Estamos de volta para lhe trazer mais um médico de família. É um prazer enorme estar na sua companhia. E por falar em companhia, hoje quem vai estar connosco no programa é mais uma vez a Tiana Lasca. Tiana, mais uma vez bem-vinda. Obrigada. Muito obrigada pelo convite. Diana, hoje vamos falar de infecções respiratórias. Uma doença rara, que quase ninguém sabe o que é. São muito comuns, claro, eu estava a brincar com isso, mas a verdade é que nós temos desde as mais simples às mais complicadas. E hoje vamos tentar descobrir e, eu diria, distinguir entre uma coisa e outra.
Por isso, começo desde logo por aí. O que é que são as infecções respiratórias? Do que é que se trata? Pela sua definição e quase pelo nome, é uma infeção, é uma doença que afeta o trato respiratório. E isto pode ser desde o nariz, a orofaringe, que está logo abaixo, os bronquios ou até os pulmões. Portanto, a maioria são causadas por vírus. Os vírus têm uma meio de transmissão muito mais fácil e direto, por isso é que a maior parte das infecções são por vírus, mas também pode haver infecções respiratórias causadas por outros agentes, como bactérias, fungos. Agora, o que não causa as infecções respiratórias, as constipações, as gripes, são as correntes de ar.
As correntes de ar, o frio, apanhar muito sol na cabeça. Andar com os pés descalços. Andar descalço no inverno, ficar molhado, apanhar chuva e ficar molhado. Isso não causa infecções respiratórias. Não deves ter ouvido os teus pais, de certeza, porque na tua infância... Não são só os meus pais naquela altura. Ainda, infelizmente, este mito ainda permanece, ainda prevalece até os nossos dias. E por isso é que eu acho sempre muito importante referir e frisar bem e depois vamos explicar efetivamente como é que causam as infecções respiratórias. Porque, às vezes, ainda há muito esta crença de que o frio pode causar as infecções respiratórias.
Mas há muitos tipos diferentes, não é? Há muitos tipos. Era isso que eu ia dizer. Há as constipações, que são muito frequentes na época do inverno. Há também as amigdalites ou laringites. As bronquiolites, que são mais nos pequeninos até aos dois anos. Ou as pneumonias. em casos mais graves. Mas tu foi intencional, tu não mencionaste na gripe. A gripe, onde é que entra no meio disto tudo? Pois, é que nós temos esta terminologia, não é? Principalmente em Portugal, diferenciamos um bocadinho. da constipação da gripe. A constipação geralmente é aquela infecção respiratória com sintomas mais ligeiros. É um nariz entupido, um pingue no nariz, um resfriado que nós chamamos de uma rinurreia, uns espirros e pode haver um mal-estar, mas assim muito leve.
Enquanto que A gripe geralmente vem acompanhada de sintomas um bocadinho mais intensos. Pode ter mais demorada também. Mais demorada, dá mais aquelas dores no corpo, parece que dói os músculos todos. O cansaço, só apetece ficar na cama, dores de cabeça e geralmente até pode ter também febre e geralmente tem um início mais súbito. De manhã eu estou bem e à noite já estou de cama. ou até dormir bem, levanto-me e ali a meio do dia, na hora do almoço, a pessoa já até precisa deixar o trabalho e ir para casa porque já não se está a sentir bem e já não está capaz de continuar no trabalho.
Mas, efetivamente, isto são doenças, as infecções respiratórias, são doenças tão variáveis, não só entre elas, devido ao agente que as causa, não é? As tais tipos diferentes... Os vírus são imensos e dentro da mesma classe existem esses tirpes que podem causar doenças diferentes de pessoa para pessoa. Com sintomas diferentes. Na mesma casa. Claro que geralmente há sintomas que são parecidos e a forma como aparecem os primeiros sintomas geralmente é parecido se for na mesma família. Mas uma pessoa pode ficar muito mal e a outra até passou de leve com aquilo. Também depende do sistema imunitário. Depende da pessoa por causa da sua defesa, exatamente.
Então, e porque é que elas são tão frequentes? Se não tem nada a ver com o frio. Sabemos que no inverno surgem com mais frequência. E são muito frequentes. Todos nós, todos os anos, mais ou menos, com vacina, sem vacina, mais protegidos, menos protegidos, lá vem uma. Às vezes apanhamos, sim senhor. Porque estes vírus, como eu dizia, eles têm uma transmissão muito eficaz. Eles transmitem-se de forma aérea. pelos aerossóis. Quando tossimos, quando falamos, eles pairam pelo ar, ficam a pairar pelo ar. E, geralmente, os vírus respiratórios não precisam de uma carga viral muito grande. Ou seja, não é preciso estarem muitos vírus no ar para que a pessoa, outra pessoa, inale e já cause doença.
