Predestinação

Predestinação

14 de Maio de 202627 min 8 s

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Olá, seja muito bem-vindo. Tal como prometemos na semana passada, estamos de volta para mais um episódio do Fórum Bíblico. E, à semelhança do que tem acontecido já nas últimas semanas, hoje iremos responder a mais perguntas que nos foram enviadas, algo que, na verdade, nós muito agradecemos e que é, na verdade, também o propósito deste programa. Aproveito também para agradecer a sua companhia desse lado e espero que os próximos minutos que aqui vamos passar contribuam para ampliar o seu conhecimento da Bíblia. Hoje trazemos para o nosso fórum um tema que continua a intrigar muitos crentes e a gerar debates acerca da predestinação na Bíblia. E é exatamente esse o assunto que está em foco no pedido que nos foi feito de esclarecimento de um texto que encontramos numa das epístolas do apóstolo Paulo e que está expresso na primeira pergunta que hoje vamos partilhar consigo.

Se nos acompanha, já sabe que vamos olhar para este tema com atenção e profundidade e vamos analisar o texto bíblico em questão com a ajuda do nosso convidado residente, o teólogo Arturo Machado, para compreender o seu verdadeiro significado. Olá, Arthur. Olá, Marco. Bem-vindo. Muito obrigado por continuar a ajudar-nos nesta jornada de aprofundamento do conhecimento bíblico.

Origem da predestinação

E, como sempre, chegou-nos uma pergunta e vamos partilhá-la com todos para depois, então, o Arthur nos dar a resposta. E a pergunta é... Gostaria que me esclarecessem se o texto de Romanos, capítulo 8, versículos 29 a 30, ensina que Deus predestina as pessoas para a salvação. Ora, aqui temos uma boa pergunta porque ela vai nos permitir ajudar a perceber um dos temas que é realmente polémico, mesmo no seio do cristianismo e quando nós lemos a Bíblia, porque há muitas passagens da Bíblia que apelam ou que fazem referência ao livre-arbítrio. E a noção de predestinação vai contra, justamente, esta noção de livre-arbítrio. É um assunto que tem sido discutido durante séculos, mesmo no seio do cristianismo, e que não tem sido possível chegar a um consenso.

Isto porquê? Porque há aqui duas questões que se colocam e que são opostas. Uma delas é que há alguns teólogos que, para preservar a liberdade humana, descartam muitas vezes aquilo que se chama a soberania divina, a maneira pela qual Deus intervém na história. E há outros teólogos que, para preservar a soberania divina, vão limitar ou mesmo erradicar portanto, a liberdade humana. E é realmente aqui uma polarização que parece às vezes não ter fim. O que é que está em questão? Está em questão aqui justamente a questão da liberdade humana, a questão da presciência divina, da omnipresença, da omnipotência, da omnisciência divina e, portanto, da maneira pela qual Deus vê o futuro.

Poderíamos dizer até que durante três séculos, os três primeiros séculos do cristianismo, a questão da predestinação não se colocou. Ela vai se colocar com Agostinho de Ipona. Agostinho de Ipona, que no princípio era um adepto da... do livre-arbítrio, depois ele vai ler a Epístola aos Romanos, no capítulo 9, e ele vai tornar-se um adepto da predestinação. E daí Agostinho de Ipona vai condicionar, digamos assim, o pensamento teológico dos séculos subsequentes. Mas é preciso perceber que Agostinho de Ipona vai chegar à doutrina da predestinação por causa da filosofia platónica.

