Mateus 24:40

Mateus 24:40

05 de Fevereiro de 202627 min 17 s

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Olá, é sempre um gosto o tê-lo connosco, uma vez mais, e partilhar este momento consigo, quer esteja a assistir pela televisão, ou ouvir na rádio, ou acompanhar-nos através de qualquer outra plataforma. Prepare-se agora para mais um Fórum Bíblico, cujo foco, como sempre, é o aprofundamento do conhecimento que nós podemos encontrar na Bíblia. No programa de hoje, nós vamos analisar uma passagem bíblica que fala de pessoas a ser levadas e outras a ser deixadas para trás. Qual será realmente o seu significado e quem serão os que são levados e os que são deixados? Fique connosco para conhecer as respostas às perguntas que nos foram enviadas sobre esta passagem. Connosco está também o teólogo Arturo Machado, que nos vai guiar na análise do texto bíblico sobre o qual incidem as duas perguntas que hoje vamos partilhar

O discurso escatológico

consigo. Olá, Arthur. Bem-vindo mais uma vez, mais uma semana. E hoje, para esclarecermos mais uma passagem bíblica que levou a que uma pergunta nos fosse enviada para que ela pudesse ser explicada neste programa. E vamos, através da primeira pergunta, conhecer que passagem é essa. Em Mateus 24, 40, Jesus disse que, estando dois no campo, será levado um e deixado o outro. O que é levado? É o salvo ou o perdido? Ora, aqui está uma boa questão, numa passagem que já fez correr muita tinta nos especialistas, porque entretanto houve certos aspectos doutrinários que foram incluídos nesta e noutras passagens que não estariam, digamos, originariamente neste texto.

É natural que surjam dúvidas. As pessoas vão duvidas, não é? Esta passagem insere-se dentro do discurso escatológico, o famoso discurso escatológico de Jesus, de Mateus capítulo 24, onde Jesus vai falar sobre os sinais que vão anteceder a sua vinda. Mas é importante nós salientarmos uma vez mais que há regras bem definidas, ainda bem que elas existem, para a própria interpretação da Bíblia. Uma dessas regras requer que o processo de interpretação que nós fazemos seja aquele que o texto requer. Porque é o texto que nos vai dizer como é que nós o devemos interpretar e qual é o método de interpretação que deve ser seguido.

Quando nós enviamos um e-mail a um amigo ou um familiar ou uma mensagem de texto, por vezes o corretor ortográfico coloca lá uma palavra que, se nós não estivermos atentos, vai ali no meio daquela passagem, mas, mesmo assim, Nós compreendemos o que é que a pessoa nos quer dizer porque estamos no mesmo tempo, fazemos parte da mesma cultura, conhecemos o que é que a pessoa ou o assunto que está em questão. Não se passa o mesmo com a Bíblia. Nós, com a Bíblia, temos uma distância linguística, cultural, contextual, histórica, que nos obriga a termos métodos de interpretação que sejam fidedignos, sejam confiáveis e que nos possam levar justamente ao encontro daquilo que o autor quis realmente dizer ou com aquilo que ele quis realmente escrever.

Uma regra também que nós encontramos muitas vezes na Bíblia é que temos que ver aquilo que é óbvio e aquilo que não é óbvio numa determinada passagem. Por exemplo, Jesus Cristo vai encontrar Mateus, que era um coletor de impostos, um publicano, e Jesus diz-lhe, segue-me. A passagem na Bíblia é muito clara, ela quer apenas dizer que o que Mateus fez foi responder ao apelo, ao chamado que Jesus Cristo lhe fez. Alguém pode, com esta passagem, fazer teorias e coisas muito engraçadas. Mas o que o texto quer efetivamente dizer é aquilo.

