Evangelhos e Paganismo

Evangelhos e Paganismo

Novo15 de Outubro de 202626 min 1 s

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Olá, seja muito bem-vindo de volta ao Fórum Bíblico. Aqui estamos nós para mais este encontro dedicado ao conhecimento e à reflexão sobre a Palavra de Deus. Aproveito para deixar, uma vez mais, um agradecimento muito especial a todos aqueles que têm participado através do envio das suas perguntas. Na verdade, são essas contribuições que vão enriquecendo e vão dando sentido a este Fórum e que fazem deste programa um espaço de aprendizagem, mas também de partilha de semana após semana. Assim, sempre que tiver alguma questão, já sabe, pode enviá-la por uma mensagem para o número 933-939291, um número muito fácil de memorizar, mas se lhe for mais conveniente, também pode contatar-nos por e-mail, através do endereço

Origem dos evangelhos

programas-arroba-novotempo.pt, tal como já fizeram vários participantes deste programa. É o momento agora de darmos a conhecer a primeira pergunta e que, como sempre, lança também o tema que hoje estará em destaque, a qual será respondida com a ajuda, sempre muito bem fundamentada, do nosso convidado, o Teólogo Arturo Machado. Olá Arturo, bem-vindo também. Olá Marco. Muito obrigado pela sua presença e também por estar disponível hoje para responder a mais duas questões que temos para colocar e a primeira é a seguinte. Li em alguns livros que os autores dos evangelhos copiaram relatos de outros escritos pagãos relativos a certos aspectos da vida de Jesus e que os colocaram nos evangelhos de forma a dar mais credibilidade à sua vida.

Há alguma verdade nisso? Ora, esta não é uma questão recente, poderíamos pensar, sobretudo a partir do século XIX, com o avanço do racionalismo, em que vários filósofos e até depois, mais tarde, alguns teólogos e especialistas do texto bíblico vieram justamente a dizer que várias partes da Bíblia eram mitos. Eu relembro aqui os primeiros dois capítulos do livro de Génesis, Passagem do Mar Vermelho, e há até algumas partes dos Evangelhos. Mas, na realidade, aqui concretamente com os Evangelhos, esta acusação já remonta. há muitos séculos, muitos séculos mesmo. Por exemplo, um filósofo pagão chamado Celso dizia, num dos seus escritos, o discurso verdadeiro, que os cristãos tinham usado os mitos de Dané e Melanipe, do Auge e do Antíope, para fabricar a história do nascimento de Jesus.

Portanto, estes mitos eram mitos que já existiam, no tempo de Celso e, embora esta obra de Celso se tenha perdido, nós conhecemos o seu conteúdo através de um pai da igreja, que viveu entre o 3º e o 4º século, chamado Orígenes, porque Orígenes também escreveu uma obra contra Celso, portanto, a refutar os argumentos que Celso empregava para descredibilizar o cristianismo. Exatamente. E, portanto, origens ajuda-nos a perceber o que é que naquela altura se dizia contra os cristãos. E, portanto, este já era um argumento que se utilizava para dizer que os evangelhos não tinham tido qualquer...

não eram originais. Portanto, tinham realmente copiado dos mitos à volta para dar credibilidade a uma história que não amarecia. Mas, ao longo dos séculos, esta tem vindo a ser realmente uma ideia, como eu poderia dizer, recorrente de certos autores que querem fazer acreditar que aquilo que os Evangelhos dizem acerca de Jesus é tão credível como o que Homero diz acerca de Troia ou como o que Virgílio diz sobre a fundação de Roma. No fundo, o que estes céticos procuram alegar é que os evangelhos são mitos, ou seja, são histórias que na verdade não aconteceram, uma espécie de conto de fadas que não deve ser levado a sério.

Às vezes estes autores fazem algumas comparações entre aquilo que acontece nos evangelhos e os relatos que nós temos de outras religiões egípcias ou gregas ou até romanas, para dizer que aquilo que se relata acerca de Jesus Cristo, afinal de contas, já tinha acontecido séculos antes nesses mesmos escritos pagãos. Relatos como o nascimento milagroso de Jesus, por exemplo, a ideia de uma divindade que morre e que ressuscita de novo, são paralelos que realmente se encontram em textos antigos. Muito antes do primeiro século da nossa era, portanto indo lá para trás, nós temos as divindades egípcias como Osíris, Adónis, Átis e Horus, que já incluíam realmente contos de morte destes deuses e de ressurreição.

