Carne e Saúde

Carne e Saúde

22 de Abril de 202626 min 32 s

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Apresentação do tema

Bem-vindo a mais um Médico de Família. Normalmente termino o programa, ou por vezes termino o programa, convidando quem está do outro lado, quer dos microfones para quem nos ouve na rádio, quer dos ecrãs para quem nos vê na MEU, no canal 186, que se quiser alguma sugestão ou falar sobre algum determinado assunto, que nos mande essa sugestão. E por vezes acontece, e hoje é precisamente um desses programas onde nós vamos responder Mais concretamente, a doutora Cláudia Neves vai responder precisamente a uma pergunta que nos foi dirigida por um ouvinte, que pergunta sobre os malefícios da carne, ou os efeitos do consumo de carne na saúde. mais ou menos temos vindo a abordar esse assunto, de uma forma mais ligeira, ao longo dos programas, mas hoje decidiste então fazer a vontade a este ouvinte e abordarmos este assunto.

Mas se me permites, ainda uma pergunta antes da resposta a esta, porque sabemos que até algumas modas, pessoas que não comem carnes vermelhas, mas comem as

Tipos de carne

carnes brancas, outras não comem carne de todo, outras comem ambas, Há alguma diferença entre os diferentes tipos de carne? Eu concordo contigo. É importante realmente caracterizarmos os tipos de carne. Porquê? Porque têm consequências diferentes o seu consumo. Temos as chamadas carnes vermelhas, que têm esse nome por causa da quantidade de mioglobina, uma proteína que lhes dá essa coloração vermelha. E existem, por exemplo, a carne bovina, cordeiro, caça e a carne de porco. As pessoas dizem assim, mas a carne de porco é mais branca. Em termos de quantidade realmente de mioglobina é inserida também nas carnes vermelhas. Carnes brancas têm menos quantidade de mioglobina e são mais claras e são essencialmente as carnes das aves, o frango e o peru.

Há ainda um outro terceiro tipo, portanto vimos carnes vermelhas, carnes brancas, e temos que referir na nossa sociedade, porque é muito usual, as carnes processadas. São todo o tipo de carne que sofreram transformação tendo como objetivo ou a sua conservação ou realçar o seu sabor. Como os fumados. Os fumados, a fermentação, a salmoura, a secagem, a defumação, que é os fumados. Isto inclui E vamos ver que muitas pessoas que nos estão a ver e a ouvir consomem regularmente os fiambres, os chouriços, as salsichas, presuntos, carne seca, carne enlatada ou todos os molhos que utilizamos nas nossas refeições à base de carne, que realmente fazem parte deste grupo carne processada.

Resumindo, carne vermelha pela quantidade mioglobina, essencialmente a carne bovina, de caça, de cordeiro e a de porco, carne branca, essencialmente das aves, o frango e o peru, e carnes processadas, todos aqueles que sofreram transformação. Essencialmente é esta a classificação que existe. E essa diferenciação depois implica também, diria, efeitos diferenciados no nosso organismo? Sim. Então vamos fazer então a pergunta das perguntas, respondendo já diretamente ao

Efeitos na saúde

nosso ouvinte. Qual é o efeito na nossa saúde do consumo de carne? De uma forma geral, falando do primeiro grupo que falámos, carnes vermelhas e das carnes processadas, está comprovadíssimo que estão associadas a maior risco de doenças cardiovasculares. Porquê? Porque aumentam o mau colesterol, o colesterol LDL, por causa da quantidade de colesterol que têm. porque os animais têm um fígado, o fígado produz colesterol e esse colesterol vai para a parte muscular, o que as pessoas comem. Aumenta a tensão arterial, causa as artérias mais rígidas nas suas paredes, a arteriosclerose, aumentando o risco de enfarte agudo miocárdico. Portanto, doenças cardiovasculares aumentam.

