Voltamos a estar consigo para mais um episódio do Programa Bíblia Aberta, aqui na sua TV Novo Tempo Portugal, um canal de TV que é o Canal da Esperança, e este canal encontra-se no canal 186 da MEU. Se tem a MEU, já sabe, pode sintonizar sempre que quiser, poderá até estar sempre ligado ao canal 186. Se não tiver a MEL, poderá usar o canal do YouTube vendo ao vivo a TV Novo Tempo Portugal. Poderá também, no YouTube, encontrar o programa Bíblia Aberta e aí encontra todos os episódios que nós já apresentámos na grelha de programação da TV e poderá voltar a repetir, a ouvir estas mensagens e, no fundo, estas conversas que vamos tendo aqui em estúdio.
Se não tiver a oportunidade de estar ligado ao YouTube, mas quiser acompanhar o Bíblia Aberta, há uma outra possibilidade que é, enquanto vai no seu carro ou nos transportes públicos, poderá ligar a rádio RCS nos 91.2 FM e também aí passa o programa Bíblia Aberta. Temos todas estas alternativas para que você possa aprender mais sobre a Palavra de Deus. Todos nós temos essa necessidade e aqui em estúdio temos também uma equipa que semanalmente se prepara, abre a Bíblia e procura encontrar nela aquilo que depois serve de conversa entre nós. Para me acompanhar tenho o Pedro Esteves. Olá Pedro, mais uma vez. Obrigado por teres vindo, a Hurtelinda Gal. Bom dia, Jorge. A nossa querida Hurtelinda, que está connosco.
E continuamos a ter o Tiago Albino connosco. E é muito bom podermos começar mais este episódio, o último desta temporada.
Vamos fechar as duas cartas de pau. Filipenses já tínhamos fechado. Vamos fechar hoje com licenços. E é hora de nós começarmos o estudo. Ficámos no início do capítulo 4, na semana passada. Vamos concluir o capítulo 4. Se tiver a sua bíblia à mão, já sabe, poderá abrir em Colossenses capítulo 4, para que nós possamos ler algumas passagens e você acompanhar. Vamos abrir a primeira, que é os versículos 7 a 9. Nós vamos encontrar aqui Paulo a falar de algumas pessoas e também do modelo de evangelismo. Capítulo 4 de Colossenses versículos 7 a 9 diz, Tiquico, irmão amado e fiel ministro e conservo no Senhor, vos fará saber todo o meu estado. o qual vos enviei para o mesmo fim, para que saiba do vosso estado e console os vossos corações, juntamente com o anésimo, fiel e amado irmão que é dos vossos.
Eles vos farão saber tudo o que por aqui se passa. Esta parte final de Colossenses revela, no fundo, a vasta rede de colaboradores e Paulo, podemos dizer assim, tinha uma série de colaboradores à sua volta e ele vai reconhecer a importância destes colaboradores, sobretudo para a estratégia missionária daquele tempo. Por isso, Albino, eu vou começar por ti. Que modelo de evangelismo é este que emerge do envio de Tiquico e Onésimo, não são nomes que nós usamos para os nossos filhos hoje, Que modelo é este que, no fundo, é baseado nas relações pessoais que Paulo tinha com estas pessoas? Obrigado pela pergunta, Jorge. É sempre um prazer estar aqui com vocês e voltarmos a estudar esta parte final de Colossenses.
E, efetivamente, emerge, então, este modelo de, primeiramente, eu acho que é muito importante mencionarmos isto, Paulo não era aquele que não dependia de outros. Apesar de que era, e que nós o classificamos como se calhar um dos maiores evangelistas logo do primeiro século, aquele que viajou mais de 21 mil quilómetros, quer dizer, ele sozinho passou por grandes centros, fez grandes coisas, mas sempre com o objetivo de deixar outros para fazerem igual ou melhor. Nunca foi aquela questão de sou só eu. E isto é logo uma aprendizagem gigante para o modelo de Evangelismo II. Não somos apenas singulares, mas somos plurais. Temos várias pessoas em que devemos depender e das capacidades de cada um. Porque nós sabemos muito bem que se calhar as mensagens transmitidas até por cada um, nós aqui neste painel, às mesmas pessoas, não serão interpretadas das mesmas formas.
E é por isso que nós podemos ver aqui este envio de estes dois homens, Tiquico e Onésimo. Onésimo já falámos um bocadinho, não é? Que estava a semana passada da parte de... era escravo. Não sabemos se mudou muito o seu estatuto pessoal, mas vemos aqui então o envio dele, a possibilidade de viajar, de levar a mensagem de Deus a outros lugares. E Tiquico, que Paulo classifica como ministro fiel. Eu tive a curiosidade de ir ver e nunca nos podemos esquecer que esta parte do ministro é um diacno. Aquele que é um servo. um servo fiel, que somos nós também chamados a fazer. E o envio pessoal, apesar de nós hoje estarmos aqui, século XXI, termos estas coisas todas, sermos capazes de comunicar até se calhar com o outro lado do mundo em tempo real, Naquela altura havia uma necessidade também do envio pessoal.
Ele podia ter enviado cartas, sem enviar ninguém com as cartas, mas ele faz questão de enviar porque se calhar não eram só boas notícias. Se calhar há boas notícias quando nós recebemos, nós recebemos alegremente e são só coisas fantásticas e maravilhosas, mas Paulo quando menciona a Inclusenses, ele diz para vos confortar, para vos dar apoio, força, E nós sabemos que o apoio e a força vêm, muitas vezes, pelo relacionamento pessoal. E isto também é um modelo de evangelismo para os dias de hoje, e vai continuar a ser, que é quando nós temos, às vezes, coisas difíceis para dizer. E, se calhar, a coisa difícil de que poderia vir a mencionar às pessoas de Colossos era que Paulo estava na prisão. Que aquele que, um dia, grande evangelista, estava a passar por dificuldades.
