Olá, é um gosto tê-lo de volta no Fórum Bíblico. Agradeço a sua presença para mais um momento, que eu espero que seja muito agradável, de partilha e de descoberta da Bíblia. E quero deixar um agradecimento especial a todos aqueles que têm colocado questões. Afinal, são as suas perguntas que tornam este espaço mais vivo e mais dinâmico, semana após semana. Como certamente já percebeu, este é um programa pensado para si, onde, semanalmente, nós nos vamos dedicando a responder às perguntas sobre a Bíblia. O nosso propósito principal é ajudá-la a aprofundar o seu conhecimento do texto sagrado, como seja, por exemplo, na compreensão de alguma passagem bíblica difícil de interpretar, como fizemos no programa anterior, ou então, por exemplo, conhecer melhor algum personagem bíblico.
E é esse hoje precisamente o nosso desafio. Hoje, a personagem que nos vai ocupar é tudo menos comum. Surge de repente, apenas aparece por um momento e, no entanto, deixa um mistério que atravessa todas as Escrituras. Fique por isso connosco para conhecer a personagem bíblica hoje em destaque aqui no Fórum Bíblico e talvez também aprofundar o seu conhecimento sobre essa personagem ou, quem sabe, ouvir falar pela primeira vez sobre a sua menção na Bíblia. Para nos falar dessa personagem em particular e para responder às perguntas que temos a seu respeito, está connosco, como sempre, o Teólogo Arturo Machado.
Olá Arturo. Olá Marco. Bem-vindo. Vamos então conhecer que personagem é esta e que nos é introduzida pela primeira pergunta do nosso programa. E a pergunta é, gostaria que me explicasse quem foi Melchizedec e que relação existe entre ele e Jesus? Muito bem. Se é que existe. Se é que existe. O relato na Bíblia em que pela primeira vez aparece este personagem, Melchizedec, situa-se num livro de Génesis e é no relato de um salvamento que Abrão teve que fazer com o seu sobrinho Ló. e, portanto, houve uma guerra, diz-nos o livro de Génesis, de quatro reis contra cinco. Ló, nesta altura, já se tinha separado do seu tio Abraão, estava a viver, portanto, na cidade de Sodoma.
Nessa guerra houve uns reis que venceram os reis aliados de Sodoma e Gomorra e, portanto, levaram o despojo que encontraram e, entre esse despojo, estava Ló e toda a sua família. Abraão reúne uma pequena força militar, composta por 318 soldados, e vai atrás deste exército inimigo e, utilizando uma estratégia, consegue desbaratar, portanto, estas forças inimigas e libertar o seu sobrinho Ló. Quando Abraão regressa desta campanha militar, A Bíblia, então, relata que ao seu encontro vem este personagem enigmático que é Melchizedec.
Trata-se de um personagem misterioso que vem de uma cidade, a cidade não é mencionada pelo seu nome completo, a cidade mencionada é Salém. Há especialistas que identificam esta cidade com a cidade de Jerusalém, embora o nome não esteja completo. A cidade de Jerusalém já era identificada por uma primeira menção pela palavra Urushalim ou Urushalimum em escritos egípcios datados do século XVIII e do século XIX antes de Cristo. O Salmo 76 também vai utilizar a palavra Salem para se referir a Jerusalém.
O Salmo 76 diz no versículo 2, e em Salem está o teu tabernáculo e a sua morada em Sião. Há também um livro apócrifo de Génesis, que é datado do primeiro século da nossa era, que identifica a cidade de Salém com Jerusalém, e Flávio José também o faz no seu livro Antiguidades Judaicas. Ora, este rei chama-se Melquisedeque. Justamente vamos ver este nome. Ele tem o nome de Melquizedec, ou seja, traduzindo isto, o meu rei é justo, e ele vem da cidade de Shalem, a cidade da paz. A palavra Shalem tem justamente a raiz que vai dar a palavra Shalom, Significa, portanto, paz.
E ele aparece com este nome, esta palavra paz, vem em oposição justamente ao relato, ao contexto de guerra em que este episódio está inserido, quer na guerra que quatro reis fazem contra cinco, quer na guerra que Abraão tem que fazer para libertar, portanto, o seu sobrinho Ló. E também o nome deste rei, Zedek. Melek, Melki, vem da palavra meler, que é a palavra para rei, Melki significa o meu rei, e a palavra tzedek, justo, vem justamente também em oposição a dois destes reis que estiveram envolvidos nesta guerra, porque um deles, Berah, que era o rei de Sodoma, significa mal e birxá, o rei de Gomorra, significa maldade.