Estamos a falar com as carnes vermelhas e processadas. Aumenta o risco de diabetes tipo 2. que é diabetes mais frequente. Também já tivemos aqui um programa sobre diabetes. Porquê? Porque as carnes, pela sua quantidade de gordura saturada, podem reduzir a sensibilidade das nossas células à insulina. Isso vai afetar o funcionamento do pâncreas, maior resistência à insulina, portanto maior risco de diabetes. Temos também a obesidade. não só pelas gorduras saturadas, pelo excesso de calorias e realmente a obesidade é um grave problema de saúde a nível de Portugal e mundial. Temos também problemas renais e de acidez. Dietas ricas em carne vermelha aumentam a acidez do sangue e sobrecarregam os rins, que são os filtros do nosso sangue.

Maior resistência aos antibióticos, pela forma como são criados os animais para a produção de carne, já têm realmente tratamentos com antibióticos. Ao ingerir a carne vai gerar no nosso organismo o maior risco de resistência a esses antibióticos. e alguns tipos de cancro. O colorectal é o principal, nitidamente associado realmente a este tipo de consumo deste tipo de carnes. Pensa-se que a elevada concentração de gorduras saturadas, que são gorduras más, de sódio e pelas formas de preparação das carnes contribuem realmente para estes efeitos. A Organização Mundial de Saúde, através de uma agência específica de estudo do cancro, a Agência Internacional de Pesquisa do Cancro, classifica as substâncias que podem dar origem a câncer os carcinogénios em quatro grupos.

E já também gravámos aqui um programa, vários programas sobre câncer. Um deles sobre o que é o câncer e as causas de câncer. Mas para quem não ouviu, vou resumir um bocadinho. Nós temos carcinogénios do grupo 1, 2A, 2B e 3. O grupo 1 é comprovadamente substâncias que provocam câncer. Não há dúvida. E temos exemplos o tabaco, a radiação solar, o amianto e as carnes processadas. E o álcool? Estas substâncias estão no grupo 1, ou seja, que não há dúvida que estão na origem de cancro, onde se incluem as carnes processadas, as salsichas, os enchidos, os fiambres, o presunto, por aí fora. Grupo 2A são os que provavelmente podem provocar cancro.

Existe evidência limitada, mas provavelmente. E temos a carne vermelha neste grupo, 2A. Depois, no grupo 2B, possivelmente carcinogénicos em humanos. A evidência é menos forte do que o 2A. E temos o exemplo, o potalco e certos pesticidas, por exemplo. Grupo 3 são aqueles que ainda não estão classificados como carcinogénicos. Os estudos ainda não são conclusivos nesse sentido. Não existem provas nem animais nem humanos que provoquem realmente cancro. Isto para demonstrar que as carnes processadas estão no grupo 1. Não há dúvida que são agentes causais de cancro. E as carnes vermelhas estão no grupo 2A, que são provavelmente carcinogénicas, porque podem provocar cancro.

que são em si só já números assustadores. Vamos só fazer uma pequenina pausa, voltamos dentro de dois minutos e com uma oferta muito especial para si. TV Novo Tempo, o canal da saúde, o canal da esperança.

Estudos científicos

Estamos de volta para utilizar a segunda parte do nosso Médico de Família de hoje. Estamos a tentar responder uma pergunta que nos foi dirigida por um ouvinte, a relação entre o consumo de carne e a saúde, e a propósito disso tenho um guia de estudo para lhe oferecer, o guia de estudo A Máquina. humana, que fala aqui precisamente sobre o consumo de carne, a sugestão para uma alimentação mais saudável, explicando até, ao pormenor, os alimentos e como eles funcionam no nosso organismo, ainda vai mais longe. indicações muito claras como preparar esses mesmos alimentos, porque a forma como os preparamos também podem ser mais ou menos saudáveis. E o melhor de tudo é que este guia de estudo é totalmente gratuito.

