Seja bem-vindo a mais um episódio do Programa Fórum Bíblico e muito obrigado por se juntar a nós neste encontro semanal. Em cada episódio, já sabe, procuramos responder às questões sobre a Bíblia que nos são enviadas por quem nos acompanha desse lado da televisão ou da rádio. Por isso, quero aproveitar estes instantes iniciais para agradecer a todos os que já partilharam connosco as suas perguntas e as suas dúvidas relacionadas, lá está, com a compreensão do texto sagrado. Na verdade, são muitas as perguntas que nos têm chegado nas últimas semanas e, sinceramente, nós gostaríamos muito de conseguir responder a todas aqui neste fórum. Infelizmente, o nosso tempo e o tempo de cada programa é muito limitado e nem sempre conseguiremos responder uma a uma a todas as perguntas que nos chegam.
Assim, vamos procurando agrupar perguntas que incidam sobre a mesma temática, a qual depois será abordada e explicada aqui no Fórum Bíblico. Por isso, não estranhe se a sua pergunta não for apresentada exatamente como enviou. Ela poderá estar incluída numa abordagem mais ampla sobre o mesmo assunto, ou então ela poderá estar organizada em conjunto com outras questões semelhantes. Além disso, contamos também com a colaboração de uma equipa de instrutores bíblicos da Novo Tempo Portugal, formados em teologia, que sempre que necessário poderão entrar em contato consigo para ajudar a esclarecer a sua dúvida e aprofundar a resposta às questões que nos for enviando. Tudo isto porque não queremos que nenhuma pergunta sobre a Bíblia fique sem a resposta que eventualmente esteja à procura.
E, sem mais demora, vamos conhecer a primeira pergunta do Fórum Bíblico de hoje e, para lhe dar resposta, está connosco, como sempre, o teólogo Arturo Machado. Olá, Artur. Bem-vindo. Olá, Marco. Obrigado, uma vez mais, por nos ajudar a responder às várias perguntas, às muitas perguntas que nos vão chegando por parte daqueles que nos ouvem e que nos veem e vamos, então, já partilhar com todos a pergunta que nos foi enviada.
Já num programa anterior nós falámos dos gigantes, em Génesis capítulo 6, num episódio, creio eu, com o título Filhos de Deus e Filhas dos Homens, e portanto hoje retomamos o tema dos gigantes que está aqui presente nesta primeira pergunta. E a pessoa coloca esta pergunta, portanto, não percebo como é que os gigantes podiam existir depois do dilúvio, a menos que Noé, a sua mulher ou as suas noras fossem dessa descendência, certo? Agradecemos esta pergunta e, realmente, como foi mencionado, nós já tínhamos abordado uma parte dela nesse programa anterior de Génesis 6, em que falámos justamente deste pormenório e verificámos como é que era a palavra nephilim, que é uma palavra que aparece justamente aí e que muitas vezes nós traduzimos por gigante.
Seria até bom nós percebermos como é que esta tradução de gigante vem parar às nossas traduções atuais. Portanto, a tradução da palavra gigante que aparece na maioria das traduções atuais não vem do texto maçoretico, portanto não vem do texto hebraico, mas sim da versão dos 70. É uma versão grega que traduz a palavra hebraica pela palavra grega gigantes, que nós, portanto, vamos depois traduzir em português por gigantes. O hebraico nefilim vem da raiz nafal, que significa a queda. E, portanto, estes nefilim que o texto hebraico menciona, poderíamos traduzir como sendo os caídos, aquelas pessoas que caíram.
É uma palavra que aparece associada à outra palavra também no plural, no plural masculino, a palavra gibor, os giborrim, ou seja, os heróis, as pessoas de renome, que poderíamos também associar aos valentes, mas são pessoas de caráter violento. Portanto, trata-se de personagens que têm um caráter violento, como vai depois ser notório no restante do livro de Génesis, de tal maneira que Deus vai ter que, justamente, decidir aniquilar a raça humana. Quando refere que caíram foi porque foram corrompidos moralmente, não é? Sim, sim, sim. Exatamente. Ora bem, é aqui que se nota depois a diferença de percepções, de interpretações.
