Filhos de Deus e Filhas dos Homens

Filhos de Deus e Filhas dos Homens

27 de Novembro de 202526 min

Capítulos

Transcrição

Gerada automaticamente

Abertura

Olá, seja bem-vindo ao Fórum Bíblico. Tal como anunciámos na semana passada, estamos de regresso para mais um programa e é sempre um enorme privilégio contar com a sua companhia aí desse lado. Hoje temos, como sempre, novas perguntas para explorar e quem sabe se alguma delas não é também sobre algo que gostava de ver esclarecido ou sobre algum assunto que nunca tenha pensado ou talvez chamado a sua atenção. Por isso, fique connosco, prepare a sua bíblia. Se for o caso, prepare também o seu caderno de notas para, uma vez mais, aprofundar o seu conhecimento bíblico. No programa de hoje, nós vamos mergulhar no capítulo 6 de Génesis para desvendar quem são os filhos de Deus e as filhas dos homens que são mencionados nesse

Filhos de Deus

texto. Sem mais demoras, vamos então conhecer a primeira pergunta e para nos ajudar a responder está connosco, como sempre, o teólogo Arturo Machado. Olá Arturo, bem-vindo. Obrigado por estar entre nós mais uma semana aqui no Fórum Bíblico. Vamos então partilhar com quem nos viu e nos ouve a primeira pergunta e que vai introduzir o tema de hoje. E a pergunta é a seguinte. Ao ler o relato do capítulo 6 de Génesis, reparamos que existem ali a menção de seres chamados de filhos de Deus que casaram com as filhas dos homens e que supostamente deram origem a gigantes. Alguns comentários sugerem que estes filhos de Deus são anjos. Gostaria de saber se essa explicação está correta. Muito bem. O melhor é nós começarmos por ver o texto bíblico, e realmente no texto bíblico de Génesis, no capítulo 6, diz-nos assim.

Aconteceu como os homens começaram a multiplicar sobre a face da terra e lhes nasceram filhas. E viram os filhos de Deus, que as filhas dos homens eram formosas, e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Então disse o Senhor, não contenderá o meu espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne, porém os seus dias serão cento e vinte anos. E havia naqueles dias gigantes na Terra, e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos. Estes eram os valentes que houve na Antiguidade, os varões de fama. E aqui estão os personagens todos. Exatamente. E, portanto, quando nós lemos esta passagem, dependendo da versão da Bíblia que nós estamos a ler, dependendo também do comentário bíblico que possamos utilizar para tentar compreender a mensagem, pode haver várias perspetivas que nos sejam dadas.

Podemos ver, desde já, a primeira. Portanto, os comentadores dividem-se em três grandes grupos. O primeiro grupo de comentadores identifica os filhos de Deus com os anjos. Nós já iremos ver mais em detalhe essa parte. O segundo grupo, podemos também ver já, o segundo grupo de comentadores identifica os filhos de Deus com reis despóticos. Portanto, tivemos os anjos, há também quem diga que são reis despóticos. E, finalmente, um terceiro grupo identifica-os com os descendentes de Sete. Sete, portanto, que é o filho de Adão e Eva, que vem substituir, digamos, Abel, que é morto por Cain. Não há, portanto, um consenso entre os especialistas, o que, de certa maneira, vai dificultar a compreensão desta passagem.

Ora, vamos ver, então, a primeira possibilidade. Como é que ela aparece? Uma boa parte dos comentadores identifica estes filhos de Deus, no hebraico Bnei Heloim, com os anjos do céu. E isto surge principalmente porque vários comentadores judeus, principalmente autores judeus que viviam num contexto da cultura helénica, portanto da cultura grega, enverdaram por este tipo de interpretação. Encontramos esta interpretação em vários livros, chamados os livros deutrocanónicos ou apócrifos, como, por exemplo, o primeiro de Enoch, no capítulo 6 e no versículo 22, o livro de Jubileu, no capítulo 5 e no versículo 1, Também num livro de um autor famoso, que viveu mais ou menos entre o século II e o século I a.C., Filão de Alexandria, que no seu livro Os Gigantes fala disso, e Flávio José também nas suas antiguidades judaicas.

