Casamentos na Nova Terra

Casamentos na Nova Terra

20 de Novembro de 202526 min 6 s

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Abertura e perguntas do público

Seja muito bem-vindo ao nosso Fórum Bíblico. É uma grande alegria contar com a sua presença semana após semana e por isso queremos continuar comprometidos em trazer aqui para este Fórum respostas às mais variadas perguntas que nos são enviadas e assim continuar também a merecer a sua confiança aí desse lado. Se está a juntar-se a nós pela primeira vez, é natural que se pergunte como é que pode participar neste programa. A resposta é muito simples. O Fórum Bíblico existe para si e, por isso mesmo, precisa da sua colaboração. Pode fazê-lo enviando as suas perguntas, sejam dúvidas, sejam temas que gostaria de ver esclarecidos ou até passagens da Bíblia que desejas compreender melhor. Acreditamos que cada pergunta que coloca sobre o texto sagrado é uma oportunidade para aprender e crescer e, por isso mesmo, não deixe de responder a este convite que lhe estou a fazer.

Envie-nos agora mesmo as suas perguntas que poderá fazer para o e-mail programas arroba novotempo.pt ou então, se preferir, comodamente e muito rapidamente, usar o seu telemóvel e enviar uma mensagem para o número 933-939291. Na mensagem coloca a sua questão ou as suas questões e menciona sempre o nome do Programa Fórum Bíblico para que a sua pergunta seja encaminhada até nós. Poderíamos dizer que no coração do ensino de Jesus, no centro do ensino de Jesus, há frases que foram preferidas por ele que nos confortam, outras que nos orientam, outras que nos inspiram e outras que nos surpreendem e até nos podem deixar confusos. Uma dessas frases encontra-se no Evangelho de Mateus, no capítulo 22, no versículo 30.

Hoje, no Fórum Bíblico, nós vamos explorar essa passagem em particular e, para nos ajudar a compreender melhor as palavras que Jesus preferiu nesse texto, temos connosco o teólogo Arturo Machado, que nos guiará, através do contexto bíblico, como tem feito sempre, das implicações teológicas, para assim responder às perguntas que nos foram enviadas hoje por um telespectador. Olá, Artur. Bem-vindo uma vez mais. É uma satisfação e uma alegria poder contar com a sua presença aqui, semana após semana, para nos ajudar a responder às perguntas que nos são enviadas. E hoje, um telespectador teve a amabilidade de nos enviar esta questão. Ela é um conjunto de vários retores, já vão aparecer aqui no nosso ecrã, e que foram as seguintes. Em Mateus 22.30, Jesus diz que na ressurreição as pessoas nem se casam, nem se dão em casamento, mas são como os anjos no céu.

O que significa exatamente esta afirmação em relação à vida eterna e aos laços familiares? Teremos consciência de quem foram os nossos cônjuges e familiares na Terra? Qual o motivo de não existir casamento na nova Terra? Ora, muito bem. São um conjunto de perguntas, mas todas essencialmente sobre o facto de haver ou não casamento no céu, segundo esta afirmação de Jesus. É verdade que de todas as afirmações de Jesus, esta pode estar entre aquelas que são as mais difíceis de interpretar, as mais difíceis até mesmo de compreender. Jesus disse na ressurreição, as pessoas não casam, nem são dados em casamento, mas serão como os anjos do céu. Será porque estamos a falar de uma realidade que não é nossa na Terra? Uma realidade que não é nossa. E, portanto, uma das maiores esperanças bíblicas, sem dúvida nenhuma, é a renovação de todas as coisas, os términos do mal e os seres humanos passarem a viver de novo nas condições que Deus queria que eles sempre tivessem vividos.

E a esperança bíblica diz-nos que isso ocorrerá depois da segunda vinda de Cristo. Ora, e quando se pensa nisto, quando se pensa numa vida eterna, sem qualquer problema, pensa-se num contexto em que a saúde não nos traz preocupações, em que a felicidade é total e em que a família estará presente, porque uma das bases em que nós aqui temos de estabilidade e de felicidade é, sem dúvida alguma, a família. E estas pessoas, quando vêm, e nós todos, quando vemos esta declaração de Jesus, realmente ficamos interpelados porque Jesus sempre defendeu o casamento. Jesus até uma vez, face ao divórcio, remeteu para aquelas que eram o que era o propósito de Deus para o casamento no Jardim do Éden.

