O que afeta o Sistema Imunitário

O que afeta o Sistema Imunitário

14 de Janeiro de 202627 min 27 s

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Abertura e recapitulação

Bem-vindo a mais um Médico de Família. É um prazer enorme estar na sua companhia mais uma vez e hoje voltamos a falar do sistema imunitário. Num programa anterior percebemos com a ajuda da Dra. Cláudia Neves o que era o sistema imunitário, como é que ele funcionava Eu acho que se teve oportunidade de assistir esse programa, certamente ficou tão maravilhado como eu de ver como o nosso corpo está tão bem planeado para nos fornecer esta proteção. A verdade é que continuamos a adoecer e vimos isso também no programa anterior. Então hoje, como voltamos a estar mais uma vez na companhia da Dra. Cláudia Neves, Cláudia mais uma vez bem-vinda. Obrigada. E como tínhamos prometido, precisamente, num dos programas anteriores que fizemos, era que voltaríamos a este assunto.

E que, ao percebermos que o nosso sistema imunitário pode ser afetado, quer internamente, quer externamente, era importante percebermos o que é que afeta o nosso sistema imunitário, até para nós termos, ou ajudarmos, a ser fortalecido. Por isso, claro, eu começo, desde já por aí, se calhar umas pequenas palavras recapitulando aquilo que é o sistema imunitário, para trazer ao contexto o programa de hoje, se não te importares, e depois então avançaríamos para perceber o que é que afeta o nosso sistema imunitário. Ok. O sistema imunitário tem por objetivo reconhecer aquilo que é estranho, que pode realmente invadir o hospedeiro, o nosso organismo, o nosso corpo. tem várias linhas de defesa, as barreiras fisico-químicas, as defesas inespecíficas e as defesas específicas à imunidade adquirida ou inata.

Toda esta imunidade, seja ela generalista, seja ela dirigida ou específica, depende grandemente da nossa hereditariedade, aquilo que herdámos dos nossos ancestrais, mas, acima de tudo, do nosso estilo de vida. E é isso que vamos falar aqui, quais são os fatores que podem afetar

Fatores que afetam a imunidade

negativamente o nosso sistema imunitário. Há um fator que não é modificável, que é a nossa idade. Nós, infelizmente, não podemos voltar para trás e voltar a ser mais novos. E o envelhecimento é realmente um fator que prejudica o sistema imunitário. Desculpa interromper-te. Porque eu percebi perfeitamente o que quiseste dizer. Eu diria que é inevitável, mas tu disseste que não pode ser alterável. A idade. Ou seja, a questão em si da idade. Mas nós, com o nosso estilo de vida, podemos influenciá-lo. Ou seja, expressão é minha, coismo se tiver errado. Não é retardar, mas podemos influenciá-lo positivamente ou negativamente para que o fator idade tenha maior ou menor peso, se for pensar bem, não é? Sim, sim. Ou seja, Pegando o que tu disseste, duas pessoas da mesma idade, duas pessoas de 80 anos, podem ter um sistema imunitário melhor do que outro dependendo de vários fatores.

Porquê que o envelhecimento em si já é um fator que afeta negativamente a imunidade? Não só pela quantidade e qualidade das células do sistema imunitário, mas inerente à própria idade, às circunstâncias da vida, muitos idosos têm déficits nutricionais, déficits de alguns minerais, de algumas vitaminas que são importantes para o sistema imunitário. Esses déficits nutricionais podem ter na sua base vários fatores. Pode ser porque estão sozinhos, deprimidos. Pode ser porque têm um problema e não lhes apetece cozinhar, não variam na sua alimentação. Pode ser que tenham um problema dentário, não tenham uns bons dentes para mastigar e não comem nutrientes variados. Pode ser porque tem um problema digestivo em que o indestino já não absorve bem os nutrientes, ou seja, apesar de terem uma alimentação saudável, o indestino já não funciona e não absorve os nutrientes.

A própria renovação das células é muito mais lenta, não é? Exatamente. O próprio facto de muitos idosos terem várias outras doenças que influenciam negativamente o sistema imunitário, o facto de tomarem vários tipos de medicação que podem afetar negativamente o sistema imunitário, O facto de muitos viverem com reformas pequenas, não conseguem ter poder de compra para determinados alimentos que são importantes, que evitam então comprar as frutas, os vegetais, estou a dar um exemplo. problemas mentais, às vezes desorientação, de depressão, ansiedade, que não os leva a alimentar-se como deve ser. Vemos assim que o envelhecimento em si é uma série de circunstâncias e fatores que levam a que realmente o sistema imunitário não tenha a mesma qualidade nem a quantidade de células imunitárias como deveria ter ou como tinha quando essas pessoas eram mais jovens.

