Olá, bem-vindo. Tal como combinado, estamos de volta com um novo episódio do Fórum Bíblico. Agradecemos muito por acompanhar semanalmente este programa, no qual nós procuramos responder a várias perguntas que, quem sabe, poderão também refletir as suas próprias dúvidas sobre algum tema específico da Bíblia. Na verdade, este fórum tem recebido várias perguntas e hoje iremos responder a mais uma delas, enviada através do chat de YouTube da Novo Tempo Portugal, onde também nos pode acompanhar. Estamos igualmente presentes no canal 186 da Mel, na televisão, e também na Rádio RCS, em 91.2 FM, se estiver na região da Grande Lisboa. Para nos ajudar a responder às diversas perguntas que são enviadas para o Fórum Bíblico, contamos todas as semanas com o contributo do Teólogo Arturo Machado, a quem aproveito também para dar as boas-vindas.
Olá, Arturo. Bem-vindo também e obrigado por estar aqui entre nós e pelo seu contributo aqui regular, semanal, para ajudar a responder às perguntas que nos vão chegando. E vamos então conhecer qual é a primeira pergunta hoje.
E a pergunta é a seguinte. Habitualmente, a igreja é associada a um hospital. Como se expulsa um doente do hospital, como se curará? Muito bem, eu creio que esta pergunta está relacionada com um episódio que nós já fizemos aqui há algum tempo atrás, sobre uma passagem de 1ª de Coríntios, capítulo 5, versículos 1 a 5. Esta pergunta vai nos dar a oportunidade de nós podermos esclarecer, porventura não conseguimos fazê-lo completamente nessa ocasião, podermos esclarecer o que é que a Bíblia entende por esta questão da disciplina eclesiástica. relembrar só muito sucintamente aquilo que foi esse episódio em que nós abordámos esta questão. Portanto, tratava-se de um caso que o apóstolo Paulo apresentou à Igreja de Corinto, onde um homem vivia com a mulher do seu pai.
Não nos é dito nessa passagem qual é o estatuto desta senhora, se ela estaria divorciada, se ela seria viúva, mas pelo contexto da passagem, o que nós percebemos é que Isto era contrário quer aos costumes da lei romana, quer aos costumes da lei judaica e, portanto, a Igreja Cristã, sendo composta de gentios e de judeus, tolerava uma situação que não era tolerável na própria sociedade. E como é que nós sabemos isto? Sabemos isto porque o apóstolo Paulo utiliza justamente uma palavrinha, que é a palavra grega porneia. E esta palavra grega porneia tem a ver com desvios sexuais, portanto com desordens no domínio do relacionamento sexual.
Pode ser um adultério, pode ser uma união ilícita, pode ser uma relação contra a natura. Nós sabemos isso por esse contexto. E, nessa passagem, o apóstolo Paulo aconselhava, portanto, a Igreja a colocar o homem fora da sua comunhão, para que ele, ao perceber essa ação da Igreja, pudesse realmente arrepender-se. E eu aconselho a que se possa ver em detalhe esse episódio, porque, como disse, nós não temos tempo de analisar aqui, portanto, esta questão em profundidade, e já o fizemos. Estamos só a aflorá-la para que se possa perceber de onde é que veio a origem desta pergunta.
Quanto à metáfora que nos é apresentada pelo nosso telespectador ou pelo nosso ouvinte, ela não é uma metáfora explícita na Bíblia. Não há lugar nenhum na Bíblia onde se diga que a igreja é comparada a um hospital. Ela pode ser implícita. e implícita no sentido em que Jesus, por exemplo, no Evangelho de Marcos, no capítulo 2 e no versículo 17, diz, os sãos não precisam de médico e sim os doentes. Não vim chamar justos e sim pecadores. E, portanto, por esta expressão de Jesus, nós podemos dizer que a igreja é como um hospital. onde todos os que lá estão padecem de algo mal. E é verdade. Todos nós, os que estamos na igreja, padecemos realmente de uma doença que se chama o pecado, que é uma doença perigosa, é uma doença terrível, porque é uma doença que conduz à morte, e que, tal como todas as doenças, o pecado pode-se manifestar de várias formas.
Poderíamos até dizer que ele pode ter vários estados. Algumas pessoas apresentam um estado mais grave, outras um estado menos grave. Sabemos que num hospital existem diferentes serviços. A infecciologia, a traumatologia, as urgências, a ginecologia. Há uma série de serviços. Também poderíamos dizer que num hospital os médicos têm o cuidado de não colocar os doentes com com todas as doenças misturadas. Porque, por exemplo, alguém que tivesse uma doença infecciosa de fácil propagação iria contagiar alguns que tivessem outras doenças e, portanto, o caso agravar-se ia. E é por isso que, às vezes, no hospital, os doentes são colocados em isolamento.
