Abrimos neste momento as portas do nosso consultório aqui na Novo Tempo e na Rádio RCS do nosso médico de família. Hoje volto a ter o prazer de contar mais uma vez com a doutora Diana Lascas. Diana, bem-vinda. Obrigada pelo convite. Diana, tu hoje decidiste escolher como tema falar sobre burnout. Já falámos sobre isso aqui no passado, só que é um assunto que nunca é demais voltar a falar sobre ele, tal é a incidência. Sabemos que as doenças de forno mental são cada vez mais prevalentes a nível mundial e Portugal não é a exceção. Mas este burnout, explica-nos lá o que é isto de burnout e o conceito, porque muitas vezes é confundido com outras doenças de forno mental, não é?
Às vezes até é moda, já estou com burnout. Pois, exatamente. O burnout é uma patologia que pode ser grave até. E simplificando aqui um bocadinho a sua definição, acaba por ser um estado de exaustão física e emocional grande. É mesmo exaustão, não estamos a falar de cansaço. É um estado de exaustão que é causado por um stress crónico, ou seja, algo prolongado que leva até esse ponto. sendo que a própria palavra burnout não é uma depressão, mas os sintomas que tu estás a mencionar são muito similares a uma depressão.
Este burnout está muito ligado a um contexto profissional, não é? Ou seja, para usarmos a palavra burnout pode significar que aquilo que nos causa ansiedade, tristeza, enfim, desequilíbrio, é o contexto profissional. Ou estou errado? Sim, sim. Como disse, tem sempre uma causa externa, um fator de estresse que leva a esse estado. Realmente muitas vezes são confundidos com depressão e podem estar efetivamente relacionados, podem estar sobrepostos, por assim dizer. mas são patologias diferentes. O burnout, como disse, advém de uma resposta. É uma resposta a um estímulo e geralmente ligada ao trabalho, mas não só.
Também, às vezes, a responsabilidades. Alguém que cuida de um idoso ou de um dependente. Pais com crianças muito pequenas. Situações da vida que nos trazem um stress, uma ansiedade, um acumular de responsabilidades. O fator de tensão mantém-se presente. Exatamente. Por exemplo, uma pessoa que tem um acidente de carro, perde o antequerido, tem também ali um fator externo que lhe causa um problema de saúde mental, mas não é propriamente um burnout, porque não tem essa Não é uma exposição crónica. É um evento de vida que vai desregular o estado emotivo da pessoa.
E isso vai mais para o lado da depressão. A depressão afeta não só a parte emocional da pessoa, mas várias áreas da vida. Na depressão falamos mais numa tristeza, mais em sentimentos e pensamentos intrusivos, às vezes até sentimentos de culpa, pensamentos... um bocadinho mais negativos, até mesmo de suicídio, de morte. Há mais um isolamento social. Portanto, é este desequilíbrio químico que ocorre no cérebro da pessoa e que vai afetar as várias áreas da vida. Enquanto que o burnout, a causa principal, é uma sobrecarga.
E, geralmente, quando há a evicção desse estímulo, ou seja, quando esse estímulo é afastado ou reduzido, essa responsabilidade é reduzida, geralmente o burnout tende a melhorar mais facilmente e rapidamente do que se for uma depressão. sendo que muitas vezes, mesmo em contexto profissional, a pessoa passa por alguma situação, um momento, enfim, menos agradável no contexto profissional, que traz algum desequilíbrio, alguma tristeza e diz logo, estou em burnout. Tem que ser muito mais do que isso, tem que ser uma coisa mais continuada, tem que ser uma coisa prolongada, porque momentos menos bons todos nós temos. Mal seria, não é? Precisamente. O burnout não é uma falta de férias.
