Começa agora mais um episódio do Fórum Bíblico. Obrigado por escolher a nossa companhia e, dessa forma, partilharmos consigo este tempo dedicado ao estudo da Bíblia Sagrada à Palavra de Deus. Neste programa vamos analisar novas perguntas sobre mais um tema bíblico em específico. Talvez as respostas venham a esclarecer dúvidas que tenha antigas ou, quem sabe, possa despertar em si o interesse por este tema ou por outros temas que nunca tinha explorado ou que nunca tinha pensado tão profundamente. Por isso, convidamo-lo a acompanhar-nos com a sua Bíblia e, se assim o desejar e tiver condições, a tomar também algumas notas no seu tablet, num bloquinho de notas, para que depois possa recapitular aquilo que aprendemos.
Hoje vamos analisar um tema que é muito debatido no livro do Apocalipse, a respeito da identidade dos 144 mil. Quem serão estas pessoas? Será este número ali descrito no Apocalipse um número literal ou simbólico? Pois bem, estas são questões que estão expressas justamente nas duas perguntas que hoje vamos partilhar consigo neste fórum. Para nos ajudar a compreender este tema em concreto, dos 144 mil, contamos, como sempre, uma vez mais, com a presença, sempre muito esclarecedora, do teólogo Arturo Machado. Olá, Arturo. Olá, Marco. Bem-vindo, uma vez mais. E hoje o tema também é desafiante. É verdade. E um tema muito interessante. Já temos estudado outros temas, até recente, dos 24 anciãos.
Hoje falamos de um outro tema abordado na Apocalipse. E vamos, então, conhecer já a primeira das duas perguntas que temos para colocar hoje no programa ao teólogo Arturo. E a primeira pergunta é assim, gostaria de saber se me podem esclarecer sobre os 144 mil que aparecem no livro do Apocalipse. E depois a questão, claro, principal, quem é que são estas pessoas? Quem é que são estas pessoas? Quem é que diz respeito a este número? É verdade. É um dos números mais emblemáticos do livro do Apocalipse. um daqueles que tem realmente chamado a atenção de vários estudiosos ao longo do tempo e têm sido muitas as interpretações que se tem feito realmente deste número. Podemos dizer que ele aparece duas vezes no livro do Apocalipse, ele é mencionado duas vezes, ele é mencionado uma primeira vez no capítulo 7 do livro de Apocalipse, uma segunda vez no capítulo 14.
Mas, como eu estava a dizer, há várias interpretações. Há quem veja neste número os judeus, o número de judeus que se converterão ao cristianismo após o arrebatamento secreto. É esta a opinião de alguns eruditos. Outros pensam que tanto eles como a grande multidão que surge no capítulo 7 representam a Igreja. Portanto, são duas maneiras de se representar a Igreja, os 144 mil representam a Igreija antes da Grande Tribulação, a grande multidão representa a Igreja depois da Tribulação. Há quem pense que se tratam apenas de descrições de pessoas, mas tudo relativo ao primeiro século, nada relativo ao futuro.
Há também uma outra perspectiva de interpretação, que é aquela que eu vos vou dar hoje, porque qualquer interpretação do livro de Apocalipse vai estar sempre agregada a uma linha de pensamento ou a uma escola de interpretativa do próprio conteúdo profético de Apocalipse. e aquela com a qual eu mais me identifico e que eu penso que é aquela que mais concorda com aquilo que é a Bíblia, é a denominada historicista, isto é, que vê que o livro do Apocalipse, no fundo, o que ele descreve é a história do povo de Deus desde um determinado período de tempo, desde o início da Era Cristã, vamos dizer assim, até ao momento do clímax escatológico, que é a criação da nova
Terra. O livro de Apocalipse descreve-nos, digamos, essa cronologia. Para fazermos rapidamente o ponto da situação, nós dissemos que a primeira vez que os 144 mil aparecem é no capítulo 7, O capítulo 7 é um capítulo que está englobado numa descrição de sete selos. O livro de Apocalipse tem uma visão introdutória, depois tem cartas às sete igrejas, que é uma forma de mostrar a história da igreja ao longo dos séculos, e depois vêm os sete selos e depois vêm as sete trombetas. E todos eles, sete cartas, sete selos, sete trombetas, tratam da mesma questão, a história da igreja ao longo dos séculos, até ao tal clímax escatológico.