Enquanto que existem outros agentes patológicos que é preciso uma carga maior. Estes vírus são Vá, de forma simples, são um bocado mais agressivos, por assim dizer, têm uma violência maior, de tal forma que são necessárias pequenas partículas, poucas partículas, que outra pessoa inale ou toque e esteja em contato com a via respiratória, que causam doença. E outra questão é que estes vírus passam de pessoa para pessoa mesmo quando o caso zero, a primeira pessoa que está doente, ainda não tem os primeiros sintomas. que isto é um problema, na altura mais da pandemia do Covid, falou-se muito nisto.
O que nós fizemos mestrado. Precisamente. Mas isto acontece com todos os vírus, praticamente todos acontece isto que é, antes da pessoa sequer saber que está doente, já ela está a transmitir às outras pessoas. Por isso é que faz destas infecções também muito frequentes e a capacidade que estes vírus têm de sobreviver durante horas ou até chegam a ser dias no ar ou nas superfícies. E claro, como eles têm este mecanismo de defesa contra o nosso sistema imunitário, porque o nosso sistema imunitário é o nosso organismo de defesa para matar estes agentes patológicos. mas eles também têm mecanismos de defesa e um deles é estar constantemente em mudança.
Portanto, qualquer pequena alteração que estes vírus sofram, nós já nos reconhecemos da mesma forma. O nosso sistema imunitário, que é extraordinário, quando está exposto a um vírus pela primeira vez, a resposta é um bocadinho mais prolongada, mas depois ele guarda memória e, portanto, da segunda vez que nós estamos expostos àquele vírus, Ele vai atuar de forma muito mais rápida e muito mais eficaz, porque já conhece. Já te conheço, já sei como eliminar, portanto isto vai ser canja. O pior é que estes vírus respiratórios mutam, ou seja, mudam muito facilmente e rapidamente. Por isso é que, numa segunda exposição, o nosso corpo já não os conhece outra vez. É o mesmo vírus, mas só de tipos diferentes. Às vezes até podemos já ter alguma imunidade para um vírus específico, mas para o outro não.
Por isso é que as vacinas são diferentes todos os anos e um composto, não é? Precisamente. E é extremamente importante a vacinação, mas não implica que a pessoa não fique doente. Porquê? A vacina é sempre produzida de acordo com os vírus mais prevalentes do ano anterior. O Instituto Ricardo Jorge, que faz a vigilância da gripe já há há muitos anos, diz que no ano de 2024 os mais prevalentes foram este, este e este. Então, para 2025 é produzida uma vacina com aquelas estirpes, mas no ano de 2025 um daqueles vírus ou outro qualquer sofreu uma mutação, tornou-se muito mais agressivo e passa a estar em circulação.
Portanto, não invalida que a pessoa que está vacinada não fique doente. Ela pode ficar doente na mesma, porque os vírus são muitos e estão constantemente em mudança, por isso é que pode sempre acontecer e isso não inviabiliza a importância que têm as vacinas, que pelo menos protegem contra aquelas estirpes que nós já sabemos que estão em circulação ou que poderão estar em circulação e que levam a doença grave. Geralmente a vacina inclui essas estirpes que geralmente levam a doença mais grave. Seja como for, pode não evitar, não nos torna imunos a ficarmos doentes, mas mesmo assim muitas vezes pode fazer com que os sintomas, o efeito da doença, não tenham efeitos tão graves.
Precisamente porque causa esta questão da memória. Porque mesmo que o vírus tenha uma virulência muito grande, seja muito grave, e que vai causar doença na mesma, nós já temos aquela memória. Portanto, o nosso sistema imunitário já vai estar preparado e já vai saber como eliminar mais facilmente aquele vírus, mesmo que ele, de uma forma ou outra, alguns escapem e deem alguns sintomas na mesma. não há como o corpo ser completamente perfeito. O nosso sistema imunitário faz os possíveis e nós nem temos a noção da quantidade de agentes patológicos que o nosso corpo elimina diariamente. Mas, como eu dizia, porque é que estas infecções também são muito frequentes?
Não só por estas características que o vírus tem, as próprias características do vírus, mas porque geralmente no inverno, em ambientes fechados, várias pessoas numa sala, uma delas já tem o vírus e não sabe, ainda não tem sintomas e espirrou e tossiu e falou muito próximo de nós. Em salas fechadas acontece que o vírus transmite-se. Por isso é que geralmente no inverno estes vírus, não só por serem muito agressivos, mas são muito contagiosos pelas nossas próprias escolhas e necessidade de estarmos em ambientes climatizados e fechados para estarmos confortáveis.
