João 20-23 e o Perdão dos Pecados

João 20-23 e o Perdão dos Pecados

22 de Janeiro de 202626 min 33 s

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Seja bem-vindo a mais um Fórum Bíblico. Se é a primeira vez que está a ver ou a ouvir este programa, então fica a saber que pode participar neste Fórum. Como? É muito fácil. Pode enviar-nos as suas perguntas, quer elas sejam dúvidas sobre temas bíblicos, quer sobre passagens das Escrituras que gostaria de compreender melhor, enfim, qualquer dúvida sobre a Bíblia. porque todas as semanas nós abrimos este fórum para trazer até si as respostas às suas perguntas e partilhar também um caminho de descoberta pelo mundo do conhecimento da Bíblia. A sua participação é, por isso, muito importante e muito bem-vinda e pode ser feita enviando as suas perguntas para o nosso e-mail programas-novotempo.pt e De forma muito fácil, também pode enviar uma mensagem através do seu telemóvel para o número 933-939291.

Lembre-se de mencionar na sua mensagem o nome do programa, já sabe, é Fórum Bíblico, e hoje no programa nós trazemos duas perguntas sobre uma passagem muito debatida da Bíblia que podemos ler em João, no capítulo 20, versículo 23. Qual será o verdadeiro significado destas palavras preferidas por Jesus? porque é que elas geram dúvidas e por vezes até alguma controvérsia? O assunto nesta passagem é, então, o perdão dos pecados. Para o abordar e para responder às questões que hoje partilhamos consigo sobre

O perdão dos pecados

esta passagem bíblica, duas boas-vindas ao nosso convidado residente, o teólogo Arturo Machado. Olá, Artur. Muito bem-vindo. Obrigado, uma vez mais, por nos ajudar hoje a compreendermos mais uma passagem bíblica. Uma passagem sobre o perdão. E vamos já partilhar a primeira pergunta a propósito dessa passagem, e que é a seguinte. Permite o texto de João 20-23 que alguém confesse os seus pecados a outra pessoa? Muito bem, esta passagem de João 20-23 situa-se no contexto do aparecimento de Jesus depois da ressurreição aos discípulos, e é importante termos esse contexto em mente quando queremos compreendê-la. E diz-nos, por isso, o Evangelho de João o seguinte. Chegado após a tarde daquele dia, o primeiro dia da semana, encerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, Se tinham juntado, chegou Jesus e pôs-se no meio e disse-lhes, paz seja convosco.

E com isso mostrou-lhes as mãos e o lado, de sorte que os discípulos se alegraram vendo o Senhor. Disse-lhes depois Jesus outra vez, paz seja convosco. Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. E havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes, recebei o Espírito Santo. Há aqueles a quem perdoados os pecados lhes são perdoados, e há aqueles a quem os retiverdes lhes são retidos. Esta tem sido uma passagem, este último versículo, uma passagem muito debatida, até mesmo depois da reforma protestante, porque o perdão dos pecados é um ato da graça divina, um ato exclusivo da graça divina para com criaturas rebeldes. Na verdade, isto é que é o perdão na Bíblia e ele é tornado possível, este perdão, é tornado possível através do sacrifício de Cristo.

Ora, antes de aparecer aos discípulos, nós sabemos que os discípulos estavam reunidos naquele cenáculo, que tinha sido exatamente o mesmo espaço onde eles tinham celebrado a ceia com Jesus, e eles estavam ali, diz-nos a própria passagem, fechados com medo dos judeus. Ou seja, uma vez que Jesus Cristo foi morto, eles pensavam que se seguiria uma perseguição daqueles que tinham sido os discípulos mais diretos e, portanto, eles seriam vítimas também de represálias. Jesus é reconhecido pelos discípulos de Imaús, Nessa manhã, depois da ressurreição, Jesus caminha com os discípulos de Imaús, que ficam a alguns quilómetros para lá de Jerusalém, dá-se a conhecer aos discípulos de Imaús, os discípulos de Imaús com essa alegria regressam em Jerusalém, vão dar o anúncio aos discípulos de que Jesus ressuscitou, e quando eles estão a falar com os onze que tinham ficado em Jerusalém, é aí que Jesus aparece.

