Seja muito bem-vindo ao Fórum Bíblico. A sua presença desse lado é sempre muito importante para nós e a sua participação tem sido, na verdade, essencial para que juntos possamos continuar a descobrir os tesouros revelados na Palavra de Deus. São já muitos programas que dedicamos a esclarecer o significado de diversas passagens bíblicas, a partir das perguntas que nos vão chegando, e hoje, para abrir este Fórum, Trazemos uma questão que nos desafia a interpretar também um texto bíblico, no caso de uma das epístolas do Apóstolo Paulo. Fique connosco para descobrir qual é essa passagem e, ainda mais importante, para conhecer qual é a sua interpretação correta. Já percebeu que aqui no Fórum Bíblico nós queremos ajudá-lo na leitura e no estudo da Bíblia, da Palavra de Deus, para que ela se possa tornar clara e prática na sua vida.
E é exatamente com esse propósito que está connosco, uma vez mais, o teólogo Arthur Machado, para responder às perguntas de hoje e para nos ajudar a entender as palavras de Paulo nessa passagem. Olá, Arthur. Olá, Marco. Bem-vindo, uma vez mais. Vamos, então, conhecer a primeira pergunta hoje do nosso fórum.
E a pergunta é a seguinte. Será que o apóstolo Paulo aboliu as restrições alimentares de Levítico XI na Epístola aos Romanos? Que sentido podemos dar aos primeiros cinco versículos dessa Epístola? Muito bem. Então, o que nós estamos aqui a ver é provavelmente um texto que se encontra no capítulo 14 da Epístola aos Romanos. E o apóstolo Paulo diz o seguinte. Quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o não em contendas sobreduvidas, porque um crê que tudo se pode comer, o outro que é fraco come legumes. O que come, não despreze o que não come, e o que não come, não julgue o que come, porque Deus o recebeu por seu. Quem és tu que julgas o servo olhai-o? Para o seu próprio Senhor ele está em pé ou cai, mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar.
Um faz diferença entre dia e dias, mas o outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro no seu próprio ânimo. aquele que faz caso o dia, para o Senhor o faz, o que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus, e o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus. Nós podemos começar por dizer que o apóstolo Paulo não conhece esta igreja de Roma à qual ele escreve, não foi ele que a fundou. Ela foi fundada por alguém, nós não sabemos quem, mas Paulo vai escrever a esta igreja, provavelmente quando ele esteve na Grécia, durante três meses, no final da sua terceira viagem missionária. Os especialistas colocam, portanto, esta Epístola aos Romanos escrita entre o ano 57 e o ano 59 da nossa era, provavelmente em Corinto ou em Sencreia.
Mais concretamente, há até alguns especialistas que dizem que ela poderá ter sido escrita no inverno do ano 57 ou do ano 58, ou na própria primavera do ano 58. Nós sabemos que esta igreja de Roma, bem como muitas igrejas cristãs neste primeiro período, eram compostas de pessoas que vinham oriundas do judaísmo e outras oriundas de comunidades pagãs. que esta comunidade cristã era uma comunidade importante, nós sabemos-no, porque Clemente de Roma escreve aos Coríntios, e numa das suas cartas aos Coríntios, no capítulo 6, nós vamos ver esse texto, Clemente de Roma, que é um dos pais da igreja, diz o seguinte, a esses homens de conduta santa ajuntou-se grande multidão de eleitos.
que, por ciúmes, suportaram muitos insultos e torturas, transformando-se no mais belo exemplo entre nós. Portanto, Clemente de Roma diz que era uma igreja... que tinha uma grande multidão de eleitos, que, portanto, era uma igreja principal, podemos dizer assim, que tinha muitas pessoas. Isso é nos confirmado por Tácito. Tácito, que é um autor pagão, e faz referência à perseguição que os cristãos sofreram às mãos de Nero, que, na sequência do incêndio de Roma, percebendo que a opinião popular se virava contra ele, resolveu culpar os cristãos do próprio incêndio. e Tácito diz-nos o seguinte no seu livro Anais. Primeiro, então, os membros confessos da seita foram presos.