Eu costumo dizer muito isto. Burnout não é falta de férias. Cansar-se pode ser. Estou muito cansada, tive uma fase agora no trabalho que foi mais exigente. Ou já estou há quatro ou cinco meses sem tirar um único dia de férias. Estou cansada, preciso de uns dias para o trabalho, ou seja, aquele estímulo para. Eu recupero, tenho tempo para recuperar física e mentalmente e emocionalmente. E depois sinto-me revigorada e volto ao meu trabalho e volto às minhas responsabilidades. Ou seja, o próprio trabalho, o local de trabalho, deixa de ser desencadeante daquele stress. Exatamente. Aquela situação fica por ali. Ou mesmo, não é preciso tirar férias. Às vezes basta diminuir um bocadinho o grau de responsabilidade ou de carga, geralmente, O maior fator de risco é quando as pessoas mudam o posto de trabalho e que têm que voltar a aprender muitas coisas ou então são promovidas e passam a um posto de trabalho com mais responsabilidades.
Isto é um fator de risco. Isto é um fator de alerta de que aquilo pode acontecer. Mas se depois a pessoa até se adapta bem e depois passa a gerir muito bem as suas novas funções... Ou encontra as próprias ferramentas para lidar com a situação... Precisamente, não chega a um ponto de burnout. O ponto de burnout é um ponto mesmo de exaustão, em que já não se consegue... Pérdica de controle, não é? Exatamente. Já não é com a falta desse estímulo, com o diminuir de responsabilidades, com os dias de férias, já não vai lá. Portanto, não é possível recuperar em dois ou três ou quatro ou cinco dias.
Então porquê é que ouvimos falar tanto de burnout? Ora, as nossas vidas hoje em dia são um bocadinho mais atarefadas do que eram. Os ritmos são mais acelerados. Nós estamos num mundo em que temos que estar sempre disponíveis. O telemóvel está connosco 24 horas. Nós estamos às vezes a responder umas mensagens, a ver um e-mail. Quantas vezes às vezes não estamos à frente de um computador e de repente já o telemóvel toca e já estamos a responder ao telemóvel e alguém bate à porta e já estamos a responder à pessoa que nos está a bater à porta. Ou seja, nós temos que estar sempre conectados e a resolver muitas coisas ao mesmo tempo. O ritmo está tão acelerado e as pessoas querem respostas, como costumamos dizer, respostas para o ontem.
nós estamos cada vez mais impacientes com isto. E isto, principalmente em trabalhos que lidam com o público, lidam com várias situações ao mesmo tempo, também podem estar em maior risco de burnout. Sendo que haverá, enfim, às vezes problemas com lideranças, com colegas de trabalho. Poderá haver ali um foco em contexto profissional que é constantemente desencadeante de um stress, de uma tristeza. Não quer dizer que isso seja burnout, mas permitir que esse fator desencadeante se arraste no tempo estamos a criar um fator de muito risco para podermos entrar em burnout.
Mesmo achando que estamos no controle da situação, não é? Claro, precisamente. Se aquele estímulo é afastado, ou seja, diminui a responsabilidade ou durante alguns dias não estamos sobre aquela pressão, conseguimos recuperar, mas logo de seguida, quando voltamos à mesma função, voltamos a sentir mais essa falta de motivação que também acompanha o burnout, não é só falta de força de vontade. A mesma pessoa perde a motivação, perde o gosto de fazer aquilo. E se esses sentimentos voltam logo em seguida, é porque nós não resolvemos essa questão. Ainda não aprendemos a geri-la a 100% para que isso não nos afete e que não continue a ser um fator de stress que vá a longo prazo, depois chegar a um ponto em que já não conseguimos recuperar.
Eu quero muito, então, perceber a que sinais é que nós devemos estar atentos, qual é o gatilho que nos deve dizer, cuidado, aqui estou em perigo, mas fazemos isto já já a seguir. Para já fazemos um pequenino intervalo, são apenas dois minutinhos, não é mais do que isso, e voltamos já a seguir e hoje com uma prenda para si e uma novidade. Então até já. TV Novo Tempo, o canal da saúde, o canal da esperança. Estamos de volta para a nossa segunda parte do nosso Médico de Família de hoje e estamos a falar de burnout. É um assunto que nos leva na consulta de hoje. E por isso, hoje, especialmente, o guia de estudo que tenho para lhe oferecer é o guia de estudo Mente Feliz.
