Olá, seja muito bem-vindo novamente ao Fórum Bíblico. É com grande alegria que nos encontramos novamente. A sua presença é sempre muito importante para nós e quero também agradecer a todos aqueles que nos têm enviado as suas perguntas e também os seus comentários. Fazem, têm feito e tenho certeza que continuarão a fazer a diferença neste programa. Já sabe, este é um espaço aberto à sua participação, porque todas as semanas nós procuramos responder a questões relacionadas com a Bíblia, ajudando a esclarecer as suas dúvidas e a aprofundar a compreensão do texto sagrado. No programa de hoje vamos refletir sobre uma frase de Jesus que tem suscitado alguma discussão quanto ao seu verdadeiro significado, por isso fique connosco
para descobrir qual é a passagem bíblica em questão e que motivou a primeira pergunta do nosso programa, que foi enviada por um dos nossos ouvintes. Para nos ajudar a desvendar o seu contexto e o seu significado, duas boas-vindas, como sempre, ao nosso convidado residente, o teólogo Arturo Machado. Olá, Artur. Olá, Marcos. Já estamos novamente após uma semana, hoje para responder a mais uma pergunta que nos chegou e que é a seguinte. No livro de Mateus, capítulo 23, versículo 9, ensinam os crentes para não chamarem de pai a ninguém aqui na terra porque só há um pai que está no céu. Eu congrego numa igreja pentecostal e a maior parte dos irmãos chamam pai ao pastor e mãe à esposa do pastor. É errado este procedimento?
Agradecemos a pergunta que nos é dirigida neste programa de Fórum Bíblico e que nos dá a oportunidade de podermos, uma vez mais, esclarecer cada passagem no seu próprio contexto. E esta de Mateus 23,9 não foge, portanto, a esta regra. A passagem diz justamente o seguinte, a ninguém sobre a Terra chameis vosso Pai, porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus. No capítulo 23 do Evangelho de Mateus, nós atingimos um ponto culminante na tensão que vinha sendo já usual entre Jesus, os escribas e os fariseus. Jesus tinha tentado tudo aquilo que ele podia para que os diferentes grupos religiosos que compunham o judaísmo da sua altura pudessem perceber quem ele era, qual era a sua missão, qual era o propósito com que ele tinha vindo.
Infelizmente, à medida que o Ministério de Jesus Cristo foi avançando, as relações entre estes grupos, entre saduceus, Jesus, saduceus, fariseus, escribas, foi-se degradando, até chegarmos aqui a Mateus 23, onde Jesus vai justamente fazer um discurso um pouco mais incisivo, sobre as discrepâncias que havia entre estas pessoas que pareciam realmente encarnar o cúmulo daquilo que era a piedade e a santidade no seu tempo, mas que na realidade estavam justamente nos antípodas. desses dois conceitos. Estamos a falar dos líderes religiosos. Estamos a falar destes líderes religiosos. E, portanto, no versículo 2, Jesus começa até por dizer qual era a responsabilidade destes líderes.
Ele vai dizer, na cadeira de Moisés assentaram-se os escribas e os fariseus. Dizer que se assentaram na cadeira de Moisés significa dizer que seriam, digamos, os seus sucessores e que teriam a mesma responsabilidade. Moisés teve como responsabilidade conduzir o povo de Israel e também ajudá-los a compreender quais eram os princípios que Deus tinha revelado, quer na Lei dos Dez Mandamentos, quer em todas as outras leis que faziam parte do Código Civil, do Código Religioso do povo de Deus. E, portanto, ao dizer, na cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus, Jesus Cristo, no fundo, está a dizer que é realmente uma posição elevada, mas é sobretudo uma posição de ministério.
Era um ministério responsável. Jesus Cristo gostaria que esse ministério responsável fosse exercido. Convém sublinhar aqui que nem todos os fariseus e nem todos os escribas eram hipócritas. Havia pessoas que eram sinceras e havia pessoas que procuravam levar, digamos, a sua experiência religiosa da melhor maneira. Mas os líderes que Jesus Cristo vai mencionar aqui eram justamente líderes que tinham deturpado aquilo que era um ministério. E, portanto, o primeiro erro que Jesus aponta aqui, ele vai apontar uma série de erros, a esses líderes religiosos, é que eles não praticavam aquilo que pregavam. E, portanto, na própria vida deles não se conseguia encontrar o fundamento daquilo que era a sua pregação.
