Olá, seja muito bem-vindo a mais um episódio do programa Bíblia Aberta, aqui na TV Novo Tempo Portugal. Já sabe, nós estamos no canal da MEO, no canal 186 da MEO, e estamos 24 horas sobre 24 horas a transmitir esperança para si, para todos os seus e para todos aqueles que se sintonizam connosco. Se não puder ter-se por perto o canal 186 da Mel, poderá ligar-se também à Rádio RCS, nos 91.2 FM, para a Grande Lisboa ou então pela internet. Poderá estar em sintonia com a programação cristã desta rádio. E se não tiveres nem o canal 186 da Mel, nem a Rádio RCS por perto, poderá ligar-se ao YouTube da TV Novo Tempo e encontrará lá este e todos os outros episódios do Bíblia Aberta e poderá até fazer uma revisão de todos os temas que já foram aqui tema de conversa entre os vários convidados que nós normalmente trazemos todas as semanas.
Esta semana não será diferente. Voltamos a ter uma equipa que já esteve comigo aqui na temporada passada. O Pedro Esteves. Olá, Pedro. Mais uma vez, obrigado por estares connosco. Voltamos a ter a Inês Azul. Obrigado, Inês, por voltares a estar aqui connosco. E a Joana. Olá Joana, é sempre um gosto ter-te aqui. Hoje nós temos como referência, nós na altura falámos de José e foi o último capítulo de José, não sei se vocês se recordam, já lá vai algum tempo. Mas hoje nós temos agora a carta de Filipensa em cima, digamos, da nossa mesa. Uma carta escrita por Paulo e que ela está a ser extremamente interessante de estudar. E todas as semanas nós temos aberto um pouquinho desta carta e temos visto algumas coisas que são, diria, como luzes para nós.
E esta semana, ou este episódio, nós iremos ver que estas inscrições de Paulo aos Filipenses são luzes que brilham no meio das trevas. Eu vou dizer que este será talvez o tema geral para a nossa conversa de hoje. Nada melhor do que irmos a Filipenses capítulo 2 para lermos o versículo 12 e o versículo 13. Se tem a sua bíblia à mão, então é muito fácil. Abra na epístola aos filipenses. Se não, poderá ir buscá-la rapidamente. Ou então, se usa alguma tecnologia, digamos telemóvel ou iPad, ou enfim, algum aparelho que lhe possa dar a oportunidade de ter a bíblia à mão, sintonize-a então em Filipenses capítulo 2, para lermos os versículos 12 e 13, que diz De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor, porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.
Pedro, vou começar por ti, nesta sequência de perguntas, sem cairmos na ideia errada de alguma forma pensarmos que a salvação depende ou pode depender do nosso esforço pessoal. Mas a pergunta que eu gostava de te colocar é como é que nós podemos cooperar com Deus Como é que nós podemos cooperar com esta ação de Deus em nós? Sem dúvida que é uma pergunta muitíssimo importante, uma compreensão abrangente da teologia do Novo Testamento, não por razões intelectuais, mas pelas implicações que têm uma boa, uma sólida compreensão deste processo da salvação. Ora, o apóstolo Paulo é realmente o mestre deste tema. Ninguém, talvez, em toda a Bíblia, em todos os escritores, profetas e apóstolos, escreveram de uma maneira tão exaustiva, tão profunda.
Provavelmente muitas horas ele passou a refletir sobre este tema. Com certeza que Deus o inspirou, mas nós sabemos que a inspiração, mesmo a que vem de Deus, está sempre ligada também ao processo de refletir e amadurecer as ideias. E Paulo, aliás, vê-se muito isso nas suas cartas. Amadureceu muito estes conceitos. É por isso que este versículo aqui, estes dois versículos em particular, são muito interessantes numa espécie de equilíbrio permanente que Paulo procura quando se trata, por um lado, de compreender qual é o nosso papel no plano de salvação, por outro lado, compreender o que é a salvação. Porque, por um lado, se isolássemos totalmente uma expressão do versículo, ela podia levantar-nos uma dúvida ou parecer que nos indica numa direção, que é quando diz, operei a vossa salvação.
É claro que se copiarmos só estas quatro ou cinco palavrinhas e dissermos operei a vossa salvação, alguém com isto só dizia, então afinal a salvação somos nós que a operamos. E, portanto, isto seria como uma espécie de título para todo um conceito que seria a salvação pelas nossas obras, pelas nossas escolhas. Mas é curioso que o mesmo versículo, logo a seguir, diz que Deus é quem opera tanto o crer como o efetuar. O que é muito curioso, porque se isolarmos esta expressão, dizemos isto, não somos nós que fazemos nada. Porque se Deus opera tanto o querer, que é a vontade, como a capacidade de efetuar, então já percebemos que não é de nós que vem. Por isso é que é muito interessante perceber como é que nós conciliamos isto. Embora eu já esparcei aqui a ideia de que mais do que uma tentativa de conciliação é que o apóstolo Paulo está permanentemente a fazer um equilíbrio entre duas vertentes que não se anulam.
Antes conjugam-se ou complementam-se. E por isso é que este aspecto é tão importante. Vamos recuar aqui um bocadinho e tentar fazer uma espécie de revisão da matéria sobre esta questão da salvação, de como é que nós precisamos estar muito alerta para não cairmos nos riscos, nos perigos do legalismo na prática ou de uma tentativa de comprarmos Deus através das coisas que fazemos. Por isso é que precisamos sempre lembrar-nos que a iniciativa da salvação é uma iniciativa divina. Portanto, a obra, a capacidade de salvar é uma obra exclusiva de Deus, por isso é que ela senta no conceito bíblico de graça. Portanto, é uma coisa que é dada, que é isso que quer dizer de graça.
Portanto, nem vale a pena ir para grandes teologias, porque nós também dizemos de graça. E de graça só tem o significado, é que não tem preço. Umas coisas são de graça porque não têm valor nenhum, outras são de graça porque nós não as poderíamos comprar. Na verdade, as coisas mais importantes que nos oferecem, nós nunca as poderíamos comprar. o amor de alguém, por exemplo, para dar exemplos de coisas que são extremamente valiosas, o cuidado, os nossos pais que nos cuidaram e nos fizeram sobreviver. Estas coisas foram-nos dadas de graça. Mas sem elas a nossa vida era inviável. O que significa que a graça não é um desmerecimento para uma coisa muitas vezes. Há coisas que são tão valiosas que a única alternativa é elas serem de graça, senão ninguém as podia pagar. É como a vida humana. Qual é o valor que colocaríamos numa vida humana? Já houve tempos em que as pessoas eram uma mercadoria.
e, portanto, tinha um valor. A pessoa mais forte era mais capaz, era mais cara do que a pessoa que não tinha físico, sei lá. E nós olhamos para isso com horror e espanto, porque a vida humana é daquelas coisas que não têm preço. Logo, a única forma é a vida humana ser um dom, é uma graça. Por isso, este princípio aplica-se à lógica da salvação. Por isso o apóstolo Paulo dizia, e fés e os dois, não é? Muitas vezes aqui citamos, eu que estou há muitas temporadas aqui, estamos sempre a citar este texto. Acho que não há uma temporada aqui, que seja qual for o tema, que alguma vez não citámos aqui fés e os dois, não é? Porque pela graça sois salvos por meio da fé. E isso não vem de vós. Vem de Deus. Porque não vem das obras. E o Paulo diz porquê? Para que ninguém se glorie. Porque se formos nós a operar esta obra e dizemos, olha, aqui está, eu fui capaz de criar as condições para me salvar, na verdade isto seria uma guerra sobre quem é melhor.