Portanto, estes deuses morriam e depois renasciam. Os persas veneravam o deus Mitra, que, curiosamente, vai aparecer mais tarde, no tempo do Império Romano, já no período do Cristianismo, e estas duas religiões vão ser concorrentes uma da outra. O Cristianismo e Mitra, o culto de Mitra, vão realmente concorrer. Dizia-se que Mitra era uma divindade que teria nascido de uma virgem, que morreu e que depois ressuscitou dos mortos. E, portanto, houve muitos escritores que foram retomando, como eu dizia, esta...

estes argumentos, até que há um poeta espiritualista que se chamou Geraldo Massi e que queria justamente que as pessoas acreditassem que o sistema de crenças preconizado pelo cristianismo era inteiramente derivado e roubado dos relatos pagãos. E este senhor fez uma obra colossal. O título dessa obra era o Antigo Egito à Luz do Mundo. É uma obra que foi lançada no início do século XX e que insistia que a história de Jesus, entre outras narrativas bíblicas, tinha sido essencialmente plagiada da mitologia egípcia, sobretudo uma história que era de calcada do deus Horus.

E, portanto, este autor escreveu esta obra. Por que é que eu estou a citar este autor? Não é porque as pessoas leiam bastante e, se calhar, muitas das pessoas que nos estão a ver nem sequer conhecem este senhor chamado Geraldo Massi, mas... Eu sou uma delas, portanto... Nós vemos hoje, ou assistimos, quer através da televisão, quer através dos nossos tablets, assistimos a muitos talk shows. Os talk shows estão na... estão na ordem do dia. E há um apresentador, um comediante americano chamado Bill Maher, que é apresentador, portanto, de um talk show, que é bastante crítico também da fé religiosa, e retomou Há alguns destes argumentos que Massi aponta nesse seu livro.

E ele dizia o seguinte. Escrito em 1280, antes de Cristo, o Livro dos Mortos descreve um Deus, Horus. Horus é o filho de Deus Osiris, nascido de uma mãe virgem. Foi batizado no rio por Anup, o batizador, que mais tarde foi decapitado, Como Jesus Horus foi tentado sozinho no deserto, curou doentes e cegos, expulsou demónios e andou sobre a água, ressuscitou a azar dos mortos, azar seria aqui um equivalente de láser, sim, diz ele, também tinha 12 discípulos. Horus foi crucificado e depois de três dias duas mulheres anunciaram que Horus, o salvador da humanidade, tinha ressuscitado.

Isto foi integralmente dito por este apresentador de televisão, portanto por este comediante Bill Maher, num talk show. E podem assistir, portanto, a isto através do YouTube. E como é dito por uma pessoa famosa, se nós não fizermos uma pesquisa aprofundada e bastante rigorosa, se calhar nós vamos acreditar nisto, tal como vamos acreditar naquilo que o Sr. Massa escreveu na sua obra colossal sobre o Antigo Egipto. E o que é que está em questão é que se realmente O que os evangelhos nos dizem acerca de Jesus não passou de um plágio.

Logo, aquilo que Jesus disse e a ética que ele propõe também não é vinculativa.

Mitos e paralelos

Está comprometido. Portanto, uma coisa leva rigorosamente à outra. Se nós aceitarmos que Jesus é uma invenção, a fé cristã perde essência e também perde consistência. Ora, mas quando nós começamos a pesquisar, nós percebemos que a história que Bill Maher conta, essa sim é uma invenção. Baseada na outra invenção, de Massi, porque, na verdade, todos nós sabemos que há um livro dos mortos. Até há mais do que um. Para dizer a verdade, há mais do que um livro dos mortos, mas Horus nunca é descrito da forma como Belmar o apresenta. Horus era realmente um filho de uma deusa egípcia, Ísis, mas Ísis era tudo menos virgem.

Os egípcios, ou seja, uma fábula antiga diz-nos que ela gerou o seu filho a partir do seu marido, mas o marido estava morto, o que só por si já é um fenómeno milagroso, digamos assim. Mas é precisamente aí que a comparação com Jesus Cristo termina, porque Isis não era um modelo de virtude nas fábulas egípcias. Também não temos nenhum registro, no Antigo Egito, de um Anup batizador.