Destes autores judeus passou-se esta interpretação para alguns autores cristãos. É o caso de Justine Mártir, que na sua apologia vai falar justamente sobre esse aspecto, ou Hérnio de Leão, no seu livro Adversus Eresis, portanto, Contra as Heresias, Também fala nessa perspectiva Clemente, ou seja, há vários autores cristãos também que seguiram este método de interpretação. E isto porquê? Porque no livro de Jó aparece justamente esta expressão, Bnei Elohim, filhos de Deus, e no livro de Jó ela é, sem dúvida alguma, no contexto, e bem aplicado, aos anjos.

Logo, alguns autores pensaram que no livro de Génesis ela poderia também ser aplicada aos mesmos seres. Portanto, se no livro de Jó é aplicada aos anjos, no livro de Génesis também o seria. Vamos ver o texto de Justino Mártir, que eu citei há pouco, o que é que ele nos diz. É um texto longo, mas vale a pena lê-lo. E diz, Deus quando fez o mundo inteiro e submeteu as coisas terrenas ao homem, e dispôs os elementos celestiais para o aumento dos frutos e a rotação das estações, e nomeou esta lei divina, pois também estas coisas ele evidentemente fez para o homem, confiou o cuidado dos homens e de todas as coisas debaixo do céu aos anjos que ele nomeou sobre eles. Mas os anjos transgrediram essa nomeação. e foram cativados pelo amor às mulheres e geraram filhos que são aqueles que são chamados de demónios.

Já iremos ver o porquê de Justino fazer isto. E, além disso, depois subjugaram a raça humana a si mesmos, em parte por escritos mágicos, em parte por medos e castigos que provocaram. e, em parte, ensinando-os a oferecer sacrifícios, incenso e liberações de que necessitavam depois de terem sido escravizados por paixões lexivas. E entre os homens semearam assassinatos, guerras, adultérios, atos destemperados e toda a maldade. Portanto, Justino Mártir, na sua segunda apologia, identifica estes filhos de Deus como sendo os anjos que se apaixonaram e, portanto, que tiveram relações sexuais com as mulheres. Da mesma maneira, Irneo de León, no seu livro Contra as Heresias, segue justamente o mesmo tipo de interpretação.

É um texto mais curto, mas vale a pena também vê-lo. Falando de Deus, diz que Deus fez cair o do Ilúvio para exterminar a raça isecrável dos homens de então, incapazes de produzir frutos para o Senhor, depois que os anjos rebeldes se misturaram com eles, para coibir os seus pecados e salvar o arquétipo, a criação de Adão. Portanto, também Irineu de Leão pensava que os anjos tinham tido, portanto, relacionamentos sexuais com as mulheres. Os especialistas mais recentes usam mitologia para explicar, portanto, este tipo de interpretação e, realmente, na mitologia grega isto era normal.

Os deuses tinham relacionamentos com as mulheres, deles nasciam seres fantásticos, os semideuses, como Hércules, por exemplo. E, portanto, quando nós analisamos na Bíblia esta expressão, filhos de Deus, verificamos que ela era utilizada para vários tipos de seres e para vários tipos de funções. Por exemplo, na Bíblia, o rei era chamado por Deus de seu filho. Encontramos isso no Salmo 2. Os anjos são chamados também filhos de Deus. Os seres celestiais, que são membros do conselho divino, num sentido especial e real como um todo, era também denominado os filhos de Deus.

Por exemplo, o Salmo 82, no versículo 6, chama os seres humanos filhos do Altíssimo. Bnei Helion, que é uma expressão muito similar à de Bnei Heluim, que é aquela que nós estamos hoje a tratar. Há também um elemento que deve ser levado em linha de consideração quando nós analisamos este primeiro tipo de interpretação, é Jesus. Jesus afirmou taxativamente, e nós já vimos isso num programa a que aqui abordámos, que os anjos não casam. E, portanto, os homens, dizia Jesus, na ressurreição serão como os anjos, nem casam nem se dão em casamento.

Reis despóticos

Logo, se eles não casam, também será de concluir que não tenham relações sexuais. Pelo que, do ponto de vista bíblico, esta primeira interpretação pode ser descartada. A segunda interpretação identifica, portanto, os filhos de Deus com seres despóticos. Ela também vai aparecer no século II, já da nossa era. Pode ser encontrada no Tárgum de Onquelós. Os Tárgum eram uma espécie de bíblias anotadas. Havia o texto bíblico e havia uma anotação à imagem que explicava um bocadinho esse texto bíblico. E, portanto, esses reis despóticos proliferaram na poligamia e tomavam tantas mulheres quantas as que eles desejavam.