E, por isso, temos aqui uma declaração que é complicada. Complicada, também, por um outro aspecto. Os três evangelhos sinóticos, Mateus, Marcos e Lucas, dão a mesma, digamos, explicação de Jesus, sem que hajam variantes significativas. Se houvessem variantes significativas, nós poderíamos dizer que poderia haver aqui alguma nuance de interpretação. Portanto, foi claro, foi uma afirmação clara. É claro, ela aparece nos sinóticos. O contexto imediato é o do capítulo 21 de Mateus. Jesus vem contando uma série de parábolas onde, mais uma vez, salientava o perigo que as autoridades religiosas estavam a ter ao continuarem a rejeitar Jesus como o Messias e, portanto, temos aqui a parábola dos dois filhos, a parábola dos levradores maus, a parábola da festa de casamento que salientavam justamente que Deus iria dar a outros o privilégio que o povo escolhido tinha tido até ali se eles não mudassem de caminho.

Em seguida, vem a questão que os fariseus colocam Jesus para experimentar quem é que se devia dar o imposto. Se era a César, se não era a César. E, rapidamente, entrou em cena um outro grupo.

O grupo dos saduceus

E é este grupo que vai colocar uma pergunta a Jesus, que vai disputar esta resposta. Já não são os fariseus, nem os escribas, nem os irudianos, que eram um grupo de seguidores de Heródes, mas são os saduceus. Isto é importante para a nossa análise de hoje. Os saduceus eram o grupo aristocrático, diríamos assim. Aqueles que eram os responsáveis pelo clero da altura, eles vinham justamente da revolta dos asmoneus contra a invasão ou contra o domínio dos sírios, quando o império de Alexandre se fragmentou, os ptolomeus ficaram de um lado, os selêucidas ficaram do outro e, portanto, os selêucidas ficaram na Síria e tomaram conta de Israel.

Isso gerou uma revolta pelos asmoneus, também pelos macabeus, que fez a expulsão deste domínio, e aí aparecem os saduceus. Ora, os saduceus tinham uma grande influência política. Eram os aristocratas, como eu mencionei. Quando chegaram os romanos, eles passaram a dar-se muito bem com os romanos, o melhor que era possível, dadas as circunstâncias. mas, do ponto de vista religioso, eles têm algumas particularidades diferentes dos fariseus. Podemos, inclusivamente, mencionar que os saduceus, como grupo, vão desaparecer na revolta do ano 70, quando a primeira guerra judaica do ano 70, já da nossa era, tem lugar, disputada pelo movimento dos zelotas, dá-se a invasão a reação romana e, portanto, a invasão e destruição de Jerusalém.

Há grupos que subsistem, os fariseus são um desses grupos, e há grupos que desaparecem. Os zlotas desaparecem, os saduceus vão também desaparecer. Ora, mas eles tinham particularidades do ponto de vista religioso que os opunham, por exemplo, aos fariseus. Os fariseus lidavam mais com o povo comum, eram aqueles que estavam envolvidos na sinagoga, enquanto que os saduceus cuidavam sobretudo do templo. e dos serviços do Templo. Eles têm a ver, portanto, com o sacerdócio. Mas, contrariamente aos fariseus que aceitavam toda a revelação do Antigo Testamento, portanto, na sua tripla divisão do Pentateuco, a Torá, os profetas e os outros escritos, os saduceus só aceitavam o Pentateuco, só aceitavam a Torá.

Não aceitavam nem o que diziam os profetas nem os outros escritos e punham em causa a existência dos anjos e negavam a ressurreição dos mortos. E, portanto, os Sadduceus é que chegaram a Jesus com um caso que nós não sabemos se era real, se era um caso imaginário, mas que era um caso que era baseado numa famosa lei que o povo de Israel tinha, que vinha justamente do Pentateuco, que era a Lei do Livirato. E a Lei do Livirato dizia que quando uma mulher era casada, se o marido morresse, sem deixar descendência, o irmão, portanto o cunhado, tinha que casar com ela para suscitar descendência ao falecido.

E eles veem então como a história. Houve uma mulher que casou, o marido morreu, não deixou a descendência, e ela casou com o irmão, com o cunhado, que também morreu, não deixou a descendência, e haviam sete irmãos. Nós podemos dizer que era a viúva dos sete irmãos, porque ela foi casando sucessivamente com cada um deles, não deixou a descendência, cada um ia morrendo, eu, se fosse a eles, até tinha cuidado, não casava mais, porque já sabia que eu ia morrer, e, portanto, eles dizem assim, olha, ela casou com os sete, morreram os sete, no final morreu também a mulher. Já agora, na ressurreição, ela vai ser mulher de quem? A pergunta dos fariseus Era provocatória para Jesus, não é? Era provocatória e era de caráter especulativo. Se Jesus falhasse em dar uma resposta, estava garantido que, afinal de contas, ele não era assim um mestre tão extraordinário como fazia parecer.

