Abrimos agora mais um Fórum Bíblico. É com grande satisfação que partilhamos consigo mais um momento deste nosso encontro semanal. Agradecemos sinceramente a sua companhia e também a participação de todos os que já nos fizeram chegar às suas questões. E para o programa de hoje trazemos uma pergunta que nos chegou do outro lado do Oceano Atlântico. Isso mesmo, mais concretamente, do sul do Brasil. E por essa razão, eu quero aproveitar agora para agradecer também a todos aqueles que acompanham este programa em particular e que não residem em Portugal, mas em muitos outros locais do mundo. Na verdade, o Fórum Bíblico consegue atravessar fronteiras e todos podem acompanhar, seja no canal do YouTube de Novo Tempo Portugal, seja através da emissão online da Rádio RCS ou então poderá acompanhar qualquer programa anterior acedendo aos nossos conteúdos que pode ver em novotempo.pt.
Em Portugal, já sabe, pode ver este programa no canal 186 da MEU e na região da Grande Lisboa pode então ouvir a emissão da Rádio RCS sintonizando a frequência
91.2 FM. Vamos então conhecer a primeira pergunta que nos foi enviada, e para nos ajudar a responder, contamos com a presença do teólogo Arthur Machado. Olá Arthur, bem-vindo novamente, mais uma semana, e vamos hoje responder a uma pergunta que nos foi enviada, como eu referi, do Brasil, pelo Elcimar Barreto Vital, a quem nós aproveitamos para agradecer o envio desta pergunta, e a pergunta é esta. Poderia explicar-me, Cântico dos Cânticos 5, 10 a 15, se esse amado do poema é Jesus, então é possível considerar que a aparência humana dele é de uma pessoa branca, verso 10, magra, verso 15, e com cabelos pretos e cacheados, verso 11, e aqui cabelos cacheados serão cabelos encaracolados?
Encaracolados, exatamente. Ora, esta é uma boa pergunta porque vai nos dar a possibilidade de nós podermos falar um pouquinho de um dos livros mais controversos da Bíblia. não apenas porque é um livro que aborda a questão da sexualidade, o que já de si foi problemático durante muito tempo, mas porque é um livro que é um livro poético, um cântico entre dois amantes, digamos assim, duas pessoas apaixonadas uma pela outra e que exaltam, como nós iremos ver, a dignidade do amor. E comecemos justamente pelo próprio nome deste livro. No hebraico ele segue a regra geral, o título do livro é dado logo pelo início das palavras hebraicas, neste caso Shiri Hashirim, que é justamente isso, Cântico dos Cânticos, vai manter esta nomenclatura quando passa para a versão dos 70 e, portanto, a versão dos 70 é Heismaton e aqui as pessoas que nos veem e que nos ouvem já podem perceber que quer do grego, portanto, do hebraico para o grego se manteve a mesma nomenclatura e quando a Vulgata é colocada em ação.
Portanto, quando há a tradução da Vulgata, ele vai respeitar em latim a mesma estrutura, cantico, canticorum. E, portanto, este é o título, realmente, deste livro. É o quarto livro da terceira secção da Bíblia Hebraica. Portanto, a Bíblia Hebraica divide-se em três secções. A Tora, os Nevihim, que são os profetas. A Tora é o Pentateuco. Os Novim são os escritos proféticos e depois existe uma outra categoria de livros que são os Ketuvim, são os escritos, os outros escritos, onde estão o livro dos Salmos, Provérbios, Eclesiastes e este também, o Cântico dos Cânticos. É o quarto livro, portanto, desta secção.
O tema deste livro é o amor de Salomão pela sua amada, que presumivelmente, segundo alguns especialistas, seria a princesa do Egito com quem ele casou. O livro é dedicado, logo no primeiro versículo, a Salomão. Começa justamente a dizer, dos cânticos de Salomão. Literalmente, a expressão diz, Cântico dos Cânticos, que é para Salomão, ou a Salomão. E esta expressãozinha, que ele está para este Lamed, interrogou alguns dos especialistas e nos dizem, não, o livro não é de Salomão.
