Estamos de volta para trazer mais um médico de família, quem está de serviço hoje aqui no consultório da Novo Tempo, é mais uma vez a doutora Diana Lascas. Diana, mais uma vez, bem-vinda. Obrigada. Muito gostei de trabalhar neste consultório. Muito bom. Diana, hoje escolheste para assunto da nossa conversa de hoje as doenças da tiroides. Muitas vezes as pessoas ouvem falar na tiroides e olham para o hipertiroidismo, só que é muito redutor achar que as doenças da tiroides se reduzem ao hipertiroidismo, não é? Porque é um leque muito grande, não é? Fala-nos um pouquinho então o que é a doença da tiroides. As doenças da tiroide, acho que para já podemos logo dividir em dois grandes grupos, que são as doenças do funcionamento e as doenças da estrutura.
Não quero dizer que as doenças da estrutura não afetem o funcionamento também. E vice-versa. Podemos dividir já, sim, e nas doenças do funcionamento falo no hipo e hipertiroidismo, já vamos ver o que é, e as doenças da estrutura, os nódulos, o cancro, o bócio, outras doenças que as pessoas também já têm ouvido falar. Então, se calhar, antes de irmos a essas doenças todas, fala-nos o que é tiroide, porque nem toda a gente sabe o que é, não é? A tiroide é uma glândula, ou seja, é um órgãozinho muito pequenininho que nós temos aqui na parte da frente do pescoço e que as pessoas não têm noção, mas tem um impacto muito grande no funcionamento do corpo. porque ela regula todo o ritmo do corpo.
Regula o stress, o cansaço, outras funções que vamos ver. O humor. O humor. E, portanto, quando ela não está a funcionar bem Nós às vezes podemos pensar que são outras questões, como o avançar da idade, o stress, mas às vezes esse stress pode ter uma causa e pode ser realmente por causa da tiroides. Antes de percebermos o que é tudo que está à volta da tiroide, temos que falar
de outras coisas, não é? O sistema hormonal, as nossas hormonas e, enfim, o metabolismo, porque tudo isso está ligado. Eu sei que é difícil, que é confuso, bastante complexo, mas eu diria, da forma mais simples que conseguiste explicar, falas-nos algo destas horas. Vou tentar, porque realmente as pessoas ouvem falar nas doenças da tiroide e não se consegue perceber bem o que é que é efetivamente. Como dizia, a tiroide é esta glândulazinha pequenininha que vai produzir hormonas. Hormonas não é mais do que pequenos mensageiros, são substâncias que levam uma determinada mensagem, ou seja, elas são produzidas pela tiroide, estas específicas da tiroide, e vão até outros órgãos e vão dizer agora vais funcionar assim, agora vais fazer aquilo, portanto eles são os mensageiros.
E se pensarmos nestas hormonas como fazendo parte de uma rede de comunicação, nós conseguimos perceber se há alguém a tentar enviar uma mensagem e há alguém a receber uma mensagem e se essa mensagem não chega ou chega muito confusa porque vem demasiado em excesso ou chega por partes porque vem muito pouco, a sua função não vai estar normal. É que nós estamos a falar apenas de mensagens que levam uma determinada informação, levam instrução. É como se fossem ordens. Precisamente. E ao estar distorcida, eu diria, o receptor vai funcionar de forma diferenciada. Exatamente. Portanto, tudo o que é regulado por hormonas, quando a hormona não está a funcionar bem, não vai ter a sua função devidamente.
Não há criados equilíbrios, não. Precisamente. E outra questão a perceber aqui em relação às hormonas da tiroides é o metabolismo. Porque o metabolismo está ele muito relacionado com as hormonas da tiroides. Enquanto que existem outras hormonas que regulam, por exemplo, o açúcar no sangue, a insulina. As pessoas já ouvem falar muito da insulina. Regula o açúcar no sangue. O cortisol. Regula o stress. Falamos nisso quando falamos do sono. Falamos muito sobre o cortisol. A adrenalina. Controla as funções vitais. Ou seja, quando eu apanho um susto da adrenalina, nós temos um pique da adrenalina, o nosso coração bate mais rápido.