Precisamente um guia de estudo que foi elaborado por vários especialistas com várias áreas onde podem ajudá-lo, pode ser uma ajuda muito grande precisamente na questão do burnout e não só. Neste guia de estudo vai encontrar assuntos como ansiedade, tristeza, controle emocional, resolução de problemas, perdão, etc. São muitos os assuntos e o melhor de tudo é que este guia de estudo é totalmente gratuito. Nós não estamos a vender nada. Queremos lhe colocar nas mãos uma ferramenta que possa ser uma ajuda efetiva. Se quer ter mecanismos de defesa, está preparado.
Se tem alguém que constantemente está com problemas de saúde mental, nem que seja, enfim, aquela ansiedade, este guia de estudo é uma solução e é totalmente gratuito. Basta enviar uma mensagem para o 933 939291 a dizer MENTEFELIZ. Basta escrever MENTEFELIZ e nós mesmos entraremos em contacto consigo. Diana, tinha prometido antes do intervalo que te iria perguntar sobre estes sinais, estas alertas. Já mencionámos aqui algumas coisas que por si só já são sinais e alertas, mas queres ser mais específica em relação a isto? O que é que nos deve acender uma luzinha vermelha? precisamente o que falávamos há pouco, é quando mesmo depois de termos algum descanso ou daquele grau de responsabilidade diminuir, se nós não recuperamos completamente, se mantemos um cansaço, se mantemos aquela falta de motivação, este é um sinal de alerta que podemos estar ou já em fase de burnout ou então a caminhar muito rapidamente para ele.
se deixamos de ter capacidade em concentrar-nos, se estamos mais irritáveis, se qualquer coisa nos irrita. Como eu costumo dizer, é quase comparar-nos a um carro. Se nós passamos do 0 ao 100 em 3 segundos, é porque alguma coisa não está bem. Portanto, uma pessoa que está perfeitamente bem e porque aconteceu alguma coisa ou alguém lhe disse alguma coisa e em três segundos está irritadíssimo e a falar alto e agressivo, pronto, isto é um sinal de alerta de que alguma coisa não está bem. A pessoa não está a ser capaz de gerir aquelas responsabilidades e aqueles inputs que vêm de fora. Portanto, e também esta sensação de distanciamento do trabalho ou não estar motivado para fazer aquilo, mesmo que seja um trabalho que nós gostamos de fazer.
Eu já não tenho vontade, não tenho motivação para ir trabalhar e estes são fatores também, são sinais de alerta também. Pode também haver alterações do sono. insónia, geralmente vai mais para o lado da insónia, mas também pode haver hipersónia, ou seja, a pessoa que só tem vontade de dormir, se bem que aqui confunda às vezes um bocadinho também com a depressão, e com a depressão geralmente são perturbações de sono um bocadinho mais graves, mas no burnout também podem estar presentes. E pode até haver sinais físicos de doença. Dores musculares, aquela quase tensão.
Dores de cabeça constantes, que eu durmo, descanso, o ponho num quarto escuro e mesmo assim não melhora a cefaleia, a dor de cabeça. Portanto, isto são tudo sinais de alerta. Atrações de apetite. Portanto, alterações do corpo que mostram que mesmo com descanso, com uma alimentação equilibrada, com uma vida estável, não estamos bem. Portanto, alguma coisa está a acontecer e depois vamos fazer o diagnóstico conforme seja a causa, como dissemos há bocado. Se houver realmente este fator externo que tenha sido o que levou a esta
exaustão, aí vamos mais para o lado do burnout. E o fator de risco? Em que situações é que devemos evitar exatamente para não chegarmos ainda a essa fase? Era como dizia, geralmente profissões ou cargos, posições na profissão de muita exigência. profissões ou responsabilidades muito elevadas, geralmente são fatores de risco. Os cuidadores, como falava também, de idosos, de pessoas dependentes, são pessoas que geralmente não têm tempo para descansar. porque muitas das vezes trabalham e depois quando saem do trabalho estão o resto do tempo do dia até irem dormir e às vezes até dormem pouco porque estão a cuidar de alguém, de um terceiro.