Na verdade, este nome Anup é um nome modificado de Anpu, que é um nome copta, que os coptas dão ao deus egípcio Anubis. Mas a Anubis nunca batizou ninguém. E a Anubis também nunca foi decapitado. Esta informação não está em nenhum documento da arqueologia? Não existe. Na lenda egípcia, nós sabemos que Horus vai lutar com Cepte, que é o deus do mal. Mas não há qualquer relato de que Horus tenha sido tentado pelo diabo. Além do mais, nos mitos egípcios, Horus faz as pazes com Sete. Ele luta com Sete, mas nos mitos egípcios ele faz as pazes com Sete.

Enquanto que quando nós lemos os Evangelhos, nós percebemos que Jesus é tentado pelo diabo, E nunca faz as pazes com o diabo. Aliás, há um conflito. Há um conflito enorme entre os dois. Os relatos dos Evangelhos dizem mesmo que após o relato da tentação, o diabo deixou Jesus por um tempo, mas que foi sempre. esteve sempre por detrás de todas as tentações, até mesmo de algumas alegações dos fariseus para tentarem encontrar alguma coisa em Jesus. Várias vezes Jesus teve que enfrentar endemoniados. Portanto, há um conflito aberto entre Cristo e Satanás em todo o relato dos Evangelhos.

Também não encontramos nenhum registro de que Horus tenha ressuscitado um homem chamado Hazar. E Horus nunca teve doze discípulos, nunca andou sobre as águas, nunca foi crucificados. E, portanto, este relato que Bilmar conta, baseado na obra de Massi, é, na verdade, uma história fabricada. Eu até poderia dizer que, ironicamente, é um mito. Isto sim é um mito, porque estamos a dizer alguma coisa sobre alguém que nunca, não há qualquer prova, não há qualquer evidência. Também há autores que sugerem que o deus Mitra terá sido a base para os autores dos evangelhos.

Segundo se diz, Mitra nasceu a 25 de dezembro, tinha 12 discípulos, realizou milagres, esteve morto durante três dias e depois voltou à vida. Ora, este deus Mitra era um deus persa que os romanos, portanto, depois adotaram como sua religião e durante o Império Romano aconteceu que eram cultos, digamos como eu disse ainda há pouco, concorrentes. Mas o facto de Mitra ter nascido a 25 de dezembro não tem nada a ver com Jesus Cristo, por uma razão muito simples, os evangelhos não nos dizem que Jesus Cristo nasceu a 25 de dezembro. Aliás, num programa anterior que eu fiz aqui sobre o Natal, eu comprovei que Jesus, pela Bíblia, nunca nasceu a 25 de dezembro nem a 6 de janeiro, que são as duas datas mais celebradas pelo mundo cristão.

E, portanto, aqui nós não temos qualquer semelhança entre eles. Eu vou continuar a falar sobre o Mitra e sobre o Jesus na segunda parte do nosso programa, para nós podermos aqui fazer um pequeno intervalo. Muito bem. Para já ficamos com esta ideia que, se nós tivermos como base estas fontes de informação, uma análise rigorosa, percebemos que não há evidência nenhuma que, de facto, os Evangelhos tenham copiado algo proveniente de uma fonte da mitologia. Nós temos que avançar e como já sucedeu com episódios anteriores, muitas vezes nós temos colocado aqui o assunto da credibilidade da Bíblia e A propósito desse mesmo assunto, eu gostaria de apresentar o Guia de Estudo da Bíblia, a Origem de Tudo.

Este guia aborda diversos temas, como por exemplo a origem do universo, a origem da vida, a origem dos dinossauros, a origem do ser humano, a origem da ciência e tem um tema específico sobre a origem da palavra. Um estudo que trata precisamente do tema da credibilidade das escrituras, ou seja, se a Bíblia pode ser confiável do ponto de vista histórico e científico, e se existe alguma evidência de que ela seja efetivamente a palavra de Deus, o que estamos também hoje a ver no nosso episódio. Por isso, se nunca pediu este guia, eu gostava de aprofundar em particular estes temas, mas em específico o tema da credibilidade da Bíblia, então aqui eu deixo-lhe um bom motivo para pedir, agora mesmo, o Guia à Origem de Tudo, através de uma mensagem que pode enviar para o número 933-939291.

