Olá. Começa agora mais um episódio do Fórum Bíblico. Seja muito bem-vindo e muito obrigado pela sua preferência. Como sempre, o nosso objetivo é ajudá-lo aqui a compreender de forma mais profunda a Bíblia Sagrada. E a sua participação é essencial para o sucesso deste programa. Se há algum texto bíblico que lhe pareça particularmente difícil ou que não compreenda totalmente, ou então se existe algum tema da Bíblia que lhe desperte dúvidas, Então quero desafiá-lo neste momento a partilhar connosco as suas questões. Pode enviá-las para o nosso e-mail, ele é programas arroba novotempo.pt ou então, se preferir, de forma muito fácil, pode enviar uma mensagem para o número 933-939291. Em qualquer dos casos, não se esqueça de mencionar sempre o nome do programa, Fórum Bíblico, para que as suas perguntas cheguem corretamente até à nossa produção.
E foi precisamente a necessidade de esclarecimento sobre um tema bíblico específico que motivou a primeira pergunta que nos foi enviada. Quer saber que tema presente na Bíblia é esse? Então fica connosco para conhecer essa primeira pergunta que temos para colocar
ao nosso convidado aqui no Fórum Bíblico, o teólogo Arturo Machado, e que vai introduzir o tema hoje em destaque. Olá, Artur. Olá, Mário. Bem-vindo uma vez mais. Vamos, então, já conhecer a pergunta que nos chegou. Ela tem aqui um contexto introdutório e que é o seguinte. Sei que o dízimo foi estabelecido na Lei de Moisés, sendo a décima parte de toda a colheita que vinha do campo por todas as tribos de Israel para manter o sustento dos levitas, dos órfãos e das viúvas, isto no Velho Testamento. Após a vinda de Jesus, a sua morte e ressurreição, entrámos numa nova era. A minha pergunta é, o dízimo ainda faz sentido nos dias de hoje? Muito obrigado pela pessoa que nos envia esta pergunta, porque realmente é uma pergunta importante. Há muita desinformação, atualmente, sobre aquilo que era o dízimo.
Aliás, na própria pergunta, nós vamos ver que há aqui uma mistura de uma mesma palavra que, afinal de contas, é usada na Bíblia para diferentes realidades. e com diferentes propósitos. A palavra dízimo vai ser usada com diferentes propósitos. Aliás, é por aí mesmo que nós podemos começar. O termo dízimo é usado tanto no Antigo como no Novo Testamento e vamos ver a palavra no Antigo Testamento para dízimo é e no Novo Testamento a palavra é decate. Ambas as palavras significam a décima parte de algo. Portanto, a décima parte de um produto. Poderia ser um produto oriundo da agricultura, poderia ser um produto oriundo do comércio, poderia ser um produto oriundo de qualquer rendimento.
A décima parte de algo. É este o sentido da palavra dízimo. E o dízimo não aparece na Lei de Moisés pela primeira vez. É importante salientar, começarmos a salientar isto. A primeira vez que nós ouvimos falar da palavra dízimo na Bíblia é num livro de Génesis. Aliás, as primeiras vezes, para sermos corretos, é inclusivamente com Abraão. Abraão foi libertar o sobrinho que tinha sido levado cativo numa guerra que tinha oposto quatro reis contra cinco. O principal monarca da coligação que ganhou essa guerra, o rei Quedor Loalmer, levou cativos às populações de Sodoma, de Gomorra, e quando Abraão soube da notícia, ele próprio, com os seus aliados, fez-lhe um pequeno destacamento militar e foi à procura de libertar o seu sobrinho.
E ele foi bem sucedido nessa circunstância, derrotou os exércitos que mantinham o seu sobrinho cativo e quando ele regressa, Dá-se um encontro entre Abraão e um personagem, do qual nós aqui já falámos, Melquisedeque, num programa anterior. Dá-se este encontro com este rei, que é simultaneamente sacerdote. E é interessante que é a primeira vez que se menciona que alguém deu o dízimo a Outrem. E é um contexto interessante, porque é um contexto que nos mostra que Abraão não é israelita. Abraão vai estar na origem do povo de Israel, mas ele próprio não é ainda israelita.