A nossa respiração fica diferente. Portanto, controla as funções vitais. Os estrogênios. muito mais falados na mulher, regulam a reprodução. E, portanto, as hormonas da tiroide vão influenciar mais o metabolismo. O metabolismo não é mais do que a velocidade com que o organismo utiliza a energia. Tanto que algumas pessoas realmente usam este termo nesse sentido, que é eu sou mais gorda porque tenho o meu metabolismo muito baixo. Isso significa o quê? O seu corpo gasta muito lentamente a energia acumulada em forma de gordura, as calorias acumuladas que se transformam em gordura, gasta muito lentamente, então isso justifica um excesso de peso ou uma obesidade.
Já vamos ver também mais à frente. Mas, para dizer que o metabolismo é um termo que as pessoas já estão um bocadinho mais habituadas, creio eu, e não é mais do que isto. É a velocidade com que o corpo gasta energia. É o motor do nosso corpo. Se um corpo gasta, se uma pessoa gasta mais rápida a energia, tem um metabolismo mais acelerado. Tem mais cabelo, gasta mais ou sem. É isso. Portanto, há mais ou menos consumo de energia. E as hormonas da tiroide vão regular este motor. São elas que vão dizer para acelerar ou para desacelerar mais. Muito bem. Sendo que as hormonas da tiroide... porque, enfim, não sou médico, não sou especialista, tu é que és, mas para que nós percebemos, muitas vezes, olhamos falar no T4, no T3...
O que é que isso significa? Essas são as hormonas da tiroide. Nós próprios também muito raramente usamos o nome da hormona. As hormonas da tiroide é a tiroxina e a triiodotironina. Portanto, nós habitualmente falamos em T3 e T4. São estas duas hormonas, precisamente. É como se fosse um diminutivo. Temos a T3 e T4. E depois temos a TSH, porque a nossa tiroide que é regulada ela também pela hipófise, que é uma pequenina zona que está no cérebro. Portanto, no cérebro é que começa tudo afinal. O cérebro vai produzir a TSH, que é uma outra hormona.
Precisamente ela, a TSH, uma outra hormona com um nome também muito chique, não interessa nada, a TSH vai até à tiroide e vai dizer, tens que produzir mais ou menos. Por isso é que nas doenças das hormonas da tiroide, a TSH também vai estar alterada, porque ela funciona, o que nós chamamos, por feedback negativo. Ou seja, se temos muitas hormonas de tiroides, se temos muita T4, a TSH vai dizer, epá, para aí, temos que produzir menos. Então, ela vai diminuir, vai haver menos TSH, que é para não estimular mais a tiroides. E o contrário, quando a tiroides está a funcionar um pouquinho, a TSH vai aumentar, porque o cérebro vai estar a dizer, Manda lá a tiroides produzir mais porque há pouco.
Então acaba-se em persistir o contrário. Quando a TSH está aumentada, T3 e T4 vão estar diminuídas. Quando a TSH está diminuída, T3 e T4 vai estar aumentada. É confuso, não é? É, mas eu acho que eu estou a explicar perfeitamente. Não é chocante, mas é quase impressionante, talvez seja a palavra mais certa, quando nós percebemos que uma simples hormona tão pequenina, perdida no meio da nossa garganta, permita-me a expressão, pode influenciar a frequência cardíaca, entre muitas outras coisas, como a temperatura corporal e não só, não é? Porque as hormonas são fascinantes, porque elas são mandadas, a sua produção é comandada muitas vezes por outra hormona ou por outro estímulo, elas são produzidas, mas elas raramente vão ter a sua ação apenas num sítio.
elas vão ter ação em vários órgãos, vão ter várias funções. Por isso é que as da tiroide vão alterar a frequência cardíaca, a temperatura, o gasto energético, este metabolismo. Se as hormonas da tiroide estão aumentadas, vai haver um aumento do metabolismo, porque uma das funções delas é essa, então o metabolismo vai estar acelerado, porque há muitas hormonas da tiroide em circulação. a mandar aumentar o metabolismo, o funcionamento intestinal, a mesma coisa, vai funcionar mais ou menos conforme as hormonas, a quantidade de hormonas que é produzida, a atividade cerebral e até a força muscular, portanto. Por isso é que eu dizia no início que a tiroide é uma glândula pequeníssima, muito difícil de palpar, muito difícil de perceber onde é que ela está, mas que comanda o nosso corpo todo.