E essa interpretação baseia-se justamente no facto que eu mencionei há pouco que os reis, na Bíblia, eram denominados os filhos de Deus e, portanto... Daí a associação. Daí realmente esse tipo de associação. As filhas dos homens seriam, portanto, mulheres de nascimento real que eram levadas para os arens destes reis despóticos. Portanto, nós estamos a ver que estes dois tipos de interpretação são muito fundamentados, sobretudo, pelo tipo de cultura em que eles se inserem. Às vezes até por uma hermenêutica que não tem em consideração o próprio contexto bíblico em que se insere.

É um facto que, no livro de Jó, a expressão Bnei Elohim vai traduzir sobretudo os anjos, isso não há qualquer tipo de erro, porque o contexto assim o permite, mas se nós tomamos em atenção o contexto do livro de Génesis, embora a expressão seja exatamente a mesma, nós teremos que perceber que ela poderá fazer alusão a outra perspectiva que não a primeira, a de ser os anjos do céu, ou que nem a segunda, de serem, por exemplo, reis despóticos. Porquê? Porque nestes primeiros capítulos do livro de Génesis nós não vamos encontrar a menção de reis.

Nós vamos encontrar a menção de duas descendências que vão existir paralelamente uma à outra, a descendência de Seth e a descendência de Cain. E estes primeiros capítulos do livro de Gênesis vão mostrar como é que a descendência de Caim se foi afastando cada vez mais da perspectiva divina e Lameque, por exemplo, já tinha duas mulheres, e esta é uma boa pista que nos dá o texto bíblico, enquanto que a descendência de Sete vai sendo aquela descendência que vai procurando, sobretudo, aproximar-se mais de Deus. Até um determinado ponto, mas eu vou. Deixar isso para a segunda parte.

Ok. Portanto, já avançámos, já ficámos a conhecer duas interpretações que são propostas para a compreensão deste texto e na segunda parte vamos então conhecer essa terceira proposta. Pois bem, estamos mesmo a terminar a primeira parte do nosso Fórum Bíblico de hoje, mas antes eu quero chamar a sua atenção para uma oferta muito especial. É o Guia de Estudo da Bíblia, intitulado Evidências, e este guia foi escrito pelo Dr. Rodrigo Silva e responde a 14 perguntas fundamentais que ajudam a compreender as nossas origens, o propósito da vida, o nosso destino, entre muitos outros temas essenciais para uma vida com sentido. Gostaria de receber esta oferta em sua casa? É muito fácil. Só precisa de enviar uma mensagem para o número 933 939291 a solicitar o Guia de Estudo e Evidências e depois a nossa equipa tratará de enviar um exemplar gratuitamente para a morada que nos facultar.

Chegou então o momento para uma curta pausa? Não desligue, não mude de estação, fique por aí porque regressamos já a seguir ao intervalo. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia. O canal da esperança.

Descendência de Sete

Regressamos para a segunda parte do programa Fórum Bíblico. Hoje estamos a analisar a passagem de Génides, capítulo 6, os versículos 1 a 4, que trata dos filhos de Deus e das filhas dos homens. Já vimos duas interpretações desta passagem e, tal como adiantei na primeira parte, vamos conhecer uma terceira interpretação e é essa, precisamente, a nossa segunda questão para Hortúrio Machado. Vamos, então, conhecê-la. E a questão é qual a terceira interpretação da passagem de Génios que estamos a estudar, capítulo 6, versículos 1 a 4. Como nós vemos, a terceira interpretação é aquela que interpreta a expressão filhos de Deus com a descendência de sete, filho de Adão e de Eva. E esta interpretação também foi defendida por vários exegetas judeus, incluindo, por exemplo, o midrash tradicional.

No seu comentário, Genésio Rabá, capítulo 26, versículo 5, pelo grande Ibn Ezra e por alguns pais da igreja, também famosos do quarto século, como, por exemplo, João Crisóstomo, que nas suas homilias sobre Génesis 22, versículo 2, vai justamente debruçar-se sobre isso, E também do famoso Santo Agostinho ou Agostinho de Ipona, que no seu livro A Cidade de Deus vai apresentar essa perspectiva. João Calvino, o reformador João de Calvino, também nos seus comentários bíblicos vai traduzir esta possibilidade. Mas vamos justamente a Agostinho de Ipona, ou santo Agostinho, que no seu livro, A Cidade de Deus, ele afirma, puderam, pois, nascer gigantes mesmo antes de os filhos de Deus, também chamados anjos de Deus, se terem unido às filhas dos homens, isto é, que viviam como ao homem a praxe, antes, portanto, de os filhos de sete se unirem às filhas de Caim.

