Reconciliação e Esperança

Reconciliação e Esperança

22 de Fevereiro de 202657 min 44 s

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Na semana passada marcámos encontro consigo para podermos voltar a abrir a Palavra de Deus e podermos descobrir aquilo que o Senhor Deus tem escrito, deixou para cada um de nós, através de duas epístolas. Nós já tivemos algum tempo, nos outros episódios, a debruçar-nos sobre a epístola aos filipenses e agora estamos mais focados na carta ou na epístola aos colossenses. Duas cartas escritas são da autoria do apóstolo Paulo. Eu sou o Jorge Duarte e comigo tenho sempre três amigos que me fazem companhia e ao mesmo tempo fazemos aqui uma conversa entre os temas que selecionamos e por isso mesmo passo a cumprimentar a minha equipa, digamos assim, o Pedro Esteves.

Olá, Pedro, mais uma vez. Obrigado por estares connosco. A Urte Linda. Obrigado. Bom dia, Pedro. Bom dia, Jorge. Obrigado, Hortelinda. E também o António. Voltamos a ter o António Rodrigues connosco. Obrigado, António, por estares connosco. Na semana passada, nós vimos a Excelência de Deus, Jesus como a Primazia do Céu, como a Excelência do Céu, a partir da epístola aos Colossenses. Hoje, e isto eu referi que na semana passada, nós iríamos falar hoje da reconciliação e da esperança, são também dois temas muito comuns nas epístolas do apóstolo Paulo, nas cartas do apóstolo Paulo, Antes, porém, dizer-lhe que nós estamos sempre no canal 186 da Mel. É bom referir isto. O canal de TV Novo Tempo é uma TV que tem, por princípio, a oferecer-lhe programas de esperança, programas de salvação, programas onde você pode encontrar Jesus e pode ter um conhecimento aprofundado sobre quem é o nosso Salvador.

Vamos abrir as nossas Bíblias, aqui também em estúdio, e eu vou convidá-lo a si, que está aí em casa, a poder abrir a sua Bíblia. Se não tem a sua Bíblia à mão, Tem mesmo que a teres. Pode usar através do seu tablet, do seu telemóvel, enfim, ou então em papel, como lhe der mais jeito. Mas vamos abrir neste momento em Colossenses capítulo 1. Vamos logo ao primeiro capítulo de Colossenses para lermos os versículos 21 e 22, que diz o seguinte.

A nossa antiga inimizade

A vós também, que noutro tempo eras estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, Agora, contudo, vos reconciliou no corpo da sua carne pela morte, para perante ele vos apresentar santos, irrepreensíveis e inculpáveis. Começando hoje pelas senhoras, vou começar pela Hortelinda. Hortelinda, como é que é a consciência da nossa antiga inimizado, não é? O Paulo está-nos a falar aqui, digamos, de um passado que nós tivemos com Deus, nos pode revelar, de alguma maneira, a necessidade de permanecermos em Jesus, de vivermos de uma forma contínua com Jesus. E de tudo o que Jesus viveu na cruz? Há aqui muita coisa que nós podemos hoje tirar dessa passagem.

Certamente que não é por acaso que o apóstolo Paulo vai lembrar aos Colossenses a sua velha vida. Aliás, ele faz isso mais do que uma vez, não é? Eles são crentes que vieram do mundo gentílico, portanto eram, como ele diz no outro lugar, alheios à lei, às promessas de Deus, alheios à aliança, sem conhecimento, vivendo entregues à ignorância, à culpa, enfim, sem Deus no mundo, não é? E o apóstolo quer que eles pensem naquilo que eles eram antes e no enorme privilégio que lhes foi dado de eles terem um depois. De eles terem, através do sacrifício de Jesus, terem sido perdoados, justificados e restaurados. Não importando aquilo que tinha sido a sua velha vida, aquilo que tinha sido o percurso até ali.

Cristo agora os apresentava e nos apresenta a nós. diante de Deus, como santos irrepreensíveis e inculpáveis. O apóstolo João, no Apocalipse, tem uma expressão que eu gosto imenso. Ele diz, aquele que no seu sangue nos lavou dos nossos pecados e fez de nós um reino sacerdotal. Que privilégio. E mesmo aqui em Colossenses, eu gosto imenso do versículo 14. É um versículo que eu descobri nem há muito tempo. em que o apóstolo diz assim, ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o reino do filho do seu amor. Gosto imenso desta imagem de transladação, não é?

O senhor vai buscar-nos ao reino das trevas através de Jesus e nos transporta para o reino do filho do seu amor. Vai buscar-nos como nós estávamos. Como estávamos? Lá, vocês gentios, cheios de pecados, de ignorância, foi-vos buscar em Cristo, vos tornou justos, limpos, santos e vos transportou para o seu reino, o reino do seu amor. Deus fez tudo isto. Mas tudo isto, a vocês gentios e a cada um de nós, isto é vivido em liberdade. Isto é vivido aceitando e aderindo. O que quer dizer que é sempre possível fazer a viagem contrária. Podemos sempre deixar o reino do filho do seu amor para onde formos transportados e escolhermos fazer a viagem no sentido contrário.

Foi isso que aconteceu com Lucifer. Foi o que aconteceu com Lucifer. E com a terça parte dos anjos. E com a terça parte dos anjos e com Adão e Eva e com todos nós finalmente de alguma maneira. E esta transladação inversa, negativa, pode Acontecer. Então o apóstolo põe-nos de sobreaviso com isto, não é? Lembre-se do que vocês foram. Porque apesar de termos sido lavados, purificados, transportados e vivermos geograficamente, no sentido espiritual, num outro reino, voltar atrás é sempre possível. E o que é pior ainda é que isto pode acontecer quase impercetivelmente. Isto pode acontecer sem que nós nos apercebamos gradualmente, através de desatenções, de tentações, de distrações, de ocupações.

Gradualmente podemos ir fazendo esta viagem de regresso ao mundo de onde saímos. e realmente perdermos esta maravilhosa obra de salvação que Jesus nos veio oferecer. A verdade é que Deus fez isto para salvar toda a gente, sem exceção. Porque é que tantos não serão salvos? É porque não sabem aproveitar isto, não é? Mas nós só fazemos esta viagem contrária exatamente porque somos livres. Exatamente. Portanto, a liberdade é uma característica permanente à qual Deus deu uma importância tal que vivemos tudo isto e Deus também connosco. Não é? Todo este sofrimento e esta vida. Porque Deus quer-nos livres. Portanto, estás no reino do filho do seu amor, mas não obrigando.