Utilizando símbolos, utilizando imagens... Imagens diferentes e vão sempre apresentando novas perspectivas. Agora, é importante vermos este capítulo 7. O capítulo 7 é um parênteses. entre o sexto e o sétimo selos. A conclusão do sexto selo leva-nos aos eventos finais da história da Terra que conduzem à segunda vinda de Cristo. E, na verdade, o sexto selo, que está no capítulo 6 do livro de Apocalipse, termina com uma pergunta e com uma constatação. Vem aí o dia da ira do Cordeiro, a ira de Jesus Cristo, ou o dia do juízo, como queiramos chamar-lhes, e a pergunta é quem poderá subsistir? Esta é a pergunta com que encerro o capítulo 6.
E o capítulo 7 começa justamente com a afirmação de João e, depois destas coisas, eu vi outro anjo, vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma. Portanto, para responder à pergunta quem poderá subsistir, João vai dizer, eu comecei por ver isto. Claro que nós temos aqui esta expressão, quatro cantos da terra, é uma expressão de universalidade, ela é muitas vezes usada na Bíblia para descrever os quatro pontos cardeais, norte, sul, leste ou oeste, portanto, os quatro cantos da Terra significa a Terra na sua totalidade.
E não uma prova que a Terra é plena, como já vimos também no programa anterior. Exatamente. Estes quatro cantos estão relacionados com estes quatro ventos. Também, se nós formos ver Daniel, capítulo 7, versículo 2, ou Jeremias, capítulo 49, versículo 36, vemos que os ventos, na Bíblia, simbolizam forças destruidoras, são agentes de Deus, mas de forças destruidoras. A terra e o mar são usados na Bíblia para designar povos, nações, de onde podem emergir poderes. Aliás, mesmo no próprio livro de Apocalipse, há um animal que sobe da terra, há um animal que sobe do mar, e esses dois grandes animais são movimentados pelo dragão, por Satanás, e, portanto, terra e mar são a designação de povos ou de nações e as árvores, que o texto menciona, as árvores são muitas vezes utilizadas na Bíblia para designar o justo.
O Salmo 1, por exemplo, diz que o justo é como uma árvore plantada junto a ribeiros de águas. Portanto, João começa por ver um uma visão, por ter uma visão, que há qualquer coisa de interessante que vai acontecer. E ele depois diz nos versículos 2 e 3, ouvi, isto é importante, João não vê, no capítulo 7, ele não vê os tais 144 mil. Ele ouve o número dos assinalados. São pessoas que são seladas. Nós não temos aqui tempo para falar deste selamento. Podemos apenas evocar que no capítulo 8 e 9 do profeta Ezequiel, Ezequiel também vê que a elite religiosa do povo de Israel está comprometida com a idolatria.
Estão a adorar e Deus vai dizer ao profeta Ezequiel, eu vou selar nas testas aqueles que são o meu povo. para os distinguir, para o juízo, de todos os outros que são idólatras. E, portanto, o selamento tem Vários significados. Aliás, nós vamos ver na Bíblia. Celar na Bíblia tem vários significados, diferentes significados. Ele pode significar propriedade. Era colocada uma marca nos animais, nos objetos que pertenciam a alguém e, portanto, essa marca designava a posse. A circuncisão, era uma marca de pertença do próprio povo de Deus ao próprio Deus.
Um selo, portanto, primeiro ele pode designar propriedade, um selo também é sinal de proteção. Nós podemos lembrar Caim. Caim mata Abel e ele diz, agora qualquer que me encontrar vai me matar. E Deus coloca um selo em Caim, coloca um sinal em Caim para dizer não. Com este sinal, tu não vais ser o alvo daquilo que tu fizeste. Ou seja, mesmo assim, um selo pode significar justamente a proteção. Uma terceira, um terceiro significado do selo, e nós podemos também ver de imediato, é que o selo é uma marca de genuinidade. No mundo antigo, os vasos, as casas, os túmulos eram selados como garantia contra a violação, o selo denotava confiança.