Há autores que constatam que esses nefilime seriam a identificar com os benei reluim, ou seja, os filhos de Deus que estão aí nesse relato bíblico. E, portanto, esses filhos de Deus, na concepção desses autores, seriam anjos caídos. E aí, a palavra nofilime poderia servir para as duas coisas. Seriam seres de uma grande altura, mas anjos caídos que se teriam unido em relações sexuais com as mulheres que existiam na Terra nessa altura. Se nós analisamos bem a Bíblia, Há passagens em que a expressão Benei Helouim aplica-se justamente a seres celestiais.
É o caso, por exemplo, do Livro de Jó, no seu capítulo 1, e aí não há qualquer dúvida que o contexto imediato em que a passagem se... está relatada e que a frase está relatada tem a ver com uma assembleia de seres criados por Deus, mas que não seriam apenas os seres terrestres, enquanto que, no capítulo 6 do livro de Génesis, o ambiente, o contexto, é todo ele terrestre. Portanto, se partirmos do contexto imediato, não há, assim, grandes possibilidades de se poder traduzir Bnei Reluim, ou de se poder interpretar Bnei Reluim como sendo anjos. Depois, quando nós vamos ver a citação de Jesus, e ela aparece em Mateus 22.30, Jesus dizia que os anjos não casam.
Há autores que dizem, pois eles não casam, mas isso não impede que não tenham relações sexuais. Ora, é interessante perceber que no livro de Génesis, sobretudo se nós percebermos logo no início do livro de Génesis, a relação sexual tem um quadro. Esse quadro é o casamento. Jesus dizer que não casam significa dizer também que não têm relações sexuais. É óbvio que se considerarmos também a teologia bíblica completa, perceberemos que, contrariamente a uma determinada teologia, o propósito do casamento não é a procriação. O propósito do casamento é o desfrutar do companheirismo do outro.
Mas é evidente que esse propósito vai se traduzir numa relação sexual que, normalmente, terá como objetivo a procriação. E, portanto, quando Jesus Cristo em Mateus 22.30 diz que os anjos não casam, Ele estaria justamente a deitar por terra essa interpretação. Em segundo lugar, o relato bíblico diz que estes gigantes existiam e continuaram a existir mesmo depois, diz o relato bíblico, dos filhos de Deus se terem unido às filhas dos homens. Tal como eu expliquei nesse programa anterior, estes filhos de Deus seriam, portanto, os descendentes da geração de sete e estas filhas dos homens seriam as descendentes da geração de Cain. O que aconteceu é que, a uma dada altura, estas duas linhagens vão acabar por se misturar e vai-se assistir a uma degradação moral, tal como nós já dissemos, a uma degradação moral que vai se acentuando cada vez mais.
Agora, a questão é, então, mas estas pessoas de grande estatura, como é que elas, então, vão aparecer mais tarde, como vai acontecer, por exemplo, no livro de números? Se nós associarmos que poderia ter sido a descendência de Noé, porque foram os únicos que sobreviveram ao dilúvio, poderia ser que estes nephilim, afinal de contas, e essa é uma outra possibilidade que muitos tradutores e muitos intérpretes assinalam, é que estes nephilim não traduziriam apenas um tipo de seres especiais, mas estes nephilim os caídos, ou aqueles de grande estatura, poderia ser alargado, na opinião de vários autores, a toda a espécie humana que ali existiria.
Isto é, eram seres de uma estatura superior àquela que mais tarde veio a suceder-se. muito após o diluvio, como nós agora. É a mesma coisa que nós, muitas vezes, compararmos um latino médio, por exemplo, com um nórdico médio. Normalmente, o nórdico médio tem uma constituição física muito superior à de um latino. Isto é normal, portanto, tem a ver com condições ambientais, com uma estrutura que é genética, que é completamente diferente. E, portanto, pode ter acontecido também isso. A verdade dos factos é que quando nós chegamos ao livro de números, ao capítulo 13 e ao versículo 33, os espias que vão espiar a Terra dizem também vimos ali gigantes e eles vão definir esses gigantes os filhos de Anak.
E éramos aos nossos próprios olhos como gafanhotos. E assim também éramos aos seus olhos. A tradução dos 70 volta a traduzir mais uma vez aqui o hebraico nephilim pela palavra gigantes. E é esta tradução, eu repito uma vez mais, é esta tradução que molda a nossa compreensão cultural destes seres. Ora, o que acontece é que Estes nephilim, que vão aparecer no livro de números, no capítulo 13, podem não ser, ou não significa necessariamente, que sejam os mesmos de Génesis 6. Não podem ser os mesmos de Génesis 6 por uma razão muito simples.
