Esta Geração não Passará

Esta Geração não Passará

12 de Março de 202626 min 39 s

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Seja muito bem-vindo ao Fórum Bíblico. Estamos de volta, tal como prometemos na semana passada, para mais um programa e é sempre um gosto enorme poder contar com a sua presença desse lado. Hoje trazemos novas perguntas que vamos explorar. Quem sabe se alguma delas não se relaciona com algo que se sempre quis compreender ou com temas que nunca tinha reparado, mas que até podem despertar a sua curiosidade. Prepare a sua Bíblia e, se quiser, prepare também o seu caderno de notas, se o tiver, e aproveite mais esta oportunidade para aprofundar o conhecimento das Escrituras. Hoje nós vamos mergulhar numa das declarações mais intrigantes e talvez mais debatidas de Jesus. Uma frase curta, uma frase direta, mas que ao longo dos séculos tem provocado, diria eu, perplexidade em alguns e muitas dúvidas noutros.

Dentro de instantes, nós vamos revelar que declaração é essa, introduzida pela primeira pergunta com que vamos abrir o nosso fórum de hoje. Para dar resposta, contamos uma vez mais com o teólogo Artur Machado, que certamente, como aliás já nos habituou, nos vai guiar numa viagem pelo contexto histórico, pela teologia e pelas diferentes interpretações desta declaração. Porque, como sempre, queremos que as suas perguntas, aquelas que nos envia sobre a Bíblia, consigam encontrar aqui a resposta que está à procura. Olá, Artur. Olá, Marcos. Obrigado, uma vez mais, pela sua presença. E vamos, então, conhecer que declaração intrigante é esta que nós podemos

O significado da geração

encontrar e que nos foi introduzida pela primeira pergunta e que hoje vamos partilhar. E a pergunta, então, que introduz essa declaração é a seguinte. O que quis Jesus dizer com a expressão, esta geração não passará antes que todas estas coisas aconteçam, em Mateus 24, 34? Muito bem, esta é uma das declarações difíceis de Jesus, de compreensão. Aliás, C.S. Lewis afirmou que era o versículo mais embaraçoso e constrangedor da Bíblia. Isso que ele disse, que era um estudioso da Bíblia. E ele era um estudioso da Bíblia e era um intelectual e, portanto, ele achava que era realmente uma declaração difícil de compreender. Difícil porque Jesus realmente parece dar a entender que os sinais, estamos em Mateus 24, que os sinais que ele estaria a dar sobre o fim do mundo não se cumpririam sem que aquela geração os visse.

Logo, tudo estaria perto do seu cumprimento Naquele tempo, estamos a falar, portanto, do século I da nossa era. Alguns vão aproveitar esta afirmação de Jesus para dizer que ele realmente enganou-se. Jesus foi falível, ele declarou qualquer coisa que, finalmente, acabou realmente por não acontecer. Isso porque aquela geração morreu e o mundo não terminou. Exatamente, o mundo não terminou. E, portanto, estaria em causa a fiabilidade das palavras de Jesus e, logo, de todo o Evangelho. Mas há outros especialistas que consideram que esta declaração tem que ser compreendida como uma espécie de limitação precisa do tempo de regresso de Jesus.

Afinal de contas, ele tinha razão porque ele teria vindo em segredo. Portanto, de qualquer das maneiras, a declaração faria referência à queda de Jerusalém e, daí a 40 anos, Jesus teria vindo secretamente. Mas houve outros autores que procuraram dar outro tipo de explicações para poder ter mais em consideração o contexto em que Jesus situou esta declaração e assim houve várias propostas. Eles sugeriram, por exemplo, há autores que sugeriram que a expressão todas estas coisas não se referem propriamente à segunda vinda de Jesus como um todo, mas referem-se sim a uma parte dos sinais que Jesus mencionou que teriam a ver com a queda de Jerusalém e a destruição do Templo.

Houve outros autores que sugeriram também que a expressão esta geração poderia ser entendida de variadíssimas formas. Houve alguns que disseram, bom, esta geração será a geração que se vai sucedendo ao longo dos tempos, porque é uma geração má, é uma geração corrupta. Outros identificaram esta geração aos judeus, houve quem identificasse esta geração com a igreja, há quem entenda esta geração, como eu acabei de mencionar, como uma geração contínua, ou seja, as coisas vão acontecendo, os sinais vão se multiplicando e, portanto, a coisa vai acontecendo até chegar a um final. Há quem tenha interpretado também esta geração como única e exclusivamente a geração que estará em pé no tempo do fim, mesmo antes de Jesus Cristo chegar.