Ora, colocando justamente essa metáfora, nós poderíamos dizer que a disciplina eclesiástica, para já, nós poderíamos dizer, se a compararmos com um hospital, será colocar a pessoa que tem um problema em isolamento, para a proteger a si própria e também para proteger os outros. Porque o pecado, quando ele não é denunciado, pode parecer que é permitido. E o pecado afasta. Afasta... O que é tolerado, não é? Exatamente. Afasta as pessoas de Deus e afasta as pessoas umas das outras. E conduz a situações que podem ser muito graves. Por outro lado, a metáfora do hospital tem também os seus limites, quando aplicada à igreja.
Num hospital, há certas doenças que são curadas. Têm cura, felizmente. Na igreja, não. Na igreja, nunca ninguém tem alta. Na igreja nós estamos sempre doentes e até acontece um fenómeno estranho, que não acontece num hospital. Na igreja, quanto mais eu me relaciono com Deus e quanto mais eu me aproximo de Deus, mais eu vejo o meu problema interno, mais eu tomo consciência desse pecado, como dizia o apóstolo Paulo, que habita em mim. Há um outro aspecto que nós também podemos e devemos ter em consideração. É que a Bíblia fala de que nós próprios, qualquer que seja a nossa situação de seres pecadores, somos, pelo facto de seguirmos a perspetiva de Deus, os princípios bíblicos, os valores da Bíblia, somos um espelho para as outras pessoas do que significa ser um crente.
O apóstolo Pedro, na primeira epístola de Pedro, no capítulo 2, ele diz justamente isso. Ele diz assim, exorte-vos como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que naquilo que falam contra vós, como malfeitores, Observem as vossas boas obras e glorifiquem a Deus no dia da visitação. Portanto, como Igreja, nós estamos conscientes das nossas vulnerabilidades, das nossas fragilidades, das nossas fraquezas, pedimos perdão por elas, procuramos viver em obediência a Deus e, sobretudo, procuramos também, através do nosso comportamento e da nossa ação, sermos um exemplo às outras pessoas do que significa viver como crente.
que toca a questão, justamente, de 1ª de Coríntios, capítulo 5, e que toca a questão do que é a disciplina eclesiástica. E, por isso, eu colocaria a primeira frase de hoje, quando alguém, por vontade própria, recusa viver em harmonia com os princípios divinos e persiste na sua ação, dá o mau testemunho da sua fé. tanto no interior da comunidade cristã como no exterior. E é isto que o apóstolo Pedro estava a dizer, que nós devemos ter esta atenção, este cuidado, para não darmos um mau testemunho da nossa fé no exterior. Podemos também dizer que a disciplina eclesiástica foi instituída por Cristo.
Recordo que também há algum programa anterior, nós falamos aqui da questão das chaves. Jesus dizia em Mateus capítulo 16, versículo 19, e nós reparámos que esta ação das chaves tem a ver com o ensino, com a gestão da doutrina e dos princípios bíblicos. As chaves eram dadas ao mordomo, no Antigo Testamento, que geria, digamos, os bens do seu Senhor. E daí esta situação do ligar e do desligar tem a ver justamente com esta conexão de manter os membros numa comunhão ou de os disciplinar.
Por essa mesma razão, Jesus deu conselhos muito precisos no Evangelho de Mateus, no capítulo 18, nos versículos 15 a 18, sobre como é que se deveria proceder em caso de alguém que tem diferentes com outros, seja por motivos doutrinários, seja até por motivos comportamentais. E daí que nós podemos dizer que Jesus foi o primeiro a afirmar que a Igreja tem a responsabilidade de promover a disciplina eclesiástica quando o membro se afasta pelas suas palavras ou conduta dos princípios bíblicos e se recusa a arrepender-se. E é por isso que Jesus disse Toma contigo alguém, vai visitar essa pessoa. Se ela não te ouvir, leva também um ancião. Se ela não vos ouvir, vejam que ela é como um publicano ou um pecador.