E se há uma coisa que a Bíblia e o grande conflito nos ensinam é que se nós estamos numa guerra, o ser humano é para ver qual é o pior. Essa é que é a realidade. Quando nós somos deixados à solta, nós lutamos para ver quem é o pior, quem é o mais egoísta, quem é o mais orgulhoso. Essa é quem é a nossa luta, se nós fomos deixados à mercê das nossas tendências, do nosso coração. Por isso é que a Escritura diz que o coração é o mais enganoso de todos os sistemas que existem à face da Terra. Logo, não haveria alternativa. Se fôssemos deixado à mercê das nossas obras e das nossas escolhas, invariavelmente. É. Como as probabilidades matemáticas. Há probabilidades que, sabemos, é invariavelmente, a partir de uma certa dimensão, nós invariavelmente falharíamos nesse processo.
Mas deixa-me colocar-te aqui uma ideia que me parece bastante interessante. Há um livro que tem o título Nos Lugares Celestiais. Ele tem uma frase, ou um parágrafo muito interessante, que diz que o homem trabalha e Deus trabalha. Portanto, os dois têm que trabalhar, quer queiramos ou não. O homem é solicitado a forçar cada músculo, exercer cada facultade, na luta pela imortalidade, mas é Deus quem supra a eficiência. E depois, mais à frente, diz claramente, Deus não faz nada sem a cooperação da humanidade. Isso mesmo. Ué. Acho que esta palavra, cooperação, é uma palavra que eu gosto bastante. Porque é cooperativo. Sempre me questionei como é que se consegue esta dualidade pegar, não é? Ah, nós temos que fazer alguma coisa. Não, nós não temos que fazer nada. Não, mas... Os jovens perguntavam muito, em alguns programas que fizemos.
Então, mas se ninguém precisa fazer nada, então todos são salvos. Ah, precisas de aceitar. E o que é que é aceitar? E esta pescadinha de rabo na boca leva realmente a uma... Ah, esta palavra para mim, que eu acho que é a cooperação. É muito interessante. O versículo, não, o texto é justamente extraordinário. Mas permite-me terminar, então, neste caso, com uma nota. Tenho aqui escrita, nas minhas notas, que me parece que concilia, então, esta aparente contradição, que eu aposto que resolve bem, no fundo, mas nós estamos a tentar explorar e formular com outras palavras, para sermos capazes de facilitar a nossa compreensão, a ideia de que a graça Não anula o esforço. O que a graça faz é que purifica a intenção.
Purifica a motivação. Nós sabemos bem que, seja em coisas terrenas ou nas coisas celestiais, como na salvação, as nossas intenções, a maior parte das vezes, são más, são erradas. O problema ou a solução nunca estará nas nossas obras porque uma pessoa pode comportar-se bem pela razão errada. Este é o ponto. Logo, o nosso esforço ou o nosso papel na cooperação é termos as motivações certas. Por isso é que, como a graça é Deus vem e oferece-me, o poder dessa oferta é purificar as minhas intenções.
É por isso, que também já disse aqui muitas vezes nesta mesa, que me parece que Davi, o rei Davi, é o exemplo supremo na Bíblia de como é que se conciliam estas duas verdades. Porque Davi foi um homem que falhou muito nas suas obras e foi perfeito nas suas intenções. É por isso que Jesus lhe disse várias vezes a ele, e sobretudo a quem veio depois dele, olha, aprende com o meu servo David, que foi perfeito em todos os seus caminhos. E nós dizemos, como assim? O homem fez as neiras, murais, fez, em alguns momentos, 30 por uma linha. Só que David teve o coração sempre inclinado para o lado certo, que é outra expressão, se quisermos, poética para descrever isso, que é as intenções ou a motivação de David foram sempre certas.
E o que Deus acredita como cooperação com ele é qual é a minha intenção. Então a pessoa que venha, vamos dizer, com a roupa que eu considero certa, mas mal motivada, está em desvantagem diante do miúdo que vem com uma roupa toda errada, segundo os critérios da religião, e tem o coração e a intenção certa. Por isso, Deus, a história de Davi, na verdade, começa com Deus a dizer assim a Samuel, não olhes para a aparência. Olhe para o coração. Porque eu vejo o que está dentro e tu não o vês. Ou seja, Deus está a olhar para a intenção, ou a motivação. É aí que Deus opera o querer e o efetuar e a minha obra a dizer, é isto que eu quero, Senhor. Eu não sou capaz, mas vais ajudar-me porque é isto que eu quero. E isto Deus não vai fazer por nós.
Então é aí que nós cooperamos com Ele.
Bom, perante esta abertura, digamos assim, fantástica que nós temos aqui de podermos ver o que está escrito no capítulo 2 de Filipenses, há uma outra ideia que nós podemos retirar desta passagem, que é, no fundo, o mundo está às escuras. O mundo não conhece esta realidade, não conhece esta fantástica oportunidade que Deus dá. E até uma das recomendações que Jesus fez aos seus discípulos foi cede à luz do mundo, não é? Se formos a Filipenses, capítulo 2, versículos 15 e 16, Paulo também vai, no fundo, nesta mesma linha. Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus, inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo, retendo a palavra da vida para que no dia de Cristo possa gloriar-me de não ter corrido nem trabalhado em vão.
Joana, como é que nós, na prática, e olhando agora para a parte prática, não é? Como é que nós, na prática, podemos brilhar como astros? Porque esta é a expressão de Paulo aqui nesta passagem. Neste mundo cada vez mais escuro, eu diria, um mundo cada vez que rejeita mais os valores do Evangelho. Como é que nós podemos ser este brilhar como astros? Sim, eu gosto muito desta expressão. Aliás, até já a usei uma vez num dos eventos que fizemos. Porque acho que um astro é uma coisa que realmente dá muita, muita, muita luz. Eu gosto sempre de... já que temos com a Bíblia aberta... Como é que eles chegam a estes desastres? E uma das coisas que ele diz primeiro aqui, como é que nós vamos resplandecer quando nos tornarmos irrepreensíveis e sinceros?