Segundo o erro, é que eles eram incapazes de viver também nas suas vidas aquilo que descreviam aos outros. E, portanto, eles tinham boas citações, bons incentivos às outras pessoas, mas eles próprios, na sua própria existência, não faziam isso. O terceiro erro que Jesus lhes aponta é que eles adoravam ser vistos pelas pessoas nas suas atividades religiosas. E, portanto, faziam tudo para se mostrarem, para que as pessoas vissem como eles eram piadosos. O quarto erro é que eles gostavam de postos honoríficos e de cargos de posição. E o quinto é que eles falhavam em perceber que o seu Ministério era um Ministério sacrifical e não uma função executiva de exaltação. E, portanto, é neste contexto que Jesus Cristo vai mostrar as falhas destes líderes religiosos incapazes de praticarem aquilo em que acreditavam, mais preocupados em serem vistos pelas pessoas, em desfrutar das posições sociais que as suas funções lhes concediam, do que viver à altura da vocação e do ministério
que Deus lhes tinha chamado. E, portanto, devido às suas ambições pessoais, esse mesmo ministério passava para segundo plano. É aqui que se situa a nossa passagem de hoje. O versículo 8 começa a dizer que eles gostavam de ser chamados por rabi. Rabi é a tradução grega da palavra rav, que significa mestre. Os líderes religiosos, justamente, vamos à nossa primeira citação de hoje, gostavam de ser chamados mestres, porque no Oriente as saudações tinham um papel importante na sociedade. Era uma das primeiras coisas que se ensinavam às crianças, é como é que elas deviam saudar as pessoas a partir da sua própria condição social.
Como é que se deviam saudar os mais velhos, como é que se deviam saudar as pessoas importantes da família e as pessoas importantes da sociedade. E havia uma fórmula. para cada estrato social que as crianças aprendiam desde pequenas. Ora, saudava-se o rabi, saudava-se o mestre religioso com estas palavras. Paz seja contigo, meu professor e meu mestre. Mas o termo rabi não era aplicado a todos os mestres. só era aplicado aos mais notáveis. E, portanto, quando Jesus está a dizer que eles gostam de ser chamados mestres, quer dizer que eles gostam de ser vistos pela sociedade como sendo os mais notáveis. E, portanto, a partir deste contexto, nós já estamos a perceber o que é que Jesus quer dizer quando afirma que a ninguém chamemos mestre ou mestre.
O que Jesus queria dizer aos seus discípulos é que eles fossem diferentes. porque o exemplo que eles tinham na religião onde estavam não era um exemplo digno de ser seguido. E é um facto que aquilo que Jesus Cristo apontou aos mestres e aos líderes religiosos do seu tempo veio depois a acontecer, infelizmente, na própria igreja cristã. As pessoas procuraram o reconhecimento pessoal, as suas ambições as suas glórias pessoais, em lugar de ministrarem realmente às necessidades das pessoas. E, portanto, não devemos esquecer que Jesus Cristo foi ensinando aos seus discípulos que um dos maiores privilégios que se tem é de servir o próximo.
E Jesus Cristo utilizou o seu próprio exemplo. O Filho do Homem não veio para ser servido, mas veio justamente para servir. E, portanto, os verdadeiros buscadores do Reino de Deus não seriam aqueles que desejariam ter posições, mas seriam aqueles que procurariam ir ao encontro das necessidades das pessoas. Logo aqui no versículo 9, a ninguém chamem-se pai, não deve ser visto como uma proibição geral, mas sim como uma exortação à humildade. Aliás, É bem provável que, no versículo 9, quando Jesus diz a ninguém sobre a Terra que se chameis Pai, ele tenha, no seguimento do versículo 8, feito alusão ao segundo título mais importante do Sinédrio, que era o título de Rab.