Portanto, essas pessoas que têm a cargo dependentes também estão em fatores de risco de desenvolver burnout. Como pais de crianças pequenas, às vezes não são capazes de gerir que ele dormiu todo em casa, depois de um dia já cansativo de trabalho e tem duas, três crianças em casa, às vezes também não é fácil gerir esta questão e pode contribuir para esta exaustão. Mas não é só adultos que trabalham e que está relacionado com o trabalho e com a família, os próprios estudantes também, em fases de muita pressão, ou porque têm muitos exames, ou porque estão a aproximar-se do final do curso e que têm um exame importantíssimo.
Estas situações de muito stress, de muita ansiedade, podem levar a um burnout, porque as pessoas estão tão focadas e tão preocupadas com aquilo e só estudam, estudam, estudam e não tiram o seu tempo para o corpo e para a mente recuperarem. Pessoas muito perfeccionistas, que as coisas nunca estão bem, portanto, aqui o fator desencadeante são elas próprias. Portanto, isto ainda é mais fácil de gerir e de lidar, porque são elas próprias que colocam essa pressão no que elas estão a fazer. Às vezes não é o chefe, o patrão, que vai dizer, ah, tens que fazer mais isto e mais aquilo e tens que fazer isto melhor. Às vezes é a própria pessoa. Se calhar às vezes pode ser mais difícil de gerir e pode ser mais difícil até de evitar chegar ao burnout porque a pessoa às vezes não entende que não há necessidade de ser assim tão exigente com ela própria.
Às vezes as coisas podem já estar bem mesmo que ela olhe para aquilo e diga que não está perfeito. Porque tem fatores motivacionais que parece que têm mais força do que os fatores acadiantes do burnout e vai-se mantendo ativa e nesse mesmo ritmo e às vezes quando dá por si é grave. E a tarefa a desempenhar às vezes não é assim tão difícil como a pessoa, para ela própria faz parecer. Não é assim tão complicado. Então como prevenir? Como evitar? Como prevenir? Já fui falando aqui assim mais ou menos. O descanso. O descanso é essencial. Não só sono, sono reparador, mas o próprio descanso, o parar, o desanuviar, como se costuma dizer, tirar a mente daquilo, daquele espaço ou daquela responsabilidade.
e dar tempo ao corpo recuperar, ou seja, fazer pausas reais. Às vezes não é suficiente a pessoa estar no seu local de trabalho e mudar simplesmente aquilo que está a fazer. Às vezes, para algumas pessoas, estar dentro das mesmas quatro portas o dia todo pode ser um fator estressante. Às vezes uma vida inteira, não é? Precisamente. E há pessoas que, se calhar até não nos afeta muito estar no seu local de trabalho e levar o almoço e almoçar lá mesmo, na copa ou por ali mesmo. E há outras pessoas que não, que têm aquela necessidade. Não, eu tenho que sair daqui, tenho que sair deste espaço. E isso é uma forma de prevenir-se. A pessoa tem essa necessidade de mudar, dar-se a esse luz, quase.
Ou seja, quando nós percebemos e conseguimos detectar qual é o fator ou fatores encadeantes de maior tensão, enfim, mesmo antes do burnout, eu consigo pensar e criar estratégias para os evitar. Portanto, já estou a prevenir. O problema é que muitas vezes isso acontece de forma despercebida. Nem eu me estou a dar conta o quão determinada a situação me está a afetar, por isso é tão importante também que conhecemos os sinais que é negativamente aquilo. Mas quando percebemos, ou seja, quando percebemos que há alguma coisa que está mal, haver intencionalidade em mudar é a melhor forma de prevenir, não é? Porque temos a falar de uma doença que é evitável, ou seja, Se calhar estou a ser até ingrato para algumas pessoas que nos possam estar a ver e a ouvir, porque não têm condições de mudar de emprego, enfim, de mudar dentro do emprego.
