Olá, seja muito bem-vindo ao Fórum Bíblico. É sempre uma alegria poder contar com a sua companhia, quer nos acompanhe pela televisão, pela rádio ou por qualquer outro meio que esteja a utilizar neste momento. Aqui respondemos às suas perguntas sobre a Bíblia e hoje não será diferente. Daqui a instantes, o teólogo Arturo Machado irá esclarecer mais duas questões enviadas pelos nossos ouvintes e espectadores. Por isso, a sua participação é sempre muito importante. Se tem alguma dúvida sobre algum tema bíblico ou uma pergunta que ainda não encontrou resposta, então fica a saber que poderá enviar para este fórum. Como fazer? É muito simples. Tome nota. Poderá enviar as suas perguntas para o nosso e-mail, que é programas arroba novotempo.pt ou então por mensagem para o número 933 939291.
Muito importante também, não se esqueça de indicar na sua mensagem o nome do programa, Fórum Bíblico, para que todas as suas questões cheguem até nós e depois possam ser respondidas num dos próximos programas ou então diretamente por um dos nossos instrutores bíblicos. Pois bem, as perguntas hoje chamam a nossa atenção para o modo como Deus se relaciona connosco, como se relaciona com o nosso dia-a-dia, enfim, com as nossas necessidades, com as nossas ansiedades. Para dar resposta, já está aqui comigo o nosso convidado residente, o teólogo Arthur Machado.
Olá, Arthur. Olá, Marco. Bem-vindo uma vez mais. Obrigado por estar mais uma semana connosco e vamos, desde já, conhecer a pergunta que nos foi enviada. E a pergunta é a seguinte. Nos últimos tempos, ouvimos que o povo murmurava e Deus dava o que eles reclamavam. A minha questão é, será que Deus só dá quando reclamam e será assim que funciona até hoje? Muito bem, agradeço o envio desta pergunta e penso que a pessoa que a enviou estará a fazer alusão a uma das passagens da Bíblia que estão mencionadas no Pentateuco quando o povo de Israel foi liberto do Egito e iniciou a sua trajetória para a terra de Canaã e aí nós encontramos realmente em qualquer um desses livros, desde o Êxodo até o Deuteronómio, várias vezes em que o povo de Israel realmente murmurou.
E parece que Deus lhes concedia aquilo que eles pediam apenas quando eles murmuravam. Uma leitura superficial da Bíblia parece ir nesse sentido. No entanto, quando nós vemos o conjunto, nós precisamos de compreender logo de início duas coisas. Em primeiro lugar, o povo de Israel foi um povo que estava escravo no Egito. Durante 400 anos eles ficaram ali escravizados. Ora, a mentalidade de um escravo é típica, ou seja, o povo de Israel tinha uma baixa autoestima estavam habituados a que alguém pensasse por eles, lhes desse uma agenda diária daquilo que eles tinham que fazer, também providenciasse para eles os seus tempos de repouso, os seus alimentos, etc, etc, etc.
E, portanto, isso condicionou a mentalidade destas pessoas quando, de repente, elas se viram livres. Como é que alguém que durante vários séculos ficou condicionado por outra pessoa que geria toda a sua vida, de repente vai ela própria assumir a sua existência? era uma realidade muito diferente. Era uma realidade muito diferente. O segundo aspecto é que esses 400 anos de vivência numa religiosidade completamente diferente também foram condicionar a mentalidade religiosa destas pessoas. A religiosidade egípcia era muito diferente da religiosidade bíblica. No panteão de deuses egípcios nós percebemos que havia deuses que que criam o bem-estar das pessoas e percebemos também que havia deuses que, muitas vezes, agiam por capricho, por preconceito, contra os seres humanos.