Depois, com base nas suas confissões, um grande número deles, cá está outra vez, um grande número deles foi condenado, não tanto por incêndio, mas por ódio à
raça humana. A partir do capítulo 12, portanto, nós já sabemos que é uma igreja grande, que é composta por pessoas que vêm do judaísmo e por pessoas que vêm do mundo pagão, a partir do capítulo 12 nós entramos naquilo que se chama a parte prática da epístola. O apóstolo Paulo deu a doutrina nos primeiros capítulos, a doutrina da justificação pela fé, suas implicações, e a partir do capítulo 12 o apóstolo Paulo vai mostrar como é que a justificação pela fé se vai, digamos, tornar prática na vida do dia-a-dia. E ele aparece aqui no capítulo 14, portanto, a falar de uma questão que lhe foi colocada, portanto, ele não conhece esta igreja, alguém lhe mencionou que haveria esta questão.
Não é uma questão relevante, não é uma das questões mais importantes que sacudiam a Igreja de Roma naquela altura. Mas era algo que tinha a ver com opiniões. Engraçado, ele utiliza a palavra dialoguismon, que são matérias duvidosas, questões controversas, opiniões. Um tinha uma opinião, outro tinha outra. E isso servia para que uns julgassem outros. E a palavra, o verbo julgar, o verbo crinei, também aparece aí. E, portanto, os crentes vão ser divididos em dois grupos. Uns que são catalogados como fortes, que comem de tudo. Outros que são catalogados como fracos, só comem legumes.
Poderíamos dizer que são vegetarianos. É este grupo de fortes, comer de tudo, que algumas pessoas dizem, ah, eles comem de tudo. Então, temos aqui as leis de Levíticos 11 que já não são mais atuais. mas nós iremos ver que não é bem assim. Para já, podemos ir por exclusão de partes. Há autores que nos dizem que este problema de comer e não comer seria o mesmo problema que o apóstolo Paulo encontrou na igreja de Corinto, que ele próprio, portanto, criou. Em Coríntio o problema era de que alguns comiam carnes sacrificadas aos ídolos e isso escandalizava outros. E há realmente aqui algumas frases, algumas palavras que são comuns, quer à epístola aos coríntios, quer à epístola aos romanos, na questão central é realmente a comida nas duas epístolas.
Em ambas se menciona que tudo é permitido. Em cada caso, tanto na Epístola aos Romanos como na Epístola aos Coríntios, quem come dá graças a Deus e come sem culpa. Também se menciona que não se deve ser um tropeço para o irmão mais fraco. Em ambas as epístolas é mencionado também que os discípulos de Cristo são exortados a considerar os outros antes de si mesmo, a ver o benefício do outro em lugar de pensar em si. Portanto, há realmente pontos semelhantes entre a Epístola aos Romanos e a Epístola aos Coríntios, sobretudo a Epístola aos Coríntios no capítulo 8 e depois no capítulo 10. Porém, também é verdade que não é mencionado em 1ª Edda do Romano, nos 14, a questão dos ídolos.
E em Coríntios é. Em Coríntios esses ídolos também são descritos como demónios. Em Romanos essa nomenclatura não aparece. O contexto é outro. O contexto é outro. E, portanto, o silêncio de Paulo acerca destes ídolos e mostrar que há uma observância de certos dias em conjunto com a comida e, sobretudo, no versículo 21, o apóstolo Paulo vai também mencionar o vinho. E isto é importante porque estes pontos estão todos eles relacionados. Portanto, temos aqui a comida associada à guarda de certos dias e também o vinho. Logo, nós podemos ver que Paulo não está aqui a tratar de práticas bíblicas, porque o Antigo Testamento não fala da abstinência de carne.