Logo, é isso mesmo que nós temos que ver quando analisamos este tipo de passagens. Em Mateus capítulo 24, versículos 40 e 41, Jesus dizia, estando dois no campo, será levado um, deixado o outro. Estando duas moendo no moinho, será levada uma, será deixada outra. O contexto, como eu disse, vem na sequência de uma pergunta que foi posta a Jesus pelos discípulos. Vem a sair do templo e os discípulos dizem, ai que bonito que é este templo. E Jesus responde, é bonito, não é? Mas não vai ficar aqui pedra sobre pedra. E os discípulos perceberam que a destruição do templo teria a ver com o fim do mundo. É engraçado, não sei porque é que eles fizeram essa associação. E por isso eles fizeram essa pergunta a Jesus. Diz-nos quando serão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo.

E, portanto, é nesta sequência que Jesus Cristo vai responder. E em todo o discurso escatológico que Jesus vai fazer, embora ele mantenha sempre o ponto de que o tempo da sua vinda será desconhecido, ele poderia ser percebido através de uma atitude de vigilância. E Jesus vai dar exemplos de como é que se poderia ver essa vigilância. Um desses exemplos é uma parábola, é a parábola da figueira. Jesus diz, vocês vejam quando a figueira tem folhas, vocês sabem que está próximo de tal estação. Engraçado porque a figueira, no século I, era uma das poucas árvores na Palestina que perdiam as folhas no inverno. Quando as folhas começavam a chegar, era o anúncio justamente na primavera.

E, portanto, Jesus dá um exemplo concreto E o segundo exemplo concreto que Jesus dá, em Mateus capítulo 24, versículos 37 e 39, é evocar os dias de Noé. Jesus diz, tal como foi nos dias de Noé, em que as pessoas casavam-se, davam-se em casamento. Esta expressão, casar e dar-se em casamento, é uma expressão que dizia, levavam a sua vida como se nada fosse. E, portanto, Noé pregava que vinha aí um dilúvio e as pessoas levavam a sua vida como nada fosse. E, Jesus diz, até ao dia em que não entrou na arca, não o perceberam, veio do ilúvio, expressão engraçada, os levou a todos. Assim será também na vinda do Filho do Homem. E, portanto, através destes dois exemplos, Jesus está a dizer que há que ter uma atitude vigilante, perceber o que é que os sinais que ele mencionou nos vão dizendo e estarmos prontos para qualquer cataclusmos.

Aliás, é essa a palavra que Jesus afirma quando ele diz, como foi nos dias, não é, veio o cataclusmos, veio o cataclismo e os levou a todos. Portanto, isto é interessante, nós podemos até dizer que os versículos 40 e 41 que são os que nós hoje estamos a estudar, estão integrados neste contexto que indica o caráter repentino da segunda vida e da separação entre salvos e perdidos. Jesus diz em Mateus que há duas pessoas que estão no campo, o que nos mostra que as pessoas estariam na sua rotina de trabalho. Lucas, que é o texto paralelo a Mateus, acrescenta outras realidades. Lucas vai dizer, duas pessoas estarão numa cama, uma será tomada, a outra será deixada.

Duas mulheres estarão a moer, uma será tomada, a outra será deixada. E, portanto, o texto é claro. O que o texto está a dizer é que as pessoas continuarão no seu vai e vem, na sua rotina diária, no seu cotidiano, apesar de todos os avisos, apesar de todas as circunstâncias que a Bíblia vai mostrando, que há sinais que apontam para uma próxima vinda de Jesus. E é isso que Jesus está a dizer. Muitas pessoas farão a sua vida normalmente uma vai ter um certo destino, a outra vai ter o destino oposto. Há alguns. pensaram que esta expressão será tomado representa àqueles que serão julgados e condenados.

