Abrimos as portas do nosso consultório, aqui da Novo Tempo, para lhe trazer mais um médico de família. Hoje vamos falar de bebidas alcoólicas. E para isso temos connosco, mais uma vez, a Dra. Cláudia Neves, mais uma vez bem-vinda. Olá, muito obrigada. Cláudia, antes de olharmos para alguns números sobre o consumo de bebidas alcoólicas e o efeito desse consumo com a saúde, eu pedi que começássemos por falar sobre a bebida em si. O que é que se considera uma bebida alcoólica? É uma questão que às vezes não pensamos muito e que as pessoas têm essas dúvidas. Mas o álcool, que vem nas bebidas alcoólicas, também chamado etanol, é produzido pela fermentação dos açúcares que existem em alguns vegetais, como por exemplo na cevada, na uva, na cana do açúcar, por ação nos micro-organismos que são leveduras.
e se cria a fermentação dos açúcares que gera o álcool. Existem essencialmente dois tipos de bebidas alcoólicas, as bebidas fermentadas, que são estas que acabei de escrever, por acção das leveduras, e as destiladas, que acontecem por destilação do álcool produzido no decurso da fermentação, ou seja, Através do processo de evaporação das bebidas fermentadas obtém-se bebidas mais graduadas, ou seja, as bebidas destiladas têm maior quantidade de etanol ou álcool do que as bebidas fermentadas. O álcool é considerado uma droga psicoactiva. O que é que isto quer dizer? Cria dependência e psicoactiva porque interfere no nosso sistema nervoso central. e que pode ter efeitos tanto depressores como estimulantes, dependendo da fase, o tempo após a sua ingestão.
Normalmente, logo após a ingestão, ele é absorvido no nosso aparelho digestivo sem necessitar de digestão. Passa diretamente para a corrente sanguínea, atingindo valores máximos de cerca de uma hora e meia depois da sua ingestão. É rápido, mais rápido que os alimentos em geral porque têm que ser digeridos. Mas, se a pessoa estiver em jejum, essa absorção pode ser bem mais rápida, cerca de 15 a 20 minutos. Claro que depende da bebida, em termos de concentração de álcool, da quantidade ingerida, do estado em que está a camada interna do estômago ou do duodeno dessa pessoa, a mucosa, Se ingeriu com alimentos, sobretudo com leite ou substâncias açucaradas, vai alterar também essa absorção.
No entanto, vemos que pode atingir os seus efeitos logo 15 minutos depois, ou uma hora e meia depois, ou três horas se for ingerido com alimentos. E vai afetar as capacidades cognitivas e perceptivas, especialmente a visão e a audição. Todos os que já ingeriram álcool têm esta noção. Reduz o campo visual, reduz a capacidade de reação, aumenta a descoordenação motora, e a capacidade de avaliação das distâncias. Promove a tendência para a subvalorização das capacidades, aumentando o risco de acidentes. Perdemos a noção do perigo e temos mais aquela noção que achamos que conseguimos fazer tudo e mais alguma coisa.
Este é o efeito estimulante inicial que ocorre por causa de euforia, desinibição, são pessoas que nessa fase fazem e dizem coisas que normalmente não fariam, e perdem noção do perigo. A fase seguinte surge o efeito depressor sob o sistema nervoso central, a falta de coordenação motora, o andar a cambalear, a sonolência, a lentificação do pensamento, a pessoa tem dificuldade em falar aquilo que está a pensar, diminuição da capacidade de reação, atenção, compreensão. Claro que, se as doses ingeridas forem muito elevadas, pode haver uma intoxicação aguda, levando mesmo à depressão respiratória, ao coma etílico e, eventualmente, à morte.
Impressionante. É verdade. Para ser considerada uma bebida alcoólica, tem que ter uma determinada quantidade de etanol ou basta conter etanol para já ser considerada uma bebida alcoólica? Basta ter etanol. Em qualquer quantidade é uma bebida alcoólica. Tu estás-nos a falar já de alguns efeitos que o consumo de bebidas alcoólicas
trazem ao nosso organismo, mas eu faço-te a pergunta de uma forma mais concreta, no sentido de perceber que malefícios é que podem trazer depois, quer um consumo regular, quer mesmo um consumo mais esporádico. Diretamente, já falámos deste efeito inicialmente desinibidor, estimulante o sistema nervoso central e depois o efeito depressor do sistema nervoso central. A própria Organização Mundial de Saúde refere como um facto que realmente o álcool é um problema de saúde em várias culturas porque é utilizado há séculos. Está na origem de muitas doenças, além de problemas sociais, económicos para as sociedades. E afeta muito as pessoas e a sociedade, dependendo do volume ingerido, do tipo de bebida e, em raras ocasiões, dependendo da qualidade do álcool.