Portanto, encontramos uma panóplia de explicações acerca destas expressões. E, embora algumas destas soluções contenham alguma verdade, o facto é que uma boa parte delas não configura com aquilo que nós podemos dizer, a fluidez do texto. Na própria fluidez do texto, no próprio contexto, nós encontramos a sua explicação.

A destruição do templo

Ora, o contexto mostra-nos justamente que Jesus está a sair do Templo, os discípulos chamam a atenção de Jesus para o magnífico que era o Templo, que ainda estava em obras, mas que era uma estrutura magnífica, e Jesus vai começar a responder aos discípulos e vai-lhes dizer assim, não vedes tudo isto no grego tudo isto é dado por uma expressão grega que se chama talta. Nós já lá iremos ver isso, e essa expressão é muito importante nesta passagem. E Jesus diz, não vedes tudo isto? Em verdade, vos digo, não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada. E, portanto, a expressão talta, tudo isto, refere-se ao templo, refere-se à estrutura para a qual os discípulos tinham chamado a atenção de Jesus.

Em seguida, a cena vem para o Monte das Oliveiras. Os discípulos ficaram questionados anteriormente com a afirmação de Jesus e quando ele está no Monte das Oliveiras, que fica ali a pouca distância de onde era o templo, eles voltam a interrogar justamente Jesus. E querem mais detalhes, não é? E querem mais detalhes. E então aí, reparem, os discípulos vão fazer essa pergunta. Diz-nos quando serão essas coisas, tauta, Quando serão essas coisas, não se esqueçam que o tal está anterior de respeito ao templo. Diz-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá da tua vinda, a vinda é a palavra parousia, e do fim do mundo, sunteleia. Temos aqui três palavras e são estas três palavras que vão determinar a forma pela qual nós podemos entender posteriormente a afirmação de Jesus sobre esta geração não passará sem que todas estas coisas se aconteçam.

Portanto, os discípulos fazem, no fundo, duas questões. Uma tem a ver com tal que está. Essas coisas. Diz-nos quando é que serão essas coisas, ou seja, quando é que o templo vai ser derrubado. Essa é uma pergunta. A outra pergunta é que se não haverá da tua vinda. Um outro acontecimento. É um outro acontecimento. E Jesus, justamente em Mateus 24, ao dar os sinais, vai separar, justamente, as águas. Embora ele vá, no discurso de Mateus 24, o vá dando por completo, nós podemos identificar que, nos sinais, as águas são, justamente, separadas. Ora, a expressão sunteleia significa, justamente, fim.

e logo não teria, logicamente, a ver com aquilo que seria a destruição do Templo. Nós podemos ver isso, por exemplo, em Mateus, no capítulo 13, no versículo 39 e 40, Jesus está a falar da explicação de uma parábola, a parábola do trigo e do joio, e Jesus diz, o inimigo que o semeou é o diabo, a ceifa, o fim do mundo. expressão sunteleia, o fim do mundo, a ceifa, os ceifeiros são os anjos. Portanto, como os discípulos estavam confundidos acerca da missão messiânica de Jesus, provavelmente eles não fizeram a distinção entre os dois acontecimentos. Não esqueçamos que os discípulos acreditavam que Jesus viria a instituir o reino messiânico e, portanto, Para eles, os dois acontecimentos, a destruição do Templo e o Fundo do Mundo, estariam justamente ligados.

Mas, tal como eu mencionei, ao longo de Mateus 24, a palavra grega tauta, estas coisas, refere-se sempre a acontecimentos relacionados com a destruição de Jerusalém. enquanto que as palavras parousia, vinda e sunteleia, fim, se referem a acontecimentos relacionados com a segunda vinda de Cristo. Isto é importante nós distinguirmos no contexto de Mateus 24, para podermos compreender a expressão onde é que se situa esta geração. Porque vai mudar a interpretação que é feita ao nome do Teu, das palavras de Jesus. Exatamente. Vai mudar automaticamente a maneira pela qual nós podemos interpretar as parábolas de Jesus. E, nesse contexto, aparece, por exemplo, a parábola da figueira que Jesus contou para ilustrar como as pessoas deveriam estar atentas justamente a esses sinais.

