Ligar e Desligar

Ligar e Desligar

11 de Dezembro de 202526 min 10 s

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Abertura e apresentação

Olá, é um gosto recebê-lo novamente no Fórum Bíblico. Obrigado por estar desse lado para mais um momento de reflexão e de conhecimento bíblico. Agradeço também a todos os que têm contribuído até aqui com as suas perguntas. Na verdade, são elas que dão vida todas as semanas a este espaço. Como já percebeu, este é um programa feito a pensar em si, onde cada semana nós procuramos dar resposta às suas perguntas exatamente sobre a Bíblia. O nosso objetivo é ajudá-lo a entender melhor o texto sagrado e aquilo que ele revela. Por isso, neste momento, eu quero deixar-lhe um convite muito especial para nos enviar as suas questões, não importa se elas são simples, se são complexas ou até se lhe parecem demasiado óbvias ou sem grande sentido.

Isto porque não há perguntas erradas quando nós procuramos aprender mais sobre aquilo que está escrito e que diz a Bíblia. Muitas vezes são justamente essas dúvidas que abrem espaço para nós fazermos descobertas cada vez mais profundas. Por isso, não hesite, não se iniba, escreva-nos a sua pergunta para o e-mail

As chaves e a mordomia

programas arroba novotempo.pt ou então por mensagem para o número 933-939291. Estamos aqui para caminhar consigo no estudo da palavra de Deus, por isso envie-nos a sua questão. Quando nós lemos o texto de Mateus, no capítulo 16, versículo 19, nós vamos ver que Jesus fala em ligar na terra e ligar no céu. O que significarão, afinal, estas palavras de Jesus? No programa de hoje, nós partilhamos consigo duas perguntas que procuram exatamente explorar o verdadeiro significado destas expressões aparentemente enigmáticas ou que, na verdade, podem gerar alguma dificuldade na sua interpretação. Pois bem, para nos ajudar a compreender o verdadeiro significado destas palavras que foram preferidas por Jesus, temos connosco o Teólogo Dr.

Machado. Olá, Arthur. Olá, Marco. Bem-vindo. Preparado para mais uma pergunta? Nós vamos já partilhá-la com todos. E a pergunta é, como é que nós devemos compreender a função de ligar e desligar, que Jesus atribuiu em Mateus 16-19? Será que isso tinha que ver com o perdoar dos pecados? Portanto, temos aqui uma avançada e uma possível resposta. Exatamente. Ora bem, o contexto de Mateus, capítulo 16, versículo 19, nós até já o analisámos aqui num programa anterior, quando falámos sobre se Pedro era ou não era a pedra, é exatamente o mesmo contexto. Portanto, Jesus Cristo está com os seus discípulos na cidade de Cesareia de Filipos, E ele pergunta-lhes quem dizem, as pessoas que eu sou. E perante a diversidade de respostas que foram sendo divulgadas pelos discípulos, Jesus depois devolve-lhes a pergunta a eles e vocês, quem é que vocês dizem que eu sou?

E quando Pedro diz que tu és o Cristo, o Filho de Deus vive, portanto, no fundo és o Messias, Jesus faz a afirmação de que ele é que edificaria a sua igreja e de que ele era a pedra sobre a qual a igreja estaria fundada e, na sequência dessa intervenção, surge então Mateus capítulo 16. Versículo 19, que diz, eu te darei as chaves do reino dos céus e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus. O que nos interessa saber é o que é que significa esta chave e o que é que significam as palavras ligar e desligar. Começamos pela chave. Vamos ver que na Bíblia as chaves são uma metáfora para autoridade.

E, portanto, uma das funções que aparece na Bíblia associada ao conceito das chaves é a função no mordomo. Nós encontramos esta função, por exemplo, com Abrão, que tinha o seu mordomo, a pessoa que estava responsável por todos os seus bens, pela gestão dos seus bens, que era Eliezer. Também vimos que José, na casa de Potifar, exercia, embora fosse escravo, exercia essa função de gerir todos os bens que existiam na casa de Potifar. E ao Mordomo, portanto, na investidura das suas funções, se não lhe eram dadas fisicamente, pelo menos eram-lhe dadas de forma simbólica as chaves.