É verdade. É realmente impressionante. Vamos então falar quando há alterações. Temos o hiper e o hipo. Começa-nos a falar um pouquinho sobre isso. O que é que já percebemos? Uma pequena glandulazinha que tem uma influência tão grande no nosso organismo, se há mais ou menos, isso vai trazer alterações grandes no nosso organismo.
Portanto, começando então por essa parte das doenças de função, é quando as hormonas estão aumentadas ou diminuídas. No caso do hipotiroidismo, tudo o que é hipo na medicina é que é pouquinho. Portanto, o hipotiroidismo está-nos a dizer que temos poucas hormonas da tiroides. Há uma insuficiência da produção de hormonas da tiroides. Isso o que é que vai acontecer? Como nós já vimos. Se uma das funções das hormonas da tiroides é influenciar o metabolismo, se há poucas o metabolismo vai abrandar. O que é que nós vamos sentir? Cansaço? Um aumento de peso? frio, porque o metabolismo está baixinho, não vai produzir tanta energia.
E a energia é que gera calor. E vimos que há a regulação da própria temperatura. Precisamente, portanto, quando as hormonas estão baixinhas, quando temos hipotiroidismo, a pessoa vai ter sensação de frio, pele seca, queda de cabelo, o cabelo fica muito quebradiço. É uma das queixas que as pessoas às vezes vêm à consulta para o cabelo fraco e quando vamos a ver é um problema da tiroides. obstipação, sono, excesso de sono, lentidão e, portanto, é quando estas hormonas estão a ser produzidas em muito pouca quantidade. Geralmente, a causa principal é o nome também diferente, mas algumas pessoas conhecem, que é tiroidite de Hashimoto. É o nome da pessoa que descobriu esta doença e é uma doença em que o próprio sistema imunitário ataca a tiroide.
Portanto, como está a ser atacado pelo sistema imunitário, a tiroide não vai produzir tantas hormonas e vai haver esta diminuição. Depois tem que ser clinicamente substituída. Sim, pois com medicação substituímos. Isto leva ao Tiroxina, que é a substituição da hormona da tiroide. Muito bem, então vamos ainda ter a oportunidade de falar sobre agora quando elas são em excesso, não é? O hipertiroidismo. Mas fazemos já a seguir, pode ser, desculpem-me de comparto, fazemos uma pequenina pausa, menos, tipo, perto de dois minutos e voltamos já a seguir com a segunda parte e claro, com uma oferta muito especial para si. Então até já. TV Novo Tempo, o canal da saúde, o canal da esperança.
Estamos de volta para trazer a segunda parte do nosso Médico Família de hoje e, como sempre, tenho uma oferta especial para si. Hoje o guia de estudo que lhe tenho para oferecer é a origem de tudo. De onde viemos é a resposta que tenta responder este guia de estudo. Ele é da autoria de Michelson Borges, jornalista, teólogo, também com pós-graduação em Medicina Molecular e que é também vice-presidente da instituição, do organismo, que olha para o criacionismo no Brasil. E, neste guia de estudo, ele é preparado também, na parte final, se conseguir perceber, por esta imagem que lhe sou mostrar, por umas perguntinhas que depois, no final, pode responder.
Ao completar este questionário tem direito a também receber um certificado, que é ele também totalmente gratuito, como se tivesse finalizado com aproveitamento este mini-curso que lhe trazemos neste Guia de Estudo que fala sobre a origem de tudo. E depois, claro, é só solicitá-lo e como a revista, como o Guia de Estudo é totalmente gratuito, basta enviar-nos uma mensagem, um SMS a dizer a origem de tudo para o 933 93 92 91, depois nós mesmos entraremos em contato consigo para lhe oferecer gratuitamente. Voltamos então à nossa conversa, ao nosso assunto de hoje e tínhamos ficado de falar sobre o excesso desta hormona chamada hipertiroidismo.