O livro é dedicado a Salomão. Mas este lamed que está ali no texto indica justamente que o autor compôs outros livros, é o caso, Salomão compôs o livro de Eclesiastes, compôs também o livro de Provérbios, ou pelo menos uma grande parte dele e, portanto, é uma indicação de que este livro teve como autor, portanto, este rei, o Salomão. O que é interessante é que o livro não foi aceito no cánon hebraico de uma maneira fácil. Houve muita polémica acerca deste livro. Aliás, a tradição hebraica dá-nos ali uma polémica sobre um conjunto de livros.
Falava-se dos livros que sujam as mãos. os livros que tornam as mãos impuras, porque o texto sagrado torna as mãos impuras. E então havia uma polémica entre diferentes rabis se o livro de Cânticos dos Cânticos tornava ou não tornava as mãos impuras. Quatro rabis, pelo menos, o rabi Iudá, o rabi Iosef, o rabi Ben Arrasai e o célebre, famoso rabi Akiba. E aqui vai justamente fechar essa discussão numa frase que nós encontramos na Mishnah Yadim, no capítulo 13 e no ponto 5, ele dizia assim, nunca ninguém em Israel discordou acerca do cântico dos cânticos.
Não era verdade, havia realmente... Não havia um consenso. Não havia um consenso. Dizendo que ele não torna as mãos impuras. pois o mundo inteiro não é tão digno como o dia em que o Cântico dos Cânticos foi dado a Israel." Portanto, para Akiba, o Cântico dos Cânticos era um livro extraordinário, um livro digno de ser lido. Pois todos os escritos são sagrados, dizia ele, mas o Cântico dos Cânticos é o santo dos santos. Poderíamos traduzir esta última expressão, o Cântico dos Cânticos é o santíssimo. fazendo alusão ao lugar mais santo do Templo de Israel, que era o lugar santíssimo, onde justamente se fazia sentir a presença de Deus a Shekinah.
Ora, nós vamos ver que Esta perspectiva extraordinária do rabi Akiba, que foi um rabi importante em Israel, tinha uma razão de ser. É que Akiba defendia, como tal muitos outros rabis, uma leitura alegórica do livro. E, portanto, por isso é que ele dizia este livro é um livro especial. Ele é, como se fosse, o lugar santíssimo em que Deus se revela ao ser humano. Portanto, Deus revela-se aqui e temos que perceber o que é, afinal de contas, este método alegórico. E o método alegórico consiste essencialmente no abandono do sentido literal do texto, para ver em cada palavra um significado oculto ou escondido com um sentido mais profundo e espiritual.
E, portanto, nesta metodologia, o Rabis tinha definido que havia, por exemplo, um primeiro significado do texto que apontava para o tal sentido escondido, haveria depois um significado secundário ou alegórico, E havia, finalmente, um significado místico da maneira como as palavras estariam organizadas, na numeração das próprias palavras. Os rabis aconselhavam que o livro Cântico dos Cânticos não fosse lido se não quando uma pessoa já tivesse atingido a idade de 30 anos. E quem fala disso é Jerónimo, um pai da igreja, que, num comentário que ele tem sobre o capítulo 1 do livro de Ezequiel, vai fazer essa menção, o que significa que Jerónimo estava ocorrente dessa tradição judaica.
E este hábito de interpretar alegoricamente o cântico dos cânticos, isto é, literalmente o texto diz uma coisa, mas cada palavra tem um significado diferente, Os pais da igreja vão apanhar isso e, sobretudo, o Orígenes vai ser um grande promotor deste método alegórico. É claro que este método alegórico tinha uma raiz na filosofia grega. A filosofia grega já tinha contribuído para que este método alegórico se fizesse, por exemplo, nos escritos gregos, mitológicos, suavizasse ali certas tendências e fizesse sobressair significados que não estavam, portanto, no mesmo sentido.
Daí que, na perspectiva cristã, o método alegórico vai, por exemplo, celebrar o celibato. Porquê? Porque o método alegórico vai dar a primazia àquilo que é espiritual, em detrimento daquilo que é material. Logo, a relação sexual vai ser vista como um pecado, um mal. Se o Cântico dos Cânticos nos fala, e fala, fala várias vezes da relação sexual em si, da promoção da própria relação sexual, porque trata-se de um casal, o que vai acontecer é que os pais da igreja vão sublimar isso e dar-lhe uma outra interpretação, que é a interpretação de uma relação que existiria entre a igreja e Cristo.