O problema de Agostinho de Ipona tem a ver com uma base filosófica de Platão, que considerava que Deus existe fora do tempo. Deus é intemporal, Deus fica fora do nosso tempo. E, a partir daí, ele vai justamente fazer toda a sua teologia e, portanto, condicionar o pensamento teológico. Ele vai interpretar a ideia de Deus a partir justamente do facto de que Deus é intemporal e depois ele vai estudar a Bíblia não para aprender a intenção autoral, portanto, qual é a intenção do autor, mas para descobrir a intenção de Deus, como se estas duas coisas fossem diferentes.

entre a intenção de Deus e a intenção que o autor do texto nos quer fazer chegar. Nós não temos tempo aqui de mencionar todas as nuances e toda a evolução que a doutrina da predestinação foram tendo ao longo dos séculos, porque realmente houve aqui uma grande evolução. Mas nós poderíamos dizer que depois, a forma como João Calvino a vai compreender e a vai transmitir para as gerações de quintas e, portanto, para o pensamento cristão e, sobretudo, protestante, é de que Deus, antecipadamente, destina certas pessoas para a salvação e certas pessoas para a predição.

E isto até se chama a doutrina da dupla predestinação. Há pessoas que são destinadas ou predestinadas para a salvação, façam elas o que fizerem, nunca poderão deixar de ser salvas, e há pessoas que serão destinadas para a predição, façam elas o que fizerem, tomem elas as decisões que tomarem, nunca serão salvas, estão condenadas. E coloca-nos realmente um grande problema. Nós vamos ver essa epístola ao Romanos e, sobretudo, este capítulo 8 nos permite

Significado dos termos gregos

chegar a esta conclusão. E, para isso, eu gostaria de fazer já atenção a um verbo que vai aparecer neste texto, que é Romanos 8, 29 e 30. A palavra predestinada em Romanos 8, 29 e 30 vem deste verbo. É a palavra grega proorizo, que é uma palavra composta de uma proposição, portanto a proposição grega pro, que significa diante, e pelo verbo orizo, que significa nomear, decidir ou determinar. E o que é que nos diz este texto de Romanos? Um texto diz-nos assim. Os que Dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu filho, a fim de que ele seja o primogénito entre muitos irmãos.

E aos que predestinou, a esses também chamou. E aos que chamou, a esses também justificou. E aos que justificou, a esses também glorificou." Este é o texto que o apóstolo Paulo tem nesta Epístola aos Romanos. Ora, eu gostaria de vos começar a explicar este texto através de uma coisa que não está nele, mas é que vai ser importante para nós percebermos bem a noção deste verbo proorizou. Este verbo proorizou vai dar origem a um substantivo, que é o substantivo proorismos, que não aparece na Bíblia. Este substantivo não aparece na Bíblia, só aparece o verbo tal como eu mencionei. Mas nós temos que falar dele porque ele é bastante relevante.

Etimologicamente, nenhuma das duas palavras, nem o verbo proorizo, nem o substantivo proorismos, vão denotar a noção de predestinação tal como Santo Agostinho e depois mais tarde João Calvino a compreenderam. O propósito destas duas palavras, o foco destas duas palavras é a intenção. não o resultado. São duas palavras que são comuns no grego. Por exemplo, o verbo proorizo pode ser utilizado para descrever os pais de uma criança que querem que esta criança seja médico. Vamos imaginar. Então, o que é que eles vão fazer? Eles vão, portanto, dar os melhores ensinos àquela criança, proporcionar-lhe a melhor educação.

Mostrar-lhe o caminho. Mostrar-lhe o caminho, provavelmente até ver alguns doutores ou alguns explicadores que vos possam ajudar a explicar melhor as matérias que têm a ver com a carreira médica que eles pretendem para esta criança, limitar, se calhar, o seu tempo livre para que ela se dedique exclusivamente, ou mais vezes, àquilo que é o objetivo que eles têm para a criança, à intenção que eles têm para a criança. Em grego, isto quererá dizer que estes pais estão a priorizo a educação daquela criança. Em português nós poderíamos dizer que eles estão a priorizar a educação daquela criança. A questão é se ela se vai tornar médica. Ela pode não querer tornar-se médica.