E, portanto, Agostinho de Ipona faz muito bem aqui a expressão, ele equaciona estes filhos de Deus que eram chamados os anjos de Deus, mas vai dizer que eles são os filhos de sete que se uniram às filhas de Caim. E, portanto, estes filhos de Deus eram justos, eram piedosos, porque eram da descendência de sete, e acabaram por casar com as filhas, as descendentes, da geração de Cain. A vantagem desta interpretação é que ela, justamente, enquadra-se no contexto do relato de Génesis, que, como eu disse, apresenta estas duas genealogias opostas. A genealogia de Caim, que é justamente caracterizada por uma omissão a agir segundo a vontade de Deus, e a genealogia de Cete, que pelo contrário nos menciona, por exemplo, Enos, o primeiro filho de Cete, a quem a Bíblia diz que se começou com ele a invocar o nome do Senhor.

Mais tarde, Enoch, na mesma linhagem, diz que ele andou com Deus e que não se viu mais porque Deus, para si, o tomou e que vai terminar com um é, que vai ser aquele que vai ser salvo, digamos, do dilúvio. Portanto, esta genealogia de sete procura transmitir a imagem de Deus no ser humano. Enquanto que a genealogia de Cain tem como referência principal o ser humano, ignora completamente aquelas que são as perspectivas de Deus, a orientação divina. Logo, o relato bíblico diz que estes descendentes de Seth tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Isto é fundamental porque esta expressão bíblica, tomaram mulheres, é normalmente usada na Bíblia para designar o casamento.

Portanto, casaram com estas senhoras e isso exclui logo a interpretação mitológica que colocava os seres celestiais, os anjos, nessa condição. Tomaram para si mulheres também é uma expressão bíblica que pode significar o contrariar já da orientação divina, porque na bíblia a primeira mulher é dada por Deus a Adão. Logo, eles tomaram para si de todas as as que eles quiseram. E diz-nos que essas mulheres eram formosas. Eu quero chamar essa atenção aqui para essa expressão. A palavra hebraica traduzida por formosas é a palavra tov. A palavra tov vai surgir sete vezes no relato bíblico da criação aplicada a Deus. Viu? Deus que era bom. Óbvio, Deus que era belo aquilo que ele tinha feito e, portanto, elas eram belas.

É a palavra que surge no relato da criação e, portanto, é aplicada a Deus. Logo, estes filhos de sete, esta geração de sete, vai-se arvorar num numa prerrogativa que é aquela de Deus. Eles acham, não, estas mulheres são belas, servem-nos para mim. Não interessa se elas se desviam da perspectiva divina ou não. Eles vão apenas por aquilo que se chama a atração física. e daí a expressão final de todas as que eles escolheram, o que sugere, portanto, um descontrole sexual. Eles não apenas escolheram mal, como eles também não tiveram em consideração aquela que era a perspetiva bíblica desde o início, que era um casamento monogâmico.

É por isso que a partir do capítulo 6 e do versículo 3, Deus diz, não contenderá o meu espírito sempre com o homem, porque ele também é carne, porém os seus dias serão 120 anos. A escolha não foi de acordo com Deus. Exatamente. Muito bem. O texto também menciona a existência de gigantes, os quais são o motivo da terceira e última pergunta que temos para lhe colocar, e que é a seguinte, quem

Quem eram os gigantes

eram então os gigantes que aparecem no relato de Génesis 6? Ora bem, a expressão bíblica é nefilim, para traduzir justamente estes gigantes, e a tradução de João Freire de Almeida traduz-lo justamente por gigantes, seguindo neste aspecto a tradução dos 70, enquanto que o texto maçoretico, o texto hebraico, a tradução é um bocadinho já mais incerta, e nós vamos ver porquê. Os especialistas também não estão de acordo sobre a raiz desta palavra. Nós vamos ver já aqui uma primeira raiz, a palavra de onde poderia ter vindo a expressão nefilime. Há especialistas que dizem que ela vem desta raiz hebraica, palah, que significa um ser extraordinário.