Portanto, este é um dos fatores. Outro fator que prejudica é a poluição. Podemos falar de poluição a vários níveis, mas estamos a falar da poluição do ar. Determinados poluentes, quando inalados, vão para o nosso sistema respiratório e vão suprimir, anular, inibir células T, linfócitos T, que é um tipo de glóbulos brancos que são importantes para a imunidade. Isto leva também a que realmente essas células não estando a funcionar bem, não acione o sistema imunitário para que realmente reaja às substâncias agressoras, aos tais antigénios. Depois temos também outro fator que prejudica o nosso sistema imunitário, é a obesidade. A obesidade em si é uma doença, mas é um estado de inflamação constante.

de baixo grau, que se chama a inflamação crónica. O tecido adiposo, que tem as células com gordura, os adipócitos, podem, sim, promover inflamação. A inflamação é mediada pelo sistema imunitário. Parece, assim, um bocado confuso. Mas vemos que a própria obesidade é um fator de risco também para infecções respiratórias. Ou seja, duas pessoas, por exemplo, Uma, norma ponderal, com um peso adequado para a sua altura. Outra, com obesidade. Estão expostas, por exemplo, a um vírus que todos nós ouvimos falar nos últimos anos, o coronavírus. Covid-19. A pessoa com obesidade tem maior risco de contrair a doença e ter complicações dessa doença do que a pessoa que não tem obesidade.

E nós lembramos disso de certeza. Está também associado a prejudicar estas células T e, portanto, os linfócitos T. Diz-me só uma coisa. Nós já falámos em programas anteriores que a gordura abdominal muitas vezes estava associada a determinados níveis de doença. Não é só a pessoa ser, portanto, ter gordura do corpo, ser uma pessoa obesa, mas estamos a falar da gordura abdominal específica. A gordura abdominal também tem, afeta, enfim, mais do que outros tipos de gordura a questão do sistema imunitário, é por isso que há algumas doenças que sofrem mais com esse tipo de gordura. Afeta mais em termos metabólicos? Quando falamos de gordura, é gordura em geral. E nós não podemos esquecer que quando uma pessoa tem o problema da obesidade, essa doença, não é só a gordura que é visível, os órgãos estão envolvidos e cheios de gordura também.

Isso é uma inflamação constante. Então, o corpo da pessoa que está obesa tem que estar nessa luta constante nos processos inflamatórios do sistema imunitário e não pode ser mobilizado para outras agências externas. Ou os seja, tais exércitos que vimos no programa que fizemos sobre a imunidade são já a trabalhar. A maior parte deles já estão a trabalhar e não podem ser recrutados, diria eu, para outras frentes. Exatamente, exatamente. Tem estudos recentes, desenvolvidos em vários sítios, tenho aqui um que foi desenvolvido pela Universidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, e eles posicionaram a obesidade como o maior fator de risco para jovens, mesmo quando não têm outro problema de saúde. Estamos a falar da Covid-19 especificamente.

Além disso, foi comprovado que esses pacientes têm maior risco de internamento em cuidados intensivos e duas vezes mais probabilidade de serem hospitalizados. quem apanha, portanto, coronavírus e tem obesidade, do que aqueles que têm coronavírus mas não têm obesidade. Já esse em si, portanto, um fator de risco é a obesidade. Outro fator de risco, ou um fator que não é de risco, é que prejudica o sistema imunitário, são as doenças crónicas em geral. sobretudo as doenças autoimunas, que já está associada também ao sistema imunitário, que está a funcionar em excesso em determinadas frentes. Noutras doenças crónicas acaba por haver imunodeficiência para a própria doença em si e isto vai desativar muitas células imunitárias.

Claro que o nosso corpo, se tivermos várias doenças crónicas, temos menos probabilidade de reagir favoravelmente mediante um agente agressor, que pode provocar a doença, do que se não tiver essas doenças crónicas. Outro fator, e este sim é o nosso estilo de vida, é a alimentação incorreta. Dieta pobre. Quando se fala de dieta pobre, não é o comer pouco, não é isso que é prejudicial. É quando se fala em ter uma alimentação que não é rica em nutrientes. Falta de um ou mais nutrientes prejudica a atividade dessas células imunitárias e da produção dos anticorpos. Claro que quem come pouco, necessariamente, também tem uma alimentação mais pobre nesses aspectos, não é? Terá menos nutrição. Depende. Eu posso até comer pouco...

