Cancro da Próstata

Cancro da Próstata

Novo21 de Outubro de 202626 min 45 s

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Abertura e apresentação

Bem-vindo a este seu consultório aqui na Novo Tempo e na Rádio RCS. É um prazer estar na sua companhia e hoje temos connosco, mais uma vez, é um privilégio ter o Dr. Viriado Ferreira connosco. Bem-vindo. Muito obrigado, Daniel. Muito obrigado. É um prazer estar aqui. O Dr. Viriato Ferreira, enfim, até em meios públicos é bastante conhecido, mas atualmente ocupa a presidência da Associação Promotora de Medicina Preventiva e também diretor do Centro Vita Salas, que muitas vezes também já mencionámos em contexto de rádio. e, sem dúvida, está ligada à saúde, em termos profissionais, mas eu diria também em termos de missão, faz disso o seu primeiro alvo, e por isso é um prazer

Causas e fatores de risco

imenso tê-lo aqui. Muito obrigado, Daniel. Hoje vamos falar, e escolheu para assunto do nosso médico de família de hoje, sobre o câncer da próstata. Eu diria que este é um mal, nos dias de hoje, sobretudo nos homens, e enfim sabemos com maior incidência nos de 65 anos, mas também é um mal evitável devido a um prognóstico precoce. Começo por aí. Antes de falarmos depois de diagnóstico e por aí fora, porquê é que isto continua a ser um mal tão grande nos dias de hoje? Uma excelente pergunta e uma difícil resposta. O cancro da próstata hoje é o segundo cancro mais comum em homens no mundo.

Há zonas do mundo em que é mais prevalente do que outras. mas é um mal que está a aumentar. Portanto, está a aumentar em termos globais. Hoje, cerca de 1.4 milhões, à volta disso, milhões de pessoas são diagnosticadas anualmente com câncer de próstata. E este número está a aumentar, como disse, e não se sabe bem porquê. Sabemos que há uma ligação genética. Portanto, eu, por exemplo, na minha própria família, o meu pai teve câncer de próstata. Dois irmãos deles tiveram câncer de próxima, Então, o meu risco de ter cancro da próstata é muito mais elevado do que alguém que não teve essa ligação genética. Portanto, a ligação genética é importante, mas não só. Há vários elementos, vamos dizer, ambientais.

Não estou a falar do ar que respiramos, possivelmente até pode ser, mas, por exemplo, na alimentação há várias sugestões que, por exemplo, o consumo de laticínios pode estar relacionado com o cancro da próstata. Há, por exemplo, uma alimentação rica em gordura saturada, que é a gordura mais comum, por exemplo, nos alimentos de origem animal, pode estar associada ao cancro da próstata. Há também alguma indicação de que infecções do trato urinário pode estar também associada a um cancro da próstata. Portanto, há vários componentes aqui que nos fazem pensar que há outras coisas.

Portanto, a alimentação, pode ser na água, sei lá, há muita coisa que pode estar associada. O facto é que está a aumentar. Está a aumentar. mas também é um daqueles cancros que oferece um prognóstico, se for detetado

Diagnóstico e sintomas

cedo, oferece um bom prognóstico em termos de sobrevivência aos 5 anos, 10 anos, 15 anos, 20 anos, portanto é um dos cancros que oferece um bom prognóstico, mas tem que ser detetado cedo. Não pode ser esse também o problema, ou seja, a evolução da doença é silenciosa, e depois os exames, quer queiramos que não, ainda nos dias de hoje trazem algum preconceito, sobretudo nos homens, porque para além de termos a questão do PSA, que infelizmente muitas vezes não é 100% conclusivo, a questão do exame de diagnóstico, muitas vezes a maioria dos homens tende a fugir por preconceito dele. Essas duas coisas, a evolução da doença silenciosa e os homens por preconceito fugirem ao exame de diagnóstico, não pode estar na causa de muitas vezes aparecerem, já até de uma forma tardia?