E não há dúvida nenhuma que esta ordem de perdoar os pecados tem no seu contexto o envio da missão dos discípulos, ou seja, o envio da Igreja para a missão. O contexto é muito claro. Quando nós lemos os versículos 21 e 22, Jesus diz, paz seja convosco, assim como o Pai me enviou, ou seja, tal como o Pai me fez de mim apóstolo, eu faço de vocês apóstolos. Eu vos envio. Portanto, eles tinham a missão de anunciar o perdão de Deus. Exatamente. E, portanto, é por isso que Jesus lhes diz, a superou, Jesus a sopra sobre eles, é um gesto simbólico, porque a palavra espírito, no hebraico, é a mesma da palavra superar ou da palavra respirar, e, portanto, Jesus diz-lhes, recebei o Espírito Santo.

Esta menção do Espírito Santo era o meio que eles precisavam para cumprir com êxito a missão da Igreja. Jesus já lhes tinha dito antes, em João, no capítulo 14, no capítulo 16, está a dizê-los neste momento, vai dizê-los logo a seguir, antes de se despedir deles, no livro dos Atos dos Apóstolos, vai-lhes salientar que, para eles levarem com sucesso essa missão, têm que criar as condições para que o Espírito Santo possa agir realmente livremente. E é neste contexto que a ordem de perdoar os pecados é dada a toda a Igreja. Nós podemos dizer, ah, mas são 11 os discípulos que estão ali.

Mas eles são a Igreja. E não é, portanto, a A, B ou C que é dado o privilégio de perdoar pecados. O privilégio de perdoar pecados é dado, portanto, a toda a Igreja. E nós vemos isso quando estabelecemos uma sinopse dos Evangelhos com este acontecimento. Lucas, que relata este mesmo encontro de Jesus com os discípulos de Imaús, vai fazer alusão a este encontro de Jesus com os discípulos em Jerusalém, no capítulo 24. Aí, no capítulo 24, nos versículos 46 e 47, Jesus explica aos seus discípulos porque é que ele tinha que padecer. Assim está escrito, Tomem nota, versículo 47, em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados em todas as nações, começando, portanto, por Jerusalém.

Ora, este arrependimento e remissão dos pecados está em consonância com o perdão dos pecados de João, capítulo 20, versículo 23. Se nós formos ao Evangelho de Marcos, vamos encontrar a mesma Alusão em Marcos capítulo 16, os versículos 14 a 16, vai dizer, finalmente apareceu aos onze, estando-lhes assentados juntamente, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade, dureza de coração, por não haverem crido nos que os tinham visto já ressuscitados, e disse-lhes, ido por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura, quem crer e for batizado será salvo, quem não crer será condenado. Juntando estas três passagens, João 20-23, Lucas 24-27 e Marcos 16-15-16, nós constatamos que o perdão dos pecados de João 20-23 corresponde, em Lucas 24-47, à pregação do arrependimento e remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém, e em Marcos, capítulo 16, versículos 15 e 16, ao facto de ir por todo o mundo pregar o Evangelho, quem crer será batizado.

Ora, podemos dizer que naquele momento só ali estavam estes 11 apóstolos.

O significado de aphiemi

Mas e todo aquele que lesse estas passagens à posteriori? Seria como? É que se Jesus só conferiu a capacidade de perdoar pecados àqueles, a partir do momento em que eles morressem, deixaria de existir qualquer capacidade de perdoar pecados. E, além disso, temos que nos lembrar que os 11 que lá estavam não eram 11. Eram 11 mais os discípulos de Imaus, que também tinham vindo de Imaús, tinham anunciado que Jesus tinha ressuscitado e Jesus aparece com os discípulos de Imaús já naquele contexto. O que nós nos podemos perguntar é se esta ordem de perdoar pecados significa que eu devo confessar qualquer pecado a qualquer pessoa ou se é o perdão de um pecado que eu tenha cometido àquela pessoa.

Para isso, é bom nós vermos que palavrinha é que foi utilizada em João 20, 23. A palavra grega que aí está é esta, é a palavra grega afiami, que é traduzida na Vulgata Latina pela palavra remitere, que significa remissão, remitir. E em Lucas, já agora vamos ver o texto também, em Lucas 24, 47, é a forma substantiva de afiemi que aparece, que é a palavra aphesis, que significa remissão. O que nos leva a crer que ambas as palavras aphiemi e aphesis representam a mesma realidade, porque o contexto é exatamente o mesmo. Logo, podemos traduzir ambas as palavras ou por perdão ou por remissão.