é sempre livre de. E muitas vezes nós continuamos a usar mal esta liberdade, porque este outro mundo onde nós vivemos, de alguma maneira, nós deixámo-lo, mas ele não nos deixa inteiramente. Nós temos sempre uma tendência para voltar, há realmente uma correspondência entre aquilo que o outro mundo nos oferece e nós mesmos, e o nosso próprio desejo. Então, é necessário, sem cessar, atualizar a nossa aceitação da salvação de Cristo. É necessário, sem cessar, recomeçar cada dia a tua ligação com Deus, para que esta viagem de regresso ao mundo das trevas não aconteça.

É isto que o apóstolo, portanto, diz aqui. É importante. Tu perguntavas-me porque era importante realmente estarmos conscientes do que Cristo fez. É importante estarmos conscientes da fragilidade da nossa natureza humana e lembrarmo-nos sempre que, sem Deus, nós não podemos estar do lado dele. Precisamos dele. Mas ele também só nos pode ajudar se nós o buscarmos, se nós estivermos a decidirmos, portanto, estar com ele. Logo, temos que ser intencionais. E para mim esta questão de intencionalidade é muito importante. Temos de ser intencionais diariamente de manter esta ligação vital, intensa e consciente com o Reino da Luz.

Sobretudo com o seu príncipe, que é Cristo. E morrer para o outro mundo, não é? Que ainda pode seduzir-nos o pássaro mesmo em algum lugar. Ele diz que cada dia morro. Ele diz, porque sei que em mim, isto é na minha carne, não habita bem algum. E nós ainda estamos na carne. Então, o perigo, a possibilidade de largarmos a mão de Deus pode acontecer e o Senhor nunca nos pressionará. Ele fará tudo para que não o deixemos, mas ele nunca nos obrigará, por causa dessa liberdade que falávamos. Então, é importante pensarmos sempre de onde viemos. Como Deus nos guiou. aquilo que recebemos por estar onde estamos.

Valorizá-lo e mantê-lo, mantê-lo. E é este do manter que às vezes nós podemos fracassar, não é? Termos consciência de onde viemos, mas termos também aqui uma noção clara de que facilmente podemos lá voltar, não é? Podemos lá voltar. E por isso é que precisamos estar ou permanecermos, se quisermos, fundados e firmes numa fé que Deus nos dá e não estarmos, de alguma maneira, afastados da

Permanecer firmes na fé

esperança, daquilo que é o Evangelho. Para isso, eu gostava que nós pudéssemos ver esta questão também da fé e de continuarmos fundados na fé. Paulo, em Colossenses, capítulo 1, versículo 23, ele vai dar-nos esta ideia. Capítulo 1, versículo 23, diz-se, na verdade, permanecer-te fundados e firmes na fé e não vos moveres da esperança do Evangelho que tens ouvido. Ou seja, há aqui quase como que um foco, um objetivo, uma necessidade de estarmos atentos. O que é que pode mudar, António, na vida de alguém que, de alguma forma, decide conscientemente conscientemente, não permanecer firme na fé. Porque nós podemos dizer, ah, eu tenho fé, não é?

Mas permanecer conscientemente, ou melhor, não permanecer na fé, de forma consciente. Claro. Continuando um pouco aquilo que a Urlinda estava a mencionar, mesmo o apóstolo Paulo, ele vivia preocupado com as igrejas. Por isso é que temos as cartas do Paulo às igrejas. porque uma coisa é anunciar a palavra de Deus, as boas-novas, o Evangelho, mas o apóstolo Paulo não fica por aí. Ele tem todo o interesse em manter aqueles que ouviram uma firme fé fundamentada nos princípios de Deus. E Paulo escreve às igrejas, exortando-as, motivando-as, porque Paulo sabe que Quem abandonar ou quem deixar de livre vontade acreditar nesse Evangelho está condenado.

Não há solução para aquele que nega a Cristo depois de ter conhecido a pessoa de Cristo e de ter aceito a pessoa de Cristo. E uma das coisas, por isso é que diz que permaneçam fundamentadas, ou seja, deixar de ouvir as diferentes filosofias que existem à nossa volta. Pensamentos, teorias, tentativas de adivinhar o futuro. mas que permaneçam naquilo que aprenderam, que examinaram, que oraram e que vivem plenamente na confiança de que, em Jesus, Ele é o caminho, a verdade e a vida.

E, se deixarmos de ter comunhão com Deus, a nossa fé pode ser abalada. Se deixarmos de nos congregar a nossa fé pode ser abalada. Se deixarmos de ter esse desejo de acreditar plenamente, de livre vontade. Porque uma das coisas que me causa um pouco mais de dificuldade é quando alguém quer fazer a cabeça de outra pessoa. E tenta justificar com imensas razões. E a noção que por vezes se ouve falar das religiões é que as religiões dominam a cabeça das pessoas.

Já te fizeram a cabeça? Já não estás a pensar por ti próprio? Já não estás bem? E ao contrário, aquilo que nós vamos fazer é, primeiro, Cristo é o centro de toda a nossa vida religiosa. Não é a igreja. Não são os crentes. É Cristo é o princípio da fé. Porque se eu abandonar, é como dizem em Atos 4.12, em nenhum outro há salvação. Porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens pelo qual devemos ser salvos. E depois, o mais complexo é em Hebreus 6, capítulo 4, verso 6 diz, porque é impossível que os homens que já uma vez foram iluminados e provaram o dom celestial, e se tornarem participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados pelo arrependimento, pois assim quanto a eles, de novo, crucificaram o Filho de Deus e expõem ao virtupério, não deixando nossa mútua congregação Exatamente.