E quando nós recebemos, às vezes, notícias tristes, quão importante é termos alguém para nos ajudar. Ainda hoje, não é? Nós até se calhar, alguns de nós, podemos relacionar isto, nós não temos tanto aqui na Europa, mas se calhar nos Estados Unidos, temos aquelas notificações militares que vão à casa, quando são notícias tristes, são sempre alguém que vai em representatividade física, não é por carta, não é por mensagem, não é por vídeo, fisicamente, para poder haver então este conforto. Então este modelo de evangelismo hoje, de podermos ter alguém com quem podemos estar, falar, debater, é efetivamente um modelo eficaz. E nós vemos isto não só na Bíblia, mas também o vemos hoje. Quantas pessoas não são abençoadas porque houve alguém que tirou tempo, vamos dizer assim, tempo precioso na vida de todos, numa vida ocupada, tirou tempo para ir e para estar com a pessoa, passar momentos com ela e de lhe dar força em momentos de dor, em momentos difíceis.
mas também momentos de alegria. Quão bom é passar momentos de alegria uns com os outros. Mas eu acho fantástico que Paulo utiliza estes dois homens para fortalecer estas comunidades. E eu acho que eles também iriam fazer o mesmo. Ou seja, se receberam de Paulo, Quão fácil também é nós dizermos assim, olha, nós estamos a passar esta mensagem, vocês que estão a recebê-la vão e façam igual. Então nós também hoje deveríamos fazer o mesmo. À necessidade, vamos lá estar com as pessoas. Não vamos enviar só uma mensagem. Porque hoje é fácil. Temos WhatsApp, temos Messenger, temos tanta coisa. Vamos enviar um vídeo, vamos enviar uma mensagem. Essa é a parte fácil. Mas tirarmos tempo da nossa vida, de visitar, de passar tempo com as pessoas. Nós sabemos, tanto do nosso trabalho, mas também de pessoas que gostam de receber visitas.
Quem sabe quantas pessoas é que não recebeu uma visita há tanto tempo. E agora receber uma visita de alguém enviado por Paulo. Naquela altura deve ter sido uau! Paulo enviou de propósito alguém para estar connosco. E nós, hoje, se calhar, também podemos ter o mesmo efeito na vida das pessoas. E com o propósito de consolá-los. Sem dúvida. E de os motivar a ter um relacionamento com Deus, sempre com esse objetivo. O relacionamento é sempre o objetivo de consolá-los e de os motivar a dizer, apesar das dificuldades, Deus no comando. Foi sempre uma preocupação de Paulo com todas as comunidades cristãs, mas havia
uma outra preocupação de Paulo. Nós podemos enumerar aqui outra preocupação, que era a unidade entre judeus e gentios. Quando vamos ao capítulo 4, lendo os versículos 10 e 11, nós dizemos aqui que ele vai agora falar de Três personagens diferentes, mas vai colocá-los aqui. Saúda-vos Aristarco, meu companheiro de prisão. Marcos, sobrinho de Barnabé, acerca do qual já recebeste os mandamentos. Se ele for ter convosco, recebeu. E depois Jesus, chamado Justo, os quais são da circuncisão. Estes são só os meus cooperadores no Reino de Deus e para mim têm sido consolação. É bom precisar que este Jesus não era Jesus Cristo.
Aliás, ele coloca logo o Justo, não é? Portolinda, que implicações eclisiologicas têm o facto de Paulo destacar estes três personagens? Aristarco, Marcos e Justo. que eram os seus cooperadores, mas da circuncisão. Ele vai colocar aqui esta precisão, mostrando que estes têm sido motivo de alguma forma de consolação. É interessante que ele diga que os da circuncisão foram motivo de consolação para ele no seu ministério. Como sabemos, muitos pensadores e religiosos judeus, já do tempo de Paulo e depois ao longo, enfim, até hoje ainda, têm visto no apóstolo Paulo realmente o inimigo número um de Israel.
autor do sisma judeocristão, principal responsável das desgraças que esse sisma provocou nas atitudes antissemitas da igreja. Portanto, mais tarde, realmente Paulo é considerado como um inimigo do seu próprio povo. Mas, no entanto, o apóstolo Paulo nunca excluiu os judeus nem da salvação de Cristo e ele mesmo sempre se apresentou como judeu. Judeu de judeus, circuncidado ao oitavo dia. Portanto, ele é realmente judeu e ele tem prazer em estar com as pessoas que têm a mesma cultura que ele, a mesma mundo e visão que ele tinha. Mas, ainda que ele seja o apóstolo dos gentios, ele dá esta importância, portanto, aos judeus.
Como sabemos, ele vai sempre onde vai evangelizar, a qualquer cidade que chegue. Ele vai, em primeiro lugar, à sinagoga, portanto, para levar o evangelho aos judeus. Mas, apesar de tudo isto, Podemos dizer que o apóstolo Paulo foi também o apóstolo e a pessoa, o cristão, que melhor e mais rapidamente cerniu a verdade da universalidade da Igreja. Portanto, para o apóstolo Paulo, a salvação é mesmo para todos. os que aceitarem Jesus, independentemente da raça, da cultura, da religião ou do género, não é? É ele que diz aquela célebre frase em Gálatas, em que ele diz, nisto não há judeu, nem grego, nem acerto, nem livre, nem homem, nem mulher, mas todos são um em Cristo Jesus.
Para ele também Jesus não era o descendente de Abraão. Jesus é o segundo Adão. Ele põe-o à cabeça da humanidade. Quando ele faz o seu grande discurso em Atenas, ele não se apresenta, nem apresenta a humanidade com nenhuma paternidade específica, mas ele diz Deus de um só. Fez todos os homens. Ele referencia os humanos à criação. Todos realmente têm o mesmo valor aos olhos de Deus e para ele também. Podemos dizer que ele foi certamente o apóstolo, que mais trabalhou para a formação de uma igreja universal que integrasse judeus e gentios. E de muito cedo ele teve esta visão da igreja universal. Vemos que, por exemplo, foi muito mais lento no apóstolo Pedro, foi muito mais difícil aos cristãos de Jerusalém.
Portanto, esta visão da universalidade da fé e da salvação. Mas ele vai realmente ter este discurso, vai procurar fazer esta integração, esta igreja universal, através do do discurso teológico, se lermos o capítulo 11 dos Romanos, ali vemos o lugar que ele dá de destaque ao povo judeu, dando-lhe muitos privilégios, mas de maneira nenhuma mais direitos. Ele faz esta integração a nível comunitário. Podemos pensar na coleta que ele fez para os cristãos pobres de Jerusalém. Portanto, para ele, a igreja era universal, compreendia todos os homens, que eles fossem judeus, gregos, portanto, ou outros.