E se Abraão devolveu o dízimo a Melquisedeque, é porque isso estaria em consonância com aquela que era a fidelidade de Deus para com Abraão. Nós lemos, por exemplo, uns capítulos mais adiante, já com Isaac, que é o filho de Abraão, quando Deus fala a Isaac para o motivar, para o encorajar, Deus vai dizer em Génesis, capítulo 26, versículo 5, porque Abraão obedeceu à minha palavra, guardou os meus mandados, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis. E, logo, o contexto em que Abraão dá o dízimo a Melquisedeque é um contexto onde se menciona que Deus é o possuidor da Terra, ou seja, o Criador de todas as coisas.
E isto é particularmente interessante porque várias vezes na Bíblia, sobretudo nos profetas em Ageu, uma das razões que a Bíblia dá para a devolução do dízimo é porque Deus é o possuidor de tudo. Deus tem todas as coisas e, logo, ele, ao considerar o ser humano gerir, administrar tudo aquilo que é dele, Deus vai pedir que o ser humano se lembre disso através, justamente, da devolução do dízimo. Mas a própria palavra dízimo, como eu mencionei, tem três aplicações na Bíblia e é preciso distinguir essas três aplicações.
Há um dízimo que é do mesmo género daquele que Abraão deu a Melquisedeque. Melquisedeque vai ser importante na segunda parte do nosso programa porque a Epístola aos Hebreus vai falar dele também em relação com o sacerdócio e em relação com o dízimo. E, portanto, esse dízimo, que nós poderíamos dizer que é um dízimo sacerdotal, digamos assim, porque realmente Melquisedeque é sacerdote e tem funções sacerdotais, vai, portanto, mostrar que o dízimo é dado a quem executa essas funções. E à parte de Abraão, depois nós vemos que Jacó também promete a Deus numa outra circunstância, portanto o neto de Abraão promete a Deus, se Deus for com ele, que ele lhe devolverá o dízimo.
Vemos que isso é uma prática que está assumida na vida dos patriarcas. depois ela vai aparecer realmente de novo na história do povo de Israel. Em Levítico, no capítulo 17 e versículo 32, é dito, no tocante às dízimas do gado e do rebanho, de tudo o que passar debaixo do bordão do pastor, o dízimo será santo ao Senhor. Este dízimo aparece como gratidão a Deus, pelas bênçãos que Deus concede, e era dado aos levitas, porque os levitas não tinham herança entre as tribos de Israel. E Deus tinha mesmo dito isso, como os levitas estão alocados ao santuário e a todo o processo de expiação do pecado e de mediação do pecado que estava afeto ao santuário, Deus diz, os levitas não têm herança na terra de Canaã, na terra promotiva.
Não provinha da sua atividade. Exatamente. E, portanto, todas as tribos contribuiriam, através do dízimo, para o sustento dos levitas e dos sacerdotes. E, teologicamente falando, portanto, o dízimo não é pago, o dízimo é devolvido. Isto é muito importante de salientar. Mas a própria palavra dízimo vai ter ainda uma aplicação a duas outras realidades. E às vezes isto é o que provoca confusão quando as pessoas leem a Bíblia. E que eu notei na pergunta que nos foi enviada, porque ali a pessoa fazia menção de que o dízimo era para os órfãos, para as viúvas. Há um dízimo que é inteirinho para os levitas. Não é para órfãos, não é para viúvas.