O quem não está confortável com a tua resposta sou eu, porque eu preciso saber mais informações, porque é que na verdade no inverno há muito mais constipações. Mas já voltei a isso, prometo que vou voltar a isso já depois do pequenino intervalo, são apenas dois minutinhos, voltamos já a seguir para a segunda parte e também com uma oferta muito especial para si. TV Novo Tempo, o canal da saúde, o canal da esperança. Estamos de volta para trazer a segunda parte do nosso Médico Família de hoje. Estamos a falar de infecções respiratórias bastante comuns e todos nós queremos estar preparados para elas. Mas, por exemplo, o nosso estilo de vida também pode ditar muito se a doença é mais grave ou menos grave ou até mesmo se apanhamos ou não a doença por causa do nosso sistema imunitário.
E se quer saber como podemos ter um bom sistema imunitário, como podemos ter o nosso organismo facilitado e fortalecido, pois bem, aqui está um guia de estudo, a máquina humana, cheia de dicas muito práticas para um estilo de vida saudável e até como fazer algumas alterações e mudanças na nossa vida. Por exemplo, gostaria de ter uma alimentação mais saudável? Sabe como preparar a refeição para que ela seja mais saudável ainda? Tudo isto e muito mais neste Guia de Estudo totalmente gratuito. Basta enviar-nos uma mensagem para o 933 939291 para 933 939291 e depois nós mesmos entraremos em contacto consigo para lhe fazer chegar este guia de estudo a casa pelo correio.
Lembro mais uma vez, mensagem a máquina humana. É verdade que tu já me estavas a dar alguma justificação Mas tem que haver mais qualquer coisa, imagino eu, mas corrijo-me sempre se eu estiver errado. Porque, efetivamente, não só no inverno temos muito mais casos, muitas vezes até temos subcarga das urgências, grande parte fruto das doenças do foro respiratório, temos até um aumento de mortalidade muitas vezes associado ao frio causado via doenças respiratórias. Por isso, Diana, ajuda-me lá, eu que não sou médico. Porque é que no inverno acontece mais? Não é só porque estamos mais fechados em espaços?
Pois, isso é realmente uma coisa que muitas pessoas às vezes dizem. Ah, mas eu no inverno também estou sempre em ambientes fechados, porque estou sempre com ar-condicionado. Principalmente eu que moro no Alentejo, não é? Como podem imaginar, no Alentejo então, especialmente no verão. No mesmo verão as pessoas estando em ambientes fechados não estão tão doentes. Existem sempre infecções respiratórias ao longo de todo o ano. Não são tantas, portanto também não são tão faladas. Porquê no inverno é que elas existem mais? Porque no ambiente frio o vírus propaga-se e permanece mais facilmente. Ou seja, os vírus respiratórios gostam mais do frio.
E por isso é que eu refiro outra vez, não é o estar frio que faz com que nós fiquemos doentes. o vírus é que gosta mais deste ambiente mais fresquinho. Tem que lá estar o agente. O problema não é o frio, mas é o agente no frio. O agente tem que estar sempre. E depois, como dizia, há as características do vírus, há as características do ambiente, que já falamos, mas há as nossas próprias também. E parece que na altura do inverno tudo se organiza a favor das inflações respiratórias. Isto porquê? O vírus tem as suas características. O ambiente é mais fechado e o nosso corpo também muda por causa do frio. O que é que acontece? Com o frio, com o ambiente mais seco, as mucosas, ou seja, a parte dentro da nossa via aérea, que é como se fosse uma pele sempre úmida, por isso é que chamamos de mucosa, seca-se.
Portanto, e ao estar mais seca perde uma barreira importantíssima do sistema imunitário, porque o sistema imunitário não são só as células. O sistema imunitário, as barreiras também estão incluídas no sistema imunitário. A nossa pele faz parte do nosso sistema imunitário, porque é uma barreira aos agentes. Portanto, as mucosas também são uma barreira. Portanto, também fazem parte do sistema imunitário. E com o frio, com o ambiente seco, as mucosas secam. E, ao estarem secas, perdem o muco, que é um dos meios que nós temos para dirigir aqueles agentes infecciosos às células específicas que vão eliminá-los. Portanto, ao perdermos essa barreira do muco, os próprios cílios, que são tipo umas escovinhas que estão no topo das células, as nossas células não são completamente retas, têm tipo umas escovinhas em cima, e os cílios também não funcionam tão bem se estiverem secos.