Sim, eu penso que sim. E aqui o cancro da próstata está num local que não está visível, não está palpável, está mesmo à frente do reto e é abaixo da bexiga, portanto está ali muito escondido. a maior parte das vezes não dá sintomas nenhuns. Portanto, aquilo... A próstata tem o tamanho de uma noz, normalmente, está mesmo ali escondido, passa por ele o tubinho que traz a urina, e então, o que acontece? Se houver um câncer ali mesmo, perto desse tubinho, pode causar alguma obstrução, mas isso é raro. Portanto, a maior parte das pessoas com câncer da próstata não tem sintomas nenhuns. O diagnóstico.

Bem, eu ainda me lembro quando nós fazemos muito toque retal, não é? Pôr o dedo no ânus, no reto, e as pessoas, claro, ninguém gosta disto, não é? E depois veio a descoberta do PSA, que é uma moleculazinha que é produzida pela próstata normalmente, mas que no câncer da próstata começa a aumentar, Mas já vi pessoas e pacientes meus a descansarem porque o PSA, por exemplo, que o limite é 4, mas que foram a 5. E depois repetiram e estava 3.8. E a pessoa, ah, descansou. Mas isto... Eu lembro, por exemplo, do meu pai, que teve um PSA de 5.1 e depois baixou para 3.8.

Não é? E que não se ia fazer nada. E disse, pai, não, vamos ver isto. E quando foi visto que realmente estava numa fase ainda muito inicial, e que foi tratado. Portanto, e outra coisa, é que depois, com um pé, hoje fala-se mais na taxa de aumento do PSA, na evolução do PSA, por exemplo, se está a 2 no ano e se está a 3.5 no outro, aí qualquer coisa quer dizer, não aumente, 2 para 3.5, é um grande passo, não é? E se formos à procura, vamos descobrir casos destes. Portanto, estamos a falar desta evolução e está abaixo de 4. Mas como a evolução foi rápida, isto é muito importante. E depois há o próprio diagnóstico.

Imos buscar um bocadinho daquele tecido, que é um lugar assim pouco acessível, não é? Então, acessível é pelo reto. em que se põe ali uma sonda e depois dá-se umas picadas, a tal famosa biópsia da próstata, umas picadas ali, que hoje já se faz com anestesia local, e até se pode fazer com anestesia geral, como sedação, mas que é sempre um bocado desconfortável. Isto faz com que as pessoas tenham um bocado de receio, os homens tenham medo. E se for, e se for, eu não quero saber se é. E depois o tratamento. e depois o tratamento, porque o tratamento ainda está, é um tratamento associado a componentes da vida do homem, por exemplo, a sua sexualidade, quer dizer, por exemplo, uma pessoa está a pensar fazer, por exemplo, uma prostatomia, é retirar a próstata na sua totalidade, que é o tratamento que ainda oferece mais, como é que eu ia dizer, mais garantias de ficar o problema tratado, se não estiver espalhado, claro.

É que isto depois tem complicações, porque passam dois nervosinhos ali pela próstata, que normalmente são retirados quando se retira a próstata. Ora, se esses dois nervosinhos são tirados, depois há a questão da impotência. Portanto, de não conseguir a ereção, a ejaculação Portanto, tem seco, continua, não é? Mas a ereção não é conseguida. E depois há também a incontinência urinária, que é um problema. Menos problema, mas tudo isto hoje já há soluções. Já há soluções, mas são soluções que às vezes demoram tempo. Portanto, os tratamentos, a radioterapia, já podemos falar um pouco sobre a radioterapia e sobre outras modalidades, e com certeza vamos falar.