Irrepreensíveis lá está, é uma expressão que foi usada com alguns personagens dele. Porque. Realmente foram sinceros naquilo que faziam, como também o Pedro falava, que também o David tinha sido irrepreensível, ainda que tivesse tido este tipo de ações à nossa vista. E, na verdade, eu acho que é muito interessante como é que se tornam irrepreensíveis e sinceros. Se retorcermos um bocadinho mais ao 14, o que é que diz? Fazer tudo sem murmurações, nem contendas. Para quê? O que é que nos torna sinceros? E o que é que nos torna irrepreensíveis? Além de muitas coisas, Paulo deu aqui dois exemplos. Sem murmurações, nem contendas. Eu achei isto tão interessante. É alguém que não anda a fazer uma coisa que Deus também não gosta muito, que é arranjar conflitos entre irmãos, ou seja, não estabelece contendas, não espalha o ódio, não faz esse tipo de coisas e, além do mais, também não está sempre a queixar-se.
Ai, estou tão mal com a vida, sempre memorações, sempre a queixar-se. Isto parece ser duas coisas que nos torna irrepreensíveis e, no fundo, consequentemente, termos, então, preparados para sermos astros. Eu acho que nós, quando pensamos em sermos luzes, temos que sempre nos lembrar quem é que se considerou a luz do mundo. E quem é que considerou ser a luz do mundo? O próprio Jesus, eu sou a luz do mundo. Nós somos astros, nós somos como se fosse então uma lua. que vai refletir a luz que o Sol incide sobre nós. E o Nosso Senhor Jesus é o nosso Sol, no fundo, que nos ajuda a resplandecer a luz para aqueles que estão à nossa frente também. Então, nós só poderemos ser os astros com a luz certa, que realmente brilha, quando nós conseguimos refletir a luz que é Jesus.
Quando nós tivemos aquele relacionamento com Ele, que consegue atravessar o nosso caráter tão impuro, às vezes, e tão cheio de cicatrizes da vida, quando essa luz atravessa esse caráter e consegue, sim, tornar-se uma luz como deve ser. E esta ideia, que é uma segunda ideia, de que o mundo está às escuras, faz-me lembrar muito quando nós vamos acampar. Em Lisboa, eu moro no centro de Lisboa, nunca consigo ver estrelas nenhumas, não é, Jake? Mas num acampamento eu consigo realmente ver muito bem as estrelas, porque existe uma escuridão à volta. E nós podemos pensar como é que nós podemos ser esta luz. esta luz aumenta, quanto maior é o contraste. E normalmente o contraste ocorre para haver uma diferença.
Luz e escuridão. Tem que haver aqui um contraste. E só por causa de haver contraste é que a luz brilha como deve ser. Porque na cidade de Lisboa eu não consigo ver as astras tão bem. Porque existe muita luz, existe muito barulho, existe muita coisa. E eu acho que o mesmo ocorre no nosso testemunho. No fundo, quanto maior for a escuridão mural à nossa volta, maior será a luz que nós vamos transmitir. Então, no fundo, nós podemos pensar, nós nunca devemos ter medo de ser diferentes. E assim é que talvez a nossa fé se consiga distinguir aqui um bocadinho mais. Mas eu faço também aqui uma reflexão. Sei que não é tu que fazes perguntas. Mas o que é que é ser diferente hoje em dia? Onde hoje em dia tudo é diferente. É muito difícil nós encontrarmos muita harmonia. Cada vez mais há mais diferenças.
Há mais minorias. E a diferença é valorizada. E a diferença é valorizada. Já existem... Quando nós olhamos, por exemplo, para a cidade, no campo há muita homogeneidade, até na forma de vestir. Há muita homogeneidade. Quando vamos para a cidade, quando vamos para a Baixa de Lisboa, vemos uma heterogeneidade, vemos uma imensa diferença. Então como é que nós vamos ser diferentes num mundo que já tem tantas diferenças? E eu acho que é muito interessante nós pensarmos que há diferenças visuais. Que eu acho que às vezes nós focamos muito nas diferenças visuais, naquilo que vemos. E há pouco o Pedro falou numa coisa muito interessante. Aquilo que é invisível aos olhos é muito mais difícil de nós fazermos a diferença. E eu acho que quando nós pensamos, nós passamos a maior parte da vida do nosso trabalho, não é? E nós podemos ter luz aí. Como? Naquilo que nos é visível?
Nós vamos ser diferentes naquilo que os outros veem em nós? Ou nós vamos ser diferentes na forma como nós subimos a carreira? Ou nós vamos ser diferentes na forma como nós tratamos os nossos trabalhadores. Ou nós vamos fazer diferença na forma como nós lidamos com as nossas finanças. Ou nós vamos ser diferentes na forma como nós apresentamos-nos perante algum problema e alguma dificuldade. Ou nós vamos fazer diferença na forma como nós cuidamos também da nossa família, damos prioridade à nossa família. Do nosso corpo, por exemplo. Do nosso corpo. A minha questão aqui é que muitas das vezes nós estamos num mundo com muitas diferenças e ultimamente, ou podemos nos focar naquilo que é visível, naquilo que é a roupa que usamos, aquilo que fazemos. Isso já é diferente em todo lado, já não causamos diferença praticamente.
Nós podemos causar diferença naquilo que está por dentro das nossas intenções e que levam-se em atos depois que fazem diferença no mundo amoral de hoje. Sem dúvida, não é? A verdade que nós temos de manifestar é do nosso interior para o nosso exterior. Essa é talvez a verdade que ainda o mundo não conhece na sua perfeição. Há aqui uma outra ideia que nós vamos encontrar em romanos. Vamos saltar de filipenses para romanos. porque leva-nos aqui a um termo que, se calhar, nós não gostamos muito de ouvir, que é sacrifício. E Paulo vai aqui falar de um sacrifício vivo.
Vamos abrir em Romanos. Se em casa tiver a sua Bíblia, já sabe, poderá agora ir ao livro de Romanos, O livro de Romanos é relativamente fácil de encontrar, é um livro grande no Novo Testamento, podemos assim dizer. Então, Romanos capítulo 12, para lermos o versículo 1, diz, rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. Bom, eu acho que temos muita coisa aqui para dizer, Inês. De que forma é que este conceito que Paulo imprima aqui em Romanos de sermos um sacrifício vivo pode desafiar, em primeiro lugar, a nossa maneira de nós podermos viver, usando, por exemplo, o nosso tempo, os nossos recursos, as nossas prioridades e, ao mesmo tempo, sermos essa luz do mundo que estamos a falar aqui, no fundo, esse contraste que ainda há pouco a Joana falava e que, às vezes, é difícil de nós podermos ser um contraste neste mundo.