E os seres humanos tentavam apaziguar, de alguma forma, Esses deuses ou reclamavam quando as coisas não corriam muito bem. E é essa mentalidade religiosa que o povo de Israel muitas vezes projeta para a sua própria vivência com Deus. Mas percebemos isso quando, por exemplo, Moisés fala com Deus, quando Deus o escolhe para ele ser o representante do povo de Israel, e se nota que Moisés faz uma pergunta a Deus, por exemplo, no livro do Êxodo, capítulo 3, versículo 13, disse Moisés a Deus, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser, o Deus dos vossos pais me enviou a vós outros e eles me perguntarem qual é o seu nome, quem lhes direi?
Isto nota que o Deus dos Patriarcas estava cada vez menos conhecido. A ideia que se tinha dele era cada vez mais esbatida no povo de Israel. Mas é bom reparar que em todo este processo há um fator que sobressai e é isso que nós poderemos colocar aqui. Deus sempre quis o melhor para o povo de Israel. E tudo o que fez foi pensado tendo em vista o bem-estar do povo de Deus. Isso nesse mesmo capítulo 3 do Livro do Êxodo, nos versículos 7 a 8, por exemplo, Deus diz a Moisés, vi a aflição do meu povo que está no Egito, ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores, conhece-lhe o sofrimento, por isso de si, a fim de livrá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra, a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel, o lugar do Cananeu, do Eteu, do Amorreu, do Fraseu, do Eveu e do Jebuseu.
E, portanto, a intenção de Deus para com Israel era a intenção de o libertar desse sofrimento que ele estava a passar. Quarenta anos mais tarde, quando Moisés faz o seu último discurso, junto à fronteira da Terra Prometida, no livro de Deuteronómio, no capítulo 7 e no versículo 8, Moisés relembra ao povo de Israel porquê que Deus os libertou. E Deus diz-te, porque o Senhor, diz Moisés, porque o Senhor vos amava. E para guardar o juramento que fizeram aos vossos pais, o Senhor vos tirou com a mão poderosa e vos julgatou da casa da servidão, do poder de faraó, rei do Egito." Portanto, Moisés diz relembrar ao povo de Israel O Senhor vos amava.
Se Deus amava Israel, certamente estava ao corrente das suas necessidades. Quando uma pessoa ama outra, a sua maior intenção é ir ao encontro das necessidades do outro, sem que o outro tenha que reclamar porque se sente esquecido ou porque se sente rejeitado de alguma maneira. E, portanto, isto é importante para salientar as intenções de Deus para o povo de Israel. Se pensarmos, por exemplo, no itinerário que Deus escolheu para o povo de Israel, também o Livro do Êxodo nos diz o porquê. No capítulo 13 desse Livro do Êxodo diz-nos, a partir do versículo 17, tendo faraó deixado ir o povo, Deus não o levou pelo caminho da terra dos filisteus, posto que mais perto Pois disse, para que porventura o povo não se arrependa vendo a guerra e torne ao Egito.
Porém, Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto, perto do Mar Vermelho, e arregimentados subiram os filhos de Israel do Egito." Nós hoje sabemos qual o itinerário, mais ou menos, que Deus escolheu para o percurso do povo de Israel. E este caminho, que é descrito como sendo a terra dos filisteus, correspondia à rota costeira do Mediterrâneo, que era, sem dúvida alguma, o caminho mais direto. Deus não os conduziu por esse caminho, porque era o que tinha mais postos militares egípcios, uma vez que era por ali que normalmente passavam os exércitos que tentavam invadir o Egito. E, sobretudo, temos aqui a menção dos filisteus, que era um povo que se tinha fixado recentemente numa determinada zona da Palestina, um povo mais aguerrido e que havia confrontos.
naturais, entre as forças egípcias, que procuravam controlar toda aquela região, e esta nova invasão do território, feita justamente por esses povos. Tinham que evitar um potencial perigo também. Um perigo, porque eles não estavam habituados à guerra. Moisés recorda também, por exemplo, a maneira como Deus teve cuidado com a roupa dos israelitas durante a pregarinação do deserto. Se nós repararmos em Deuteronómio, no capítulo 29, no versículo 5, diz Moisés o seguinte, falando por conta de Deus, 40 anos vos conduzi pelo deserto, não envelheceram sobre vós as vossas vestes, nem se gastou no vosso pé a sandália.