É este que eu acabei de mencionar. O dízimo que é dado aos levitas e que Abrão deu a Melquisedeque. Esse é chamado o dízimo sacerdotal. Em seguida nós temos um outro dízimo. E assim nós vamos ver que ele É confundido erradamente com este que nós falámos primeiramente, mas é um dízimo de outra qualidade. Ele vai aparecer relacionado com o ciclo de sete anos do ano sabático e que começa a ser praticado apenas quando o povo de Israel entra em Canaá. e esse dízimo já não é dado inteiramente aos levitas, às vezes os levitas podem participar dele, mas participam dele no sentido em que a pessoa convida o levita a comer desse dízimo, tal como dá esse segundo dízimo ao pobre ou à viúva ou ao órfão.
Nós vamos ver isso, portanto, De acordo com os textos mencionados em Deuteronómio, esse segundo dízimo ficava com o adorador, não era levado à casa do tesouro. Portanto, o primeiro dízimo era levado à casa do tesouro, este segundo dízimo não era. O adorador poderia vender o dízimo do produto ou do animal, se necessário. e usá-lo para comer quando visitasse o santuário a cada ano, no primeiro, segundo, quarto e quinto anos do ciclo de sete anos que findava com o ano sabático. E, portanto, este segundíssimo, o adorador comia dele numa ação de louvor e adoração a Deus, juntamente com o pobre, E poderia também convidar o Levita que estivesse naquele momento em funções.
Não era um dízimo diretamente e estritamente para os Levitas. Portanto, esta é a segunda vez que a palavra dízimo é aplicada na Bíblia. Há ainda uma terceira vez que a palavra dízimo é aplicada na Bíblia e nós vamos fazer referência a ela. Finalmente, a palavra dízimo era também usada para se referir ao imposto que o rei poderia recolher. Ele vai aparecer pela primeira vez com saúde. como rei de Israel, portanto, cerca de mil anos antes de Cristo. Se as pessoas quiserem ver, podem ter como referência o primeiro livro de Samuel, no capítulo 8, nos recículos 11 a 15.
Este dízimo vai ser apenas utilizado durante um período de 400 anos, que é o período que vai durar mais ou menos a monarquia, embora se chamasse dízimo também não se tratava do mesmo dízimo que Abraão devolveu a Melquisedeque e que mais tarde Deus orientou o povo de Israel a dá-lo aos levitas. O que a Bíblia nos relata é que quando o povo de Israel regressa do exílio de Babilónia, este terceiro dízimo desaparece. E o dízimo que permanece é o primeiro, aquele que Abraão deu a Melquisedeque e que Moisés disse que era para uso dos levitas. Nós vemos isso, por exemplo, em Neemias, no capítulo 10, nos versículos 37, que nos diz, as primícias da nossa massa, as nossas ofertas, o fruto de toda a árvore, o vinho e o azeite traríamos aos sacerdotes, às câmaras da casa do nosso Deus, os dízimos da nossa terra, pois a eles como para receber os dízimos de todas as cidades onde a lavora." Isto está em consonância com o Pentateuco.
Também o profeta Malaquias vai fazer alusão a este dízimo quando diz que muitas pessoas no povo de Israel não contribuíam com ele. E o profeta Malaquias exorta o povo de Israel a trazer todos os dízimos justamente à casa do tesouro. Ou seja, O segundo templo é reconstruído, porque o primeiro tinha sido destruído pelos babilónios, e nessa reconstrução é como estava na primeira, uma parte era chamada a Casa do Tesouro, onde as pessoas traziam então esse dízimo que servia para o sustento dos sacerdotes e dos levitas. Muito bem. Então, fica clara esta ideia que na Bíblia o dízimo tem vários significados e contextos e que é importante distingui-los corretamente para também serem compreendidos.
Exatamente. Muito bem. Nós já vamos continuar este tema, mas agora é tempo de lhe dar a conhecer a oferta que temos preparada para sair no programa de hoje. Estou a falar do Guia de Estudo da Bíblia à Procura da Verdade. Este manual de estudo está organizado em várias lições temáticas. Na verdade, são 15 temas, cada um deles está centrado num aspecto essencial da fé cristã. Por isso, peço agora mesmo, se não tiver e sem qualquer custo, um exemplo lá para si, através de uma simples mensagem que pode enviar para o número 933 939291, a solicitar o Guia de Estudo à Procura da Verdade. Temos ainda mais uma pergunta a propósito deste tema, o dízimo, que vamos conhecer na segunda parte deste programa, logo após um breve intervalo.