É verdade. Se calhar temos de começar por compreender o que é que era realmente um sacrifício, não é? Com que base é que Paulo está a falar? Porque os sacrifícios que eram feitos, na sua maioria, pelo pecado eram não eram vivos, não é? Bom, havia estes animais que eram dados e que eram sacrificados e teríamos então o perdão dos nossos pecados através destes sacrifícios, não é? Também podia ser um sacrifício de gratidão, pronto. Há vários sacrifícios diferentes. Mas este sacrifício era feito com o melhor dos animais, sem defeito. Eram estes animais que eram oferecidos. Agora, o que é que Paulo quer dizer com esta ideia de sacrifício vivo?
É que Deus nos convida também a nos entregarmos inteiramente a Ele. O nosso corpo vai representar quem nós somos, a nossa identidade, a nossa mente, tudo aquilo que nós somos. Não é só uma pequena parte de nós. Se nós somos convidados a entregarmos em sacrifício vivo, É uma entrega total. E é também uma maneira de renovar a nossa relação com Deus. E eu gosto de ver desta maneira. Um sacrifício vivo é contínuo. Nós estamos vivos. É contínuo. É uma maneira de viver continuamente com o nosso Deus. Colocando tudo aquilo que nós somos e temos ao seu serviço.
O texto também nos fala de um sacrifício santo e agradável. E esta palavra santo significa sermos postos de parte, separarmos-nos para Deus. É aceitável. Quando é que algo se torna aceitável para Deus? É quando também é feito com a intenção do nosso coração. As boas intenções que o Pedro estava a falar há pouco, não é? Então, isto é aceitável para Deus. Deus lê o nosso coração. Não tem nada de aparências. É esta entrega total. E depois o texto diz, e assim será o nosso culto racional. Está ligado à nossa vontade. É racional porque eu escolhi fazer este sacrifício, viver desta maneira, entregar-me.
Mas eu faço com o coração, com o amor. E então é uma adoração que tem significado. É isto apenas num versículo Paulo já pôde transmitir tantas informações apenas com poucas palavras, não é? Então, ser um sacrifício vivo é permitir que toda a nossa vida seja um ato de adoração. Não apenas aquilo que nós fazemos, se calhar na igreja, quando vamos à igreja, se vamos à igreja, mas também no nosso trabalho, como a Joana falava ainda há pouco, como nós servimos, falamos, amamos. Quem nós somos, não é? Nossa identidade. E é um convite diário a vivermos de forma intencional, oferecendo a Deus o nosso melhor, não é?
Então, temos aqui, falamos de tempo, recursos, prioridades espirituais. Significa que nós vamos poder usar tudo aquilo que Deus nos dá de maneira a glorificar a Deus nas nossas decisões, no descanso, no serviço, no nosso relacionamento com os outros. reconhecer que tudo aquilo que nós temos nos vem de Deus e pertence a Deus, em primeiro lugar, não é? Então, como é que nós usamos os nossos recursos e as nossas prioridades espirituais? Viver como sacrifício vivo é também por Deus, em primeiro lugar, obviamente, acima do conforto, do nosso ego, de qualquer coisa, não é verdade? E há aqui um versículo que eu queria partilhar para fechar.
Em 1 Coríntios 10, 31 diz, portanto, quer comam, quer bebam, quer façam qualquer coisa, façam tudo para a glória de Deus. Então, ser um sacrifício vivo significa que também nos queremos inserir nesta dinâmica de viver para a glória de Deus. Eu estava a ouvir-te e a pensar naquele conceito que Não é bem clichê, mas já se ouviu algumas vezes, nada que tenhamos inventado, que é aquela ideia de que mais do que morrer por uma causa, que era uma coisa que durante muito tempo as pessoas... havia muito esse apelo a... estás disponível a levar a tua vida a morrer por que causa, não é? E depois esse conceito evoluiu para a ideia de que mais exigente e mais interessante é qual é a causa que estás disponível para viver.
Eu, na verdade, tenho pensado algumas vezes, com alguma tristeza, para mim próprio, de que, por exemplo, eu teria... eu creio que estaria absolutamente disponível para morrer, por exemplo, por um dos meus filhos. Se fosse chamado, convocado a isso, mas às vezes não é isso, mas em uma situação de urgência, um limite, um acidente, uma coisa grave, eu não tenho qualquer dúvida hoje que, pelos meus filhos, eu arriscaria a minha vida imediatamente. Mas, muito mais difícil que isso é saber se eu estou disponível para estar a fazer reformas Estar a organizar a minha vida de uma tal maneira que eu seja realmente a influência mais positiva que possa ser para os meus filhos. E a conclusão a que eu chegue é não. Eu não sou o melhor pai que podia ser para os meus filhos.
Eu ainda não consegui viver o suficiente para ser um exemplo do qual eles pudessem orgulhar-se sempre. Isto leva-me a pensar que ser um sacrifício vivo, por isso, é muito mais exigente do que dar-se em sacrifício. Morrer podem muitas situações serem mais fáceis do que viver. Por isso este apelo ao sacrifício vivo também é um apelo... Deus não está a pedir que morras por ele. Está a pedir que aprendas a viver por ele. Já agora gostava de contar uma experiência muito rápida. Nós temos que ir para o intervalo, mas mesmo assim ainda vou arriscar a dizer. Lá em casa nós temos um jovem, não é? Um jovem que vai fazer 18 anos. E vai fazer 18 anos amanhã.
Mas, para dizer o quê? Ele gosta muito de vôleibol. Ele joga vôleibol. Ele sempre jogou. E eu sempre lhe disse, Pedro, há aqui uma situação de que se calhar pode haver alguma incompatibilidade. E ele sempre compreendeu. E agora, neste ano, ele resolveu entrar para um clube da 2ª Divisão. Portanto, já é uma situação um pouco mais a sério. E ele foi aos treinos, foi às captações e dizia, pai, falo... Eu disse, fala quando o treinador te disser que fiques. Então, o treinador disse, tu vais ficar. E ele disse, então eu preciso ter uma conversa consigo. Então qual é a conversa? Olha, eu sou cristão. Eu guardo o sábado. E eu não venho treinar desde sexta-feira ao pôr-do-sol até o sábado ao pôr-do-sol. E o treinador ficou a olhar para ele, uma coisa que ele diz, caramba, tanto esforço eu aqui a tentar ver se tinha um jogador.