Os pais têm esta intenção. Mas esta criança pode não gostar de alguma matéria, pode querer ser outra coisa qualquer, pode querer ser um engenheiro, pode até querer ser um pedreiro, pode querer ter outra profissão. Ou estar em desacordo com essa proposta dos pais. Ela também... podem acontecer diversos acidentes de percurso ao longo deste tempo. E, portanto, o verbo explica qual é a intenção. Mas não diz que esta intenção vai forçosamente Acontecer. Portanto, acontecer. E isto é muito importante. E, portanto, para o orízio, nós podemos colocar então aqui, para o orízio, destaca a intenção, não o resultado. Isto é fundamental para nós percebermos o que é que Paulo nos quer transmitir no texto de Romanos.

O substantivo para orizmos é exatamente semelhante. Vamos imaginar que nós queremos fazer uma viagem. Para orizmos, pode ser utilizado neste sentido. Eu estou num ponto A, quero ir para um ponto B. E eu planeio toda a minha viagem. Eu tento perceber quanto tempo é que demora do ponto A ao ponto B, onde é que eu tenho que abastecer, o que é que eu tenho que levar. mas eu não sei se eu vou fazer a viagem, se por acaso eu vou ter um furo e vou me atrasar, se o carro vai ter uma avaria, se vai estar muito trânsito. Proorismo significa eu tenho a intenção de fazer esta viagem. A intenção e o desejo de me deslocar do ponto A ao ponto B.

Para isso, eu planeei a viagem. Eu procurei saber qual é a distância, qual é o tempo que eu percorro, o que é que eu preciso para fazer esta viagem. Mas nada me diz que eu vou chegar ao outro lado no tempo determinado, ou naquele que eu planeei, ou sequer, se eu vou fazer a viagem, porque, inclusivamente, eu posso também adoecer. Portanto, nem o verbo praorízo, nem o substantivo praorismos vão ter como propósito o resultado. Eles focam sobretudo na intenção. O que as pessoas me poderão dizer é, mas isto é o grego atual. Como é que o grego atual? pode explicar o grego bíblico.

Nós poderíamos dizer que estas duas palavras que eu aqui mencionei, tanto o verbo praodiziso como o substantivo praorismos, são muito raras no grego clássico. muito raras. E poderemos também dizer que, embora tenha havido alguma evolução na língua grega, essa evolução não foi o suficiente para alterar o significado, o sentido destas palavras e muitas outras palavras que nós encontramos, quer no grego clássico quer justamente no grego bíblico. Portanto, a sintaxe pode ter mudado, a gramática pode ter mudado alguma coisa, mas o sentido das palavras não mudou. E encontramos justamente este substantivo, prorismos, por exemplo, em Hipócrates.

Hipócrates, que foi o famoso médico do século IV, usa esta palavra para dizer qual é a intenção de uma medicação. Ele dá uma medicação a uma pessoa com o propósito, com o objetivo de atingir um resultado. Às vezes esse resultado não é atingido por várias circunstâncias, ou porque o organismo não reagiu bem à medicação, ou por outras circunstâncias, mas para orismos é o resultado. É porque o doente recusa tomá-la. Exatamente, ou o doente recusa tomá-la. Orismos também utiliza este substantivo, para orismos, para dizer que o chamado do Evangelho é o início e não o destino. Ele diz que o chamado do Evangelho é o início, não é o destino da caminhada a Cristo.

Da mesma maneira, um outro pai da igreja, Anastásio, no ano 700 da nossa era, explica da mesma forma a sua refutação da predestinação, utilizando justamente o mesmo substantivo. E eu poderia falar de outros pais da igreja, João de Maceno, etc. E, portanto, o que é importante salientar aqui é que tanto o verbo prorizo como o substantivo prorismos nunca têm como foco o resultado final. O que eles determinam é a intenção. A intenção do sujeito é de fazer isto. Se isto vai ser o resultado final, É outra coisa. Exatamente. Muito bem. E ficou muito clara esta ideia.