Quer dizer que este perdão ou esta remissão é dada pela pessoa que foi prejudicada. Eu fui prejudicado, se alguém me vem pedir perdão a mim porque me prejudicou, eu posso e devo realmente perdoar. É nesse sentido que Jesus ensinou o perdão. Se nós nos lembramos, por exemplo, da oração do Pai Nosso, Ele diz, perdoa-nos as nossas dívidas, tal como nós perdoamos aos nossos devedores. Outras traduções, àqueles que nos ofenderam diretamente. Estamos a falar de atos ou palavras prejudiciais a alguém diretamente.

Não estamos a falar de pecados secretos meus que eu vá conversar a alguém que nem têm a ver com isso, nem são prejudicados na situação. E se formos ver em Mateus, no capítulo 6, versículos 14 e 15, Jesus vai dizer, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai Celestial vos perdoará a vós. Porém, se não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas. É neste sentido que nós temos que compreender a famosa frase de Pedro a Jesus Cristo. Boa senhora, então vou fazer uma coisa. Eu vou perdoar sete vezes. Tu dizes para perdoar uma... Eu apresento umas tantas.

São 7. Já está bom. A média está boa. E por isso é que Jesus lhe diz, não te digo 7, mas 70 vezes 7. Ou seja, o perdão deve estar aberto e disponível. Porquê? Porque o ser humano é, infelizmente, falho. E vai falhar N vezes. E logo, ele não pode estar condicionado a um determinado número de... de atos que possam ser perdoados, porque eu não sei quantas vezes eu vou falhar em relação com os meus familiares, em relação com os meus amigos, mas enquadremos bem a coisa. Estamos aqui a falar de atos ou palavras que possam prejudicar diretamente o outro.

Não estamos a falar de atos ou de palavras que não tenham nada a ver com ninguém. Aqui estamos a falar de ações diretas, de palavras diretas nos quais alguém vai sair prejudicado. E aí o que eu tenho é pedir perdão a quem prejudiquei e o dever dessa pessoa, o dever cristão dessa pessoa, é efetivamente perdoar-me. Muito bem. E ficou respondida já, eu penso que de forma muito clara, a resposta à primeira pergunta, que se o texto pediria para confessar os pecados a outra pessoa, já vimos que não, e que não é esse o sentido do texto. Nós já vamos continuar, mas agora eu quero lhe dizer que em todos os programas do Fórum Bíblico nós temos sempre uma oferta muito especial para si, e hoje não é exceção.

Eu tenho aqui comigo, em estúdio, um exemplar do Guia à Origem de Tudo. Este manual oferece respostas claras sobre Deus, a criação e o propósito da vida, combinando o que diz a Bíblia com evidências científicas. O seu autor, neste manual, conduz-nos num estudo profundo e guia-nos até à verdade que é revelada por Deus. Para receber gratuitamente este Guia de Estudo, pode enviar-nos agora mesmo uma mensagem para o número 933 939291 a solicitar o Guia de Estudo Já Sabe a Origem de Tudo. Antes de revelar a segunda pergunta do nosso fórum, vamos agora para uma pequena pausa. Não desligue, não mude de canal. Nós voltamos já dentro de instantes. Continue por aí.

TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Obrigado por continuar na nossa companhia. Se só agora se juntou a nós, quero dizer-lhe que está a assistir à segunda parte do programa Fórum Bíblico e hoje estamos a dar resposta a perguntas para esclarecer o significado das palavras de Jesus que foram preferidas em João, capítulo 20, versículo 23, a propósito do perdão dos pecados. Chegou o momento agora de conhecermos a segunda e última pergunta que temos para apresentar ao nosso convidado residente, o Teólogo Arturo Machado.

A missão da igreja

E a segunda pergunta é Podemos utilizar a passagem de João XXIII para justificar o perdão de pecados cometidos por alguém contra terceiros? Ora bem, antes de nós respondermos a esta questão, quero ainda apresentar um aspecto que tem a ver, que está relacionado com a palavra afieme. perdão, ou remissão que nós encontramos em João XX, XXIII. Essa mesma palavra está presente numa parábola que nós já analisámos aqui, que é a parábola do Criador compassivo de Mateus XVIII. A um dado momento dessa parábola, nós vemos que esse mordomo que geria os bens do seu senhor e que iria ser despedido por má gestão, ele vai começar a ajustar as dívidas que terceiros tinham com o seu senhor.