E Isaías, no seu livro, menciona que quando Eliakim sucedeu a Sébna como mordom do rei Ezequias, o profeta Isaías vai traduzir justamente isso. No capítulo 22 do livro de Isaías, nos versículos 19 a 22, é dito o seguinte, demitir-te-ei do teu ofício e arrancar-te-ei do teu assento. E será naquele dia que chamarei a meu servo Eliakim, filho de Ilkies, e revestí-lo bem da tua túnica e esforçá-lo bem com o teu talabarte. e entregarei nas suas mãos o teu domínio, e ele será como pai para os moradores de Jerusalém e para a casa de Judá. E purei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro, abrirá e ninguém fechará, fechará e ninguém abrirá." E, portanto, aqui temos, Isaías vai profetizar que Eliakim vai ter justamente esta função de mordomo de tudo aquilo que era do rei Ezequias e, portanto, daí o conceito de chave.

Ele vai abrir e ninguém vai fechar, ou seja, aquilo que ele fizer está feito, aquilo que ele desfizer está desfeito. E era isto que traduzia. O mordomo era aquele que era o representante do seu senhor. Também já vimos isso aqui num programa anterior, quando falamos da parábola do mordomo infiel. Era, portanto, um administrador dos bens, quer se tratasse de um âmbito doméstico, ao encargar-se de um assunto de uma casa, quer aqui, como se tratava de Eliakim, de um domínio mais vasto, que era, portanto, o domínio de um reino. O modomo recebia, portanto, esta função, a função de ligar e de desligar. Flávio José, que é um historiador contemporâneo de Jesus e que vai fazer a história do povo judeu, refere que no reinado da Rainha Alexandra, que reinou entre os anos 78 a 69 a.C., portanto, muito perto do período dos asmoneus, Ele diz que os fariseus, escreve no seu livro, que os fariseus tiveram largos poderes que lhe foram concedidos por esta rainha e que, através desses poderes, eles gozavam da liberdade de banirem, convocarem, libertarem ou comprometerem quem bem Entendessem.

Ora, o contexto de Mateus 16-19 sugere que estas duas palavras, ligar e desligar, fazem alguma referência à responsabilidade que os dirigentes da Igreja, ou que a própria Igreja como um todo, tem para com os seus membros. E esta expressão vai aparecer mais adiante no capítulo 18, nos versículos 15 a 18, num contexto de faltas que são cometidas dentro da comunidade cristã. E eu quero chamar a atenção para essa passagem. E ela diz assim, se o teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só. Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. Se ele não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas, Toda a palavra seja confirmada.

Se ele não escutar estas pessoas, diz-o à igreja. E se também não escutar a igreja, então considera-o como gentil e publicano. E Jesus conclui em Mateus 18, este discurso, com as mesmas palavras de Mateus 16 e 19 que nós estamos a ver no programa de hoje. Ele diz assim, em verdade vos digo que tudo o que ligares na terra será ligado no céu, tudo o que desligares na Terra será desligado no Céu. Portanto, esta expressão de ligar e desligar está conotada aqui em Mateus 18, que é como nós poderíamos dizer também o contexto próximo de Mateus 16, está conotada com as diligências que deveriam ser feitas para com alguém que teve uma dificuldade dentro da comunidade cristã.

E diz-nos uma outra coisa interessante. Não é apenas a Pedro que é concedida essa função de ligar e de desligar, mas aos outros apóstolos. E, por consequência, em Mateus 18, versículos 15 a 18, a todos os outros membros da igreja. Todos eles são considerados mordomos. Não exclusivamente uma pessoa. Não é exclusivamente uma pessoa. E isto é interessante porque o apóstolo Paulo Na primeira epístola aos Coríntios, no capítulo 4 e no versículo 1, vai dizer que os homens nos considerem como ministros de Cristo e dispenseiros dos ministérios de Deus. Nós já iremos ver que esta palavra, dispenseiros, Pode ser traduzida pela palavra mordomo. Paulo diz aos seus crentes de Coríntio que as pessoas nos considerem mordomos dos ministérios de Deus.

Na Epístola a Tito, ele afirma que o bispo também é mordomo. No capítulo 1 e no versículo 7, ele vai dizer que convém que o bispo seja irrepreensível como dispenseiro da casa de Deus. E, finalmente, também o apóstolo Pedro Na primeira epístola de Pedro, no capítulo 4 e no versículo 10, vai dizer que cada um administre aos outros o dom como recebeu, como dispenseiros, bons dispenseiros da multiforme graça de Deus. Portanto, nestas três passagens que eu acabei de mencionar, 1ª de Coríntios, capítulo 4, versículo 1, Tito, capítulo 1, versículo 7, e 1ª de Pedro, capítulo 4, versículo 10, há uma palavra grega que aparece, que é esta que nós vamos ver agora, que é a palavra oikonomos, que significa mordomo, supervisor ou dispenseiro.