Fala que há certas carnes que não devem ser comidas, mas não fala da abstenência total de carne. E também, em relação ao vinho, nós mencionamos que, já em programas anteriores, que realmente há várias palavras para vinho e que a Bíblia aconselha a que o vinho alcoolizado não seja ingerido. Mas não o proibia totalmente. O sacerdote não bebia vinho, é um facto. E também não bebia vinho o nazireu. Mas eram os casos de exceção. enquanto que aqui em Romanos há um determinado grupo de crentes que não come carne em determinados dias, ou seja, têm a abstinência de carne e a abstinência de vinho. E isso pode estar relacionado, portanto, com diversas práticas.
Também percebemos que não está em questão as leis de Levítico XI, porque a tradução dos 70 em Levítico XI traduz a palavra tamē, impuro, pela palavra grega akathartós. enquanto Paulo, aqui na Epístola aos Romanos, utiliza a palavra koinos. A palavra koinos pode querer dizer comum, profano ou impuro, mas não tem um sentido tão forte como a palavra akatartos, que é aquela que traduz o hebraico impuro, no texto de Levíticos 11. E, portanto, a omissão dessa palavra pode-nos fazer dizer também que, em romanos, não é isso que aqui estava realmente em causa.
E é isso mesmo que nós iremos aqui ver. A palavra aqui utilizada, portanto, é koinon, comum, profano, e não a catartose, que é realmente a palavra para impuro. Ele não se está a referir, portanto, Paulo não se está a referir a alimentos ou carnes que eram impuros na sua essência, como era o caso dos animais da categoria dos impuros no texto de Levíticos. Ele refere-se a animais puros que, de alguma maneira, eram considerados impuros pelos irmãos mais fracos, que apenas comiam legumes. Portanto, eram os irmãos fracos que diziam, estas carnes que vocês comem são profanas, são comuns. Isso gerava a divergência de opiniões, não é? Exatamente. É o mesmo problema que nós encontramos em Marcos 7, num programa que nós fizemos aqui há algum tempo atrás.
E, portanto, é a mesma palavra, koinos. A palavra akatartos também não fazia parte do texto de Marcos 7. E, portanto, é exatamente a mesma questão. Que questão é essa? É uma boa pergunta. É preciso perceber o que é que irá realmente provocar que na Igreja de Roma alguns crentes digam a outros crentes que eles estão a comer alimentos que não devem, não estando em causa, portanto, o texto de Levíticos 11. Mas isso será para a segunda parte do nosso programa. Exatamente, vamos descobrir então na segunda parte. Muito bem. Se acompanha regularmente a nossa programação, sabe que em cada programa temos sempre algo especial para si.
E este é justamente o momento para lhe apresentar a nossa oferta de hoje. Estou a falar do Guia de Estudo da Bíblia na Mira da Verdade. No início mencionei que temos recebido diversas perguntas sobre passagens bíblicas que geram dúvidas aos nossos ouvintes e telespectadores e este guia é uma excelente ferramenta para o estudo exatamente de textos complexos da Bíblia e que estão divididos aqui em dez edições onde vão sendo abrangidos vários temas. Se ainda não solicitou este material, totalmente gratuito, pode fazê-lo agora mesmo, enviando para nós uma mensagem para o número que eu tenho a certeza que já conhece, 933 939291, indicando que deseja receber o Guia na Mira da Verdade. Vamos então agora dar lugar a uma breve pausa no nosso programa.
Não saia daí, creio que quer conhecer o desfecho deste assunto. E nós voltamos já a seguir, após um curto intervalo, para então sim darmos início à segunda e última parte do Programa Forambílico. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança.
Regressamos para a segunda parte do programa Fórum Bíblico. Hoje estamos a responder as perguntas relacionadas com a compreensão das palavras do Apóstolo Paulo na Epístola aos Romanos. E para nos ajudar a compreender esta passagem, está connosco, agora para a segunda parte do Fórum Bíblico, o teólogo Arturo Machado. Muito bem, vamos então continuar a clarificar este assunto através da resposta agora à segunda pergunta que vai permitir fazê-lo. E a pergunta é, na passagem de Romanos 14, 1 a 6, que outras possibilidades devem ser excluídas ao interpretarmos este texto? E será que conseguimos realmente perceber do que se tratava? Esta aqui é a grande questão. Ora, muito bem. Então, há autores que se aliantam a isto poderia ser uma influência de judaizantes, mas as evidências internas do texto não nos apontam para isso.