É isto que nós temos que analisar. O que é que a expressão tomado e deixado quer realmente dizer. E, se nós vermos esta passagem no contexto do capítulo 24 de Mateus, a leitura é

O significado de ser tomado

óbvia. Um será tomado. Jesus tinha dito, em João capítulo 14 versículos 2 e 3, o seguinte, na casa do meu pai há muitas moradas, se assim não fosse, eu voltaria dito, vou preparar-vos um lugar, quando eu for e vos preparar o lugar, voltarei e vos levarei, ou vos tomarei. para mim mesmo, para quando eu estiver, estejais vós também. Há um princípio hermenêutico, e eu gostaria de assinalá-lo, que se titula tota a escritura, que significa que nós devemos ter em conta a totalidade da escritura. A Bíblia é o seu próprio intérprete e significa que em textos que são difíceis nós podemos encontrar uma resposta ou há alguma pista que nos ajude a ir ao encontro daquilo que são as nossas questões.

E, portanto, Mateus 24, 40 e 41 está muito relacionado com João 14, versículos 2 e 3. Porquê? Ambos falam da mesma situação, a breve vinda de Jesus. E, além de ambos falarem da mesma situação, nós vamos encontrar em ambas as passagens o mesmo verbo. que é este que vai estar aqui, este verbo. Paralambano. Paralambano é um verbo que significa levar, tomar para si mesmo, unir a si mesmo. Quando este verbo é usado por Jesus, ele vai significar aceitação, vai significar não-condenação ou não-julgamento e pode significar também recebimento.

É um verbo que na Bíblia vai ter variadíssimos significados. Ele pode significar levar para si, Pode significar aceitar, por exemplo, quando Jesus passa pela transfiguração em Mateus no capítulo 17 e no versículo 1, diz que ele tomou consigo três discípulos. É este verbo que aparece, é este verbo paralambano. Ele tomou para si, ele levou consigo, portanto, três discípulos. E é curioso que este mesmo verbo vai estar na origem do texto de João, capítulo 14, versículos 2 e 3.

E, portanto, quando Jesus diz, este será tomado, Jesus está a dizer, este será levado. Ora, no evangelho de Mateus é-nos dito que os anjos que virão na segunda vinda, virão buscar, virão tomar os escolhidos. Este é o verbo. para lambano. Há um outro verbo que é utilizado neste Evangelho de Mateus, capítulo 24, versículos 40 e 41, que é o verbo affiemi, e que as nossas traduções dizem ser deixado ou ser abandonado. Ora, a Vulgata Latina, e é bom nós virmos como é que ela traduziu para o latim estas expressões, ela traduz o verbo para lambano como assumetur, significando ajuda, assistência e meios para ajudar.

Mas o verbo affiemi Ela traduziu como relinquetur, abandonar. Daí que vieram estas duas passagens. Um será tomado, o outro será deixado. E, logo, por esta semelhança entre o contexto de João, capítulo 14, versículos 2 e 3, e o contexto de Mateus, capítulo 24, versículos 40 e 41, nós podemos dizer, para já, mas vamos depois continuar na segunda parte, que aquele que será tomado é aquele que será salvo. Aquilo que será deixado é aquilo que será abandonado. não por um critério qualquer, mas porque as próprias pessoas, pela sua posição para com o Evangelho e com a sua atitude de vigilância para com a segunda vinda de Cristo, terão decidido o seu próprio futuro.

Muito bem. Aqui também percebemos que é o contexto da segunda vinda, também não estamos a falar de uma ideia de arrebatamento secreto, é de um evento visível também, não é? Já iremos falar disso. E que é decisivo, não é? Exatamente. Daí a questão do sentido escatológico deste tema. Muito bem, nós vamos avançar então agora para um curtíssimo intervalo. Nós estaremos de volta para dar a resposta à segunda pergunta do nosso fórum e que ainda vai ajudar-nos a compreender melhor este texto. E também, na segunda parte, logo no início, teremos também uma oferta para lhe apresentar, uma oferta para si que temos neste programa. Por isso, continuo por aí, nós voltamos já de seguida. TV Novo Tempo. O canal da Bíblia. O canal da esperança.