E nestas três palavras, isto mostra-nos que ela é função de qualquer crente ou também de qualquer dirigente da igreja. É a presença carismática do Espírito Santo que confere aos crentes, aos apóstolos, aos dirigentes da igreja e a qualquer outro crente, esta função de mordomo. Jesus Cristo tinha justamente mencionado que o Espírito era imprescindível para um facultar a capacidade de compreensão da própria Bíblia, dos próprios ensinos de Jesus, e também na gestão daquilo que era a Igreja.

Portanto, Jesus dizia em João capítulo 14, versículos 16 e 17, eu rogarei ao Pai, Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conheceis, porque ele habita convosco e está em vós. A palavra que é traduzida por Consolador, que é a palavra grega parakletos, significa alguém que é chamado para estar ao meu lado, com o intuito de ajudar, de guiar, com o objetivo de orientar, de ajudar, de guiar e, portanto, esta presença do Espírito Santo era fundamental na vida da igreja para que este ligar e desligar fossem feitos não apenas com a autoridade da própria igreja, mas sem cometer Erros.

Porque o ser humano, nós sabemos, ele é sujeito a erros. Ele está sujeito a ser influenciável. A preconceitos. A preconceitos. Ou também, no seu juízo, a ajuizar mal. Daí que a presença do Espírito Santo é imprescindível para ajudar a Igreja neste objetivo de gerir as coisas de Deus. de ser mordomo das coisas de Deus, não apenas da sua vontade, mas também daquilo que são os diferentes aspectos que essa mordomia vai implicar e que nós iremos falar mais daqui a pouco. Portanto, fica salientado esta ideia de que é uma responsabilidade do mordomo de cada crente e que deve ser feito com responsabilidade, com discernimento, através da orientação do Espírito Santo.

Exatamente. Portanto, o dar as chaves está associado à função de mordomo.

Oferta do guia de estudo

Muito bem. Depois de já termos abordado a primeira pergunta, é agora o momento ideal para lhe mostrar algo que vai ser do seu agrado, pois trata-se de uma oferta que nós temos para si. Provavelmente já sabe do que estou a falar. Trata-se do Guia de Estudo da Bíblia com o título Evidências. Ele foi elaborado pelo subejamente conhecido Dr. Rodrigo Silva. Este manual foi pensado e criado para responder a 14 questões que irão ajudá-lo, sem dúvida, a despertar o seu interesse em aprofundar mais e mais o seu conhecimento das Sagradas Escrituras da Bíblia. Receber um exemplar igual a este que tenho aqui nas minhas mãos é muito simples e completamente gratuito. Basta enviar agora mesmo, a partir de agora, uma mensagem para o número 933 939291 a solicitar o Guia Evidências e depois receberá a namorada que nos indicar.

É tempo agora para um curto intervalo. Fico por aí para nos acompanhar na segunda parte do Fórum Bíblico, já a seguir uns curtos instantes.

Organização e ensino na igreja

TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Estamos de regresso para a segunda parte do Fórum Bíblico. Hoje estamos a refletir sobre o significado da função de ligar e desligar que Jesus atribuiu em Mateus, capítulo 16, no versículo 19 em específico. Para nos ajudar a compreender melhor este tema e o seu enquadramento bíblico, contamos, como habitualmente, com a presença do nosso convidado, o Teólogo Arturo Machado, que está connosco todas as semanas para esclarecer as suas questões sobre a Bíblia. Vamos então à segunda pergunta. Na primeira parte, nós já percebemos que ligar e desligar é uma responsabilidade espiritual confiada à Igreja e a cada crente, mas que deve ser exercida com discernimento e sempre sob orientação do Espírito Santo.

Exatamente, é isso mesmo. E agora, a segunda pergunta vai ajudar-nos a aprofundar mais ao detalhe, que é a função de ligar e desligar, que está em Mateus 16 a 19, faz referência a que aspectos concretos da vida da igreja? Muito bem. Vamos ao primeiro aspecto concreto da vida da igreja a que ela faz referência, que é a mordomia da organização e da administração. E logo num livro dos actos, dos apóstolos, nós verificamos que os discípulos sentiram uma necessidade de mexer de imediato na estrutura da igreja, porque eles introduziram uma função que não existia na altura e foi a função, por exemplo, de diáconos. Era necessário atender às necessidades sociais de um grupo específico de pessoas na igreja, que eram as viúvas.