E a consequência maior que nós já vimos é a morte. Temos a morte por intoxicação aguda, mas a maioria das mortes é pelo consumo paulatino progressivo ao longo do tempo. Mais com necessidade de cirrose, mas depois de questões ecológicas e por aí, não é? Exatamente. Todos os problemas de saúde que traz. Diz as estatísticas que em todo o mundo 3 milhões de mortes por ano resultam do uso de álcool. Cerca de 5,3% de todas as mortes, o que é muito. E sobretudo por serem evitáveis, não é? Exatamente. Porque o álcool realmente está na origem de muitas doenças evitáveis. O uso nocivo do álcool é um fator causal para mais de 200 doenças e lesões. Em geral, 5,1% da carga mundial de doenças e lesões são atribuídas geralmente ao consumo do álcool, o que é uma percentagem significativa.
Ainda dentro dos factos da OMS, diz-nos que o álcool causa morte e incapacidade não só nas pessoas mais velhas. Por exemplo, na faixa etária dos 20 aos 39 anos, jovens, 13,5% do total de mortes são atribuíveis ao álcool. 13,5%. E não há dúvida que existe uma relação causal também, direta, entre o álcool e os transtornos mentais e comportamentais, além das doenças não transmissíveis e das lesões. Só que, quer queiramos, quer não, mesmo entre a comunidade médica não há, diria, um uniformismo em relação ao consumo de álcool. Mas o que é que defende a Organização Mundial de Saúde?
A Organização Mundial de Saúde diz que não existe um nível, uma quantidade segura de bebidas alcoólicas que possamos ingerir para evitar realmente as doenças. E estes números realmente também são assustadores em Portugal. Segundo dados estatísticos de novembro de 2025, o consumo de álcool per capita em Portugal é de 11,9 litros por ano. Isto equivale a duas garrafas e meia de vinho ou quatro litros e meio de cerveja por semana. Isto por cada português. Claro que devemos ter em conta que muitos portugueses não bebem, mas considerando os que bebem, imaginemos a quantidade que bebem. Isto realmente é o valor mais elevado dos 38 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, ou CDE.
Estamos no primeiro lugar no consumo de álcool neste grupo de países. Segundo dados de 2024, do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências, é-nos dito que 80 a 85% dos jovens, isto é em Portugal, já experimentou uma bebida alcoólica. E praticamente 50% já teve consumos esporádicos, mas de grandes quantidades num curto espaço de tempo. Nos jovens o consumo é mais realmente de bebidas em grande quantidade e por períodos de tempo. Entre os 15 e os 19 anos, é uma das três fases da vida em que o consumo de álcool tem maior impacto no cérebro, dizem também as estatísticas.
E não só realmente os efeitos a curto prazo, mas os efeitos a médio e longo prazo, porque o álcool nos jovens pode prejudicar a saúde ao longo de toda a sua vida. Ou seja, as escolhas que os jovens fazem vão determinar depois o seu futuro em termos de saúde versus doença. Essencialmente em termos estatísticos é isto e isto é muito importante. Porquê? Porque nós estamos num país, como já vimos pelas estatísticas, que somos grandes consumidores de álcool, bebidas alcoólicas. O que é impressionante. Já voltamos a esse assunto. Para já vamos fazer um pequenino intervalo. Já a seguir voltamos para a segunda parte e com uma oferta muito especial para si. Até já.
TV Novo Tempo, o canal da saúde, o canal da esperança.
Estamos de volta para a segunda parte do nosso Médico Família de hoje e como disse tenho uma oferta muito especial para si, o Guia de Estudo A Máquina Humana, cheio de conselhos muito úteis e muito práticos para que tenha um estilo de vida mais saudável. Hoje estamos a falar concretamente de álcool, no entanto, aqui vai encontrar sugestões sobre os benefícios de beber água como um dos remédios naturais para a sua vida, como preparar receitas de forma saudável, como descansar de forma saudável e muito mais. E o melhor é que é mesmo totalmente gratuito. Basta enviar-nos uma mensagem para o 933 93 92 91. No Exit estamos à sua espera. Cláudia, vamos voltar a falar de álcool e saúde.
