Morte na Nova Terra

Morte na Nova Terra

19 de Março de 202627 min 29 s

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Estamos a iniciar mais uma edição do Fórum Bíblico. Seja muito bem-vindo. Obrigado por estar desse lado, enquanto seguiremos juntos, nos próximos minutos, as respostas que hoje serão apresentadas pelo nosso convidado residente, o teólogo Artur Machado, às perguntas que foram escolhidas pela nossa produção. Pois bem, hoje vamos, uma vez mais, explorar uma passagem bíblica, esta intrigante também, mas do profeta Isaías. que é uma passagem que parece desafiar tudo o que pensamos sobre a Nova Terra. Será possível que ainda haja morte nesse mundo perfeito que Deus nos promete? No programa de hoje, nós vamos descobrir o que é que o profeta quis realmente transmitir nesse texto.

A passagem de Isaías

Olá, Artur. Olá, Mário. Bem-vindo uma vez mais e vamos então hoje, novamente, ver uma passagem das Sagradas Escrituras, esta preferida pelo profeta Isaías e vamos conhecê-la já através da primeira pergunta. E a pergunta é a seguinte. Ao ler a passagem de Isaías, capítulo 65, versículo 20, fiquei com a ideia de que haverá morte na nova terra. Como é que isso é possível se o livro do Apocalipse afirma que não haverá mais morte? Gostaria que me esclarecessem este ponto. Muito bem. A passagem de Isaías, capítulo 65, versículo 20, diz concretamente o seguinte. não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias, porque o jovem morrerá de cem anos, mas o pecador de cem anos será amaldiçoado.

É esta a passagem. E há muitos comentadores que dizem que Isaías estaria aqui a utilizar uma linguagem humana para descrever uma circunstância que teria que ver com a renovação, a criação dos novos céus e da nova terra. E, portanto, a linguagem limitada do seu tempo não lhe permitia, digamos, dar de outra maneira a ideia do que ele queria, digamos, transmitir. Portanto, segundo esses autores, Isaías procura retratar os novos céus e a nova terra utilizando, portanto, uma fraseologia que estava realmente ao seu alcance e com imagens da vida cotidiana.

Mas, como sempre, quando nós temos um texto, temos que analisar o seu contexto para percebermos o que é que realmente Isaías nos está a querer transmitir. E o nosso versículo de hoje, Isaías 65, 20, insere-se numa passagem mais alargada que engloba os versículos 17 a 25. E essa passagem começa, por exemplo, com Deus a criar todas as coisas, no versículo 17, termina com uma relação nova e pacífica no mundo animal, em que o cordeiro passeia com o leão, o lobo também passeia com outros animais, e nesta perspectiva são descritas, portanto, as condições de vida naquilo que nós poderíamos denominar Nova Terra.

É preciso perceber que Nova Terra realmente é essa. Ora, o livro de Isaías, tal como qualquer livro da Bíblia, apresenta-nos uma estrutura literária que pode ser dividida basicamente em três partes. A primeira parte vai do capítulo 1 ao capítulo 35 e apresenta o juízo de Deus sobre o povo Israel, mas também sobre as nações. A segunda parte vai do capítulo 36 ao capítulo 39 e apresenta uma transição histórica, ou seja, o exemplo da intervenção favorável de Deus na história humana. A terceira parte vai do capítulo 40 ao capítulo 66, portanto até ao final do livro de Isaías, e vai tratar do exílio, do regresso do exílio, da libertação do povo de Deus do exílio de Babilónia.

E, é claro, onde este capítulo está inserido. E, portanto, quando nós chegamos a Isaías 65, nós percebemos que já estamos na parte final deste livro. O Senhor vai trazer os seus fiéis desse cativeiro e vai proporcionar-lhes um estilo de vida que Ele deseja que seja realmente um estilo de vida superior, um estilo de vida onde eles não tenham mais nada que temer. Por sua vez, há estruturas que se desenvolvem neste capítulo 65. O capítulo 65 e o 66 têm uma estrutura quiástica e a nossa passagem está no centro, exatamente no centro, dessa mesma estrutura quiástica.