Pode não ser fácil para toda a gente. Mas muitas vezes podemos ser nós, estar nas nossas mãos, a fugir do fator desencadeante e prevenir o burnout. Sim, às vezes se for possível, isso é que é o ideal, se for possível nós termos essa consciência de que precisa mudar determinado aspecto e ter essa capacidade para agora, por exemplo, não só a nível de trabalho, porque sabemos que isso é muito variável e nem todos os trabalhos e nem todos os superiores são iguais e têm muita abertura às vezes para dar essa possibilidade da pessoa mudar. Mas mesmo falando agora, por exemplo, dos cuidadores, não têm grandes opções. Nós tentamos e mesmo o sistema de saúde tenta ajudar estas pessoas dando algumas alternativas, mas às vezes são alternativas curtas, curto prazo.
Mas mesmo assim, se elas existem... Há que procurá-los. Há que procurá-los. Agora temos a consulta do cuidador, que cuida do cuidador. Precisamente. Temos entidades, neste momento, como entidades hospitalares, que já dão algumas férias aos, por exemplo, os cuidadores agora podem ter férias. Sim, sim, há o canso do cuidador. Mas grande parte dos cuidadores não sabe disso, outros têm dificuldade em delegar. quando são familiares. Mas procurar saber quais são as respostas, enfim, locais, para poder evitar esse paranal. Pois, precisamente por isso é que dizia-se. Essas soluções não são muitas, mas existem. E o ideal seria que a pessoa tivesse esse discernimento e conseguir mudar. Mas quando não é possível ou não está a conseguir, é dirigir-se a locais que possa pedir ajuda para isso e para tentar resolver essa situação e tentar ter
alguma ajuda, não é? Eu vou já agarrar com tudo que posso essa tua deixa. Como saber que é a altura de pedir ajuda? É precisamente quando sentimos que sozinhos não conseguimos. Se eu já ganhei essa consciência, tenho essa noção que estou a ficar exausta, que estou a perder a motivação, que estou irritada, todos aqueles sinais de alerta que nós falamos. Se a pessoa está a sentir que a sua vida está descontrolada e sozinha, com as alterações que tentou fazer na sua vida, não conseguiu e se estes sinais permanecem e perduram durante semanas, após um período de descanso, é a altura de pedir ajuda.
porque o burnout não deve ser gerido apenas pela própria pessoa se já está numa fase em que já não há mais nada a fazer. Portanto, isso só vai agravar ainda mais o problema e vai fazer com que o tratamento também seja muito mais longo e mais difícil da pessoa recuperar. O mesmo que eu estou a dizer, porque eu não tenho a certeza absoluta, mas tenho a sensação que, em alguns casos, em termos de prescrição médica, é mesmo dito que tem que mudar de emprego. Tem que parar. Às vezes é mesmo a área de saúde que diz, olha, eu sei que não quero mudar, mas ou muda ou então tem problemas sérios. Ou muda ou muda, não é?
Pois, às vezes nós, infelizmente até já tive uma situação dessas em que os dois, em consulta, eu e a pessoa, realmente chegamos à conclusão que essa seria a melhor possibilidade. Mas nem sempre é possível o que é isso. Nem sempre é possível. Portanto, obviamente estas situações são muito difíceis de gerir, mas se as pessoas tentarem geri-las sozinhas ainda vai ser pior. Sentes que há preconceito? Acho que sim. Sinto bastante. as pessoas retardam pedir ajuda por vergonha, por não querem assumir. Sinto muito. Não só a nível familiar, às vezes com a questão de precisar de cuidar de um pai ou de um avô, mas também mesmo nos trabalhos.
É aquela pessoa que é preguiçosa, é aquela pessoa que não tem vontade nenhuma de trabalhar, quer ir para casa de baixo ou de férias, E procurar esta ajuda não é vergonha, não há que ter vergonha em dizer eu não consigo mais. Porque se isto se prolongar, lá está, podemos depois não ter só um burnout para gerir como também uma depressão. Portanto, todo o cuidado é pouco e não é um sinal de fraqueza nós pedirmos ajuda quando já não conseguimos gerir todas estas responsabilidades e este ritmo de vida às vezes tão frenético que temos que lidar hoje em dia. Até porque muitas vezes pode ser até mesmo necessário ajuda química com o receituário, portanto é que a pessoa já não tem Em si mesmo, capacidades de lidar com a situação.