Peço desculpa. Eu estava a ler um outro texto que encontramos em Mateus 10, 32 e 33. Não deixando nossa mútua congregação, como é costume de alguns, antes a domestando-os uns aos outros. Tanto mais quando vês que se vai aproximando daquele dia. Porque se pecarmos voluntariamente depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício para os pecados. Portanto, qualquer que me confessar dentro dos homens, eu li Mateus 10, 25, 26, Mateus 32, 33, diz, portanto, qualquer que confessar dentro dos homens, eu confessarei dentro do meu Pai, que estás nos céus. Mas qualquer que me negar dentro dos homens, eu negarei também dentro do meu Pai, que estás nos céus.

Portanto, não há solução. Há vida eterna ou há morte eterna. Aquele que nega a Cristo depois de ter conhecido, o fim será, possivelmente, se não houver arrependimento, se não morrer na fé, será a destruição final. É por isso que o apóstolo Paulo disse um dia, oxalá que eu não tivesse conhecido. É verdade. Ele diz isso no sentido que a vida cristã não é fácil. E quanto mais conhecemos, maior é a nossa responsabilidade. E já nunca mais podemos voltar atrás ao dizer, eu não sabia. É bom conhecer Jesus. É bom caminhar para Cristo, mas é uma grande responsabilidade.

E isso nós temos de estar conscientes, que ser um cristão não é um momento de recriação, não é um momento lúdico da minha vida, não é um momento de me encontro com os irmãos num clube, no nosso caso, ao sábado, na igreja. Não. É uma demonstração de que Jesus é o Senhor da nossa vida. E se Ele é o Senhor da nossa vida, acredite que nós estamos aqui e todos aqueles que nos estão a ver e a ouvir sentem de que conhecendo Jesus uma vez, é impossível deixá-lo. Impossível. Mesmo com as nossas lutas, mesmo com as nossas dificuldades, mesmo com os nossos pecados.

mas aquilo que confessa e deixa, alcançamos a recorda de Deus. É isso que nos faz estar aqui. Nós não somos melhores do que quem nos está a ouvir, mas compreendemos que ao entregarmos a nossa vida ao Senhor e confiarmos nEle, Ele tudo fará na nossa vida. E Paulo levava isto muito a sério, não é?

O plano eterno de Deus

E ele preocupava-se com os outros porque ele queria que os outros vivessem como ele vivia, a intensidade, digamos, do cristianismo. E por isso é que ele junta a fé e a esperança como duas virtudes que andam juntas, andam de mãos dadas, porque fazem parte, quer queiramos, do plano eterno de Deus. E se formos agora a Romanos, e eu gostava de vos lançar o desafio aqui, para nós podermos ler Romanos, e assim que está em casa, Romanos capítulo 8, para lermos o versículo 18, esta passagem é muito interessante, porque vai falar-nos um bocadinho do plano eterno de Deus. Porque, para mim, tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são, para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Ou seja, Paulo, claramente nós vemos que ele foi um sofredor.

Ele caminhou sempre pela linha, eu diria, do perigo, não é? Um perigo iminente. Mas nada o fazia sair desse princípio porque, para ele, nada era comparável com. Aquilo que Jesus tinha reservado para a. Humanidade e aquilo que está reservado para cada um de nós. E por isso, Pedro, dentro desta perspectiva, achas que este verso pode transformar, se quisermos, a forma de como interpretar e lidar com as dores que vamos tendo no nosso dia-a-dia e até mesmo com os desafios que vamos vivendo, porque todos nós, se houvesse alguém que não tivesse, digamos, dores ou desafios, estaria muito bem, não é? Mas entre nós, dores e desafios que vivemos. Se esta verdade não tiver poder de transformar o nosso entendimento e depois a nossa prática de vida, então...

Então a fé cristã é totalmente vazia e vã de significado. Aliás, isto vem em total continuidade à relação ao que o António estava a dizer. O apóstolo Paulo, por isso é muito claro e explora muito esta ideia de que se nós queremos de facto, nestas promessas extraordinárias, aquela que dizia-nos como a glória que há de ser revelada, esta glória futura, esta perspectiva da vida, só tem como alternativa possível transformar a maneira como nós vivemos os nossos dias. Isto vale, de facto, para a maneira como enfrentamos as aflições, mas até não queria só cingir-me a essa realidade, porque nós também, felizmente, temos muitas alegrias na vida, temos, sobretudo, desafios e projetos, coisas que queremos conquistar, famílias para formar, projetos profissionais, hobbies e interesses na vida, todas essas coisas que fazem parte da nossa vida.

são totalmente transformadas a partir do momento em que eu tomo consciência e tenho fé de que Deus está a preparar-me um lugar e de que a nossa vida aqui é uma preparação, é um lugar de escolhas para me habilitar a receber Jesus e estar nesse lugar. Não há outra forma disto de acontecer. Antes de fazer aqui alguns comentários mais específicos, dizer que talvez uma das grandes lutas da vida cristã seja precisamente que muitas pessoas professam-se cristãos. Aquilo que às vezes pode ser chamado de um cristão nominal, que é aquele que porta o nome de um cristão, mas a sua vida não é afetada por essa crença.

Mas eu, a nível pessoal, que cresci, e nós até às vezes dizemos, quase em jeito de brincadeira, nascemos na igreja, nascemos como cristãos. Eu nasci na igreja, no meu caso foi quase literalmente, não é? O homo cetra que fez o parto era a premenação de uma igreja, não é? Portanto, eu quase já nasci para a igreja, não é? E fui educado numa casa e numa família profundamente cristã, com uma vida cristã muito ativa. Mas a verdade é esta, eu tinha uns 17 anos. E era uma pessoa até muito jovenzinha, muito envolvida na igreja e na fé. Mas foi preciso chegar a essa idade para eu começar a refletir que se o facto de eu afirmar e querer e cantar que Jesus ia voltar, eu comecei-me a perceber que havia uma descintonia, uma desarmonia entre essa afirmação e depois o ciclo da minha vida, o ritmo normal da vida, que se Jesus vai voltar.

E eu creio mesmo nisso. Não é apenas uma coisa que nos habituamos a dizer. E a fé, muitas vezes, o problema da fé ritualizada, do hábito de ter uma vida religiosa e espiritual, é que nós nos habituamos a dizer essas coisas. Pronto, Jesus vai voltar, ok. Não, não é ok. É que se Jesus vai voltar, a minha vida toda tem que ser... alterada em função disso. Não estou a dizer sequer que vou para um monte e fico lá, exilado, à espera que Jesus volte. Até porque a Bíblia não só não nos indica para fazer isso, como nós nem sabemos quando é que vai acontecer. Então não vale a pena tomar atitudes que sejam de um radicalismo, como se eu interpretasse que é amanhã que Ele volta. Bem, se nós soubéssemos que era amanhã, realmente nós aí parávamos tudo. Se calhar até interrompíamos já aqui esta gravação.