A visibilidade da segunda vinda

Estamos a dar início à segunda parte do programa Fórum Bíblico. Se só agora se juntou a nós, fique por aqui, porque hoje estamos a analisar, com a ajuda do Teólogo Arturo Machado, o texto bíblico de Mateus capítulo 24, versículo 40, para compreender qual é o seu verdadeiro significado. Antes de conhecermos a próxima pergunta, ainda sobre este texto, quero apresentar-lhe um guia de estudo da Bíblia, o guia A Origem de Tudo, que temos para lhe oferecer neste programa. Isso mesmo, é uma oferta, ele não tem qualquer custo para si e, para o pedir, apenas precisa de nos enviar uma mensagem para o número 933-939291 a solicitar o guia A Origem de Tudo. Eu volto a repetir o número 933-939291. Após recebermos a sua mensagem, a nossa equipa fará o envio de um exemplar igual a este para a morada que nos facultar e depois vai ter a oportunidade de estudar, de uma forma simples e orientada, alguns dos temas mais importantes da Bíblia, como é o caso da criação, o propósito da vida, o plano de Deus para a humanidade e muito mais.

Muito bem, vamos então conhecer a segunda pergunta do nosso programa, e a pergunta é... Teologicamente, como é que nós podemos interpretar a passagem de Mateus 24? Ora bem, nós já vimos, portanto, que as expressões ser tomado significa ser salvo, no fundo é isso, é aquilo que vai ser salvo. Ser deixado significa aquilo que não vai ser salvo, aquilo que vai ser perdido. Muitas pessoas viram nesta expressão utilizada por Jesus um ensino de que haveria um arrebatamento secreto de alguém. Mas já vamos ver que o contexto de Mateus 24-40 não nos permite ir por aí. E porquê? Porque, em primeiro lugar, ele fala-nos de uma vinda de Jesus pessoal.

Não secreta, pessoal, certa. Jesus vem com os seus anjos. É algo que é visível. Em segundo lugar, Isto mostra-nos que a passagem indica que a história humana se dirige para um ponto definido. Não é uma história sem sentido, aleatória ou incerta. É uma história que teve um início e terá um fim. E esse fim não é outro senão a segunda vinda de Jesus Cristo. Em terceiro lugar, Mateus 24 diz-nos que essa vinda de Cristo marca o triunfo do bem sobre o mal. E, portanto, a vitória de Deus sobre a revolta cósmica que foi iniciada por Satanás e que veio também depois prejudicar o ser humano.

Em quarto lugar, o contexto de Mateus e o que a Bíblia diz sobre a segunda vinda de Jesus diz-nos que trata-se também de uma restauração. Ou seja, Deus vem, Jesus Cristo vem, para fazer uma nova criação. E, finalmente, o contexto mostra que vai haver um julgamento e uma separação. Uns serão tomados, outros serão deixados. Não são dadas razões, em Mateus 24, porque é que isto acontece, porque é que um é tomado, porque é que o outro é deixado. Mas é interessante que, em Mateus 24, 31, Jesus afirmou Ele enverá os seus anjos com um rejo de clamor trombeta, os quais a juntarão os seus escolhidos, um serratumano, os seus escolhidos, desde os quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.

E, portanto, nós podemos dizer, com base em Mateus 24, podemos dizer com toda a certeza que o que Jesus quis dizer com ser levado e ser deixado é esclarecido pelo contexto. É o contexto que nos diz. E, portanto, se Jesus diz que os seus anjos recolherão os seus escolhidos e, na passagem de Mateus 24, versículos 40 e 41, Jesus diz um será tomado, É só ligarmos, como se costuma dizer, é só ligarmos os pontos. O tomado é aquele que Jesus vai levar com ele. Daí o verbo parambano, que em Mateus 17.1 são os que Jesus leva com ele para o monte da transfiguração, em João 14.3 é a promessa que Jesus diz, eu vou-vos levar, eu vou voltar e eu vou-vos levar.

