Os segredos que vivem mais

Os segredos que vivem mais

Novo28 de Outubro de 202626 min 48 s

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Segredos das zonas azuis

É um prazer mais uma vez estar na sua companhia para lhe trazer mais um médico de família. No programa de hoje vamos contar um segredo. É isso mesmo. Vamos fazer uma inconfidência. Mas não é um segredo qualquer. Vamos falar de um segredo daqueles que vivem mais. Vamos falar sobre diferentes lugares do mundo onde existem comunidades que vivem mais, onde adoecem menos, e onde a envelhecem com vitalidade. A ciência foi investigar o que é que acontecia nestes lugares do mundo e porque é que havia esta particularidade. E, especialmente, o pesquisador Dan Buttner liderou uma equipa global para identificar estas regiões, denominadas Blue Zones, a este assunto do programa de hoje.

E encontrou, o que este cientista encontrou, surpreendeu não só o cientista, mas também todo o mundo científico. Estamos a falar de que zonas? Nicóia, na Costa Rica, na Sardanha, na Itália, Icária, na Grécia, Okinawa, no Japão e Loma Linda, na Califórnia. Cinco comunidades geograficamente distantes e culturalmente também bastante distintas, mas com algo profundo e comum. Todos vivem mais e melhor. Para nos falar sobre isto, temos mais uma vez connosco a doutora Leni Soares. Leni, mais uma vez, bem-vinda. Obrigada de novo. Sempre um prazer estar aqui. Lani, hoje vamos conhecer estas blusones e o que é que elas têm de especial.

Já tivemos a oportunidade de falar sobre isto de uma forma muito ligeira em programas anteriores, mas a pergunta é quase óbvia. O que é que elas têm de especial e o que é que esta pesquisa veio revelar? É muito interessante essa pesquisa porque ela mostra as pessoas no cotidiano delas. O seu dia a dia. No dia a dia. Elas estão ali e naturalmente o modo de viver delas, que a gente chama de estilo de vida, ele favorece um envelhecimento saudável. Nós estamos falando de pessoas centenárias, Estamos falando de comunidades que tem um número grande de pessoas acima de 90 anos, mas são pessoas ativas, são pessoas que contribuem com a sociedade, são pessoas que contribuem com a família.

Então, você tá falando de pessoas assim que envelhecem com muita vitalidade, como você disse, que envelhecem com muita saúde, pessoas que continuam muito conscientes do que estão fazendo e muito produtivas. Sendo que já vamos certamente mais além de falar de algumas particularidades dessas comunidades, mas há aqui algo que é comum a todos, que é, passando a redundância, o senso de comunidade. Vivem mesmo de uma forma muito próxima uns dos outros, com um estilo de vida muito próximo uns dos outros, e isso logo à partida já mostra alguma coisa, não é? Sim, a gente começa a perceber nas blusonas um componente muito assim, interessante para o contexto da saúde, que é o contexto social.

Então, existe um suporte social e isso conta muito. Então, as pessoas podem contar uma com as outras. Então, os avós ajudam a educar os filhos e existe uma harmonia na família, eles têm vínculos fortes de laços com a comunidade, com a família. não são pessoas que vivem pensando só em si mesmas. O individualismo tem sido um fator negativo nessas comunidades, a gente não vê isso. A gente vê pessoas com bastante idade que continuam planejando a vida, continuam planejando servir, cuidar, se envolver, contribuir.

Elas não estão nunca assim, já fiz o que eu tinha que fazer. Não, não, a cabeça delas é sempre o que é que eu posso ajudar, como é que eu posso contribuir. Mas também estruturalmente as comunidades também estão construídas de forma a facilitar esse estilo de vida. É, a maneira como, aonde eles moram, o ambiente que eles têm e a cosmovisão deles, né? Então, eles têm um contexto todo favorável para os segredos que a gente chama. Quais são os segredos deles? Como é que eles vivem? Naturalmente, eles vivem assim. Eles não se programaram assim, ó, vamos criar uma comunidade com essas Não, não, naturalmente o dia-a-dia deles favorece isso.

Então, vamos já à pergunta que não quero calar, como a Marlene costuma dizer.