E, sobretudo, muitos comentadores descartam essa possibilidade de serem judaizantes. Há inclusive um, eu trouxe uma citação para nós vermos, é Frans Leonard, que no seu comentário na Epístola aos Romanos diz assim, nada indica que se trata de judaizantes e não encontraremos aqui qualquer alusão ao sábado, mas sim a práticas de abstinência ou de jejum fixadas a datas regulares. E Frans Leonard faz isto porquê? Porque, como eu mencionei, o apóstolo Paulo diz que aqueles que eram vegetarianos também observavam certos dias. E Franz Bernhard tem o cuidado de dizer, atenção, que estes certos dias não são o sábado. Nós não temos, portanto, aqui a certeza de que seja o mesmo problema que nós encontramos, por exemplo, na Epístola aos Gálatas ou na Epístola aos Colossenses, porque aí havia a influência de judaizantes que procuravam fazer com que os cristãos voltassem às práticas das leis rituais do judaísmo.
E Paulo dizia na Epístola aos Galatas que esses crentes se tinham afastado da fé e diz na Epístola aos Colossenses que vocês guardam dias, meses e anos. Aqui, em Romanos, isso não existe. Existe apenas a menção de certos dias, mas não existe uma nomenclatura que possa associar, portanto, a questões rituais ou a questões cerimoniais que viessem mesmo do judaísmo. Por outro lado, nós sabemos também que havia uma influência pagã, uma influência filosófica dos pitagóricos que se abstinham de vinho e de carnes, ou seja, eram vegetarianos, mas por uma concepção dualista.
Poderia ser uma influência pitagórica? Há alguns comentadores que dizem que sim. Poderia realmente ser uma influência dos mistérios de Orfeu ou dos pitagóricos que alguns crentes tivessem ainda a seguir. Mas há uma outra possibilidade que também pode ter influenciado alguns crentes da comunidade de Roma. Havia no judaísmo um grupo que se chamava os essénios. Estes essénios tinham um calendário próprio, embora guardassem muitas das festas judaicas, tinham também o seu próprio calendário. E esse calendário também tinha abstinência de alimentos.
Ou seja, eles ajoavam a determinados dias de semana. Não comiam carne. e não bebiam vinho. É provável que esta influência cénia, nós sabemos que ela teve influência na diáspora judaica. É provável que ela tenha chegado a Roma. E é provável, portanto, que ela tenha incomodado alguns judeus em Roma, que também era uma comunidade muito grande na cidade. Ao converterem-se ao cristianismo, trouxeram consigo algumas dessas ideias que os essénios tinham. Na realidade, nós não sabemos do que é que estamos a tratar. O apóstolo Paulo não menciona, ele só menciona o problema.
E, portanto, nós temos que, quando vemos isto, temos que ir vendo por exclusão de partes o que é que poderia ser, o que é que poderia não ser. Partimos desse contexto de que seria um grupo multifacetado e que poderia dar aso a... Porque nos incênios a pureza cerimonial não era um objetivo principal. É verdade que não era, mas era uma paixão absorvente. Ou seja, no seu desejo de observar cuidadosamente a distinção de Moisés entre alimentos limpos e alimentos não limpos, o essénio ia muito para além do fariseu. E, portanto, eles acreditavam que o melhor era até nem comer produtos cárnios, ia prestar-se de alimentos a determinados dias.
Também sabemos que os judeus jejuavam em dias fixos, isso nós sabemos, e os essénios também o faziam e tinham algumas práticas portanto, que configuravam com aquilo que Paulo menciona. Porque, reparem, Paulo no versículo 2 diz assim, um creque pode comer de tudo, enquanto o fraco apenas come legumes. E esta frase do versículo 2 vai ser paralela àquela que nós encontramos no versículo 5. desta epístola de Romanos 15, em que Paulo diz, um considera um dia mais importante do que o outro, enquanto o outro considera todos os dias iguais.