Na parábola da figueira, Jesus diz que quando os ramos se tornam terros e brotam folhas, vocês sabem que o verão está próximo. Logo, quando estas coisas começarem a acontecer, significa que a sua vinda está justamente próxima. e, portanto, quando estas coisas começarem a acontecer. Aqui temos outra vez a expressão tauta. É claro que estas coisas, a expressão estas coisas, não inclui a parosia, porque não faria sentido. Não faria sentido Jesus estar a dizer o seguinte, quando vocês virem que o Filho do Homem vem em glória, sabem que Ele está próximo. Não faz sentido. E, portanto, o que Jesus está aqui a referir é tomem atenção a estes dois tipos de sinais.

Ao lermos o contexto de Mateus, nós percebemos que Jesus, utilizando palavras diferentes, trata dois acontecimentos que são distintos, mas que estão incorporados num discurso escatológico, porque, afinal de contas, todos os acontecimentos significativos na história da humanidade vão contribuir para a escatologia, vão contribuir para que as pessoas estejam atentas, a partir do momento em que Jesus inicia o discurso escatológico, é uma chamada de atenção para que as pessoas estejam atentas aos diferentes tipos de sinais, quer àqueles que vão ter lugar na destruição de Jerusalém, quer àqueles que vão ser, digamos, alertas para a sua segunda vinda.

Há ainda uma outra questão que fica por resolver, que nos é colocada. Ou seja, em termos cronológicos, então, qual é a geração que iria testemunhar estas coisas? E é aqui que os comentadores se dividem. Há aqueles que, seguindo a fluidez do texto, identificam esta geração com a geração que presenciou a destruição de Jerusalém. E há autores que pensam que, com a frase, esta geração, Jesus estaria a fazer alusão à geração final, mesmo antes da vinda de Jesus. Portanto, não nos admiremos quando encontramos dois tipos de comentários sobre esta mesma passagem, porque há esta diferença hermenêutica. Aqueles que optam por esta segunda alternativa veem que esta geração é a geração que vai passar por aquilo que se chama Uma grande tribulação, Jesus falou de uma grande tribulação que nunca ninguém teria testemunhado até àquele tempo.

Aliás, essa grande tribulação tem a ver com Daniel 12. Daniel também tinha falado, o anjo O anjo Gabriel tinha falado a Daniel que haveria realmente uma grande tribulação e os Evangelhos falam justamente de períodos difíceis de uma grande tribulação que viria justamente a caminho. E, portanto, estes autores aproveitam estas passagens para dizer que esta geração identifica-se com esta tribulação. Mas se nós seguirmos a fluidez do texto, realmente não chegamos a essa conclusão. Chegamos a uma outra conclusão oposta. Ok, muito bem, e que já vamos vê-la em concreto depois na segunda parte.

Guia de estudo

Pois bem, estamos mesmo agora a chegar ao fim da primeira parte do nosso programa, mas antes eu quero falar-lhe sobre um material muito especial que temos para lhe oferecer neste programa. Estou a referir-me ao Guia de Estudo intitulado A Origem de Tudo. Este guia é composto por oito capítulos e em cada capítulo poderá descobrir de uma forma clara, mas sempre muito bem fundamentada, temas tão diversos e importantes como a criação do universo, a origem da vida, do ser humano e até do mal, sempre numa perspectiva que procura conjugar a Bíblia com a evidência científica. Para receber gratuitamente este guia em sua casa, apenas precisa de nos enviar agora mesmo uma mensagem para o número 933 939291 a solicitar o guia a origem de tudo.

Se por acaso ainda não pediu este material, se ainda não o tem, então este é o momento para aproveitar esta oportunidade para o receber. É tempo agora sim para uma pequena pausa. Não mude de canal, nem desligue, permaneça connosco porque nós voltamos já a seguir a um curto intervalo.

A interpretação correta

TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Obrigado por continuar connosco aqui no Fárum Bíblico. Estamos a começar a segunda parte e no programa de hoje nós estamos a aprofundar o significado da expressão que nós encontramos em Mateus no capítulo 24, no versículo 34 e que eu aproveito para ler, aqui utilizando a minha Bíblia, para que se possa situar no texto que hoje estamos a analisar. E o texto diz o seguinte, Mateus 24, versículo 34. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas aconteçam. E é exatamente esta declaração que nós estamos a analisar no programa de hoje.

E, Artur, como vimos na primeira parte, existem diversas interpretações que são feitas deste texto. Provavelmente existirão ainda outras leituras, eu não sei se ainda vamos ver mais alguma, mas hoje vamos procurar conhecer qual a interpretação correta, e que nos é lançada pela segunda pergunta, qual a interpretação que nós podemos fazer, portanto, desta passagem. E a pergunta é, como é que nós podemos interpretar, e eu acrescento corretamente, a passagem de Mateus em 1834. Muito bem. Ora, dar-vos apenas mais uma dica. Alguns propõem, e isso nós podemos já colocar aqui, que a frase, esta geração, se refere a todos os que em algum momento se tornaram geração adulta e perversa ou geração descrente pela rejeição da mensagem do Evangelho. E, portanto, há muitas maneiras de interpretar esta geração.