Este material, tudo aquilo que nós oferecemos é sempre gratuito e, por isso, este pode ser seu, sem nenhum custo, se nos enviar agora mesmo a sua mensagem. Eu convido a aproveitar o intervalo que vai ter lugar já de seguida para nos enviar essa mensagem ou talvez para nos enviar aquela questão, quem sabe, que o tem inquietado e para a qual ainda não obteve resposta. Se for esse o caso, não deixe de nos enviar a sua mensagem e não saia daí porque estaremos de volta para a segunda parte dentro de brevíssimos instantes. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança.

Testemunhas oculares

Muito obrigado por continuar connosco para acompanhar a segunda parte do Fórum Bíblico. No programa de hoje estamos a analisar a alegação de que os autores dos Evangelhos recorreram a relatos e mitos pagãos para compor alguns episódios da vida de Jesus e assim, dessa forma, conferir maior credibilidade à sua história. Muito bem, Artur. É este assunto que estamos a tratar. Já vimos na primeira parte, explicou-nos que essa alegação acompanha a história do cristianismo desde a antiguidade. Tive também a oportunidade de nos mostrar que alguns dos paralelos que muitas vezes são apresentados entre Jesus e e dividados pagãs, mencionou oros, mitra. Muitas vezes essas comparações que são feitas baseiam-se em informações ou que são incorretas ou, como vimos na primeira parte, muitas vezes até acabam por ser inventadas.

E a segunda pergunta é a seguinte. O que podemos concluir, lá está, acerca dos supostos paralelos entre relatos mitológicos e evangelhos, e muito importante, e que confiança podemos ter nos relatos dos Evangelhos acerca de Jesus, se isto for uma verdade, já vimos que provavelmente não é. Como vimos, estes supostos paralelos não os são. Regressando a Mitra, há quem diga que Mitra estava sempre acompanhado de doze discípulos. Não eram bem, forçosamente, doze discípulos. Há quem diga também que Mitra nasceu de uma virgem. Não, Mitra, segundo os relatos que nós temos, nasceu de uma rocha. E já vinha com uma espada na mão. e realmente era acompanhado do número 12, mas eram os 12 signos do Zodíaco, não eram os 12 discípulos tal como Jesus.

Dificilmente nós poderíamos ver que o Capricórnio, o Escorpião e o Sagitário teriam alguma coisa em comum com Pedro, Tiago e João. Portanto, daí nós não temos bem qualquer paralelo. E, portanto, o que nós verificamos é que, provavelmente, o que existia neste período de tempo, e isso é verdade, nós vemos que, no momento em que os Evangelhos aparecem, e eles são escritos muito rapidamente, quase após a ascensão de Jesus ao céu, pouco tempo depois os Evangelhos começam realmente a ser redigidos, portanto não se passa muito tempo entre o evento e a redação, é que havia uma grande expectativa naquela altura de um Salvador.

E todas estas religiões precisavam de um Salvador. Ora, o apóstolo Pedro vai justamente dizer-nos na sua segunda epístola, no capítulo 1, nos versículos 16 a 18, ele vai dizer assim, não vos fizemos saber a virtude e a vinda do Nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a Sua Majestade. Porquanto Ele recebeu do Deus Pai, honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz, Este é o meu Filho amado em quem tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do Céu, estando nós com Ele no Monte Santo. Pedro faz aqui alusão à transfiguração. Mas ele diz, nós não religimos os evangelhos a partir de fábulas. Poderíamos dizer a partir de mitos, a partir de mentiras. Nós fomos testemunhas oculares.

E, portanto, o que os evangelhos descrevem é aquilo que os discípulos, Mateus, Marcos e João viveram. Lucas, é verdade, não foi discípulo de Jesus, mas o próprio Lucas, no início do seu Evangelho, diz-nos que fez uma pesquisa acurada daquilo que tinha sucedido com Jesus depois de outros já terem escrito os seus relatos. Lucas assinala isso no capítulo 1. E é interessante que Lucas, quando escreve o seu evangelho, por exemplo, ao relatar que o sacerdote Zacarias teve a visão do anjo Gabriel no templo, ele vai nos dar alguns detalhes que podem ser verificáveis.