Quero isto dizer que é uma passagem importante para a sua compreensão. No fundo, o que nós poderemos dizer é que Deus está a prometer ao seu povo, aos seus fiéis, um estilo de vida que seria comparável à era antediluviana, portanto, antes do dilúvio, com uma determinada situação de vida. Nós sabemos, por exemplo, que o Apocalipse, tal como foi mencionado na questão, também nos fala das condições de vida na Nova Terra e os especialistas fizeram uma estatística em que eles mostram que há mais ou menos, no livro de Apocalipse, cerca de 208 alusões do Antigo Testamento, 47 das quais pertencem a Isaías.

Ora, vamos tentar ver como é que nós podemos dividir a estrutura de Isaías, capítulo 65, versículos 17 a 25, para podermos compreender o que é que Isaías nos está a transmitir. Ou seja, a primeira Coisa que nós encontramos num livro de Isaías é, como eu mencionei, a nova criação de Deus. Esse é o primeiro aspecto, logo no versículo 17. Depois, num segundo aspecto, vamos ter... Isaías vai descrever a alegria que as pessoas vão experimentar e a vida longa que elas vão usufruir nos versículos 18 a 20. Em terceiro lugar, nós vamos ter a benção de Deus nos versículos 21 a 23 e a harmonia e a paz Em seguida, nos versículos 24 e 25, Isaías começa por dizer que tudo isto se trata de uma criação única.

Ele vai utilizar uma expressão, que é a palavra bara, que na Bíblia se aplica apenas a Deus, é a palavra para criação, para criar. que na Bíblia se aplica apenas a Deus, para dizer que é Deus o autor desta nova realidade. É Deus que vai fazer surgir esta nova realidade, transformar a realidade nas diferentes esferas da vida, na vida pessoal, na vida familiar, na sociedade humana e também na relação com os animais. O profeta vai em seguida dizer que o passado não constituirá um fardo, não haverá mais lembrança das coisas passadas. Não estamos aqui a falar de uma amnésia, porque se houvesse uma amnésia, o erro seria de novo possível.

O que Deus está a dizer é que Ele vai curar a memória das pessoas, vai ajudá-las a compreender o seu passado. E essa memória não será um fardo, não será um peso, não será algo constrangedor face à realidade que elas justamente vão viver. E, portanto, Deus promete criar tudo aquilo que foi arruinado através de um passado que tem feridas profundas e feridas terríveis. Portanto, não há nenhuma recordação dolorosa que vai perturbar a nova realidade que Deus vai criar. Em terceiro lugar, Deus diz que não haverá mais choro, Não haverá, portanto, um impedimento a experimentar essa verdadeira alegria.

Não haverá mais nenhuma destruição. Portanto, as pessoas vão desfrutar de uma paz como nunca tinham desfrutado antes. E chegamos então. Há o nosso versículo, que é o versículo 20, e no versículo 20 o profeta vai começar por dizer que não vai haver mais mortalidade infantil. E só isto aqui devia-nos começar a fazer atenção aos nossos ouvidos, porque Porque será que estamos a falar da vida na nova terra, ou seja, depois da vinda de Jesus, ou estamos a falar de uma nova terra diferente? É que Jesus vai dizer no Evangelho de Mateus, num programa que nós já até tratámos aqui, Jesus vai dizer que na nova terra não haverá casamentos.

Ora, se não haverá casamentos, os bebés não vão nascer saudáveis. E Isaías diz que sim. E, portanto, fala até de que os casamentos serão bem sucedidos, fala de uma família harmoniosa e fala de velhice. Se nós estamos a falar de velhice, estamos a falar de degradação. Portanto, associado à Nova Terra há uma incongruência. Associado à Nova Terra há uma incongruência. Também fala de morte. A morte é o resultado do pecado. E, logo, nós temos aqui elementos que não configuram com aquilo que é a associação que o Apocalipse fala da Nova Terra. Por isso, nós podemos notar que, de acordo com este versículo, a maldição, o pecado, os pecadores e a morte existem na Nova Terra de Isaías.

Porque ele realmente diz que o pecador de 100 anos será amaldiçoado. E se o pecador de 100 anos estará amaldiçoado, é porque o pecado existe. Se há pessoas que morrem, ele diz, o jovem morrerá e, portanto, Isaías não vai dizer aqui, tal como João no Apocalipse diz, que os fiéis de Deus vivem eternamente e que a morte já não existirá. Não é isso que Isaías está nos a dizer, que existirá morte. Embora tenham havido várias tentativas para explicar justamente esta passagem, elas falham porque não seguem a fluidez do texto. O texto dá-nos, na sua fluidez, dá-nos as próprias respostas às perguntas que nós lhe vamos fazendo.