E ele, na sua equipa, como ele diz aí, ele tem Aristarco, que é grego, mas ele tem judeus, portanto, da circuncisão, porque ele trabalha com todos e ele, como dizia o Tiago há pouco, a importância que tem trabalhar com pessoas com várias orientações, várias visões, várias sensibilidades, é realmente um enriquecimento, não é? Podemos dizer, então, que para nós hoje este exemplo de Paulo é um convite a termos esta mesma abertura para com aqueles que estão à nossa volta. Hoje, até mesmo aqui em Portugal, em que nós podemos considerar-nos invadidos por pessoas que vêm de tantos lugares, com culturas diferentes, de raças diferentes, com visões diferentes. E talvez nós sejamos tentados a fazer realmente, a criar muros entre as pessoas, a trabalhar nas diferenças, quando realmente o apóstolo trabalhava na integração.
Então nós podemos compreender isso e fazer este mesmo trabalho. olhar para as pessoas, não como vindas daqui ou dali, tendo esta ou aquela paternidade, esta ou aquela raça, esta ou aquela cultura, mas sermos capazes de ir além disso e, como o apóstolo Paulo vê-las, despidas, daquilo que a cultura, até a genética, os hábitos, todas as coisas, a história, os espaços geográficos fizeram dessas pessoas. E olharmos cada pessoa como um ser humano candidato à salvação. Alguém que Deus quis que existisse, alguém que Deus ama e por isso tem o direito a ter o nosso apoio, o nosso acompanhamento, o nosso interesse, o nosso respeito.
E o nosso serviço cristão, não é? É isso que realmente me parece que o exemplo do apóstolo Paulo é espetacular para nós, para podermos ser, acima de tudo, humanos. E levarmos o cristianismo aos humanos, porque ele é para a salvação de toda a humanidade. É muito interessante ver que Paulo está fechando esta carta, aos culos, sempre está, no fundo, a deixar as últimas dicas tão importantes e tão necessárias para a nossa vida. E há uma outra que nós podemos mencionar e aqui eu talvez possa dizer que era o sonho de Paulo e era um sonho que era do próprio Jesus.
Quando Jesus nos falou nesta perspectiva, Paulo agarrou nela e depois também a colocou em prática, que todos nós sejamos perfeitos e completos na vontade de Deus. Este era o objetivo final, digamos assim, de Paulo. E se nós formos a Colossenses, capítulo 4, versículos 12 e 13, nós vamos encontrar isto. Saúdo-vos, epáfras, que é dentre vós servo de Cristo, combatendo sempre por vós em orações, para que vos conserveis firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus, pois dele dou testemunho de que tenho grande zelo por vós e pelos que estão em Laodiceia e em Herápolis." Pedro, Paulo vai dar aqui uma importância grande à oração de epáforas, não é?
Achas que esta oração vai definir, de alguma forma, o verdadeiro alvo do discipulado, em termos de firmeza, de perfeição e até de plenitude no que toca à vontade de Deus, à perfeição e a sermos completos em Cristo? Sim. Esta oração que aqui aparece, como se não fosse na primeira pessoa, como Paulo está a dizer que a epáfrase saúda-vos, e depois é como se citasse a oração dele, não é? E vai fazer um conjunto aqui de afirmações e usar aqui palavras muito significativas, de facto, nesse conceito, um conceito grande, mas muitíssimo importante do Novo Testamento, que é esse conceito de discipulado, que no fundo nesse processo de caminhar e crescer com Cristo há um conjunto de experiências e de práticas que são muito importantes.
E vale a pena aqui tomarmos uns minutos para olhar para algumas das notas dentro desta oração. Porque a primeira expressão de Paulo aqui é que quando ele defina quem é e porquê a Páfora está a enviar esta saudação, ele chama-lhe servo de Cristo e diz que ele está a combater sempre por vós em orações. Usando um gerúndio aqui, combatendo sempre por vós em orações. É interessante que o apóstolo utilize esta expressão de que garantindo aos Colossenses que este seu amigo estava a lutar em oração por eles. Temos que entender muito bem o contexto que a imagética da luta e da batalha é realmente na Bíblia usada com muita frequência e no campo da oração.
Especialmente quando se trata do contexto de intercessão. A lógica da intercessão na Bíblia é precisamente a lógica de entender que há uma batalha que tem que ser travada. E é por isso que a linguagem é, não vou dizer militar, mas é esta linguagem do conflito. O que é que isso significa? A verdade é esta. A Bíblia é muito clara em mostrar que o crente vive, seja na sua dimensão, nas suas lutas pessoais, mentais e espirituais, mas também, obviamente, porque isto está envolvido numa luta cósmica, em que as forças das trevas, Satanás, os anjos caídos, são essas as forças tenebrosas que o apóstolo Paulo fala, as podestades às quais se refere, principais e podestades no mundo das trevas, Ela se refere, por exemplo, aos efésios.
Isto é uma realidade concreta, ela é invisível aos nossos olhos, é do domínio do que é espiritual e transcendente, mas é uma realidade concreta, cujos efeitos são observáveis. E por isso é que quando se trata de orar para se manter capaz de estar espiritualmente vivo, Apesar dessas lutas tremendas desses poderes contra nós, a linguagem da batalha aparece neste contexto porque isto é um combate. Se nós não estivermos disponíveis para este combate espiritual, se nós deixarmos ir abaixo ou deixarmos de combater, estamos perdidos. Dizia o apóstolo, a nossa luta não é contra a carne e o sangue. Ou seja, por mais que as lutas que temos às vezes com as pessoas e no mundo das relações humanas.
Entre os cristãos também há muitos problemas. Nas comunidades cristãs ou entre as famílias cristãs. Porque as pessoas... Aqui, por acaso, ainda há bocadinho se referia a Marcos, não é? E nós sabemos que Paulo teve problemas com Marcos no início do ministério. Não estava nada satisfeito com o comportamento de Marcos. E nem quis ir com ele e isso até fez com que ele se separasse. Agora, o ponto é este. Essas lutas entre as pessoas, Elas não são verdadeiramente a essência da nossa batalha. Por isso Paulo diz que não é contra a carne e o sangue, que é uma maneira de dizer às pessoas. Não pensem que é aí que está a nossa luta. A nossa luta está acima disto. Ou seja, é de um nível superior. Logo, diante de forças tão poderosas e tão capazes, realmente é preciso estar disposto ao combate.
Por isso, a intercessão, por definição, é uma luta. Quero dar dois exemplos disto, mesmo que eu não tenha tempo para ir ao resto, mas situar-me nesta ideia de que é preciso combater na oração e de que isso faz parte da nossa maturidade cristã. A primeira é de que nós temos em números 16 uma história absolutamente extraordinária sobre o que é a intercessão sacerdotal, que hoje é a intercessão que a Igreja exerce, porque somos sacerdotes, todos, pedras dessa casa espiritual, como diz o apóstolo, Recordam-se dessa passagem em que depois de um momento de rebeldia brutal entre o povo de Deus, no povo de Israel, Deus envia uma praga, digamos assim, de morte como um juízo que se efetivou naquele momento.