Nós agora temos que ir para o intervalo, mas antes de avançarmos para o nosso intervalo, eu quero dar-lhe neste momento a conhecer a oferta que hoje temos

Análise da sintaxe bíblica

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Muito obrigado por continuar connosco para a segunda parte do programa Fórum Bíblico. Na primeira parte, já abordámos, a partir da questão sobre Romanos 8, versículos 29 a 30, o assunto da predestinação à luz da história e do direito bíblico, e percebemos já que o sentido do texto aponta sobretudo para a intenção divina e não para um destino previamente determinado. Mas nós vamos continuar a esclarecer este tema, vendo agora a sintaxe, através da resposta à próxima pergunta. E a pergunta é a seguinte. Como é que a sintaxe ajuda a determinar o sentido da palavra predestinação no capítulo 8 da Epístola aos Romanos? Muito bem. É sempre útil nós vermos a sintaxe da construção das frases, da estrutura da frase.

Não é uma coisa muito agradável, porque parece que nós estamos aqui a dar uma aula de gramática. Mas a gramática... Mas não podemos excluir para conseguirem tabular. Exatamente. A gramática é fundamental para nós compreendermos como é que determinadas proposições ou o uso de formas verbais vão nos ajudar a compreender qual o sentido da frase. É fundamental quando nós fazemos a interpretação, por exemplo, de um texto. No grego bíblico, quando nós estamos em presença de verbos que utilizam a volição, ou seja, o querer, como é o caso do verbo proorízo, Estes aparecem em determinados tempos, ou a oristo, que é um tempo no passado, um tempo muito pontual, ou no perfeito, e são geralmente acompanhados por um infinitivo, e há muitos exemplos desses na Bíblia.

E, portanto, vamos à nossa primeira abordagem deste aspecto. Portanto, no grego clássico, Como no bíblico, o infinitivo é habitualmente utilizado para indicar intenção ou resultado. Embora a noção de resultado possa sugerir que a predestinação esteja em vista, tal não é verdade. Quando a ação em causa ainda está no futuro, o infinitivo designa o resultado pretendido. Ou seja, é aquilo que se pretende, não aquilo que se obtém. Aquilo que se pretende é muito importante. E no uso do grego, o infinitivo vai realmente a pouco e pouco diminuir e os verbos de volição, os verbos de querer, vão ser depois regidos por uma outra forma verbal, que é o conjuntivo.

E o conjuntivo é uma forma verbal de potencialidade que, em conjunto com o indicativo, vai estabelecer a realidade de uma forma mais sólida. Esses verbos vão ter o significado, por exemplo, de decidir, determinar e de querer. Mas a potencialidade destes verbos mostra-me o seguinte, quando eu decido fazer algo, na verdade o que eu estou a dizer é que eu quero fazer algo. Isto é importante. Eu quero fazê-lo, eu decidi fazer, eu quero fazer. Embora eu precise de aguardar o momento para o fazer, eu preciso perceber se a ação pode ser realizada ou se ela vai, inclusivamente, ser completada.

Por isso, na transição, e nós vamos ver isso, na transição do grego clássico para o grego bíblico, o infinitivo foi, por vezes, substituído por uma expressão proposicional. No que diz respeito ao uso do verbo proorídizo no Novo Testamento, verifica-se que, por quatro vezes, o verbo é acompanhado por uma expressão preposicional. E é engraçado que essa proposição preposicional é a proposição eis. Nós encontramos isso, por exemplo, em Romanos 8.29, para que ele se tornasse eis to reinae auton. é aqui o infinitivo. Em 1 Coríntios 2.7 vem outra vez a proposição à Isa acompanhada de um infinitivo para mostrar esse desejo, essa intenção que é para a nossa glória.