E o contexto diz-nos ainda mais, o contexto diz-nos que esta vinda de Jesus vai dar início a uma plenitude, que é aquilo que Jesus veio dizer, a plenitude do Reino de Deus. Por que é que isto não configura com um ensino de um arrebatamento secreto? Porque o próprio contexto de Mateus 24, e nós podemos ver os versículos 23 a 26, Jesus dizia, se alguém vos disser o Cristo está aqui ou está ali, não lhe deis crédito, porque surgirão falsos cristos, falsos profetas, que foram tão grandes sinais que, se possível fosse, até enganariam os escolhidos. E Jesus alertava.

Se vos disserem, ele está no deserto, não saiais. Se ele está no interior da casa, não acrediteis. Portanto, Jesus alertou em Mateus 24 para qualquer ideia que veiculasse uma vinda secreta ou escondida ou incógnita. E em Mateus capítulo 24 versículos 30 e 31 é muito claro. Aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todas as tribos da terra se lamentarão. Portanto, se são todas as tribos da terra que se lamentarão, será visível. É uma expressão que inclui todos. E em seguida é que ele diz, enviará os seus anjos com um rijo clamor trombeta. E, portanto, é sonora.

É visível. Toda a gente a pode testemunhar. E o ser tomado e o ser deixado tem a ver com a decisão pessoal que cada pessoa fez. Daí os exemplos dados com o tempo de Noé. E Jesus, portanto, mostra-nos isso. O evangelista Lucas, que é o texto paralelo, A Mateus apresenta até outros exemplos que nos mostram que este ser tomado e ser deixado tem a ver com a decisão pessoal. Ele vai apresentar, por exemplo, o que aconteceu com Sudoma e Gomorra, que remonta ao tempo de Abraão, no livro de Génesis, e com Ló. os anjos foram à casa de Ló para o tomarem, para o levarem para fora da cidade.

E foi isso que aconteceu. Eles levaram mesmo Ló para fora da cidade. Todos os que ficaram na cidade de Sodoma e Gomorra foram exatamente destruídos. Jesus também exhorta a que os seus discípulos vigiem a sua vinda como se tratasse de um ladrão. E alguém poderá dizer, mas então a figura do ladrão é uma figura secreta. Mas atenção. Mas é verdade. Mas o contexto de Mateus não faz alusão à forma como vem o ladrão, mas sim ao momento incerto da sua visita. Ser repentino. Ser repentino, exatamente.

Se alguém soubesse, Jesus até vai dizer, se a pessoa soubesse a que horas viria o ladrão, Vigiaria. O problema da segunda vinda de Cristo é o tempo. Ninguém conhece o tempo. Daí Jesus está a dizer tomem sempre uma atitude de vigilantes. O próprio Pedro, na segunda epístola de Pedro, no capítulo 3 e no versículo 10, utiliza esta imagem do ladrão. Pedro ouviu o discurso de Jesus. E, na sua segunda epístola, Pedro diz, o dia do Senhor virá como ladrão da noite, mas, em seguida, ele acrescenta, no qual os céus passarão com grandes trondo, os elementos ardentes se desfarão, a terra e as obras que nela há se queimarão. E aqui temos, uma vez mais, elementos visíveis e audíveis que nos mostram que se trata de um acontecimento cataclísmico, sem dúvida alguma, que todos presenciarão.

Não será um evento, um acontecimento em que eu estou aqui ao lado de alguém e, de repente, a pessoa desaparece. Ops! Para onde é que ele foi? E, portanto, o que Jesus quer dizer com esta expressão é exatamente isto.

A importância da decisão

Finalmente, nós podemos dizer que a maneira como a segunda vinda é de Cristo assinala que haverá apenas uma oportunidade para todas as pessoas. E isto é patente, quer no Evangelho de Mateus, quer nos exemplos que Jesus Cristo deu, quer nos exemplos que apontuam a Bíblia cada vez que se fala da segunda vinda. Por exemplo, a Epístola aos Hebreus, no capítulo 3, no versículo 13, diz... E na mesma Epístola, nos versículos 27 e 28, É dito, está ordenado aos homens morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo. Assim, Cristo ofereceu-se também uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá a segunda vez sem pecado aos que o esperam para a salvação.