Portanto, quando João assinala ou ouve que estes 144 mil são os assinalados de Deus, ele percebe que são a propriedade de Deus, ele percebe que eles são protegidos por Deus, ele percebe que eles são um povo de Deus genuíno. É isto que quer dizer. E chegamos então ao versículo 4 e João diz, ouve o número dos assinalados e eram 144 mil assinalados de todas as tribos de Israel. Logo por aí percebemos algumas características destes 144 mil. Muitas pessoas olham para aqui e pensam, ah, é o povo de Israel na sua totalidade. Mas isso iria a contrassenso da Bíblia em várias circunstâncias.
Primeiro porque as tribos já não existem. Nós temos que perceber que, no século VIII, os assírios invadiram o Reino do Norte, onde estavam dez tribos, e exilaram-nos. Nunca mais soubemos dessas dez tribos. Desapareceram. E, portanto, no tempo de Jesus, As 12 tribos não existiram. Logo, João está a ouvir qualquer coisa, o número dos assinalados do povo de Israel, mas o povo de Israel é o povo de Deus, porque não nos esquecemos que a palavra Israel significa aquele que luta com Deus e vence. E logo, isto é importante, também é importante perceber que, na perspectiva da Bíblia, tudo aquilo que era o privilégio do povo de Israel, ser o povo da Aliança, serem os mandatários de Deus na Terra, passou para a Igreja.
Portanto, o povo de Israel, como povo escolhido, fracassou no primeiro intuito de Deus e Deus alargou a perspectiva. Passaram a ser o povo de Israel mais os gentios. E, portanto, esta designação Israel não significa que seja o Israel literal. Da mesma maneira, temos que perceber que estamos num capítulo simbólico. E, portanto, este número 144 mil, isto compõe-se de uma maneira muito simples. É 12, vezes doze, vezes mil. E a palavra mil é a palavra elef, que é a palavrinha que nos vai servir agora. Elef, no hebraico, designava uma unidade militar básica no Antigo Testamento. Ou seja, o povo de Israel, quando ia para a guerra, eram divididos em unidades de mil.
E, portanto, o que João ouve é o número de um povo de Deus que está prestes a entrar num conflito. E isto é que é importante. E por aqui nós ficamos, porque daqui a pouco continuaremos a nossa explicação. Muito bem. Isso aí fica prometido. Nós estamos, já percebeu, estamos a chegar praticamente ao fim da primeira parte do nosso programa, mas antes eu quero apresentar-lhe a oferta que temos para sair. Também já sabe que fazemos isto em todos os programas. Em todos os programas nós escolhemos um material que preparamos com com muito carinho para lhe oferecer, e hoje escolhemos o Guia de Estudo da Bíblia intitulado, não poderia deixar de ser, Apocalipse, o qual já oferecemos até num programa anterior.
Com o estudo deste manual, vai ter a oportunidade e o convite, o desafio, de percorrer todos os 22 capítulos do livro de Apocalipse e poderá também descobrir como serão os eventos finais da história, como aqui já foi comentado, e, acima de tudo, qual é o plano de Deus para o seu povo e para a sua vida. Além disso, poderá complementar e aprofundar ainda mais o tema dos 144 mil, que poderá estudá-lo na lição número 5 deste manual, que tem exatamente por título os 144 mil salados. Por isso, se ainda não têm este material, então aqui tem mais uma boa razão para o solicitar agora mesmo. para o receber de forma totalmente gratuita em sua casa, também já sabe isso, apenas precisa de nos enviar uma mensagem para o número que já conhece, certamente, 933-939291, mencionando o Guia de Estudo Apocalipse.