Mas se nós repararmos nos Evangelhos, esta expressão, esta geração, aparece várias vezes. Por exemplo, ela vai aparecer em Marcos 9.19, em Mateus 12.39, em Mateus 17.17, em Mateus 12.41. Por exemplo, Jesus vai dizer assim, os ninivitas se levantarão no juízo com esta geração, e a condenarão. Esta geração era a geração do tempo de Jesus. Se nós verificarmos em Marcos 8, 38, Jesus vai dizer qualquer que nesta geração adulta e pecadora se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará quando vier na glória do seu Pai. E, portanto, Jesus vai utilizar esta expressão, esta geração, para designar a geração que tinha sido confrontada com a sua pessoa, com o seu ministério, com as suas palavras, com os seus sinais, e mesmo assim se recusava a aceitar todas as evidências que Jesus Cristo tinha deixado.

E, logo, quando nós chegamos ao Evangelho de Mateus, é mais claro, a partir do contexto próximo e do contexto alargado dos outros evangelhos sinóticos, que nós concluamos que a expressão esta geração se refira à geração que presenciou a guerra judaica, a guerra dos judeus contra os romanos e a destruição de Jerusalém no ano 70. E, portanto, faz sentido que em Mateus 24, 34, quando Jesus diz, em verdade vos digo, não passará esta geração, ela esteja incluída na mesma linha do que nós temos vindo a ver com as outras passagens dos Evangelhos Sinóticos.

E, por isso, há um outro elemento que vem corroborar esta interpretação, é de que a palavra geração se refere à geração que testemunhou a queda da cidade de Jerusalém, e não há geração que estará de pé no momento da segunda vinda de Cristo. E resulta da análise da locução a expressão que é esta geração, em que em grego se diz geneia aute. Quando examinamos a forma como esta expressão aparece nos Evangelhos, nós podemos ver que mesmo em Mateus, portanto estamos agora no contexto próximo, Ela vai significar o seguinte, por exemplo, Mateus 11, 16. A quem assemelharei esta geração? Jesus está-se a dirigir aos teus.

A quem é que eu vou assemelhar esta geração? Mateus 12, 41. Os Ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração e a condenarão. Mateus 12, 42. A Rainha do Sul se levantará no dia do juízo com esta geração e a condenará. Mateus 12, 45. Vai, leva consigo outros sete espíritos piores do que ele, e entrando habitam ali, e são os ultimos atos desse homem piores do que os primeiros, assim acontecerá também a esta geração má. Mateus 23, 36. Em verdade vos digo todas estas coisas onde vir sobre esta geração. Logo, a expressão que nós temos aqui, esta geração, é uma expressão presente.

Jesus está a dirigir-se aos seus, à sua geração. E está-se a dirigir à sua geração para significar que eles vão testemunhar um evento que será realmente um evento cataclísmico, um evento difícil, um evento complicado que será a consequência da forma como a própria nação se estava a dirigir para lá. Ou seja, Jesus percebeu que os acontecimentos iriam desembocar daquela maneira. Não é que Deus quisesse a destruição da cidade de Jerusalém, mas todo o modus operandi da população, dos pensadores, estava a conduzir nesse caminho.

E, portanto, Jesus, ao utilizar essa expressão, vai justamente ir nesse sentido. Por exemplo, em Mateus 23, 36, Jesus diz, em verdade, vos digo que todas essas coisas, talta, cá está a expressão, talta, todas essas coisas que têm a ver com a destruição do templo, hão de vir sobre esta geração. E, logo, a geração a que Jesus se dirige, ele está no ano 31, Nós sabemos que uma geração na Bíblia dura mais ou menos 40 anos. A destruição de Jerusalém se situa-se no ano 70. Estamos justamente no limite. Isso é corroborado, por exemplo, por certos autores. Nós verificamos que Jesus diria onde viram falsos messias.