Basta enviar uma mensagem a dizer Máquina Humana para o 933 93 92 91, depois nós mesmos entraremos em contato consigo para lhe oferecer este guia de estudo totalmente gratuito ou então para lhe enviar gratuitamente para a sua casa através do correio. Cláudia, tu estavas a partilhar connosco já alguns estudos, aliás é hábito já ter o vírus documentada com estudos mais recentes e nós já fizemos em programas anteriores que tu dedicas especificamente esse programa para novidades na área da saúde, tu já mencionaste precisamente outros estudos na área da saúde. Tens alguns desses estudos que possas partilhar connosco? Relativamente então ao consumo da carne e às suas consequências, já vimos na primeira parte do nosso programa que não há dúvida que a carne processada é carcinogénica, sobretudo o cancro colorectal, e a carne vermelha é provavelmente carcinogénica.

Relativamente ainda às consequências do uso da carne, Os estudos comprovem que quando a carne, seja das aves ou até o peixe, são cozinhados no fogo ou em temperaturas muito elevadas, as proteínas musculares são transformadas noutras substâncias, que são as aminas heterocíclicas. E estes estudos demonstraram que estas aminas heterocíclicas vão interagir com o nosso ADN, o código genético das nossas células, e estar relacionado com os evoluimentos de vários tipos de cancro. Outras substâncias cancerígenas na forma como cozinhamos as carnes a altas temperaturas são os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos.

Isto tudo porquê? Para demonstrar que o consumo de carne grilhada, sobretudo quando está mesmo carbonizada, com aquelas partes mais queimadas, é realmente cancerismo. Portanto, a forma realmente de cozinhar a altas temperaturas ou no fogo também é prejudicial. Por outro lado, temos também o risco das carnes mal passadas ou que não são preparadas de forma correta. Qual é o grande risco? As intoxicações alimentares. Podemos pensar, isso não é assim tão frequente. É mais frequente do que imaginamos, porque muitas vezes não existem estatísticas porque as pessoas em geral já nem vão ao médico. Conseguem tratar uma gastroenterite, uma pequena intoxicação alimentar em casa sem ir ao médico. Mas só para termos uma noção, em Portugal não encontrei estatísticas, diz-nos que anualmente 76 milhões de americanos têm intoxicação alimentar e na grande maioria das vezes relacionada com o consumo de carne, aves e outros produtos de origem animal mal passados.

É muito, 76 milhões por ano. Portanto, com este problema realmente das carnes mal passadas. Relativamente aos estudos, temos um que foi publicado em 2013, por Sean e colegas, que eles avaliaram o risco do cancro colorretal, que vemos que é um dos cancros mais frequentes tanto em homens como em mulheres, e diz que este risco aumenta em 21%, portanto mais que um quinto, para a ingestão de 50 gramas por dia de carne vermelha processada. Estamos a falar de carne processada. Os sais do grupo 1. Exatamente. Em termos de provocar cancro. Aumenta em 21% consumir 50 gramas deste tipo de carne processada diariamente e em 29% se consumirem 100 gramas ou mais por dia de carne processada.

Portanto, é um número considerável. Este mesmo estudo diz-nos que As substâncias na carne que são pró-cancerígenas pensa-se ter a ver com o excesso de gordura, as próprias proteínas de origem animal, o ferro que contém ou até substâncias que podem gerar as alterações do nosso ADN pela forma como são cozinhadas as carnes, como já falámos anteriormente. Isto foi comprovado neste estudo. Ou seja, os malefícios da carne em termos de cancro, carne processada, tem a ver com as suas proteínas, vou repetir, com o ferro, com a forma como é cozinhada e pelo excesso de gordura.

Existem realmente evidências de que tanta carne vermelha com uma carne processada pode aumentar o risco de outros tipos de cancro, não só colorectal. Isto fala-se em estudos de cancro para esófago, estômago, pulmões, pâncreas, rins, bexiga e próstata. Associado geralmente ao consumo tanto de carnes vermelhas como de carnes processadas. Isto de cancro, não é? Mas já vimos anteriormente que o consumo regular de carne tem outras consequências. Doenças cardíacas. Este estudo foi publicado em setembro de 2021. foi feito por pesquisadores da Universidade de Oxford.