E, portanto, seria muito difícil no deserto eles encontrarem maneiras de terem roupa e Deus fez com que a sua roupa, portanto, se preservasse e com que as suas sandálias continuassem a preservar-se. Um outro fator importante era a presença de Deus numa nuvem. Era a nuvem que os orientava, que os guiava, de dia era uma forma de nuvem, à noite era uma forma de coluna de fogo. Porquê à noite? Porque no deserto, à noite, não se vê praticamente grande coisa e era uma maneira de as pessoas se sentirem seguras porque tinham visibilidade. Qualquer animal selvagem, qualquer outra tribo que tentasse invadir o acampamento seria facilmente detetada.
E, finalmente, nós podemos verificar que, sendo de certo um lugar difícil para arranjar alimento, O próprio livro de Deuteronómio nos lembra como é que Deus providenciou esse alimento. No capítulo 8, nos versículos 15 e 16, Moisés continua a relembrar esta epopeia e ele diz, o Deus que te conduziu por aquele grande e terrível deserto de serpentes abrazadoras, de escorpiões, de secura em que não havia água, e te fez sair a água da pederneira que no deserto te sustentou com o maná que os teus pais não conheciam. para te humilhar e para te provar e, afinal, te fazer bem. O maná. Aqui temos uma palavra hebraica que significa o que é isto.
Ninguém sabia o que era. Mas o maná caía diariamente pela manhã como se fosse uma geada que cobria todo aquele solo e Deus dizia ao povo de Israel colham aquilo que é necessário para cada uma das vossas famílias e cada dia eles podiam recolher tudo aquilo que lhes era necessário. Na sexta-feira caía maná em duplicados porque no sábado não caía, o que é interessante. E este povo de Israel, diz o relato bíblico, aprendeu a cozinhar o maná uma espécie de farinha, digamos assim, aprendeu a cozinhar o maná, tal como os portugueses aprenderam a cozinhar o bacalhau.
Ou seja, havia vários pratos feitos com maná. Portanto, o relato bíblico é um relato que mostra que Deus, ao planear a libertação do povo de Israel, teve, nessa planificação, o cuidado de pensar em tudo aquilo que era o trajeto, a necessidade de segurança, a necessidade de alimento, a necessidade de vestuário, muito antes sequer do povo de Israel pensar nessas coisas. E, portanto, isto é uma forma da Bíblia nos poder dizer que Deus tinha pensado em tudo o que era necessário ao povo de Israel. O problema é que, às vezes, o povo de Israel tinha outros desejos, e nós iremos ver isso no nosso programa de hoje, porque todas as necessidades eram colmatadas.
Agora, a forma deste povo que tinha uma maturidade muito pouco segura de si, uma imagem de si muito pouco construída, uma baixa autoestima, à mínima contrariedade, eles reclamavam. Não era que Deus não estivesse sem atenção, era que a mentalidade das pessoas era mesmo essa. Muito bem. Obrigado, Túlio. Já estamos a responder à pergunta. Na segunda parte vamos continuar a aprofundar este tema, mas percebemos por esses exemplos que nós encontramos na Bíblia que descreveu que de facto Deus cuidava por amor e não porque o povo reclamara. Muito bem, nós temos de avançar agora para o nosso intervalo, mas antes eu quero dar-lhe, como sempre, a conhecer a oferta que temos para si no programa de hoje.
É o guia de estudo da Bíblia, Deus me ouve. Temos estado neste programa a falar da forma como Deus se relaciona connosco, como cuida de nós e como conhece as nossas necessidades. Neste guia, vai descobrir, à luz da Bíblia, que Deus ouve as nossas orações e deseja ter uma relação pessoal com cada um de nós. pode pedir agora mesmo o seu guia de estudo Deus Me Ouve, sem nenhum custo, enviando uma mensagem para o número que já conhece, 933 93 92 91. Agora sim, está na altura de fazermos uma pequena pausa para intervalo. Dentre instantes, nós regressamos para responder à segunda pergunta do nosso programa. Continuo por aí. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança.