Jesus voltar amanhã porque nem vale a pena, estávamos a terminar esta gravação, já ninguém vai ouvi-la. Não vai servir para nada, ok? Se nós tivéssemos esse sentido de emergência... Podíamos tomar atitudes bastante radicais na vida. Aliás, isso já aconteceu na história do adventismo. Já aconteceu quando o movimento de Miliritas se preparou para a volta de Jesus colocando-lhe uma data. É evidente que se a data se aproximava e as pessoas dizem já para o ano ou ano mês que vem, é natural que nós sabemos a história. As pessoas começaram a vender propriedades, a desfazer-se das coisas, tinham a parar todos os seus projetos. Nós não estamos aqui a falar de uma perspectiva que tenha essa emergência cronológica. É uma emergência mais que eu poderia designar como uma direção. A minha vida caminha na direção da vinda de Cristo.

Quer seja, quer eu tenha o privilégio de assistir física, pessoalmente, à sua vinda, antes quer de morrer, ou mesmo que eu morra. É irrelevante nesse aspecto porque eu estou a caminhar numa direção. O encontro com o Senhor. A partir do momento em que eu tomo consciência E creia profundamente nisto, nada pode ficar igual. Este será um dos desafios que muitos crentes vivem, porque são pessoas que vivem de uma tradição cristã. Habituam-se a cumprir certos ritos religiosos, mas depois seguem a sua vida como um curso normal. Eu creio que é muito isto que o apóstolo Paulo quer dizer. quando diz que nada do que nós vivemos aqui pode sequer comparar-se com a glória que nos está revelada.

Ele vai aplicar esta verdade à questão específica, como leste aí em Romanos, das aflições, mas eu até atrevo-me-a, não é corrigir o apóstolo Paulo, é dizer que este versículo, esta verdade, é válida se nós trocarmos aflições por prazeres. Não se altera nada à verdade. que é que eu tenho para mim que as maravilhas e os prazeres que eu vivo nesta vida não são nada comparados com a glória que há de vir. Portanto, isto é verdade para os tempos de luta e sofrimento como para os tempos de prosperidade na vida. Aliás, por isso é que o mesmo apóstolo diz, eu sei, aprendi a viver com fartura e aprendi a viver com... Verdade, para todas as circunstâncias, sejam elas quais forem. Ou seja, se o horizonte da minha vida é que Jesus vai voltar e que há uma vida eterna extraordinária que me está assegurada, portanto, esse horizonte altera a forma como eu caminho hoje.

É a direção da minha vida, mas é também a forma como eu enfrento a realidade. Por isso é que, sobre o aspecto das tribulações, o apóstolo dizia, por exemplo, aos coríntios, a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória. Porque é leve e momentânea em que contexto? É que nós aqui às vezes temos sofrimentos que não são nada leves nem momentâneos. Há sofrimentos e dores que são para sempre. Eu que nasci numa família que perdeu dois filhos quando eram crianças, sei o que é viver num lar em que os meus pais recordam ainda hoje. Às vezes a minha mãe, que provavelmente está a assistir a este programa, de vez em quando envia-me uma mensagem, um SMS, que é assim que nós comunicamos quando não falamos.

Por exemplo, no dia em que o meu irmão faleceu, há mais de 50 anos. Um irmão que eu nunca conheci. Mas às vezes no dia em que se celebra, é aniversário, vamos dizer, ela às vezes manda-me uma mensagem. Dizer, olha, hoje o teu irmão fazia 50 anos, ou fazia 55 anos. Porque ela se lembra. Porque a vida daquela mulher e daquele homem, o meu pai, nunca mais ficou igual. Mas porquê é possível continuar a vida? Porque a direção em que vivemos, estamos a caminhar em direção à vinda de Jesus. Por isso, aquele drama de perder um filho, dois, meus pais perderam dois filhos no mesmo ano, uma coisa dramática, mas a vida, a direção da vida, continua a ser, ok, Jesus vai voltar, há um encontro, é o tal peso de glória.

Isso não vai retirar a dor, o sofrimento, essa memória. Mas vai dar o quê? Uma direção. Por isso a nossa vida não pode permanecer igual. Os sofrimentos tornam-se mais suportáveis num certo sentido. Se falarmos de dores físicas, as dores podem não aliviar fisicamente e as lágrimas vão correr, mas há um sentido temporário, transitório. É por isso que as pessoas que têm esperança... Existem, aliás, estudos científicos Não vou aqui citar nenhum concretamente, que não fui preparado, mas eu próprio já tive acesso e li vários. É uma coisa muito conhecida de que pessoas que estão sustentadas por uma fé e uma esperança, elas de facto lidam melhor com a recuperação, por exemplo, de cirurgias, de pós-operatórios, a recuperação de diversas situações duras, elas lidam melhor.

Até fisicamente há recuperações que funcionam melhor. Porquê? Porque há um horizonte de esperança que sustenta a pessoa. Dá-lhe uma perspectiva, que é um pouco aquela do apóstolo, que quando escreveu aos hebreus dizia assim, ainda há um pouco de tempo e o que há de vir, virá e não tardará. E essa esperança alimenta a alma. Às vezes até o corpo alimenta, porque nos sustenta e nos fortalece. Por isso eu acredito profundamente que o apóstolo Paulo estava aqui a dizer uma verdade absoluta, porque ele também a viveu. E nós podemos vivê-la. É hora de nós podermos fazer aqui uma curtíssima paragem, porque precisamos de

O mistério revelado

ir para alguns compromissos, mas logo a seguir voltaremos para a segunda parte, para continuarmos esta ótima conversa no Bíblio Aberto de hoje. Não saia do seu lugar, é já a seguir. Estamos de volta para a segunda parte deste episódio do Bíblia Aberta. Estamos no canal 186 da Mel e por isso você está com a TV Novo Tempo Portugal. É um privilégio muito grande podermos estar consigo e saber que desse lado Você nos acompanha diariamente, permanentemente, e está receptivo a tudo aquilo que esta TV tem para lhe oferecer, sobretudo porque nela você encontra a esperança e a certeza de um caminho que nos guiará até à eternidade.