Depois, e se já conhece o processo, nós entraremos em contato consigo para tratar do envio e assim receber este precioso material para estudar um livro tão vasto. Há pouco, o Teógrafo Machado verbalizou que o tempo é sempre muito curto para explicar estes assuntos do Apocalipse e, portanto, ao disponibilizarmos este recurso, será uma forma para aprofundar o estudo do Apocalipse. Continuo, por isso, connosco para acompanhar a segunda parte, para percebermos
em detalhe ainda mais este tema dos 144 mil. Nós voltamos já dentro de breves instantes. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Obrigado por continuar na nossa companhia. Estamos a começar a segunda parte do Fórum Bíblico, hoje dedicado a um tema que gera muita discussão e que está presente, como já dissemos no início, nos capítulos 7 e 14 do livro de Apocalipse. Estamos a estudar o número dos 144 mil para perceber quem são. Na primeira parte já vimos que se trata de um número simbólico. E agora vamos conhecer a segunda pergunta que dará continuidade ao estudo deste tema, com a participação e a ajuda sempre preciosa do Teólogo Arturo Machado.
Vamos então, e a segunda pergunta é, o número dos 144 mil em Apocalipse é uma alusão às tribos de Israel ou ao povo de Deus no seu todo? Muito bem, é uma boa pergunta, porque realmente ele vai fazer alusão às tribos. No entanto, nós podemos ver, como nós acabámos de salientar, essas tribos já não existem. Se elas já não existem, porquê que João faz alusão a estas tribos? E começamos por explicar através de uma tabela. Nós temos, portanto, a alusão a essas tribos, e essas tribos aparecem nestas passagens que eu tenho ali em cima. Em Apocalipse 7, em Génesis 49, em Números 1, versículos 5 a 15, e em Ezequiel 48. Tanto em todas as passagens temos aqui um.
Temos as listas das tribos. E uma coisa que qualquer pessoa pode fazer com estas listas é colocá-las numa tabela e perceber que elas não são idênticas. Exatamente. Elas não estão alinhadas de forma idêntica. Há sempre ali discrepâncias entre cada uma destas tabelas. Por exemplo, Judá aparece em primeiro lugar no capítulo 7 por uma razão muito simples. Judá não é o primeiro filho de Israel, mas é de Judá que vem o Cordeiro. E, portanto, Jesus Cristo é da tribo de Judá, logo ele aparece ali. Há duas tribos que não aparecem, Dan e Efraim, por uma razão muito simples. Dan, é dito na Bíblia, é serpente junto ao caminho. A tribo de Dan foi uma das tribos que foi idólatra.
Já o livro de Juízes falava da idolatria da tribo de Dan. E também a tribo de Efraim, que muitas vezes vai tipificar as dez tribos do Reino do Norte, ficou connotada sempre pelos profetas com esse desvio da idolatria. Não aparecem em Apocalipse 7. E se nós pensássemos bem, na verdade, não havia 12 tribos, havia 13. porque Levi não tinha herança. E a tribo de José, que aparece em algumas listas, na verdade não existe. Existem dois filhos da tribo de José. Manassés e Efraim. Logo, há estas coisas nas tribos que nós temos que perceber. É por isso que quando João vê, ele não vê 144 mil.
João ouve o número dos assinalados, diz ele, de todas as tribos de Israel, Mas depois ele diz, versículo 9, depois destas coisas olhei e eis aqui uma multidão a qual ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas, com palmas nas suas mãos, e clamavam com grande voz dizendo, salvação ao nosso Deus que está assentado no trono e ao Cordeiro. Aparentemente, ele ouve 144 mil, mas quando ele vê, vê uma multidão que ninguém consegue contar, uma multidão incontável. O que João aqui está a fazer é uma técnica literária. Ou seja, João utiliza aqui uma técnica literária, presente noutras partes do Apocalipse, através da qual aquilo que ele ouve primeiro corresponde àquilo que ele vê depois.
Eu dou-vos alguns exemplos. No prólogo do livro do Apocalipse, João ouve por trás de si uma voz como trombeta. Seria de esperar, quando ele se voltasse, que ele visse uma trombeta, mas não. Ele vê Jesus, que anda no meio dos sete candeeiros. No capítulo 5, ele ouve que o leão da tribo de Judá venceu. Quando ele se vira, ele vê um cordeiro, não vê um leão. E, portanto, na última visão do livro, João ouve a noiva, a esposa do Cordeiro. Pensaríamos na Igreja, mas ele vê descer a Nova Jerusalém. Da mesma forma, no capítulo 17, ele ouve acerca de uma prostituta que está sentada sobre muitas águas, mas o que ele vê em seguida é uma mulher sentada numa besta escarlate.