E Paulo menciona estas duas situações em conjunto. E, portanto, seria interessante perceber que, provavelmente, o que Paulo aqui faz alusão é que, a determinados dias, haveria abstinência de alimentos para um grupo de crentes. E os outros não estavam nem aí. como se costuma dizer, continuavam a comer, o que era normal eles comerem. Com certeza, portanto, uma das coisas que nós podemos já dizer é que o apóstolo está a tratar os dias, que são dias de jejum, num contexto de abstinência parcial ou até Ceremonial. E este calendário dos incénios era um calendário interessante. Ele era elaborado segundo o calendário dos jubileus e fazia com que as festas, os dias que eles, portanto, celebravam, calhassem sempre no mesmo dia da semana, ano após ano.
Portanto, eles arranjavam ali um estratégema, acrescentavam um diazinho a cada mês para que aquilo desse certo e a coisa batia certo. E como eles sempre tinham escrupulosamente de carne e de vinho e tinham acrescentado estes dias religiosos ao calendário regular, estas discussões já existiam mesmo entre grupos judaicos na diáspora. Não é anormal que elas pudessem acontecer no judaísmo. Tanto mais que há um escrito cristão, a Diraquê, que nos menciona quando é que os judeus rejoavam. E é importante perceber isso porque isso vai nos ajudar a compreender, talvez um pouco, o problema de romanos.
E esse texto da didáquia diz-nos assim, que os vossos jejões não coincidam com os dos hipócritas. Os hipócritas são os fariseus, são os judeus, ok? Eles jejuam no segundo e no quinto dia da semana. Portanto, já sabemos que os judeus jejuavam à segunda e à quinta. Vocês, porém, isto é interessante, jejuem no quarto dia e no dia da preparação, ou seja, na quarta e na sexta. Que a Didaquê menciona que os cristãos jejuavam, menciona. E, portanto, a Didaquê é um texto absolutamente antigo e que já está muito paralelo do texto de Romanos.
E isso mostra-nos que havia cristãos que jejuavam também. Logo, o apóstolo Paulo está convencido que esta opinião a respeito dos dias não tem nada a ver com fundamentos da experiência cristã. Porque ele vai dizer, um jejua, para o Senhor jejua. O outro como? Para o Senhor o como? Um guarda dias, para o Senhor os guarda. O outro não tem em consideração estes dias, para o Senhor os tem. Se fosse questão de sábado, Paulo nunca diria isto. porque Paulo guardava o sábado. E nós sabemos que dos princípios que nós temos do cristianismo, tanto do livro dos Atos dos Apóstolos como do final dos Evangelhos, o sábado nunca foi colocado em questão. E, portanto, aqui estão realmente em questão estes dias que seriam dias de jejum.
E o apóstolo Paulo o que ele diz é o seguinte, cada um esteja convicto na sua própria mente. Isto não são questões doutrinárias, não são questões relevantes. Acontece que são diferenças de opiniões e vão sempre existir. No fundo vai sempre haver uma zona cinzenta dentro das escrituras, naquilo que não está revelado, para que uns façam de uma maneira e outros façam de outra maneira. o que eles não devem é considerar que aquilo que fazem é o absoluto, é aquilo que todos devem fazer. É isso que Paulo aqui está a dizer. Que passa a ser uma lei, não é? Que passa a ser uma lei, que passa a ser realmente a ser uma prática. E, portanto, o que aqui estava em questão não era um assunto doutrinário, era um assunto de segunda mão, por influência, provavelmente, ou de uma filosofia pitagórica, ou do culto de mistérios que tenha entrado na comunidade cristã através de crentes que tivessem vindo do paganismo, ou que tivessem entrado na comunidade cristã por crentes vindos do judaísmo, mas influenciados, provavelmente, por estas práticas hissénias.