Nós estamos numa franca conversa sobre a epístola aos Colossenses. Antes de retomarmos essa conversa com os meus três convidados, com o Pedro, a Hortelinda e também o António, Eu quero dizer-lhe que tenho nas minhas mãos um guia de estudo bastante interessante. Tem por título Pais Preparados Filhos de Caráter. Estamos a falar de um guia de estudo que tem várias ideias, várias dicas e princípios sobre educação que hoje são muito necessários para quem tem filhos ou quem tem netos mesmo assim. ou quem quer constituir uma família tendo um agregado familiar maior, tendo filhos. Então, eu posso dizer que esta revista mostra-nos como ensinar sobre a sexualidade, por exemplo, como é que nós podemos ensinar os nossos filhos a se protegerem, Qual é o perigo, por exemplo, daquilo que é a tecnologia que hoje tanto nós usamos e que sentimos quase como que uma dependência.

É muito importante nós termos em conta aquilo que a Bíblia também nos dá como alternativas no âmbito da educação. Por isso este guia de estudo é muito importante. Se ainda não o tem e desejar recebê-lo gratuitamente em sua casa, basta que envie uma mensagem para o 933-939291 e nós, simpaticamente e com muito gosto, enviar-lhemos uma. um guia de estudo, uma revista destas, para que você possa acompanhar e desenvolver os seus conhecimentos sobre educação, tudo isto retirado da palavra de Deus. Nesta segunda parte, vamos voltar à conversa com estes meus três convidados e eu quero recomeçar esta conversa com a Hortelinda, porque é mesmo necessário nós falarmos um pouco do mistério de Deus revelado.

Vamos tentar encontrar aqui também algo a dizer sobre esta temática que, no fundo, vem inscrita em Colossenses capítulo 1. E se formos aos versículos 26 e 27, eu não vou ler todos os versículos. Se tiver em casa, eu vou saltar um bocadinho, se tiver a sua bíblia aberta, mas o contexto é este. Diz-nos, a partir do 26 e 27 do capítulo 1 de Colossenses, o mistério que esteve oculto desde todos os séculos que é Cristo em vós, esperança da glória. Mais do que nós sabermos o significado das palavras, é necessário nós colocarmos em prática e sabermos aplicar os ensinamentos que nós traímos da Bíblia e que são muito úteis para a nossa vida. Ortelino, o que é que significa, de forma prática, ter Cristo habitando em nós como a esperança da glória, tal como é referido em Colossenses capítulo 1?

Bom, isso faz parte do mistério, não é? É mesmo um mistério, é verdade. O mistério é um tema fundamental nos escritos de Paulo. E particularmente nestas epístolas chamadas da catividade, das quais Colossenses faz parte. O mistério é o eterno designio de Deus, que antes de Cristo não era conhecido e que agora foi revelado, diz Paulo, em Cristo. Ele diz mesmo, no capítulo 2, desta mesma epístola, no versículo 2, para que os seus corações sejam consolados e estejam unidos em amor, enriquecidos da plenitude da inteligência para o conhecimento do mistério de Deus Cristo.

Ou seja, o mistério de Deus é revelado em Cristo e o mistério de Deus é Cristo mesmo. Ou seja, Cristo é o mistério de Deus. Então, é o designio de Deus. Ele é tudo aquilo que Deus se propôs realizar através de Cristo. Em quem estão escondidos, como diz o apóstolo, todos os tesouros da sabedoria e da ciência. Logo, este mistério, nada mais nada menos que este desígnio de Deus de reunir em Cristo todas as coisas, de salvar os pecadores e de reunir, como já vimos num outro episódio, até mesmo os seres celestiais. Tanto o desígnio eterno. Deus tinha este desígnio antes de criar quem quer que fosse. Portanto, é o desígnio eterno de Deus.

Podemos dizer que seria isso que aconteceria se o homem não tivesse pecado. Exatamente, haveria um desígnio de crescimento, de desenvolvimento, de aproximação de Deus, portanto plenos, plenitude, que nós também já falámos aqui. Para nós seres humanos este Este desígnio é o plano da salvação, diz respeito a nós. O desígnio não é maior, porque tem a ver com toda a criação de Deus. Mas para nós, seres humanos, é o plano da salvação. E como tu me falas sobre Jesus, a esperança da glória, eu gostava de dizer que o plano da salvação é um processo que para nós humanos se realiza em três etapas. Temos a primeira etapa, que nós chamamos-lhe tecnicamente, mas podemos compreender bem o sentido, que é a justificação.

É o processo pelo qual, através do seu sacrifício e do dom da sua vida e da sua vida perfeita, Cristo nos torna justos, nos torna aceitáveis, como já temos visto aqui, diante do Pai. Recebemos essa justiça de Cristo, como? Pela fé. O Senhor fez isso e eu creio. E porque eu creio, eu recebo isso. E devo acreditar que recebo. Devo acreditar que diante de Deus, apesar dos meus defeitos que me manifesto cada dia, eu sou justa. Eu sou perfeita. Não em mim. em Cristo. Somos perfeitos em Cristo. Esta é a primeira etapa. É uma etapa que coincide com a nossa conversão, que se realiza no momento em que conhecemos Deus, o aceitamos e nos entregamos a Ele.

E é a primeira etapa sem a qual nada mais pode acontecer. Depois, como continuamos a viver, nós passamos por uma segunda etapa, que se chama, então, a santificação. E a santificação é o processo pelo qual Cristo vai desenvolver em mim um carácter semelhante ao seu. E o agente nesta etapa é o Espírito Santo, que vai mudar a minha mente. É por isso que eu posto, em alguns outros textos, diz que nós temos a mente de Cristo. Eu gostava muito de ter a mente de Cristo, mas tenho-a pela fé e porque o Espírito Santo está realizando isso cada dia em mim, de maneira que o meu hoje é melhor do que foi o meu ontem e será o meu amanhã melhor, portanto, do que hoje.