Continuo por aí, nós voltamos já de seguida.
TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Obrigado por continuar connosco para a segunda parte do Fórum Bíblico. E se por acaso só se juntou a nós agora, quero que saiba que estamos a responder a perguntas sobre a prática do dízimo com base na Bíblia. Vamos então conhecer a segunda pergunta. E a pergunta é a seguinte. Será que depois de Jesus a prática do dízimo ainda se justifica? E esta pergunta estava também embutida na primeira que foi colocada. Exatamente. Portanto, nós verificámos que havia três tipos de dízimos, a seguir ao exílio de Babilónia continua a praticar-se apenas o dízimo que era dedicado aos sacerdotes.
O dízimo que Abraão devolveu a Melquisedeque, o dízimo que Moisés fez alusão às diferentes tribos, para sustento da tribo de Levi. Jesus falou justamente acerca desse dízimo, acerca do dízimo que era dado aos levitas e aos sacerdotes numa crítica. Jesus criticou os fariseus por serem demasiado rigorosos numas coisas e pouco rigorosos nas outras. E isso está em Mateus, no capítulo 23 e no versículo 23. Jesus vai dizer, Ai de vós, escribas fariseus hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei, a justiça, a misericórdia e a fé.
E Jesus diz, devias, porém, fazer estas coisas sem omitir aquelas. O que Jesus critica nos fariseus era esta dicotomia que eles tinham entre julgar que umas coisas eram mais importantes do que as outras. E, para Jesus, a lei era um todo harmonioso e que deveria ser levada em consideração. Jesus não está aqui a dizer que os fariseus e que os sacerdotes não deviam dar o dízimo. E, portanto, Jesus está-lhes a dizer que eles deveriam dar o dízimo. Jesus diz, deveriais, porém, fazer estas coisas. mas deveriam também ser tão rigorosos com as outras, que seriam a fé, a misericórdia e a justiça.
E, portanto, Jesus quer um todo coerente, um todo coeso. Logo, nós podemos concluir desta primeira parte é que Jesus não condenou a prática da devolução do dízimo. Pelo contrário, Jesus legitimou a sua a sua continuidade. Há também outros autores que acrescentam que o sacerdócio levítico, como terminou, como diz a Epístola aos Hebreus, que o sacerdócio levítico era inferior ao sacerdócio de Jesus Cristo, e como ele terminou, logo diz-me que estava acoplado à prática do sacerdócio, já não estaria mais em vigor. E é verdade que a Epístola aos Hebreus salienta que o sacerdócio atingiu, digamos, o seu cumprimento na pessoa de Jesus Cristo.
Jesus é o sumo sacerdote dos crentes. num santuário que já não é mais na Terra, mas que, segundo a Bíblia, existe no Céu. E, portanto, para a Epístola aos Hebreus, o santuário levítico que vinha de Aarão, também denominado o sacerdócio Aarónico, portanto o sacerdócio levítico, não estava mais em vigor. E o argumento que o autor da Epístola aos Hebreus apresenta é interessante. Na Epístola aos Hebreus, no capítulo 7, a partir do versículo 5, ele diz, Ora, os que dentre os filhos de Delvi recebem o sacerdócio têm mandamento de receber de acordo com a lei os dizimos do povo, ou seja, dos seus irmãos, embora tenham estes descendido de Arão.