E, portanto, não estamos aqui no mesmo contexto do livro de Apocalipse. Aqui Isaías não está a dizer que a morte não existirá. Apocalipse é que diz que não haverá mais morte. Isaías aqui não diz que não haverá Portanto, mais morte. O que Isaías nos está aqui a descrever é uma situação de restauração. Uma situação de restauração daquilo que Deus quereria realizar com o seu povo no momento em que os libertasse do cativeiro de Babilónia. Aquilo que Deus idealizava para o seu povo como estilo de vida, como uma bênção que Deus sempre quis para o seu povo. Não nos pensamos que a aliança com Deus tinha bênçãos e tinha maldições.

O povo de Deus, pelas escolhas que fez, pela desobediência que fez, colheu as suas consequências e entre essa terrível consequência esteve a deportação para a Babilónia. Agora, Deus pensa que, pedagogicamente, o seu povo aprendeu a sua lição e o que Ele quer transmitir-lhes é as bênçãos. Nós iremos ver, na segunda parte do nosso programa, justamente o contexto que nos permite ler esta passagem desta maneira. Mas eu posso já adiantar o seguinte, Isaías 65, 20 não está a falar da nova terra de Apocalipse capítulo 21 e 22. O que Isaías está a falar é de uma nova terra para o seu tempo, de uma nova terra para o povo de Israel que regressasse do cativeiro, não de uma nova terra liberta definitivamente do pecado.

Restauração e exílio

Muito bem. Então na segunda parte já vamos ver em mais detalhe o que é que Isaías realmente estava a referir, o que é que estava a transmitir. Mas antes de concluirmos a primeira parte e de avançarmos para a intervalo, quero que saiba que temos uma oferta muito especial para si neste programa e que eu tenho a certeza que já ouviu falar, é o Guia de Estudo da Bíblia, a Origem de Tudo. Este guia está ao seu dispor e a melhor parte é que ele é totalmente gratuito. Para o receber na sua casa, basta enviar-nos uma mensagem para o número 933-939291, indicando que deseja o guia a origem de tudo. Eu volto a repetir o número para que o possa memorizar se ainda não o conhece. 933-939291. Assim que a nossa equipa receber a sua mensagem, fará chegar este guia para a morada que depois nos indicar, e desta forma, com ele já nas suas mãos, terá a oportunidade de explorar de maneira muito simples e detalhada alguns dos temas mais importantes da vida, como seja a criação do universo, da vida, o plano de Deus para a humanidade e muito mais.

Aproveito agora o intervalo que vai ocorrer de seguida para nos enviar a sua mensagem e continuo por aí para conhecer a resposta à última pergunta do nosso programa de hoje. Nós regressamos já já de seguida. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Estamos de regresso à segunda parte do Fórum Bíblico. Agradecemos por continuar connosco por aqui. Se acabou porventura de se juntar, fica a saber que vamos dar a resposta à última pergunta do nosso programa de hoje, no qual estamos a analisar a passagem bíblica que encontramos no livro de Isaías, no capítulo 65, o versículo 20. Artur, nós na primeira parte vemos que esta passagem de Isaías, muitas vezes entendida como uma descrição das condições de vida na Nova Terra, precisa de ser corretamente interpretada e compreendida, e é isso que a última pergunta, e que é o foco do nosso programa de hoje, pretende compreender.

E a pergunta é, o que é que Isaías 65-20 pretende transmitir, afinal? Ora bem, em primeiro lugar, Isaías 65-20 refere-se à ausência de morte, mas não da morte total, da morte prematura. Enquanto que Apocalipse, nos capítulos finais, se refere à ausência da morte total. O que Isaías nos está a querer dizer é que Deus vai trazer o seu povo e eles não vão voltar a experimentar mais a morte pela guerra. nem mais a morte pela doença, nem mais a morte pelas condições das maldições da Aliança. Porque, sendo fiéis à Aliança, e em Jeremias nós temos depois isso, Deus quer escrever a sua lei nos corações do seu povo, E, portanto, essa fidelidade à Aliança traria como resultado as bênçãos da própria Aliança.

Lembremos-nos uma coisa. Diz aí a Zamalaquias, todos os profetas têm como tema central o regresso do exílio, o que Deus quer realizar com o seu povo através dessa libertação. E, portanto, trata-se de um tema que é dominante nesta parte da Bíblia e que vai ser também dominante no livro de Isaías. Por isso nós podemos dizer que os capítulos 56 a 66 de Isaías têm como principal preocupação a restauração de Judá após o cativeiro babilónico. Assim, a passagem de Isaías 65-20 deve ser entendida à luz da tríplice transformação da realidade que se iniciaria assim que o povo de Deus regressasse de Babilónia.