Naquela altura não havia uma rede social que pudesse ajudar estas mulheres a sobreviver. e havia queixas de que a ajuda que chegava era mal distribuída, havia preferências e, portanto, os apóstolos quiseram que fossem nomeados pessoas que tivessem em atenção essas necessidades e também essa isenção por parte da Igreja à administração. Também é curioso que, quando sentia-se que havia alguma necessidade de evangelizar em determinado local, a Igreja em Jerusalém enviava para lá pessoas. E, apesar de alguns desses enviados serem até os dirigentes da própria Igreja, o caso de Pedro, o caso de João, o caso de Tiago, que o apóstolo Paulo reconhece, são as colunas da Igreja, nós vemos que, por exemplo, a um determinado momento, a Igreja enviou Pedro e João a Santa Maria.

Ou seja, a Igreja não se inibia, vamos enviar aqueles que são os nossos dirigentes máximos e, portanto, é a administração, a capacidade de administrar este território e as necessidades que a Igreja tem onde se vai verificar esta mordomia. O segundo aspecto que nós vamos ver que a Bíblia nos traduz é a mordomia do ensino. Jesus enviou os seus discípulos para eles poderem proclamar as boas novas a todo o mundo. E é curioso que no tempo de Jesus os rabis tinham a seu cargo a capacidade de ensinar. E eles traduziam essa capacidade de ensinar pela expressão ligar e desligar.

Ligar, no hebraico arramar e no grego déo, significava impor, obrigar, proibir. Desligar, que vinha do hebraico natar e do grego luó, significava justamente o contrário. Desobrigar, anular ou abolir. Portanto, na linguagem rabínica, o que estava associado ao ensino era traduzido pela expressão ligar e desligar. Não admira por isso que, por exemplo, havia um princípio rabínico que dizia a boca que liga é também a boca que desliga. E isto porquê? Porque, por vezes, nos ensinos rabiénicos, havia expressões que ajudavam as pessoas a perceber, ok, estamos conectados ou obrigados a fazer, a cumprir estas regras.

Ou estamos desobrigados de cumprir aquelas tais regras. Aliás, no ano de 70, há um rabi que é o Neconias Ben-Hakana, que fazia a seguinte oração. e avé meu Deus, Deus dos meus pais, digna de conceder que não suceda, nem a mim, nem aos meus colegas, declarar impuro o que é puro, nem puro o que é impuro, não proibir, e ele usa a palavra ligar, o que é permitido, nem permitir desligar, O que é proibido. É engraçado. Ele faz aqui um jogo de palavras. Portanto, também a expressão ligar e desligar faz alusão ao que é o ensino. E essa era uma função também da igreja e dos apóstolos.

O terceiro aspecto em que a mordomia da chave do ligar e desligar está associada é na aplicação da disciplina. Ou seja, nem Mateus 16, 19, nem o texto que eu mencionei ainda há pouco, no início do programa de Mateus capítulo 18, versículos 15 a 18, fazia alusão se alguém leva contigo, se alguém tem um problema contigo, leva contigo uma testemunha, se ele não te ouvir a ti, nem há testemunha, leva contigo duas ou três, se não te ouvir os dois ou três, leva contigo os anciãos. Portanto, todo esse processo... Um processo de gestão, Era um processo de gestão de crise, diríamos assim, de relação. Não é que a Igreja determine por si só quem é que deve ser perdoado, nem quem é que não deve ser perdoado.

A Igreja não tem essa capacidade. O perdão é divino. E, portanto, quando a Igreja perdoa ou quando eu perdoo, eu apenas estou a fazer, a ser o canal pelo qual a pessoa pode sentir que eu também contribuo na perspectiva de Deus. Houve quem tenha pensado que esta expressão de Jesus, tudo o que ligares na Terra terá sido ligado no Céu, seria a capacidade de Pedro e dos seus sucessores terem esta particularidade de dizer, tu estás perdoado, estás salvo, tu não estás perdoado, estás perdido. Mas não é bem assim, porque já Jesus tinha condenado os rabis por pensarem dessa maneira.