E, portanto, estes nefilimes seriam seres humanos extraordinários. Mas há outros especialistas que dizem que não. A palavra nefilime vem de outra raiz hebraica, que é da palavra nafal, que significa cair. Logo, podem ser, justamente, seres caídos. E esta expressão vai aparecer, não apenas aqui no livro de Génesis, como vai aparecer em números no capítulo 13, no versículo 3, quando os espias foram espiar pela primeira vez a terra de Canaã, com Moisés ainda, e verificaram que havia ali o que eles diziam, os filhos de Anak. seres gigantes, e os espias diziam, nós parecíamos aos olhos deles como se fôssemos gafanhotos.

E, portanto, o relato de números deixa claro que estes seres eram realmente descendentes dos nefilinos, que viveram antes de Noé. Agora, a questão é esta, podem ter sido pessoas realmente de uma estatura maior do que a média, e que, por alguma razão, existiram ou continuaram a existir mesmo depois do dilúvio. O que o texto deixa claro é que estes nefilimes não foram o resultado da união dos filhos de Deus com os filhos dos homens, ou seja, da descendência de Seth com as filhas da descendência de Cain.

O texto bíblico diz que eles já existiam nesta altura e, portanto, que seriam pessoas de renome. Esta expressão, pessoas de renome, tanto faz alusão a pessoas de boa reputação como, pelo contrário, pode fazer alusão a pessoas de má reputação. Pessoas, portanto, más. Em conclusão, o que nós podemos dizer é que estes filhos de Deus que são mencionados no livro de Génesis como sendo os descendentes de Seth, eles vão casar com as descendentes de cair, o que é contrário à perspectiva divina. Deus não gostaria que isso acontecesse. E várias vezes a Bíblia vai mencionar esse aspecto.

Porquê? Porque a balança pende sempre para o lado errado. Ou seja, estas mulheres acabaram por influenciar negativamente estes filhos de sete. Os nefilimos, por outro lado, não são os descendentes desta união, no texto bíblico, são seres de elevada estatura que possivelmente tinham já ali um caráter violento. uma leitura que também concorda com o contexto bíblico próximo, porque Caim e todos os seus descendentes se mostram também como pessoas de caráter violento. Portanto, o texto bíblico não nos menciona quaisquer anjos que tenham tido qualquer relevância neste processo.

São seres humanos que se desenvolveram, portanto, depois do relato da queda. Ok, muito bem. Como vimos, esta é mais uma passagem que pode levantar muitas dúvidas, mas de facto, como temos apelado aqui nos programas, uma leitura cuidadosa, conhecer o contexto bíblico envolvente, ajuda a evitar interpretações erradas, como estas que mencionou, podem ser mitológicas, ou outras que acabam por ser estranhas ao relato bíblico. Estamos já muito perto do final do nosso programa, o tempo não nos permite para mais, mas eu quero ainda recordar-lhe a oferta que temos para si. É o Guia de Estudo da Bíblia e Evidências. Nós, no programa de hoje, refletimos sobre o relato de Génesis 6 e como ele nos alerta para a importância de seguirmos os planos de Deus com fidelidade, para evitar escolhas que nos afastem da sua vontade.

A lição número 13 deste manual tem por título a seguinte pergunta. Como viver plenamente? Mesmo no final desta lição, o autor termina com a seguinte pergunta. Gostaria de experimentar uma vida com Deus? O estudo deste manual vai inspirá-lo para uma experiência real com Deus, dissipando, talvez, muitas dúvidas que, por vezes, dificultam essa experiência em pleno. Por isso, não deixe de passar esta oportunidade de receber gratuitamente este Guia de Estudo da Bíblia, enviando-nos uma mensagem para o número 933 939291 e, se quiser, já sabe, pode enviar também a sua pergunta para que ela seja, quem sabe, o tema de um dos nossos próximos programas. Também já sabe como é que o pode fazer?

Pode enviar as suas questões quer por e-mail para programas arroba novotempo.pt ou então se preferir para o mesmo número que já sabe, tenho a certeza, 933 939291. Chegamos assim ao fim. Muito obrigado por nos ter acompanhado no programa de hoje. Quanto a nós, estaremos de volta já na próxima semana, prontos para explorar novas questões sobre o fascinante mundo da Bíblia, porque as suas perguntas merecem, sem dúvida, ser ouvidas. E, por isso, nós queremos vê-las respondidas aqui no Fórum Bíblico. Fico ao convite. Contamos consigo. Até lá.

Série
Fórum Bíblico · 70 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 32
Estreou
27 de Novembro de 2025
Categoria
Espiritualidade