Este era o segundo título mais importante do Sinédrio. O primeiro título mais importante do Sinédrio era o título de Nazi, presidente. O segundo título era este título de Rab. pai e, portanto, era dado segundo o ranking que as pessoas desfrutavam justamente no Sinédrio. É óbvio com isto que Jesus não está a dizer para não chamarmos pai aos nossos pais biológicos ou aos nossos pais adotivos. Isso estaria claramente em contradição com a orientação bíblica de honrarmos, digamos, os nossos pais terrestres. Não é apenas o quinto mandamento que sublinha essa obrigatoriedade ou esse dever da parte dos filhos, mas o próprio apóstolo Paulo vai refletir esse mandamento nas suas exhortações às igrejas.
Por exemplo, na Epístola aos Efésios, a partir do capítulo 6, ele vai referir, repetir mesmo, esse mandamento. Horrar os pais significa respeitar a sua autoridade, valorizar a sua sabedoria. Significa também cuidar deles na sua velhice. Jesus criticou duramente aqueles que, no seu tempo, utilizavam um determinado estratagema para evitar cuidar dos pais na sua velhice. Isto é, se eles tinham um bem que poderiam usar para ajudar os seus pais na velhice, o que eles diziam? Ah, pai, agora não pode ser. Porque eu dediquei isto ao Senhor, eu dediquei isto ao Templo e, portanto, isto é corban. E Jesus Cristo criticava isto. Jesus Cristo dizia, pois, pela vossa tradição, vocês invalidaram o mandamento de Deus, apenas para fins próprios.
E, portanto, é óbvio que quando Jesus está a dizer, não está aqui a referir-se a não reconhecermos os nossos pais. Apesar de que o Evangelho vinha trazer uma situação nova na vivência familiar. Muitas vezes as pessoas, ao desfrutarem do Evangelho, portanto ao aceitarem o Evangelho, poderia acontecer que viessem a ser alvo de tensões familiares, caso o pai, caso a mãe, não aceitassem esse mesmo evangelho. Daí que Jesus muitas vezes nos evangelhos vá dizendo aquele que não ama a mim mais do que ao seu pai ou à sua mãe não é digno de mim.
Mas é neste contexto, neste contexto em que muitas vezes a aceitação do evangelho vai provocar clivagens entre aqueles que aceitam e aqueles que o rejeitam. E essas clivagens poderiam ser verificadas mesmo no seio de uma família. Não é que Jesus Cristo isso era consequência natural de aceitar a sua proposta do Reino dos Céus, porque Jesus Cristo sempre orientou os filhos para um respeito, uma consideração para com os seus pais biológicos. Logicamente, Não se pode ver nesta declaração de Jesus uma proibição de usar um título que é uma demonstração de amor, carinho, identidade e lealdade para com aqueles que nos trouxeram à vida ou nos adotaram e nos deram a possibilidade de ter uma existência melhor.
Portanto, quando Jesus Cristo diz a ninguém, chama-lhes Pai, percebemos que não podemos ver isto num sentido biológico, nem num sentido de um pai ou de uma mãe adotivo. Não é nesse sentido que Jesus quis que esta passagem fosse compreendida. Também, portanto, não é uma indicação para desrespeitar os nossos parentes. Exatamente. É acima de tudo um alerta para a necessidade de humildade e ser aviso, não é? Na segunda parte já vamos continuar a explorar esta frase de preferida por Jesus e já iniciámos a resposta à primeira pergunta e que foi gentilmente enviada pelo nosso ouvinte, mas antes de continuarmos eu quero chamar a sua atenção para o Guia de Estudo da Bíblia na mira da verdade. Tenho aqui nas minhas mãos um exemplar igual àquilo que pode receber gratuitamente em sua casa e, como sabe, muitas das perguntas que nos são enviadas e que já nos enviou incidem muitas delas sobre passagens bíblicas que suscitam dúvidas ou dificuldades na sua interpretação, tal como está a acontecer neste programa.