E Moisés, um tremendo intercessor, como sabemos, sempre foi, Moisés vai dar... O texto parece ter essa nota de rapidez. Moisés diz à Arão, o subsacerdote, vai depressa, leva o incensário, corre, ele diz, e coloca-te no arraial, coloca-te entre os vivos e os mortos. para que a praga cesse. Estou a citar um texto, leio e medito muitas vezes nele, porque eu vejo aqui a melhor definição em toda a Bíblia sobre o que é a intercessão, ou seja, a oração de combate. Que é ir para as forças transcendentais e meter-se entre os vivos e os mortos. E ali aguentar firme.
E o texto diz que Arão vai, leva esses objetos que ali eram o que representavam de facto a intercessão. Com licença. E ele vai e o texto diz que no momento em que ele se colocou, que é praga. E ficaram literalmente... Agora imaginem a cena, é brutal. Literalmente ficam mortos de um lado e vivos do outro. Imaginem a pessoa que ficou na fronteira entre o último que morreu e o primeiro que fica vivo. E Erão está no meio. Este quadro dá uma visão do que é intercessão. Por isso é que combater é tão importante. Talvez por isso um dos episódios no Novo Testamento mais me tocam, sobre os quais eu mais vezes medito, e também tenho que confessar...
É um dos episódios que eu mais prego, justamente quando sou pastor numa igreja, eu prego esse episódio talvez duas ou três vezes por ano, sempre, que é Jesus com os discípulos no Gethsemane. Em que Jesus pede, quase suplica, àqueles três dos seus mais próximos discípulos e diz-lhes, fiquem aqui e orem comigo. Eu vou à parte, então ele vai à parte, e o que é que Jesus tem? uma luta, um combate. É a maior oração de intercessão, talvez, do universo, porque Jesus está a combater contra as forças do mal que o tentam fazer desistir, no fundo, da grande missão que ele tem para a sua vida, certo? Por isso Jesus vai sofrer. Jesus vai, aliás, com uma certa disponibilidade que nem é muito normal, ele vai dizer aos discípulos, vai abrir o coração e dizer a minha alma está triste até à morte.
Jesus já está a viver aquele embate de uma maneira tremenda. Vai para aquela oração. Está em luta com Deus. E os três desgraçados... Desculpa, é uma expressão. Deviam ter entendido o momento único que estavam a viver. E ficavam em quê? A combater. E quando Jesus vem, eles dormem. Esta história é muito significativa. Porque os homens que Jesus pediu e chamou para lutarem com ele, desistiram da luta. E é curioso, porque desistiram porquê? Por adorar um bezerro d'ouro? Não. Desistiram porque não entenderam que era um momento para combater. Pois eram as armas. E as armas era orar, vigiar.
E Jesus disse, orem comigo. E por isso, esse texto, eu acho que é uma emoção brutal ver quando Jesus vem e vê-os naquela posição, Parece-se que Jesus está muito vulnerável naquele momento. Há vulnerabilidade no texto. E Jesus lhe diz, então, nem uma hora conseguiram. Não conseguiram ficar aqui a combater comigo. É como se Jesus dissesse assim, eu precisava de vocês agora. E vocês não foram capazes. E depois volta. O texto de Lucas diz que foi enviado um anjo naquele momento para consolar Jesus. Eu tenho uma convicção que vou partilhar aqui. É só isso, não é mais do que uma convicção. é de que aquele anjo não teria sido necessário ser enviado do céu se os discípulos tivessem cumprido o papel deles.
Porque eu imagino que Jesus, se chegasse junto aos três, e ora imaginem que eles estavam os três abraçados, a horário, dizendo, Senhor, abençoa o nosso mestre, guarda-o, ele está em luta. Jesus, se chegasse ali e os visse, eu imagino o seguinte, Jesus juntava-se, era a eles. Começavam os quatro e eles abraçavam-no e diziam, vai em frente, Porque os soldados espirituais que ele levou com ele abandonaram a batalha. Desertaram o campo de batalha, que era a intercessão. Então o que é que Deus faz? Tem que mandar um anjo para o consolar. Jesus ficou sozinho a batalhar no momento mais importante da história da humanidade, quase.
Aqui está um exemplo de que o que nós precisamos de fazer é combater a ioração. É isso interceder, é estar disposto para a luta. E Epáfras era um homem, por isso tão recomendável, porque Paulo diz, isto vocês podem ter a certeza, está a combater. Eu acho bastante interessante aqui o papel de Epáfras, porque nem todos nós somos capazes de fazer este combate. Todos nós podemos tentar, mas nem todos conseguimos ter o mesmo resultado. O que é certo é que Paulo não vai se isolar a ele próprio, como há pouco Albino dizia, de ele ser o personagem principal, ele vai agora enumerar uma outra pessoa, que se calhar só o conhecemos neste episódio, nada mais, em que é um homem que combate claramente, ou seja, não desiste de lutar com Deus pelos outros. Podia lutar por ele próprio, não é?
Mas não é o caso, ele luta por vós em orações. E é muito interessante quando nós temos alguém também a quem nós possamos recorrer. Luta comigo! E essa pessoa se disponibilizar a lutar. É muito interessante isto. Nós temos estado ao longo destes minutos a ver o que o próprio Paulo fez, aquilo que ele recomendou. Ver que Paulo era um homem de oração, mas não era o único. Ele encontrou outras pessoas que faziam parte da sua equipa.
E os Colossenses foram realmente muito agraciados e cheios do conhecimento porque Paulo tinha esta convicção e deu tudo por aquele povo. Nós estamos aqui numa conversa extremamente agradável, no programa à Bíblia Aberta, mas temos que fazer uma curta pausa. Voltamos já a seguir. TV Novo Tempo, o canal do sábado, o canal da esperança. Estamos de volta para a segunda parte deste episódio da Bíblia Aberta. Será o último desta série, desta temporada, que temos vindo a estudar filipenses numa primeira fase, e agora, com licença, estamos mesmo no último capítulo desta carta que Paulo deixou a este povo. Antes de retomarmos a nossa conversa, eu tenho sempre algo para lhe oferecer, e desta vez Eu quero lhe propor mais um guia de estudos.