Portanto, temos aqui este personagem enigmático que começa justamente por sugerir esta oposição entre o nome da cidade de onde ele vem e o contexto onde as coisas se situam e a sua própria pessoa, que significa justo ou justiça, e o nome destes reis que estão mais conotados com, portanto, a maldade. O próprio relato está cheio de referências religiosas. Diz-se que Melquisedeque é sacerdote do Deus Altíssimo. E é interessante porque a palavra sacerdote é a palavra koan e trata-se da primeira vez na Bíblia que a palavra koan, sacerdote, é usada pelo que a sacerdócio de Melquisedeque é, portanto, anterior ao sacerdócio levítico.
Isto é muito importante do ponto de vista bíblico, como nós iremos ver no seguimento do nosso programa de hoje. Ora, é a primeira vez, então, que a palavra coan, sacerdote, é associada. Nós sabemos que Abraão, nas suas peregrinações, fazia sacrifícios e, portanto, em certa medida, o sacrificar a Deus estava associado ao patriarca. Erguia altares, não é? Ele erguia altares, justamente onde quer que ele fosse. Erguia duas coisas. Ele fazia duas coisas. Poços. Ele fazia poços. cavava poços e erguia altares. Mas também é a primeira vez na Bíblia em que um personagem é chamado profeta, e esse personagem é Abraão. A primeira vez que a palavra nabi é aplicada na Bíblia, ela é aplicada a Abraão.
Ora, temos aqui um encontro altamente significativo num livro de Génesis. Um encontro entre um personagem que é Abraão, que tem o título de profeta, tem uma função, o profeta na Bíblia tem uma função específica, especial e significativa, e a primeira vez na Bíblia também que aparece a palavra sacerdote, que também na Bíblia tem uma função especial e altamente significativa. Portanto, todo este relato é um relato altamente importante. desde já dizer que, na Bíblia, Melquisedeque não é Jesus Cristo. Há pessoas que pensam que Melquisedeque é Jesus Cristo pela influência da Epístola aos Hebreus.
Foi isso que talvez tenha suscitado a segunda parte da primeira pergunta. Exatamente. E, portanto, Melquisedeque não é Jesus Cristo. E o nome que ele traz, Tzedek, justo, também não é de estranhar num rei de Jerusalém. Porque no livro de Josué, nós vamos encontrar um outro rei de Jerusalém que se chama Adóni de Sedeque. E também tem, portanto, um nome divino. Adóni vem de Adonai. Estão a perceber? E, portanto, não era de estranhar, talvez por Melquisedeque, que os reis seguintes de Jerusalém tivessem no seu nome a palavra tzedek, a palavra justo ou a palavra justiça.
O que é significativo é que este rei é, portanto, de origem cananeia e é alguém que nós não estávamos, portanto, acostumados, que é um servo do Deus Altíssimo, que vem ao encontro de Abraão, que Abraão reconhece, Abraão reconhece este
homem, e o relato bíblico diz que Abraão lhe deu o dízimo de tudo, portanto, o dízimo do disposto da guerra que Abraão recuperou, Ele, da sua parte, ele devolve a este rei. Portanto, ele reconhece neste rei o sacerdote realmente do Deus Altíssimo. E este rei vem ao encontro de Abraão também para o saudar e traz consigo pão e vinho. Ou seja, vai celebrar com Abraão uma refeição. Nós sabemos que no contexto da Bíblia as refeições significavam uma aliança e é provável que aqui estivesse também a ser realizada uma aliança entre Abraão e este homem.
E o relato bíblico que menciona justamente este pão. E vinho é significativo porque, na sequência, nós vamos ver que no livro de Génesis o vinho vai estar associado aos grãos na benção, por exemplo, de Isaac a Jacó. embora as palavras para vinho não sejam as mesmas. Nós já aqui tivemos no nosso programa a analisar as palavras para vinho. Tirox, aime, xecar, se nós nos lembramos desse programa. E nós verificámos nesse programa que a palavra tirox tem a ver com o mosto, ou seja, com o vinho não alcoolizado, enquanto que a palavra aime, em metade das circunstâncias, tem a ver com o vinho alcoolizado.
É provável que nós aqui tenhamos uma exceção porque eu disse que, em metade das circunstâncias, a palavra tinha a ver com o vinho alcoolizado e outra metade também não teria logo a ver com o vinho não alcoolizado. Alguns especialistas salientam que a associação da benção de Isaac Jacó, em que a palavra Tirox está associada aos grãos e, portanto, Tirox é um vinho não alcoolizado, se pode aplicar aqui à palavra Iain. Porquê? Porque, tal como nós vimos nesse programa em que falámos de vinho, verificamos que Iain era aplicado, sobretudo, aos dízimos atrasados.