Mas tudo isto está associado à pessoa... Vamos, olha, talvez para o ano. Ou de seis meses vou fazer o PSA outra vez. E depois eu tenho medo do resultado. E depois não diz nada. Não diz nada à mulher porque... E depois... Ah, não. Isto é complicado. Mas o facto é que nós temos que fazer o diagnóstico o mais cedo possível. Aliás, provavelmente se há por isso, e doutor, corrija-me se eu estiver errado, apesar da maior incidência ser a partir de 65 anos, o que é indicado é começar a fazer precisamente os diagnósticos de uma forma periódica a partir dos 50, exatamente para estudar também essa evolução. Ou seja, efetivamente, sendo o problema, se se respeitar aquilo que já está nos estudos, que já está nos livros e visitar o seu médico familiar regularmente, a partir dos 50 anos já vai ser indicado para fazer o diagnóstico e pelo menos está a ser observado.

Sem dúvida, sem dúvida. Eu conheço, eu tenho um paciente que aos 42 anos Sobretudo se houver histórico na família, não é? E ali não havia, parece-me. Eu não me recordo bem, não havia. Mas há 42 anos. Portanto, a partir dos 50, em populações com uma origem genética africana, por exemplo, é mais cedo. é mais cedo, portanto tem uma maior predisposição para o câncer da próstata. Mas, salvo o erro, afrodescendentes já são indicados pelo próprio médico-família para começar a fazer mais cedo, não é? Mais cedo, exatamente. Devia ser, devia ser. Portanto, fazer mais cedo. E aqui é muito importante, Daniel, nós percebemos isto. O diagnóstico cedo é o maior fator de previsão, não é?

De que aquilo vai ser mesmo curado. Curado mesmo. Estamos a falar... Em medicina, muitas vezes, nós temos medo de falar de cura. Mas podemos falar se... se aquilo for apanhado muito cedo. Isso é importante. Claro que tem os seus custos, não é? Não estou a falar aqui de custos materiais. Tem os seus custos. Mas é assim. Eu gosto de viver. E gosto de viver com qualidade, não é? Também com qualidade de vida. E esta vida pode ter sentido, se for vivida, com detestidade, com integridade, com amor, com carinho, na companhia daqueles a quem amamos. Portanto, é uma doença que, embora seja muito comum, nós podemos combatê-la, ok?

Na grande maioria dos casos. Sendo que é importante também, mesmo que seja tarde, o mais cedo possível. E por isso estar atento também aos sintomas. Por isso eu lhe pergunto, infelizmente sabemos que os sintomas já começam a surgir uma fase avançada da doença, que é mau também, para depois, para a cura. Mas eu começo por lhe perguntar, quais são os primeiros sinais em que devíamos estar alertas? alguma dificuldade no urinar. Isso, por vezes, significa que o cango está ali próximo da uretra e que pode já estar a dar alguma dificuldade. Se isso acontecer, E se o tumor for pequeno, pode acontecer com um tumor pequeno.

Mais raro, mas isso pode ser. Outra, dificuldade na ereção. Porque o cancro pode estar a envolver os nervos ali e já estar a ser um sinal, embora normalmente mais tarde, mas se acontecer é um alerta. Alguma... algum sangue da urina, por exemplo. nem é preciso ir em coágulos. Uma urina um bocadinho mais cor-de-rosa. Mais cor-de-rosa. Isso pode ser o indicador. Depois, alguma dificuldade em urinar, eu já falei de dificuldades em urinar, é que a pessoa tem alguma vontade mas tem dificuldade em passar. Tem vontade mas tem dificuldade de passar.

Isto também pode ser um sinal. Depois, um sinal pior, normalmente é quando se tem dor no osso, porque o cancro da próstata, infelizmente, um dos locais onde mais gosta de se espalhar é no osso. E por vezes encontram-se pacientes com dores ósseas e vai-se fazer um raio-x e vê-se que tem ali uma lesão que já é, que estava lá há muito tempo e já se espalhou. E pronto, passaram-se às vezes anos e já se espolhou. Portanto, dourosa. Ou então, às vezes, raro, mas acontece, uma fratura. Uma fratura em que, com uma força mínima, uma pessoa tropeça, mas que normalmente não aconteceria nada, e de repente sente um tal dor e fez uma fratura, chama-se isso de uma fratura patológica, não é uma fratura por força excessiva, não é?

