicas e conselhos práticos para uma saúde e um estilo de vida saudável nestas quatro dimensões.
Todas elas, desde a parte física até à parte espiritual, inclusive com alguns textos bíblicos. Porque Deus, Ele melhor que ninguém, conhece esta máquina, a que nós chamamos máquina humana. E é totalmente gratuito. Basta enviar-nos uma mensagem para o 933-939291 com a mensagem máquina humana,
para sabermos que é este guia de estudo que se refere. E depois nós mesmo teremos contato consigo para lhe oferecer gratuitamente, para lhe enviar para casa através do correio. Dani, peço desculpa por esta pequena interrupção. Voltamos então ao nosso assunto. É importante estávamos nós a falar na primeira parte desta noção de que a saúde tem dimensões diferentes. Mas qual é o impacto em cada um de nós se nós, todos nós, como devemos ser os principais promotores da nossa própria saúde, que impacto é que tem nós termos essa consciência e cuidarmos de cada uma dessas quatro facetas? É muito comum a gente... Cada um de nós temos facilidades. Alguns, por exemplo, têm muita facilidade para fazer exercício físico.
Então, pra ele é natural, ele faz aquilo, mas às vezes ele não tem tanta facilidade com relações sociais, por exemplo. Então, é uma pessoa que não aproveita momentos agradáveis em família, com amigos, não tem uma pessoa que você pode confiar pra conversar. A gente tá vendo hoje, por exemplo, crescer muito as terapias, né? O quanto as pessoas estão hoje tendo oportunidade com terapeutas ter esse papel, que muitas vezes pode até ser feito... Com amigo, né? Com amigo, com família, em contextos de confiança, né? Então, assim... Então, quando a gente olha pra nós, a gente pensa assim, né?
Como que tá a minha saúde dentro do contexto integral? Eu às vezes escuto assim, nossa, mas eu sou super cuidadoso com a alimentação, mas poxa, não cuida nada do sono. E o sono tem um impacto enorme. no contexto do ciclo circadiano, né, da organização do corpo. Então, a gente precisa pensar que nós não conseguimos compartimentalizar a saúde, essas quatro dimensões, a gente compartimentaliza de forma educativa, assim, num contexto pra gente entender essa complexidade, mas as coisas são totalmente interligadas.
Você vai fazer exercício, mas se você não cuidar do social, se você não cuida do mental, você vai ser comprometido. O exercício físico, por exemplo, tem um impacto enorme no mental. O exercício físico tem um impacto enorme no social. E o exercício físico também tem um impacto enorme espiritual. Ou seja, tudo que a gente faz ou deixa de fazer, a gente está impactando positivamente ou negativamente. Então, a gente pode potencializar o nosso corpo ou a gente pode deprimir. Então, quando a gente entende e atende essas dimensões de forma integral, a gente começa a entender, nossa, a vida humana é muito complexa. O corpo humano é muito complexo e ele precisa ser entendido dentro desse contexto da complexidade.
Sendo que muitas vezes nós vimos que às vezes a saúde é olhada como moda. O exercício físico foi no passado moda, entretanto agora a alimentação também parece que é moda. Enfim, a área da saúde mental, até porque os números em todo o mundo dizem que é onde está a haver os maiores problemas agora. Por exemplo, na Europa é onde se vende mais medicação, é na área dos ansiolíticos. Doenças psicosomáticas, você começa a ver reflexos na saúde física, na saúde emocional, social, porque você tá somatizando, né? A ansiedade, o estresse, estão trazendo um impacto enorme no corpo humano. Será porque não olhamos para esta forma integral do corpo humano e talvez, da mesma forma que somos capazes de ir ao ginásio e ter isso como uma disciplina, não olhamos para a saúde mental e para a parte espiritual com o mesmo afinco?
Exatamente, a gente precisa equilibrar e entender que não existe um milagre pra saúde, existe escolhas que a gente faz a cada dia que trazem um impacto. Uma pessoa não tem saúde por uma única prática. Uma pessoa não alcança longevidade por uma única prática. São anos de escolhas que foram bem feitas ou anos de escolhas que não foram bem feitas. O corpo, de alguma maneira, ele vai responder positivamente ou negativamente a um conjunto de práticas. Então, eu às vezes reforço isso, porque às vezes as pessoas falam assim, mas eu sou muito cuidadoso com a alimentação.
Que bom, que bom, continue assim, mas ela não vai dar conta da sua saúde sozinha. Você precisa entender essa complexidade, essa necessidade humana de ser atendida nas quatro dimensões. Eu vou tentar fazer a pergunta da melhor forma que sei para que quem está do outro lado entenda o que eu quero dizer. Mas muitas vezes podemos até ser muito musculados porque damos muito ênfase à parte física. Mas eu não consigo ser, ao mesmo tempo, um grande atleta físico musculado, mas também ao mesmo tempo ser alguém que trabalha muito a questão da saúde mental, alguém que trabalha da mesma forma, ser muito musculado nos meus relacionamentos, ser muito musculado na fé, ou seja, sermos o super tudo nos diferentes dimensões da saúde.