Entretanto, aquele cuja genealogia não se inclui entre eles recebeu dizimos de Abrão e abençoou o que tinha às promessas. Evidentemente, é fora de dúvida que o inferior é abençoado pelo superior. E, por assim dizer, diz no versículo 9, também Leví que recebe dízimos pagou-os na pessoa de Abraão, porque ele ainda não tinha sido gerado por seu pai quando Melquisedeque saiu ao encontro deste. E, portanto, o argumento significativo da epístola aos hebreus é Ok, o sacerdócio de Melquisedeque é superior ao sacerdócio de Abraão, mas não se diz que o dízimo foi anulado. Pelo contrário, o autor na sua argumentação, o autor da Epístola aos Hebreus, continua a dizer que o Arão, afinal de contas, já tinha pago dízimos através, ou tinha devolvido dízimos, melhor dizendo, através do seu antepassado Abraão.
Quando este os deu a Melquisedeque. E o autor da Epístola aos Hebreus diz, é um facto, Melquisedeque é um sacerdócio superior ao de Arão, porque ele é um sacerdócio que é o tipo de Jesus Cristo. E, portanto, Esse sacerdócio não se destina apenas a um determinado povo. Jesus é sumo sacerdote, diz a Epístola aos Hebreus, segundo a ordem de Melquisedeque, porque Jesus não é da tribo de Levi, Jesus é da tribo de Judá. Logo, o seu sacerdócio é superior, porque é um sacerdócio eterno, porque é um sacerdócio que é feito num santuário que é superior e, portanto, o autor da Epístola aos Hebreus cataloga tudo isto.
O sacerdócio de Melquisedeque representa o sacerdócio de Jesus, mas isso não põe em causa a devolução do dízimo. E este é um aspecto importante que nós podemos aqui salientar. A devolução do dízimo na Epístola aos Hebreus continua a ser legítima porque está essencialmente ligada ao Ministério de Jesus e permanecerá assim enquanto esse Ministério for requerido e estiver ativo na Terra para a salvação de pessoas até à sua volta. Portanto, o argumento de que a mudança de sacerdócio incluiria a mudança do dízimo, portanto, a anulação do dízimo, não confere com aquilo que o autor da Epístola aos Hebreus está constantemente a salientar.
Além do mais, a Bíblia dá-nos várias razões teológicas para a devolução do dízimo, até mesmo para o ser humano do século XXI. O dízimo está sempre ligado à adoração a Deus. O dízimo é um ato de adoração, um reconhecimento de que Deus é o Criador de todas as coisas. Em segundo aspecto, ele é uma expressão também da parceria entre o divino e o humano. Deus deu-nos a oportunidade de gerirmos todo este planeta, com os seus imensos recursos. E, portanto, a devolução do dízimo é o reconhecimento de que nós e Deus somos, de certa maneira, sócios. Somos os administradores dos bens que Deus nos dá.
E como Ele tem regras e como Ele tem princípios na administração desses bens, o dízimo é uma forma do ser humano dizer, eu reconheço a superioridade de Deus sobre sobre mim. É também o reconhecimento das bênçãos que Deus nos dá através da graça que é disponível em Jesus Cristo. Logo, é uma resposta de amor e de gratidão que nasce do coração do crente para com o seu Deus. E é a expressão de viver numa relação de aliança onde Deus é simultaneamente o Criador, o Salvador e o Senhor. E, portanto, tal como nós vimos, na Bíblia havia três tipos de dízimos, mas só um acabou por permanecer, que é aquilo que nós denominámos o dízimo sacerdotal.
Esse dízimo continua em vigor. Ele não dependeu da anulação do sacerdócio israelita quando este caducou face ao sacrifício de Jesus e à sua intercessão por nós no Santuário Celestial, mas, pelo contrário, ele é associado ao Ministério de Jesus que dura enquanto o Evangelho for pregado a todo o mundo nesta geração. Aqueles que são fiéis a Jesus Cristo serão também fiéis na entrega, na devolução dos seus dízimos para a continuidade desta missão, que é a missão da Igreja. Na Bíblia, o dízimo está associado à adoração a Deus, à fidelidade para com ele, ao reconhecimento de que ele é o provador de todas as coisas e a sua utilidade está ligada diretamente à missão da igreja.