Eles realizaram uma meta-análise de vários estudos, grandes estudos. O que é que eles fizeram? Eles pegaram em 13 grandes estudos sobre o consumo de carne, fizeram uma pesquisa bibliográfica em base de dados eletrónicas e chegaram a conclusões muito interessantes pegando esses estudos todos. Cada ingestão de 50 gramas por dia de carne vermelha não processada, portanto, carne de bovino, carne de porco, carne de cordeiro, foi associada ao aumento de 9% de doenças quémicas do coração, a chamada doença coronária ou angina de peito. Ou seja, consumir 50 gramas por dia de carne vermelha aumenta a probabilidade desses problemas cardíacos em 9%. Se consumirem 50 gramas por dia de carne processada, esse risco duplica, passa para 18% das doenças quémicas cardíacas.

Diz-nos que neste estudo não foi associado este risco aumentado com as carnes das aves. Portanto, carnes das aves nestes estudos, nesta pesquisa que fizeram, não está associada ao aumento do risco de doença isquémica do coração. Portanto, as carnes brancas, não é então? Sim, essencialmente o frango e o peru. Mas, pegando agora nas carnes brancas, nas carnes das aves, há outro estudo que foi realmente liderado por Catarina Bonfiglio, do Instituto Nacional de Gastroenterologia em Itália. Foi publicado numa revista científica em maio de 2025. e ela associou, tentou perceber, o consumo das carnes brancas, das carnes das aves, ao risco de mortalidade ou de cancros gastrointestinais.

Quais foram as conclusões? O consumo semanal de 300 gramas de carnes de aves, só para terem uma ideia, a OMS diz que o máximo que as pessoas deveriam consumir por carne por dia era 100 gramas. 100 gramas é o equivalente à nossa palma da mão ou a um baralho de cartas, vulgarmente. É meio bife. Eu estou a dizer isto porque a grande maioria das pessoas come mais que isso por dia. Muito mais. Estamos a incluir pequeno almoço, almoço e jantar, todo o tipo de carne. Este estudo diz que o consumo semanal de 300 gramas de carne de avos, que algumas pessoas se calhar comem num dia, aumentou o risco de 27% de mortalidade por todas as causas.

27% do que aqueles que consumiam menos de 100 gramas por semana. Vemos aqui que além do tipo de carne, é importante a quantidade e que realmente este risco diminui muito para aqueles que consomem muito pouco, é menos de 100 gramas, ou seja, é menos que isto na semana toda de uma carne de frango ou de purum. O risco de morte por cancros do aparelho gastrointestinal, o aparelho digestivo, diz que mais que duplicou nos consumiam 300 gramas relativamente àqueles que consumiam menos de 100 gramas por semana. E este risco foi mais associado ao género masculino, aos homens. Portanto, ou seja, vemos que as carnes das aves não estão associadas a doenças químicas do coração, mas estão associadas a maior mortalidade por todas as causas, neste estudo feito em Itália, ou por cancros do aparelho digestivo em geral, associado à quantidade que se ingere, não é?

Claro que existe outro estudo, que também foi publicado em 2025, agora com as carnes processadas. Já vimos pela classificação da OMS são as mais prejudiciais para a saúde. Esta pesquisa foi publicada em 2025 e confirmou aquilo que os nutricionistas e médicos nessa área têm vindo alertar há anos. Não existe uma quantidade segura de carne processada. Comer o equivalente a um cachorro quente por dia, estamos a falar da salsicha, mas isto pode incluir os fiambres, os enchidos, os presuntos, tudo o que as pessoas comem diariamente. Mas o equivalente, se for um cachorro quente por dia, aumenta o risco de diabetes tipo 2 em 11% e aumenta o risco de cancro colorectal em 7%.

Só comer carne processada diariamente em quantidade equivalente a um cachorro-quente. Eu nunca comi um cachorro-quente, mas presumo que seja uma salsicha, não é? Por dia. É, mais ou menos isso. Desculpa, eu não vou falar muito, estou em estado de choque. Eu nem sei como é que ainda estou vivo. Depois estou vivo. Mas são números impressionantes, o que é que iremos querer? Apesar deste programa ser essencialmente sobre a carne, eu achei interessante porque este estudo também fez o estudo sobre refrigerantes, triu conclusões sobre a alimentação das pessoas e diz que o consumo de um refrigerante por dia, isto é assim, pela minha experiência, pelo que eu falo com os utentes, com os jovens, com as crianças, com todas as idades, nesta área talvez menos os idosos em termos de consumo de refrigerantes, a maior parte das pessoas consome pelo menos um por dia.