Quando há este aumento, há o hiper. O hiper na medicina é tudo o que está em grande quantidade. Portanto, temos o hipertiroidismo, que é uma produção excessiva destas hormonas. E, se no pouco nós vimos os sintomas que dava, no muito podemos logo perceber que vai ser quase o contrário. primeiro de tudo vai aumentar muito o ritmo do coração. A pessoa vai ter palpitações, sente muitas vezes o coração a bater e bater forte. Vai haver ou pode haver uma perda de peso, a pessoa fica mais stressada, fica mais nervosa, gasta mais energia, até às vezes começa a tremer. Eu comecei com uns tremores que não tinha nada porque o metabolismo está tão acelerado que vai predispor a isso.
A pessoa tem uma sensação de estar sempre com calor e este é um dos sintomas que às vezes confunde principalmente se é uma senhora que está a entrar na menopausa. Às vezes pode pensar que é da menopausa e afinal pode ser também da tiroides. transpira muito e pode ter até insónia. Neste caso do hipertiroidismo, a principal causa é a doença de Graves, que muitas vezes até é acompanhado por alterações oculares, a pessoa até fica com os olhos um bocadinho esbogalhados. E acontece às vezes nas pessoas que normalmente já têm os olhos muito grandes, passa um bocadinho despercebido. Mas as outras pessoas, principalmente aquelas que não estão em contato todos os dias, que vêem de repente e pensam, parece que estão com os olhos mais debogalhados.
Isto às vezes é um sinal de partiroidismo. Sendo que no hipo o tratamento é a reposição hormonal, aqui o tratamento é para evitar precisamente que esse tiroides continue a produzir. Sim, sim. Existe também um medicamento que faz com que suprima ali a atividade da tiroides. Depois, outras doenças na tiroide, este é o assunto da nossa conversa de hoje, são os nódulos na tiroide e, claro, depois o câncer por aí fora.
Que outros problemas podem surgir na tiroide? Esse é o outro grupo. Vimos as doenças de função, quando a tiroide está a funcionar a mais ou a menos, e as doenças de estrutura, ou seja, fica alterado A estrutura da tiroide. Os nodos da tiroide às vezes pode ser um só, podem ser vários. Quando são vários pode haver um predominante, ou seja, um que está maior e os outros todos mais iguais, mais pequenininhos. E a maioria destes nodos da tiroide não nos preocupam muito. Aliás, acabam por ser até, à medida que vamos avançando na idade, comum surgir e ecolar alguns nódulos. Também, também pode acontecer. E apenas é manter a vigilância, fazer ecografias anuais, bianuais, conforme a indicação, conforme os nódulos que forem.
Não há muito que nos preocupe aqui. Vamos falar de nódulos benignos. Quando, nesta vigilância, a pessoa até já pode ter estes nódulos e de repente um começa a ter assim uma imagem mais suspeita, o ecografista relata isso e diz, aqui um nódulo que convém ser investigado. Fazemos biópsia e aí descobre-se a cancro. Pode acontecer. Ou pode acontecer a pessoa não ter nódo nenhum, nunca foi avaliada por isso, ou até fazia ecografias e nunca viu nenhum e de repente acontece. Mas isto dizer que o câncer da tiroide é de bom prognóstico, quando dizemos que é de bom prognóstico, quer dizer que não é aqueles que causam mais mortalidade.
é um câncer, é maligno, mas tem tratamento eficaz e a taxa de cura é elevadíssima. Para mim os bons prognósticos é não haver lá nada. Pois, isso é que era o ideal. Eu sei que há outro problema também, que é o aumento da própria tiroide, não é? Sim, o bócio. O bócio é quando a tiroide aumenta na sua globalidade, mas não há às vezes nódulos que se notem ali, porque às vezes pelos nódulos pode haver um aumento da glândula. e quando uma tiroide tem muitos micronódulos acaba por ficar maior, mas às vezes é simplesmente um aumento da tiroide. Isso não quer dizer que ela esteja a trabalhar mais, muito pelo contrário, às vezes o mais pequeno até está associado a um hipotiroidismo.