Isso pode acontecer também. Portanto, são sinais, mas estes sinais, como eu disse há pouco, a maioria das pessoas não sente nada. Não sente nada. É um PSA que ficou um bocadinho mais elevado. É o primeiro alerta. E depois a adrenalina sobe e a pessoa fica com medo. Há ali um momento de negação, quase que de negação, não é?

Opções de tratamento

Mas temos que agir. Muito bem. Vamos só fazer um pequenino intervalo, voltamos já para a segunda parte e com uma oferta muito especial para si. TV Novo Tempo, o canal da saúde, o canal da esperança. Estamos de volta para a segunda parte do nosso Médico de Família de hoje. Hoje estamos a falar sobre câncer da próstata, algo que é um flagelo, mas que também pode ser detetado precocemente e também com um estilo de vida saudável, quem sabe evitável. E por isso mesmo temos uma oferta para si, o Guia de Estudo à Máquina Humana, É um guia de estudo cheio de dicas muito práticas, com conselhos muito práticos para adotar um estilo de vida saudável nas diferentes áreas da vida.

Tem também um conjunto de remédios. São oito remédios naturais que, se forem aplicados, certamente nos vão dar um estilo de vida mais saudável e até, por mais longe, mais feliz. E o melhor é que é mesmo totalmente gratuito. Basta enviar-nos uma mensagem para o 933. 939291. Até é fácil de decorar. 933-939291. Ficamos a guardar o seu contacto. Não hesite. Temos muitos exemplares e queremos oferecer um especialmente a si. Doutor Viriato, quando o interrompi para o intervalo, estava a falar precisamente dos sintomas. E agora gostaria de gastar algum tempo precisamente a falar sobre o tratamento, apesar de já ter aflorado algumas questões.

Mas antes mesmo de ir ao tratamento, e porque falou de alguns sintomas, há algo que me parece que seria a pergunta que todos aqueles que nos estão a ouvir, sobretudo acima dos 65 anos, teriam que fazer. Mas alguns desses sintomas, dificuldade de urinar, dificuldade de reação, são sintomas naturais até da própria idade, porque há uma evolução da próstata naturalmente pela idade. O que muitas vezes torna e confunde os sintomas com a própria situação. Por isso a pergunta que eu lhe faço é, apesar de serem sintomas que podem parecer ser naturais, não devem ser negligenciados? Exatamente, não podem ser negligenciados. Por exemplo, alguma disfunção sexual, perda de geração, tudo isso tende a acontecer mais à medida que os anos vão passando, não é?

Na maioria dos casos, as razões, a não ser que seja um diabético que tenha os nervosinhos danificados ou alguma medicação que muitas pessoas tomam que podem realmente relevar esses sintomas, há um componente psicológico também. Portanto, por exemplo, dificuldades em ereção, a maioria dos casos são por ansiedade, Por coisas da vida. Problemas no trabalho, muitas vezes problemas no próprio relacionamento. E isso pode levar. Mas, o importante é não atribuir logo isto a sendo pronto.

É quase que, sei lá vi, é a vida. Pronto. É a minha sina. É como a osteoporose. Com esta idade é normal que tenha a osteoporose. Não, não, não. Vamos à procura de soluções. Porque pode ser como pode não ser. E mesmo que seja, pode haver soluções, porque depois isto pode influenciar o relacionamento, não é? Com a esposa. E há ali... Há medos, etc, etc. Portanto, é preciso ir procurar ajuda. E os médicos e os profissionais de saúde estão cá para isso. Então, isso é importante. Outra coisa é que este medo do tratamento, e queria falar sobre os tratamentos, não é? O medo do tratamento que é perfeitamente legítimo Nenhum homem, nenhuma pessoa imagina tirarem-lhe um bocado do corpo e depois ficar com sequelas.