Nós já leiremos essa frase. O apóstolo Paulo, também na Epístola aos Romanos, vai, no capítulo 16 e nos versículos 17 e 18, dizer aos seus crentes, note-vos que vocês noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, diz o apóstolo Paulo. em desacordo com a doutrina que aprendestes. E Paulo diz, afastai-vos desses. porque eles não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim o seu próprio ventre. Ora bem, a razão para a disciplina da Igreja vem então desta noção da santidade de Deus, da questão que Deus nos vai transformando à medida que nós nos aproximamos dele. É daí que no final da 2ª Epístola aos Coríntios, no capítulo 13 e no versículo 10, o apóstolo Paulo dizia, escrevo-vos estas coisas, estando ausente, para que, estando presente, não venha a usar de um maior rigor.
Ora, nós vamos então perceber que a disciplina eclesiástica não é um acto de vingança, nem de condenação, não tem um carácter judicial, mas sim pastoral. Aliás, a própria palavra disciplina significa ensino. Em segundo lugar, nós podemos também ver que a disciplina eclesiástica na Igreja era destituída de qualquer tipo de casuística. Não era caso a caso. Havia uma norma pela qual ela devia ser julgada. Em terceiro lugar, havia uma responsabilidade que era assumida pela congregação no seu todo. Em quarto lugar, O motivo da disciplina era o amor. O objetivo era a reconciliação. Isto é, a pessoa não era posta à margem da comunhão e ficava ali.
Não. Era para ver se ela raciocinava e percebia que deveria ir ao encontro daquilo que é o sentir do pensamento bíblico. E, finalmente, nós podemos dizer que a disciplina eclesiástica tem um carácter teológico. Estava fundamentada na palavra de Deus e em Jesus Cristo. Ora, esta disciplina podia consistir em dois tipos de sanções, poderia ser colocar o membro à margem de uma determinada comunhão da igreja, e essa era a mais grave, ou poderia consistir numa coisa mais leve, como ser uma admoestação em público ou em privado. Só nos casos mais graves é que ela iria mesmo à exclusão desse membro da própria comunidade para manter, digamos, o sentimento de que ninguém é obrigado a estar connosco, não compactuando dos mesmos princípios nem das mesmas regras de vida.
Muito bem. Nós, na segunda parte, já vamos ter a oportunidade ainda de aprofundar um bocadinho mais este tema, mas agora temos mesmo que fazer um curto intervalo. Nós, na segunda parte, iremos voltar para dar-lhe a conhecer a segunda pergunta, mas também uma oferta muito especial que temos para si, que eu tenho a certeza que não vai querer perder. Por isso, mantenha-se desse lado, porque nós voltamos já dentro de breves instantes. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança.
Estamos de regresso para a segunda parte do programa Fórum Bíblico. Obrigado por continuar na nossa companhia. Caso só agora se tenha juntado a nós, saiba que vamos responder à segunda pergunta deste fórum com o apoio do nosso convidado residente, o teólogo Arturo Machado. Mas antes, e tal como tinha adentrado no final da primeira parte, temos uma oferta para si. É o Guia de Estudo da Bíblia, intitulado a Origem de Tudo. E através da leitura dos oito capítulos que compõe este manual, vai poder explorar de uma forma muito simples e acessível temas tão diversos como a criação do universo, a origem da vida, do ser humano e até do mal, à luz da Bíblia e, claro, à luz da ciência também. E para receber este material fantástico em sua casa, que não tem nenhum custo para si, apenas precisa de nos enviar uma mensagem para o número 933 939291 a pedir o guia à origem de tudo.
Se ainda não tem um exemplar, então não deixe passar esta oportunidade. Muito bem, vamos então à segunda pergunta. Nós, na primeira parte, estivemos a falar sobre a disciplina eclesiástica e vimos que ela tem, portanto, um propósito de orientar, de corrigir e, portanto, não de condenar. E também falámos da questão do isolamento como sendo algo importante, muitas vezes, para preservar a fé da comunidade onde a pessoa que está alvo dessa disciplina estava inserida. Muito bem. A segunda pergunta é, que exemplos é que encontramos no Novo Testamento que nos mostram a Igreja a exercer autoridade através da disciplina? Há vários exemplos. Eu queria só aqui fazer um recuo atrás. Ainda há pouco nós dissemos que Jesus Cristo nas suas instruções dizia, se não ouvir a Igreja, considera-o como um gentil homem publicano.