É um guia bastante interessante, que tem por título Educação Financeira à Luz da Bíblia. É este guia de estudo que eu tenho aqui na mão. Portanto, tem este título, Educação Financeira à Luz da Bíblia. Há muitos de nós que gostaríamos de ser ricos. Será que ser rico é pecado? É uma boa pergunta que precisa de ter uma boa resposta. Então, pela Bíblia, nós vamos encontrar essa resposta. E aqui você vai encontrar vários versículos que nos podem indicar se realmente ser rico é pecado. Ou então podemos ver passo a passo para darmos, digamos, um adeus, se quisermos, ou livrar-nos das nossas dívidas. Muitas vezes nós estamos com muitas dívidas pelo meio e não sabemos como. Aqui temos algumas dicas que nos podem dar alguma oportunidade de podermos resolver alguns problemas financeiros da nossa vida.
Se precisar deste guia de estudo, se desejar, ou se quiser inclusive oferecer a alguém próximo de si, algum filho, mesmo ao seu marido, à sua esposa, não importa, então peço-a gratuitamente através do nosso número de telefone 933 93 92 91. E teremos muito gosto em oferecer-lhe este guia de estudo, para que também conheça esta vertente, digamos, que a Bíblia tem sobre a nossa parte financeira. Vamos voltar à nossa conversa, porque estava a ser tão boa, que nós agora vamos ligar a primeira parte à segunda. Ou seja, nesta segunda parte, do Bíblia Aberta de hoje. Nós estamos, como disse há pouco, a terminar este estudo da Carta aos Colossenses. Estamos no capítulo 4.
E se agora lermos os versículos 10 e 11, nós vamos encontrar aqui mais dois personagens que Paulo vai introduzir nesta carta, que vai nos dar como personagens que faziam parte da sua equipa. Vamos ler. Eu disse lermos o capítulo 4, versículos 10 e 11, mas vou corrigir. É 2 Timóteo. Gosto tanto da Epístola aos Colossenses que já ia aqui dar-lhe a informação errada. Vamos trocar só da Epístola, muito rapidamente, a 2ª Timóteo, capítulo 4, e aí vamos ler os versículos 10 e 11. Diz, Porque Dêmas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalónica, Crescente para a Galáxia, Tito para a Dalmácia, só Lucas está comigo.
Toma Marcos e traze-o contigo, porque me é muito útil para o Ministério. Nós fomos buscar esta passagem porque vemos aqui que realmente Paulo tem uma equipa ao lado dele, tem uma empresa, digamos assim, de fiéis que andam de um lado para o outro, trazendo para ele e levando para os outros aquilo que de mais importante havia. Temos aqui, portanto, mais alguns elementos da equipa de Paulo, neste contraste bastante visível, Lucas mantinha-se com Paulo, ao contrário, Demas tinha-o desamparado, tinha sido embora, enfim, tinha abandonado, de alguma forma, aquela perspectiva da missão que Paulo estabelecia e que imprimia junto de todos os seus. Albino, este contraste ilustra, de alguma forma, muito bem o conflito que nós podemos ter entre fidelidade e missão.
Fidelidade, por exemplo, à missão, se quisermos, e ao mesmo tempo, O amor tal como Paulo vai descrever aqui, amor ao presente século, às coisas deste mundo. Como é que nós podemos aqui tirar alguma coisa importante para a nossa vida? É verdade, Jorge. Isto fala, se calhar, a muita gente. E eu gostei muito desta pergunta, porque, se calhar, a mim, para aqueles que me conhecem um bocadinho da minha vida e do meu passado, se calhar fala-me muito pessoalmente por uma questão de escolhas. Temos aqui... Também em Colossenses, ou seja, nós estamos a ler 2 Timóteo, para aqueles que nos acompanham. Nós estamos a ler 2 Timóteo porque em Colossenses também mencionava estes personagens. Mencionava Lucas, mencionava Demas. E esta comparação de alguém que se mantém fiel e alguém que escolhe uma escolha pessoal de apesar de conhecimento escolhe outras coisas.
E é muito interessante que desde o início que o próprio Jesus dizia eu não espeço com os tiros do mundo mas que os livros do mal. E aqui nós temos esta questão, não amar o mundo. Nós muitas vezes utilizamos no contexto cristão, se calhar, esta palavra mundo, para aqueles se calhar que não têm tanto conhecimento bíblico. Isto até parece que estamos a falar de, ai, o mundo, o que é que é esta coisa. E agora dá aquela ideia de podermos ir para Marte. Exatamente. Já não amamos mundo, amamos mar. Não. Mas nós sabemos, pessoalmente, amar as coisas que não são de Deus. Amar algo contrário ao que Ele nos deixou. E aqui nós vemos uma decisão. Uma decisão de alguém que teve contacto com a mensagem, Demas, que a certa altura era companheiro de pau, missionário, vamos pô-lo assim, não é?
Missionário, evangelista, levou se calhar a mensagem a outras pessoas. Provavelmente um bom pregador. Grandes capacidades, e quantos de nós aqui, e se calhar as pessoas que nos acompanham lá em casa, conheceram grandes cristãos que em certa altura foram grandes pilares de fé, mas que por alguma razão escolheram não combater mais. O que o Pedro falava há bocadinho, deixaram as armas, disseram já não vale a pena, já combatiu o suficiente, Ou. Então este combate não me interessa. Não me interessa. Mas eu sinto aquela questão de o morrer na praia. Já combati tanto que agora já não vale a pena. Jesus ainda não voltou. E há tantas coisas que Jesus nos diz, que Paulo nos escreve, de dizer que se mantenham fiéis até o fim.
Se não nos mantenhamos fiéis até o fim, então não vai haver salvação. Não vai haver hipótese. Aquele que deixa de combater vai morrer no combate. Aqueles que competem, o próprio Paulo dizia, sabem que têm de passar a meta, alcançar a meta. E meta quer dizer depois do objetivo, não é? Ainda estamos na corrida. E para Paulo Demas era alguém que ele apreciava, porque ele vai dizer desamparou-me. Este termo de desamparar marcou a vida de Paulo. Porque era alguém que o suportava. Para desamparar quer dizer que alguém precisa de suportar. E é interessante também que ele faz a comparação no que nós acabámos de ler, e que nós mencionámos há um bocadinho, de Marcos.