O que João ouve vai depois corresponder àquilo que ele vê. Ele ouve 144 mil, mas ele vê uma grande multidão. Ele ouve os assinalados de Israel, mas a grande multidão é de todos os povos da Terra, tal como Jesus tinha enviado. Jesus tinha enviado a Igreja a toda a Terra. os seus discípulos, evangelizar todos os povos, todas as nações, todas as tribos. Aliás, uma outra coisa que concorre para o que eu estou a dizer é o significado de uma palavrinha grega para multidão, a palavra oklos. A palavra oklos, traduzida no versículo 9 por multidão, significa também exército. Ora, nós acabamos de dizer que a palavra é lef.
era justamente as unidades militares do povo de Israel, no Antigo Testamento. Logo, esta grande multidão corresponde a esses 144 mil. Os generais romanos, quando venciam uma batalha, eles eram recebidos usando vestes brancas e palmas nas mãos. E da mesma maneira, estes elementos são vencedores. Ora, nas cartas às sete igrejas, João promete, ou Jesus promete, que aquele que for vencedor, é assim que termina cada carta, aquele que vencer herdará. E, portanto, é isto que João vê. Logo, há muitos especialistas que acreditam que o que se vê no capítulo 7 é isto.
Ou seja, no capítulo 7 do Apocalipse, os 144 mil são a Igreja de Deus no Tempo do Fim, na Terra, porque diz que estes são os que passaram pela Grande
Tribulação, referindo-se à Grande Multidão. Portanto, os 144 mil são aqueles que na história da Igreja passam pela Tribulação, enquanto que a Grande Multidão é a Igreja de Deus no Tempo do Fim. Ou seja, é a distinção entre o que nós dizemos Igreja militante e Igreja triunfante. No capítulo 7. Quando passamos ao capítulo 14, há muitas distinções, muitas comparações que nós podemos ver entre a grande multidão e os 144 mil que voltam a aparecer. Mas aqui já estamos num contexto um pouco diferente. Enquanto que no capítulo 7 a grande multidão está diante do Cordeiro, No capítulo 14 não há grande multidão, só há os tais 144 mil.
Ora, estes 144 mil que estão ali no capítulo 14 estão também diante do trono, tal como a grande multidão estava. Se foram resgatados, tal como a grande multidão foi, se a grande multidão lavou as suas vestes no sangue do Cordeiro, estes 144 mil do capítulo 14 não se contaminaram com mulheres, significa que não seguiram religiões idólatras. No capítulo 14 não há grande multidão. só há 144 mil. Mas as características dos 144 mil do capítulo 14 correspondem aos da grande multidão do capítulo 7, não aos dos 144 mil do capítulo 7.
E isto leva os especialistas, alguns especialistas, a perceber o seguinte. Enquanto que no capítulo 7 nós estamos num contexto mais histórico, no capítulo 14 nós já estamos num contexto mais escatológico. Estes 144 mil são aqueles que venceram o último grande desafio que se coloca ao povo de Deus no final dos tempos. E, por isso, há muitos especialistas que dizem que, enquanto os 144 mil, ou a grande multidão do capítulo 7, representam a igreja fiel de Deus ao longo da história, no capítulo 14, eles representam a igreija fiel de Deus no fim da história. E, portanto, há esta semelhança e esta diferença.
É sempre a igreja fiel de Deus. Mas uns passaram por uma experiência e os outros passaram por uma outra experiência, cada um com a sua experiência particular e própria. Mas não se trata de forma alguma de um número literal, trata-se de um número simbólico no qual o que lá está inscrito é o povo de Deus. Porque várias vezes isto acontece no Apocalipse. Há doze portas, há doze pérolas, há doze tribos, há doze apóstolos e o doze é o número do povo de Deus. Daí que doze vezes doze vezes mil, vai dar este número, 144 mil. E serão todos salvos em Cristo. E serão todos salvos. Não se trata de uma elite especial que será salva e outros que não serão, ou de uma elite que terá privilégios de salvação que outros não terão.