E se ele dissesse que a mulher, afinal de contas, casaria com um deles, seria uma injustiça, porque os sete teriam tido esta mulher. E na lógica dos seduceus, portanto, a lógica dos seduceus era muito simples. As condições. na nova Terra, na Ressurreição, teriam que ser as mesmas que existiam nesta Terra. Portanto, continuaria a haver a família, as mesmas circunstâncias sociais. Nós não nos esqueçamos, eles não acreditavam na Ressurreição e, portanto, de um

A resposta de Jesus

certo ponto de vista, isto era irónico. Ora, vamos ver então a resposta de Jesus. A resposta de Jesus vai-se fundamentar em três partes. A primeira parte é que ele vai constituir uma censura retórica. Os saduceus não compreendem nada das Escrituras, nem do ponto de vista divino. Segunda parte... Até porque não aceitavam grande parte disso. Exatamente. A segunda parte vai abordar a natureza da vida verdadeiramente após a Ressurreição e, consequentemente, a não aplicação da Lei do Levirato após a Ressurreição. E, finalmente, numa terceira parte, Jesus vai defender a sua própria crença ao mesmo tempo em que vai atacar os seres seus.

Ele começa, portanto, por dizer aos seres seus, errai-os não conhecendo as escrituras nem o poder de Deus. E o verbo que Jesus utiliza, o verbo grego, que é o verbo planau, além de errar, tem também o significado de estar enganado. No grego clássico, este verbo significava vaguear, ou fazer alguém errar em alguma coisa ou num caminho. Se tomarmos este verbo no sentido literal, planau significa, justamente, levar por mau caminho. Vai-nos aparecer agora no ecrã. Planau significa, justamente, levar por mau caminho. E, portanto, Jesus diz que o engano destes Saduceus na perspectiva de Jesus consistia em fazer transferir para a vida futura as mesmas condições que existiam na vida presente.

Jesus diz-nos, vocês erram não conhecendo as Escrituras. Podia ser uma crítica. uma crítica a eles recusarem o canon, porque o canon tinha três partes, eles só aceitavam uma dessas três partes, ou podia ser ainda uma crítica maior, dizendo-lhes, vocês afinal de contas não é o Pentateu que conhecem, o que seria uma espécie de insulto. E justamente o verbo heido que Jesus menciona, o verbo conhecer, está conjugado no perfeito. E uma boa tradução seria esta, não tendes conhecido e continuais a não conhecer. Ou seja, vocês não só são ignorantes como continuam na mais perfeita obscuridade.

Por isso é que me fazem uma pergunta destas. E isto era insultuoso, porquê? Porque os seduceus achavam que eram ainda mais especialistas na interpretação bíblica do que os próprios fariseus. E Jesus diz, vocês não se conhecem escrituras nem sequer o poder de Deus. E esta expressão, poder de Deus, aplica-se justamente à capacidade que Deus tem de ressuscitar os mortos. O poder de Deus não é só dado na ressurreição das pessoas, mas no criar das condições para que essa nova vida possa realmente ter outras possibilidades do que aquelas que nós mesmos conhecemos. Muito bem, depois Jesus irá falar de como será a vida futura após a ressurreição, mas isso nós vamos ver na segunda parte.

Antes, porém, eu quero neste momento agora partilhar consigo uma oferta muito especial que temos sempre no nosso programa, Fórum Bíblico. Trata-se do Guia de Estudo da Bíblia e Evidências, um guia que foi escrito pelo doutor Rodrigo Silva e este material está estruturado em 14 perguntas Todas elas servindo de introdução para 14 lições que poderá estudar tranquilamente no conforto da sua casa ou onde quiser. E ao longo do estudo que fizer deste manual vai encontrar respostas para questões, eu deixo como exemplo, podemos crer na Bíblia, o mundo vai acabar, como viver plenamente, tantas questões relevantes e importantes para poder estudar. Para receber gratuitamente este material em sua casa, apenas precisa de nos enviar uma mensagem para o número 933-9392 a pedir o Guia Evidências.