Mas comer bem, é isso? No sentido de comer bem? Exatamente. Estou a falar em qualidade, exatamente. Pois. Quando eu digo comer pouco, estou a falar com déficit mensal na alimentação, não é? Não, não, não. Estou a falar... Tudo nos países mais desenvolvidos... Sim, sim, sim. Tudo desenvolvidos. Tudo desenvolvidos, uma coisa está diretamente ligada à outra, não é? É, mas infelizmente nós nos países chamados em desenvolvimento de desenvolvidos temos muitas doenças pelo excesso de comida, não pela qualidade, mas pela quantidade e pela falta de nutrição adequada e equilibrada. E para o sistema imunitário, já lá vamos, é essencial algumas vitaminas e minerais e outros nutrientes que realmente ajudam o corpo a combater contra as infecções e outras doenças. Portanto, alimentação incorreta é também um fator que prejudica o nosso sistema imunitário.

E há aqui um fator que nós temos que falar, e já falámos nele em muitas doenças também, que é a falta de sono ou descanso. O sono é um período de restauração do nosso corpo. É um período importantíssimo para estabelecer o sistema imunitário. Quando nós não andamos a descansar bem, mais facilmente ficamos doentes. E acho que todos nós já tivemos essa experiência. Até com uma simples gripe ou constipação. E basta ver quando nós estamos doentes, com o nosso corpo pede para nós dormimos mais. Temos mais sono. Porquê? Porque é durante o descanso que o nosso corpo como que utiliza o mínimo de funções básicas para estar focado na eliminação daquele agente invasor. É tão verdade o que estás a dizer que quando queremos dizer que alguém está doente até que já costumamos dizer, olha, está de cama.

Está precisamente a pôr o seu sistema imunitário a trabalhar. E realmente esta relação bidirecional entre aquela letargia, aquela moleza e a sumulência durante as infecções, isto realmente tem demonstrado que é verdade e têm sido feitas muitas pesquisas nesta área do sono. Desculpa lá interromper-te, mas lembrei-me agora, também já falámos no passado, o que mostra claramente que uma vida stressante, com uma vida laboral, familiar, de alto ritmo, necessariamente também vai prejudicar o sistema imunitário. É, já lá vamos, já lá vamos. O sono é regulado por uma série de substâncias químicas no cérebro, os neurotransmissores e outras hormonas libertadas por várias glândulas pelo nosso corpo.

E elas realmente atuam em harmonia para ter este processo, para que tentem não ser afetadas pela parte ambiental. Da mesma forma, é importante preservar o sistema imunitário. E estes sistemas de imperfeita harmonia, se isto desregula, passa a ser um agente stressor. Ativando então as tais perturbações, pensa-se que essencialmente, por exemplo, por libertação de substâncias como, por exemplo, os glucocorticoides, que as pessoas conhecem mais vulgarmente como cortisona, que o nosso corpo produz, mas que podem induzir realmente alterações do sistema imunitário porque estamos com a falta de sono. E como tu estavas a dizer, temos aqui um fator importante que é o stress mental crónico, não é?

quando estamos constantemente a ter que nos adaptar a novas circunstâncias, aumenta a produção de cortisol, a chamada hormona do stress, que vai suprimir a inflamação. Para quê? Para focar na resolução daquele problema. Ao inibir a inflamação, a inflamação é essencial também para o sistema imunitário. Ao inibir totalmente a inflamação, passa a haver também imunossupressão. Baixa as defesas. E temos, assim, fundamentalmente estes fatores que prejudicam o sistema imunitário. Já vemos mais uma vez, como em quase todos os programas que fazemos, o nosso estilo de vida tem uma importância muito grande.

Alimentação e vitaminas essenciais

Voltamos já daqui a poucos segundos para a segunda parte do nosso Médico Família de hoje, com mais uma oferta especial para si. Até já! TV Novo Tempo, o canal da saúde, o canal da esperança. Estamos de volta, como lhe disse, cumprimos a promessa. Foram apenas alguns segundos e também, como já é habitual aqui no seu Médico de Família, temos a oferta da revista A Máquina Humana. Este guia de estudo fantástico, com muitas lições, muitas partes práticas, também com um questionário para ir podendo responder e acompanhar. e o melhor de tudo é que é totalmente gratuito. No programa de hoje estamos a voltar a falar sobre o nosso sistema imunitário e aquilo que afeta o sistema imunitário já vimos como, por exemplo, o sono é muito importante, a alimentação é muito importante também e nesta revista vai precisamente encontrar capítulos que falam sobre a importância do sono, a alimentação adequada, com até dicas muito práticas para preparar as suas refeições saudáveis.