Estamos na segunda parte do Programa Fórum Bíblico. Se só agora se juntou a nós, fique connosco, porque estamos a responder às perguntas que nos têm sido enviadas sobre a Bíblia, sempre com a ajuda preciosa do Teólogo Arturo Machado. Hoje estamos a explorar se Deus só age quando as pessoas reclamam ou se, na verdade, Ele sempre cuida e antecipa aquilo que é o melhor para nós, mesmo antes de pedirmos. Vamos, então, conhecer a próxima pergunta sobre este assunto que nos foi enviada. E a pergunta é a seguinte, como compreender que o relato bíblico menciona várias vezes que Deus respondeu ao povo depois deste murmurar? Ora bem, Deus muitas vezes tinha uma atitude pedagógica e também irónica, porque Deus Pretendia, a priori, assegurar as pessoas do seu cuidado, mas muitas vezes, diante destas murmurações, Deus por vezes concedia-lhes aquilo que eles murmuravam, umas vezes para lhes fazer compreender que Deus já sabia disso e que, portanto, tinha ali os elementos necessários para resolver o problema, outras vezes para Deus lhes fazer compreender que essa não era a melhor atitude que eles tinham.
Já no Salmo 106, portanto muito tempo depois do Livro do Êxodo, Na recolha de cânticos e poemas do povo de Israel, nesse Salmo 106, nos versículos 13 e 14, o autor deste Salmo vai, ao relembrar aquilo que foi a história do povo de Israel neste tempo, dizer assim Cedo, porém, se esqueceram das suas obras e não lhe aguardaram os desígnios. Entregaram-se à copiça no deserto e tentaram Deus na solidão." E, portanto, mostra que este murmurar do povo de Israel tinha a ver justamente com esta fragilidade coletiva deste povo em poder perceber que Deus queria cuidar deles.
Por exemplo, Deus destruiu o exército egípcio no Mar Vermelho e eles viram isso, eles foram testemunhas dessa libertação e em seguida começam a sua trajetória pelo deserto e chegam a um lugar que se chama Mara. O lugar ficou designado por Mara porque havia ali realmente um oásis, havia ali água, mas a palavra Mara significa amarga. A água era amarga, provavelmente salobra. as pessoas não conseguiam beber aquela água e puseram-se, como é lógico, a murmurar. Trouxestes-nos até aqui, diziam eles a Moisés, para morrer era melhor termos ficado no Egito. E Moisés ora a Deus e Deus diz assim, olha, estão aí umas árvores, estão aí uns arbustos, põe lá os arbustos dentro de água.
e vê o efeito. E as águas tornaram-se, portanto, doces. Logo, nós podemos chegar aqui a uma conclusão. Esta forma de agir em que há o mínimo sinal de necessidade ou contrariedade, as pessoas se queixam, é o sinal evidente de falta de maturidade. Era também um sinal da falta de confiança em Deus e da mentalidade de escravos da qual eles tinham muita dificuldade em se libertar. E, portanto, neste caso concreto, a solução estava ali, mesmo ao lado deles, e provavelmente eles desconheciam que aquelas árvores podiam ter ali qualquer substância biológica ou química que, em contacto com a água, tivesse feito Mas
nós percebemos também uma coisa, não é apenas o povo israel que tem esta facilidade de reclamar. O ser humano tem realmente uma facilidade imensa de reclamar, ou porque acha que as coisas deviam ser feitas num determinado tempo, ou porque acha que não está a ser bem atendido, ou bem considerado, e este murmurar constante era um desgaste para o próprio povo, um desgaste também para a liderança de Israel. O apóstolo Pedro, já no Novo Testamento, vai, por exemplo, na primeira epístola de Pedro, no capítulo 5 e no versículo 7, dizer aos crentes do seu templo o seguinte, lançando-se sobre ele a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de nós.