Que Marcos, em certa altura, foi alguém que o desamparou também, que parecia aquele fogo inicial de... Não, eu vou para a frente! E queria acompanhar Paulo, mas por causa das dificuldades do Ministério, então Paulo disse não, não quero, Marcos não vale a pena. Mas que agora, vejam bem o que é que ele diz, traz-me Marcos. que depois também representa aqueles que podem se ter afastado. Eu gosto muitas vezes de me identificar com Marcos porque eu próprio, na minha vida também, em certa altura, escolhi outros caminhos e pela graça de Deus hoje estou aqui, graças a Deus, não é por mérito meu, sem dúvida, mas que voltámos ao Ministério, voltámos a acreditar na missão, a pegar nas armas espirituais, voltar a vestir a armadura e dizer não, este combate vale a pena.
E é por isso que é tão importante esta mensagem que Paulo nos deixa aqui, desta comparação entre Lucas e Demas. E quando fala com Lucas, nesta carta a Timóteo, uma das últimas cartas, se calhar que ele escreveu, a dizer, traz-me, conforta-me, eu preciso também de apoio. Aquilo que o Pedro também estava a falar, a necessidade de apoio mútuo, nas dificuldades, apesar de Deus ser o nosso suporte, e é sem dúvida, mas a necessidade de nos suportarmos uns aos outros, de nos elevarmos uns aos outros. E isto é uma necessidade que nós temos humana. E nessa ideia com Marcos, Paulo provavelmente passou muito tempo, ou parte do seu tempo, a monitorizar as atitudes de Marcos e a ver o crescimento de Marcos e de repente diz, não, Marcos tem valor e eu quero na minha equipa novamente.
Isto é qualquer coisa de muito interessante, não é? Agora, Paulo também queria muito que a sua mensagem pudesse circular, não só pela Igreja de Colossos, mas também pudesse, de alguma forma, chegar a outros, não é? E que os outros pudessem estar certos desta verdade que ele amava e que ele
pregava e, ao mesmo tempo, desta autoridade que era a própria mensagem, não é? Se nós voltarmos ao capítulo 4 de Colossenses, porque, no fundo, é a base da nossa conversa, Agora, no versículo 16 nós vamos encontrar aqui algo muito interessante sobre a circulação das cartas e da autoridade desta mensagem que ele pregava. Diz claramente este versículo, versículo 16, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses. e é que veio de Laodiceia, Lídia, Vos, igualmente. Ou seja, havia uma circulação de cartas, porque cada uma delas tinha mensagens muito interessantes. Hortelinda, que princípios nós podemos tirar, digamos, desta orientação que Paulo dá aqui, das suas cartas circularem de igreja para igreja?
Bom, a primeira coisa que aprendemos é que existiu uma carta aos laodicenses que nós não conhecemos, não é? Que não está no cálculo, nem fora do cálculo. Deve ter desaparecido. Mesmo os pais da igreja, os primeiros não falaram. Porque ele diz que leiam também. Na igreja de Colossos. Mas eu penso que há dois aspectos que eu gostaria de... e que penso que estão certamente no espírito de Paulo. E o primeiro é que ele acredita absolutamente na sua inspiração. Ele acredita que ele é inspirado por Deus naquilo que diz. e que, portanto, os seus escritos são importantes e valem em todo lugar e em todas as igrejas. É por isso que ele diz que realmente aleiam a igreja dos laodicenses e que façam, portanto, esta troca.
Na realidade, esta é uma característica dos textos inspirados. É que eles podem dizer coisas diferentes, a pessoas diferentes, em situações diferentes. Certamente já vos aconteceu, vocês, estarem numa aflição, pedirem a Deus uma luz, uma palavra e abrem a vossa Bíblia e caem num versículo, os vossos olhos vão precisamente para o versículo que tem a resposta. Portanto, para vós. Porque os textos inspirados são vivos e são usados pelo Espírito Santo para responder às necessidades dos crentes, não é? Então, responder às necessidades das várias igrejas, do tempo de Paulo e também ao longo de todo o período histórico da igreja, não é? Nós continuamos a ler estes textos, velhos de dois mil anos, e eles continuam a a edificar-nos, a enriquecer-nos, a fazer-nos crescer.
Portanto, é a riqueza da inspiração. É a palavra dos homens, escrita pelos homens, mas que contém realmente a palavra de Deus. E eu penso que Paulo tinha absoluta certeza disto. Então ele manda lê-lo por todos. Todos leiam porque vem da parte de Deus. Por outro lado, também o outro princípio é que a mensagem pode ser a mesma porque os problemas são os mesmos. Como diz o homem lá de Eclesiastes, não há nada de novo debaixo do sol. Na realidade, os problemas são os mesmos em diferentes lugares. Podem vir até nós vestidos com outras roupagens, mas, na essência, eles são, efetivamente, os mesmos.
Na essência, na natureza e na procedência. Então, a Igreja, como um todo e cada cristão individualmente, Tem um combate permanente de natureza espiritual, que já foi falado aqui, e que os testes nos ajudam a fazermos o combate. E eu gostaria de falar dos três inimigos que o apóstolo Paulo fala nestas epístolas. que nós, seja em que período histórico nos encontremos, a Igreja ou nós
individualmente, nós teremos sempre um combate a travar. Os dois companheiros de painel já falaram no combate e eu gostaria de continuar a falar neste combate e dos inimigos que nós temos que enfrentar. Como dizia a Epístola aos Efésios, portanto não temos que combater contra a carne e o sangue, mas contra as hostes espirituais da maldade. Então, um dos primeiros inimigos que nós temos é aquele que está tão perto de nós que convive connosco e faz corpo connosco, é aquilo que o apóstolo chama a carne. E ele fala nisso nestas epístolas. A carne, o que é esta carne? Esta carne é a nossa natureza humana caída, que tem certas tendências, apetências, desejos e gostos que são contrários realmente à palavra de Deus e ao plano de Deus para nós.
O apóstolo diz muitas vezes, de várias maneiras, se viveres segundo a carne, segundo esta natureza caída, morrereis. mas se de facto mortificares a carne, vós vivereis. Portanto, este inimigo nós o chamamos mais facilmente o eu. É esta natureza que se opõe a Deus e que toma prazer realmente naquilo que é negativo e que é contrário ao plano de Deus para nós. Esta natureza não é sujeita à lei de Deus, diz o apóstolo. É algo que nós precisamos da ajuda de Deus, da palavra de Deus, do poder do Espírito, a combater porque sozinhos não conseguimos. O segundo inimigo, o Albino acabou agora de falar, é o mundo.
O mundo representa uma espécie de caixa de ressonância da carne. É o conjunto hiperpotenciado dos nossos desejos, dos nossos apetites, daquilo que realmente nós gostamos. Ou seja, o mundo é um conjunto de estímulos para a carne, bem adaptados, não é? O mundo fornece aquilo que sabe, que a carne realmente gosta. Então, as respostas, as propostas, tudo o que nos é apresentado pelo mundo é realmente de harmonia com esta natureza e é um combate para nós. Como já foi referido aqui, Jesus diz, vós não sois do mundo, que eu do mundo não sou.