A transformação das condições de vida, a transformação da próprio estilo de vida que afetaria até os animais que conviveriam uns com os outros, a situação da própria sociedade que seria uma sociedade que viveria em paz. Poderão alguns dizer, então, porquê a expressão novos céus e nova Terra? É que esta expressão, céus e Terra, que aparece também na criação, implica justamente a totalidade. Mas nós temos que tentar determinar a totalidade do quê? Será a totalidade do planeta ou será a totalidade de uma região concreta deste planeta? Isso é-nos dado justamente pelas próprias expressões que Isaías vai trazer aqui no seu próprio livro.

E nós podemos ver, por exemplo, em Isaías capítulo 65, versículos 18 e 19, Isaías diz assim, Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu crio, porqueis que eu crio para Jerusalém. É concreto, Jerusalém é a capital do reino de Judá. Eu crio para Jerusalém alegria e para o seu povo gozo. Jerusalém e o seu povo, o povo judeu. E folgarei em Jerusalém e exultarei no meu povo e nunca mais se ouvirá nela voz de choro, nem voz de clamor.

E, portanto, esta expressão, novos céus e nova terra, que são a totalidade, têm que ser colocados em conjunto com o contexto onde eles se vão inserir, Jerusalém, Jerusalém e o seu povo. E há uma outra expressão que vai aparecer também na Bíblia, no meu santo monte aparecem Isaías. E já agora eu queria chamar essa atenção, é que justamente esta expressão, Jerusalém, e o Santo Monte são expressões complementares. O centro de tudo é a terra de Israel. E eu vou dar alguns exemplos. Quando nós vemos a forma como Isaías, ao longo do seu livro, fala do meu Santo Monte, ou da Santa Montanha, e de Jerusalém, nós verificamos isso, verificamos que eles são complementares.

E temos essas expressões em Isaías capítulo 2, versículos 3 e 4. No capítulo 11, no versículo 9, no capítulo 27, nos versículos 12 e 13, até mesmo fora de Isaías, estas expressões são complementares. Eu chamo, por exemplo, a atenção para o Salmo capítulo 2, versículo 6, em que o salmista diz, Eu, porém, ungi o meu rei sobre o meu santo montesão. Ora, o santo montesão é justamente a cidade de Jerusalém, o lugar onde se situa, por exemplo, o Templo. Logo, a intenção de Deus é que Jerusalém se tornasse uma mega capital, onde não apenas o povo de Deus viveria em condições ideais, mas seria uma mega capital onde Deus procuraria atrair a atenção dos povos vizinhos, pela maneira como ele faria viver o seu povo, renascer, fazer renascer o seu povo.

O seu povo, ao renascer dessa catástrofe imensa que foi a destruição de Jerusalém e a destruição do templo, ao regressar e ao desfrutar das condições de vida que a aliança, a fidelidade para com a aliança lhes proporcionava, iriam mostrar aos povos vizinhos os benefícios de revelar o próprio Deus, dos benefícios da fidelidade à aliança. E, portanto, nós encontramos em Isaías essas menções de que os povos viriam de novo ao Templo de Jerusalém, viriam justamente até ali para presenciar, para testemunhar e também para desfrutar dessas condições de vida que o povo de Israel, o povo judeu, agora iria justamente ter.

E, portanto, essa visão inclui essa expressão da Nova Terra. Não estamos a falar da mesma perspectiva do Apocalipse. Enquanto que a perspectiva de Apocalipse contém uma perspectiva universal da eliminação do mal, da eliminação do pecado, em Isaías nós não temos a eliminação do pecado, daí haver ainda pecadores que morrem amaldiçoados. Porquê? Porque pode haver pessoas, Deus deixa o livre-arbítrio, e o livre-arbítrio significa pode haver pessoas que não queiram viver assim. pode haver pessoas cuja opção de vida as faça viver contrariamente ao designo de Zeus.