e, como lhe disse, é totalmente gratuito. Basta enviar-nos uma mensagem para um 933-939291, vou repetir, 933-939291, com as palavras Máquina Humana, depois entramos em contato consigo para lhe podermos enviar a revista gratuitamente pelo correio. Cláudia, falaste sobre aquilo que prejudica o nosso sistema imunitário. Eu diria que quase, por exclusão de parte, já começámos a perceber aquele que beneficia e fortalece o nosso sistema imunitário como uma alimentação adequada, o descanso adequado, mas certamente serão muitas coisas. De uma forma resumida, quais são, eu diria, os principais? Aqueles que podemos dizer, com estes eu sei que estou a fortalecer o meu sistema imunitário.

Vamos começar então com a alimentação, porque é um fator essencial e, como vimos, a alimentação incorreta é algo que prejudica. A alimentação saudável é importante para realmente fortalecer o sistema imunitário, para estarmos prontos para reagir contra doenças em várias épocas do ano. E devemos aumentar sempre o consumo dos vegetais, a fruta, os frutos secos, as sementes e os cereais integrais, para termos os nutrientes importantes para o sistema imunitário. Que devia ser a base da nossa alimentação, não é? Exatamente. E já falámos nisto para vários tipos de doenças. Dentro da alimentação, é importante falarmos de alguns nutrientes que são importantes no sistema imunitário. E, aliás, quando as pessoas tomam suplementos para o sistema imunitário, tem alguns deles. Vitamina C. E todos nós ouvimos falar nos suplementos de vitamina C quando estamos no inverno, No outono e inverno, no início da primavera, as infecções respiratórias.

É uma vitamina realmente essencial, tem um grande poder antioxidante e tem um impacto positivo no sistema imunitário. E protege o organismo também contra infecções. Porquê? Porque estimula a produção dos anticorpos. Existe nos citrinos, as pessoas já sabem em geral, na goiaba, vegetais crus, no pimentão, por aí fora. Depois temos o ferro. Desculpa, antes de irmos para outros nutrientes, porque a vitamina C, há uma questão que comercialmente todos nós conhecemos já os benefícios da vitamina C, mas há questões associadas que é a absorção da vitamina C também, não é? A vitamina C é importante na absorção do ferro, que é isso que vamos falar a seguir. Ok, muito bem. O ferro realmente é importante também para a nossa imunidade, já falámos que é importante na produção dos globos vermelhos do nosso sangue, é um mineral essencial, mas também é importante porque ajuda na proliferação, na reprodução das células ou dos linfócitos T, que são importantes naquela imunidade específica para produzir os anticorpos.

E é importante que nós possamos ingerir diariamente na nossa dieta alimentos ricos em ferro, além das carnes em geral. Temos os vegetais verdes, escuros, as leguminosas, como o feijão. importante, como estavas a dizer, para haver uma boa absorção de ferro, sobretudo quando é de origem vegetal, ingerir alimentos no mesmo dia, não tem que ser na mesma refeição, ricos em vitamina C. Tanto que há pessoas, e lembro-me agora que me dizem, sobretudo do Brasil, quando comem o feijão, comem também laranja ou um sumo de laranja na mesma refeição. Muito típico, por exemplo, em pratos brasileiros, não é? Sim, sim, sim. Portanto, vitamina C ajuda na absorção do ferro. A vitamina C é importante isoladamente para o sistema imunitário, mas também na absorção do ferro, que é importante para o sistema imunitário.

Temos falado de uma outra vitamina que ajuda na regulação do sistema imunitário, que é a vitamina A, que nós normalmente associamos à visão, às sonoras, não é? Mas é importante estimular as células fagocitárias, que são as tais que vão digerir. Engolir e digerir os microorganismos. As principais fontes são os alimentos laranja, como a cenoura, a abóbora, o mamão, a manga e verdes como a couve, o espinafre, também vermelhos, pimento vermelho, leite e derivados e também os ovos, vitamina A. Outro mineral importante para os nossos processos biológicos e para o bom funcionamento do sistema imunitário é o zinco.

diz que há relação direta entre o zinco e o sistema imunitário, incluindo as tais células T ou linfócitos T. Existe nos cereais integrais, nos feijões, nos frutos secos ou oleaginosas, nozes, castanhas, amêndoas, carnes em geral, aves e frutos do mar. Temos também um outro mineral, menos falado, mas que é importante também no nosso sistema imunitário, que é o selênio. O selênio é encontrado em frutos secos também, oleaginosas, especialmente na castanha do Brasil, também conhecida como castanha do Pará. Tem uma grande ação antioxidante, o selênio, atua diretamente na proteção e fortalecimento da imunidade.