Portanto, ao perdermos esta barreira, os vírus que podiam ficar presos no muco ou até ser transportados pelos sílios para outro sítio, ficam ali e aproveitam-se e infectam, ou seja, entram dentro daquelas células e infectam essas células e vão causar os sintomas que já falamos. Depois, outra coisa, é que com o frio existe o que nós chamamos de vasoconstrição. O que é vasoconstrição? Os vasos do nosso corpo ficam mais contraídos, ficam mais fininhos. São um tubo, como se fosse uma mangueira, e com o frio eles encolhem. O diâmetro fica mais pequenino. O que acontece? Passa menos sangue.
E o que circula no sangue? As nossas células protetoras, as células do sistema imunitário. Estamos a falar de uma área em que perdeu a sua barreira, em que há vasoconstrição por causa do frio, que transporta menos células do sistema imunitário. Tudo isto vai abonar em favor do vírus. Vamos perder esta batalha, o vírus é que vai ganhar esta batalha. E pronto, como falamos, o fato de estarmos mais tempo em ambientes fechados vai fazer o quê? Também apanhamos menos sol, menos vitamina D e isso vai não vai ajudar a fortalecer tanto o nosso sistema imunitário, porque a vitamina D é um modelador importantíssimo do nosso sistema imunitário.
E, ainda por cima, no inverno, em que os dias são mais curtos, nós saímos de casa, às vezes ainda está de noite. Chegamos a casa e já está de noite. Passamos o dia todo no trabalho ou no carro de um lado para o outro. Não apanhamos sol. Portanto, o frio aqui o inverno, o frio do inverno, vai atuar mais como um facilitador dos vírus, ou seja, vai ajudar os vírus a aproveitar isso do nosso sistema, que por si, pelo frio também, vai estar um bocadinho mais vulnerável a estas infecções. Então, há que cuidar precisamente do tamanho do ambiente onde nós estamos.
Então, a que sinais é que devemos estar alertas? Ou seja, muitas vezes já estamos doentes e não sabemos, estamos assintomáticos, mas por outro lado há alguns sinais que deveríamos estar atentos. O que é que nos podes dizer sobre isso? Como nós falamos, o mais frequente são mesmo as constipações ou as gripes. Não estou a falar, por exemplo, das pneumonia. Nós em casa podemos e devemos, quando são sintomas suportáveis, devemos tentar resolver a situação em casa e não recorrer logo aos serviços de saúde. Porque muitas vezes, e as pessoas que já recorreram aos serviços de saúde no período de inverno sabem que muitas vezes estão lá horas e horas e horas à espera para depois não se fazer assim nada de muito extraordinário.
Ou ainda trazer mais outra peça diferente para cá. Ou ainda ser pior. Portanto, o ideal é que nós nos resguardemos que possamos manter-nos hidratados, beber muita água, descansar, ter uma alimentação boa, rica em nutrientes, em minerais. Se a pessoa perdeu um bocadinho o apetite, porque às vezes uma gripe assim um bocadinho mais agressiva, a pessoa até pode perder o apetite. Às vezes o que eu digo, olha, se não gosta de sopa, não vá fazer uma sopa só porque está doente. pelo menos tente pensar em alguma coisa saudável, mas que você goste, que lhe dê essa vontade de comer. Mas, se não há esta perda de apetite, realmente o que é o ideal é que a pessoa recorra a alimentos mais ricos em vitaminas e minerais, mesmo que não seja esse o hábito diário da pessoa.
Portanto, hidratação, lavagem nasal e, se necessário, recorrer a um analgésico, um antipirético para baixar a febre, se tiver um bocadinho de febre. Agora, quando os sintomas são mais graves, quando é que eu devo recorrer aos serviços de saúde? Se a febre estiver muito alta e que não passa com os antipiréticos, como para certa moda, e que já permanece por dois, três, quatro, três dias, aí convém procurar ajuda médica. E outra preocupação geralmente é sempre com a respiração da pessoa.