Precisamente. Se eu parto uma perna, não tenho problema nenhum de ir ao hospital tratar da perna. Se eu estou com um problema de saúde mental, seja gordinhoto ou de qualquer, quanto antes até é melhor. Achas que a saúde, a visita regular ao médico-família, nem que seja minimamente uma vez por ano, ajuda para que com a ajuda do enfermeiro e do médico-família percebem tratar estas circunstâncias, porque às vezes podem ver melhor do que o próprio. É muito importante. Nós costumamos dizer que o médico de família é o médico que melhor conhece a pessoa. Às vezes a pessoa até pode ter outros problemas de saúde e está a ser seguida em outros ambientes com outros colegas assistentes, especialistas de outras áreas.
mas o médico de família é a pessoa que gera e que conhece a pessoa, não só a nível físico do seu problema que tem, mas também na sua esfera pessoal, familiar, social. Portanto, ter um médico de família também ajuda a manter a sua saúde. Mas desde que lá vamos. Exatamente, não é só ter no papel e não ir às consultas. Portanto, às vezes nós não temos o insight, nós não temos esta noção, a consciência do que é que está a acontecer na nossa vida e só de irmos à consulta e dizermos está a acontecer isto. E o médico que foi formado para isso percebe que aquela pessoa já não anda a descansar bem, tem problemas no trabalho, tem problemas na família, e se tudo ao caso às vezes consegue chegar à solução.
Mais uma vez, muito obrigado. Chegamos ao fim do nosso programa, mas quero lembrar o nosso guia de estudo, Memento Feliz. Quer ter um momento saudável? Um momento feliz? Pois bem, basta enviar-nos uma mensagem para o 933 939291 para depois lhe podermos fazer totalmente gratuito. É uma oferta, enviaremos gratuitamente para si através do correio. Dizer-lhe que este programa está disponível em podcastingradioaccess.pt e também no YouTube da Novo Tempo Portugal. Despedimos-nos por hoje. O nosso médico de família fecha, mas marcamos encontro no próximo programa. Ficamos à sua espera. Até lá, se Deus quiser.
O burnout é mais do que um simples cansaço; é um estado de exaustão física e emocional profunda. Neste episódio do programa Médico de Família, o apresentador Daniel Galaio conversa com a Dra. Diana Lascas sobre esta patologia cada vez mais comum em Portugal. Exploramos tópicos essenciais: O que distingue o burnout da depressão; Fatores de risco como o contexto profissional ou o papel de cuidador; Sinais de alerta como irritabilidade, insónia e dores físicas; Estratégias de prevenção e a importância do descanso real. A Dra. Diana explica que o burnout surge de uma exposição crónica ao stress e que o próprio perfeccionismo pode ser um gatilho. Aprenda a reconhecer quando o seu corpo diz basta e saiba qual é o momento certo para procurar ajuda profissional sem preconceitos. Oferta Especial: Receba gratuitamente o guia de estudo Mente Feliz para ajudar com a ansiedade e controlo emocional. Peça o seu enviando mensagem para o 933 93 92 91 com a palavra MENTEFELIZ. 📌 Inscreva-se no canal e ative o sino 🔔 para receber novos episódios todas as semanas! 📺 Veja também a programação da Novo Tempo Portugal: 📡 No canal 186 da MEO 📱 Ou aqui mesmo no YouTube 🌐 Site oficial: www.novotempo.pt 👍 Facebook: facebook.com/novotempo.pt 📸 Instagram: instagram.com/novotempo.pt 📲 App: Novo Tempo Portugal — disponível para smartphone e tablet 📧 Email: geral@novotempo.pt 📞 Telefone / SMS / WhatsApp: 933 93 92 91