Portanto, o tamanho da tiroide não nos vai dizer logo à partida se a tiroide está a funcionar mais, menos ou está bem. A função é sempre vista nas análises com a TSH e a T4, principalmente a T4 livre. Portanto, aqui só nos vai dizer que ela está aumentada. Pronto, também é uma doença benigna e que não há nada de preocupar. Eu vou fazer uma pequena provocação, se me permites. Até porque, e já só a avisar que é para perceberes onde eu quero chegar. Sim, o humor muitas vezes está ligado à tiroides. Sim, a tiroides já percebemos que afeta muitas vezes o próprio funcionamento do coração. Mas tu há pouco mencionaste a ligação entre a obesidade e a tiroides.
E muitas vezes há ali uma relação direta, outras vezes há uma relação indireta, outras vezes não há relação nenhuma. Conta-nos lá um pouquinho porque às vezes isso também é uma falácia, não é? É, muito grande. E a obesidade é uma doença crónica. Mas quem sofre dela quer uma causa. E muitas vezes tentamos que a tiroides seja a causa. porque como, vem lá, um dos sintomas do hipotiroidismo é o aumento de peso, ele diz, não, não, não, eu estou com excesso de peso, ou eu não consigo emagrecer porque tenho problemas de tiroides. Mas, na verdade, o hipotiroidismo... Deixar claro. Quando já há esse diagnóstico, ou seja, quando eu já sei que tenho um problema na tiroides, é que posso tentar arranjar a desculpa.
Não é naqueles casos que pode acontecer também, de eu querer justificar um aumento de peso e dizer, ah, eu devo ter realmente tiroides. Não. É quando já é diagnosticado que a pessoa tende a dizer, ok, então é natural que eu seja mais doença. Sim, mas mesmo assim, mesmo quem não tem o diagnóstico, às vezes tenta... Justificar, não é? Mas mesmo tendo o diagnóstico, isso não justifica todo e qualquer excesso de peso e obesidade. Muito menos obesidade. Porque o aumento de peso causado pela tiroide geralmente é devido à acumulação de líquidos. E a acumulação de líquidos ronda mais ou menos os 2 a 4 kg. Portanto, também eu não posso dizer que tenho 15 quilos a mais, ai isto é tudo excesso de líquidos, é tudo retenção de líquidos.
Não é, infelizmente tenho a informar que não é. Porque se nós tivéssemos 15 litros, 15 quilos de líquido no corpo era muito grave. Portanto, o aumento de peso que se relaciona ao hipotiroidismo ronda geralmente os 2 a 4, 5 quilos no máximo. E portanto, tanto é que quando as pessoas têm o hipotireoidismo, descobrimos, começamos a medicar e as hormonas voltam ao seu normal, ao normal funcionamento, geralmente é essa a quantidade que as pessoas perdem. Eu disse que ia fazer uma provocação, porque o que normalmente acontece é exatamente o inverso, que é as pessoas obesas têm mais probabilidade de vir a ter problemas.
Isso também é outra questão que eu também em consultório tento sempre explicar às pessoas. É mais frequente a obesidade ser a culpada do hipotireoidismo do que o hipotireoidismo causar a obesidade. Apenas 3%, mas a maior parte dos estudos diz entre 1 a 2%, portanto é uma porcentagem baixíssima das pessoas com excesso de peso ou obesidade é que tem o hipotireoidismo como causa relevante desse excesso de peso. Portanto, geralmente é mais ao contrário. A desregulação que existe com o excesso de peso e com a obesidade é que vai fazer com que a tiroide comece a abrandar a sua produção pela baixa do metabolismo.