E este manual de estudo, em particular, é exatamente uma ajuda para compreender muitos textos difíceis na Bíblia. Por exemplo, textos difíceis sobre Jesus, sobre a lei de Deus, sobre o dom de línguas, textos difíceis sobre o consumo de carnes imundas, enfim, tantos textos que pode obter melhor esclarecimento através da leitura e do estudo deste guia. Para o receber é muito simples, basta enviar uma mensagem para o nosso número que é o 933 93 92 91 e solicitar o guia de estudo na Mira da Verdade. Antes de lhe dar a conhecer a segunda pergunta do nosso fórum bíblico sobre este tema, vamos agora fazer uma breve pausa. Nós voltamos já dentro de instantes. Continuo por aí.
Muito obrigado por continuar desse lado.
Está no ar a segunda parte do programa Fórum Bíblico. Hoje estamos a analisar e a procurar clarificar o significado das palavras de Jesus no capítulo 23 de Mateus, versículo 9. Eu tenho aqui a minha Bíblia comigo e vou ler diretamente dela. esse versículo que estamos a estudar hoje no programa. E o versículo 23.9 diz, E a ninguém na Terra chameis vosso Pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Este é o texto que estamos hoje a clarificar e vamos agora apresentar e dar a conhecer a segunda e última pergunta do nosso programa a propósito desta frase de Jesus. E a pergunta é, será que a frase de Jesus em Mateus 23,9 não quererá dizer que no âmbito espiritual de uma igreja ninguém deve chamar pai ao seu líder religioso?
Ora bem, é interessante porque na Bíblia o título de pai não se refere sempre ao pai biológico ou ao pai adotivo. Esse título por vezes era até utilizado de uma maneira carinhosa por alguém que espiritualmente ou religiosamente tinha um ascendente sobre a pessoa. Era um líder religioso, poderia ser um profeta, poderia ser um e isso é muito claro na Bíblia. Por exemplo, há um determinado momento em que o rei da Síria, no tempo do profeta Eliseu, procura encontrar o rei de Israel para o matar. e, para isso, vai realizar emboscadas. O profeta Eliseu, naquela altura, avisava ao rei de Israel, tu não passas por tal sítio porque há ali uma emboscada.
E, portanto, todas as tentativas que o rei da Síria tentava fazer saíam frustradas. E ele pensou que havia ali no seu seio, no seio do seu grupo militar, um espião infiltrado, aquilo que nós chamamos de uma topeira. Reúne os seus generais e vai-lhes justamente pôr a questão. Eu quero saber quem é que é o traidor entre nós. E os seus generais dizem, não há nenhum traidor, o problema é que eles têm lá com ele o profeta Eliseu e o profeta Eliseu conhece os teus pensamentos, Deus lhe os revela e, portanto, sai tudo frustrado. Daí que o rei da Síria teve uma belíssima ideia de enviar um destacamento militar para prender Eliseu. Esse destacamento militar vai ao encontro de Eliseu, nós conhecemos a história, o Eliseu sai de casa, vê aquele destacamento militar e imediatamente Deus fere de cegueira todos aqueles soldados.
E Eliseu leva-os. Ah, eu vou-vos dizer onde é que está o profeta Eliseu. Eliseu leva-os justamente ao centro da capital de Samaria. E quando o rei de Israel vê chegar Eliseu, com destacamento militar, dos sírios, cerca-os a todos eles e vamos ver a pergunta que o rei de Israel, isto está em 2º de Reis, capítulo 6, versículo 21, a pergunta que o rei de Israel faz a Eliseu. Quando o rei de Israel os viu, perguntou a Eliseu, frilusei, frilusei meu pai. Eliseu não era o pai biológico deste rei. mas ele o considerava como seu pai, ou seja, como seu mentor espiritual. E, portanto, esta era uma maneira carinhosa e também respeitosa de designar aquele que era o líder espiritual.