Tenho um jogador e agora ele falha. E o treinador disse, olha, mas sabes que os jogos são todos ao sábado. Pois eu sei. Eu sei. E o treinador virou-se para ele e disse assim, Mas eu vou fazer uma coisa. Eu vou tentar mudar os jogos todos. E praticamente os jogos foram todos mudados. Isto às vezes, este sacrifício vivo, também tem um rendimento interessante porque é uma experiência que nós vamos vivendo com Deus e que de alguma forma nos permite perceber que Nem tudo é mau. Nós temos é que saber vivê-lo com Deus, ok? Mas nós agora temos que ir para o intervalo, não temos mais tempo agora na primeira parte, mas na segunda parte nós vamos falar, inclusive, de um tema muito interessante sobre alguém que Paulo considerou ter um caráter comprovado.
Fico por aí, é já a seguir. TV Novo Tempo, o canal do sábado.
O canal da esperança. Estamos de volta para a segunda parte do programa A Bíblia Aberta, aqui na sua TV Novo Tempo, o canal da Esperança 24 horas sobre 24 horas, sempre no canal 186 da Mel. Também poderá assistir e ouvir a programação cristã da Rádio RCS, onde também passamos o programa o Bíblia Aberta e hoje, antes de voltarmos à conversa, eu tenho para lhe oferecer um outro guia de estudo. Este guia de estudo tem por título Educação Financeira à Luz da Bíblia. E é muito interessante ver porque, de alguma forma, a pergunta é esta. Será que nós podemos ser ricos? Se calhar todos nós queríamos muito ser ricos, mas nem todos conseguimos. Mas ser rico é pecado?
É uma pergunta que se calhar você ainda não encontrou uma solução ou uma resposta exata. Ora, este Guia de Estudo poderá ajudá-lo a chegar a uma conclusão bem mais precisa e, de alguma maneira, este Guia de Estudo também lhe permite dizer que quem quer pode sonhar alto. temos é que saber sonhar corretamente. E, por isso, se quiser receber este Guia de Estudo Educação Financeira à Luz da Bíblia, faça o seu pedido para o 933-939291. 933-939291. E, gratuitamente, ele chegará à sua casa, sem qualquer tipo de custo. Basta que envie uma mensagem a dizer que precisa e quer deste Guia de Estudo. Vamos voltar então à nossa conversa e eu vou voltar ao Pedro. Pedro, antes de te fazer a pergunta que tenho aqui no meu alinhamento, eu quero
ler Filipenses capítulo 2, versículo 22, porque aqui fala de alguma coisa como caráter comprovado, diz 2, 22 de Filipenses. bem sabeis qual é a sua experiência e que serviu comigo no evangelho como filho com pai. Está aqui a falar de alguém. Vamos tentar descobrir quem é esta pessoa. Paulo aqui vai dar um verdadeiro elogio e vejam que nós realmente também podemos elogiar as coisas boas de todos nós. É um dos seus discípulos e Paulo vai, de alguma forma, ter esta ideia de dizer que ele foi alguém muito importante. Porquê é que ele fala desta forma? tão aberta, tão positiva, tão extensa a respeito deste jovem que era Timóteo.
Sem dúvida que Timóteo é elogiado, é exaltado por Paulo, mas mais do que exaltado, nós percebemos que Paulo, o apóstolo, tem uma relação de grande proximidade, um vínculo até pessoal e afetivo, com certeza também espiritual, com Timóteo. E é muito interessante, no meio destes conceitos todos teológicos que estamos aqui a estudar e que Paulo tem neste capítulo dois, mas ele quando fala aos filipenses, como Timóteo, enfim, teria ligação a eles também. Ele queria dar essa recomendação, no fundo. E é interessante porque há aqui, eu creio que há alguns ensinamentos aqui muito positivos e úteis, que se conectam com tudo o que tivemos a ver até aqui. Porque, no fundo, ele está, claro, a colocar Timóteo como um desses que é capaz de brilhar como um astro e de ser uma influência positiva.
particularmente aqui para esta comunidade, não é? É interessante que Paulo não se refere nunca a Timóteo como, sei lá, uma espécie de subordinado, não é? Ou alguém, um secretário, podíamos dizer assim. Não. Ele refere-se a esta relação, ele chama-lhe filho, um verdadeiro filho. Quando ele escreve a Timóteo, por exemplo, eu cito aqui o texto na introdução, tanto de primeira como de segunda, Timóteo, ele diz a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé, depois deseja-lhe graça e paz, e depois, na segunda carta, diz-lhe tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. É um título carinhoso mesmo, de uma ligação muito profunda. Claro que isto nos mostra, por um lado, que Paulo era um homem sensível, porque é interessante ter essa visão de Paulo, talvez, porque nós olhamos para Paulo naturalmente, por muitas razões, seja um pouco da sua biografia, mas também pelos seus escritos, como um homem, não digo duro, mas um homem zuloso, um homem forte.
E aqui nós vemos que uma coisa não significa que ele não possa ser uma pessoa sensível. E eu acho que vemos essa sensibilidade de Paulo a escrever a Timóteo, meu filho. E não era um filho, não era filho mesmo dele, de sangue, portanto é uma expressão de carinho profundo. Por outro lado, estes elogios e esta forma de Paulo apresentar Timóteo aos filipenses dá-nos também esta demonstração de que o nosso caráter, a maneira como vivemos, como nos comportamos, a nossa conduta, as nossas escolhas, elas são muito relevantes e têm uma influência muito grande. Por isso, esta forma de Paulo exaltar Timóteo, obviamente que tem a ver com o facto de ele se ter revelado desde jovem como um crente fiel, maduro, confiável.
E nós não podemos negar nunca que há características que fazem a diferença na vida. Quando nós temos pessoas que são íntegras, nós sabemos que podemos confiar nessas pessoas até às coisas mais escondidas ou às coisas mais exigentes, quando uma pessoa é honesta. Quando uma pessoa é madura, que não se deixa levar por qualquer onda de emoção, por exemplo, nós percebemos que essas pessoas são pessoas a quem nos podemos, por exemplo, buscar conselho e instrução para a vida. E é interessante, portanto, que Timóteo seja um jovem em quem Paulo reconhece estas características. E pessoas que sejam inspiradoras, Elas, em geral, não servem como ameaça, que os outros dizem, ah, coitadinho de mim, aquele aqui é bom.