Diz-se que o consumo de um refrigerante por dia aumentou o risco de diabetes tipo 2 em 8% e aumentou o risco de doença cardíaca em 2%, um refrigerante por dia. E estamos a falar do refrigerante estándar, não estamos a falar das doses XL. Os chamados 33 centilitros. Sim, sim, exatamente. Claro que consumir mais alimentos processados aumenta ainda mais estes riscos. Vemos aqui que este estudo incidiu sobre as carnes processadas e refrigerantes, ou seja... Mas consumidos em conjunto, não é? Ou ainda mais alimentos processados, refeições pré-feitas, rissóis, croquetes, tudo o que já vem feito, tudo o que já é processado. A chamada comida de plástico, não é? Não é natural.

E isto vai aumentar o risco tanto de cancro como de morte, como realmente diabetes e doença cardíaca. É por isso que eu estou a imaginar o tal hambúrguer do fast food com as batatas fritas e o refrigerante quase de meio litro como sendo a refeição ideal para ser feita, não é? É. Temos aí um cocktail perfeito para... Para doenças crónicas, exatamente. E isto é realmente um flagelo no nosso mundo e o nosso país, infelizmente, porque nos últimos anos, nas últimas décadas, têm vindo a copiar esses hábitos da chamada alimentação ocidental. Estamos a perder os hábitos da alimentação mais natural possível, os vegetais, a fruta, as leguminosas, as batatinhas, e a comer cada vez mais comida processada. Claro que...

Eu achei interessante porque os pesquisadores desse estudo, eles próprios escreveram isto. Uma boa alimentação não se resume apenas a evitar certos alimentos. É importante obter os nutrientes de qualidade. Escolher bem. Pesquisas mais abrangentes demonstram que padrões alimentares que incluem maior consumo de frutas, verduras, grãos integrais, os cereais em geral, o arroz, o trigo, as massas, o pão, tudo o que é derivados integrais, as leguminosas, feijão, grão, ervilhas, lentilhas, favas, os frutos secos, isto é a investigadora deste estudo que diz, Eu vou ler outra vez. Pesquisas mais abrangentes demonstraram que padrões alimentares que incluem maior consumo de frutas, verduras, grãos integrais, leguminosas, nozes, são benéficas para a saúde e a longevidade, o tempo que vivemos.

É determinado pelas nossas escolhas. Como tu costumas dizer, quase todos os nossos programas vão dar à alimentação, ao exercício e ao sono, por aí fora. Mas realmente, É assustador, é verdade, mas é importante nós falarmos nisto. E estamos a falar na nossa saúde física, mas também há estudos na saúde mental, relativamente à demência. Um estudo feito em Harvard, nos Estados Unidos da América, foi publicado em fevereiro de 2025, numa revista de neurologia nacional, que relaciona o consumo de carne vermelha processada à demência Este estudo envolveu mais de 133 mil pessoas que relataram as informações sobre a sua saúde, aquilo que iam comendo a sua dieta, durante mais de 40 anos.

Ou seja, é um estudo com uma amostra substancial e que durou bastante tempo. Os participantes iam fazendo testes cognitivos periodicamente e relataram frequentemente quando apareciam com problemas de memória, um ligeiro déficit cognitivo ou quando já lhe era diagnosticada realmente uma demência. E o que é que eles fizeram? Compararam as pessoas que disseram consumir a menor quantidade de carne processada, que é o equivalente a um décimo por porção por dia, um décimo, com aqueles que relataram consumir o equivalente a um quarto de porção ou mais por dia de porção, como algumas fatias de bacon. E, realmente, estes que consumiam um quarto da porção diária, tiveram 13% maior risco de demência e, mais tarde, também, alguns, 14% maior risco de declínio cognitivo.