Os de Génesis 6, na sua esmagadora maioria, morreram no dilúvio. a acontecer a alguns gigantes só pode ter sido, justamente, como na pergunta vem mencionado pelo nosso telespectador ou pelo nosso ouvinte, vem mencionado que só poderia ser realmente pela descendência de Noé. Mas é importante perceber outra coisa. Eram homens de grande estatura, sem dúvida alguma, mas esta grande estatura é ampliada. Ou seja, os espias ampliaram um relato que vai fazer traduzir ao resto do povo de Israel que aquela terra é impossível de ser conquistada porque as pessoas que ali estão, e a palavra não significava apenas que eram pessoas de estatura elevada, significava também que eram pessoas agredidas com determinadas características.
Aliás, o versículo 28 diz isso mesmo. O povo, porém, que habita nessa terra, é poderoso, as cidades muito grandes e fortificadas, e vimos ali os filhos de Anak. Ora, estes filhos de Anak, e vamos passar justamente à nossa outra afirmação, estes filhos de Anak são mencionados pelos seus nomes no versículo 22. Aiman, Sezai e Talmai. E segundo esse versículo, eles habitariam na região da cidade de Hebron. Depois, mais tarde, num livro de Deuteronómio e num livro de Josué, estes filhos de Anac vão ser chamados os Anaquins, bem como os seus descendentes. E volta-se a notar que eram pessoas, realmente, de uma elevada estatura.
E é o livro de Josué que nos vai dizer que esse personagem Anac era o pai ou, digamos, o originador destes Anaquins. Perdão, o nome dele era Arba. Este Arba era o pai de Anac, que foi depois, deu origem aos Anaquins. Ora, é interessante que Arba é também o nome da cidade de Hebron, Kiriat Harba. Kiriat Harba era assim que era designada antigamente a cidade de Hebron, justamente onde vai peregrinar Hebrão. Logo, o que é que nós podemos dizer? Podemos dizer que, de alguma forma, provavelmente por descendência, os descendentes de Noé de alguma maneira vão dar origem esse tipo de pessoas, mas a estatura do ser humano vai diminuindo no geral da população, o que significa que, por exemplo, e nós já iremos ver isso na segunda parte do programa, o geral da população era de uma determinada estatura e depois havia pessoas que a excediam.
essa estrutura. Não eram tão poucas como isso. É interessante que o livro de Josué assinala que não só Josué destruiu estes anaquins, como também Caleb, lá está, na região de Hebron, e que aqueles que sobreviveram foram-se refugiar em algumas cidades específicas do território de Canaã. Gaza, Gat e Hajdod. E estas três cidades são as cidades onde habitam os filisteus. Ou seja, o livro de Josué e o livro de Deuteronómio preparam o relato para 1ª de Samuel, quando aparece um homem de grande estatura, que é engraçado não é chamado de gigante, mas que se chama Golias. E isso leva-nos, portanto, a mais uma outra das nossas afirmações de hoje.
E que ela vai aparecer? Ela vai aparecer aqui. É útil referir que a palavra nefilime não é a palavra mais comum para se referir a gigantes. No hebraico é a palavra rafaim que é mais usada para fazer referência a gigantes. E é interessante que nós verificarmos que no relato do Pentateuco a palavra rafaim vai aparecer muito mais vezes. Nefilime só aparece duas vezes, Génesis 6 e Números 13. mas outros relatos do Pentateuco vão fazer referência a gigantes e é a palavra, justamente, refaíme. E é interessante que, no livro da Deuteronómio, no capítulo 2, nós encontramos esta palavra, refaíme, nos versículos 10 e 11, com um esclarecimento.
Diz assim, os emines de antes habitavam nela povo grande, numeroso e alto, como os anaquins. Ou seja, Estes gigantes tinham diferentes designações conforme os povos olhavam para eles. Também eles foram considerados rafaíns. E os moabitas chamavam-nos emímos. Ou seja, esta passagem bíblica insere-se justamente no contexto das ordens de Deus ao povo de Israel para conquistar aquela terra, mas para não perturbar nem edomitas nem moabitas, porque eram povos de perentesco. próximo de Israel. Mas estes Moabitas e estes Ammonitas, por sua vez, se chamavam Os Anaquins, Ora Emins, Ora Rafains, consoante a percepção que cada um destes povos tinha.