Alimentação e estilo de vida

O que é que o Dan Bittner e a sua equipa encontraram, então, de surpreendente nestas Blue Zones? É, o Dan Bittner, ele entrou em contato com uma comunidade Adventista. E ele falou, nossa, mas os Adventistas, eles são conhecidos pela saúde, pela qualidade da saúde. E aí, a partir disso, ele montou essa ideia. Então, vamos montar um projeto, vamos tentar encontrar no planeta comunidades longevas. E aí ele encontrou na Icária, na Grécia, em Nicóia, na Costa Rica, encontrou em Sardenha, encontrou em Okinawa e encontrou em Loma Linda. Algumas coisas essas comunidades têm em comum, como a gente já falou aqui, o senso de comunidade é comum entre elas.

Outra coisa que é comum entre elas, naturalmente, a alimentação delas é com base em nutrientes. Então, eles são... A alimentação é rica em nutrientes. Sendo que há aqui uma curiosidade, já porque estamos a falar de nutrição, segundo o que consegui perceber, até são muito disparas umas das outras, porque como culturalmente são muito diferentes, a alimentação não é essencialmente a mesma. Ou seja, se pudéssemos dizer, então temos aqui o alimento A, o alimento B, percebemos, mas não... São grupos de alimentos. Então, eles no geral, eles têm bastante verdura, bastante legumes, bastante frutas. A dieta mediterrânea é comum em algumas dessas comunidades, por exemplo, em Cária, na Sardenha, região do Mediterrâneo, mas lá em Costa Rica, por exemplo, a água deles é muito rica em cálcio e magnésio, uma característica local.

E aí, esses dois micronutrientes que são tão importantes, nunca faltam pra eles. A gente tem percebido, num contexto de dieta, por que que isso é tão relevante falando de blusônios? Porque o nosso contexto hoje, ocidental, a gente tem dois grupos importantes, macronutrientes e micronutrientes. Quando a gente fala em legumes, em frutas, em verduras, em grãos, eles comem muito grãos. A proteína, que a gente se preocupa muito, vem do grão. Mas a gente fala, mas poxa, a proteína não tem que vir do alimento animal, da carne? Não! Os grãos são uma fonte riquíssima de aminoácidos.

o que o corpo processa não é a proteína inteira, a molécula proteica, ela é muito grande a proteína. No processo de digestão, o corpo quebra e oferece aminoácidos pra corrente sanguínea e a gente produz outras proteínas com esses aminoácidos. Ou seja, se você come o alimento, a carne de origem animal, ou se você come o leite, uma proteína animal, ou se você come o grão, feijões, grão de bico, lentilhas, ervilhas, o que o corpo vai oferecer? Um conjunto enorme de aminoácidos. Agora, o que a gente tá percebendo hoje que é um dos segredos dessas comunidades? Como a carne não é a base da dieta, como o alimento de origem animal não é a base da dieta, eles têm menos gordura é a gordura que não é saudável, que é a gordura, que no meu caso, como imunologista, eu tenho visto muito isso no laboratório, é a gordura que o corpo se defende contra.

E como que o corpo se defende? Inflamando. Hoje, A maior parte das doenças do ocidente e do mundo em geral são as doenças crônicas não transmissíveis, muito ligadas a processos inflamatórios. Então, você abre hoje o que tem de mais moderno na literatura científica, mais atual da literatura científica. A gente está falando muito de inflamação. Eu tive oportunidade num último congresso de nutrição vegetariana em Loma Linda, levei junto com um grupo de pesquisadores um estudo sobre população adventista vegetariana e não vegetariana e marcadores de inflamação.

E aí a gente mostrou nesse estudo que quem tem uma dieta com mais base em frutas, legumes, integrais, verduras, elas são pessoas menos inflamadas. Os verdes escuros, as verduras, os verdes escuros são muito comuns na dieta dessas comunidades. Eles têm alimentos de origem animal, mas eles nunca são a base da dieta deles. Então, essas comunidades naturalmente são nutridas Os nutrientes não vêm de suplementos, a gente às vezes precisa de suplemento, mas o corpo nunca absorve o suplemento como ele absorve o alimento direto, o nutriente direto da dieta.

Então, os micronutrientes são sempre presentes e os macronutrientes são balanceados. Então, esse é um dos grandes segredos da comunidade de Loma Linda e das outras comunidades das blusonas. Outra coisa importante, no dia a dia deles, eles são ativos. Todas as comunidades. Portanto, lá não há sedentarismo. Não há sedentarismo, então um é pastor de ovelha, tem muito pastor de ovelha. Outras comunidades, eles naturalmente, eles andam, eles não usam carro, então onde eles vão, eles vão a pé. Loma Linda tem um momento que ao final do dia é normal as pessoas se organizarem para passearem juntas, não é? Juntas, em comunidade.