É tornar-me-nos semelhantes ao nosso Salvador. E há uma terceira parte que é chamada a glorificação. Portanto, o que é a glorificação? É a participação do crente na glória de Deus. A glorificação é, poderíamos dizer então, o resultado das duas primeiras. Portanto, atingimos a glória de duas maneiras também. Pelo caráter, lembremos que quando Moisés disse a Deus, mostra-me a tua glória, Deus o que é que disse? Eu farei passar diante de ti toda a minha bondade, minha misericórdia, terei compaixão de quem eu tiver, compaixão, ou seja, a glória de Deus é quem Ele é. É o seu caráter, finalmente. É o seu amor. E nós seremos semelhantes a Deus no seu caráter, não é?

Mas depois também tem o aspecto de sermos semelhantes a Deus na sua aparência. A glória, quando nós pensamos em glória, nós pensamos em luz. em plenitude, em abundância, nós não temos referências para a glória. De forma que temos todas estas ideias e todas elas são insuficientes para nos dizer aquilo que é a glória. Mas a glorificação é qualquer coisa que é a nossa participação na natureza de Deus. que vai fazer com que nós sejamos parecidos com ele no caráter, participantes do seu caráter e também participantes dessa sua glória, dessa sua aparência. na eternidade vão coincidir aquilo que eu sou e aquilo que eu pareço.

Porque é isso que acontece em Deus. A glória do seu caráter transparece na glória visível da sua pessoa. Ser glorificados é alcançarmos, portanto, esta coesão do ser em nós mesmos e com Deus, o nosso Criador. E esta terceira fase, nós podemos dizer que as duas primeiras fases são objeto da fé. É pela fé que nós as aceitamos. Pela fé, queremos que somos santos. Não somos, mas somos em Cristo. Pela fé, acreditamos que estamos sendo santificados, tornados santos em Cristo, pela ação do Espírito Santo, pela fé. Mas em relação com a glória, com a glorificação, não é a fé. Porque a fé tem que ver com aquilo que Deus fez.

é que quando esperamos aquilo que Deus ainda vai fazer, a fé toma o nome de esperança. Então, nós esperamos ainda pela glorificação. Então, a glorificação ou glória é objeto da esperança. Nós não chegamos lá, ainda não chegou, mas sabemos que vai chegar. É uma fé projetada no futuro naquilo que o Senhor irá ainda fazer por nós. Só seremos glorificados após a ressurreição. Porque quando estivermos neste corpo, como já tivemos a ocasião de dizer, nós somos marcados, portanto, pelo mal e vamos vencendo-o cada dia pela graça do Senhor. Mas temos ainda um corpo que é mortal e que, portanto, é um corpo ainda ligado ao pecado.

É por isso que o apóstolo diz que, em esperança, somos salvos. é a esperança. Portanto, somos salvos pela fé em Cristo no que ele fez, mas também somos salvos pela esperança naquilo que ele ainda vai fazer. Mas diz-nos que é Cristo em nós a esperança da glória. Ou seja, só podemos atingir essa glória, chegar a essa última fase da salvação, se permanecermos em Cristo. E essa expressão, Cristo é em nós, é uma expressão muito bonita, porque de alguma forma demonstra um puro amor que o Senhor Deus tem por cada um de nós e, acima de tudo, uma vontade de Jesus habitar no nosso coração. E que é a solução, sem Ele não podemos atingir nenhuma destas fases da salvação.

E o mais curioso é que nesta união, e nós ao longo desta temporada, se quisermos, estamos a ver muito, embora não tenhamos feito muita referência, mas estamos a ver muito a ideia de Cristo ser o único capaz de ligar o céu à terra, não é? Ele é o único que é capaz de nos ligar à eternidade, não tendo nós essa possibilidade por outro meio. E isto vai nos permitir outra coisa, que é nós podermos ser crentes que recebem o poder do Evangelho. porque Paulo também fala neste poder do Evangelho.

A perfeição em Cristo

Se formos a Colossenses, capítulo 1, versículo 28, diz o qual nós anunciamos para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo Jesus. Então nós vemos aqui uma clara preocupação de Paulo, uma necessidade que Paulo tem de todas as pessoas aceitarem Cristo como o seu salvador pessoal e possam chegar à perfeição, e nós temos falado nisto aqui. Mas, António, vou antes ao António. Como é que a obra de Cristo na cruz pode definir, de alguma forma, o que realmente significa ser ou estar perfeito em Cristo? Como o texto diz, e acabaste de ler Jorge, é o texto Colossenso 128. Todo homem perfeito em Cristo. Exatamente. Só em Cristo é que podemos, digamos, alcançar a perfeição.

No entanto, a perfeição Bíblica, em Cristo, não é perfeição o que o homem pensa. Aliás, deixe-me só dizer-te, o próprio Jesus dizia, não é, ser de perfeitos. Exatamente. O perfeito é o vosso Pai. O próprio Jesus lançou-nos esta ideia de perfeição, quer queiramos, quer não, não é? Exatamente, ou seja, em Mateus 5, 48, ele faz essa citação, ser de vós perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus. Ora, o quinha complica mais a nossa vida e para aqueles que nesta terra querem ser perfeitos, não é? É verdade que para nós a perfeição, o nosso conceito de perfeição não é o mesmo conceito que tem Deus.

Nós olhamos muito para o exterior. mas Deus olha muito para o interior do ser humano. A perfeição de Deus é no interior, não é no exterior. Quando somos movidos pelo Espírito Santo, o nosso ser é transformado de dentro para fora e não de fora para dentro. E isso complica, muitas vezes, a noção da perfeição porque existem cristãos que dizem que eu já, já me disseram a mim. Houve um cristão que me disse, eu sou uma pessoa perfeita. Pronto, disse, olha, eu sou um grande pecador então. Na sua presença sou um grande pecador.

Mas, quando nós vamos à palavra grega que aparece aqui, que é teleios, que significa acabado completo. Aquilo que atingiu o objetivo. Ora, eu não posso dizer na minha vida que eu atingi o meu objetivo. Eu tenho que, e aprendemos ao longo da experiência cristã, como a hortelinda falava da santificação, não é um momento, é uma vida inteira. Aliás, a Hortelina há pouco referia um pouquinho aquilo que Deus definiu como a sua glória, a Moisés. Todas aquelas características que Deus vai mostrando são características de perfeição.