Não, pessoa inspiradora normalmente leva os outros a dizer, eu também gostava de ser assim. No fundo é isso que nós tentamos fazer com os nossos filhos. Hoje já aqui contamos histórias dos nossos filhos. O que que nós desejamos mais em relação aos nossos filhos? E nós todos aqui a esta mesa somos pais, com filhos em diferentes idades. Seja aliás qual for a idade, tenho filhos adultos, jovens adultos, ou quem tem filhos ainda muito bebés, talvez seja aqui a Inês que tem o mais pequenino dos filhos aqui entre nós. a idade em que os nossos filhos têm, nós esperamos conseguir ser uma referência para eles. E também desejamos que eles se tornem essas pessoas de referência. O mundo vive e avança precisamente a partir de exemplos. que inspiram os outros. Isto é tão verdade no mundo político, como no mundo do desporto, como no mundo social, como no mundo religioso, que é este mundo aqui que estamos, porque isto Paulo está a escrever, a uma igreja, a uma comunidade.
É maravilhoso ver que há pessoas que realmente servem de exemplo, servem de referência. O próprio apóstolo Paulo chegou a dizer ser de meus imitadores. Acho que seria a única coisa, ou a principal das coisas que Paulo escreveu que eu jamais poderia dizer Porque eu não quero que ninguém me imite. Porque eu tenho medo que o meu exemplo não seja imitável. Mas, para mim, é absolutamente inspirador ver um homem de Deus que percebe e assume a responsabilidade de dizer, sejam meus imitadores. É porque ele quer que as pessoas sigam este mesmo caminho. Ele já encontrou Cristo. Ele já viu uma transformação na vida dele. E a maneira de ele dizer, eu quero que vocês vivam a mesma coisa que eu, é um pouco aquilo que ele gostava que as pessoas experimentassem também.
Por isso é que isto é tudo para dizer, no fundo, que a ideia de existirem homens e mulheres que são tão maduros, tão confiáveis, tão espirituais, que se tornam uma referência, é uma ideia sagrada, é uma ideia solene, boa, positiva. Para quem nos vê e acompanha, isto tem duas implicações práticas. Alguns de nós podemos dizer assim, eu quero ser esse homem, quero ser essa mulher. Eu quero estar à altura e buscar, com a ajuda de Deus, eu poder ser uma referência para outros. Mas também há uma outra conclusão prática que podemos tirar, que alguns de nós podemos estar numa fase, e não tem a ver com idade, tem a ver com uma fase do nosso percurso que podemos dizer assim, eu preciso de pessoas assim na minha vida. Seja porque se calhar podemos ter pessoas que são um mau exemplo, uma má influência, sejam jovens ou menos jovens, e alguns de nós precisamos dizer assim, eu preciso de pessoas na minha vida que eu queira ascender a ser como elas.
Que me ajudem a ir puxar, não é? Puxem e levem. Como aquilo dos dois, quando não está aí. O outro vai. Então nós podemos procurar. E às vezes isso também implica abdicar de certas pessoas na nossa vida. Por muito difícil que isto possa parecer, há pessoas que nós devemos dizer assim, esta pessoa claramente não me está a fazer bem, não me está a atrair para Deus, não me está a instruir e a fazer crescer e amadurecer. E portanto, tanto Timóteo como Paulo são exemplos desta realidade. Que há uma curiosidade, aliás, que encontramos em Paulo, que é saber que Paulo, quando era mais jovem, teve um caso de um outro jovem com quem ele teve a reação exatamente contrária. Eu, quando estava a ler isto e a meditar sobre a relação de Paulo com Timóteo, lembrei-me da relação de Paulo com João Marcos.
que é totalmente oposta a esta, porque ele... Marcos, em certo sentido, fez Paulo perder a confiança nele, porque lá quando iam na Pifil, ele desistiu da viagem onde iam, e Paulo não gostou nada daquilo. E quando houve a oportunidade de ir para uma viagem missionária, Paulo disse a Barnabé, olha, faz o que tu quiseres, mas eu com esse rapaz não vou querer ir. E eles chatearam-se, houve uma disputa entre eles, e Paulo vai com Silas e Barnabé vai com Marcos. Portanto, Paulo lá está. Foi duro naquela altura e disse não, porque não confiava naquela pessoa. É curioso e constramino que quando Paulo escreve a Timóteo, é na carta, creio que na segunda que estou a citar, mas creio que é na segunda carta a Timóteo, que Paulo vai escrever a Timóteo recebe aí o jovem João Marcos, que é uma pessoa muito útil no Ministério.
E isto é fantástico, porque é a escrever a Timóteo, porque nesta altura, João Marcos já não era assim jovem. Timóteo é que era jovem nesta altura, porque as idades são diferentes. E então ele agora já diz a Timóteo, olha, eu tenho aqui uma pessoa recomendável. O que quer dizer o quê? Que não só Paulo evoluiu, mas eu atrevo-me a dizer que Marcos também evoluiu, porque se calhar Paulo tinha razão, Marcos não era maduro e confiável, só que tornou-se. Quer dizer que até uma pessoa que não seja assim tão recomendável ou confiável pode tornar-se e vir a ser um grande exemplo. Portanto, estas histórias, esta ligação entre estes homens... Há uma citação de uma escritora, a escritora Ellen White. Ela escreveu uma coisa bastante interessante. Ela diz que quando estamos bem suportados no poder do alto desenvolvemos uma semelhança com Cristo no seu caráter.
E isso é que nos distingue, digamos assim, enquanto cristãos neste mundo de trevas. Agora, se quisermos, isto não é mais do que a honra que nós podemos transmitir ou que se distingue daqueles que são fiéis a Deus. E se formos a Filipenses capítulo 2, vamos encontrar aqui um outro caso de um outro personagem. Paulo dá-nos estes dois personagens a conhecer. Capítulo 2 de Filipentes, versículos 29 e 30 diz, Então
nós vemos aqui Paulo a falar de um outro personagem, este personagem chamava-se Eprafródito, Não sei se vocês têm interesse em colocar este nome num dos vossos filhos, Epafródito, mas era um nome interessante, que foi alguém com atitude. E aqui o que importa salientar é que este homem teve atitude, sofreu conflitos, chegou até bem perto da morte, diz-nos Paulo. Joana, como é que nós podemos refletir esse mesmo espírito, vou dizer, de Epafródito, este espírito de entrega, e que Paulo vai salientar aqui, quase como que tende honra, não é? Dá-lhe honra a este valoroso. Eu acho que nós podemos aprender um bocadinho com ele, não é? Ver o que é que ele, nestes poucos textos, porque é a única referência na Bíblia que temos de Epafrodito.
Aliás, a julgar pelo nome, que remete ali um bocadinho para o culto de Frodito, parece que ele até vem do mundo pagão. Ou seja, nem sequer veio ali do mundo judeu, nem sequer tinha uma base judaica, não tinha... se calhar aqueles valores que o povo tinha intrínseco já neles. Foi um homem que tem aqui, em poucos versículos, uma descrição de uma notoriedade que lhe confere essa tal honra. Uma dedicação. E eu acho que é muito isso. Eu acho que este irmão, no fundo, que já foi considerado um irmão, foi enviado pela Igreja de Filipes para ajudar uma das referências daqueles irmãos de Filipe. Não, os filipenses. E foi com uma missão de suprir as necessidades.