Às vezes as pessoas pensam, pronto, é colocar esta pessoa à margem, mas não era. A disciplina eclesiástica tem tanto um dever de fraternidade como um dever misciológico. Considerar a pessoa como um pagão ou um publicano é ver como Jesus tratava os pagãos e os publicanos. e Jesus procurava, justamente, alcançar essas pessoas. Quer isto dizer que mesmo aquele membro de igreja que teve um precalce na sua existência ou que começou a acreditar noutra coisa que vai contrária àquilo que são os critérios, os princípios e os valores da comunidade, ele deve ainda ser feito o esforço para o conseguir, digamos, recuperar. Tal como Jesus, que eu encontro, Exatamente. A estima, o amor, a fidelidade da igreja devem continuar a fazer-se sentir.
Aliás, este procedimento que Jesus mostra era muito semelhante ao que os essénios tinham e que nos vieram a ser conhecidos com a descoberta dos documentos do mar morto. Mas, ao contrário dos discénios que tinham uma casuística interna, Jesus é contra a casuística. E, portanto, ele reconhece que há apenas um tipo de excomunhão que é irreversível. É aquele onde a pessoa se coloca verdadeiramente à margem da igreja e não quer mais agir no seu propósito. Há um exemplo que nós temos num texto que é primordial na Igreja Cristã, na 2ª Epístola de Salonicenses, no capítulo 3 e no versículo 6.
Paulo diz assim, ordenamos-vos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente. E não segundo a tradição. que de nós recebestes. E depois nos versículos 14 e 15 desta mesma epístola, e deste mesmo capítulo, diz, caso alguém não preste obediência à nossa palavra dada por esta epístola, notai-o, nem vos associeis com ele, para que fiquem envergonhados. Todavia não o considereis como inimigo, diz Paulo, advertiu como um irmão. Ora, esta passagem é importante porque logo a seguir a Atos 5, que nos mostra o início da comunidade cristã e de um castigo que houve sobre Ananias e Safira, esta passagem de 2ª de Salonicenses é a primeira que nos aparece a dizer como é que se deve tratar com alguém, como diz o apóstolo Paulo, que anda desordenadamente e não segundo a tradição.
E, portanto, o objetivo aqui era não causar escândalo, mas sim advertir esta pessoa o que reflete o princípio que Jesus enunciou em Mateus, capítulo 18, versículo 15. E, portanto, Paulo dirige-se a toda a comunidade da Igreja, a toda a congregação, não apenas aos anciãos, para que eles possam agir com aqueles que vivem desordenadamente. Ora, desordenadamente é uma palavra interessante. A palavra que aqui está é a palavra atactos, que faz alusão a uma irregularidade moral. O viver desordenadamente era, portanto, ter uma irregularidade moral. A Igreja tem que se afastar deste... desta situação, mas procurar, digamos, recuperar esta pessoa.
E isto era fundamental. Nos circuitos judaicos, nas sinagogas e também em certas comunidades helénicas, aplicavam-se multas ou castigos corporais. Isto não acontece na Igreja. O que acontece é procurar sensibilizar a pessoa para que ela compreenda o seu próprio erro e possa... abandonar, portanto, o mal. Em 1 Timóteo, também no capítulo 1 e no versículo 20, o apóstolo Paulo faz alusão a duas pessoas, chamam-se elas Imeneu e Alexandre, e ele diz assim, os quais entreguei a Satanás, é interessante, para serem castigados, a fim de não blasfemarem. Esta passagem é muito interessante. Há de 1 Coríntios 5, versículos 3 e 5.
Porquê? Porque Paulo nos mostra que entregou esta pessoa a Satanás. Isto significa que entregar a Satanás é uma expressão que significa coloquei-o sobre uma disciplina eclesiástica, para que ele aprenda. Já tivemos um programa anterior... Já vimos. Exatamente essa... essa questão, porque ele tinha transgredido os fundamentos, portanto, da fé cristã. Uma terceira passagem, nós estamos a ver algumas passagens, não vamos vê-las todas, não temos tempo. Em 1 Timóteo, no capítulo 5 e no versículo 20, Paulo também aconselha o jovem Timóteo e diz-lhes assim, quanto aos que vivem no pecado, atenção, quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam.
Temos aqui que não se trata de uma desvinculação, trata-se de uma repreensão pública de pecados persistentes na Igreja. Mais uma vez, Paulo diz, na presença de todos, ou seja, diante de todos, o que significa toda a congregação. E Paulo continua a ser coerente com o ensino de Jesus. Trata-se aqui de um pecado persistente. Conhecido por toda a congregação. Exatamente. A administração e a posição da congregação significa que a pessoa deveria perceber o quanto essa própria situação é nociva não só para ela, mas para a própria comunidade.