Concretamente, o que era, nós não sabemos. Mas sabemos uma coisa. o não estar mencionada a palavra grega akatartós, e sim a palavra koinos, que é a mesma que aparece em Marcos 7. E, portanto, mostra-nos que isso não tem a ver com alimentos como estão legislados em Levíticos 11. Tem a ver com alimentos que provavelmente até podiam ser carne de vaca, carne de ovelha, carne de carneiro, mas que os outros crentes guardavam determinados dias e sempre tinham esses dias e só comiam legumes, consideravam que os outros comiam alimentos que não eram considerados por eles como puros. E, portanto, o apóstolo Paulo tenta dizer à comunidade romana, apaziguem-se, tenham calma, cada um esteja seguro no seu propósito e não se degladiem na igreja acerca de coisas que não estão reveladas.
a nossa primeira pergunta. Paulo não aboliu as restrições que estamos a pedir, porque ele está a dizer aqui assuntos não essenciais à fé, que se aplicou e que não comprometam os princípios, claro, cada um deverá seguir a sua consciência, não julgando os outros, tolerando os outros. Muito bem, o nosso tempo está mesmo mesmo a terminar, mas antes eu quero chamar a sua atenção uma vez mais para o Guia de Estudo da Bíblia, que hoje à sábado temos como oferta para si, é o Guia na Mira da Verdade, e aproveitando até aquilo que nós estamos, que acabámos de analisar, eu gostaria de destacar a lição Número 7 deste guia, que fala exatamente sobre textos difíceis sobre o consumo de carnes imundas. E o estudo desta lição é uma ajuda para ver o contexto de alguns desses textos, alguns até mencionámos hoje aqui durante o programa, e aquilo que Deus realmente ensina sobre o consumo de carnes imundas.
algo para complementar o seu estudo da Bíblia. Como já sabe, este Guia de Estudo da Bíblia é totalmente gratuito e, para o pedir, é muito simples. Apenas preciso-lhe enviar, a partir de agora mesmo, uma mensagem para o número 933 939291 a solicitar o Guia na Mira da Verdade. Ficamos assim, então, a guardar a sua mensagem, para que depois a nossa equipa possa articular consigo o envio de um exemplar. Ficamos também a guardar o envio das suas perguntas sobre outras passagens bíblicas, ou então sobre qualquer outro assunto da Bíblia que necessite de esclarecimento, e pode enviá-las para este mesmo número, volto a repetir, 933-939291, ou então, se preferir, pode escrevê-las por e-mail para programas-arroba-novotempo.pt. E assim, porque o tempo não nos permite mais, chegamos ao fim do programa de hoje, mas na próxima semana estaremos de volta.
Vamos voltar a abrir o Fórum Bíblico porque queremos continuar a responder aqui às questões que nos vai enviando e a sua participação tem sido determinante para enriquecer este espaço, que é acima de tudo um espaço de partilha do conhecimento bíblico. O nosso encontro está marcado. Contamos consigo. Até lá. Fique bem.
Neste episódio do Fórum Bíblico, o teólogo Arthur Machado ajuda-nos a compreender uma das passagens mais debatidas da Epístola aos Romanos, Romanos 14:1 a 6. Afinal, Paulo aboliu as restrições alimentares de Levítico 11? Ou estava a tratar de outro assunto dentro da igreja de Roma?
A conversa conduz-nos pelo contexto histórico da comunidade cristã em Roma, formada por crentes vindos do judaísmo e do mundo pagão, e mostra como Paulo procurava apaziguar divergências de opinião entre irmãos na fé.
🍞 Neste episódio, descubra porque Romanos 14 não deve ser usado para afirmar que as orientações bíblicas sobre alimentos puros e impuros foram abolidas. A análise mostra a diferença entre questões doutrinárias essenciais e práticas pessoais ligadas a jejum, abstinência e consciência individual.
📖 Um estudo profundo, claro e atual para quem deseja compreender melhor a Bíblia e aplicar os seus princípios com equilíbrio, respeito e fidelidade à Palavra de Deus.
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