Ele até levou dinheiro. Era uma pessoa de confiança, uma pessoa confiável. Portanto, acho que isso é uma das primeiras características. Este senhor nós consideramos que uma pessoa confiável. Eles viram neste irmão uma pessoa que podia confiar monetariamente, a tarefa de confiar recursos monetários e de cumprir a tarefa. De levar Até Paulo. E depois Paulo tem aqui uma descrição muito interessante, é que este senhor, este jovem, nem sei sequer qual era a idade dele, demonstrava uma amizade muito profunda com os seus irmãos. Uma empatia muito grande. Também eu acho que é uma característica interessante. Diríamos que isso é que é brilhar com os astros, não é? E ele brilhou, sem dúvida, porque ele demonstrou esta empatia ao dizer, os meus irmãos estão preocupados comigo, eu estou-lhes a causar sofrimento, porque eles estão preocupados comigo.
Ele não estava a olhar para ele. Ele é que estava doente, uma doença que quase, como Paulo diz, o levou à morte, mas não era isso que o importava. A preocupação deste senhor, deste perforódico, foi os meus irmãos estão preocupados comigo, o que é que eles preocupam comigo? Então, criou-se aqui uma empatia muito interessante. No fundo, também achei interessante o facto de ele estar disposto a dar a sua própria vida. Portanto, há alguém que era humilde ao ponto de não pensar, isto não é sobre mim. Isto não é sobre mim. E eu acho que hoje em dia nós temos muito esta tendência de pensar que a nossa vida acontece, tudo à nossa volta, sobre mim. E é uma das formas que nós conseguimos relativizar, não é talvez a palavra certa, mas conseguimos compreender o sofrimento que acontece à nossa volta, é pensar, isto.
Não é sobre mim. Isto é sobre algo muito maior do que eu. E eu acho que ele tinha esta noção de honra por estas três grandes características. Ela confiável. Ele tinha uma empatia, um amor extremo pelos seus irmãos e ele tinha no fundo esta sensação de humildade. Isto não é sobre mim. Isto é além de mim. E ultrapassava todos os sofrimentos de uma forma bastante alegre. Até porque depois a seguir na continuidade Falar aqui o próprio pós-palavrão de tristeza, não é? Tristeza sobre tristeza. Que era esta realidade de palco. E eu acho que este senhor também estava a viver, no fundo, que a alegria cristã não dependia das circunstâncias que eles estavam a viver. E eu acho que isso conferiu-lhe ali a honra e é para nós uma lição. Aprendemos com este senhor esta atitude de vida. Talvez ele seja um bom exemplo daquela expressão.
Pensa isto agora ao ouvir a tua descrição. do conceito de sacrifício vivo que à bocadinha aqui explorávamos, talvez seja... estão aí algumas características do que é esta atitude de sacrifício vivo. Sem dúvida que sim. Sem dúvida. Bom, estamos a caminhar-se, digamos, para o final deste episódio, mas ainda temos aqui alguns minutos e Inês, eu vou-te dar o privilégio de tu poderes explorar um pouco esta ideia de brilharmos, porque no fundo o que nós encontramos na Bíblia é uma necessidade de brilharmos por Cristo, não é?
E brilharmos em Cristo. E esta ideia de brilharmos perante as trevas deste mundo foi o próprio Jesus que nos deixou quase como que um desafio diário e permanente. E aí eu levar-vos-ia a Mateus capítulo 5. E mesmo assim que está aí em casa poderá agora passar de Filipenses para Mateus. Mateus capítulo 5. Vamos ler dois versículos. O versículo 14 ao versículo 16. e que aqui Jesus fala claramente da luz. Diz, a partir do versículo 14 do capítulo 5 de Mateus, Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas nuveladores e dá luz a todos os que estão em casa, ou na casa.
Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. Palavras de Jesus para os seus discípulos, mas que no fundo se estendem até nós. Inês, nós vamos terminar. Esta basicamente é a última pergunta que tenho aqui no alinhamento. Mas eu gostava que tu nos pudesse ajudar a compreendermos como é que nós podemos guardar bem viva esta luz que Deus nos pede para sermos neste tempo em que vemos verdadeira oposição, escuridão, vamos mesmo dizer assim, escuridão espiritual. Como é que nós hoje, os cristãos, podem cumprir esta ordem do Senhor Jesus sem nunca comprometerem, de alguma maneira, a verdade sem o amor?
Manter vivo a luz de Cristo em nós. É viver de tal modo em que as pessoas possam ver também Jesus em nós, não é? E se calhar não é algo assim tão difícil no sentido em que temos de fazer sacrifícios muito grandes. Bom, estávamos há pouco a falar do sacrifício vivo, não é? Mas este sacrifício vivo, o que é que era? Era a entrega total. Era reconhecer também que as forças que nós temos não são as nossas. A luz também não é nossa, é a luz que vem de Deus. Então, em vez de estarmos centrados em nós, como a Joana estava há pouco a dizer, não é sobre nós e sobre aquilo que nós somente estamos a fazer, mas é sobre aquilo que Deus tem feito em nós e aquilo que Deus pode fazer através de nós.
Então, se nós estivermos, em primeiro lugar, centrados em Cristo, centrados no seu amor, isto pode acontecer muitas vezes na nossa vida, desviarmos o nosso olhar e olharmos para as nossas dificuldades, para a nossa vida. Isto até é normal, nós somos humanos. Mas, rapidamente, isto sempre que me acontece, Deus diz-me, Inês, não olhes para ti, olhe para mim. E vais-te ver a minha mão agir na tua vida. E este é o primeiro convite que Deus faz a cada um de nós. é termos a nossa vida escondida nele, é, apesar das nossas fraquezas, nossas dificuldades, é aí que Deus se quer manifestar e dizer, ok, isto é a tua visão do mundo, mas eu quero dar-te outra visão.
Eu sou a luz do mundo e quero ser, em primeiro lugar, a luz da tua vida. E quando Cristo é a luz da nossa vida, nós vamos irradiar alguma coisa. Eu lembro-me sem me dar conta isto, sem nos darmos conta, porque Deus vai agindo a nós e através de nós. E não é para que nos glorifiquemos de nada. Eu lembro que estava dando estudos bíblicos a alguém, ou a falar da Bíblia, e esta pessoa diz-me, quando está aqui comigo, eu sinto algo diferente. E eu não sinto nada diferente. Na minha vida está tudo... Mas isto diferente, o que é isto diferente? Sinto uma paz. E eu digo ao Senhor, ok, isso significa que Deus está comigo aqui.