E, por exemplo, eles vão seguir exatamente o mesmo princípio que seguiram os rabis. Por exemplo, Origines, no prólogo do seu comentário, que é um longo comentário, um comentário extenso sobre este livro, Cântico dos Cânticos, o comentário tem 20 mil linhas, para nós termos uma ideia, ele, no prólogo desse comentário, Origines dizia, aconselho, todos os que ainda não estão livres dos vexamos da carne e do sangue, e não deixaram de sentir a paixão da sua natureza corporal, a absterem-se completamente de ler este pequeno livro e as coisas que serão ditas sobre ele. Portanto, segue exatamente o mesmo padrão do Rabis. O Rabis era com 30 anos e Orís nos diz, atenção, todos os que ainda não ultrapassaram as suas tendências carnais não leiam realmente este livro.
E, portanto, ele vai trazer depois significados, assim, um bocadinho fora do contexto. O Beijo de Salomão, por exemplo, o livro fala do Beijo de Salomão era interpretado como sendo a encarnação, a face da noiva eram as boas obras cristãs, o colar de ouro que ela trazia ao pescoço era a fé, o perfume era a humanidade redimida, o cabelo em madeixas eram as nações convertidas ao cristianismo, o umbigo da noiva era a taça de onde Deus dá-se a salvação, os dois seios eram o Antigo e o Novo Testamento, ou seja, A metodologia alegórica permitia tudo e mais alguma coisa. Veste a liberdade interpretativa, não é?
À exceção do que estava no texto. O que estava no texto era uma coisa, aquilo que as pessoas ouviam como explicação era completamente outra. Não condizia. E é por isso que, embora a reforma protestante tenha cortado com este método alegórico, ele já estava instalado. E o facto é que, infelizmente, este método alegórico vai continuar a permear a mentalidade de muitas pessoas que, ao lerem o Cântico dos Cânticos, às vezes não conseguem ver a literalidade do texto, e já iremos falar dela. e vão fazer uma interpretação alegórica, metafórica, que não tem nada a ver com o que lá está.
Daí a pergunta da pessoa que enviou é essa pergunta, que poderá ir nessa direção. E é isso que nós iremos ver na segunda parte do nosso programa. Muito bem. Fiquem, então, prometidos já para a segunda parte e vamos, então, compreender realmente o que é que o texto, o seu significado literal. Mas antes, é o momento para lhe apresentar a oferta que temos para si no programa de hoje. Trata-se do Guia de Estudo A Origem de Tudo. Este guia foi escrito por Michelson Borges, que é um mestre em Teologia, jornalista, pós-graduado em Biologia Molecular e também escritor, e ele convida o leitor a explorar, através do estudo deste manual, as grandes questões sobre a existência, a origem do universo, a origem da vida, do ser humano, enfim, da ciência e até do mal.
com uma abordagem simples e acessível, baseada na perspectiva bíblica, mas que combina com reflexões espirituais essas reflexões, com informações científicas, e assim ele propõe caminhos para a compreensão, para a reflexão e para o estudo. Pode então receber este guia de estudo em sua casa, de forma fácil e totalmente gratuita, e para isso basta enviar-nos uma mensagem para o número 933 939291 a solicitar o guia à origem de tudo. Antes de avançarmos para a segunda pergunta e continuarmos a aprofundar o tema de hoje, chegou a altura de fazermos uma pequena pausa. Nós voltamos já dentro de momentos, por isso, continuo por aí.
TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança.
Damos início à segunda parte do programa Fórum Bíblico. Hoje estamos a analisar a passagem do livro Cântico dos Cânticos, no capítulo 5, os versículos 10 a 15, para investigar se este texto contém indícios sobre a figura física de Jesus Cristo. Continua connosco o teólogo Arturo Machado para nos ajudar a esclarecer este tópico através da resposta à próxima pergunta. E vamos conhecer qual é a próxima pergunta, O que podemos, então, depreender do texto do Cântico dos Cânticos 5, 10 a 15? Começamos por dizer que nós preferimos a abordagem literal do texto. E nessa abordagem literal é feito, realmente, o elogio do amor e da sexualidade. E vou aproveitar justamente para nos colocar a frase.