Suplementos e estilo de vida

E duas castanhas do Pará por dia é suficiente para atingir a necessidade diária do selênio, portanto não é muito difícil, não é? Depois de falarmos destes minerais e destas vitaminas, há uma questão que se impõe e que muitas pessoas fazem. E suplementos? Será que devo tomar um suplemento porque estou muitas vezes doente, porque a minha imunidade não está bem? Cada caso é um caso. Deve-se analisar a pessoa que temos à frente, os seus antecedentes pessoais em termos de doenças, medicação que faça e devemos analisar as doenças que essa pessoa tenha e também o tipo de suplementos que existem. Claro que, se nós tivermos uma alimentação saudável e variada, não precisamos tomar suplementos.

Existem estas vitaminas e minerais na alimentação variada. O importante realmente é, além de ter alimentação variada, não ter problemas de absorção a nível intestinal, porque eu posso ter uma alimentação variada, mas se eu tiver já algum problema do intestino em que eles não sejam absorvidos, também vou ter déficit desses nutrientes, havendo então as oscilações. Mas, claro que deve sempre consultar um profissional antes de decidir se tomar ou não um suplemento para o sistema imunitário. Aliás, eu diria que basta as visitas regulares ao médico de família, não falhar esse tipo de visitas regulares, para nos exames normais e corriqueiros perceber muitas vezes se há algum tipo de necessidade de suplementos ou se há necessidade de fazer alguns exames complementares para detectar essa necessidade, não é?

Sim, correto. É verdade. Nalguns casos de pessoas com determinados tipos de doenças frequentes existem além das vacinas comuns, que não existe vacinas para todo o tipo de doenças infectocontagiosas, existem estimulantes, por assim dizer, que são chamadas de vacinas orais, que são administradas, por exemplo, quem tem afeiçoes respiratórios frequentes, quem tem afeições urinárias frequentes, e que vão tentar realmente estimular esse sistema imunitário a ter anticorpos para esses micro-organismos. Mas, realmente, o mais importante é, de base, começar desde pequeninos com hábitos de vida saudável, inclui a alimentação, o exercício físico, teria que falar de exercício físico, exercício físico moderado, estimula o sistema imunitário.

Atenção que houve vários estudos feitos que exercício físico intensivo, no momento em que a pessoa está nessa fase intensa, debilita o sistema imunitário. Isso foi feito estudos com vários até atletas de alta competição, que demonstra que depois de uma grande prova, em termos físicos, o seu sistema imunitário está mais debilitado, mais suscetível a infecções respiratórias, por exemplo. Importante, fisicamente ativo, pelo menos 150 minutos por semana de atividade física moderada. Importante, a água. Beber a água e utilizar a água externamente. A hidratação é essencial para o funcionamento não só das barreiras fisico-químicas do nosso sistema imunitário, por produção do muco, urinar frequentemente e urina realmente o mais clara possível, para lubrificar as articulações e também para estimular o sistema imunitário.

O banho diário é importante. Se fizer realmente o quinto frio, o choque térmico, nunca depois de comer, mas realmente, não estando com o estômago cheio, É importante utilizar água quente e água fria, ou no corpo todo ou em determinadas zonas do corpo, por exemplo, no caso de uma constipação, uma sinusite, fazê-lo na cara, estimula o sistema imunitário dessa região. vai ativar a circulação e vai estimular realmente as nossas defesas. Portanto, vemos então água por dentro e por fora. E temos que falar também da luz solar. Não só porque estimula a produção de vitamina D na nossa pele, a vitamina D é importante para as nossas defesas, mas a própria exposição solar interfere com o nosso sistema imunitário.

e diz que basta realmente estarmos 10 minutos, duas vezes por semana, em exposição solar, que diz que diminui logo a incidência de constipações. Portanto, todos sabemos que a luz solar é importante para a vitamina D, mas também diretamente. Estar um bocadinho ao sol ajuda a termos mais defesas. E vimos que a poluição é um fator que prejudica, agora temos o ar puro, é um fator que beneficia. Se não vivemos num ambiente que tenha assim um ar tão puro, é importante de vez em quando irmos para um parque verde, seja ao fim do dia, seja ao fim de semana,