Ele ajusta as dívidas. Esse ajuste de dívidas é dado justamente por esta palavrinha, afieme. Nós poderíamos então dizer, bom, se o criador, se aquele mordomo, ajustar as dívidas que outras pessoas têm para com o seu senhor, então é correto eu confessar a alguém não os pecados que eu cometi contra essa pessoa, mas os pecados que eu cometi contra terceiros. Seria, se o próprio texto não nos desse pistas, e nós vimos quando estudámos essa parábola que, na verdade, o que ele teria eventualmente corrigido teria sido a sua comissão sobre essas dívidas. E, portanto, ao prescindir dessa comissão, as dívidas voltaram a encontrar o valor correto.

Elas estavam inflacionadas, digamos assim. Mas, no final dessa parábola, em Mateus capítulo 18, 27, é dito o seguinte, o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou e perdoou-lhe a dívida. A questão em causa não era a dívida dos terceiros. A questão em causa do Criador compassivo era o perdão da dívida daquela pessoa. O significado desta palavra remissão ou desta palavra perdão tem uma correspondência no Antigo Testamento. Havia no Antigo Testamento o ano sabático, também conhecido como o ano da remissão, e esse ano sabático é nos dado num livro de Deuteronômio.

Nós podemos ver que na versão dos 70, porque só assim é que podemos fazer a comparação, na versão dos 70, essa remissão é dada pelo grego tes aphézelos. E aphézelos é, portanto, também a forma substantiva do verbo aphiemi. e tem a ver justamente com a afésis que nós vimos no texto de Lucas. Logo, este ano da remissão, o ano sabático, em que as terras repousavam, em que as dívidas eram também perdoadas, tinham como perspectiva a remissão, o perdão da dívida, a dívida deixava de ter efeito. No ano do jubileu, que ocorria a cada 50 anos, esse ano do jubileu também aparece, na versão dos 70, como o ano da remissão, através desta expressão grega, que é eniautos apheseos, portanto, ano, da remissão.

E, portanto, a Bíblia recomenda realmente o perdão das ofensas que nos são feitas, mais uma vez, e das dívidas de que nós somos credores. Agora, nesta segunda pergunta, o importante é perceber uma coisa. Será que João 20-23 pode fazer referência a pecados que alguém cometeu contra outra e que a pessoa me vem contar a mim, ou de pecados que alguém cometeu contra mim. Essa é que é a questão que nós temos que nos colocar. E se compararmos João XXXIII com Mateus XVI-XIX ou com Mateus XVIII-XVIII, no contexto do poder que Deus deu à Igreja de ligar e desligar, que nós já vimos aqui também numa outra num outro programa.

Esse contexto tem a ver com a disciplina eclesiástica, com a gestão que a Igreja faz do comportamento dos seus membros, se esse comportamento está em harmonia com a vontade de Deus ou não. É um facto que, no Evangelho, Jesus perdoou ao paralítico os seus pecados. E o paralítico não tinha nenhum pecado contra Jesus. Jesus perdoa-lhe os pecados que ele tinha cometido, o que fez os fariseus e os escribas se sentirem-se mal, porque quem é este para perdoar pecados? Mas Jesus era um ser divino. Jesus era Deus. E, portanto, ele tem o poder e a capacidade de perdoar estes pecados. Davi reconhecia isso em Deus quando ele, no Salmo 32, versículo 5, dizia, confessei-te o meu pecado e a minha maldade não a encobri.

E no final dessa passagem ele diz, tu perdoaste a maldade do meu pecado. João Batista também é dito que percorria o Jordão pregando o batismo do arrependimento e da remissão dos pecados. Mas a remissão dos pecados que viria com o salvador do mundo é neste contexto. que Jesus teve em vista a última ceia, quando, em Mateus, no capítulo 26, e nós podemos pôr essa passagem, diz, isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que é derramado por muitos para a remissão dos pecados. É o sangue de Jesus que permite a remissão dos pecados. Não é alguém me contar a mim os pecados que cometeu contra outra pessoa.

Eu não tenho esse poder, eu não fui investido desse poder, nem dessa capacidade. E nós vimos muito bem que, quando analisámos Mateus 16, 16 e Mateus 18, 18, que o contexto da gestão das chaves, eu te darei as chaves do reino, tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, tudo o que desligares na terra será desligado nos céus, esse contexto tinha a ver com essa gestão dos bens espirituais que Deus dá à Igreja. Ou seja, a Igreja age com a pessoa pecadora em harmonia com a forma como Deus age. A correta maneira da tradução que nós vimos nesse programa foi, tudo o que tu ligares na terra terá sido ligado nos céus.