Em Efésios 1.5 Paulo fala para a adoção, utiliza exatamente a mesma construção, a mesma proposição eis com um verbo seguido do infinitivo. A proposição eis pode indicar movimento, quando se trata, por exemplo, de uma intenção geográfica ou cronológica, mas O que ela pretende fazer é designar justamente a intenção. Portanto, temos aqui então um verbo proíso que designa a intenção. E temos esse verbo acompanhado de uma proposição, a proposição grega eis, que significa também a intenção. E logo de uma proposição.

que designa a intenção, com um verbo que também designa a intenção, não pode, logicamente, ser mostrado como sendo o resultado. E, portanto, a sintaxe, isto é importante, nós concluímos que a sintaxe do verbo praorízo no Novo Testamento indica, de forma clara e inequívoca, a intenção divina, quer pelo uso do infinitivo com praorízo, quer pelo uso de frases preposicionais que indicam a intenção. E nós encontramos isso em várias passagens bíblicas que nos poderiam dar a ideia de que estamos na presença de algo que é predestinado. Por exemplo, no livro do Iato dos Apóstolos, No capítulo 4, versículo 28, é registada as palavras dos crentes depois de Pedro e João terem sido libertados da prisão.

À primeira vista, parece que nessa passagem os sofrimentos de Jesus às mãos dos judeus e depois dos discípulos às mãos também dos gentios estavam predestinados. A frase diz assim, para fazer tudo o que a tua mão e o teu plano tinham predestinado que acontecesse. E cá está o verbo praoridzen, mas imediatamente a seguir, os crentes. continuam com uma suplica no Senhor. Eles dizem, agora, pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, concede aos teus servos que falem com toda a ousadia à tua palavra. Ora, isto não seria possível se tudo já estivesse predestinado. Se tudo já estivesse predestinado, não seria compatível os apóstolos estarem a dizer, Senhor, agora dá-nos a ousadia.

Estava tudo predestinado. Não valia a pena estar a pedir alguma coisa a Deus que fosse contrária àquilo que tivesse sido a sua intenção original. Da mesma maneira, na 1ª Epístola aos Coríntios, no capítulo 2, Paulo explica que chegou a Corinto com algum tremor devido a um relativo insucesso em Atenas. E, nesse contexto, ele diz, eu não decidi mais nada fazer convosco senão anunciar-vos a Cristo e este crucificado. Mas para que fazer isso, se tudo já estivesse predestinado? Estão a perceber? E é por isso que, se, por exemplo, o plano da redenção já estivesse predestinado, as tentações de Satanás a Jesus não teriam qualquer sentido, porque se Jesus já estivesse predestinado para morrer como morreu, O Satã, ao estar-lhe a oferecer os reinos deste mundo, não teria qualquer sentido.

A oração de Jesus no Getsemani não teria qualquer sentido. Pai, se é possível, afasta de mim este cálice. Não se faça como eu quero, mas como Tu queres. se tudo já estivesse predestinado, isto não faria qualquer sentido. Pelo contrário, nós percebemos que Jesus Cristo predispôs-se a vir, ou seja, a sua intenção de vir a esta terra é dada no livro de Apocalipse como tendo sido feita antes da fundação do mundo. E, portanto, aqui no texto de Romanos 8, 29, e vamos à nossa última citação, diz para que os crentes fossem conformados à imagem do seu filho, para que ele fosse o primogénito entre muitos irmãos. As palavras conformarem-se, introduzem o elemento de potencialidade para que ele fosse, que são traduzidas justamente do grego, aisto heinaika, temos a proposição, com o infinitivo e correspondem a uma construção que indica, habitualmente, intenção, portanto, ao propósito.

Toda a construção da frase fala-nos da intenção e do propósito de Deus. O propósito de Deus era para que os seus filhos fossem realmente conformes a Jesus Cristo. Esta é a intenção de Deus. Se esta intenção vai concretizar-se, vai depender de uma coisa. É da resposta que o crente, que o ser humano vai dar a Deus sobre esta intenção. E isso é sempre muito claro na Bíblia. A Bíblia diz que Deus quer que todos os homens se salvem. Mas a Bíblia também diz que são muitos chamados, mas poucos os escolhidos. Isto é, há poucas pessoas que correspondem àquele que é verdadeiramente o designio, a orientação de Deus.