Eu sinto comigo, mas nós nem temos consciência de que maneira é que vivendo com Deus, Deus se manifesta através de nós. Então, o nosso primeiro dever, nem é um dever, não é a necessidade de nossa alma, é estarmos ligados à fonte da luz. Já para nós mesmos, não é verdade? Isto depois vai se partilhando com o que eles restam à nossa volta. E de que maneira é que nós podemos manter esta ligação? através da oração, da leitura da palavra, a vida no Espírito e do serviço. O serviço é um dos pilares. Se eu passar a minha vida toda em oração e não estiver a olhar para os outros que estão à minha volta, a minha vida espiritual também não faz sentido e eu não vou crescer espiritualmente também.
E depois, estas boas obras que vamos ter, não são estas obras com um esforço incrível de querermos parecer bem e fazer boas coisas para aquelas pessoas que estão à nossa volta a falarem bem de nós, mas é simplesmente aquilo que vai vir do nosso coração. São as obras que Deus tem estado a preparar com antecedência para que nós possamos viver. E esta luz vai ser espontânea, não é? São as obras da salvação. Não são obras que fazemos para sermos salvos. São obras que nós fazemos porque somos salvos. Porque estamos perto do nosso Deus. E esta luz já nos habita, não é? O mundo está em trevas e não são só trevas morais.
Há sofrimento. Há guerras. As pessoas têm dificuldades. E este sofrimento que está à nossa volta, só às vezes uma palavra ou levarmos algo que as pessoas necessitam e termos uma verdadeira empatia pelos que estão à nossa volta, isto também é sermos luz. Sermos luz não é só mostrarmos quem Cristo é com palavras, com informações, apesar de também É útil, as pessoas precisam de conhecer Cristo, mas é o que é que nós também estamos a fazer por aqueles que estão à nossa volta. Então, Deus convida-nos a sermos as suas mãos nesta terra, a seguirmos os passos de Cristo, porque temos de pensar o que é que Jesus fez nesta terra, de maneira concreta.
Como é que ele foi luz, como é que as pessoas viram que havia algo diferente neste homem e quiseram segui-lo e quiseram... foram logo ter com ele. Será que as pessoas também vêem algo diferente em nós e dizem, o que é que estás a viver? Eu também quero viver a mesma coisa que tu. Eu acho que isto é o que acontece. Eu, quando eu vi, e nós temos exemplos, de certeza, também na nossa mente, de pessoas que foram luz para nós, Nesses momentos nós devemos ter pensado, gostava de ter esta luz também, gostava de ter esta paz na minha vida, gostava de viver algo especial assim.
Então é isso que Deus também quer fazer através de nós, não é verdade? E que tudo isto seja para a sua glória, para que o seu caráter seja visto em nós e assim estas outras pessoas também queiram seguir o bom Deus. Eu ia lançar-vos aqui um pequenino desafio. Um pequenino desafio. Temos pouco mais de um minuto, minuto e meio se quisermos.
E vou dividi-lo pelos três. Em algo que tu pegaste. Tu pegaste aí no exemplo de Jesus. E vou começar pela Joana. Mais difícil, Joana. Qual é o exemplo que Jesus te. Dá que te mostra mesmo, olha, ele foi a luz do mundo? Alguma característica de Jesus no seu período aqui? Porque, no fundo, ele passava e era um como nós. Foi quando ele quebrou conceitos pré-destabelecidos, que não eram os fundamentais para Deus. Para mim foi a tipa luz. Quando tu vês nos escritos de Jesus, essa é a parte em que tu vês que Deus trouxe luz ao mundo. Ele quebrou completamente conceitos pré-estabelecidos, que não eram o fundamento do amor de Deus.
Muito bem. Pedro, vou deixar a Inês para o fim, já que acabou de falar. Na tua perspectiva, Eu acho que a. História da relação de Jesus com o apóstolo, o seu discípulo Pedro, Simão Pedro, é um exemplo magnífico de como a obra redentora de Cristo produz muito fruto, porque Pedro traiu Jesus. E esse momento podia ter sido o definidor de um homem que se perdia totalmente nas trevas, porque aquilo foi nas trevas, e Jesus vai resgatá-lo de uma maneira. Vai fazer uma refeição para os discípulos, grelha ali um peixe, chama, depois chama Pedro e conversa com ele e diz, amas-me Pedro. Jesus tornou-se a luz para Pedro. E esse facho de luz que Jesus incidiu em Pedro mudou a história do cristianismo e da vida de Pedro.
Inês, um exemplo de Jesus tenha sido verdadeiramente para ti a luz do mundo. Todos eles foram. Eu acho que na sua maneira de lidar com as pessoas, a sua compaixão, o seu amor, o seu olhar sobre o ser humano, é um olhar que atravessa a nossa alma. Mesmo quando estamos só a ler a Bíblia, eu vejo esse olhar de Cristo para comigo, a sua compaixão, o seu amor, e eu fico realmente derretida. Entre muitos, para mim, também é aquele em que aquela mulher, depois de 12 anos de de um fluxo de sangue chega e toca apenas em Jesus e é curado. Eu acho que é extraordinário. Que Deus vos possa abençoar. Já não temos mais tempo.
Terminamos aqui mais um episódio da Bíblia Aberta. Foi um gosto ter-vos comigo.
Espero encontrar-vos um dia desses novamente para voltarmos a abrir a Bíblia. Quanto a si, Prezado amigo, já sabe, tem um guia de estudo à sua disposição. Se quiser receber em casa este guia de estudo, tem por título Educação Financeira à Luz da Bíblia, poderá requisitá-lo. Basta enviar uma mensagem para o nosso WhatsApp, para o 933 939291. 933 939291 e encontrará entre muitas outras questões, por exemplo, será que nós podemos sair da linha vermelha sempre que as nossas finanças estão em baixo? Como é que nós podemos fazer isso? Há aqui muita coisa que é necessário ler, estudar, sempre à luz da Bíblia. Por isso, não se esqueça, nós temos este material para lhe oferecer com muito gosto e muito carinho.
Por hoje, nada mais. Esperamos por si na próxima semana para abrirmos novamente a Bíblia consigo e encontrarmos nas cartas que Paulo escreveu aquilo que o Senhor Deus tem para nos oferecer. Já sabe, nós estamos aqui semanalmente na sua TV, na TV da Esperança. Que Deus o abençoe.
Neste episódio do Bíblia Aberta, abrimos a Palavra de Deus na carta de Paulo aos Filipenses, capítulo 2, para refletir sobre um tema profundamente atual: como viver a fé num mundo cada vez mais marcado pela escuridão espiritual.