E, portanto, cada um colhe aquilo justamente que se meia. É aquilo que a palavra de Deus nos diz, de uma ponta à outra. E, portanto, estas expressões, novos céus e nova terra, São expressões chaves que no profeta Isaías significam a restauração. Aliás, é isso mesmo que eu quero trazer aqui. Criar novos céus e nova terra é uma linguagem figurada para indicar a restauração. O contexto imediato diz-nos de que restauração se trata. E a restauração é muito clara, trata-se da restauração da cidade de Israel, trata-se da restauração da independência do povo judeu que, vindo do exílio babilónico, têm, por Deus, digamos, uma nova oportunidade.

Neste sentido, nós poderíamos dizer uma coisa. Esta profecia de Isaías 65-20 é uma profecia clássica. A grande diferença entre as profecias clássicas e as profecias apocalípticas é que esta profecia tinha uma condição. Essa condição era que o povo de Deus pudesse corresponder àquilo que Deus anunciava. Deus mostra, através de Isaías, o que ele pretende realizar. Cumprir a sua parte na aliança com o pecado. Deus mostra o que ele pretende realizar. O povo judeu deveria ter correspondido. Infelizmente, esta profecia nunca se concretizou, porque a condição não foi completamente preenchida.

Pelo contrário, as profecias apocalípticas não têm qualquer condição. as profecias apocalípticas mostram que Deus vai justamente iluminar o mal e o pecado para que universalmente o ser humano possa ter uma condição de vida idêntica àquela que foi a da criação original de Deus. Portanto, deixei-vos aqui uma pista para nós podermos interpretar Isaías, capítulo 65, e já agora também o capítulo 66, Porque muitas vezes as pessoas

Conclusão e encerramento

pensam que se trata de uma profecia apocalíptica, de uma profecia escatológica, e não. Trata-se de uma profecia muito clara e que identifica o regresso do exílio e aquilo que Deus pretendia realizar com o seu povo, utilizando expressões que depois o livro de Apocalipse vai utilizar de uma maneira mais total e global. Muito bem. Se me permite só uma aplicação prática, enquanto eu estava a pensar, enquanto ouvia, que nós até aprendemos dessa experiência do povo de Israel, no contexto dessa profecia condicional, é que nós hoje, a nossa própria obediência e fidelidade a Deus transformam a nossa vida também. Exatamente, sem dúvida.

E isso acaba depois, claro, por ter consequências positivas para a nossa preparação, essa sim, para a eternidade e para a nossa vida no céu onde aí já não haverá então mesmo mais morte, nem mais choro, nem mais sofrimento. Muito bem, Artur, o nosso tempo terminou. Nós estamos mesmo prestes a concluir mais um Fórum Bíblico. Mas antes, eu gostaria de lembrar que temos uma oferta muito especial para si. É o Guia de Estudo da Bíblia, a origem de tudo. Ele foi escrito por Michelson Borges, teólogo, jornalista e pós-graduado em Biologia Molecular, E este guia tem o objetivo de o levar a refletir sobre os grandes mistérios da vida, incluindo a origem do universo, do ser humano e também do mal. Se tiver o seu telemóvel junto à sua mão, envie-nos já a sua mensagem a pedir este guia para o número 933-939291 e assim, através da sua mensagem, nós poderemos lhe enviar um exemplar do Guia à Origem de Tudo.

O Fórum Bíblico. É, como sabe, um programa onde as suas questões sobre a Bíblia Sagrada encontram um espaço para serem partilhadas. Por isso, todas as semanas, este programa é construído com base nas perguntas que nos chegam, procurando depois oferecer respostas que ajudem e melhorem a sua compreensão das Escrituras. Mas para que isto seja possível, a sua colaboração é, então, fundamental. Por isso, partilhe as suas dúvidas. Pode fazê-lo por e-mail para programas arroba novotempo.pt ou, então, enviar uma mensagem para o nosso número. Eu volto a repetir 933 939291 e escrever lá a sua questão. E assim chegamos ao fim. O nosso tempo não permite mais, mas na próxima semana nós estaremos de regresso com novas questões acerca das muitas mensagens que Deus nos deixou para cada um de nós e que ficaram registadas na Bíblia.

No Fórum Bíblico, o nosso objetivo é que cada pergunta possa encontrar uma resposta, por isso continuamos a contar consigo na próxima semana e continuo também a ler a Bíblia, a estudá-la diariamente e se tiver dúvidas, registre-as, coloque-as numa mensagem e envie para nós. Até ao próximo programa.

Série
Fórum Bíblico · 69 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 48
Estreou
19 de Março de 2026
Categoria
Espiritualidade