Da mesma forma, no Novo Testamento, nós vamos encontrar Estêvão, quando está diante do sinédrio a responder às acusações que lhes são feitas, num livro de Atos dos Apóstolos, no capítulo 7 e no versículo 2, Estevão diz, varões, irmãos e pais. Ouvi. E, portanto, Estevão trata os dignitários do Sinédrio desta maneira, varões, irmãos e pais. A mesma expressão o apóstolo Paulo vai usar, por exemplo, no capítulo 22 e no versículo 1, diante de uma delegação de judeus. O apóstolo Paulo visse a si próprio como pai espiritual daqueles que ele tinha conduzido à fé. Por exemplo, na primeira epístola de Coríntios, no capítulo 4, os versículos 14 e 15, ele diz, não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar, pelo contrário, para vos admoestar como a filhos meus amados.
porque, ainda que tivesses milhares de preceptores em Cristo, não terias, contudo, muitos pais, pois eu, pelo Evangelho, vos gerei em Cristo Jesus. Ele vai chamar, inclusive a Timóteo, o seu verdadeiro filho na fé, e vai usar a mesma expressão também para Contito. Apesar disto, é interessante notar que o apóstolo Paulo nunca exigiu que o chamassem pai. Ele via-se como pai espiritual no sentido em que ele foi o mentor de vários crentes e de vários líderes do cristianismo que começaram a ascender e que viriam, portanto, a substituí-lo. Mas ele nunca exigiu que o chamassem como pai espiritual. espiritual, e, portanto, creio que isto já vai responder à pergunta que nos foi colocada.
Inclusive àqueles que eram seus adjuntos. Inclusive àqueles que eram seus adjuntos. Agora, a frase de Jesus não preúbe ninguém de ver num líder espiritual o seu mentor, o seu guia, o seu orientador, o seu pai espiritual, no sentido em que reconhece a sabedoria que vem de Deus, expressa nos ensinos e na vida dessa pessoa. Tal como foi expresso na experiência de Eliseu. Exatamente, tal como foi expresso na experiência de Eliseu. Porque as palavras de Jesus não se estavam a dizer que não haveria uma liderança na igreja. É óbvio que com o tempo essa liderança acabou por se implementar. Começamos a perceber que havia anciãos, que havia diáconos, que havia, depois, com os dons espirituais, professores, havia pastores e, portanto, começa a haver uma liderança espiritual na igreja que ajuda a própria igreja a crescer, a desenvolver-se, a ir ao encontro das necessidades da sociedade.
E o que Jesus enfatiza com o seu ensino é que essa liderança espiritual não deveria ter a ambição de existir por si própria, mas deveria perceber que é um ministério que lhes é concedido através do Espírito Santo, com os dons e com os talentos que são dados a estas pessoas. E, portanto, poderemos a dizer o seguinte, não é apropriado e não é bíblico colocar líderes espirituais em pedestais. Ou seja, as funções de liderança devem ser exercidas como um ministério de serviço e não apenas como alguém que se queira fazer valorizar a si próprio.
E, portanto, quando Jesus diz aos discípulos, a ninguém sobre a terra chameis vosso pai, o que Jesus está a dizer é que se alguém exige que esse tratamento lhe seja dado, percebam que não é justamente uma pessoa que leva o seu ministério da mesma maneira como eu levei o meu.
porque o Ministério de Jesus foi o Ministério de Serviço. E a frase de Jesus diz, porque um só é o vosso Pai. E é interessante isto, porque a frase de Jesus coloca realmente as coisas no seu devido lugar. Deus é o nosso Pai, e quando nós nos reconhecemos como o seu Filho, nós percebemos que muitas vezes, como filhos, Não somos para os nossos pais biológicos aquilo que eles gostariam que nós fôssemos. E percebemos também que muitas vezes os nossos pais biológicos não agem para connosco da maneira como eles poderiam agir. E isso mostra-nos de imediato algo que é muito importante. Somos todos falhos. Todos nós temos as nossas fragilidades, as nossas vulnerabilidades e as nossas fraquezas.