Ele diz-nos que Zacarias pertencia à ordem de Abias. Pela ordem de Abias, nós podemos saber quando é que Zacarias. foi ao templo. Ele diz-nos que isso aconteceu no templo de Herodes o Grande. E, portanto, nós também sabemos quando é que Herodes o Grande reinou. Da mesma maneira, no batismo de Jesus, Lucas vai dizer que Jesus foi batizado no 15º ano do Tibério César. Nós sabemos que o 15º ano do Tibério César vai suceder entre o ano 27 e o ano 28. Ele diz-nos que Póncio Pilatos era o governador da Judeia. Dá-nos indicações sobre quem eram os governadores das diversas províncias de Israel. E, portanto, tudo isso nós conseguimos verificar.

Embora não haja consciência entre os especialistas quanto à data em que os Evangelhos foram escritos, todos concordam que eles foram escritos num período relativamente recente dos acontecimentos que eles relatam. E há um facto importante. A destruição do Templo no ano 70 foi um acontecimento catastrófico para o mundo judaico. Os Evangelhos não relatam. Os Evangelhos não relatam a destruição do Templo. Quer dizer que eles foram escritos antes. antes do ano 70. E, portanto, isto é algo importante. Além do mais, o número de manuscritos que nós temos dos Evangelhos. Hoje os especialistas dizem que conseguem reconstruir o Novo Testamento com 99% de precisão, o que significa que há apenas 1.300 palavras que são sujeitas a variantes textuais.

Isto é algo inédito nos documentos antigos, o que nos mostra que os evangelhos, no relato que eles escrevem, são extremamente credíveis. E, portanto, as alusões de que os evangelhos teriam sido escritos a partir de relatos mitológicos é, ironicamente, um mito. Provavelmente. Alguns dos factos que os evangelhos relatam terão sido posteriormente aproveitados por algumas religiões pagãs para escreverem alguma coisa sobre os seus deuses. Ora, os pais da igreja que viveram antes do concílio de Niceia, portanto no ano 325, vão citar 32 mil vezes os relatos do Novo Testamento.

Isto significa que estes pais da igreja sabiam o que estavam a citar. E, portanto, nós temos provas suficientes, quer textuais, quer de investigação sobre os relatos mitológicos que existiam à volta do cristianismo. no início do Cristianismo, portanto no Império Romano, para perceber que quando estudamos afincadamente estes textos, nós percebemos que não existe realmente paralelos. De vez em quando há um autor que pretende tornar-se famoso tentando tirar alguma coisa mais rebuscada, mas rapidamente um estudo a profundidade percebe que aquilo não tem realmente qualquer credibilidade.

Podemos estar seguros de que os Evangelhos são relatos de testemunhas oculares que viveram e que experimentaram na sua vida aquilo que foi a convivência com Jesus Cristo e que depois nos transmitiram isso para a edificação da nossa fé cristã. Podemos estar seguros acerca desses relatos porque eles são absolutamente credíveis. Muito bem. Muito obrigado, Artur. Muito obrigado pela sua explicação.

Encerramento

E ela permitiu-nos, exatamente, perceber que os evangelhos não são adaptações de mitos pagãos e como claramente nos explicou, eles são relatos confiáveis, de acontecimentos reais e ainda até de encontro à segunda parte da nossa segunda questão, merecem por isso toda a nossa confiança. Muito obrigado. Infelizmente o tempo que dispomos está a chegar ao fim e temos mesmo de fechar o programa de hoje. A boa notícia é que este fórum está sempre aberto para receber e continuar a receber as suas perguntas sobre a Bíblia porque cada uma delas pode ser, como viu aqui, o ponto de partida para um estudo mais profundo da Palavra de Deus. Quanto a nós, estaremos de regresso já na próxima semana, com mais um novo episódio. Agradeço muito a sua companhia e espero voltar a contar consigo.

Até lá. Continuo a explorar as grandes verdades e os grandes ensinamentos da Bíblia e, se surgir alguma dúvida, já sabe, pode partilhá-la connosco, pois estaremos de todo o gosto em procurar a resposta consigo. Fique bem e até ao próximo episódio.

Sobre este episódio

Será que os relatos sobre Jesus nos Evangelhos são apenas cópias de mitos pagãos antigos? Descubra a verdade histórica por trás desta polémica.

Série
Fórum Bíblico · 69 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 69
Estreou
15 de Outubro de 2026
Categoria
Espiritualidade
Apresentação
Marco Figueiredo
Convidados
Artur Machado