O que o livro revela ao longo das suas páginas é que a sexualidade é um dom maravilhoso e extraordinário de Deus conseguido à humanidade. Em segundo lugar, é um poema. E todos os poemas têm metáforas, têm personificações, têm às vezes alegorias, sem dúvida alguma, têm solilóquios, têm diálogos. Há traduções que nos dão, muitas vezes, essa dinâmica do próprio texto. Há outras traduções que não nos deixam perceber logo esse dinamismo. Mas é verdade que, ao longo desse livro, se vai fazendo o elogio do amor, a preocupação do amor entre o noivo e a noiva.
E, às vezes, nós vamos encontrar uma estrutura, aliás, o próprio livro tem uma estrutura, que é uma estrutura quiástica, e nós já iremos ver esse aspecto. em que este capítulo 5 vai corresponder ao capítulo 10. Ora, o que é que nos diz este capítulo 5, esta passagem que nos foi mencionada? O texto diz assim, o meu amado é alvo e rosado, o mais extinguido entre 10 mil, a sua cabeça é como ouro mais apurado, os seus cabelos são cachos de palmeira, são pretos como o corvo, os seus olhos são como os das pombas junto às correntes das águas lavados em leite, postos em engaste, as suas faces são como um canteiro de bálsamo, como colinas de ervas aromáticas, os seus lábios são lírios que gotejam mirra preciosa, as suas mãos cilindres de ouro embutidos de jacinto, e poderíamos continuar.
O que é que nós estamos aqui a ver? Os seus olhos são como? A sua face é como? Ou seja, quem escreve vai encontrar na natureza, ou em outros objetos, modos de comparação para exaltar a figura física, neste caso, da pessoa amada. E é isso mesmo. Neste texto, a noiva elogia as características físicas do seu amado, o que demonstra a atração física que sente por ele, desde a ponta dos cabelos até aos pés. não é de admirar. O homem é Salomão. Salomão é filho de Bate-Seba. Bateseba era uma mulher bonita, pelo menos pelo que nos diz a Bíblia, por isso é que despertou a atenção realmente de Davi.
E daí que as primeiras linhas deste capítulo 5, deste versículo 10 a 15, nos traduzem justamente a estes atributos físicos. E nós até podemos ver alguns, por exemplo, a palavra hebraica. Tsá, que vem da raiz Tsahá, significa uma clareza brilhante e resplandecente. Daí que ela tenha dito, logo no início, o meu amado é alvo. Ou seja, o meu amado é branco, ele é claro. Mas, atenção, ele não é apenas claro. Logo a seguir, diz-nos também que ele é radam, radom até. Radom vem da palavra adam, vem da raiz adam, que faz alusão ao vermelho escuro. Aliás, esta raiz, a própria palavra sangue, dam, vem daqui.
E, portanto, este vermelho escuro fazia alusão justamente a alguém que é saudável. Esta mulher está a dizer quais são os atributos físicos da pessoa que ela ama. Essa pessoa é Salomão. Em primeiro lugar, essa pessoa é Salomão. Eu creio que já com estes indícios estou a responder à pergunta que nos foi colocada. Não temos aqui Jesus Cristo. Não temos aqui qualquer outra coisa. Esta mulher é a mulher de Salomão e esta mulher está a elogiar, literalmente, os atributos físicos de Salomão. E ele depois vai responder. E, portanto, nesta estrutura, o que nós encontramos é esta literalidade de um amor que é puro, de um amor que é digno, de um amor que se canta.
É um cântico. e, portanto, onde as pessoas elogiam uma a outra.
Agora é preciso também terem atenção num outro aspecto que também é importante. O texto deve ser interpretado, sem dúvida alguma, literalmente. Mas muitas vezes nós encontramos na Bíblia também que os textos literais podem tipificar, podem simbolizar, podem chamar a atenção para uma relação de Deus com o seu povo ou para qualquer outra coisa. E nós encontramos isso, por exemplo, ao longo de todo o Antigo Testamento. Temos um personagem, por exemplo, no Antigo Testamento, que é Melquisedeque, que é epístolo aos hebreus, vai apontá-lo no sentido de ser um símbolo de Jesus Cristo. E, no entanto, Melquisedeco foi um personagem real, um rei que apareceu no caminho de Abraão a um determinado momento da sua história.