E, portanto, é bom nós percebermos que há realmente naquele local, naquela zona geográfica, pessoas que têm uma estatura acima da média, muito acima da média, como nós iremos ver, mas elas aparecem, portanto, de uma maneira... de povos que ocupam uma determinada zona geográfica. Entre esses povos, por exemplo, nós temos Ogre-Rei de Bazin. E, já agora, eu não vou mencionar o texto bíblico, mas Ogre-Rei de Bazin, segundo as medidas que hoje temos, que nos são dadas pelo livro de Deuteronómio, tinha uma cama que, considerando, dá-nos a medida em couvades, mas considerando que o couvade comum era de 50 cm, o comprimento da cama seria de 4,5 m e a largura de 2 m.
Portanto, não engana qual seriam as dimensões dele, não é? Exatamente. Ogre Rei de Bazán foi destruído pelo povo de Israel. E, portanto, mostram-nos aqui este homem que era rei de uma determinada população e, portanto, a sua cama media isto. 4 metros e meio por 2 metros. Não quer dizer que ele tivesse 4 metros e meio de altura, mas para ter uma cama de 4 metros e meio... É porque tinha de ter uma estatura. que pelo menos 3 metros de abertura teria. E, portanto, era considerado justamente um destes gigantes. Muito bem, Artur. O nosso tempo não dá tréguas. Nós temos que, neste momento, ir fazer uma pausa no nosso programa. Vamos para um curto intervalo. Nós voltamos já de seguida para continuar a aprofundar este tema dos gigantes e conhecer a segunda pergunta do nosso episódio de hoje.
TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Estamos de regresso para a segunda parte do programa Fórum Bíblico. Hoje estamos a abordar referências a gigantes na Bíblia após o dilúvio, procurando compreender quem eram realmente estes personagens mencionados, como vimos na primeira parte, no relato dos espias que foram ver a terra de Canaã. Antes de avançarmos para a segunda pergunta, para continuarmos a aprofundar e esclarecer este tema, quero dizer-lhe que em todos os programas temos sempre uma oferta preparada para si e hoje não é exceção. Eu tenho aqui comigo o Guia de Estudo da Bíblia à procura da verdade. O título deste guia expressa também o propósito daquilo que é o objetivo do Fórum Bíblico, que é procurar a verdade na Palavra de Deus.
Este material de estudo é composto por 15 temas bíblicos, partindo dos fundamentos essenciais da fé cristã e avançando progressivamente até questões mais profundas e também desafiantes. Tenho a certeza que este guia de estudo será, para si, um precioso auxílio para aprofundar o seu conhecimento das Sagradas Escrituras e também para fortalecer a sua experiência espiritual. Se desejar receber em sua casa este material totalmente gratuito, basta enviar-nos uma mensagem para o número 933-939291 e indicar o guia à procura da verdade. Agora sim, vamos conhecer a segunda e última pergunta do nosso programa, e que é a seguinte. Ela vai aparecer no nosso ecrã. Além do Pentateuco, existem mais alguns testemunhos bíblicos ou extra-bíblicos da presença destes gigantes?
Sim, existem. Tal como nós dissemos há pouco, a dispersão destes filhos de Anak por uma determinada zona do território de Israel, Gaza, Gat e Hashdod, que é o território dos filhos de Deus, preparou o caminho para um outro personagem que é Golias. Mas mesmo nos profetas, e já nos pequenos profetas, por exemplo, no livro de Amós, no capítulo 2 e no versículo 10, Amós refere os amorreus. Ora, os amorreus eram um povo muito maior do que apenas estes rafaíns. E, ao descrever os amorreus, Amós diz que eles eram altos como os cedros e fortes como os carvalhos. E, portanto, isto mostra-nos que os amorreus, que eram um tipo de povo que habitava em Canã, quando o Israel lá chegou, os amorreus também eram um povo de estatura elevada.
E depois, então, temos o segundo livro de Samuel, que nos fala justamente desse personagem Golias, que, curiosamente, não é descrito como gigante, não é descrito como um rafaim, mas cuja altura é realmente superior desmesuradamente ao normal do povo de Israel. E nós sabemos que o rei Saúl era o mais alto do povo de Israel, porque foi isso que contribuiu também para a sua escolha. e o rei Saúl tinha medo, tinha receio de ir defrontar Golias em combate. O singular de Rafaim é a palavra Rafa e ela é designada justamente a alguns personagens que foram destruídos pelos capitães dos exércitos do rei David.