Porque uma das coisas que nós sabemos que aumenta o metabolismo é o próprio exercício físico. Se as pessoas não praticam exercício físico, começam a ganhar peso, chegam ao ponto de obesidade, tem um metabolismo baixíssimo, então a tiroide começa também a diminuir a sua função. Portanto, é mais nesse sentido do que ao contrário. Quase, enfim, todos os programas que nós fazemos neste contexto, médico-família, nós acabamos por sempre chegar a um dominador comum que é a importância de
visitarmos o nosso médico-família. Mas permite, eu diria, Eu diria ainda ser mais efetivo no programa de hoje porque os sintomas que tu nos falaste podem ser tanta coisa, tão diversificados, eles afetam o nosso organismo de uma forma tão global que fica difícil nós dizermos estou com calor, já tenho aqui uma alteração na tiroide. Este tipo de problema implica realmente um acompanhamento médico, e eu diria regular, para perceber alterações, quer hormonais, quer de outras coisas, que possam depois levar a um exame mais concreto para perceber se é ou não tiróide.
Nestes casos concretos, se nós temos vários citomas, mesmo que sejam dos sais ligeiros que tu mencionaste, se eles prolongam no tempo, E se eu já não vou ao meu médico de família, não vou a visitar a Dra. Diana Lascas há algum tempo, é a altura de lá ir, não é? Pois, porque... Isto parece sempre muito complicado e muita informação. E nós queríamos que a população fosse cada vez mais informada. Não é para se diagnosticar a si própria. Não é para ver este sintoma, pois. Não é para dizer, ai este sintoma, a doutora Diana disse que podia ser hipertiroidismo, tenho que ir ao meu médico e chego lá e digo, doutora eu tenho hipertiroidismo. Não, a ideia não é esta. A ideia é alertar de que estes sinais e sintomas podem significar doenças mais ligeiras, mas também podem estar a refletir uma doença grave.
e é para fazer com que a pessoa esteja alerta e vá ao seu médico de família porque ele sim tem a formação e teve formação durante vários anos para conseguir destrinchar isto tudo e perceber efetivamente os sinais e sintomas para que lado é que nos podem levar. Obrigado, Diana, mais uma vez. O que é importante e já precisamos é um estilo de vida equilibrado e por isso este programa tem como princípio trazer alguns alertas, como não podia deixar de ser, mas também a promoção de um estilo de vida saudável. O guia de estudo que tenho para lhe oferecer hoje explica quem somos, de onde viemos e por isso também o cuidado que temos que ter com este corpo que cada um de nós teve, que Deus nos concedeu. E o melhor de tudo é que este guia de estudo é totalmente gratuito Ele está à distância de um SMS, uma mensagem a dizer origem de tudo para o 933-9392-91 e depois nós mesmos meteremos em contacto consigo.
Dizê-lhe que quer este programa, quer todos os outros estão disponíveis em podcast em Radio RCS.pt e também no YouTube da Novo Tempo Portugal. Sabemos que é muita informação, são muitas coisas, todas elas importantes, e por isso, muitas vezes, é importante ver e rever estes programas. Marcamos o encontro consigo num próximo programa. Quero agradecer mais uma vez por ter estado desse lado, aqui no seu Médico Família. Na próxima semana trazemos mais um assunto que sabemos que é importante para si. Até lá, se Deus quiser.
A tiroide é uma pequena glândula, mas tem um enorme impacto no funcionamento de todo o organismo. Sabia que sintomas como cansaço persistente, aumento ou perda de peso, palpitações, sensação de frio ou calor, queda de cabelo, alterações de humor e insónia podem estar relacionados com a tiroide?
Neste episódio de Médico de Família, a Dra. Diana Lascas explica, de forma simples e clara, as principais doenças da tiroide: hipotiroidismo, hipertiroidismo, tiroidite de Hashimoto, doença de Graves, nódulos, bócio e cancro da tiroide.
Descubra como funcionam as hormonas TSH, T3 e T4, quais são os sinais de alerta a que deve estar atento e porque é tão importante falar com o seu médico de família em vez de tirar conclusões sozinho.
Também esclarecemos uma dúvida muito comum: será que os problemas de tiroide explicam sempre o excesso de peso ou a obesidade? Veja este programa e fique mais informado sobre a sua saúde.