E, portanto, o murmurar do ser humano tem a sua causa neste elemento, a ansiedade, a desconfiança humana. Se calhar Deus não está bem a ver o meu problema. E, portanto, esta mentalidade meio pagã continua justamente a atormentar o ser humano. Jesus Cristo, no Sermão da Montanha, focou muito bem estes aspectos. Jesus mostrou que se Deus cuida dos pássaros, se Deus cuida das flores, se Deus cuida destes elementos que a nós nos parecem mínimos, Jesus vai dizer assim, o vosso Pai Celestial sabe que vocês necessitam destas coisas." E Jesus referia-se ao vestuário, referia-se ao alimento, referia-se à segurança.
Jesus diz, o vosso Pai Celestial sabe que vocês precisam realmente dessas coisas. E Jesus deixou um exemplo de vida. E o exemplo de vida de Jesus era... Ele caracterizou-se por dizer, o filho do homem não tem um teto. onde repousar. Ou seja, não tinha casa. Poderíamos dizer que Jesus era um sem-abrigo. E, no entanto, nunca lhe faltou abrigo. Nunca lhe faltou o seu sustento. E há até um teólogo e um filósofo suíço chamado Jacques Ellul. Jacques Ellul faz uma análise daquilo que é o homem moderno. E ele diz, o homem moderno é seguramente o mais bafujado de seguranças, de previsões sobre o futuro, de segurança, de medicina, de garantias.
E eis que parece ser o homem mais ansioso e mais inquieto que existe. Ele tem medo. E prossegue-se àquilo-lhe. Jesus, quanto a si, diz que não tem medos. E explica o porquê. Ele diz, com a simplicidade da verdade, como é possível viver fora desta ansiedade. E, realmente, uma das causas desta ansiedade humana é que nós queremos controlar tudo, queremos prever tudo. E há aspectos na vida que nós não conseguimos controlar, nem conseguimos prever. E Jesus não queria controlar tudo. Jesus não queria prever nada. Jesus dependia pura e simplesmente da bondade, do cuidado, da providência do seu Pai.
E, portanto, para respondermos à pergunta que nos foi colocada, hoje nós não precisamos de reclamar. Deus sabe com antecipação tudo aquilo de que nós necessitamos. Deus conhece toda a nossa vida e Deus conhece qual é o nosso futuro. E, portanto, Deus providencia tudo aquilo a que nós possamos vir a necessitar. O nosso problema é o mesmo problema do povo israel. Às vezes é uma questão de maturidade, é uma questão de confiar em Deus, é uma questão de olhar para Deus da maneira como a Bíblia nos o apresenta e não da maneira como, muitas vezes, a religiosidade ambiental nos mostra. um Deus que se calhar se esqueceu, um Deus que anda ocupado com outras coisas.
E mesmo a formulação de muitas orações vão nesse sentido, como se o ser humano tivesse que chamar a atenção de Deus porque ele sente-se desprovido, ele sente-se em falta. E a Bíblia, bem ao contrário, diz-nos desde o início. Deus ama-nos, Deus procura colmatar as nossas necessidades. É por isso que na Bíblia Deus chama-nos seus filhos. Ora, um bom pai e uma boa mãe têm o cuidado dos seus filhos. E a Bíblia ainda diz algo mais interessante. Ainda que uma mãe, se esquecesse do fruto do seu ventre, se esquecesse do seu filho, o que acontece? Nós vemos às vezes mães que abandonam os seus filhos, ou porque não têm capacidade de os alimentar, ou porque, pura e simplesmente, a gravidez não foi tão desejada, e rejeitam os seus filhos.