E, portanto, quando Jesus diz Um único é o vosso pai. O que ele está a dizer é, quando nós nascemos para o reino de Deus, aquilo que é a conversão, o novo nascimento, nós despertamos para uma nova realidade. Nós começamos a perceber como é que Deus pode moldar a nossa estrutura mental, como é que Ele nos pode ajudar a verdadeiramente nós correspondermos àquilo que Ele deseja na nossa própria vida, na nossa família, no nosso trabalho, na nossa vida, na sociedade. E isso ajuda-nos justamente a compreender como é que nós devemos desempenhar as diferentes funções que exercemos na sociedade, que exercemos na família e os diferentes ministérios que exercemos na Igreja.
E é isto que é importante. Traduzir aqui, chamar Deus de Pai é alcançar, digamos, a realidade mais profunda da nossa fé. É perceber qual é o nosso verdadeiro modelo. Não significa que não tenhamos mentores espirituais. Todos nós temos mentores espirituais. Todos nós temos alguém que nós apreciamos. Mas só Deus é Pai num sentido mais absoluto. Mas só Deus é o Pai que é o Pai absoluto, que é o Pai do qual todos os outros que se aproximam vão refletindo aspectos importantes que nós apreciamos. Mas só Deus é digno de adoração, só Deus é digno do nosso louvor, só Deus é digno do nosso amor num sentido mais puro e profundo.
Muito bem. Creio que ficou esclarecido e tenho certeza que o nosso ouvinte que colocou esta questão certamente percebeu o sentido desta frase que Jesus deixou escrita na Bíblia. O nosso tempo está mesmo a terminar e o nosso programa também terá que o fazer, mas ainda queria aproveitar estes últimos minutinhos e esta oportunidade para lhe apresentar uma vez mais a oferta especial que não pode perder e que já conhece e que é o Guia de Estudo na Mira da Verdade. Se porventura ainda não tem este material, se nunca o solicitou, então não deixe passar este momento sem nos enviar uma mensagem para o número 933-939291 a pedir o Guia de Estudo da Bíblia na Mira da Verdade. Será Como sempre, um gosto para a nossa equipa entrar em contato consigo e enviar-lhe este material para a morada que nos indicar e que não terá, como já lhe disse, nenhum custo para si.
Ficamos então à espera da sua mensagem, mas também das perguntas sobre algum texto ou assunto da Bíblia, poderá fazê-las chegar a cada uma das suas perguntas até nós, através de uma simples mensagem, que pode enviar para o mesmo número que já lhe indiquei, ou, se preferir, revigí-las por e-mail, poderá enviar para programas arroba-novo-tempo.pt. E as respostas, já sabe, já percebeu, serão dadas oportunamente num dos próximos programas, ou então por um dos nossos instrutores bíblicos, para que não fique sem a resposta que esteja à procura. O nosso programa fecha por agora, mas os nossos canais, esses sim, vão continuar abertos para receber o seu contato, as suas mensagens, o seu pedido do Guia de Estudo ou as suas perguntas. Agradecemos muito a sua companhia, agradecemos ainda mais a sua participação a cada semana.
Voltamos no próximo episódio, quem sabe, para responder talvez à sua questão. Até lá, que Deus o guie na leitura e no estudo da sua palavra, a Bíblia Sagrada.
Seja muito bem-vindo ao Fórum Bíblico! No programa de hoje, debruçamo-nos sobre uma questão enviada por um dos nossos ouvintes que gera frequentemente debate: a proibição de Jesus de chamar "pai" a alguém na terra.
Através de uma análise detalhada de Mateus 23:9, o teólogo Artur Machado esclarece:
📖 O contexto de confronto entre Jesus e a hipocrisia dos escribas e fariseus. 🤔 A distinção entre títulos honoríficos de exaltação e o carinho familiar ou espiritual. 🙌 Exemplos bíblicos de paternidade espiritual, desde Eliseu até ao Apóstolo Paulo. ✨ O apelo central de Cristo à humildade e ao serviço no seio da comunidade.
Descubra por que razão esta advertência de Jesus é, acima de tudo, um alerta contra o orgulho religioso e um convite a reconhecer a soberania absoluta de Deus como o nosso único Pai Celestial.
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