E o apóstolo João diz, se amardes o mundo, o amor de Deus, não é? completo, portanto, em vós. É um sistema de valores que nos são propostos, mas que tem uma correspondência tão direta e tão identificada com a nossa própria natureza humana, que realmente é difícil resistir, portanto, às tentações do mundo. E este é um inimigo com o qual nós vamos combater sempre. E o terceiro inimigo é realmente uma pessoa, não é? E é Satanás. Satanás que tão bem sabe usar o mundo para apelar à carne e alcançar a vitória. Ele é que é o comandante do mundo, não é? Ou seja, temos esta questão. Quem é que comanda?
O espírito, não é? Bíblicamente o espírito vem de Deus, não é? e a parte do mundo ser o comandante, o inimigo. O príncipe deste mundo. Ele conhece a carne, sabe como utilizar o mundo para estimular, enviar estímulos que vai provocar respostas que efetivamente não são naturais quando vivemos com a carne. Ele é o fabricante de todos os estímulos. Os estímulos, exatamente, porque ele nos conhece e tem um estímulo para cada pessoa. Nós não reagimos todos aos mesmos estímulos. Há estímulos que a mim não me tocam, mas há alguns que realmente me tocam muito e que possivelmente não tocam a vocês. E é muito interessante essa ideia que estás a dar. Deus conhece-nos muito bem, porque ele criou-nos, mas o inimigo também nos conhece muito bem.
Muito a fundo. Deus por criação e o inimigo por observação. É porque ele observa o humano há milénios, não é? Então ele sabe bem como funcionamos. e sabe o que há de pôr na mesa para nos apelar. Então, isto é realmente um combate que é igual, então, em qualquer parte do mundo hoje, foi igual em qualquer parte do mundo nos séculos que nos precederam. E é por isso que nós ainda hoje podemos ler o livro do profeta Isaías. Dizendo, apelando para o povo não se abandonar à idolatria e resistir à idolatria. Nós dizemos, mas nós não temos nada a ver com isto. A idolatria não faz parte da nossa vida. Faz tanto.
O inimigo mudou-lhe as roupagens, mudou-lhe as cores, mas ela continua aí. Na realidade, o nosso grande pecado é da idolatria. É por isso que o primeiro mandamento da lei de Deus é, não terás outros deuses diante de mim. E é aí que tudo se joga. E é este combate que é o mesmo da igreja. Sempre será o mesmo até que Jesus venha. que a Palavra de Deus nos dá as ferramentas, nos dá as orientações e o Espírito Santo nos capacita para travá-lo. E quando vamos ao livro de Oseias nós percebemos a raiz do nosso problema, não é? Falta-nos o conhecimento de Deus, o amor, enfim, todas essas coisas. Exatamente. Portanto, logo estes textos são para o homem. Qual homem?
Todos nós. Para quando? Para sempre. E para onde? Em todo lugar. Nós continuamos a agradecermos a Deus por ter esta orientação da palavra que foi escrita há milhares e milhares de anos. É a prova da inspiração, é a sensibilidade que o ser humano tem a estes textos. É a prova de que eles não são unicamente humanos, são escritos por humanos, mas vêm de Deus, incluindo, sobretudo, também, os do apóstolo Paulo. É interessante, tu começaste por dizer que Paulo sentia-se sempre um homem inspirado e, portanto, aquilo que ele escrevia era muito importante partilhar com os outros. E aquilo que nós podemos ver como, vá lá, remate final, se quisermos, a tudo aquilo que nós tivemos ao longo desta temporada a falar, é que nós temos que perceber quais são as escolhas que fazemos para a nossa vida.
Apesar de tudo, nós temos que perceber se estamos a escolher o certo ou se não estamos a escolher o certo. E se o certo, que nós entendemos ser o certo, revela o caráter de Deus, porque é aqui o barómetro, é aquilo que nos vai distinguir dos outros, é se nós conseguimos, através das nossas escolhas, revelar o caráter de Deus. E para isso eu gostava... É um bocadinho contra a natura, não é? Mas tivemos de estudar a carta dos Colossenses e vamos terminar com a passagem de Salonicenses. Mas eu gostava de ir a uma passagem de Salonicenses, que é a 1ª de Salonicenses, capítulo 5. Abra, por favor, a sua Bíblia em 1ª de Salonicenses, capítulo 5, para lermos o versículo 18. Porque, de alguma maneira, Paulo vai falar aqui um bocadinho da gratidão como um
estilo de vida que nós precisamos ter na nossa vida. Ele vai dizer, capítulo 5, versículo 18, Pedro, nós vamos fechar esta série de episódios sobre estas duas cartas, que foi verdadeiramente apaixonante, digamos assim. Foi muito bom tudo aquilo que nós tivemos aqui durante esta temporada. Foi um desafio cheio de sentido, vamos dizer assim. Mas Pedro, de que modo a gratidão, teologicamente falando, este apelo à gratidão, ele se pode relacionar com o apelo que nós vimos também e estudámos em Colossenses para nós permanecermos, por exemplo, firmes em toda a vontade de Deus. Sem dúvida, eu acho que para já é ótimo podermos terminar sobre esta nota de gratidão como um dos grandes princípios da Teologia de Paulo.
Ou seja, não é uma coisa barata de chegar ao fim e dizer, olhe, deem graças em tudo. Paulo explana esse tema, ele está desenvolvido ao longo das suas cartas, mas foi interessante a maneira como a pergunta coloca esta ideia, porque se ao terminarmos aqui o estudo da carta aos Colossenses, pudéssemos fazer talvez um resumo, ou como se houvesse um texto principal, mas pode haver uma ideia que talvez seja um pouco congregadora, ou até várias, mas eu poderia fixar-me numa expressão que o capítulo 3 usou, a propósito daqueles vários conselhos que são dados, quando o apóstolo diz que tudo o que fiz a Hérdes, fazei em nome do Senhor.
E este princípio realmente é absolutamente transversal. Por isso, a Hortelina também agora explanou isso aqui, por isso é que estas cartas têm esta aplicação universal, e são para todo o tempo e para todo o homem, para todo o lugar, porque a expressão tudo quando fizeres fazer em nome do Senhor é absolutamente universal. As coisas que os homens no primeiro século faziam, a maneira como as famílias viviam, as relações interpessoais, a cultura, tudo nos distingue quase até ao limite. Mas se há uma coisa que não nos distingue é que o que naquele tempo era feito, a forma como era feito, a cultura e a maneira como as pessoas viviam até a fé, elas tinham que o fazer em nome do Senhor.