E trouxeste-nos, enfim, alguns números e algumas estatísticas, mas a verdade é que há muito pouco tempo defendia o consumo de álcool, diria, moderado. Nós, enfim, certamente encontrarias algum colega que dissesse que um copinho de vinho à refeição até é saudável. Ou faz bem à saúde. É aconselhável. É verdade, é verdade. E ainda há médicos que dão esse conselho. Há pessoas que o referem e as pessoas continuam a ter esses hábitos, o vinho tinto à refeição, baseado nisso. Mas eu penso, pela minha experiência, é mais baseado no que aprenderam na cultura. Não muito de evidências científicas, não é? Sim. Beber álcool em Portugal é muito cultural.
Sobretudo o vinho que as próprias pessoas produzem localmente, em todo o país. E é verdade que houve há uns anos um estudo que foi feito em França, que é chamado Paradoxo Francês, em que falava muito nisso. Tinha que ser a da uva preta, mas hoje existem outros estudos e que comprovaram exatamente o oposto. E pensa-se que esses benefícios têm a ver essencialmente com as uvas, porque o problema do vinho é que tem depois o álcool e os seus malefícios. E, apesar da educação que eu tive, apesar do que eu aprendi, apesar da minha experiência como médica, a minha ideia não é trazer aqui aquilo que eu acho que é e que diga aos meus utentes. A ideia é que o que é seguro é álcool zero. Não ingerir nenhum tipo de bebida alcoólica nunca. Nem começar, nem moderadamente, nem o resto da vida.
E eu, para apoiar isso, trouxe aqui vários estudos de outras pessoas, mais dignas de certeza que as pessoas vão achar do que eu, e que mostram isto. Por exemplo, a doutora Joanne Manson, professora de Medicina na Faculdade de Medicina de Harvard, ela diz esta frase. Parece que fomos enganados sobre a relação entre o álcool e a saúde. Portanto, Faculdade de Medicina de Harvard. Agora estudos mais recentes, não é? Sim, sim, sim. Durante décadas pensava-se nisso, que beber moderadamente era um estilo de vida saudável. Agora, a investigação mostra que não existe um nível seguro para o consumo de álcool. Outro parecer, da doutora Patrícia Molina, é investigadora de Fisiologia na Universidade Estadual de Louisiana, nos Estados Unidos da América.
e ela foca a sua investigação no impacto do álcool no organismo. Ela disse o seguinte, apesar de gostarmos que assim fosse, nunca nenhum estudo demonstrou um efeito protetor ou benéfico do álcool. Ou seja, tudo o que foi feito dos estudos do impacto do álcool na saúde vai resumir nas consequências do álcool a médio e longo prazo, que aumenta o risco de hipertensão arterial, que já vimos que é um flagelo em Portugal que atinge cerca de 40% das pessoas, doenças cardíacas, Doenças cardiovasculares são a principal causa de morbilidade e imortalidade no nosso país. Acidente vascular cerebral, AVC ou trombose, inserido nas doenças cardiovasculares.
Um tipo de aritmia que é a fibrilhação auricular, muito frequente, sobretudo nos mais idosos. insuficiência cardíaca, que é quando o coração realmente deixa de cumprir a sua função como deve, acidentes em geral, acidentes de viação, quedas, traumatismos, cirrose, vários tipos de cancro comprovadamente associados ao álcool, não só o fígado, mas a mama, esófago, colo rectal, boca, faringe e laringe, e a redução da longevidade, ou seja, as pessoas vivem menos anos se consumirem álcool. Depois, existe um estudo que eu achei muito interessante, que se fala muito, cada vez é mais frequente, são as demências em geral. Quem nos está a ver e a ouvir, se tiver dúvidas, já gravámos um programa sobre demências.
E realmente, um estudo que foi feito com mais de 500 mil participantes. pegou em dados de vários utentes, de vários biobancos, dados estatísticos de pessoas de veteranos americanos da Ascendência Europeia e do Biobanco de Dados do Reino Unido e estudou-os de 2006 a 2010. Os participantes tinham entre 56 e 72 anos no início do estudo de idade e houve cerca de 15 mil novos casos de demência durante este estudo. destes mais de 500 mil, houve novos casos, portanto não tinham demência anteriormente ao estudo e 15 mil durante este estudo surgiram com demência. O que é que os pesquisadores fizeram? Avaliaram em gestão de álcool, por aquilo que as pessoas iam anotando do que iam consumindo, o que é que iam comendo, o que é que iam fazendo, o número de ossos por semana.