Ou seja, a minha ação, a ação da Igreja está intimamente dependente da ação do Salvador. E é a ação do Salvador que me permite, a mim próprio, que eu perdoe a alguém os pecados que ele cometeu contra mim. Da mesma maneira, João, no capítulo 1 e no versículo 9, diz que se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar. É que não se trata apenas de perdoar. Eu posso perdoar a alguém o mal que essa pessoa me fez. Eu não a posso purificar. Só Jesus Cristo pode. E, portanto, nestas passagens que eu acabei de mencionar, João 1, 9, e também o texto anterior de Mateus 26, 28 e de Lucas 3, 3, a palavra afieme e a aphesis estão ali presentes.

o que significa que o contexto é exatamente o mesmo. Esta remissão de que Jesus investe a Igreja em Gmão 20-23 está intimamente associada à sua pregação do Evangelho. A Igreja em missão, na pregação do Evangelho, vai encontrar pessoas que necessitam do perdão. É seu dever perdoar essas pessoas e oferecer-lhes o perdão de Deus. Não o meu, o de Deus. E se essas pessoas agirem mal para comigo, eu devo lhes perdoar e dizer justamente a essas pessoas que o perdão lhes está aberto desde o momento que Jesus morreu e ressuscitou, que esse perdão lhes está oferecido.

Não confere à igreja nem a ninguém da Igreja, a capacidade de ouvir pecados alheios e de lhes conferir um perdão. Porque eu não tenho esse poder, eu não me posso substituir ao único que pode realmente fazer isso, que é Jesus Cristo. Portanto, é lógico que esta passagem nos abra as portas para a mensagem do perdão, que é a mensagem da Igreja, A mensagem da Igreja é essa, o perdão chegou, é-vos dado todo o perdão que Deus vos dá se vocês o aceitarem, se as pessoas o aceitarem. Se não o aceitarem, esse perdão é disponível, mas não serve de nada, porque ninguém o aceitou.

Esta é a mensagem da Igreja. O ato e o facto de eu querer colocar-me no lugar de Deus para dar-me perdão, que não é meu, no fundo, e uma purificação que eu não consigo, não estava nos horizontes de Jesus Cristo, não faz parte desta interpretação de João XXIII. Muito bem, acho que ficou muito clara esta ideia, respondida às duas questões e compreendida que, de facto, o que está aqui em causa é que Jesus está a dar a

Encerramento

missão à Igreja de anunciar o perdão de Deus, porque só Ele pode perdoar os pecados e, portanto, nós devemos confessá-los a Deus, perdoando, claro, aqueles que nos ofendem, que cometem injúrias e atos negativos contra nós. O nosso tempo está a terminar, o nosso programa, por isso, tem que finalizar também, mas ainda há um tempo para lhe mostrar, uma vez mais, a oferta que temos para si e que não pode perder. Se por acaso ainda não tem, este é o momento para não só conhecer o Guia de Estudo da Bíblia, a origem de tudo que lhe queremos oferecer, porque diante de tantas correntes de pensamento, teorias e sugestões acerca de questões importantes sobre a origem do universo, da vida, enfim, de qual é o seu propósito, este material pode ser um auxílio para encontrar respostas firmes e seguras na Palavra de Deus.

Como já sabe, este material é totalmente gratuito. Para o receber, só precisa de nos enviar uma mensagem para o número 933 939291 e, por isso, ficamos, desde já, a guardar o seu contato para poder receber em sua casa este guia de estudo. Mas também ficamos a guardar as suas perguntas, que poderá enviar para o mesmo número ou, se preferir, para o nosso e-mail, que é programas arroba novotempo.pt e as respostas serão dadas oportunamente num dos próximos programas do Fórum Bíblico. Agora sim, terminamos por aqui, mas, já sabe, os nossos contactos continuam disponíveis para receber as suas dúvidas, que teremos. Todo o gosto em esclarecer aqui neste espaço, aqui no Fórum Bíblico. Muito obrigado por nos ter acompanhado. Regressamos na próxima semana, quem sabe, talvez para responder à sua pergunta.

Até lá, fique bem e que Deus o acompanhe no estudo da sua palavra.

Série
Fórum Bíblico · 69 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 40
Estreou
22 de Janeiro de 2026
Categoria
Espiritualidade