E nós hoje, no século XXI, com as realidades do tempo em que vivemos, tudo o que fazemos será válido se o fizermos em nome do Senhor. Fazer em nome é que a nossa vida, as coisas que nós fazemos, as escolhas e os frutos que produzimos, eles têm a marca do Senhor. É como... Porque o nome é o que dá a identidade. É para isso que serve o nome. Até fazer as coisas em função do que Deus é. Como se Deus... A metáfora que eu queria usar é o seguinte. Se a nossa vida fosse um quadro que está a ser pintado com as nossas ações, com as nossas escolhas, com o nosso serviço, com a nossa missão, com os nossos relacionamentos.
A maneira como nós, homens, amamos as esposas, como as mulheres amam e cuidam dos maridos, como os filhos obedecem aos pais, como os pais tratam e educam os filhos, tudo isto. Se tudo isto fosse uma pintura que estivesse a ser desenhada, e o Chateau GPT conseguia transformar as nossas ações todas também numa pintura, só para virmos graficamente. O que o apóstolo está a dizer é, se a vossa vida fosse esta pintura estivesse a ser desenhada, desenhe-na de tal maneira que no fim Deus possa aparecer e ele a que assina, como o autor. E essa pintura é muito interessante ver que tu dizias que era universal, mas é também transversal, ou seja, não tem uma época em que era assim e é que agora mudou. Não é sempre igual. É sempre a mesma pintura. Sendo que o desenho que aparecerá nessa pintura, na Idade Média, o desenho teria um aspecto, porque a vida e as cores da vida eram umas, aqui no primeiro século as cores eram outras, e hoje a imagem já vai ser tecnológica, com cores mais berrantes, não sei.
A imagem, o aspecto dela, as características dela vão ser diferentes. Mas há esta coisa maravilhosa de que, no fim, Deus assina-se a obra. E nós sabemos que o que dá valor a uma obra é a assinatura. Por isso é que nós, amadores, olhamos para obras de alguns dos grandes, por exemplo, pintores do passado, especialmente. No nosso olhar amador, olhamos para algumas obras e dizemos, isto nem parece assim uma grande coisa especial. Claro, estamos sempre a comparar com aquela capacidade de desenhar o detalhe das coisas. E aí houve outros movimentos culturais em que as coisas eram muito simplistas, etc. Mas nós sabemos que, se estiver lá escrito Picasso, e se souberem que aquilo é mesmo a assinatura do Picasso, aqueles riscos num quadro valem milhões.
Mesmo que eu conseguisse fazer uma coisa próxima, em termos só de aspecto, vale nada. É a assinatura da pessoa certa. Porque ganha... E nós lá está, amadoramente, dizemos... Mas o quê? Aqueles reviscos é que têm aquele valor? Não são os reviscos, é aquela pessoa. E essa pessoa que teve um peso na história da arte, que lhe dá isso, tudo o que ela faça tem valor. Porque as pessoas sabem que está inserido numa identidade. E a nossa vida pode ser uma obra de arte de tal forma apresentável que Deus, no fim, diz isto é uma obra minha. Cristo. E Paulo queria muito que as pessoas vissem que a assinatura era mesmo de Cristo, não era de ninguém mais.
Por isso... Parece que fugi da questão de dar graças, mas vou terminar com isso. Por isso é que o apóstolo diz... Aliás, eu esqueci-me o texto que eu estava a citar há bocadinho e fazia tudo em nome do Senhor, dando graças a Ele por todas as coisas. Porquê? Porque a gratidão é o reconhecimento da soberania de Deus em tudo o que nos acontece. É a soberania de Deus nas circunstâncias. Por isso é que dar graças em tudo não significa estar contente e satisfeito com tudo. Há tanta coisa na nossa vida que é motivo de lágrimas até e tristeza. Dar graças em tudo é reconhecer que Deus está soberano. sobre cada momento da minha vida. Por isso é que, teologicamente, podíamos dizer que dar graças em tudo é um ato de fé na providência de Deus, na autoridade e na soberania de Deus.
Como Ele está no controle de tudo, se eu submeter a minha vida, eu digo, Senhor, graças por isto. Não temos nada a temer. Controlo total, entrega total. Tu estás a controlar tudo e eu agradeço-te por isso. É desta forma tão... Tão extraordinária, vamos dizer assim, que fechamos mais um episódio do Bíblia Aberta. Fechamos também uma temporada. Ao longo desta temporada de 12, 13 episódios, estivemos a olhar por duas cartas pequeninas, é verdade, mas deu tanto sumo. E qualquer dia voltaremos a estudar, porque nunca é demais nós estudarmos aquilo que o Senhor Deus nos dá. Por isso, nunca deixe de ter a sua Bíblia aberta. Mantenha-a aberta consigo.
Quanto a esta equipa de colaboradores e de convidados, eu agradeço-vos muito, aos três, por terem dado o privilégio da vossa companhia e, ao mesmo tempo, de podermos trazer aquilo que o Senhor Deus nos deu a conhecer e a nossa experiência também. Foi bastante engrandecedora a nossa conversa ou as nossas conversas ao longo desta temporada. Só falta mesmo nós fecharmos este episódio relembrando a oferta que temos para si, é esta revista, Guia de Estudo, Educação Financeira à Luz da Bíblia. Se desejar receber este Guia de Estudo em sua casa, poderá fazê-lo através do pedido para o 933 939 291. Alguém do outro lado irá recolher o seu pedido e irá depois enviar por correio gratuitamente e você poderá receber em sua casa.
Para a semana nós vamos abrir uma nova temporada. Nós não nos vamos embora. Para a semana voltaremos. Onde iremos tratar de um outro assunto também muito interessante. Vamos voltar a refletir sobre a forma como podemos e devemos crescer na nossa relação com Deus. É um tema que de certeza vai poder também fazer boas reflexões connosco. Por isso fica desde já convidado a poder estar na próxima semana connosco. Até lá. Tenha uma boa semana. Que Deus o abençoe.
Neste episódio do Bíblia Aberta, concluímos o estudo da carta de Paulo aos Colossenses, refletindo sobre o verdadeiro modelo de evangelismo cristão, a importância do trabalho em equipa e o poder das relações pessoais na missão.