Enquanto a igreja estiver, tiver uma missão para cumprir, o dízimo ajudá-la a cumprir essa mesma missão. Espero, por isso, ter respondido à pergunta que a pessoa nos colocou.
E eu tenho a certeza que ficou muito claro pela explicação que deu e que fica na nossa mente esta importância do dízimo enquanto um gesto de gratidão, de reconhecimento por tudo aquilo que Deus é e, acima de tudo, também pelo apoio à missão da Igreja e que continua nos dias de hoje. O nosso tempo, infelizmente, não dá para mais, mas eu quero dizer-lhe que um dos temas para estudo no guia que estamos a oferecer neste programa, o guia à procura da verdade e que queremos que possa receber, se ainda não tem, é precisamente sobre mordomia cristã. É o tema número 10 deste manual de estudo e onde o assunto do dízimo também é abordado e aqui explicado à luz da Bíblia. Assim, se pedir este guia, se ainda não o tiver, ou se já o tiver, poderá estudá-lo novamente, terá acesso a mais informação para complementar o tema que hoje esteve aqui em foco no Fórum Bíblico.
Mas também, através deste guia, poderá aprofundar muitos outros assuntos, como a criação, o santuário, a igreja, enfim, a origem do mal, a lei de Deus, a nova terra, enfim, tantos temas que pode aprofundar todos eles à luz da Bíblia, através da ajuda dos comentários e dos textos que aqui são referenciados. Para receber este manual totalmente gratuito, apenas precisa de enviar uma mensagem para um número que já conhece, se o torna a relembrar, 933 93 92 91 e basta colocar a mensagem, peça o guia de estudo à procura da verdade e depois a nossa equipa tratará de o enviar para a morada que nos facultar. Não deixe de acompanhar a estreia semanal de cada um destes programas. Já sabe, pode fazê-lo através do canal 186 da Mel ou então no YouTube da Novo Tempo Portugal e pode também ouvir na emissão da Rádio RCS, sintonizando os 91.2 se estiver na região da Grande Lisboa ou então em qualquer lugar acedendo a radiorcs.pt.
Superventura. Perdeu algum programa anterior ou quiser rever algum em específico, lembre-se que estão todos disponíveis em novotempo.pt. O nosso programa tem que ficar por aqui, mas nós vamos continuar a aguardar as suas perguntas, porque cada uma das suas dúvidas pode abrir caminho a novas descobertas no mundo da Bíblia e, claro, trazer para aqui novos temas para explorarmos nos próximos episódios. Regressamos então assim na próxima semana, com mais um Fórum Bíblico e, quem sabe, com a resposta à pergunta que já nos enviou. Até lá, fique bem.
Será que o dízimo foi uma prática exclusiva do Antigo Testamento ou continua a ter um propósito espiritual nos nossos dias? No Fórum Bíblico desta semana, mergulhamos na exegese bíblica para esclarecer dúvidas comuns sobre este tema tão importante. Acompanhe o apresentador Marco Figueiredo e o teólogo Artur Machado numa viagem pelas Escrituras:
📜 A origem do dízimo com Abraão, muito antes da Lei de Moisés. ⚖️ A distinção entre os três tipos de dízimos referidos na Bíblia: o sacerdotal, o das festas e o imposto real. 🙏 O que Jesus ensinou sobre a fidelidade e a importância da justiça e da misericórdia. ⛪ Como a mudança do sacerdócio levítico para o de Cristo afeta a nossa compreensão atual.
Entenda por que o dízimo é visto não como um pagamento, mas como uma devolução baseada na gratidão e no reconhecimento de Deus como Criador e Provedor. Saiba como esta prática sustenta a missão da Igreja e a pregação do Evangelho. 📖 Oferta Especial: Peça gratuitamente o Guia de Estudo à Procura da Verdade através do nosso contacto.
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