Nós temos, por exemplo, o próprio santuário, o Cordeiro da Páscoa, que era oferecido em sacrifício, que apontava justamente para o sacrifício de Jesus Cristo. E, no Novo Testamento, Nós vamos ter João Batista, que vai dizer, eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, no Evangelho de João. as histórias, os acontecimentos, as relações paternais e maternais, as relações entre os seres humanos, objetos, fenómenos, que são descritos de uma maneira literal no Antigo Testamento, podem, todavia, refletir uma outra realidade, ou tipificar, diz-se assim, tipificar, portanto, uma outra realidade entre Deus e o seu povo, ou entre Cristo e a sua igreja.
E, neste sentido, no caso desta passagem análise, nós podemos dizer que o amor puro entre a cunamita e Salomão é um tipo, ou uma representação, do amor puro entre Cristo e a sua igreja. E, no caso da tipologia, não é cada elemento do texto que tem um significado oculto que eu lhe posso dar, não. É todo o conjunto. O que eu estou a dizer é que este amor entre Sulamita e Salomão, descrito tal como ele está na Bíblia, aponta para o amor puro e digno entre Cristo e a sua igreja. Mas os outros aspectos todos são de Salomão. Eu não estou a tirar ao texto, não estou a fazer com que cada elemento tenha um sentido oculto, eu estou a dizer que toda a passagem que fala do amor, ou todo este livro que fala do amor, tipifica.
aquilo que deve ser o amor transcendente entre Deus e o seu povo. Porque senão nós teríamos aqui um problema. É que se aqui realmente nos dissesse Jesus Cristo, então é branco, tem os cabelos escuros, é um homem bonito, eu teria um problema. Como é que eu vou explicar a Isaías que no seu capítulo 53, no versículo 2, diz que nenhuma beleza havia nele que nos agradasse. Também não vou dizer literalmente isto. Jesus não era uma pessoa feia. O que a Bíblia me está a dizer é que não era a atração física de Jesus que era o elemento primordial que chamava a atenção das pessoas para Ele.
Ele tinha um outro atributo que lhe chamava a atenção e, portanto, quando nós lemos a passagem do Cântico dos Cânticos ou uma passagem poética, nós temos que perceber que os poemas usam comparações, metáforas, personificações, elementos de linguagem que vão chamar a atenção do que querem transmitir, mas cuja interpretação tem que ser feita feita de maneira literal. Logo, eu lamento imenso, mas este texto de Cântico dos Cânticos não descreve Jesus Cristo. Aliás, nós não temos na Bíblia nenhuma descrição física de Jesus Cristo, nem dos Evangelhos. O que ela descreve é, sim, que a relação entre estas duas pessoas, que foi uma relação real, era um símbolo, ou pelo menos mostrava, a relação ideal que Deus quer ter com a sua igreja e com cada pessoa.
Muito bem, ficou muito claro. Percebemos claramente que a descrição poética da beleza é de Salomão, não é de Jesus, mas enaltecer esse aspecto e vamos retê-lo que, de facto, o amor que existia entre ele e a sulamita reflete o amor, como disse, portanto, de Deus com o seu povo. Muito obrigado, Artur. Como já percebeu, da mesma forma como recebemos a pergunta hoje vinda do outro lado do Atlântico e foi respondida aqui, também queremos que nos envie as suas perguntas sobre a Bíblia para que em programas futuros também encontre as respostas com esclarecimentos que provavelmente possa estar à procura. Pode, por isso, enviar as suas questões, as suas dúvidas, para o nosso e-mail, que é programas.novotempo.pt, ou então, se preferir, pode enviá-las por mensagem para o número 933-939291, mencionando sempre nas suas mensagens, Fórum Bíblico, para que as perguntas sejam encaminhadas para a nossa produção.
Para este mesmo número, pode enviar também uma mensagem a solicitar o Guia de Estudo à Origem de Tudo, Pode pedi-lo agora mesmo um exemplar igual a este que eu tenho aqui na minha mão e que é um recurso fascinante, que vai ajudá-lo a compreender e o qual procura aproximar a fé e o conhecimento, estimulando-o a pensar sobre o mundo à luz, claro está, da Bíblia Sagrada. Repito uma vez mais o número para que tome nota ou para que memorize 933 93 92 91. E assim chegamos ao final do nosso programa. Despeço-me de si, que esteve aí desse lado, e porque cada pergunta é importante, fica desde já marcado o nosso próximo encontro, a decorrer já na próxima semana, para continuarmos a explorar e a compreender as importantes verdades que estão contidas nas Escrituras.
Conto com a sua presença. Até lá. Tenha um bom estudo da Bíblia.