Exatamente. E normalmente, olha que interessante, eles fazem esse movimento ao ar livre e No caso, o sol e o ar puro. Então, ali já tem aquela questão da comunidade, eles têm a questão do exercício no sol, no ambiente externo. Então, uma série de vantagens ali numa mesma atividade. Já agora só mesmo por curiosidade, a Lani trouxe-nos num dos programas anteriores que falou sobre as quatro dimensões da saúde, do estilo de vida saudável e como teria que haver equilíbrio nessas quatro dimensões. Nesse estudo, há alguma relação com estas quatro dimensões? Então, naturalmente eles têm as quatro dimensões.

Muito bem. Naturalmente. Então eles têm um forte senso de propósito, como eu disse, são pessoas centenárias, são pessoas quase centenárias, mas elas continuam ativas, elas continuam com objetivo na vida, elas continuam se sentindo úteis à família, à sociedade, isso faz muita, muita diferença. Então, eles têm um lado social significativo, eles têm o físico, né, porque eles acabam tendo princípios de saúde, né, são as bases as leis da saúde são respeitadas, as leis da vida são respeitadas. Eles acabam tendo, dentro do contexto do senso de propósito, tá muito ligado com fé também, né?

Então, eles têm crenças, valores, eles têm princípios fundamentais nessa questão da espiritualidade. Então, eles são pessoas que acabam tendo menos agravos no contexto da saúde mental, porque tudo isso contribui pra uma saúde mental mais livre de ansiedade, livre com níveis mais baixos de depressão. Então, menos hormônios do estresse. Muito bom. Como a Lani teve a oportunidade também como investigadora de trabalhar bem de perto com alguns dos investigadores, conhece um pouquinho a realidade de cada zona.

Se me permitir, já a seguir ao intervalo, vamos tentar perceber algumas dessas particularidades. Para já, para quem está desse lado, apenas alguns minutinhos muito pequeninos e

Guia de estudo gratuito

a seguir voltamos com uma oferta especial para si. Até já! TV Novo Tempo, o canal da saúde, o canal da esperança. Estamos de volta para a segunda parte e, como lhe disse, com uma oferta muito especial para si. Nesta série de programas temos estado a oferecer o guia de estudo da revista A Máquina Humana, um guia de estudo totalmente gratuito. Ele é composto por várias lições, vários assuntos diferentes e aqui vai encontrar precisamente as diferentes dimensões do ser humano e como devemos cuidar de cada uma delas. Vai falar da importância e de pequenas dicas e exemplos com que no nosso dia-a-dia facilmente podemos criar hábitos mais saudáveis.

E o melhor, mesmo o melhor de tudo, é como disse, é totalmente gratuito. Basta enviar-nos uma mensagem a dizer Máquina Humana para o 933 93 92 91. 933 93 92 91. Nós idificamos à sua espera. Lani, mais uma vez peço desculpa pelo intervalo. Eu sei, até porque já confidenciámos em OFF, que vamos ter a oportunidade no futuro de fazer um programa só sobre Loma Linda, até pela proximidade que a Lani tem tido, já várias vezes mencionou que esteve presente, conhece a comunidade, é também Adventista do Sétimo Dia, portanto essa comunidade é uma comunidade

Particularidades de cada comunidade

Adventista, e portanto vamos deixar essa particularidade para um próximo programa. Por isso, faço-lhe a pergunta em relação às diferentes zonas. O que é que cada uma tem depois de diferente? Nicóia certamente é muito diferente da Sardanha e, claro, ainda mais de Ikari e de Okinawa. Então, você vê, Nicóia, na Costa Rica, é um país que tem essa comunidade com índices de centenários de países desenvolvidos. Então, você vê lá cinco gerações. Em comum, você vê cinco gerações. Peço desculpa, Roberto. Não é só ver as cinco gerações. É perceber que se vê as cinco gerações, mas saudáveis, com vitalidade.

Isso é que é interessante. Então, eles não são idosos, acamados. Tem autonomia, eles contribuem com a sociedade. Então, no caso deles, uma das coisas que se destaca bastante, que a gente comentou aqui, é o senso de propósito. Então, eles planejam a vida deles, não importa, eles estão sempre querendo... também é viver tanto tempo, é mesmo importante organizar isso. Não, então, porque às vezes a gente vê pessoas mais velhas que tipo assim, ah, já contribuí, já foi. Não! Todo mundo pode continuar contribuindo, todo mundo tem o seu papel enquanto viver, então eles têm essa coisa muito clara dentro pra eles, né?