E, portanto, a segunda vinda de Cristo é sempre descrita na Bíblia como um acontecimento que será testemunhado por todos, sem exceção. Não será testemunhado, evidentemente, pelos mortos. Logo no início. Mas eles testemunharão o efeito, sobretudo os mortos, que serão salvos, porque eles vão ressuscitar primeiro. Eles vão ressuscitar nesse acontecimento. E, portanto, eles próprios os testemunharão. Tudo na Bíblia, quando se fala da segunda vida, tem este carácter. Então, qual é o elemento que sobressai aqui? O elemento que sobressai é o aviso. Jesus avisa. Cuidado! Vai haver dois tipos de pessoas. Uns serão saldos, uns serão perdidos.

Os saldos são dados pelo uso da parábola, da palavra, perdão, paralambano. Serão tomados, serão levados. Os outros serão deixados. O importante é aproveitarem o momento de Jesus em que eu vos estou a dizer isto para que vocês tomem as devidas previdências para que este dia, e Jesus é muito claro, este dia não vos apenhe de sobreaviso. Daí que a Bíblia diga que o tempo presente, o hoje, é o momento em que nós podemos tomar a decisão que decidirá qual é o nosso destino. Quem é que será levado, quem é que será deixado. Exatamente, entre aceitar ou não a vontade de Deus e o plano de Deus para a vida de cada um de nós. Muito bem, Arturo, o tempo não nos permite muito mais, mas creio que foi tempo suficiente para explicar com grande detalhe e tenho a certeza que, neste caso, o nosso ouvinte que mandou esta questão terá ficado esclarecido.

Como estava a dizer, no programa de hoje foi dada, uma vez mais, uma resposta a uma pergunta que gentilmente nos foi enviada por um dos nossos ouvintes, no caso da Rádio RCS, e, da mesma forma que me está a ouvir a mim agora neste momento, se nos acompanha e se tem consigo alguma dúvida sobre alguma passagem que leu, por exemplo, na Bíblia, ou algum tema que ainda hoje não percebe muito bem. Então, saiba o que pode enviar para nós. O objetivo deste fórum, em específico, é ajudar no estudo da Palavra de Deus, a Bíblia, e, dentro do possível, nós procuramos aqui responder às perguntas que nos enviar num dos próximos programas, pois não queremos que quem é em casa fique com dúvidas por esclarecer. Por isso mesmo, pode enviar-nos as suas perguntas por mensagem para o e-mail programas.novotempo.pt ou então para o nosso número de telemóvel, que é o 933 93 92 91.

Para este mesmo número que eu volto a repetir, para que anote bem, 933 93 92 91, também poderá enviar-nos uma mensagem a solicitar a oferta que temos para si neste programa e que é o Guia de Estudo da Bíblia, a Origem de Tudo. o qual nós queremos lhe oferecer. Ele é um guia que foi escrito por Michelson Borges, que é um teólogo, um jornalista e também com uma pós-graduação em Biologia Molecular, o qual vai convidá-lo a si a refletir sobre questões muito importantes da existência, como a origem do universo, da vida, do ser humano e também do mal. E por isso, se estiver perto agora do seu telemóvel, então envie-nos agora mesmo a sua mensagem e receberá, eu repito, de forma totalmente gratuita, um exemplar deste Guia à Origem de Tudo.

Por hoje, nós temos mesmo de ficar por aqui. Agradeço a sua companhia em mais este momento de descoberta das verdades bíblicas e porque não queremos que nenhuma pergunta fique sem a devida resposta, nós vamos regressar já na próxima semana para apresentar aqui neste fórum as respostas que possa estar à procura. Fica assim culminado o nosso encontro. Que a Bíblia continue a inspirar a sua vida. Até ao próximo programa.

Série
Fórum Bíblico · 69 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 42
Estreou
05 de Fevereiro de 2026
Categoria
Espiritualidade