Portanto, se a pessoa está com dificuldade respiratória, isto sim é um motivo para ir a um serviço de urgência. Portanto, febre que não ceda para setemol em pelo menos três dias, dificuldade em respirar, se há uma prostração marcada, ou seja, a pessoa não é capaz de se
levantar da cama, seja para o que for, e se estes sintomas não melhoram dentro de um ou dois dias, aí sim então será um motivo para recorrer aos serviços de saúde. Desculpa. A verdade é que, historicamente também, passou quase a ser um problema de saúde pública, é que muitas vezes as pessoas ao fim de dois, três dias, mesmo antes e até surpreendentemente sem recorrer a um médico, a uma automedicação, passam automaticamente para o antibiótico. e nós vimos que, eu acho que é um problema, enfim, na Europa toda, mas em Portugal é um problema, que é a noção de que, ah, isto ainda não passou, vou tomar um antibiótico, às vezes até pegar no erro que já fizeram antes, que não foi terminar um antibiótico, e agora vão tomá-lo, ou porque fez bem à minha mãe, ou ao meu irmão, ou um colega de trabalho, esta noção de rapidamente recorrer ao antibiótico, por causa de uma gripe, ou por causa de uma constipação, é algo que, eu diria, deveria ser mais trabalhado em meios de comunicação porque nós não matamos vírus com antibióticos.
Pois, isso é uma das informações que acho que nós estamos a passar já há anos e que parece que não passa a mensagem. Parece que a mensagem não passa. E não há outra forma de explicar isto. Os antibióticos são produzidos, dirigidos para matar bactérias. Portanto, se nós acabamos de dizer que a maior parte das infecções respiratórias, por muito graves que elas pareçam, se a maior parte delas são causadas por vírus, não é bom começar logo no primeiro ou no segundo dia a doença e tomar um antibiótico sem recorrer à ajuda médica. Porque, efetivamente, pode acontecer da pessoa ter uma infeção causada por uma bactéria. Pode, pode acontecer.
Ou que é constipação. O gripe pode também evoluir para isso, mas isso é outro passo. Não é bem evoluir, é haver uma sobreposição de infeções. Portanto, uma infeção vírica não evolui para uma infeção bacteriana. O que tem é que a bactéria pode aproveitar-se daquele sistema imunitário que já está debilitado e que já está a tratar de outra infeção e vai lá e... Ou a pessoa estar com o nariz entupido porque está constipada passa a respirar mais com a boca e abre a porta para a entrada das bactérias. Portanto, mas isso é necessário uma avaliação especializada e às vezes, já ouvi e custa-me às vezes a ouvir isto, pessoas a dizer que estão com uma gripe e já sei que comigo só vai lá com antibiótico.
Não é isto. O antibiótico não é feito para aquela pessoa, não é feito para matar os casos que a pessoa sente que está pior. O antibiótico é para infecções bacterianas que são muito menos frequentes e que carecem de uma avaliação médica especializada. Portanto, ao nós tomarmos antibióticos assim, sem indicação, o que pode fazer é que as bactérias passam a reconhecer aquele antibiótico e desenvolvem mecanismos para resistir àquele antibiótico. E mais tarde podemos precisar mesmo e aí já não é eficaz. Obrigado, Diana, mais uma vez. É um prazer estar na tua companhia.
Para si que está desse lado, quero lembrar a oferta que fizemos ao longo do programa, o Guia de Estudo, a Máquina Humana, cheio de dicas muito práticas e sugestões para um estilo de vida mais saudável. E hoje estamos a falar de grípios, constipações, doenças do foro respiratório bastante comuns. Aqui vai encontrar oito remédios naturais e gratuitos à sua disposição para poder prevenir e combater essas mesmas infecções respiratórias. E é gratuito, basta enviar-nos uma mensagem para o 933-9392-91 e depois nós mesmos entraremos em contacto consigo para lhe fazermos chegar pelo correio. Dispeço mais uma vez dizendo que este programa está disponível em podcast. em RadioRCS.pt e também no YouTube da Novo Tempo Portugal.
Se gostaria que falássemos de algum assunto aqui no nosso programa, faça-nos chegar também a sua sugestão e quem sabe, numa próxima oportunidade, seja o seu assunto que esteja aqui no nosso Médico Família. Então até lá, se Deus quiser.
As infeções respiratórias são das doenças mais comuns, mas ainda existem muitos mitos à sua volta. Neste episódio, a Diana Lascas ajuda-nos a compreender melhor como funcionam estas patologias que afetam o trato respiratório, desde o nariz até aos pulmões. Nesta conversa, exploramos as causas reais das infeções e o papel dos vírus, por que as correntes de ar são apenas mitos, a distinção entre os sintomas de uma constipação e a agressividade da gripe, e o impacto do inverno nas nossas mucosas e sistema imunitário. Abordamos ainda a importância da Vitamina D, quando deve realmente recorrer aos serviços de saúde e o perigo da automedicação com antibióticos para tratar vírus. Entenda por que a prevenção e o estilo de vida saudável são as suas melhores armas contra a doença.
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