Eles têm a questão da alimentação, pra eles é muito forte também, essa coisa que eu disse. Quando eles pensam em alimentos mais naturais, né, frutas, legumes, verduras, grãos, naturalmente a chance de ter déficit de micronutrientes é bem pequena. Então, é nessa diversidade de alimentos de origem natural que a gente tem Nós temos muitos micronutrientes que nós precisamos, muitas vitaminas, muitos sais minerais. E hoje a gente tem às vezes, faz uma avaliação, por exemplo, vamos lá fazer uma avaliação do que tá faltando. E a gente fica surpreso às vezes, poxa, eu tô com deficiência dessa vitamina, eu tô com deficiência, eu escuto muito isso.

Olha, eu fui fazer uma avaliação, tá faltando isso, tá faltando aquilo. Nesse contexto, com essa diversidade de grãos, de verduras, dos verdes escuros, dos integrais. Então, eles acabam tendo essa facilidade. Bom, eles também têm a questão do sol, né? Eu já comentei em outro momento aqui, eu poderia só falar de vitamina D. A vitamina D, ela dentro do contexto do sistema imunológico, ela é fundamental. Quando a gente, vou explicar basicamente, quando a gente tem algum agente agressor, alguma coisa que o corpo tem que lidar... com defesa, o corpo tem muitos mecanismos, tá?

Mas, basicamente, a gente tem o que a gente chama de imunidade inata e imunidade adaptativa. A diferença é básica. A inata, ela responde mais ou menos semelhante, não importa o patógeno, ou não importa o agressor, às vezes o agressor não é um patógeno. Às vezes, o agressor é um alimento muito artificial que meu corpo tá lidando como um corpo estranho. Como eu disse, a inflamação é uma resposta da imunidade inata, ela faz isso. Pra alguma gordura, a gente tem muito problema de gordura. A gordura, o corpo reage inflamando. E a gente tem a imunidade adaptativa. Não, aqui eu já tenho um conjunto de mecanismos muito específicos praquele contexto, praquele agente agressor.

Para ver um caminho entre a inata e a adaptativa, a gente depende totalmente de vitamina D. Então, no contexto pandêmico que a gente viveu, a gente viu toda a comunidade indicando, precisamos de vitamina D, precisamos deixar o sistema imunológico muito ativo. e ele é totalmente dependente. É só de vitamina D que o sistema imunológico depende? Não, o sistema imunológico depende de zinco, de selênio, de vitamina C, ou seja, não é só isso. O sistema imunológico, ele é também potencializado com a luz solar, com a serotonina. Então, esse ambiente, um ambiente saudável, ele já potencializa o corpo para as defesas.

Então, você vê pessoas menos suscetíveis a doenças, porque o sistema imunológico deles acaba tendo mais força, ele é mais potente do que o nosso que muitas vezes fica muito desafiado. Hoje eu como imunologista, eu falo assim para os meus alunos, olha, imagina que a gente tem uma série de agressores que a gente nem tá vendo, né? O ar que a gente tá respirando, tá? Poluição, a água que já não é tão mais pura e o corpo tá tendo que lidar com tudo isso. Então, essas comunidades elas são mais, tem um sistema imunológico mais potencializado. que não foge muito da realidade do que nos está a dizer da Sardanha.

Não, mesma coisa da Sardanha, a Sardanha, o que foca aqui mais na Sardanha é interessante, eu vou explicar isso bem, eles têm o suco de uva, Só que eles não bebem, eles bebem vinho. Eu diria que os estudos mais atuais, como eles bebem vinho, mas em quantidades pequenas, o álcool acaba não sendo um problema tão grande, embora seja bem melhor tomar o mesmo suco de uva não fermentada. O suco de uva é muito rico em antioxidantes e flavonoides. O que essas substâncias fazem? Aliás, as frutas vermelhas, né? As frutas vermelhas em geral. Elas combatem radicais livres.

O que são radicais livres? Radicais livres são moléculas que fazem dano ao DNA, ao nosso comando da célula, que a gente já comentou em outros episódios. Então, esse comando, ele precisa ser preservado. Quando a gente tá comendo muitas frutas vermelhas, tomando suco de uva, Frequentemente você está protegendo o seu corpo, você está com menos risco. O que acontece com essas comunidades é que elas acabam sendo protegidas pelos hábitos que elas têm naturalmente. Então, sardenha é uma delas. E sardenha também, pelo jeito italiano, tem de novo vínculo social muito forte. Muitas vezes encontro com famílias, muitas risadas, gargalhadas, aquelas coisas gostosas de convívio.