Por exemplo, Isbebenob, Safé, Golias e um quarto personagem cujo nome não é referido. Isto está no 2º livro de Samuel, capítulo 15, versículo 18, e também repetido no 1º livro de Crónicas, no capítulo 20, nos versículos 4, 6 e 8. Portanto, estes personagens continuam realmente a existir. E isto mostra-nos uma coisa. Não é apenas a palavra nefilime que, como eu mencionei, só aparece duas vezes no relato bíblico, em Génesis e em Números, que serve para designar quem são estes gigantes. Há outros relatos no Pentateuco, nos livros do período da monarquia, e também nos profetas, que constatamos que havia pessoas lendárias do ponto de vista, portanto, da estatura.
Lembrando de Golias, Golias, segundo as medidas que nos são dadas no texto de 1ª de Samuel, capítulo 17, ele mediria aproximadamente 3 metros. e, portanto, era uma pessoa imponente. Só para terem uma ideia do peso da sua couraça, era de 57 quilos e a sua lança, a ponta da lança, pesaria 7 quilos. Além disso, há outros relatos extrabíblicos. Os egípcios mencionam, por exemplo, a presença em Canaã de personagens que têm o nome de Anak, e diz-nos que alguns deles têm 4 ou 5 côvades da cabeça aos pés. Ora, segundo as medidas do côvado egípcio, estamos a falar de pessoas que teriam entre 2,13 m e 2,45 m.
Portanto, pessoas que eram de uma altura anormal. Também a arte egípcia confirma a existência de povos de grande estatura. Houve relevos que nos chegaram sobre a guerra de K-10 que mostram soldados egípcios a capturarem dois espiões cananeus. Estes espiões cananeus estão de joelhos e, mesmo assim de joelhos, eles são maiores do que os egípcios que estão de pé a guardá-los. Há alguns autores que fazem realmente remontar a existência destes gigantes à família de Noé, mas nem todos seguem esse procedimento, ou seja, as associações não são conclusivas. Pode-se tratar, a um determinado momento, de alguma deriva genética, sem necessariamente atribuir diretamente à família de Noé.
Há outros autores que as atribuem também à família de Noé. Não podemos é fazer, muitas vezes, a relação de causa ao efeito tendo, por exemplo, como base a genealogia, porque nós sabemos que as genealogias não estão completas, elas não existem ali para nos dar o relato de quem sucedeu a quem, elas estão ali para nos mostrar uma teologia. E, portanto, o fracionamento dessas genealogias não permite, seriamente, concluir de onde é que vêm realmente estes gigantes, que eles apareceram. Apareceram, que eles existiram, é notório, não apenas nos relatos bíblicos, mas também nos relatos extra-bíblicos. Agora, fica sempre a dúvida se eles vêm da descendência de Noé, se, por acaso, aparecem por alguma outra razão genética que nós não conseguimos determinar ainda a origem.
Não nunca por uma linhagem distinta. Não nunca por uma linhagem distinta de anjos que teriam se relacionado com mulheres. Isso não. Exatamente. Muito obrigado, Artur, pela explicação. Tenho certeza que a nossa ouvinte, a telespectadora que viu a pergunta, terá ficado esclarecida. Nós estamos mesmo a terminar, o nosso tempo está mesmo no fim.
Mas antes eu gostaria, uma vez mais, de lhe recordar a oferta que temos preparada para si neste programa. É o Guia de Estudo à Procura da Verdade. Se quiser receber o seu, é muito fácil. Pode pedi-lo agora mesmo, enviando-nos uma mensagem para o número 933 939291 e indicar que pretende receber o Guia à Procura da Verdade. Tal como aconteceu no programa de hoje, também pode partilhar conosco as suas questões sobre a Bíblia, para que sejam respondidas em futuros programas ou, como lhe disse no início, talvez para algum dos nossos instrutores bíblicos. Por isso, envie-nos as suas questões e perguntas para o e-mail programas arroba novetempo.pt ou então por mensagem para o número 933 939291, referindo-se sempre de Programa Fórum Bíblico.
E assim fechamos o programa de hoje. Agradeço a sua companhia desse lado e recordo que cada questão tem o seu valor. Por isso, fica assim agendado o nosso reencontro, na próxima semana, para continuarmos a descobrir e a aprofundar as preciosas verdades das escrituras da Bíblia Sagrada. Espero por si, fique bem e tenha um excelente estudo da Bíblia.