Chegou então agora o momento para o nosso intervalo. Continue por aí. Nós estaremos de volta dentro de breves instantes. TV Novo Tempo. O canal da Bíblia. O canal da esperança. Obrigado por permanecer na nossa companhia. Hoje respondemos às perguntas que nos chegaram desse lado sobre a declaração feita por Jesus em Mateus capítulo 22, versículo 30, quando afirmou, e eu vou aproveitar esta Bíblia para ler, sendo este programa um programa centrado na Bíblia, nós encontramos essas palavras que Jesus disse o seguinte, E para nos ajudar a compreender o significado destas palavras de Jesus, nós contamos, como habitualmente, com a ajuda do Arturo Machado.

Estamos de volta, Arthur. Vamos à próxima pergunta, que nos vai colocar no ponto com que terminámos a primeira parte, em que Jesus vai começar, então, a explicar como será a vida futura. E essa é mesmo a segunda pergunta. Vai aparecer no nosso ecrã. e que é a seguinte, o que ensina Jesus acerca da vida futura após a ressurreição

A vida após a ressurreição

e que eles desconheciam? Ora bem, na resposta de Jesus nós vamos encontrar o modo judaico mesmo de pensar e de se expressar. O primeiro verbo que nós acabamos de ler em Mateus 22.30, o primeiro verbo encontra-se na voz ativa O segundo verbo encontra-se na voz média. O primeiro verbo diz respeito aos homens, o segundo verbo, engraçado, diz respeito às mulheres. É engraçado. E depois temos o verbo ser. E eu queria chamar essa atenção para o verbo ser. Na tradução diz corretamente serão como os anjos do céu, só que Ele vai aparecer aqui. O verbo é este, é o verbo emi, mas é nesta expressão eisi. Eisi é a terceira pessoa do plural.

E eles são Na verdade, nós deveríamos traduzir-lhe a ilusão, mas é um presente com sentido de futuro. O que Jesus Cristo está a dizer é que, na Ressurreição, as pessoas são realmente assim, mostra quais são as condições de vida dos dormidos no futuro, mas que podem já ser consideradas como estando em vigor. Ou seja, vocês podem já, no presente, estar certos de que a coisa vai ser realmente assim. O elemento novo na explicação de Jesus é que, depois da Ressurreição, não haverá mais casamento. E isto é que foi chocante, não só para os saduceus, também foi chocante para os fariseus. Os fariseus, ao contrário dos saduceus, acreditavam na Ressurreição.

Mas eles também acreditavam que, na Ressurreição, as condições de vida iriam ser as mesmas. Há até um livro, que é o Apocalipse de Baruc, que estará escrito mais ou menos por volta do ano 100 da nossa era, que dizia, a Terra certamente devolverá os mortos neste tempo. Ela recebe-os agora, a fim de os preservar, sem mudar nada na sua forma. Do modo como recebeu, também os devolverá. E assim como eu os entreguei, assim os ressuscitarei. E, portanto, acreditava-se que eles vinham para as mesmas condições. Porém, os pais da igreja aceitaram que a palavra de Jesus, não haver casamento, tinha sentido. São Tomás de Aquino, já em plenidade média, na sua Suma Teológica, vai dizer o seguinte, o matrimónio não subsiste além do tempo desta vida em que foi contraído.

Só que os pais da igreja, São Tomás de Aquino, baseava o seu raciocínio a partir de um pensamento da dicotomia grega, em que a matéria é má e o espírito é bom e, portanto, o corpo é mau, logo as funções corporais são más, o que se preserva é o espírito. E nós vamos encontrar esta dicotomia num livrinho, que é um livro apócrifo de 1ª de Enoque, que no capítulo 15, nos versículos 6 e 7, A falar acerca de um anjo, ele diz assim, na verdade tu, portanto a referir-se ao anjo, inicialmente eras espiritual, cá está, tendo vida eterna e imortal em todas as gerações do mundo.

Foi por isto, inicialmente, que eu não criei esposas para ti, porque ele era um ser imaterial. Isto neste livro apócrifo de Enoch. Pois a habitação dos seres espirituais do céu é o céu. Ou seja, os pais da igreja acreditavam piamente na frase de Jesus, mas tendo como ponto de partida a filosofia grega de que o material é inferior ao que é espiritual. Por isso, era óbvio que nas condições da vida eterna no céu não haveria casamento, porque isso faria parte da determinada situação material. Eu não estou a dizer que a afirmação de Jesus em Mateus 22.30 tem elementos da dicotomia grega. Estou a dizer é que a afirmação de Jesus foi interpretada em termos da dicotomia grega.