Essas sequelas muitas vezes são sequelas muito significativas, portanto a importância é uma sequela. A incontinência, quer dizer, nós não fomos feitos para andar aí a pingar, não é? E todo o estigma relacionado com isto, o cheiro, o desconforto, não fomos feitos para isso. Mas isto há soluções. Hoje eu gostaria de deixar aqui esta mensagem que há soluções para esses problemas. e depois aos outros, por exemplo. Vamos começar aqui. O tratamento, aquele que permite... Não sei, quer dizer alguma coisa? Não, não. Aquele que permite nós... Se tiver indicação para cirurgia, por exemplo, e quanto mais cedo for diagnosticado e quanto mais jovem for a pessoa, maior é a indicação para cirurgia.

Hoje, Hoje, daqui a uns anos para agora, há uma abordagem que é, este cancro tem características, claro que são malignas, mas de crescimento lento. Há essa ideia e baseada em muitos estudos, portanto, em certos tipos de cancro, olha, vamos só vigiar. Vamos ver. Vamos ver o PSA, vamos fazer... Até porque, curiosamente, é daqueles cancros em que a vigilância é considerada um tratamento. Exatamente por isso, não é? Portanto, estamos ali a ver aquilo, vamos vigiar. Vamos ver o PSA, vamos fazer a ressonância magnética de 6 a 6 meses no início, vamos ver se aquilo está a crescer, vamos ver se não está espalhado, claro, e vamos vigiar.

Mas isto, cuidado, isto tem que ser muito bem escolhido pelo urologista, pelo médico que está a acompanhar e ele tem todos estes critérios para decidir fazer, quer dizer, para propor este tipo de abordagem ao paciente. Depois, já disse também, quanto mais jovem é o paciente, nós vamos investir na cura. Por exemplo, se uma pessoa tem o cancro da próstata diagnosticado a uns 80 anos, Está ainda tudo aparente, é que está ali mesmo só na próstata. Portanto, nós podemos dizer, olha, você tem 80 anos, a expectativa de vida... a expectativa de vida seria mais um ou dois. A pessoa com 80 anos, com uma boa saúde, etc. Você tem uma expectativa de vida, vamos lá, mais 10 ou 15 anos.

Há aqui outras formas de tratamento que não têm os efeitos secundários que a cirurgia tem, por exemplo, e que você, pronto, em princípio não vai morrer disso, vai morrer de outra coisa qualquer, mas não disso. Portanto, essa abordagem também é possível. Mas quanto mais cedo, quanto mais jovem é a pessoa, Então vamos para a cura. E a cura aí, o tratamento ainda, a cirurgia, que permite ver logo a peça toda. Digamos, esta peça sai toda. E nós conseguimos logo ver se já te enchiu a cápsula, se não, se há ali... E depois permite, se houver uma recidiva, isto é, aquilo voltar outra vez, pode-se fazer radioterapia, que é outra forma de tratamento, e depois há também a hormonoterapia, que este cancro é muito sensível à testosterona, e aqui um alerta para toda esta suplementação com testosterona, etc, porque pode haver aqui uma influência no crescimento deste tipo de tumores.

Portanto, pode-se cortar ali quimicamente, ainda me lembro, quando se faziam as orquidectomias. a minha esposa, que trabalhava em cirurgia, fez muitas orquidectomias em pacientes com câncer da próstata, porque, tirando os testículos, a produção de testosterona baixava. E era uma forma de atrasar muito, e em muito mesmo, o desenvolvimento do câncer da próstata. Portanto, estes tratamentos de radioterapia, cirurgia, há aquele tratamento que já há cerca de 25 anos, talvez, que é a braquiterapia, que é a introdução, é uma forma de radioterapia, mas é uma introdução de umas sementezinhas radioativas dentro da próstata.