Causa escândalo à própria comunidade. E como a comunidade cristã tem o estrito dever de mencionar, quer por palavra, quer por exemplo, os gentios e todos os outros que ainda não são crentes, essas atitudes constituem um entrave à própria ação missionária ou missiológica da Igreja. E logo o apóstolo Paulo tenta colocar um travão a essas situações, porque não apenas a própria pessoa está em risco de perder a sua salvação, como a própria comunidade, ao tolerar a situação, está em risco de perder a sua salvação, como a ação missionária da Igreja está em risco de não ser coerente entre aquilo que se vive e aquilo que se prega.
Logo o apóstolo São Paulo apresenta na Bíblia vários exemplos de questões deste género, em que nos mostra que ele apela à comunidade para que ela própria faça saber. A comunidade como um corpo, é interessante, como um corpo. E aqui teríamos um corpo que rejeita um órgão ou que rejeita uma célula que não está a funcionar como devia. Não acontece sempre no nosso organismo, infelizmente. O importante a reter aqui é que o desafio para a Igreja, e nós poderemos mostrar isso, esta frase, que é muito importante, diz-nos, está na convicção de que o pecado é que arrete o risco de perda da fé, e da separação, portanto, de Deus.
Por isso, cada crente tem uma responsabilidade. É o princípio da solidariedade bíblica. Cada pessoa tem uma responsabilidade para com o seu irmão. Logo, a verdadeira disciplina é a obra contínua do Espírito Santo para que cada um possa ajudar o outro a poder progredir na fé, a poder reconhecer os seus erros, a poder ultrapassá-los, a poder também corrigi-los. Se retomarmos, só para terminar, a metáfora do hospital, imaginemos um doente que chega ao hospital contaminado com o vírus do Ébola. os médicos e os enfermeiros. Nada fizerem. Nada fizerem. Não o isolassem. E não o isolassem.
Para tentar ver se o conseguem salvar a ele. Não só não o conseguiriam salvar a ele, como provavelmente eles próprios e muitos outros doentes. seriam vítimas dessa contaminação. E é preciso perceber que o pecado é isso. A questão da disciplina eclesiástica só se consegue perceber verdadeiramente quando percebemos que o pecado, em qualquer das suas formas, é altamente prejudicial, altamente letal e precisa de ser tratado com muito cuidado, com todas as recomendações que o Evangelho nos dá para esse efeito. Claro. Corrigindo o pecado, mas com amor pelo pecador.
Com amor para poder salvar a pessoa. Restaurá-lo. Exatamente. E isolar para preservar, muitas vezes, a fé e proteger a própria igreja. Muito bem. Obrigado, Artur, por esta explicação tão fundamentada e tão clara. Infelizmente o nosso tempo não dá para mais. Nós, já sabe aqui, queremos continuar a conhecer aquelas que são as suas perguntas e muito obrigado por todos aqueles que nos vão enviando, por essa razão e porque cada episódio tem o objetivo de oferecer respostas claras e, claro, muito bem fundamentadas A partir das suas dúvidas, continue a enviar-nos as suas questões. Não fique com elas guardadas para si. Por isso, se tem algo que gostava de ver esclarecido, alguma dúvida, algum tema que não percebe muito bem, então envie-nos as suas questões, seja por e-mail ou por mensagem de telemóvel.
Por isso, anote bem a forma de como poderá fazer-nos chegar às suas perguntas. Se quiser por e-mail, deverá enviá-las para programas arroba novotempo.pt, se preferir o telemóvel, de forma muito fácil, para o número 933 93 92 91. Estamos mesmo mesmo a terminar, mas antes de concluir, eu gostaria de chamar a sua atenção e voltar a lembrar-lhe a oferta que temos para si neste programa. É o Guia de Estudo da Bíblia, a origem de tudo. Foi escrito pelo jornalista e escritor Michelson Borges, o qual aborda diversos temas sempre à luz da Bíblia e de evidências científicas. É, sem dúvida, um recurso valioso para quem quer compreender as grandes perguntas da existência de uma forma muito fundamentada. Este recurso totalmente gratuito pode ser seu, agora mesmo, através de uma simples mensagem que nos pode enviar para o número que já conhece, 933 939291, a pedir o guia à origem de tudo.
Aguardamos a sua mensagem, aguardamos também as suas perguntas e lembro que na próxima semana nós estaremos de volta trazendo novas questões sobre as verdades reveladas na Bíblia Sagrada, porque no Fórum Bíblico cada pergunta recebe uma resposta e por isso nós contamos com a sua presença. Até lá, leia e estuda a Bíblia.