Não é isso, portanto, que está no texto. Devo ainda dizer que há no cristianismo quem concorde com o que Jesus Cristo disse, que após a ressurreição não haverá casamento, e há quem discorde profundamente disto e quem diga não, não é por aí que nós devemos interpretar as palavras de Jesus e, portanto, isso mostra-nos como elas continuam a ser chocantes mesmo na nossa época. Muito bem. A terceira pergunta, penso que poderá ajudar a compreendermos estas palavras de

Outros textos bíblicos

Jesus, porque é o seguinte, haverá algumas passagens bíblicas que ajudem a compreender melhor o que Jesus quis dizer em Mateus 22.30 ou outros textos? Sim, nós temos o próprio texto do Pentateuco, do livro de Génesis, que menciona o casamento. Diz, sejam férteis, multipliquem-se, encham e dominem a terra. É o texto de Génesis, capítulo 1, versículo 28. Muitos teólogos pensam que assim que o objetivo de encher a terra fosse concretizado, não haveria necessidade de haver mais casamento. E é lógico. É lógico, porque senão não haveria planeta que comportasse todas as pessoas. E, portanto, a própria instituição do casamento tinha como objetivo limitativo esta possibilidade.

E, portanto, muitos teólogos utilizam o texto da Génesis O apóstolo Paulo também, quando escreve a primeira epístola aos Coríntios, no capítulo 7, mostra que um dos propósitos do casamento monogâmico era evitar a impureza sexual. E, portanto, ao falar de impureza sexual, ele dava a palavra grega porneia, que são todos os desvios sexuais que existem. E, portanto, o apóstolo Paulo deixou claro que o relacionamento sexual se restringe ao Logo, se Jesus Cristo diz que não há casamento, não há também, por vezes, de facto, relacionamento sexual, nem procriação. E outros autores que têm também refletido sobre o que Paulo diz em 1ª de Coríntios 7, sobretudo nos versículos 13 a 16, em que mostrava que o crente um crente casado com uma pessoa descrente podia, pelo seu comportamento, santificar o outro, ou seja, trazer o outro à perspectiva da salvação, mostra que um dos objetivos do casamento é justamente fazer com que alguém que ainda não é crente possa vir à perspectiva da salvação.

E estes teólogos refletindo ainda de que a Igreja é que é a noiva de Cristo e não cada um individualmente. Uma vez que Cristo venha e se dão as bodas no céu, o objetivo do casamento terá sido alcançado. e, portanto, não há necessidade de haver um novo casamento. E depois temos esta questão do anjo. Os anjos são seres que realmente, na perspectiva de Jesus, existem numa esfera celeste, cumprem as ordens de Deus. Ora, é interessante perceber que, na nossa última frase, os justos redimidos, por serem levados ao céu pelo Senhor, Compartilharão a mesma condição dos anjos, ou seja, a estrutura familiar será outra.

Terão uma vida superior. Não quer dizer que o que é que nós temos aqui é má, quer dizer que o que é iremos conhecer, aquela que iremos conhecer, é superior. Onde o casamento não se coloca. E logo o problema é que os Saduceiros levantaram, também não. Muito bem. O nosso tempo não permite mais. Muito obrigado, Artur, por esta explicação detalhada, que certamente ajudou a compreender a resposta à questão mota e que nos foi colocada por um assíduo ouvinte que enviou estas questões para o nosso programa. Aqui neste programa todas as questões merecem uma resposta e explicação. Estamos mesmo a chegar ao final, mas antes de terminar eu queria recordar-lhe uma vez mais a uma oferta que eu não quero que fique sem receber gratuitamente em sua casa.

É o Guia de Estudo da Bíblia e Evidências. Se por acaso ainda não o recebeu, ainda vai a tempo de poder embarcar, através do estudo, numa viagem muito enriquecedora com o Dr. Rodrigo Silva, o autor deste manual de estudo. E eu tenho a certeza que este manual poderá ser uma ferramenta muito útil para descobrir respostas relevantes e essenciais para os tempos em que nós vivemos. através do seu telemóvel, de forma muito simples. Pode enviar uma mensagem para o número que já conhece, 933 939291, e receber este guia para essa jornada de estudo e de reflexão, já sabe, sobre a Bíblia, sobre a Palavra de Deus. Damos assim por concluído o programa de hoje, mas continuamos disponíveis para receber as suas perguntas, pois não queremos que nenhuma delas fique sem resposta.

Foi muito bom estar na sua companhia e podermos, mais uma vez, cavar um pouquinho mais fundo no conhecimento bíblico. Muito obrigado pela sua preferência. O Fórum Bíblico volta a abrir na próxima semana, quem sabe, para responder à sua questão. Até lá, fique bem.

Série
Fórum Bíblico · 70 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 31
Estreou
20 de Novembro de 2025
Categoria
Espiritualidade