Com Deus, nós somos todos filhos criados e resgatados. Então simplesmente o aceitaram e foram fiéis. Exatamente. Muito bem. O nosso tempo não dá para mais. Eu agradeço muito, Arturo, pela forma magistral, como num tempo tão reduzido que temos, conseguiu discorrer este assunto e explicá-lo desta forma tão clara, e certamente que quem tem esta dúvida, certamente ficou bem mais esclarecido. Muito bem, e é assim que chegamos ao fim de mais um Fórum Bíblico. Hoje as perguntas, como viu, foram sobre os 144 mil mencionados em Apocalipse, e acredito também que quererá saber quais serão as próximas perguntas que irão ser respondidas na próxima semana. talvez seja aquela que já nos enviou, mas certamente estou a falar para alguém que também terá alguma dúvida sobre algum assunto em particular da Bíblia, mas que ainda não enviou para este programa.
Se for esse o seu caso, Então eu desafio-o a não hesitar e a partilhar a sua dúvida connosco. É muito simples. Pode enviar as suas perguntas por telemóvel, por uma mensagem no WhatsApp para o número 933-939291, ou então, se preferir, para descrevê-la com mais detalhe, pode fazê-lo por e-mail para o nosso e-mail, que é programas-arroba-novotempo.pt. Em ambos os casos, mencione sempre o programa Fórum Bíblico para que as perguntas cheguem até nós. O que realmente importa, e isso é o mais importante, é que não fique com nenhuma dúvida sem resposta quando lê ou quando estuda a Bíblia. Nós temos que ficar por aqui. O nosso tempo está a esgotar-se. Agradeço, uma vez mais, muito a sua participação. Na próxima semana, prometemos que vamos regressar, como disse, com novas questões sobre aquilo que a Bíblia nos transmite e nos revela e as suas questões são tão importantes para nós que queremos continuá-lo, ajudar a encontrar respostas através deste programa, o Fórum Bíblico.
Fica renovado o convite. Participe. Coloque as suas perguntas e acompanhe-nos na próxima semana. Teremos todo o gosto em recebê-lo aqui novamente. Até lá, fique bem e bom estudo da Bíblia.
Quem são os 144 mil mencionados no livro de Apocalipse? Descubra o significado deste número simbólico e o plano de Deus para a sua salvação.
Neste episódio do Fórum Bíblico, analisamos um dos temas mais debatidos e intrigantes do livro de Apocalipse. Com a ajuda do teólogo doutor Artur Machado, exploramos as diferentes interpretações deste número misterioso que aparece nos capítulos 7 e 14. Será que se trata de um grupo literal, de uma elite espiritual com privilégios exclusivos, ou haverá uma explicação simbólica mais profunda e esperançosa por trás destas palavras proféticas?
Ao longo do programa, percebemos que a Bíblia utiliza uma belíssima técnica literária onde aquilo que o apóstolo João ouve é revelado de outra forma quando ele olha. Ao ouvir o número de 144 mil selados das tribos de Israel, João depara-se logo a seguir com uma grande multidão incontável de todas as nações, tribos, povos e línguas. Compreendemos assim o significado do selamento como sinal de propriedade, proteção e genuinidade, e como este número simboliza a totalidade do povo de Deus em tempo de conflito espiritual.
Com uma abordagem historicista e clara, o doutor Machado recorda-nos que as tribos literais já não existiam no tempo de Jesus, o que reforça a natureza simbólica desta mensagem. O número doze, multiplicado por si mesmo e por mil, aponta para a igreja fiel de Deus ao longo da história e no fim dos tempos. Como foi destacado no episódio, com Deus nós somos todos filhos criados e resgatados, sem distinções ou privilégios de salvação. Este estudo traz-nos paz e a certeza de que a vitória final pertence ao Cordeiro e a todos os que decidem ser fiéis.
Qual é a sua opinião sobre o simbolismo dos 144 mil no Apocalipse? Partilhe as suas reflexões nos comentários e envie este vídeo a um amigo que também queira compreender melhor as profecias bíblicas.
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