Naturalmente, eu sou descendente de italiano também e a gente, no Brasil a gente tem uma mistura, né? Eu tenho belga e tenho muito italiano. A gente tem uma família muito assim também. Isso traz, reduz estresse, o suporte. Então, isso a gente vê muito. E o que não é? É o arroz? Okinawa também tem uma dieta muito rica em vegetais, a gente vê isso. Okinawa tem um segredinho muito interessante, que é pare de comer quando estiver 80% satisfeito. Olha, isso é ouro. Mas como é que nós sabemos? Porque eu sei que há um atraso com mais ou menos de meia hora entre o nosso organismo reagir com a noção de seção, de estarmos cheios, não é?

Então, até por isso que tem que parar antes de a gente se sentir completamente satisfeito. E tem uma outra questão. A gente tem que comer com uma certa calma. Porque quando a gente come, é liberado um hormônio chamado leptina, que é o hormônio da saciedade. Então, a gente vai comendo e o sistema nervoso central vai liberando a leptina, que é o hormônio de, olha, você tá ficando satisfeito. Então, quando a gente come muito rápido, muito ansioso, a gente vai ter que ir perdendo esse time de liberação da leptina. E é importante lembrar que a gente também tem um outro hormônio, que é a grelina. A grelina é o hormônios da vontade de comer.

E aqui vem uma outra coisa importante, o balanço da quantidade de produção de leptina e de grelina acontece muito num ciclo circadiano de qualidade, que é o sono. E aí uma noite de sono de qualidade. Então você percebe o quanto tudo está interligado. Muito bem. Estamos mesmo já na fase final do nosso programa e eu gostava de saber, na

Praticar hábitos mais saudáveis

prática, o que é que esses exemplos nos podem dizer a nós que nem sempre estamos em sociedades tão bem organizadas como essas, favoráveis a um estilo de vida, mas certamente podemos sempre aprender alguma coisa, não é? Então, eu acho que assim, nunca é tarde, isso é uma coisa muito importante, nunca é tarde pra gente adotar essas práticas que são segredos. Olha, se nós tivermos a consciência de quanto vale a gente aprender com essas comunidades, isso tem um valor enorme. A Organização Mundial de Saúde fala que custa quatro a cinco vezes mais prevenir. Em qualquer momento que eu adoto essas práticas, eu estou prevenindo.

Eu estou deixando meu corpo mais preparado, mais potencializado. A gente pensa melhor, a gente raciocina melhor. Ou seja, traga pra sua vida. Eu tenho que procurar trazer pra minha esses segredos. Muito bem. Estamos a chegar ao final do programa e provavelmente estamos a falar de um estilo de vida que é completamente diferente do nosso, mas podemos sempre fazer algumas alterações, não todas ao mesmo tempo, devagar, paulatinamente, à medida que elas forem também tornando naturais em cada um de nós. Antes, aliás, logo a seguir ao intervalo, Lembrei a oferta que temos para si. Neste guia de estudo vai encontrar também um segredo. Aqui também há um segredo, que é um segredo dos oito remédios naturais.

Claro que quando tiver oportunidade de ler a revista vai perceber que afinal não é segredo nenhum, porque alguns desses segredos são exatamente os segredos que nós temos visto ao longo do programa de hoje nestas comunidades. Mas eles estão aqui. nesta revista, de forma até muito prática. E o melhor de tudo é que é totalmente gratuito. Basta enviar-nos uma mensagem para o 933 939291 e teremos todo o gosto em também lhe oferecer este guia de estudo, enviando-lhe depois para a sua casa. Basta escrever então na mensagem Máquina Humana. Diz ele que só teve a oportunidade de assistir aos programas anteriores, bem como este, na íntegra, ele estará disponível em podcast em radoexcesse.pt e também no YouTube da Novo Tempo Portugal. Marcamos encontro para um próximo programa e como ficou prometido, num próximo programa vamos falar de uma forma mais particular sobre Loma Linda.

Então até lá, se Deus quiser.

Série
Médico de Família · 74 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 74
Estreou
28 de Outubro de 2026
Categoria
Saúde
Apresentação
Daniel Galaio
Convidados
Lanny Soares