Eles definiram uma dose padrão, aproximadamente 14 gramas de etanol, de álcool. E utilizaram um teste de avaliação dos distúrbios por consequência do álcool. E, realmente, a conclusão a que chegaram é que foi a demência... Eles estudaram a consequência como demência por todas as causas. Ou seja, não estudaram só a mais frequente, que as pessoas mais falam, que é a doença de Alzheimer. Para reduzir o risco de pensarem que havia outras causas, aqueles que já tinham demência não entraram no estudo. Conclusão, não houve evidências de que o consumo moderado de álcool proteja contra a demência. Não houve. Os resultados até sugeriram que o consumo de qualquer quantidade de álcool parece aumentar o risco de demência.
Ou seja... Que é o oposto do esperado, não é? Exatamente. Se as pessoas em geral pensam que realmente o beber moderadamente um copo de vinho à refeição é bom para a saúde, neste estudo demonstrou que qualquer quantidade de álcool ingerido aumenta o risco de demências. E isto foi um estudo grande, não é? Vimos aqui mais de 500 mil pessoas, mais de meio milhão de pessoas. O que não quer dizer que se o estudo tivesse sido feito também com comerem as uvinhas à refeição, talvez tínhamos surpreendidos com os resultados, não era? Era um fator protetor, é verdade. O fator realmente está nas uvas e não no vinho. E a questão dos jovens, porque sabemos que é um problema na Europa, em Portugal
não é exceção, que cada vez mais e mais cedo os jovens consomem bastante álcool e até um fenómeno chamado binge drinking, que é beber muita quantidade de álcool em pouco tempo, que tu mencionaste há bocadinho, O que é que isto nos diz hoje, até em relação a questões de futuro, porque estes jovens vão ser adultos, vão ser pessoas com idade no futuro. O que é que estudos é que há nesta área? Como já vimos pelas estatísticas, realmente os jovens em Portugal, a grande maioria já experimentou bebidas alcoólicas e utilizam muito, como tu cestes socialmente, as grandes quantidades e os coquetelos, mistura de vários tipos de bebidas alcoólicas. Então o que é que eles fizeram o estudo?
Um estudo foi feito pela Universidade da Califórnia em 2015 para estudar os efeitos do consumo de bebidas alcoólicas nos jovens. Eles concluíram que o álcool pode provocar a diminuição da massa cinzenta em algumas partes do cérebro e travar o desenvolvimento da matéria branca. Mas como é que eles lá chegaram? Este estudo não foi muito grande. Eles escolheram 134 estudantes, entre os 12 e os 14 anos, que nunca tinham consumido bebidas alcoólicas e seguiram estes jovens durante 8 anos. Portanto, é incrível, nós pensamos 12 anos é normal não ter ingerido. Não. Há muitos jovens 12 anos já ingeriram bidas alcoólicas. Mas eles pegaram em 134 que nunca tinham ingerido bidas alcoólicas.
E depois eles foram avaliados ao longo dos oito anos o consumo de álcool por estes jovens e faziam esta avaliação de cada três meses. Ou seja, vê se eu percebi. O ponto de partida foi consumo zero. Sim. E depois foi analisar, a partir daí passaram a consumir álcool, naturalmente, e foi analisar o consumo de cada um. Exatamente. E depois foram analisando o consumo de cada um e foram... E é interessante, mais de metade destes adolescentes, 75, tornou-se os heavy drinkers, consumidores frequentes ou de grandes quantidades, ao longo dos 8 anos, enquanto que os restantes 59 se mantiveram sem consumir álcool. O que é que eles fizeram? Eles foram fazendo exames médicos para estudar o cérebro destes jovens, através de duas a seis ressonâncias magnéticas por cada adolescente, durante estes oito anos.
E eles mediram os volumes das várias partes do cérebro, tanto a massa cinzenta como a massa branca, que são áreas diferentes do nosso cérebro. E verificaram realmente que o córtex frontal, a parte mais externa e que está mais anteriormente aqui na nossa região frontal, destes jovens e temporal, aqui lateral, diminuíram nos jovens que começaram a beber durante este período. Curiosamente estamos a falar da região onde nós tomamos as decisões. Temos os filtros. É impressionante. É verdade. E também, o crescimento da massa branca durante este período, nestes jovens que iniciaram o consumo de álcool, desacelerou. Porquê? Porque, de acordo com uma das investigadoras, Susan Tabart, isto deve-se ao facto de o cérebro ainda estar em desenvolvimento até pouco depois dos 20 anos.