Não tinham ainda demência, mas já estavam a diminuir a sua capacidade cognitiva. Para as carnes vermelhas não processadas, como já vimos, que é diferente das processadas, as pessoas que consumiam o equivalente a uma porção diária, eles aqui consideraram 85 gramas, ou seja, o tamanho como falámos do baralho de cartas, apresentaram risco maior de declínio cognitivo subjetivo em comparação com aqueles que consumiam o equivalente a menos de meia porção diária, a menos de 50 gramas por dia de carne vermelha. Ou seja, tanto a carne vermelha como a carne processada aumenta o risco de declínio cognitivo e as demências em geral.

É assustador ouvir, é assustador, mas é mais impressionante ainda quando percebemos que é estudos científicos comprovados com amostras tão grandes, mas por outro lado tem boas notícias, que é, também está nas nossas mãos fazer escolhas.

Estilo de vida saudável

Um acidente podemos não conseguir evitar, mas o nosso estilo de vida está nas nossas mãos. E também são boas notícias, não é Cláudio? Claro que sim. E eu penso que esse é um dos grandes objetivos porque fazemos este programa. É que as pessoas tenham mais conhecimento. Para quê? Para fazerem realmente as suas escolhas informadas. Pegarem naquilo que ouvem e fazerem diariamente mudanças no seu estilo de vida. Claro que nós não vamos mudar de um momento para o outro, mas uma pequenina mudança de cada vez. Um passo cada vez, ir mudando por um caminho melhor e escolhas mais saudáveis. Obrigado mais uma vez. Para si que está desse lado e está também em estupro, facto como eu, apesar de alguns números que nós já temos vindo falado sobre eles em programas anteriores, a verdade é que nem sempre é fácil fazer estas mudanças de estilo de vida.

E é precisamente com isso em mente que temos este guia de estudo para lhe oferecer. Aqui vai encontrar dicas muito práticas para paulatinamente ir fazendo essas alterações no seu estilo de vida. Melhor ainda, porque para além disso, e sobretudo para lutar contra a nossa falsa desvontade, tem também um número de textos bíblicos onde mostram como Deus também pode ser essa ajuda e como Ele quer, eu como ninguém que conhece esta máquina humana, quer que tenhamos uma vida saudável e plena. E o melhor de tudo é que este guia de estudo é totalmente gratuito. Basta enviar-nos uma mensagem, um SMS, para o 933 939291. Depois entraremos a contacto consigo para enviar gratuitamente este guia de estudo pelo correio.

Ao fechar, quero agradecer também ao ouvinte que nos fez chegar esta sugestão e dizer para a Secretaria de Estado que se quiser também fazer a sugestão, enfim, faça-nos chegar a sua sugestão, pode ser através do mesmo número de telefone. Dizer também que as programas estão disponíveis em podcast em radioaccesso.pt e também no YouTube da Novo Tempo Portugal. Percebo que o programa de hoje possa ser um pouquinho menos animador por um lado, mas enfim, mais animador por outro, porque está nas suas mãos ter um estilo de vida saudável.

Sobre este episódio

Neste episódio do programa Médico de Família, exploramos a fundo o impacto do consumo de carne na saúde. A Dra. Cláudia Neves explica as diferenças entre carne vermelha, branca e processada, revelando dados alarmantes de estudos recentes.

📍 Tópicos em destaque:

🥩 A distinção entre carnes vermelhas e processadas.

⚠️ Riscos de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2.

🧬 A classificação da OMS sobre carnes processadas como carcinogénicas.

🍳 O impacto dos métodos de confeção a altas temperaturas.

🧠 A relação entre o consumo de carne e o risco de demência ou declínio cognitivo.

🥗 O poder de uma dieta baseada em vegetais, leguminosas e grãos integrais.

Oferecemos ainda o guia de estudo gratuito A Máquina Humana. Para o receber, envie uma mensagem com Máquina Humana para o 933 93 92 91.

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Série
Médico de Família · 72 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 51
Estreou
22 de Abril de 2026
Categoria
Saúde