Jesus em Mateus capítulo 23 e no versículo 13 dizia, Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque fechais aos homens o reino dos céus, portanto, pimbas, e nem vocês entram, nem deixem entrar os que estão entrando. Portanto, Jesus não apoiava esta pretensão de que houvesse uma classe de pessoas que pudesse, por si só, dizer... Decidir quem é salvo e quem está perdido. Jesus não vai por aí. Aliás, quando nós verificamos concretamente na gramática o texto, nós percebemos que os verbos estão numa voz que é uma voz passiva.

E, na verdade, se nós traduzíssemos bem o texto de Mateus 16-19, o que ele está a dizer é o seguinte, tudo o que ligares na terra terá sido ligado nos céus, Tudo o que desligares na Terra terá sido desligado nos céus. Esta é a maneira correta de traduzir os verbos como eles lá estão no texto grego. O que significa que não é a ação da Igreja que determina o que Deus fará, é pelo contrário, a sintonia que a Igreja tem com Deus, lá está, pela ação do Espírito Santo, que lhe permite dizer que aquilo que Deus pensa no céu é aquilo que a Igreja executa na Terra. Logo, a Igreja tem que estar nessa sintonia completa entre ela e Deus.

A única maneira de poder, justamente, ser a mordoma da organização, do ensino e também da administração da disciplina. E nós vemos isto num livro dos Atos. dos apóstolos quando houve um problema sobre a admissão dos gentios, em que uma facção da igreja queria que eles fossem como os judeus, que tivessem todas as regras, a igreja reúne-se para decidir o que é que se vai fazer com esta massa de gente que está a entrar e que não é judia. E, quando eles finalmente decidem o que deve ser feito, Tiago tem o cuidado de dizer em Actos, no capítulo 15, para seu bem, ao Espírito Santo e a nós.

Cá está. Tudo o que ligares na terra terá sido ligado nos céus. Tudo o que desligares na terra terá sido desligado nos céus. É essa sintonia entre a Igreja e os crentes que pode permitir que a Igreja não é injusta na administração da Igreja. no ensino e também na disciplina. Portanto, o que esta expressão ligar e desligar nos ajuda a compreender é que nós devemos estar sempre em sintonia com Deus. A Igreja não tem, por exemplo, a capacidade de anular o que Deus disse. Se Deus deu mandamentos, a Igreja não os pode, por exemplo, desfazer.

Aliás, Jesus mesmo dizia que qualquer que fiular um destes pequeninos mandamentos e assim assinar aos homens, será declarado o menor no reino dos céus. Portanto, vamos já para a última frase do nosso programa de hoje, a função de ligar e desligar.

Conclusão e encerramento

Está relacionada com a gestão que cada comunidade de crentes faz do ensino, da administração e da disciplina da igreja, no contexto das orientações específicas deixadas por Jesus na sua palavra. E aqui temos o resumo final da ideia principal da RTE para compreendermos estas funções que foram atribuídas por Jesus. O nosso tempo está a esgotar-se rapidamente. Reparou que hoje nós falámos sobre a administração da Igreja à luz do ensino de Jesus, o que inclui o exercício da disciplina, da organização, do ensino, enfim, tudo isto sobre a direcção do Espírito Santo, como referiu o Arturo Machado. E é curioso que a última lição do Guia de Estudo e Evidências, a última lição deste manual que temos para lhe oferecer, tem exatamente por título a seguinte pergunta. Quem precisa da Igreja?

Quero conhecer a resposta a esta pergunta, então solicito agora mesmo este guia. enviando-nos uma mensagem para o número que já sabe de cor, 933-939291, e descubra não só a resposta a esta questão, que eu partilhei agora consigo, mas a muitas outras que são aprofundadas neste manual de estudo que foi elaborado, também já sabe, pelo Dr. Rodrigo Silva. O nosso programa tem que terminar por aqui. Agradeço a sua companhia e a sua participação e, porque cada pergunta tem sempre uma resposta, deixo já o convite para o nosso próximo encontro, na semana que vem, onde iremos explorar e entender outras importantes verdades que o texto bíblico nos vai revelando. Conto com a sua presença. Até lá, tenham um ótimo estudo da Bíblia e, se for o caso, não deixe de partilhar connosco aquelas que foram as suas dúvidas.

Fique bem.

Série
Fórum Bíblico · 69 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 34
Estreou
11 de Dezembro de 2025
Categoria
Espiritualidade