Mas se calhar cuidarmos de forma, eu diria, intencional de cada uma delas, de uma forma regular, se calhar seria mais benéfico de muitas vezes nos centrarmos numa só, como pode ser a parte física ou a alimentação. Nós temos vários estudos mostrando essa integralidade, né? Nós vamos falar isso em outro programa, mas você vê estudos mostrando assim, as pessoas naturalmente, quando elas vivem de forma equilibrada, elas acabam atendendo as quatro dimensões. Então, às vezes a gente desequilibra, por exemplo, até na parte da física, Não é às vezes pela saúde, às vezes é pela estética.
É um desequilíbrio. Pelo desporto em si mesmo, não é? Às vezes é por um resultado. Então eu não estou pensando... O que meu corpo de fato precisa, entendeu? É pelo prazer que aquele desporto me dá. E o prazer é parte do desporto, é legal isso, é bom que seja assim. Esse prazer é um dos grandes benefícios do exercício físico, mas a gente precisa Que a gente faça isso de uma forma intencional para a saúde. E automaticamente você vai ser beneficiado nas outras áreas. Então, é uma necessidade nossa fazer uma reflexão. A gente precisa olhar o nosso corpo de uma forma mais completa, como eu disse.
Se a gente pegar uma célula humana, eu trabalhei muito tempo com biologia celular e molecular, eu sou encantada com essa unidade que a gente chama unidade fundamental da vida. Nós temos trilhões delas. E elas trabalham harmonicamente, elas se ajudam, elas são interdependentes. O corpo humano é assim, essas dimensões são totalmente interdependentes e totalmente uma... é necessária para que a outra funcione bem. Então, como eu disse, se você tem uma cosmovisão, por exemplo, uma visão pessimista da vida, seu corpo vai responder todo por conta disso.
Se você tem uma visão otimista, seu corpo vai responder. Se você é uma pessoa que cuida da sua alimentação pensando em nutrientes, que o meu corpo de fato precisa, o seu corpo vai responder, a sua mente vai responder, a sua parte social vai responder, a sua parte espiritual vai responder, por causa dessa interdependência. Então é cada dia, não é? Porque a saúde cuida-se cada dia, nas pequenas decisões, nas pequenas escolhas que fazemos que elas possam ser mais intencionais, é olharmos dela de forma integrada. Quero mais uma vez agradecer à professora Helena por estar presente. Marcamos o encontro num próximo episódio, mais uma vez. Para si que está desse lado, quero dizer que, antes mesmo de terminar, quero lembrar a oferta que temos para si, este Guia de Estudo à Máquina Humana.
Neste guia concreto, vai encontrar aqui diferentes dicas para um estilo de vida saudável, até com algumas indicações para, por exemplo, fazer algumas transições, quer na área do descanso, por exemplo, na área da alimentação e não só. E o melhor de tudo é que é mesmo totalmente gratuito. Basta enviar-nos uma mensagem para o 933-939291 e depois nós mesmos entraremos em contacto consigo para lhe fazer chegar este guia de estudo gratuitamente pelo correio. Não hesite. Envie-nos então a sua mensagem. Dizer-lhe também, antes de terminar, que este programa está disponível em podcast, quer nas plataformas diferentes de podcast, quer na Rádio RCS, mas também no YouTube da Novo Tempo Portugal.
ainda a fechar, dizer que marcamos encontro no próximo programa e se tiver alguma sugestão, algum assunto que gostaria que pudesse ser tratado aqui no seu médico de família, pois vai no exit, faça-nos chegar através do mesmo número a sua sugestão. Quem sabe, num próximo programa, estamos aqui a falar sobre este assunto. Mais uma vez, um grande abraço e até ao próximo programa, se Deus quiser.
Saúde é muito mais do que não estar doente. Descubra como cuidar do corpo, da mente, das relações e da vida espiritual.
No Médico de Família, recebemos a Dra. Lani Soares, biomédica, investigadora e professora universitária, para compreender o que significa verdadeiramente ter saúde e por que razão o bem-estar deve ser visto de forma integral.
Ao longo da conversa, exploramos as quatro dimensões da saúde — física, mental, social e espiritual — e percebemos como estão profundamente interligadas. Falamos ainda do impacto do exercício físico, da alimentação, do sono, das relações, da esperança e da espiritualidade no organismo e na forma como enfrentamos os desafios da vida.
A saúde constrói-se todos os dias através de pequenas escolhas. Neste episódio, descubra por que razão cuidar apenas de uma área não é suficiente e como uma abordagem mais equilibrada pode contribuir para uma vida mais saudável.
E para si, qual destas quatro dimensões da saúde precisa de mais atenção neste momento? Conte-nos nos comentários e partilhe este programa com alguém que possa beneficiar desta conversa.
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