E, justamente, há alguns especialistas que entendem que essa palavra iaine aplicada aos dízimos atrasados poderia não ter um contexto de vinho alcoolizado, mas sim estar associada ao pão sem fermento. Ora, o pão sem fermento portanto não vai traduzir a algo que se degradou, tal como o vinho e a hine, que em 50% dos casos na Bíblia pode significar álcool, em outros 50% dos casos não tem essa conotação. Há especialistas que dizem que provavelmente aqui com Melchizedec não teria essa conotação.
Mas o vir ao encontro de Abrão com pão e vinho pode ter ainda uma outra conotação na Bíblia, e essa conotação é associar ao pão da presença, ao pão que era colocado no santuário. E há um rabi, o rabi Samuel Ben-Naman, num texto de explicação do livro de Génesis, o Genésio Rabah, Diz o seguinte, Samuel Ben-Naman disse, ele, referindo-se a Samuel Kissbeck, instruiu Abraão nas leis do sacerdócio. O pão alude ao pão da presença e o vinho alude às libações. E, portanto, Na tradição judaica, este Melquisedeque vai, portanto, prefigurar um sacerdócio que haveria de existir mais tarde com o sacerdócio de Levi, o sacerdócio arónico, por assim dizer.
E, logo, é um sacerdócio que se exerce, legítimo, feito em honra do Deus do Céu e que vai ter a posteriori, outras conotações nos textos bíblicos. Mas isso é o que nós veremos já na segunda parte do nosso programa. Muito bem. Então, depois de respondida a primeira questão sobre Melchizedeque, que já
começou a introduzir a nossa compreensão sobre esta personagem enigmática, nós na segunda parte vamos aprofundar e compreender tudo mais em detalhe. Mas gostaria agora, e mesmo antes de avançarmos para intervalo, de lhe apresentar a oferta especial que temos para si, sempre reservada neste programa. Trata-se do Guia de Estudo da Bíblia, a Origem de Tudo. Este guia é um recurso que vai ajudá-lo a encontrar explicações sólidas e sempre baseadas na palavra de Deus sobre temas tão profundos como a criação do universo, o surgimento da vida, a credibilidade das escrituras e o próprio sentido da existência humana. No final de cada capítulo, e são oito, encontrará um código QR. Basta apontar a câmara do seu telemóvel para esse código e vai aceder a uma videoaula preparada pelo autor, o Dr.
Michelson Borges, que vai aprofundar ainda mais em detalhe o conteúdo que vai sendo abordado em cada uma destas oito secções. Se ainda não tem este guia, tem agora, aqui neste momento, uma oportunidade para o receber sem qualquer custo para si. Apenas precisa de nos enviar uma mensagem para o número 933 939291 a solicitar o guia à origem de tudo e depois ele será enviado para a morada que depois nos facultar. Vamos agora sim fazer um breve intervalo. Não saia daí. Dentro de instantes vamos continuar com a segunda parte do Fórum Bíblico. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança.
Olá novamente, obrigado por nos acompanhar na segunda parte do programa Fórum Bíblico. As perguntas hoje são sobre um personagem enigmático da Bíblia. Estamos a falar de Melquisedeque e para nos ajudar a compreender quem foi este homem, continua connosco no programa o teólogo Arturo Machado. Vamos então continuar a falar de Melchizedec. Na primeira parte já vimos o relato de Génesis, onde ele é introduzido, e portanto vimos que ele abençoou Abraão e recebeu o seu dízimo. Vamos agora ver para quem aquele aponta, como deixou no ar na primeira parte. Mas a próxima pergunta também nos introduz se existem outras passagens na Bíblia que referem Melquisedeque. Portanto, que passagens é que falam deste personagem para além de Gênesis?
Muito bem. Ainda no Antigo Testamento, nós temos o Salmo 110. O Salmo 110, no versículo 4, vai falar de Melquisedeque. e é uma profecia e diz assim, jurou o Senhor, não se arrependerá, tu és um sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque. Os especialistas concordam que este Salmo 110 é um Salmo messiânico? Como consequência, portanto, aplica-se a Jesus Cristo na sua dupla função de rei e de sacerdote. Ora, o Salmo 110 vai dizer acerca do Messias, tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque. Esta passagem do Salmo 110, versículo 4, é extremamente importante porque ela vai ser usada várias vezes na Epístola aos Hebreus.