Ora, nós vamos ver uma citação de Flávio José na guerra dos judeus contra o seu livro. a guerra dos judeus contra os romanos, ele diz assim, nesta altura, ele está a falar, portanto, já do andamento da guerra, um certo Menahem, filho de Judas, o chamado Galileo, o temível, rabi que outrora soube que Irínio invetivara os judeus por reconhecerem os romanos como senhores, quando já tinham Deus, foi com os seus amigos mais próximos a Massada, que era a fortaleza de Herodes, arrombou o arsenal do rei Herodes e forneceu armas aos seus concidadãos e a outros bandidos. Depois, formando estes homens numa guarda pessoal, regressou Jerusalém como um verdadeiro rei, tornou-se o líder da Revolução e começou a dirigir o cerco do palácio.

E, portanto, nós temos aqui esta informação de Flávio José, que era interessante para o contexto que nós estamos a viver. Jesus também falou em Mateus 24 de guerras e rumores de guerras. E nós podemos dizer, ah, mas isso ao longo da história nós vimos sim, mas naquele momento em que Jesus vivia, essas guerras e rumores de guerras eram feitas justamente por este grupo, os Zelotas, que um pouco por toda a Palestina criavam uma instabilidade política e uma instabilidade de segurança, porque eles assassinavam, sobretudo, as autoridades humanas, os soldados humanos. Procuravam, portanto, fomentar essa revolução. Jesus falou de perseguições e, realmente, o período que vai seguir-se à queda de Jerusalém vai ser um período de expansão do cristianismo que vai trazer perseguições.

Jesus falou de cataclismos. Ora, nós na própria Bíblia assistimos ao cataclismo da guerra, perdão, da fome no tempo do imperador Cláudio, que vem relatada, por exemplo, num livro de actos dos apóstolos. E a destruição de Jerusalém, agora concretamente falando, está muito bem documentada. Basta ver o comentário que o historiador Eusébio de Cesareia colocou no seu livro História de Eclesiástica, em que ele diz que houve cristãos que, sabendo das palavras de Jesus, no momento do cerco de Jerusalém fugiram para Pela e sobreviveram a essa catástrofe. Logo, a expressão, esta geração, deve ser compreendida no sentido da geração que estava a viver ali com Jesus, que presenciou as palavras de Jesus e que às quais Jesus advertiu sobre o primeiro cerco e destruição de Jerusalém no ano 70 e não tenha nada a ver com os outros sinais restantes, a palavra parousia e a palavra sonteleia, que têm mais a ver com os sinais do tempo do fim.

É assim que nós devemos, portanto, interpretar esta expressão e compreender, então, onde é que se situa a expressão esta geração. Muito obrigado, Artur, pela explicação, uma vez mais, muito clara às perguntas que tínhamos sobre esta declaração e, mais uma vez, ficou evidente, como já aconteceu em tantos outros nossos programas anteriores, que é fundamental interpretar corretamente as Escrituras para percebermos o verdadeiro sentido do que está escrito e evitar interpretações erradas, muitas vezes, de profecias, como foi o caso desta profecia de Jesus. Muito obrigado. Estamos quase a chegar ao fim, mas antes de terminar, eu quero recordar uma vez mais a oferta muito especial que temos para si neste programa. Já sabe, é o Guia de Estudo da Bíblia, a origem de tudo, e este extraordinário guia explora vários temas, sempre à luz da Bíblia, e é apoiado também em muitas evidências científicas.

É, sem dúvida, uma ferramenta muito valiosa para compreender as grandes questões da vida de forma sólida e sempre, como disse no início, muito fundamentada. E o melhor é que ele é um recurso totalmente gratuito, isso mesmo. Pode recebê-lo enviando-nos uma mensagem para o nosso número 933 939291 a solicitar o guia Origem de Tudo. Para este mesmo número, já sabe também, pode enviar as suas perguntas sobre qualquer tema relacionado com a Bíblia Sagrada e ela, quem sabe, poderá ser respondida num dos nossos próximos programas. Pode também enviar as suas questões, se preferir, para o nosso e-mail, ele é programas arroba novotempo.pt e o mais importante é mesmo não deixar nenhuma dúvida que tenha sobre o texto sagrado para que fique sem resposta.

E desta forma chegámos ao fim deste encontro. Muito obrigado pela sua companhia. Na próxima semana estaremos novamente de volta, prontos para explorar mais questões e novas questões sobre aquilo que a Bíblia nos revela. As suas dúvidas aqui neste programa merecem sempre a sua atenção e queremos por isso continuar a ser uma ajuda útil para lhe dar resposta às suas perguntas. O nosso convite? Mantém-se como sempre. Participe, faça perguntas e partilhe-as connosco. Esperamos por si. Até breve.

Série
Fórum Bíblico · 69 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 47
Estreou
12 de Março de 2026
Categoria
Espiritualidade