Descanso e confiança em Deus

os feriados, tentar estar em contacto com a natureza, com o ar mais puro. Respirar ar puro também fortalece o sistema imunitário. E claro, teríamos que falar do descanso. Já falámos que a falta de descanso afeta negativamente a imunidade. Há vários estudos, um foi feito na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, diz que o risco de estar constipado é 4,5 vezes maior em indivíduos que dormem menos de 5 horas do que aqueles que dormem 7 a 8 horas. Estamos a falar só para a constipação comum, ou seja, dormir 7 a 8 horas no adulto. Foram feitos outros estudos, não vou aqui referir, mas já vimos que dormir 7 a 9 horas. E termino com outro fator que se calhar nunca pensaram, a confiança em Deus é importante para nós termos um bom sistema imunitário e temos outra capacidade orgânica de enfrentar doenças.

Trago só um estudo, cientistas da Universidade de Duque, fizeram um estudo com crentes e não crentes e chegaram à conclusão que a oração, o falar com Deus, pode influenciar a capacidade orgânica de enfrentar doenças. A pessoa que ora ou canta músicas religiosas vai fortalecer aqui uma zona do nosso cérebro que se chama o lobo frontal, aqui mesmo à nossa frente, que ativa o sistema imunitário. De acordo com este estudo, a pessoa que tem fé vive 25% mais do que a que não tem fé. Além disso, tem mais saúde física e mental, tensão arterial normal e um sistema imunitário muito mais forte. E claro que reduz também o stress psicológico, que é um fator que prejudica o sistema imunitário.

Fantástico! São várias as razões então para nós trabalharmos também o nosso estilo de vida para que tenhamos um estilo de vida mais saudável. Eu não sei se foi tomando nota desse lado ou se foi apontando todas estas dicas, mas se abrir Aqui, este guia de estudo que nós temos estado a oferecer no nosso programa, se abrir aqui praticamente a meio, vai encontrar precisamente estes oito remédios naturais que a Dra. Cláudia acabou de partilhar connosco para fortalecer o nosso sistema imunitário. Estão cá todos. Depois, tudo bem, muito explicadinho. E, portanto, se não teve tempo de tomar nota, nem precisa. Só basta de nos enviar uma mensagem para o 933 939291, que nós vamos lhe oferecer, precisamente, este guia de estudo, a máquina humana.

onde vai ter toda esta informação e muito mais. E o melhor de tudo é que é gratuito, vai diretamente para a sua casa pelo correio. Não hesite, entre já em contato conosco para o 933 939291. Se por alguma razão não teve a oportunidade de escutar, de ouvir, de ver este programa na íntegra, não há problema nenhum, ele estará disponível em podcast em rádio rcs.novotempo.pt mas também no YouTube da Novo Tempo Portugal. Não só este programa, mas como todos os outros. Foi um prazer enorme estar na sua companhia. Voltamos a marcar encontro no próximo Médico Família. Até lá, se Deus quiser.

Sobre este episódio

Como podemos proteger o nosso corpo de ameaças externas e garantir uma saúde de ferro? 🛡️ Neste episódio da série "Médico de Família", o apresentador Daniel Galaio recebe a Dra. Cláudia Neves para uma conversa essencial sobre o funcionamento e o fortalecimento do sistema imunitário.

Ao longo do programa, exploramos os fatores que podem comprometer as nossas defesas naturais, tais como:

🚫 O impacto do envelhecimento e da poluição ambiental

🚫 Os riscos da obesidade e da inflamação crónica no organismo

🚫 Como a falta de sono e o stress mental crónico prejudicam a resposta imunitária

Mas a boa notícia é que grande parte da nossa imunidade depende das nossas escolhas diárias! A Dra. Cláudia Neves destaca os pilares para fortalecer o corpo:

🥗 Nutrição estratégica: O papel da Vitamina C, Ferro, Vitamina A, Zinco e Selénio

💧 Hidratação: A importância da água por dentro e por fora (terapia térmica)

☀️ Natureza: Os benefícios da luz solar (Vitamina D) e do ar puro

😴 Descanso: O sono como período de restauração celular

🙏 Saúde Mental: O impacto positivo da confiança e da fé no sistema biológico

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Série
Médico de Família · 72 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 37
Estreou
14 de Janeiro de 2026
Categoria
Saúde