As pessoas pensam assim, 17, 18 anos, está tudo bem. O cérebro, até aos 21, 22 anos, ainda se desenvolve. E estes jovens, além de realmente terem o problema da diminuição da massa cinzenta, desacelerou a evolução da massa branca. Os investigadores disseram que pode haver uma boa notícia, essa é a sua esperança, é que a matéria branca possa recuperar a velocidade de crescimento se os adolescentes deixarem de consumir álcool. Ou seja, se deixarem de ter este fator causal para essa desaceleração do desenvolvimento do seu cérebro. Claro que isso vai ter consequências a médio e longo prazo se eles continuarem a ingerir, não é? Estamos a falar de álcool, é o programa de hoje, mas se nós juntarmos ao álcool, por exemplo, o consumo tabágico e outras substâncias, nós percebemos...
Fast food, refrigerantes... Exatamente. Já para não falar das doenças crónicas não transmissíveis, hipertensão,
obesidade, colesterol, diabetes, por aí fora, sim. A questão agora é, sabemos que há muitas pessoas que acabam por ter a adição do álcool, mas em termos de estrutura continua a ser, eu diria quase a figura do médico de família, a barreira ou o momento em que estas pessoas podem ter algum tipo de ajuda. Não estamos a falar já dos alcoólicos anónimos e por aí fora, estamos a falar daquelas pessoas que querem fazê-lo como estilo de vida. O médico-família neste momento é a resposta que existe no SNS. Como médica de família, ou seja, a disposição para receber uma pessoa, para acompanhar, aconselhar e depois ir acompanhando o processo todo do médico-família é plena e geral, enfim, de qualquer médico-família, não é?
Sim. A grande dificuldade, primeiro, é as pessoas assumirem ter um problema. A seguir é aceitarem tratar-se. De qualquer forma, claro que o médico pode ajudar e se tiver dificuldades, se houver essa quebra de confiança, pode orientar para centros de dependência que orientam no tratamento e no aconselhamento dessas pessoas que têm o problema com o álcool. Muito bem. Obrigado mais uma vez, Cláudia. Para si que está desse lado, o nosso médico de família vai chegar ao fim, mas quero dizer-lhe que a nossa oferta essa se mantém. Pode fazer-nos chegar uma mensagem por telemóvel para o 933 93 92 91, deve incluir no texto Máquina Humana, para sabermos que é este guia de estuda que se refere, e depois entraremos em contato consigo para lhe oferecer este manual fantástico elaborado por especialistas com dicas para que tenha um estilo de vida mais saudável e melhor, tudo é que é mesmo totalmente gratuito.
Fechamos o programa dizendo que quer este, quer todos os outros programas, estão disponíveis em podcast em radioxcs.pt e também no YouTube da Novo Tempo Portugal. Se gostaria de abordar algum assunto, tem alguma sugestão, faça-nos chegar também a essa sugestão. Quem sabe, num próximo Médica Família, nós estejamos aqui a falar desse problema. Mais uma vez, muito obrigado e até ao próximo programa.
O consumo de álcool é uma questão cultural profundamente enraizada, mas quais são as verdadeiras consequências para o organismo? Neste episódio, exploramos os perigos ocultos desta substância e o seu impacto direto na saúde física e mental. A Dra. Cláudia Neves explica detalhadamente:
🍷 A ciência por trás da fermentação e destilação
🧠 Por que o álcool é uma droga psicoativa e como afeta o sistema nervoso
⚠️ Riscos imediatos: perda de coordenação, visão reduzida e subvalorização do perigo
📉 O mito do consumo moderado: o que dizem os estudos de Harvard e da OMS
🚫 Impacto nos jovens: como o álcool trava o desenvolvimento cerebral até aos 20 anos
🏥 Doenças associadas: da hipertensão e cancro às demências e cirrose
Portugal apresenta estatísticas preocupantes de consumo, e este programa serve como um alerta necessário. Saiba ainda como o seu médico de família pode ser um aliado fundamental na prevenção e na adoção de um estilo de vida livre de dependências.
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