E aí nós nunca conseguimos chegar ao topo a dizer eu já sou perfeito, porque não é possível. É uma aprendizagem, como tu estavas a dizer. Claro. Por exemplo, se eu sei que devo cortar uma peça de acordo com o risco que eu fiz direitinho e corto torto, eu estou a ser imperfeito. Mas se eu cortar direitinho, eu estou a ser perfeito. O trabalho está perfeito. Quantas vezes alguém vai fazer obras em nossa casa e deixa a parede torta? Isso é imperfeição. Mas se a parede ficar direitinha? É perfeição. Ou seja, é atingir a maturidade em Cristo Jesus.

E esse é o objetivo que Paulo tinha. e que nós devemos ter. Não imitar os homens, mas imitar Cristo na nossa vida. Porque se ele disse, sede perfeita, assim como o meu pai é, imaginem, ele dá aqui dois exemplos. Em Mateus 5, 43, diz, ouviste o que foi dito, amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo. Eu porém vos digo, amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem. E depois diz assim, se amardes os que vos amam, qual é o vosso galardão? Qual é a vossa profissão?

Mas se amar os vossos inimigos, aí sim, aí ireis alcançar a perfeição. E aqui talvez seja o nosso grande problema. Nós queremos atingir a perfeição, mas à nossa maneira, à nossa medida, com o nosso contexto, com o nosso foco imperfeito. e não entendemos que aquilo que o Espírito Santo quer fazer na nossa vida é transformar de dentro para fora, dia após dia, para que haja uma maturidade, para que haja uma perfeição, no sentido de que eu aceite Jesus Cristo como meu Salvador pessoal.

E como dizia o Pedro, vou alinhar a minha vida com esses princípios. Estamos na televisão e na rádio. O que é que eu faço? Eu para procurar o canal 186 ou para a Rádio Clube de Sintra, eu não vou abrir a rádio sozinho. Eu tenho que abrir, mas tenho que ir depois. à pesquisa, sintonizar, sintonia com o canal que eu quero ver. E é isso que nós precisamos, de estar em sintonia com Cristo. Para então sermos perfeitos, não aos olhos dos homens, mas aos olhos de Deus. Porque Deus vê para lá, muito mais para lá, do que aquilo que o homem vê. Porque mesmo que nós façamos o que quer que... O que fizermos?

O inimigo vem sempre dizer, não, não. Isso é vaidade. Isso é orgulho. Estás errado. Deus não te ama assim. Consegue sempre distrair-nos. Mas em Cristo diz, não. Vem cá. O que fizeste? Fizeste com conhecimento de todo o coração. Fizeste à vontade o teu Deus. Então foste prefeito. Naquilo que tu fizeste. E este deve ser o motivo para continuarmos. Porque Jesus, aqui, Em Mateus 5.48 não fala da ausência do pecado, mas fala numa vida santificada progressiva. Jesus nunca disse ser prefeito e nunca mais vais pecar. Ele não diz isso. Diz ser perfeito como o teu pai é.

O que é que Deus fez no princípio da criação? Fez e diz que viu que tudo era bom. Estava alinhado. Estava cortado. Estava feito. Estava completo. Completo. Então faz também a mesma coisa. Mas é verdade. E se nós morremos no processo, sem atingir essa maturidade e essa perfeição? Ela é importante fazê-la. mas ela não é absolutamente necessária para a minha salvação. Eu não sou salvo pelo crescimento, eu sou salvo pelo que Cristo fez. É por isso que o apóstolo diz, perfeitos em Cristo. É a perfeição de Cristo que será sempre atribuída a cada um de nós, porque podemos morrer no processo. Eu penso no ladrão sobre a cruz, que se arrependeu naquele dia e morreu.

Não teve nenhum crescimento, mas ele foi salvo pela... A perfeição de Jesus, que nos é dada a nós, não é? Apresentar em Cristo todo o homem completo. Em Cristo. Não em nós, mas em Cristo. Isso dá-nos muita esperança e confiança, não é? Mas, por outro lado, também não podemos ficar de braços cruzados. Não faço nada. Claro, esse crescimento... Esse crescimento... O Cristo morreu por mim e já estou só. O crescimento é indispensável e é mesmo irreversível, não é? Só que não é o crescimento que faz-nos perfeito, mas é Cristo que nos torna perfeitos. Deus vê-nos perfeito sem Cristo, seja qual for o grau de perfeição ou de maturidade, como diz o António, a que tu chegaste.

Mas há uma palavra que Paulo vai dar como advertência, sobretudo para termos cuidado, ele usou a palavra admoestando, não é?

Caminhos que parecem direitos

Ele admoesta-nos, ele tenta mostrar-nos sempre que há determinados perigos que podem nos de. Estar consciente de que podemos sempre cair. Isso. E por isso nós temos que ser sábios quando se trata de discernir entre a verdade doutrinária e até mesmo o erro doutrinário, se quisermos. Eu gostava... É verdade que temos estado basicamente nas epístolas de Paulo, mas eu gostava de ir agora ao Velho Testamento. Há um versículo de Provérbios, porque Paulo também nos leva a uma ideia que foi transmitida por Salomão muitos anos antes. Em Provérbios, capítulo 14, versículo 12, Nós podemos ler, por verbos 14 e 12 diz, há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte. E Paulo vai, de alguma forma, apoiar-se muito nesta ideia de que há um perigo iminente e que se nós não tivermos cuidado podemos cair nele.

Aliás, nós já referimos isto aqui, até mesmo aquela caminhada que se for, como o António dizia há pouco, se nós a deixarmos, estamos automaticamente condenados. Mas Pedro, isto pode parecer até estranho, mas... Paulo, no fundo, leva-nos aqui a uma clareza de pensamento, porque existem, eu diria, ideias religiosas, teológicas, se quisermos até mesmo espirituais, que quer queiramos, quer não, podemos não ver o perigo no início, mas são sempre perigosas. Elas até parecem estar certas, parece que quando entramos nelas ficamos meio apaixonados, as coisas parecem estar... Mas representam um risco para o desenvolvimento? e também para a firmeza da nossa fé.