Depois elas ficam lá e vão libertando aquela radioatividade que vão matando as células cancerinas. Fica mais localizado. Pronto. Estamos a falar de prostatectomia. Já agora, a remoção da própria próstata, pode ser feita com a preservação dos nervos, aqueles dois nervosinhos que fazem com que a erosão tenha lugar, pode ser com a preservação disto. São técnicas muito mais minuciosas, isso não é feito em todo lado. mas também pode ser feito assim. Portanto, temos a cirurgia, temos a radioterapia, temos outro que em Portugal não está disponível, que é as terapias de protón, portanto é uma forma de radioterapia muito mais localizada, faz-se aqui na Europa, faz-se nos Estados Unidos, é muito mais localizada e menos efeitos secundários.

Esses efeitos podem ser, por exemplo, com a radioterapia, Imagina, temos aqui este telemóvel, a radioterapia vem e, se possível, ia só afetar o telemóvel. Mas não, há estes tecidos aqui à volta e os da frente podem ser até afetados, dando inflamações da bexiga, a inflamação do recto, etc, dos intestinos, pode acontecer. Isso são tudo complicações que acontecem. O meu pai, por exemplo, teve problemas a nível de bexiga. Ele frequentemente sangrava depois. Anos e anos depois. Ele não morreu da câncer. Mas teve esta complicação. De vez em quando sangrava. Como complicação disto. Mas é assim. Isto acontece. Há tratamento.

E há que tratar.

Estilo de vida e prevenção

E quanto mais cedo melhor. E quanto mais cedo melhor. E prevenir. Que é a última parte. Temos sempre dois minutos. Dois minutos. Prevenção. Olha, eu não conhecia esta revista, mas este homem aqui, ou esta pessoa, está cheia de frutas e de hortaliças, etc. Olha, então estou a ver aqui... Frutas e hortaliças. Uma alimentação ajuda. Não é garantia, mas ajuda. Uma alimentação o mais vegetariana possível, com fruta, leguminosas, com um baixo teor de gordura saturada, com uma quantidade de proteína ou de leguminosas ou então de um consumo moderado e muito moderado de carne e peixe. Mas pronto, o mais vegetariano possível. Ajuda. Reduzir nos laticínios.

pode ajudar, há estudos que revelam que pode ajudar a redução dos laticínios, reduzir uma alimentação inflamatória, que é uma alimentação com muitos produtos de origem animal, muita carne, muito peixe, muitos queijos, etc. Reduzir essa alimentação para ser o menos inflamatória possível. Atividade física é muito importante, atividade física. Depois, um sono reparador, isto é, É grande dificuldade todos nós. Um som de reparador. E por último, confiar. Eu acredito que confiar de que não estamos cá sozinhos, que há alguém que cuida de nós e que nos vai ajudar nos processos difíceis da vida.

É a melhor prevenção. Obrigado, doutor. Não leu a revista, mas parece que a leu, porque acabou por mencionar praticamente os oito remédios, não os mencionando todos, mas falou grande parte dos remédios naturais que vai encontrar aqui. Posso ler uma revista dessas também? Pode ser, com certeza. E se quiser pedir, pode fazê-lo através do 933 939291. É assim que também deve fazer o seu pedido, enviando uma mensagem. Dizer-lhe a fechar este programa, que ele estará disponível também em podcast, na radioaccess.pt e também no YouTube da Novo Tempo Portugal. Fechamos o programa de hoje, mas quer terminar com alguma coisa? Façam os exames. Façam aquele PSA, está bom. Muito bem. Obrigado. Marcamos encontros no nosso próximo Médico Família. Até lá, se Deus quiser.

A nossa oferta

Série
Médico de Família · 73 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 73
Estreou
21 de Outubro de 2026
Categoria
Saúde
Convidados
Viriato