A Epístola aos Hebreus é escrita para mostrar justamente que Jesus Cristo está a cumprir no céu um sacerdócio, um ministério intercessório e que, portanto, Os crentes cristãos, mesmo os crentes cristãos de origem judaica, não necessitavam mais de ir ao templo a oferecer sacrifícios porque Jesus tinha sido simultaneamente o sacrifício e o sacerdote. além de ser também o rei. E logo a Epístola aos Hebreus vai várias vezes citar este Salmo 110. É interessante que nós vamos ver que a palavra Melquisedeque vai ser também usada ao longo da literatura judaica para fazer um pouco de tipologia.
A tipologia é quando um acontecimento, uma pessoa ou até uma estrutura do Antigo Testamento pode ter uma aplicação futura, no caso bíblico, no Novo Testamento, na personagem de Jesus Cristo. E no caso da história judaica, este personagem Melchizedec vai ter várias aplicações. Vamos dizer que é até um método de interpretação da Bíblia. É um método de interpretação da Bíblia, sim. Sim, exatamente. Melquisedeque, por exemplo, na guerra dos judeus, Flávio José vai dizer que ele foi o fundador da cidade de Jerusalém. O seu fundador original foi um chefe cananeu chamado Rei Justo. na sua língua nativa, porque, de facto, o Hera foi o primeiro a oficiar como sacerdote de Deus e, por ter sido também o primeiro a construir o templo, deu à cidade, anteriormente chamada de Sólima, o nome de Jerusalém.
E, portanto, isto é o que Flávio José nos indica de Melquisedeque. Os escritos de Qumran, portanto, dos essénios descobertos também em 1948, vêem em Melquisedec uma figura escatológica. Ele é chamado Elohim. o chefe dos anjos e cuja função é servir de sumo-sacerdote no templo celestial. E nisto os escritos de Qumram, na função de sacerdote, vão, digamos, juntar-se àquela que é a interpretação da epístola aos hebreus, que, ao tomar o Salmo 104, vai utilizar Melquisedec para justificar que Jesus Cristo tem um sacerdócio mais completo e mais perfeito.
E, na verdade, quando nós lemos a Epístola aos Hebreus, vemos que Melquisedeque serve justamente de tipo para mostrar a superioridade do sacerdócio celestial de Jesus. Jesus não pertence à tribo de Levi, mas Jesus pertence à tribo de Judá e, portanto, nunca poderia ser sacerdote. a menos que a passagem do Salmo 110, versículo 4, lhe fosse aplicada. É isso que acontece com a Epístola aos Hebreus. A Epístola aos Hebreus, ao aplicar o Salmo 110 a Jesus Cristo, está a dizer uma coisa. Se Melquisedeque é um sacerdote legítimo, antes de haver sacerdócio, mesmo antes de haver a tribo de Levi, então significa que este sacerdócio que lhe é anterior é aceito por Deus, aliás, justificado por Deus.
Logo, Jesus Cristo não é da tribo de Levi. Genealogicamente, não tinha direito a ser sacerdote. Ele é sacerdote não pela ordem de Levi, mas por uma ordem anterior. e também superior. É isto, no fundo, que está a dizer a Epístola aos Hebreus. E ela vai dizer isto em vários capítulos. Vai dizer isto no capítulo 5, vai dizer isto no capítulo 7, vai dizer isto no capítulo 9. Tal como o Arão é, digamos, divinamente chamado para ser sacerdote, não há dúvida nenhuma, o Salmo 110 mostra que Jesus Cristo é divinamente chamado para ser sacerdote. Além de sacerdote, Jesus tem uma outra função, porque a Epístola aos Hebreus vai aplicar o Salmo 2, versículo 7, a Jesus Cristo também na Epístola aos Hebreus.
Em Hebreus, por exemplo, no capítulo 4 e mais tarde. Tu és meu filho, hoje te gerei. Juntando as duas coisas, A Epístola aos Hebreus vai dizer o seguinte, Jesus tem um sacerdócio mais poderoso e superior ao sacerdócio levítico porque ele agrupa as duas coisas, a função de sacerdote, a função de rei e, ainda mais, nós podemos ver já que, embora Arão partilhe com o sacerdócio de Jesus alguns aspectos, como a nomeação divina e a humanidade, existe uma diferença imensa entre ambos. Apenas Cristo é o verdadeiro sumo-sacerdote. Porquê? Porque ele é da ordem de Melquisedeque.