E Romanos 8, 29 e 30, quer pelo uso do verbo, quer pelo uso da proposição que o acompanha, quer pela forma como esta proposição e este verbo significam no texto grego, vão nos dar sempre esta ideia de propósito de Deus. O propósito de Deus é a salvação, o propósito de Deus é que nós cresçamos em Cristo. Esse propósito de ser realizado na nossa existência depende exclusivamente da

Encerramento

nossa resposta ao propósito divino. E isso mostra como Deus respeita a liberdade dos seres que Ele criou. Muito bem. Ficamos então com essa certeza de que Deus tem um plano para salvar todas as pessoas, mas cada um de nós precisa escolher aceitar esse plano e, acima de tudo, vivê-lo no seu dia-a-dia. O nosso tempo já não permite mais. Hoje nós falámos de salvação também e poderá aprofundar essa temática precisamente no guia de estudo que hoje temos para lhe oferecer com o título Eu Creio. Nas 15 lições que constituem este guia, vai encontrar o assunto da salvação abordado nas lições número 4 e número 5, especificamente, com os temas o plano da redenção e a justificação pela fé. E o estudo destas duas lições, em particular, mas claro, de todas as restantes que integram este guia, ajudam a compreender e a confiar que Deus fez e faz tudo o que é necessário para nos salvar.

Assim, enviemos a sua mensagem a solicitar o Guia de Estudo Eu Creio para o número 933 939291 e depois trataremos de o enviar para a morada que nos indicar. Tal como aconteceu no programa de hoje, nós queremos continuar a receber as suas perguntas e todos os seus pedidos de esclarecimento, para que num próximo programa, ou talvez com a ajuda direta de um dos nossos instrutores bíblicos, levar até si a resposta que procura para as suas questões. Por isso, partilhe connosco as suas dúvidas, envie-as para o mesmo número, 933 93 92 91, ou então, se preferir, poderá enviar para o nosso e-mail, que já deve conhecer, programas arroba novotempo.pt. O importante mesmo é esclarecer todas as suas dúvidas sobre o que lê e estuda na Bíblia.

E assim chegamos ao final de mais um Fórum Bíblico. Espero que o programa de hoje tenha sido do seu agrado e ficamos a guardar a sua mensagem, mas principalmente a guardar também a mensagem com as suas perguntas, que recordo que na próxima semana poderá vê-las respondidas ou então num dos próximos programas e aqui conhecer e continuar a aprofundar as verdades que são reveladas na Bíblia. Já sabe que aqui cada pergunta procura ter uma resposta, por isso, contamos com a sua participação. Até lá, permita que a Palavra de Deus continue a guiar a sua vida e fique bem.

A nossa oferta

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Eu Creio

Sobre este episódio

A partir de Romanos 8:29-30, este episódio procura esclarecer se Deus predestina algumas pessoas para a salvação e outras para a perdição, ou se o texto bíblico aponta para algo diferente.

📖 Será que a predestinação anula o livre-arbítrio? 🙏 Como compreender a soberania de Deus sem negar a liberdade humana? 🔍 O que significam realmente as palavras usadas por Paulo no texto original? 💡 E qual é a intenção de Deus para todos os seres humanos?

Com uma explicação bíblica, histórica e linguística, este episódio ajuda a compreender que o propósito de Deus é salvar, transformar e conduzir cada pessoa à imagem de Cristo, respeitando sempre a liberdade de escolha.

📖 “Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho.” Romanos 8:29

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Série
Fórum Bíblico · 69 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 56
Estreou
14 de Maio de 2026
Categoria
Espiritualidade