E a Bíblia diz, ainda que uma mãe se esquecesse do fruto do seu ventre, eu nunca me esqueceria de ti. Portanto, nós não somos esquecidos de Deus. Nós não somos abandonados neste mundo. E logo, Deus não tem que atender às nossas necessidades porque nós reclamamos. Às vezes nós confundimos outra coisa. É a necessidade com desejos. Às vezes nós temos desejos, não temos necessidades. Uma necessidade, por exemplo, de comunicação hoje em dia é ter um telemóvel. Isso é uma necessidade. O desejo é ter um telemóvel de última geração. Já não é uma necessidade. E nós às vezes queremos, confundimos desejo e necessidade. Mas podemos estar tranquilos, Deus sabe antecipadamente tudo o que nós precisamos. E tudo o que nós precisamos, Deus garante-nos.
E o Pai Nosso é justamente uma oração que nos mostra como Jesus faz apelo a todas as necessidades do ser humano e nos assegura que Deus pode satisfazê-las a seu tempo. Muito bem. Fique então aqui a certeza de que podemos e devemos confiar em Deus. porque ele conhece as nossas necessidades, cuida de nós, antecipa tudo aquilo que nós precisamos e nós não precisamos reclamar. Podemos partilhar, não é? As nossas necessidades. Exatamente. Partilhar é outra coisa. Mas não reclamar, porque ele está sempre pronto. Não só antecipa, como previdencia, aquilo que nós precisamos.
Muito bem. Obrigado, Artur. O nosso tempo está a terminar. Eu espero que, aí desse lado, este programa também tenha ajudado a reforçar a sua confiança em Deus. Muito obrigado a quem nos enviou estas perguntas e que permitiram trazer este tema tão importante para o Fórum Bíblico. Estamos mesmo mesmo a terminar, mas eu não quero concluir sem antes lembrar novamente a oferta muito especial que temos reservada para si e que eu estou seguro de que vai gostar e vai apreciar. É o Guia de Estudo da Bíblia, Deus me Ouve, Se ainda não têm este material, então não deixem passar este momento sem solicitar este manual de estudo sobre a oração e o relacionamento com Deus. Ele responde a dúvidas comuns como se Deus realmente nos ouve ou porque algumas orações parecem não ter resposta.
E ao estudar os vários temas que compõem este manual, poderá perceber melhor como falar com Deus, como confiar nas suas promessas e, acima de tudo, de que forma a oração pode transformar a sua vida. Peça agora mesmo, de forma gratuita, um exemplar do guia Deus Me Ouve, enviando uma mensagem para o número 933-939291. Vamos continuar, nos próximos episódios, a responder às perguntas que nos têm sido enviadas e, por isso mesmo, continua a estar connosco no canal 186 da MEU ou então no YouTube da Novo Tempo ou, se gosta de ouvir rádio, poderá ouvir-nos na Rádio RCS em 91.2 FM, se estiver na região de Lisboa ou então online em rádio rcs.pt. Por hoje é tudo.
Foi um gosto ter estado uma vez mais na sua companhia. Na próxima semana, regressaremos para continuar a esclarecer as suas dúvidas e, naturalmente, a aprofundar as verdades que estão reveladas na Bíblia Sagrada. Até lá. Que a leitura da Palavra de Deus seja inspiradora na sua vida. O nosso encontro já está marcado. Até para a semana.
Seja bem-vindo ao Fórum Bíblico, o programa onde as suas dúvidas sobre a Bíblia são esclarecidas com rigor e acolhimento. Neste episódio, o apresentador Marco Figueiredo e o teólogo Artur Machado discutem a relação entre a murmuração humana e a providência divina. Muitas vezes, ao ler o Pentateuco, ficamos com a ideia de que Deus só agia perante as queixas de Israel. Mas será essa a realidade? Analisamos a transição da mentalidade de escravo para a de um povo livre, o milagre do maná e a proteção constante da coluna de fogo. Aprendemos que Deus, como um Pai perfeito, antecipa as nossas necessidades de vestuário, alimento e segurança muito antes de pedirmos. Jesus reforça esta verdade no Sermão da Montanha, lembrando-nos que o Pai sabe do que precisamos. Este estudo desafia-nos a confiar mais e a reclamar menos, reconhecendo a diferença entre necessidades essenciais e desejos passageiros.
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