Porque apenas ele combina na sua pessoa a filiação divina e a humanidade. E, portanto, o Abrão, que é o antepassado de Israel, vai receber de Melquisedeque A palavra Barah é muito importante porque ao Melquisedeque abençoar Abraão, e no livro de Génesis essa bênção aparece três vezes, nesse capítulo do encontro de Melquisedeque com Abraão, essa bênção faz alusão à profecia do capítulo 12 de Génesis, porque Deus tinha dito em Abraão, em ti serão benditas todas as nações da terra. Logo, Melquisedeque aparece aqui como sendo de origem superior, tal como Jesus Cristo vai ser mostrado na Epístola aos Hebreus como sendo um sacerdote superior.
Cristo tem acesso direto à presença de Deus. Tendo-se tornado humano, compreende o ser humano. Sendo de origem divina, ele faz a ponte justamente entre Deus e o homem, e entre o homem e Deus. Contrariamente à Arão, que precisava de fazer sacrifícios por si próprio, Jesus não precisa, porque Jesus nunca pecou. E, portanto, toda a Epístola aos Hebreus vai mostrar que o sacerdócio de Jesus que vem de Melquisedeque é justamente um sacerdócio confiável, um sacerdócio superior, um sacerdócio que ultrapassa o sacerdócio levítico. O sacerdócio levítico também apontava para Jesus, mas não há dúvida nenhuma onde Jesus se revê completamente, é no sacerdócio deste personagem enigmático, Melquisedeque.
E a Epístola aos Hebreus diz que ele não tem pai, não tem mãe, não tem genealogia. É mais um aspecto para dizer que este personagem que aparece do nada, Melquisedeque, embora o livro de Génesis diga que ele é um personagem real, um personagem histórico, aponta logo diretamente para Jesus Cristo, que é, portanto, o sacerdócio eterno, superior, fundado numa nova lei de Isaías, Epístola aos Abreus. Não numa nova lei que seja a lei dos Dez Mandamentos, mas na lei que dizia que o sacerdócio levítico só pertencia justamente aos levitas. E, portanto, aqui temos como este personagem do Antigo Testamento aponta diretamente para Jesus Cristo, é o tipo perfeito daquele que seria o sacerdócio de Jesus Cristo no Novo Testamento.
Muito bem. Antes de concluirmos o Fórum Bíblico de hoje, eu espero que tenha sido muito esclarecedor sobre esta personagem que foi Melchizedec. Eu gostaria de lhe recordar uma vez mais o Guia de Estudo da Bíblia, a origem de tudo. E este é um guia que nós temos todo o gosto em lhe oferecer neste programa. Se ainda não pediu o seu exemplar em programas anteriores, pode aproveitar o programa de hoje e esta oportunidade para nos enviar uma mensagem para o nosso número, que eu tenho a certeza que já memorizou, e que é o 933 93 92 91, para que assim consiga recebê-lo em sua casa e sem qualquer custo. Mesmo no final do capítulo 1 deste guia, que tem por título Origem do Universo, o seu autor termina com estas palavras que eu gostaria de ler para si.
Diz ele, faz bem adotar a atitude do apóstolo Pedro, registado em Lucas capítulo 24, versículos 11 e 12, E ele diz que Pedro era um pescador humilde, mas nessa ocasião agiu como um cientista deve agir. Quando soube da ressurreição de Jesus, ele duvidou. Mesmo assim, correu até ao sepulcro para ver com os próprios olhos. E o autor diz-nos que faça o mesmo, analise tudo e tire as suas conclusões. Por isso, se ao estudar as grandes verdades que são reveladas na Bíblia tiver dúvidas, deixe-me dizer-lhe que não tem mal nenhum. Pelo contrário, elas poderão ser um ponto de partida, um motor, um catalisador para que realize um estudo mais profundo da Bíblia Sagrada. E tal como lhe disse logo no início deste programa, nós estamos aqui precisamente para o ajudar nessa jornada de estudo e de conhecimento da Bíblia Sagrada.
Por isso, se tiver dúvidas, já sabe o nosso número para o qual pode enviar a sua mensagem. Ele é muito fácil de memorizar, 933 93 92 91 e nós teremos todo o gosto em receber as suas perguntas e pode enviá-las também por e-mail, já sabe também, muito fácil de memorizar, programas arroba novotempo.pt. Quanto a nós, regressamos já novamente na próxima semana. Para abrir mais um fórum, eu espero que com a sua pergunta sobre a Bíblia Sagrada. Agradeço a sua companhia, agradeço a sua participação contínua neste programa e conto com a sua presença nos próximos episódios. Até lá, quero desejar-lhe um bom estudo da Bíblia e se tiver dúvidas, não hesite em partilhá-las connosco. Fique bem.