Ah, sem dúvida, existem muitos perigos, por isso é que este caminho do qual temos estado a falar aqui, que nós queremos trilhar, amadurecer com Cristo, esse caminho não está fora da possibilidade de quem nos queira tirar do caminho. E muitos dos apelos que, de alguma maneira, são como tentações para nos afastar do caminho, uma boa parte deles não são coisas totalmente desligadas da fé, da Bíblia até, ou do cristianismo, Não são coisas diabólicas ou com aspecto diabólico e maléfico. Muitos desses enganos para os quais Cristo advertiu, o apóstolo Paulo advertiu, os perfetas no Antigo e Novo Testamento advertem, são precisamente riscos por serem um pouco insidiosos.

Nós precisamos de estar alerta para eles. E eu gostava de me centrar nestes últimos minutos que temos a dar alguns exemplos do que podem ser esses perigos. O primeiro exemplo que gostaria de citar é o perigo de um evangelho que é auto-centrado. O evangelho de auto-ajuda, um termo que hoje está em voga. Nós vivemos num tempo onde este risco é bastante claro. O perigo desta religiosidade não apenas emocional, mas muito humanista, muito centrada nas minhas próprias capacidades, na prática é uma ideia de substituição da graça e da obra de Cristo. É uma espécie de alternativa ao legalismo, que é outro espectro destes extremos extremamente perigosos, porque um diz que é pelas minhas forças e pela minha obediência e pelo cumprimento de regras, o outro diz-me que há uma força em mim.

que me habilitará. E hoje há muita teologia e há muitas igrejas, tenho que o dizer aqui com alguma clareza, que elas são populares, até são inspiradoras. Mas, na verdade, afastam-se desta verdade bíblica essencial, mensagens centradas em prosperidade, por exemplo, na conquista de coisas, de motivação, como se a fé fosse uma espécie de energia positiva. Um bem-estar também. Um bem-estar ao qual eu posso ascender-se, me alinhar com essas energias. Há aqui uma religiosidade com uma capa atraente, mas que retira, sobretudo, Cristo do centro. Essa tal perfeição que se obtém é em Cristo.

Portanto, substitui Cristo pelo ser humano. É por isso que um dia Jesus, quando voltar, vai dizer não vos conheço. Que é muito estranho. Porque não vos conheço. Exatamente. Porque a pessoa tem uma capa de religiosidade. Mas essa religiosidade não está afirmada em Cristo. Lembremos o apóstolo Paulo, muitas vezes, mas tenho aqui a citação de 2 Timóteo 4-3, quando ele disse que virão tempos em que as pessoas não sofrerão a sã doutrina e desviarão os seus ouvidos do erro. Portanto, cuidado porque o Evangelho de Cristo não é uma espécie de autoajuda espiritual. Mas também há um perigo de doutrinas, essas podem não ser tão recentes assim. Há doutrinas que apelam ao coração, até à prática cristã, mas que contradizem o quê?

A palavra de Deus. O está escrito. E há ideias que também são sedutoras, há ideias que são historicamente clássicas, que têm um ambiente e uma linguagem teológica, mas que estão fora do ensino bíblico. E tanto quanto nos for possível. Ninguém vai dizer que sabemos qual é a verdade ou que somos da igreja A ou B. Sabemos tudo. Não se trata disso. Trata-se de compreender que há ideias, há doutrinas, há ensinos que negam a pureza do Evangelho. E por isso algumas afirmam que na morte nós recebemos o galardão, algumas falam-nos da existência de um lugar, de um inferno, onde as pessoas vão sofrer.

Outras falam-nos da não existência do pecado. Outras colocam hoje a Bíblia como uma espécie de livro alegórico e simbólico, retirando-lhe, portanto, o poder da sua narrativa. Então, estes falsos evangelhos estão cobertos, neste caso, de uma linguagem teológica até, mas que são extremamente perigosos. O apóstolo Paulo aos Gálatas disse assim, ainda que nós ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho, que seja anátoma. sobre outro evangelho. E finalmente também gostava de citar aqui o perigo de uma religião que professa uma verdade até bíblica, mas que se torna uma religião intelectual.

Aliás, uma religião que poderia ser muitas vezes considerada a religião que apresenta as doutrinas verdadeiras, que está muito segura de si e até do ensino bíblico, mas que perdeu a capacidade disso afetar a nossa vida e a nossa conduta. Aliás, o povo de Israel no Antigo Testamento foi muitas vezes alertado por Deus para este problema. Um povo que me honra com os lábios, mas que o seu coração está longe de mim ou alaudisseia a quem o Senhor Jesus dizia, pensas que és rico, mas não sabes que és pobre e miserável. Aqui estão alguns exemplos. Exemplos muito práticos para a nossa vida. Exemplos que nos poderão orientar, claramente, para mais perto de Cristo. Estamos mesmo no final do nosso programa. A nossa conversa vai ter mesmo que ficar por aqui.

Foi muito bom ter estado consigo. Obrigado aos meus três convidados por estarem comigo e por dermos abrir a Bíblia e podermos descobrir coisas tão interessantes para a nossa vida. Antes de nos irmos embora, temos uma oferta para lhe dar, se for do seu agrado. Temos um guia de estudo da Bíblia centralizado na educação. Pais preparados, filhos de caráter. Este é o guia de estudo que temos para si. É muito fácil de poder obter este exemplar. Basta que ligue para nós ou que envie uma mensagem pelo WhatsApp. 933-939291. 933 93 92 91 e poderá receber gratuitamente em casa este guia de estudo que, por certo, irá ajudá-lo na educação dos seus filhos, dos seus netos, enfim, de todos aqueles que estão à nossa volta.

Quanto a nós, só nos resta agradecer o tempo que esteve connosco Esperamos sinceramente que este programa Bíblia Aberta possa ser sempre útil na sua vida. Para a semana voltamos com mais um tema a partir da Epístola aos Colossenses. Até lá. Que Deus o abençoe grandemente. Fica aqui o nosso abraço. Até para a semana, se Deus quiser.

Sobre este episódio

Neste episódio do Bíblia Aberta, continuamos o estudo da Epístola aos Colossenses e aprofundamos dois temas centrais da fé cristã, a reconciliação com Deus e a esperança da glória.

Série
Bíblia Aberta · 13 episódios
Temporada e episódio
Temporada 5 · Episódio 9
Estreou
22 de Fevereiro de 2026
Categoria
Espiritualidade